Nova lei agrícola dos EUA prejudica ainda mais o algodão brasileiro

algodão

Por Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

Aprovada pelo Senado dos Estados Unidos na última semana, a nova lei agrícola (Farm Bill) do país pode ser mais lesiva ao algodão brasileiro do que a atual, dizem especialistas. No texto, os pagamentos federais diretos aos agricultores, considerados irregulares pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são diminuídos, mas é criado um programa de seguro às lavouras, o Stacked Income Protection Plan (Stax). O sistema cobre de 70% a 90% das perdas dos agricultores. Além disso, o governo norte-americano pode subsidiar 80% da contratação do seguro. Um dos temores, além do prejuízo de competitividade para as exportações brasileiras, é que as vantagens contribuam para a alta da oferta e queda do preço do algodão de forma generalizada.  A legislação só vale após ser promulgada pelo presidente Barack Obama.

Segundo Renata Amaral, consultora em comércio exterior da Barral M Jorge, embora especialistas brasileiros ainda estejam fazendo cálculos sobre os impactos financeiros do seguro, a avaliação preliminar é que ele será “bem mais extorsivo” do que os subsídios foram. “Em uma situação extrema, [o seguro] pode garantir até 90% [das perdas do agricultor]. Mesmo que ele perca toda a colheita do ano, terá garantia”, destaca. Ela diz que a nova redação não eliminou por completo os programas de subsídios da antiga Farm Bill, condenados pela OMC. De acordo com a consultora, o Brasil  pode tornar a levar a questão ao organismo internacional. “[O país] ganha a prerrogativa de analisar se a nova lei está consistente com as regras da OMC ou não. Um processo novo, vinculado ao anterior”, disse.

O gerente de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo, concorda que o seguro proposto na nova lei agrícola pode se revelar prejudicial aos cotonicultores brasileiros. “O resultado é [o produtor norte-americano] assumir mais riscos. Ele pode acabar plantando mais do que existe demanda para absorver e então o preço subir”, avalia. Para Bonomo, no entanto, não é possível saber o impacto real do programa de seguro, nem tomar medidas a respeito dele até que esteja funcionando. “A gente só vai saber à medida que for implementado. O peso [que o seguro terá] também depende da situação de mercado. Para provar que vai contra as regras, teria que demonstrar que deprime os preços e afeta as exportações brasileiras”, diz.

Com relação à redução dos subsídios, a avaliação dele é que houve aspectos positivos e negativos. Bonomo ressalta que os Estados Unidos eliminaram e reformaram os programas de pagamentos diretos para produção e para comercialização do algodão, respectivamente, mas mantiveram, com alguma diminuição do impacto, o programa de subsídios à exportação, que é o mais problemático para a concorrência brasileira. “Na nova lei agrícola, o Congresso delega poder ao secretário de Agricultura dos EUA para negociar mais reformas com o Brasil nessa questão. Em lugar de ser o fim do processo [de disputa pelos subsídios], como se esperava, virou mais uma etapa. Do jeito que está, continua inconsistente com as regras da OMC. [O futuro] dependerá do Brasil e das negociações bilaterais”.

Além de decidir como lidará com a continuidade dos subsídios às exportações, o governo brasileiro deve optar pela retaliação ou não dos Estados Unidos em função da suspensão dos pagamentos ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), interrompidos desde outubro do ano passado. Em 2009, a OMC concedeu ao Brasil o direito de retaliar os EUA em US$ 829 milhões pelos subsídios ao algodão. Os norte-americanos propuseram um acordo para que a retaliação não fosse aplicada e passaram a fazer pagamentos anuais de US$ 147,3 milhões ao IBA. No ano passado, no entanto, pararam os repasses sob a alegação de que os cortes automáticos no Orçamento não permitiam honrar os pagamentos.

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Executivos da Bahia Farm Show visitam Show Rural no Paraná

Bahia_farm_logoExecutivos da Bahia Farm Show (BFS) 2014 fizeram uma visita técnica nesta quinta-feira, 6, ao Show Rural Coopavel, em Cascavel, no Paraná. Eles aproveitaram a oportunidade para convidar os organizadores da feira paranaense para participarem da edição comemorativa de 10 anos da BSF, que será realizada de 27 a 31 de maio em Luis Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia.

O Show Rural Coopavel é referência mundial, uma oportunidade para que as principais empresas de pesquisa e de equipamentos lancem novos produtos e serviços. O principal objetivo da feira é a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais.

Após a visita ao Show Rural, a organização da Bahia Farm Show dará continuidade aos preparativos para o lançamento oficial da feira à imprensa do Oeste baiano, no dia 27 de março, em Barreiras. A BFS é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), juntamente com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (ASSOMIBA) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães. 

Retaliação comercial do algodão: luta de 8 anos contra EUA começa a ter fim.

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As partes interessadas têm até esta sexta-feira (31.01) para se manifestar sobre as medidas de retaliação em propriedade intelectual que podem ser adotadas pelo Brasil contra os Estados Unidos, no âmbito do contencioso do algodão. Realizada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a consulta pública é uma preparação para que a retaliação, autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), seja adotada pelo Brasil.

O secretário-executivo da Camex, André Alvim Rizzo, reforça que “a participação ativa das empresas nesta consulta pública é muito importante porque auxiliará o Conselho de Ministros a decidir pelas medidas mais eficazes. O roteiro de manifestação, disponível no nosso site, não tem complexidade alguma e visa facilitar a participação de todos”.

Quem quiser participar da consulta deve seguir as instruções da Resolução Camex nº 16/2010, e acessar o Roteiro de Manifestação, publicado no site da Camex.

Estão sendo propostas 21 medidas em diversas áreas, como subtração de direitos de proteção de patentes e licenciamento compulsório sobre medicamentos, inclusive veterinários, e defensivos agrícolas; proteção de cultivares; proteção de direitos do autor sobre obras musicais, audiovisuais e literárias; aumento de valores sobre registros de direitos de propriedade intelectual e direitos do autor; e cobrança de direitos de natureza comercial sobre a remessa de royalties para os Estados Unidos. A lista completa está publicada no site da Camex.

O contencioso do algodão foi resultado de quase oito anos de litígio e de mais de quatro anos de descumprimento pelos EUA das decisões do órgão de Solução de Controvérsias da OMC. O montante anual da retaliação estabelecida pelos árbitros da OMC em favor do Brasil foi o segundo maior da história da instituição, totalizando US$ 829,3 milhões.

Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia inicia sua segunda fase

As equipes de campo do Programa Fitossanitário da Bahia já iniciaram a segunda fase do Programa com visitas às propriedades do Oeste do Estado para monitorar as lavouras de milho, algodão e soja. O objetivo é verificar se as diretrizes apresentadas na primeira fase estão sendo colocadas em prática e se haverá a necessidade de ajustes.

celito-bredaSegundo o coordenador do grupo técnico do Programa Fitossanitário da Bahia, Celito Breda, a segunda fase será direcionada para a realização de adequações. “Precisamos ver se o calendário de plantio proposto está funcionando e verificar se o refúgio para proteção de biotecnologias (OGM´S) será mandatório com 20% de plantas não Bt para o milho, 20% para o algodão e 50% para a soja, como foi preconizado no Programa Fitossanitário”, disse Breda, acrescentando que, ainda nesta fase, “será verificada a necessidade de utilização de novas ferramentas de manejo de pragas e a flexibilização para o cultivo irrigado durante o vazio sanitário”.

Formadas por agrônomos e técnicos agrícolas, as equipes vão percorrer os 2,2 milhões de hectares cultivados no Oeste da Bahia para oferecer orientação nas áreas técnica e de destruição de restos culturais e de plantas voluntárias. A área monitorada compreende propriedades dos municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Cocos, Jaborandi, Correntina, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves. Elas estão distribuídas em 20 núcleos. Continue Lendo “Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia inicia sua segunda fase”

Soja: oscilações especulativas.

