O Instituto do Programa de Agricultura Sustentável convida a todos para o evento 7º Encontro Técnico , que será realizado no dia 25 de maio de 2012 na Faz. São Miguel – Alan Juliani – Roda Velha – São Desidério – BA.
Categoria: Agronegócio
12 mil hectares de fruticultura recebem água uma vez por semana no projeto Brumado
Água só 24 horas por semana. Esta é a situação do distrito de irrigação do Projeto Brumado, que tem 12 mil hectares de fruticultura. Por enquanto o objetivo é manter as plantas vivas até que chova novamente, só Deus sabe quando. O Governo do Estado só afirma que essa é a maior seca dos últimos 30 anos e que está distribuindo cestas básicas. Quantas pessoas dependem dessas 12 mil hectares? Na foto o açude Brumado, no rio de mesmo nome, que tem uma grande bacia alimentadora, mas tem sua vazão muito diminuída.
Animais morrem em Feira de Santana
Segundo o portal G1, a seca tem provocado a morte de animais nos pastos de Feira de Santana, cidade que decretou estado de emergência pela terceira vez consecutiva. Na zona rural, começa a faltar água para a população e, para que o gado não morra de sede, pecuaristas têm vendido os bichos com valores abaixo do mercado. O agricultor Esdras Figueiredo, que mora no distrito de Bonfim de Feira, lamenta a falta de expectativa de boas colheitas. “A situação é bastante difícil”, conta para, em seguida, admitir que tem medo de passar fome. “Não tem como buscar alimentação”, diz. A situação no município se agravou nas últimas semanas. A última chuva forte aconteceu em outubro de 2011. Em janeiro, choveu 110 milímetros dentro da média, mas este mês foram apenas três milímetros.
Busa estará presente pela 9ª vez na Bahia Farm Show.
A Busa, uma das empresas brasileiras mais representativas no ramo de indústria e comércio de máquinas agrícolas, participa este ano pela nona vez da Bahia Farm Show, a maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte/Nordeste, que será realizada de 29 de maio a 02 de junho deste ano em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. Com 55 anos de existência e sempre na vanguarda no mercado nacional e internacional, a empresa vê na feira uma excelente oportunidade de negócios, e é um dos expositores que participaram de todas as edições da mostra baiana, desde 2004.
Em 2012, as estrelas da Busa na Bahia Farm Show serão os equipamentos que compõem a linha Cotton Log (Bi-train FR, Spear Cotton Busa, Torre 7 Ton Busa). Além desses, também serão expostos os produtos que compõem a linha de equipamentos Rodoviários (sistema hidráulico Roll-on Roll-off, conteiner, plataforma para transporte, reboque julieta e chassis de adaptação.
Governo da Bahia faz caçada às bombas de irrigação.
O Governo do Estado está fazendo uma operação de caça às bombas de irrigação na região do Rio da Prata, na Chapada Diamantina. Quer evitar que falte água para beber e para os animais no município de Seabra. Com a fiscalização, produtores de abacaxi e limão ficam sem ter como irrigar as culturas.
Lá vai a Bahia, descendo a ladeira.
Soja com bom preço, produtividade baixa.
Segundo o Sindicato Rural e a AIBA a soja foi negociada ontem a R$50,17 a saca. Uma boa notícia frente às frustrações de safra em Luís Eduardo e região. Ontem, como exemplo, foi citado um produtor que começou colhendo 74 sacas/ha e acabou colhendo os últimos talhões com 18 sacas/ha. As lavouras de ciclo mais tardio ou plantadas mais tarde são as maiores prejudicadas.
Publicada sentença da proibição da cobrança de royalties da soja RR.
Governador anunciará fomento ao agronegócio e parcerias para estradas
Representantes da Aiba entregam projeto executivo da Estrada Timbaúba e Estrada da Soja ao secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar. Humberto Santa Cruz liderou o processo de negociação para o estabelecimento da PPP, entrelaçando os interesses do Governo, da Prefeitura, da AIBA e dos produtores.
Os produtores do Oeste da Bahia, representados pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), aguardam com expectativa o anúncio, no próximo sábado (14), pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, da criação do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio da Soja, Algodão, Milho e Café – Prodeagros. Wagner estará em Luís Eduardo Magalhães para inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, além de obras em Barreiras.