A cotação da soja variou, ontem, em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, entre R$59,50 e R$60,50 a saca de 60 k. Na bolsa de Chicago, agora pela manhã, a soja continuava em recuo, com US$12,64 o bushel para entrega em março. Os analistas consideram especulativas essas oscilações de preço, considerando que em fevereiro começa com força a exportação brasileira da nova safra.

Luís Eduardo compromete emprego do território do vale do Rio Grande

Endurecimento das leis trabalhistas afastou trabalhadores do agronegócio
Endurecimento das leis trabalhistas afastou trabalhadores do agronegócio

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia fez publicar, hoje, matéria de análise do quadro de admissões e demissões do Estado em 2013, por regiões e território de identidades.

O saldo negativo do número de empregos na Bacia do Rio Grande foi significativo (-1.397 postos) e pode ser associado ao mau desempenho, principalmente, do município de Luís Eduardo Magalhães (-522). O setor que mais influenciou negativamente no resultado do território foi o da Agropecuária (-892 postos).

No acumulado do ano, os territórios de identidade Metropolitano de Salvador (+17.727 postos), Recôncavo (+6.889 postos) e Portal do Sertão (+5.067 postos), se destacam como os maiores criadores de empregos formais. O primeiro teve seu saldo impulsionado pelo setor de Serviços, com 7.423 postos de trabalho, e por Construção civil, que gerou 4.640 novos postos.

O setor de Construção civil foi o principal responsável pela geração de empregos no Recôncavo, com 4.615 novos postos de trabalho, enquanto que no Portal do Sertão, o setor de Comércio foi o que obteve maior saldo (2.071).

Entre os territórios de identidade que apresentaram os menores saldos, de janeiro a dezembro de 2013, estão o Médio Sudoeste da Bahia (-1.342 postos), o Médio Rio de Contas (-534) e o Litoral Sul (-428).

O setor da Indústria de transformação foi o maior responsável pelo saldo negativo apurado nos territórios de identidade do Médio Sudoeste da Bahia (-1.849 postos) e Médio Rio de Contas (-564). No Litoral Sul o setor de Agropecuária foi responsável pela redução de 588 postos de trabalho no acumulado do ano.

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Paraná confirma safra recorde de soja.

A safra de soja no Paraná deverá atingir 16,46 milhões de toneladas, mantendo o Estado em 2º lugar no País, atrás apenas do Mato Grosso. Isso significa algo como 18% da safra de todo o País, estimada em 90 milhões de toneladas. A colheita começa nas regiões de Toledo, Cascavel e Francisco Beltrão, as mais produtivas do Estado. O restante das lavouras está em estado de enchimento de grão e maturação, com boas condições de umidade no solo.

As cotações do mercado interno da soja continuam firmes, apesar das fortes oscilações em Chicago. O pregão abriu em U$12,79 por bushel em Chicago.

A meteorologia está prevendo chuvas fracas para quase todo o Nordeste no dia de hoje.

Prefeito e lideranças agrícolas da Região Oeste participam da assinatura do Prodeagro

 

O Prodeagro será composto com recursos do crédito presumido do ICMS dos produtores rurais, repassados pelas indústrias esmagadoras de soja.O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, participou na segunda-feira, 20, no gabinete do secretario de Infraestrutura da Bahia e governador em exercício, Otto Alencar, da assinatura do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária da Bahia (Prodeagro) – fundo privado e sem fins lucrativos, com recursos voltados para infraestrutura, defesa fitossanitária, pesquisa e sustentabilidade econômica do agronegócio do Oeste da Bahia.

A comitiva que se reuniu com Otto Alencar, contou, além do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, com a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha; o vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacir Ranzi; o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal; Walter Horita, ex-presidente da Aiba e Sérgio Pitt, ex-vice-presidente da Aiba e Coordenador de Articulação Regional da União dos Municípios do Oeste da Bahia (UMOB).

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Produtores participam da posse do novo Secretário da Agricultura

Foto de Heckel Júnior
Foto de Heckel Júnior

O prefeito Humberto Santa Cruz e um grupo de dirigentes do agronegócio participaram, nesta segunda-feira, 20, em Salvador, da posse do novo titular da pasta de Agricultura do Estado, Jorge Carneiro, em substituição a Eduardo Salles, que se licencia para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Além do chefe do executivo de Luís Eduardo Magalhães, a região Oeste esteve representada por várias lideranças do agronegócio: Odacil Ranzi, vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) ; Isabel da Cunha, presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa); Ademar Marçal, presidente da Fundação Bahia, Walter Horita, ex-presidente da Aiba e produtor rural e Sérgio Pitt, ex-vice presidente da Aiba e Coordenador de Articulação Regional da União dos Municípios do Oeste da Bahia (UMOB).

“Tenho absoluta certeza que todo trabalho realizado pelo ex-secretário Eduardo Salles será mantido na gestão de Jorge Carneiro. A agropecuária baiana obteve muitos avanços nos últimos anos graças à dedicação da Seagri em dar suporte ao produtor rural, seja ele, grande ou pequeno”, comentou o prefeito Humberto Santa Cruz.

Em seu primeiro pronunciamento, o novo secretário destacou que pretende dar continuidade aos esforços feitos no sentido de atrair investimentos nacionais e estrangeiros para agroindustrializar a Bahia, visando agregar valor à produção, gerar empregos e renda e melhorar a vida do homem do campo.

Jorge Carneiro lembrou ainda a criação das 22 câmaras setoriais e a elaboração dos planos estaduais do mel, do leite e da borracha e salientou que a Seagri vai continuar a priorizar a agricultura familiar, segmento que na Bahia conta com 665 mil famílias, (15% desse setor no Brasil), e responde por 7% do PIB estadual, isso, sem esquecer a agricultura empresarial.

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Produto fabricado no Brasil é nova arma contra Helicoverpa armigera

Um produto criado pela empresa Simbiose, de Cruz Alta (RS), é a novidade no combate contra o ataque da Helicoverpa armigera às lavouras de soja e milho. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) já liberou a venda para revendas em lojas autorizadas.

‘’Os nossos produtos são naturais, e podem ser usados em favor da agricultura’’, destacou o diretor da Simbiose, Marcelo Oliveira. De acordo com ele, o produto foi criado a partir de um microorganismo encontrado na natureza.
O modo de aplicação é por pulverização na lavoura ou através de tratamento da semente. A toxina se adere na folha da soja ou do milho, e quando a lagarta ingere a toxina, para de se alimentar imediatamente e morre por infecção em seguida. A matéria é original do Agrolink.

Bahia pode se tornar grande produtor de cevada cervejeira

Ampliando suas fronteiras, a Agrária, cooperativa agroindustrial com 62 anos de atividades, com sede no Paraná e com mais de 550 agricultores cooperados, pode expandir suas atividades para a Bahia e produzir cevada cervejeira na região Oeste do Estado. Conversações foram mantidas entre o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles e a diretoria da cooperativa que, a convite do secretário visitou o Estado e viu de perto as oportunidades de negócios. Na próxima semana, o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, que estará assumindo a chefia de gabinete da Seagri, vai ao Paraná, para discutir o Projeto Cevada com a Agrária. Para Salles, a implantação do cultivo de cevada no Oeste vai diversificar ainda mais a produção da região, gerando empregos e renda.

Todo processo começou em 2012, quando o secretário Eduardo Salles e o superintendente Jairo Vaz foram ao Paraná, e realizaram reuniões de trabalho com a diretoria e o Conselho de Administração da Agrária. Eles apresentaram com detalhes as oportunidades de investimentos no Estado, e convidaram os diretores da cooperativa para uma visita à Bahia. A Agrária planeja ampliar suas fronteiras, pois a expansão no Sul está impossibilitada pela falta de áreas. O avanço para áreas da Bahia pode ser estratégico para os cooperados.

Para Salles, além da possibilidade de trazer para o Estado investimentos para a produção de cevada e nas áreas de fruticultura, grãos e etanol, a Agrária pode disseminar na Bahia o espírito cooperativo e do associativismo, que é forte no Sul do País, mas incipiente no Nordeste.

A Agrária trabalha permanentemente pelo desenvolvimento da cadeia produtiva da cevada-malte, com forte atuação no fomento à produção nas regiões de atuação, desde a pesquisa em melhoramento genético, passando pela produção e beneficiamento de sementes, assistência técnica, industrialização da cevada e comercialização do produto final.

Atualmente a cevada é cultivada comercialmente em mais de 120 mil hectares no Brasil e está concentrada na região Sul, nas proximidades de três das quatro maltarias em atividade, que industrializam toda a produção brasileira, e estão instaladas no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Caravana Embrapa leva informações sobre controle da Helicoverpa armigera ao MA e ao PI na próxima semana

caravanaNos dias 21 e 23 de janeiro, a Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias vai passar pelo Maranhão e pelo Piauí para levar informações sobre o manejo da lagarta Helicoverpa armigera e de outras pragas que atacam as lavouras. Pesquisadores da Empresa e de instituições parceiras vão orientar técnicos da extensão rural e de cooperativas, além de representantes dos sindicatos e associações rurais das regiões de Balsas (MA) e de Bom Jesus (PI) para que atuem como multiplicadores de conhecimentos sobre a praga que causou prejuízos bilionários às lavouras brasileiras na última safra.

Na terça-feira (21), a Caravana estará em Balsas, no Auditório da Faculdade de Balsas (Unibalsas), e na quinta-feira (23), em Bom Jesus, no Auditório Central da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Em cada município, a equipe apresentará informações técnicas sistematizadas da Embrapa sobre a identidade das ameaças fitossanitárias, os riscos associados e as estratégias fundamentais para manejo e recomposição do equilíbrio agroecológico com propósito de ampliar as bases de sustentação para o controle de pragas. Em seguida, será feita uma análise dos problemas fitossanitários da região. Continue Lendo “Caravana Embrapa leva informações sobre controle da Helicoverpa armigera ao MA e ao PI na próxima semana”

Suinocultura no Oeste tem mercado potencial pela frente.

O preço da carne suína começa o ano em alta nos frigoríficos. Diferentemente das carnes de frango e bovina, que permanecem com preços estáveis ou em queda, o valor da carne suína está em alta nos frigoríficos paulistas. Segundo pesquisa realizada pela Folha, a arroba do animal é comercializada, em média, a R$ 80, acumulando alta de 7,8% em 30 dias.

Luís Eduardo Magalhães e São Desidério têm todo o necessário, principalmente milho e farelo de soja, para formar um grande polo de suinocultura. Dá pena ver caminhões frigoríficos das grandes empresas do Oeste catarinense passarem por Luís Eduardo levando carne suína e derivados para o Nordeste. Assim como a avicultura e a piscicultura estão montando suas cadeias produtivas aqui no Oeste, com vistas ao mercado nordestino, chegou a hora de repensar seriamente a suinocultura.

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Produtores se articulam para recuperar Estrada do Café

08.01.14 REUNIÃO ESTRADA DO CAFÉ 2A necessidade de recuperação emergencial dos 56km da Estrada do Café, fez com que cerca de 30 produtores rurais da região de Novo Horizonte se reunissem na última quarta-feira (08) no clube da comunidade. A ação foi articulada pela Aiba que, na ocasião, também apresentou o Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia.

“Estamos buscando parcerias público-privadas (PPP) para resolver o problema de recuperação das estadas e este tipo de iniciativa tem dado certo. Um exemplo, são os municípios de Jaborandi e São Desidério onde ações semelhantes estão sendo realizadas”, disse Ivanir Maia, diretor de Relações Institucionais da Aiba e coordenador da reunião, acrescentando que “a conservação das estradas é uma responsabilidade do Estado e de articulação das prefeituras, mas um trabalho desenvolvido em conjunto pode ser uma solução”.

Pela Estrada do Café são escoados soja, algodão, milho, café e diversos outros produtos oriundos do local. A recuperação da via melhorará o escoamento da produção do Novo Horizonte e facilitará o tráfego das pessoas da comunidade.

Verticalizando o agronegócio

O  ministro da Agricultura, Antonio Andrade, afirmou, hoje, ao comemorar a safra recorde de grãos que se avizinha:

 “A prioridade do Brasil é exportar carne. Não é exportar grãos. Exportamos grãos porque ainda não aumentamos significativamente a exportação de carne”.

Ele lembrou que os números de exportação de carne [aves, suína e bovina] já foram maiores em 2013 do que no ano anterior, sem o governo descuidar do mercado interno.

Acredito que enquanto se estiver trocando, com os chineses, uma saca de soja por um pendrive, vamos crescendo que nem rabo de vaca, para baixo. Precisamos ganhar competitividade na indústria, principalmente aquela com tecnologia mais avançada, sem perdê-la no agronegócio.

CONAB divulga nova previsão de safra para 2014

 O Brasil deverá registrar uma produção de grãos de 196,7 milhões de toneladas. Esta é a previsão do quarto Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado nesta quarta-feira (09) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume apresenta um aumento de 5,2% em relação à safra passada, de 186,9 milhões de toneladas.

Neste levantamento, o destaque foi para a soja, que teve um crescimento de 10,8%, o que representa uma produção estimada em 90,3 milhões de toneladas para a safra atual. O arroz acompanhou o comportamento de alta com um aumento de 5,1%, chegando a 12,4 milhões de toneladas. O feijão primeira safra também se destaca, com uma elevação de 35,6% na produção, passando de 964,6 mil para 1,3 milhão de toneladas. Essa cultura já está em fase de colheita no Paraná.

Já o milho primeira safra, 2ª maior cultura produzida no Brasil, apresentou um decréscimo de 5,9%. A queda prevista, segundo a Gerência de Avaliação de Safras da Conab, se deve à redução de plantio do grão em virtude dos preços mais favoráveis para o plantio de soja.
Área – A área total destinada ao plantio da safra deve chegar a 55,39 milhões de hectares, o que representa uma alta de 4% em relação à área de 53,27 milhões de hectares plantada em 2012/2013.
A cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,6%, passando de 27,7 para 29,6 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram elevação em relação à área, como o arroz, feijão e algodão. Por sua vez, o milho primeira safra apresentou decréscimo de área de 4,7%, passando de 6,8 para 6,5 milhões de hectares.
Os estudos para este levantamento de safra foram realizados nas principais regiões produtoras de grãos do país no período de 15 a 18 de dezembro. (Flávia Agnello/ Conab)

Novo inseticida continua apreendido apenas no Oeste da Bahia

O avanço da lagarta Helicoverpa armigera ainda está tendo que ser controlado no oeste baiano sem a utilização do Benzoato de Emamectina. A região foi a primeira a receber autorização para importar o produto, porém teve negada a utilização por iniciativa do Ministério Público local.

Após isso o governo federal liberou a aplicação emergencial da substância, mas o produto não está disponível para utilização nas lavouras. “É muito importante para o combate a essa praga. É usado em toda a Europa, no Japão, nos Estados Unidos. O produto até hoje ainda está apreendido aqui no oeste da Bahia”, lamenta Júlio César Busato, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

“Nós criamos um programa fitossanitário. A primeira fase é de orientar o produtor sobre as medidas de controle biológico. Até está funcionando muito bem, e a praga está sob controle. Tomara que os outros estados não passem pelo que nós passamos no ano passado”, explica Busato.

No entanto, o dirigente alerta para um perigo: “Existem apenas dois grupos de inseticidas que controlam essa praga. Se nós usarmos muito, ela vai ficar resistente, e nós vamos perder. Esse produto [Benzoato de Emamectina] é mais um grupo de defensivos que é extremamente necessário”, alerta ele. De Leonardo Gottems, do Agrolink.