O novo Programa traz em seu escopo a instituição de um amplo Fundo para a agricultura baiana, composto de recursos de renúncia fiscal e contrapartida dos produtores rurais. Este fundo, de natureza privada, nos moldes do atual Fundeagro, tem por objetivo custear a modernização tecnológica, a infraestrutura e o desenvolvimento social.
O governador deverá anunciar o envio de um Projeto de Lei elaborado com a participação das Secretarias da Fazenda, da Infraestrutura e da Agricultura sobre esta matéria para a votação na Assembleia Legislativada Bahia. Na passagem pelo Oeste, Jaques Wagner dará outra boa notícia aos produtores. O início das obras de construção e pavimentação da Estrada da Timbaúba, localizada no Município de Luís Eduardo Magalhães, numa parceria do Governo do Estado, através do DERBA e os produtores rurais, representados pela Aiba, com a interveniência da Prefeitura.
Celeridade e eficiência
Vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária – Seagri, o Prodeagros tem como objetivo incentivar e desenvolver o agronegócio do algodão, soja milho e café no território baiano. Os recursos do “Fundão”, como vem sendo provisoriamente chamada a iniciativa, serão aplicados em pesquisa, defesa, transferência de tecnologia e em infraestrutura, como construção e recuperação de rodovias estaduais e vicinais, um dos maiores gargalos enfrentados atualmente pelo setor agrícola.
Garantir celeridade e eficiência no uso dos recursos é o grande diferencial apontado tanto pelos produtores rurais, quanto pelos gestores públicos. “É uma evolução da relação público-privada, e este modelo tem se mostrado a melhor saída para a solução de problemas crônicos, principalmente, no que diz respeito à infraestrutura. O Fundão vai alavancar o agronegócio baiano. Acredito que será uma revolução como nunca visto nas últimas três décadas”, diz o presidente da Aiba, Walter Horita. Continue Lendo “Governador anunciará fomento ao agronegócio e parcerias para estradas”
AGROLEM faz curso de receituário agronômico.
A AGROLEM – Associação dos Engenheiro Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães realizará no dia 17 de abril, ás 19 h, Curso de Treinamento para Receituário Agronômico, emissão e preenchimento de ART. O curso será realizado em conjunto com o CREA, nas dependências da FAAHF – Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira e apresentado pelo analista técnico desta Regional, Eng. Agrônomo Fábio Barros. O curso é gratuito e as inscrições deverão ser confirmadas no email agrolem@uol.com.br.
Três anos depois a Bahia acorda pela ferrovia.
A ferrovia Oeste-Leste, que deveria estar pronta em 2013, tem apenas 5% das obras concluídas no trecho Ilhéus – Jequié. Por ela, espera um projeto de mineração que tem investimentos da ordem de R$2,6 bilhões. Hoje uma comitiva de notáveis baianos vai à Valec, Ibama e Tribunal de Contas da União, pedindo celeridade e para ver no que o Governo do Estado pode ser útil. Quase 3 anos depois a Bahia acorda em relação à importância da FIOL.
Se considerarmos uma exportação agrícola de 3 milhões de toneladas, ao preço mínimo de frete de R$90,00 a tonelada, teremos R$270 milhões de frete por ano. Considere-se que o frete não baixe com a ferrovia em operação: só aquilo que o agronegócio e o Estado ganharão em segurança e eficácia já significa um lucro sem precedentes.
USDA reavalia para baixo produção mundial de soja.
A safra mundial de soja 2011/12 foi reduzida, segundo relatório da USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, de 245,07 milhões de toneladas para 240,15 milhões de toneladas. Os estoques finais globais passaram de 57,30 milhões para 55,52 milhões de toneladas.
A produção brasileira foi estimada em 66 milhões de toneladas, ante as 68,5 milhões estimadas em março. A estimativa para a colheita argentina também foi reduzida e passou de 46,5 milhões para 45 milhões de toneladas.
As cotações se mantinham, nesta terça-feira, em Luís Eduardo Magalhães, em R$49,50 a saca de 60 k.
Agricultura: Bahia reduz área e aumenta produtividade.
O sétimo levantamento da safra 2011/2012 de grãos, divulgado hoje (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), indica que a área plantada na Bahia cairá 2,6% em relação à safra passada, saindo de 3.074 hectares para 2.995. Em compensação, a média colhida por hectare deve ter aumento de 2,8%, saltando de 2.387 quilos por hectare para 2.454.