Vem aí a nova revenda Topvel Chevrolet de Barreiras.
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AIBA reúne produtores para debater energia, estradas e fitossanidade

Cerca de 103 produtores associados da Aiba, localizados na região do Rosário, participaram de uma reunião para falar sobre energia elétrica e estradas. Na ocasião, os produtores também conheceram as diretrizes do Programa Fitossanitário da Bahia.

O diretor de Relações Institucionais da Aiba, Ivanir Maia, informou aos produtores que, conforme um acordo feito com a Coelba, a Associação está intermediando as questões relacionadas com a geração de energia elétrica no campo. Assim, Maia solicitou que as demandas das regiões de Correntina, Jaborandi e Cocos sejam encaminhadas a Aiba para a elaboração de projetos que, em seguida, serão entregues a Coelba para execução.

Este trabalho de intermediação da Aiba já tem resultados na região de Jaborandi, onde está sendo construída uma subestação de energia elétrica. Outra unidade deverá ser construída na localidade de Rio do Ouro. O projeto foi aprovado e a previsão de conclusão é até o fim do primeiro semestre de 2014.

Com este trabalho, a Aiba pretende ampliar, de maneira planejada, o fornecimento de energia no Oeste da Bahia, o que vai permitir que diversas propriedades que hoje não têm acesso ou utilizam precariamente este tipo de serviço, possam dar início ou aumentar sua atividade de irrigação e a geração de empregos na região.

Sobre as estradas, foi apresentada a necessidade da reunião dos produtores em associações para reformar ou pavimentar as estradas vicinais que dão acesso às fazendas. É através da formação destas associações e mantendo o modelo PPP que os recursos poderão ser geridos e a obra administrada. As comunidades da Xingu e Estrada do Café já formaram associações e estão desenvolvendo ações.

Chuvas vão diminuir no início do ano

Que ninguém reclame do excesso de chuvas. Na primeira semana do ano chove apenas 20 mm na região Oeste, segundo previsões dos especialistas. Ainda bem que o solo guarda um superávit de umidade. Acontece que com muita chuvas, a raiz pivotante da soja não se aprofunda. Em caso de seca, as raízes dispendem um esforço extra para crescer rapidamente e atingir a umidade no solo.

O Oeste da Bahia: safra prevista de 8,7 milhões de toneladas de grãos e fibras.

previsão de safra aibaCom a previsão de chuvas regulares e a utilização de alta tecnologia no campo, o Oeste da Bahia espera colher 8,7 milhões de toneladas na safra 2013/14. A previsão foi feita pelo conselho técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), juntamente com entidades e empresas do setor, na última quinta-feira (19).

Apesar da safra de soja ter sido iniciada com atraso devido à estiagem, o plantio da cultura atingiu 98% até a presente data. A área plantada foi acrescida em 4,4%, ampliando a produtividade em 61,7%.

O plantio do milho foi encerrado, com uma ampliação de área de 6,9% e previsão de produtividade superior em 31% em relação à safra passada.

Maior destaque vai para o algodão, que na safra 2012/13 teve sua área plantada reduzida. Com cerca de 70% do plantio executado, a cultura teve um acréscimo de área de 20,3% e previsão de aumento na produtividade de aproximadamente 41%.

A Helicoverpa foi identificada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) na maior parte das lavouras de soja da região, porém com bons níveis de controle. Apesar do contexto positivo, os produtores estão sendo informados sobre os procedimentos do Programa Fitossanitário para o Oeste da Bahia visando o manejo da praga.

Segundo o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, “o cenário está propicio para a recuperação da produtividade que a região sempre apresentou, antes do período de estiagem”.

Secretário da Agricultura homenageado por entidades do agronegócio

João Carlos Jacobsen, Vanir Köln, presidente do Sindicato Rural, Odacil Ranzi, do Sindicato e da Aiba, e Isabel da Cunha, da ABAPA
João Carlos Jacobsen, da Abrapa, Vanir Köln, presidente do Sindicato Rural, Odacil Ranzi,  do Sindicato e da Aiba, o Secretário e Isabel da Cunha, da ABAPA

“Nós, todos juntos, temos que mudar esse cenário. Não é possível que se leve até 12 anos para se registrar um produto. Não possível que o governo federal corte R$ 150 milhões da defesa agropecuária e deixe o País com as portas escancaradas para a entrada de pragas que podem dizimar a agricultura brasileira e causar estragos irreparáveis à pecuária”.

A afirmação foi feita na noite desta segunda-feira pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao ser homenageado pelas associações brasileira e baiana (Abrapa e Abapa) de produtores de algodão, por suas ações para combater a lagarta Helicoverpa Armigera, que surgiu de repente na Bahia e em cinco outros estados ao mesmo tempo, e que já causou mais de R$ 11 bilhões de prejuízos.

Salles lembrou que na última reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura, (Conseagri), durante a Fenagro em Salvador, os secretários aprovaram o envio de uma Carta da Bahia à presidente Dilma e aos ministros da Agricultura, Fazenda e Planejamento, alertando para o perigo que o Brasil está correndo com o cancelamento dos convênios plurianuais com os Estados, que ficaram com o encargo de fazer a defesa agropecuária, e reivindicando mudanças profundas nessa área. Nesse documento, o Conseagri reiterou solicitação de audiência com a presidente Dilma Rousseff, para discutir esta questão vital para o País.

No Auditório Ruy Barbosa, do Hotel Saint Louis, onde aconteceu o evento, o vice-presidente da Abrapa, Paulo Kenji Shimohira, que representou o presidente Gilson Pinesso, e a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, destacaram que “sempre contamos com o apoio do secretário na luta pelo desenvolvimento e fortalecimento do algodão da Bahia e pelo crescimento do Oeste, e sua atuação destemida para obter o registro do Benzoato de Emamectina, único produto capaz de combater a Helicoverpa Armigera, enfrentando até problemas com a Justiça”. O Ministério da Agricultura não autorizou o registro da Emamectina, mas o governo federal emitiu decreto autorizando o uso de substâncias não registrada, impondo contudo inúmeras condições que ainda dificultam o combate a esta praga.

HOMENAGEM ABAPA

Salles agradeceu a homenagem e afirmou que “estar” secretário da Agricultura tem sido o melhor momento de sua vida profissional, “por ter a oportunidade de mudar para melhor a vida de milhares de baianos que vivem no campo”.

O secretário agradeceu também o apoio de recebeu dos produtores do Oeste na Campanha SOS Seca, através da qual foram doados mais de dois milhões de quilos de milho, farelo de soja, feno e caroço de algodão para ajudar os pequenos criadores do nordeste baiano que estavam perdendo seus rebanhos por falta de alimento em consequência da seca”. Foi uma lição de solidariedade pela qual somos gratos”, disse Salles, entregando aos produtores certificados de responsabilidade social.

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Bahia destina 2,9 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas

Quantidade de embalagens destinada pelo Sistema Campo Limpo, no estado, é 7% maior que a do mesmo período de 2012

campolimpoBalanço realizado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias aponta que, entre janeiro e novembro de 2013, o Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas), formado por agricultores, fabricantes – estes representados pelo inpEV -, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto 2.971 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos na Bahia.  A quantidade é 7% maior, se comparado ao mesmo período de 2012.

De acordo com o estudo do inpEV, entre janeiro e novembro de 2013, já foram retiradas do meio ambiente mais de 37 mil toneladas do material em todo o país. O resultado ultrapassa o total destinado no ano anterior.

Comparativo de embalagens destinadas – Jan. a Nov. de 2012 x 2013

Estado 2012 2013 %
Bahia 2.774 2.971 7
Brasil 34.603 37.750 9

Pesquisador da Fundação MT alerta sobre rápida disseminação da ferrugem da soja

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A ferrugem asiática foi detectada um pouco mais tarde nas lavouras de soja na safra 2013/14 comparado ao ano anterior, porém está disseminando de forma rápida. As condições climáticas atuais e futuras são apontadas como grande aliada para o aumento da incidência desta temível doença. Associado a estas, têm-se um cenário em que o patógeno já se encontra no ambiente distribuído ao longo das principais regiões produtoras de soja.