Como resultado da diminuição da área plantada e do aumento da produção por hectare, a safra baiana de grãos deve ser somente 0,1% maior, crescendo de 7.340 mil toneladas para 7.351. Culturas importantes como mamona (-63,6%), sorgo (-33%), arroz (-18%) e soja (-4,8%) apresentam expectativa de redução na produção. A área plantada da mamona caiu quase pela metade (49,6%), de 140,8 mil hectares na safra 2010/2011 para 71 mil hectares na atual.
Apenas feijão (+18%) e milho (+11%) devem apresentar crescimento na produção. Mesmo assim, a área plantada de feijão será 33,6 mil hectares menor. Sobre o algodão, os técnicos da Conab afirmam que “na região oeste da Bahia as lavouras de algodão sofreram com a escassez hídrica verificada nos meses de janeiro e fevereiro”, mas que “a partir da segunda quinzena de março, bons volumes de chuvas voltaram a ocorrer, por isso, espera-se que haja uma boa recuperação em parte dos cultivos”.
E mesmo em meio a desgraceira vivida pela seca impingida aos baianos, a Conab consegue criticá-los. Segundo eles, “na Bahia a produtividade média do amendoim fica em torno de mil quilos por hectare, menor que outros estados devido ao tipo de cultivo, pouco uso de insumos e de tecnologia”. Ainda segundo eles, o destino principal do amendoim plantado em terras baianas são as “iguarias tradicionais das festas juninas”. Trata-se de bullying oficial.
Acesse a íntegra dos dados clicando aqui. Do nosso Editor em Brasília.
A sentença que alterou as relações dos produtores com a soja transgênica no RS
Transcrevemos abaixo a parte final da sentença prolatada pelo juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre, relativo ao processo no qual são autores o Sindicato Rural de Passo Fundo-RS e outros e réus a Monsanto do Brasil Ltda. e Monsanto Techonology LLC.
A importância econômica para o cultivo da soja no Rio Grande do Sul da decisão judicial é significativa. Só para se ter idéia, mais de 90% da soja plantada no Estado é de transgênicos, que utilizam a tecnologia Roundup Ready da Monsanto.
Essa produção está distribuída em mais de 3,5 milhões de hectares, com mais de 80 mil produtores, que contribuem com royalties de mais de 100 reais por hectare a cada safra para a multinacional. A sentença estaria resgatando, portanto, algo em torno de 350 a 400 milhões de reais por ano ao processo produtivo.
Por outro lado, é importante ressaltar que o plantio direto, proporcionado pela tecnologia dos transgênicos, trouxe um ganho ambiental significativo ao Rio Grande do Sul, ao evitar o revolvimento dos solos (a grande maioria com declives acentuados). O plantio na palhada evitou a perda da fertilidade dessas lavouras, através da erosão, e a disseminação de doenças fúngicas, que tem maior importância. No entanto, a caracterização de produtor de soja transgênica pelo Rio Grande do Sul tem trazido restrições em mercados importadores como a Europa e Japão.
Esta decisão do juiz Giovanni Conti é apenas o passo inicial de uma longa batalha jurídica, que deverá ser confirmada por instâncias superiores nos próximos anos.
A sentença: Continue Lendo “A sentença que alterou as relações dos produtores com a soja transgênica no RS”
Confronto entre Monsanto e produtores recém começou.
Um grande confronto nos tribunais se avizinha com a decisão da justiça gaúcha suspender, em caráter liminar, a cobrança de royalties sobre a comercialização da safra de soja transgênica cultivada com base na tecnologia RR, da Monsanto. O problema se agrava com sentença concedida pelo juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível do Foro Central, de Porto Alegre, que determina ainda a devolução dos valores cobrados desde a safra 2003/2004, corrigidos e com juros após o período de liquidação.
Porém, em um posicionamento divulgado nesta segunda-feira (9), a Monsanto informa que não foi oficialmente notificada de qualquer decisão a respeito dessa questão. “A obtenção de benefício com o uso da tecnologia sem a devida remuneração se constituiria num enriquecimento sem causa”. Além disso, a multinacional afirmou que irá recorrer a qualquer decisão contrária e acredita que a decisão poderá ser revista.
No entanto, em entrevista ao Notícias Agrícolas, o advogado dos produtores, Neri Perin, afirmou que a decisão já foi tomada pelo Sistema Judiciário e que deve ser publicada no Diário Oficial ainda nesta semana. “Eu não acredito que a decisão seja suspensa ou alterada”, disse.
Segundo Perin, que está reunido com as importantes nomes do agronegócio gaúcho na Fetag/RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul), caso as cobranças voltem a serem feitas a multa estipulada é de R$ 1 milhão ao dia. Além disso, o advogado Ricardo Alfonsin disse ainda que assim que for oficialmente notificado, a Monsanto deve cessar as cobranças enquanto não conseguir derrubar a liminar.
Soja está a quase R$60 nos portos.
Preço da soja nos portos de Santos e Paranaguá já quase ultrapassando o valor de R$60,00 a saca de 60 quilos. Se isso acontecer nos próximos dias, volta a cotação de abril de 2002/2003, logo após a eleição de Lula da Silva, quando o dólar disparou, levando junto com ele as incertezas do setor produtivo e a cotação da soja.
Naquela época pensava-se que Lula ia fazer um grande movimento de desapropriação de terras, travando a produção empresarial e o grande agronegócio. Deu no que deu. Lula se revelou um neoliberal mais convicto que Fernando Henrique Cardoso.
Só uma grande seca na América do Sul, como a que ocorreu este ano, para aumentar as cotações da soja depois do fenômeno Lula.
Cotação da soja aponta para o alto.
Uma grande maioria de agricultores situados no anel da soja e ao longo da BR-020 não terão médias de produção da soja acima de 40 sacas por hectare. No entanto, os valores crescentes das cotações levam a crer que terão seus custos cobertos. O preço hoje, em Luís Eduardo, batia em R$49,50 a saca, a um passo da barreira emblemática dos R$50,00.
Brasil descobre a roda fazendo álcool de milho.
Em pronunciamento nesta segunda-feira (2), o senador Blairo Maggi (PR-MT) comemorou experiência realizada no estado de Mato Grosso para adaptar uma usina de cana de açúcar à fabricação de etanol a partir de milho. A ideia é usar o cereal, principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos, para fabricar combustível nos períodos de entressafra da cana.Produtores de algodão visitam indústria têxtil da Turquia.
A comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) que esteve, entre os dias 22 e 28 de março, na Turquia, participando de uma missão comercial no país europeu, visitou na segunda-feira, 26, três indústrias têxteis no país.
O grupo esteve nas instalações da ISKUR, da RIPAS e da ENSAR, líderes do mercado daquela região. Na oportunidade, os participantes puderam estreitar os laços e ouvir dos compradores as dificuldades que eles têm em adquirir o produto brasileiro.
“Saímos daqui com a promessa de que eles devem aumentar o consumo da nossa fibra”, revelou o presidente da Abrapa, Sérgio De Marco.
À noite, a Abrapa ofereceu um jantar a 25 convidados de diferentes fiações. Durante o evento, os industriais turcos puderam assistir a um vídeo institucional sobre a Associação dos Produtores Brasileiros e o processo de produção de algodão no país.
O Assessor para Marketing Internacional, Andrew Macdonald, fez uma apresentação com o histórico e as estatísticas da fibra brasileira, com ênfase no crescimento das exportações brasileiras mundiais e para a Turquia.
Ao longo do ano de 2011, a Turquia foi o 4º maior comprador de algodão do Brasil. Foram 62.013 mil toneladas exportadas para os turcos no ano passado. Neste ano eles já compraram 2.381 toneladas de fibra. Também foram apresentadas as iniciativas sociais e ambientais da ABRAPA.
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) foi representada pela presidente Isabel da Cunha e pelo vice-presidente da Abrapa e Diretor-Secretário da Abapa, João Carlos Jacobsen.
Desenbahia quer aumentar financiamento na Bahia Farm Show
Linhas de financiamento diversas para o mini, o pequeno, o médio e o grande produtor rural. É assim, alinhada com o posicionamento da Maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte/Nordeste, a Bahia Farm Show, que a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) promete chegar na edição 2012 da exposição, que será realizada de 29 de maio, a 02 de junho deste ano, no município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. No ano passado, foram R$140 milhões disponibilizados, e a expectativa este ano é superar a marca em 10%. Presente na feira baiana desde a primeira edição, em 2004, a Desenbahia vem fortalecendo sua participação a cada ano. Em 2011, representou 24,5% do total de negócios realizados no evento.