No Brasil já foram registrados, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, 37 focos da ferrugem asiática, destes 18 em Goiás, 11 em São Paulo, 2 no estado do Paraná, 1 em Minas Gerais e 5 em Mato Grosso. Neste último, o primeiro caso foi identificado no município de Alto Araguaia no dia 20 de novembro em soja guaxa (planta que germina na entressafra voluntariamente). Contudo, já foram detectados sintomas da ferrugem também em lavouras comerciais de diferentes regiões, resultado da rápida evolução da doença.

Para o pesquisador Ivan Pedro, do programa de Proteção de Plantas da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, o fato da doença ter sido identificada um pouco mais tarde não diminui a sua importância e, portanto toda classe produtora deve ficar em estado de alerta. Aplicações iniciais no momento correto e de forma preventiva são as principais ferramentas apontadas pelo especialista. Continue Lendo “Pesquisador da Fundação MT alerta sobre rápida disseminação da ferrugem da soja”

Agricultores esperam aumento da produção no Mapitoba

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A despeito da irregularidade nas chuvas, a expectativa é que a safra de soja na região de Cerrado conhecida como “Mapitoba”, na confluência entre os Estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, registre forte aumento e colabore com a colheita recorde nacional prevista em 90 milhões de toneladas nesta safra 2013/14. Nos cálculos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os quatro Estados, juntos, devem colher 9,2 milhões de toneladas da oleaginosa, 35% mais que no ciclo 2012/13, quando as lavouras foram afetadas por uma grave seca.

Proporcionalmente, a maior reação será no Piauí, onde a Conab estima que a produção vai dobrar, de 917 mil para 1,754 milhão de toneladas, volume também bem superior ao de 2011/12 (1,263 milhão de toneladas). “Viemos de dois anos seguidos de problemas com estiagem. No ano passado, sofremos também com a lagarta helicoverpa. Mas, nesta safra, fizemos um manejo preventivo contra a praga, que está instalada mas não tem causado danos às lavouras”, disse Sérgio Bortolozzo, produtor em Uruçuí, um dos principais polos piauienses de produção, e vice-presidente da Aprosoja Brasil.

Parte do Piauí foi declarada em estado de emergência fitossanitária por conta da helicoverpa no início de dezembro. Com a lagarta sob controle, a expectativa é que a produtividade no Estado supere 50 sacas (3 toneladas) por hectare, ante 35 sacas (2,1 toneladas) na safra passada e uma média histórica de 45 sacas (2,7 toneladas). “Estamos com o plantio adiantado em 15 dias em relação ao ano passado. Os trabalhos já foram concluídos em 80% da área prevista”, afirmou Bortolozzo.

Em Balsas, principal polo de produção de grãos do Maranhão, a semeadura já alcançou 95% da área total prevista e a perspectiva é que o rendimento também supere as 50 sacas por hectare e chegue a 52 (3,12 toneladas), aposta Valdir Zaltron, presidente do sindicato rural do município. A Conab previu uma produtividade média de 2,97 toneladas por hectare para o Estado, 3,3% superior a da temporada anterior.

O custo de produção, por sua vez, também subiu, em parte por conta da helicoverpa. “A praga está bem controlada aqui na região. Mas todo mundo fez uma reserva de defensivos para usar caso a infestação fique mais agressiva”, disse Zaltron. O gasto para a implantação de um hectare de soja ficou em R$ 1,3 mil hectare este ano, em média, ante R$ 1,2 mil em 2012. A Conab estima uma produção de 1,84 milhão de toneladas de soja no Maranhão, crescimento de 9,5% em relação ao ciclo passado.

Na Bahia, fronteira mais antiga do “Mapitoba”, a expectativa é de uma colheita 36% maior, de 3,66 milhões de toneladas. Assim como o Piauí, parte da Bahia também entrou em emergência fitossanitária por conta da praga – aliás, foi justamente no oeste do Estado que os primeiros relatos de danos mais significativos causados pela lagarta surgiram na safra passada, com prejuízos estimados em R$ 2 bilhões. Mas, para satisfação dos produtores, as chuvas recentes têm contribuído para o combate à helicoverpa, na medida em que ajudam a derrubar a lagarta dos galhos e danificar os casulos.

“Houve um volume de chuvas satisfatório nos últimos dez dias e as lavouras estão vindo bem. O pessoal está até querendo que dê uma folguinha [na umidade] para plantar mais”, disse Luiz Stahlke, assessor de agronegócio da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). A semeadura na região oeste, onde se concentra o plantio, começou no fim de outubro, mas foi interrompida por uma estiagem durante dez dias no mês passado. No fim de novembro, as chuvas voltaram e os produtores avançaram com os trabalhos, agora já encerrados.

Em Tocantins, muitos produtores ainda temem as consequências das chuvas inconstantes. O centro do Estado é o mais prejudicado pela escassez das precipitações. “As chuvas começaram, mas depois deram uma trégua quando parte das lavouras já estava em pleno desenvolvimento vegetativo”, afirmou José Américo Vasconcelos, supervisor de desenvolvimento vegetal da Secretaria da Agricultura e Pecuária de Tocantins.

Leia mais no Valor Econômico.

Nas últimas 48 horas, choveu 35 mm no pluviômetro da redação de O Expresso. Os institutos de meteorologia estão prevendo 200 mm de 13, ontem, até o dia 19, o que daria uma bem vinda saturação do solo e reserva para eventuais e próximos veranicos.

AIBA lança 10ª Bahia Farm Show em Salvador

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A edição comemorativa dos 10 anos da Bahia Farm Show foi festejada, em Salvador, durante todo o dia 03 de dezembro. No estande da Aiba/Abapa/Fundação Bahia, o presidente da Bahia Farm Show, Júlio Cézar Busato; o secretário da Agricultura de LEM, Renato Faedo e a presidente da Assomiba, Ida Barcellos, receberam produtores, amigos, autoridades e empresários que foram apoiar aquela que é a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte/Nordeste do Brasil.

Segundo o coordenador da Bahia Farm Show, Thiago Pimenta, em 2014, a feira virá com algumas novidades. Na área de infraestrutura, o Complexo ganhará  uma segunda entrada, uma nova praça e mais vagas de estacionamento, além de outra rua coberta. “ Estamos sempre buscando melhorar a infraestrutura da Feira. Nosso objetivo maior é oferecer conforto e comodidade a nossos expositores e visitantes.”, disse Pimenta.

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Dentro do clima de comemoração pelos 10 anos da Bahia Farm Show, serão feitas homenagens aos povos que juntos fizeram o Oeste da Bahia ser a potência agrícola que é hoje: sulistas, nordestinos e orientais. “Teremos  exposição fotográfica, apresentações folclóricas e comidas típicas de cada um destes povos. É o nosso jeito de agradecer e homenagear. Esta será uma Bahia Farm Show inesquecível.”, afirmou, Júlio Cézar Busato, presidente da Feira.

A 10ª edição da Bahia Farm Show será realizada de 27 a 31 de maio de 2014 em Luís Eduardo Magalhães. 

 

Identificada contaminação por ferrugem asiática em soja do Mato Grosso

ferrugemPelo twitter da Aprosoja-MT, o técnico Wanderlei Guerra avisa:

“Acabamos de confirmar ferrugem asiática em Campo Novo dos Parecis”.

Chuvas frequentes com pouco sol, calor e alta umidade relativa são propícios ao aparecimento da praga. Que o pessoal do MAPITOBA coloque as barbas de molho.

CONAB estima produção de safra de grãos em 195,9 milhões de toneladas

Os resultados do terceiro levantamento de grãos da safra 2013/2014, divulgados nesta terça-feira (10/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontam para uma produção de 195,9 milhões de toneladas, com aumento de 4,8% em relação à safra passada, e crescimento de 3,6% na área plantada  de grãos, que saiu de 53,2 para 55,2 milhões de hectares.

Nesta edição, o destaque foi para a soja, que teve um crescimento de 10,5% e produção estimada em 90 milhões de toneladas. Já o milho, 2ª maior cultura produzida no Brasil, apresentou um decréscimo de 2,7%, que apesar da metodologia utilizada pela Conab, de repetir a estimativa da produção. Mas essa estimativa em relação ao milho só será confirmada em fevereiro, quando de fato o plantio for iniciado.

Área – A cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,2%, passando de 27,7 para 29,4 milhões de hectares. Já o milho, com os resultados combinados de redução da safra de verão, aliada à metodologia da Conab, apresentou decréscimo de área de 2,5%, passando de 15,8 para 15,4 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram aumentos em relação à área, como o arroz, feijão e algodão.

Os estudos para este levantamento de safra foram realizados no período de 24 a 30 de novembro. Mais de 60 técnicos da Conab estiveram em campo para atualizar as informações de área, produção e comportamento climático nos estados da região Centro-Sul, nos estados de Rondônia e Tocantins, e ainda nas regiões oeste da Bahia, e sul do Piauí e Maranhão. (Mônica Simões/Conab).

IBGE, mais conservador

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê um aumento de 15,4% na safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano, em relação a 2012, segundo estimativa feita em novembro. A previsão de 186,8 milhões de toneladas é a mesma da estimativa de outubro. Em 2012, foram produzidas 161,9 milhões de toneladas.

Os três principais produtos agrícolas do país, que respondem juntos por 92,8% da previsão de safra deste ano, devem fechar 2013 com altas: soja (23,8%), milho (12,8%) e 2,4% (arroz). No total, 15 dos 26 principais produtos deverão fechar o ano com aumento na produção, entre eles cana-de-açúcar (6,1%), feijão terceira safra (7,3%) e trigo em grão (13,5%). Entre os 11 produtos em queda, estão a laranja (-14,2%), café em grão–arábica (-4,1%), café em grão–canephora (-14,7%) e mandioca (-11,3%).

Em relação à safra passada, houve altas de 10,8% na Região Centro-Oeste, 30,7% na Sul, 1,9% na Sudeste e 1,4% na Nordeste. Na Região Norte houve queda de 3,8%.

A área total a ser colhida neste ano crescerá 7,9% em relação a 2012, somando 52,7 milhões de hectares. Entre os três principais produtos, haverá aumento de área a soja (11,2%) e o milho (7,6%). O arroz terá um recuo de 0,8% na área colhida.

Toda araruta tem seu dia de mingau!

Plantio de mandioca: mecanização crescente.
Plantio de mandioca: mecanização crescente.

Parece mentira, mas uma hectare de mandioca já tem maior valor bruto de colheita que uma hectare de café. Senão vejamos: a tonelada da mandioca anda beirando os 570 reais. O café, em baixa, está valendo R$250,00 a saca. Uma hectare de mandioca produz, se bem conduzida, até 20 toneladas. Se for de dois anos, até 40 toneladas. O café, se considerada a bi-anualidade, em que uma boa safra e sem sucedida por uma safra pequena, não passa de 30 sacas. Então? A mandioca, além da farinha, produz a fécula, o sagu, a tapioca e o polvilho seco com inúmeras aplicações. A fécula, amido natural extraído da mandioca e de outros vegetais, pertencente à família dos carboidratos. Por ser a mandioca rica em amido, este é o principal derivado dela extraído, pois dele obtém-se o maior número de aplicações e subprodutos. Ele é usado nas indústrias química, alimentícia, metalúrgica, papeleira, têxtil, farmacêutica, plástica, em lamas para perfuração de poços de petróleo, lavanderias etc.

colhedeira de mandioca com acondicionamento em big bags.
Colhedeira de mandioca com acondicionamento em big bags.

Além disso, enquanto uma tonelada de cana produz cerca de 70 litros de etanol, a mesma quantidade de mandioca gera 170 litros de álcool, com custos menores.

Hoje, com plantio, cultivo e colheita mecânica, os custos da mandioca estão baixando. Como gosta de terras de textura leve, franco-arenosas, quem sabe dar uma variada?

Agricultores do Mato Grosso correm risco ao pensar em safrinha de soja.

Milheto: garantindo produtividade nas próximas safras de soja
Milheto: garantindo produtividade nas próximas safras de soja

Produtores de Mato Grosso, Estado onde mais se colhe grãos no país, planejam plantar uma segunda safra de soja nesta temporada, em substituição à chamada safrinha de milho, numa tentativa de evitar os baixos preços sinalizados para o cereal.
A extensão das lavouras que serão plantadas com essa prática arriscada, porém, ainda é uma incógnita. “Não sei ainda a área, mas a soja segunda safra é uma realidade”, disse o agricultor Laércio Lenz, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, importante município produtor na região norte de Mato Grosso.
O plantio de uma segunda safra sempre foi um diferencial competitivo de regiões como o Centro-Oeste brasileiro e o Paraná. O clima e as tecnologias existentes permitem que uma mesma área seja cultivada duas vezes na mesma temporada.
Usualmente em Mato Grosso, a chamada “safrinha” tem sido dominada pelo milho, o que ajudou o Brasil a praticamente duplicar a produção do cereal nos últimos dez anos.
Desde julho deste ano, no entanto, as cotações do milho despencaram 40 por cento no mercado internacional, pressionadas por grandes safras nos Estados Unidos e no Brasil. Os preços ficam ainda mais depreciados em regiões como o norte de Mato Grosso, distante dos portos e com logística deficitária. A soja, ao contrário, não caiu tanto e continua rentável.
Apesar do incentivo econômico para trocar o milho pela soja na próxima safrinha, produtores terão que ponderar enormes riscos sanitários, alertam especialistas. “A lista com os fatores negativos agronomicamente não cabem numa folha de caderno”, disse à Reuters o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nery Ribas

Os agricultores conhecem o risco de se plantar soja em cima de soja. Nematóides, lagartas, fungos e até doenças bacterianas vão encontrar terreno fértil. A rotação de culturas no País deveria ser obrigatória, principalmente com a alternância de leguminosas e gramíneas, com o objetivo de se preservar o solo e prevenir doenças. Mecanismos para isso as autoridades agrícolas têm. Basta implementá-los.

Vai longe o tempo em que os consórcios de milho e feijão eram importante fator econômico do País. Mas existem alternativas de bons resultados na alternância de culturas, como o plantio de capins tipo milheto para formação de cobertura morta e até um, antes improvável, rodízio entre arroz e soja nas áreas alagáveis do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Centro Oeste, o Oeste da Bahia e a grande região do Mapitoba exigem o incremento das cadeias produtivas da avicultura, suinocultura e bovinocultura em confinamento para o consumo dos excessos de milho.  

Mundo terá novo recorde de produção de grãos

grãosA produção mundial de cereais atingirá um novo recorde de quase 2,5 bilhões de toneladas este ano, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgadas na quinta-feira (5).

Segundo a última edição das “Perspectivas de Colheitas e a Situação Alimentar”, o número é cerca de 8,4% maior do que o do ano passado e supera em 6% o recorde anterior, de 2011.

Apesar disso, a FAO advertiu que em várias partes da África, como na região do Sahel, na República Centro-Africana e na África Meridional, os países ainda sofrem grave insegurança alimentar provocada por desastres e conflitos armados, assim como nas Filipinas, na Síria e no Iêmen.

Perspectivas para as colheitas

As últimas estimativas da produção mundial de cereais em grande parte refletem os ajustes para as estimativas da produção de milho nos Estados Unidos, na Rússia e na Ucrânia, onde a colheita aumentou no fim do ano.