De acordo com o gerente de Crédito Rural da Desenbahia, Gustavo Grillo de Brito, as principais ações da Agência na Bahia Farm Show ainda estão sendo elaboradas, mas, ele adianta que todas as iniciativas visam a cumprir a função de atendimento prioritário aos empreendimentos baianos que zelam pela intensificação de tecnologia no campo, exercendo seu papel de fomento na oferta de crédito produtivo ao produtor rural e assim contribuir para a melhoria do agronegócio da Bahia.
“Teremos diversas linhas de crédito disponíveis, para o setor rural, e, também, para o comércio, a indústria e serviços”, anuncia o gerente. Ele afirma que, na Bahia Farm Show, o foco será as linhas de financiamento de máquinas agrícolas, com taxa de juros que variam de 6,5% a 7%.
Um ganhador da loteria dos Estados Unidos seria apenas um médio produtor no Oeste baiano
Se um dos três ganhadores do maior premio de loteria dos Estados Unidos resolvesse vir para o Oeste baiano, plantar soja, compraria umas 30 mil hectares, e usaria todo o resto do dinheiro em preparo e correção do solo, maquinaria, galpões, alojamentos, irrigação, energia e abertura e conservação de estradas internas.
Quer dizer: o sujeito ia ser um grande plantador, mas não tão grande que suplantasse uns 30 ou 40 dos maiores agricultores da região. Isso se o Governo americano não ficasse com 50% do seu prêmio, como faz, porque daí ele não passaria de mais um dos agricultores aspirantes ao galardão de estar entre os 50 agricultores da região.
A comparação é só para que o leitor entenda o volume de capital que está investido no Oeste baiano, que pretendia, antes da seca, colher alguma coisa em torno de 7 milhões de toneladas de grãos e fibras.
Agricultores conquistam nova vitória em relação ao Funrural
A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) computou na última quarta-feira (28) uma nova, e, segundo se espera, definitiva vitória na batalha que empreende há mais de uma década contra o recolhimento da Contribuição Social Rural, o Funrural. A juíza Federal de Barreiras, Manoela Araújo Rocha, em três sentenças publicadas, condenou a União suspender definitivamente a cobrança e devolver aos afiliados da entidade a Contribuição Social Rural – Funrural recolhida ao longo dos últimos 10 anos.
Em uma série de ações coletivas, a Aiba questiona a inconstitucionalidade do tributo, instituído através de uma Lei Ordinária, quando deveria ser em Lei Complementar. “Da forma como é cobrado hoje, o Funrural atinge o princípio constitucional da estreita legalidade em matéria tributária, na medida em que a criação de uma nova fonte de custeio, como é o caso da base de cálculo deste tributo, só poderia ter sido criado por Lei Complementar, afirma o advogado tributarista Jeferson da Rocha, do escritório Felisberto Córdova Advogados, que junto com a banca Pamplona Balsissarella & Advogados Associados, conduziu as ações.
A inconstitucionalidade já havia sido reconhecida e os associados da entidade que aderiram as ações já estavam desonerados do recolhimento do tributo por força de uma tutela antecipada, deferida há dois anos, que já havia sido confirmada pelo Tribunal da 1º Região em Brasília. Isto, segundo a Aiba, já representou uma grande economia para o produtor. Mas, a possibilidade de recuperar o que foi pago ao longo da última década, abre grandes expectativas entre os produtores”, diz o advogado.
De acordo com o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, a decisão conquistada representa uma economia superior a R$ 60 por hectare de lavoura explorada. As vitórias com as ações do Funrural (2,1% sobre o resultado), somadas à ação que discute o Salário Educação (2,5% sobre a folha), também exitosa, resultaram em uma redução de tributos da ordem de 90% nas contribuições sociais cobradas pelo Governo aos produtores rurais associados da Aiba.
Soja e cereais reagem depois do anúncio de redução de área nos EUA.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, hoje pela manhã, seu relatório sobre o plantio da safra 2012/13 e surpreendeu o mercado reportando 1% de redução na área de soja em relação ao ciclo passado.
De acordo com o boletim, os produtores norte-americanos deverão cultivar 29,91 milhões de hectares (73,9 milhões de acres) com a oleaginosa na próxima safra.