Com base em dados recentes, o aumento global da produção mundial de cereais deste ano inclui um aumento de 7,8% no trigo, 12% para grãos grossos e apenas 1% para o arroz. Espera-se que as reservas globais de grãos aumentem para 572 milhões de toneladas no fim da safra em 2014, o que representa 13,4% a mais que este ano.

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Plantio de soja segue veloz

Fontes bem informadas disseram hoje que mais de 50% das áreas destinadas ao cultivo de soja estão com o plantio concluído. Alguns agricultores de médio porte afirmam que já estão concluindo a totalidade da área. Depois de 4 dias de sol em Luís Eduardo, que permitiram o desenvolvimento rápido do plantio, voltou a chover agora à noite. O dia foi quente. Às 22 horas, ainda fazia 25º graus celsius na cidade. A previsão de chuva forte só para a próxima segunda-feira, mas não estão afastadas as pancadas de fim de tarde, características desta região. Nesta próxima madrugada a mínima será de 19º, com 36º de máxima nesta quarta.

Neozelandeses anunciam expansão da Leitissimo em Jaborandi

Expandir a área industrial em 2014, construir silos para armazenar leite e produzir leite com baixa lactose. Essas ações fazem parte do plano de crescimento da Fazenda Leite Verde, no município de Jaborandi, no Oeste baiano, onde o grupo neozelandês produz o leite Leitissimo. A informação foi prestada por Simon Wallace e David Broad, em reunião nesta segunda-feira (2) com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, no gabinete da Seagri, transferido para o Parque de Exposições de Salvador, onde até domingo acontece a Fenagro 2013. 

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Simon, secretário Salles e Dave Board

Durante o encontro de hoje, Simon Wallace e David Broad anunciaram também que mais dois grupos de empresários neozelandeses estão vindo para a Jaborandi para montar fazendas para produzir em sistema de integração com a Fazenda Leite Verde. Antes desses novos empresários, o casal Ana e Dave Broad, e o conterrâneo Rodge Douglas deixaram seu país e se tornaram fazendeiros na Bahia, investindo na produção de leite, gerando novos empregos e renda na região de Jaborandi. Segundo disse Dave Broad, depois das apresentações feitas pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário Eduardo Salles de que a Bahia oferece boas oportunidades de investimento, principalmente na agropecuária, eles resolveram participar do projeto em Jaborandi.

Participando pela primeira vez com um estande na Fenagro, a marca Leitissimo já é conhecida do público, segundo constatou Simon. “Temos crescido bastante no mercado baiano e hoje 60% da nossa produção é consumida na Bahia”, disse Simon. A Fazenda Leite Verde tem hoje 5,5 mil animais, dos quais dois mil em fase de lactação.

“A revolução que os neozelandeses estão fazendo na pecuária leiteira em Jaborandi, com o sistema de produção a pasto em piquetes irrigados, está transformando a região Oeste da Bahia numa das maiores bacias leiteiras do País, e pode mudar a realidade do Estado neste setor” afirma o secretário Eduardo Salles.

Chove da chuva boa!

Do meio dia de ontem, até as 6 horas da manhã de hoje, choveu 52 mm em Luís Eduardo Magalhães. Uma chuvinha mansa, dessas criadeiras, que penetra no solo e precipita nitrogênio para as lavouras. Que a “invernada” continue por mais tempo, inclusive para alimentar os reservatórios das hidrelétricas da grande bacia do São Francisco, atualmente tão depauperados.  

Aiba solicita a implantação de hidrovia no Oeste da Bahia

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Na safra 2013/14, o Oeste da Bahia, maior polo agrícola do Norte-Nordeste do País, deve colher cerca de cinco milhões de toneladas de grãos que poderão chegar ao nordeste do país, destino final dos grãos, com um custo muito alto devido à falta de modais para escoamento e ao elevado valor do frete. Esta situação foi apresentada pelo presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, no Workshop Plano Hidroviário Estratégico Bacia Hidrográfica do São Francisco, realizado no dia 12 de novembro em Juazeiro (BA).

Atualmente, toda a produção que sai do Oeste da Bahia para o nordeste do Brasil é escoada por rodovias a um custo anual de, aproximadamente, R$ 1 bilhão com frete. O ideal seria que a região pudesse contar com outros modais como hidrovias e ferrovias para transporte da produção. “A oferta de diversas opções de modais levaria a uma redução do custo de escoamento, e consequentemente, ganharíamos maior competitividade, além de aumentar o consumo interno dos produtos agrícolas e diminuir o excedente para a exportação.”, disse Júlio Cézar Busato.  Segundo ele, a Aiba está trabalhando para a implantação de hidrovias, o que poderá reduzir o valor do frete em cerca de 20%.

Especificamente, no Oeste da Bahia, a viabilidade econômica da implantação de uma hidrovia que ligue o município de Ibotirama a Juazeiro, de onde os grãos sairiam para abastecer todo o nordeste do país, se justifica pela grande produção agrícola da região e pela implantação de um armazém da Conab em Luís Eduardo Magalhães, com capacidade para 150 mil toneladas e outro, com capacidade menor em Petrolina (PE). Para o membro do conselho técnico da Aiba, o economista Raimundo Santos, que também participou do workshop, “estes investimentos são importantes para atender aos pequenos pecuaristas do interior baiano e nordestino nas políticas de remoção de estoque de milho subsidiado aos atingidos pela seca.”

O Workshop Plano Hidroviário Estratégico Bacia Hidrográfica do São Francisco contou com a participação do coordenador geral de Planejamento do Ministério dos Transportes, Carlos Rodrigues Ribeiro; do secretário estadual de Portos, Carlos Costa e do presidente da Icofort, Décio Alves Barretto Júnior. Ascom Aiba

MAPA declara emergência fitossanitária também em Mato Grosso

O Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária também em Mato Grosso. A decisão, que autoriza o uso de agrotóxicos não aprovados no Brasil para combater a lagarta Helicoverpa armigera, foi publicada em uma portaria no “Diário Oficial da União” de ontem, com vigência de um ano.

A medida já tinha sido adotada em relação ao Oeste da Bahia, no último dia 4. A extensão do mesmo tratamento ao Mato Grosso pode mostrar uma nova tendência. Inicialmente, o decreto presidencial que autorizou o ministério a declarar situação de emergência previa que algumas regiões fossem atendidas. Agora, diversos Estados pleiteiam o mesmo tratamento e devem ser atendidos.

Com isso, o plano inicial do governo de combater uma praga exótica pode se transformar em um “descontrole” no uso de produtos não autorizados legalmente a serem utilizados no país. “Se continuar assim, em breve teremos todos os Estados em situação de emergência para combater diversas pragas, e o uso de produtos será feito de forma menos criteriosa”, disse uma fonte do Ministério da Agricultura. Do Valor Econômico.

 

Produção de grãos pode ultrapassar 196 milhões de t

        A safra brasileira de grãos para o período 2013/2014 está estimada entre 192,4 e 196,6 milhões de toneladas, o que representa uma variação percentual de 3,0 a 5,3% acima da safra 2012/2013, quando foram colhidas 186,8 milhões de toneladas. Os números são do segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta sexta-feira (8), em Brasília.

       O segundo estudo traz ainda a soja como o produto de maior destaque tanto em crescimento de produção quanto de área, graças aos bons preços do grão no mercado. A produção está situada entre 87,9 e 90,2 milhões de toneladas e a área, entre 28,8 e 29,5 milhões de hectares.
Teve crescimento em área, também, o feijão 1ª safra, que sai de 1,13 milhões de hectares no último estudo para 1,17 e 1,21 milhões de ha, com um incremento que varia de 3,9 a 8,0%. Outro destaque é a área plantada de algodão, que deve apresentar um incremento percentual de 16,5 a 22,0%, além do trigo, que tem uma elevação de 15,1%.
A área total destinada ao plantio da safra deve passar dos 53,3 milhões de hectares, podendo chegar a 55,5 milhões, o que representa uma variação entre 2,0 a 4,2% em relação à área plantada em 2012/2013, que chegou a 53,27 milhões de hectares.
A pesquisa foi feita pelos técnicos da Conab no período de 28 de outubro a 1º de novembro, nas principais regiões produtoras de grãos do país. (Raimundo Estevam/Conab).

Esse pessoal da CONAB deve estar certo, caso contrário não ficaria anunciando todo mês uma safra maior. No entanto, gostaria de saber se eles combinaram com São Pedro essa colheita gorda. Se não combinar com o Velhinho, de nada adianta contar com o ovo no buraco.

IBGE PREVÊ SAFRA MENOR

O Brasil deve produzir no próximo ano 184,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O montante é 1,4% menor do que o obtido na safra de 2013 até o mês de outubro.

Já a área a ser colhida em 2014 deverá alcançar 53,6 milhões de hectares, 1,8% maior do que a colhida neste ano. Os dados fazem parte do primeiro prognóstico de área e produção para a safra agrícola de 2014, divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A décima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas – referente aos dez primeiros meses do ano e também divulgada nesta sexta – aponta uma produção de 186,8 milhões de toneladas, 15,4% maior do que a obtida em 2012 no mesmo período, quando foram produzidas 161,9 milhões de toneladas.

A estimativa da área colhida até outubro teve aumento em relação ao ano passado. O IBGE prevê que o acumulado do ano feche em 52,7 milhões de hectares, 8% maior do que os 48,8 milhões de hectares dos dez primeiros meses de 2012.

De acordo com o IBGE, o arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da safra. Somados, eles representam 93% da estimativa de produção e 86,2% da área a ser colhida. “Em relação ao ano anterior, houve acréscimo na área de 7,6% para o milho, 11,2% para a soja e decréscimo de 0,6% na área colhida de arroz. No que se refere à produção, os acréscimos foram de 2,7% para o arroz, de 12,9% para o milho e de 23,8% para a soja, quando comparados a 2012”, diz o instituto.

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Ministério da Agricultura libera importação de agrotóxicos para a Bahia.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou hoje (7) a importação de agrotóxicos e outras medidas para contenção da praga Helicoverpa armigera, lagarta que está atingindo lavouras no oeste da Bahia. Na segunda-feira (4), a pasta já havia decretado estado de emergência fitossanitária na região. Agora, detalhou as ações em portaria publicada no Diário Oficial da União.

Pela portaria, é permitida a compra de agrotóxicos que tenham como ingrediente ativo o benzoato de emamectina. Os produtos importados devem ter emprego autorizado em pelo menos três países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os países também devem adotar o Código Internacional de Conduta para Distribuição e Uso de Pesticidas, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Outras medidas autorizadas são a adoção do vazio sanitário (período sem plantio, para evitar a propagação de pragas); uso de armadilhas, iscas ou outros métodos de controle físico; liberação de agentes de controle biológico e adoção de rotação de culturas. As ações ficam a cargo das autoridades sanitárias estaduais.

A emergência fitossanitária tem validade de um ano. A declaração de emergência fitossanitária ou zoosanitária foi regulamentada este ano, por meio de decreto do Poder Executivo.  A legislação prevê autorização para uso de agrotóxicos. No entanto, não podem ser usados produtos que causem graves danos ao meio ambiente ou para os quais o Brasil não disponha de métodos de desativação de componentes. Da Agência Brasil.

Os produtores já começam a entender que a defesa agropecuária passa pela preservação dos inimigos naturais das pragas e pelo controle biológico. Outras ações emergenciais são recursos de resultado duvidoso. O grande agronegócio precisa repensar seus formatos tecnológicos.

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China vai importar milho do Brasil.

milho_1Por Luciana Franco, do Globo Rural

governo brasileiro assina nesta quarta-feira (06/11) em Cantão, na China, um protocolo fitossanitário que permitirá as exportações brasileiras de milho para aquele país. A abertura do mercado chines vem sendo negociada desde o início do ano e a expectativa é de que os primeiros embarques aconteçam já na safra 2013/14.

Na avaliação de Antonio Andrade, Ministro da Agricultura, que integra a comitiva brasileira que está China, as vendas brasileiras de milho podem alcançar, no longo prazo, 10 milhões de toneladas, e valor estimado de US$ 4 bilhões.

No ano passado, as exportações brasileiras de milho somaram 20 milhões de toneladas e renderam US$ 5,3 bilhões, dos quais apenas US$ 19 milhões se referiram aos negócios com a China.

De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos as importações de milho da China que somaram 3 milhões na safra 2012/13 devem saltar para 7 milhões em 2013/14.

A safra chinesa de milho está estimada em 215 milhões de toneladas no período 2013/14, volume 4,5% superior ao período anterior, mas o volume, segundo analistas, não sera suficiente para atender a demanda interna, que segue aquecida e cresce entre 7% e 8% ao ano. Também estão sendo discutidos em Cantão investimentos chineses na infraestrutura logística do Brasil.

O milho é cultura importante para o País para a rotação com o cultivo da soja e do algodão. No entanto, sem a saída da exportação e mercado interno saturado, não existem alternativas para o aumento da área cultivada.

Abapa visita biofábrica na Holanda

Foto 01 Abapa visita biofábrica na Holanda

 O diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, visitou no último dia 23 de outubro, a maior biofábrica do mundo em controle biológico, da empresa Koppert, em Rotterdam. A perspectiva é trazer novas alternativas para auxiliar os agricultores a incrementar o controle biológico de pragas e doenças.  Os Estados Unidos e os países da Europa, Ásia e Oceania utilizam com mais intensidade as ferramentas de controle biológico, que é resultado do avanço das pesquisas. A visita também foi acompanhada pelo presidente da Abrapa , Gilson Pinesso, vice-presidente da Abrapa,  Paulo Shimohira, pesquisadores da Embrapa e do IMA mt.

Atualmente os inseticidas biológicos no Brasil  são pouco utilizados. Dentro das metas do Programa Fitossanitário construído na Bahia, validado no último dia 30, consta a intensificação do uso dos biológicos e menor dependência dos químicos. “Atualmente nossa dependência dos químicos chega a mais de 97% do controle de lepidópteros e de 100% em outras pragas, na região Oeste da Bahia. Dentro das recomendações do MIP (Manejo Integrado de Pragas) deveremos usar, de forma integrada as quatro ferramentas principais: Cultural, Transgênico, Biológicos e Químicos – e não apenas uma ou duas” , afirma Breda. 

Ele acrescentou exemplificando a utilização do controle biológico  em outros países. “O controle de ácaros, feito com outros ácaros; controle de lagartas e pupas feito com nematoides; mosca branca, percevejos e cigarrinhas feito com fungos, dentre outros exemplos. Vimos também o uso intensivo de insetos polinizadores, o que seria muito adequado às culturas de melancia, melão, tomate, abobora e outras da região Oeste”.

O Brasil está cerca de 10 anos atrasado no uso adequado do MIP. Utiliza o controle químico como âncora principal. “A visita à biofábrica na Holanda e  a missão à Austrália realizada em fevereiro deste ano, nos mostrou, mais uma vez, que é preciso uma mudança cultural dos produtores e de toda a classe. Este ó o caminho para que tenhamos sucesso na implementação do Programa Fitossanitário Regional”, finaliza Breda.

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Ascom Abapa

Ministério decreta emergência no Oeste.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento decretou estado de emergência fitossanitária no oeste do estado da Bahia. A decisão está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4/10).

Produtores rurais da região sofrem com a presença da Helicoverpa armigera, a lagarta que causa prejuízos a lavouras de milho, soja e algodão. Segundo o Diário Oficial da União, o ministério irá implementar um plano de supressão da praga e adotar medidas emergenciais. O prazo de emergência fitossanitária é válido por um ano.

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