Os números surpreenderam o mercado, uma vez que a estimativa dos traders é de que haveria um aumento de 0,7% no espaço destinado à soja para 30,55 milhões de hectares (75,5 milhões de acres).
Para o milho, o USDA estimou uma área de 38,79 milhões de hectares (95,864 milhões de acres) na safra 2012/13. O aumento foi de 4% em relação à safra passada, quando foram plantados 37,2 milhões de hectares (91,921 milhões de acres).
Os números confirmaram o sentimento do mercado de um incremento na área do cereal, porém, vieram maiores do que o esperado. As projeções apontavam para uma área de 38,32 milhões de hectares (94,7 milhões de acres).
Nesta sexta-feira, os futuros dos grãos dispararam no mercado internacional após a divulgação do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre o plantio da safra 2012/13 nos EUA e mais os estoques trimestrais do país. Por volta das 14h35 (horário de Brsília), a soja operava com mais de 50 pontos de alta, o milho, nos dois primeiros vencimentos, registrava limite de alta de 40 pontos e o trigo também subia mais de 40 pontos.
Bahia Farm Show terá estande de aviões seminovos.
O Beech King Air C-90, um dos modelos que estará à venda.
A Bahia Farm Show terá, na edição deste ano, pela primeira vez, um estande de aeronaves usadas. Trata-se da Somma Aviation, que vai expor modelos seminovos, entre eles, monomotores, com preços mais acessíveis e de pronta entrega. A expectativa da empresa é movimentar em torno de US$ 2 milhões na feira baiana, que acontece do dia 20 de maio, a 02 de junho deste ano.
Entre as “pechinchas”, um leque variado de aparelhos, que inclui Cirrus, Columbia 350, e o RV -10, variando de US$ 280 mil a US$ 550 mil. Há também as aeronaves turboélice, como o King Air C-90, ano 2008, com 600 horas de voo, sendo vendido por US$ 3,1 milhões, e helicópteros, como o EC 130 B4, à venda por R$ 6,3 milhões.
De acordo com o diretor executivo da Somma Aviation, Gianfranco Somma, quando se fala de aviação, a mensuração da idade de um aparelho é bem diferente em comparação a um carro: “Não se leva em consideração ano/modelo, e sim, as avaliações e manutenções pelas quais a aeronave é obrigada a passar a cada 50 horas de voo. Todos os anos, a ANAC faz uma inspeção, e se o avião não estiver nos padrões, ele não pode voar. Ele explica ainda que, por isso, não se pode falar em vida útil de uma aeronave, e que a principal razão de uma troca é a tecnologia, que pode não ser mais a desejada por aquele comprador.
Uma das vantagens adicionais de um seminovo, segundo o comerciante, é a entrega quase imediata do produto. “Às vezes, o tempo de espera por uma aeronave nova na maioria das vezes é maior que um ano”, diz.
Pecuária ganhará força na Bahia Farm Show
A raça nelore, a zebuína mais famosa do Brasil, promete fazer bonito na edição 2012 da Bahia Farm Show, a maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte/Nordeste. Mas, não vem sozinha. Cruzados nelore/angus/bosmara também vão marcar presença no evento, que reúne melhoristas da região e estados vizinhos. A feira será realizada de 29 de maio a 02 de junho deste ano, no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
A participação da pecuária na Bahia Farm Show vem crescendo a cada ano.
“Estamos ansiosos com esta edição. As expectativas dos produtores são as melhores, pois o fortalecimento da pecuária no Oeste é irreversível, e a Bahia Farm Show é sempre a melhor vitrine dessa realidade”, afirma o presidente da Associação de Criadores do Cerrado da Bahia, Todd Topp. A entidade participa da feira há quatro edições.
De acordo com Topp, a ascensão da participação dos animais na feira reflete o próprio ritmo de crescimento da pecuária na região, que, apesar da maior evidência na aptidão de grãos, tem tradição na pecuária nas áreas do Vale do Rio Grande, e hoje vem consolidando a aptidão para o sistema intensivo, pela proximidade do fornecimento de matéria-prima.
Apesar da estrela na feira ser mesmo o gado nelore, a ACCB reserva ao público muitas novidades, baseadas no cruzamento do zebuíno com angus e bosmara. Esse trabalho de melhoramento genético tem garantido avanços significativos do ponto de vista da fertilidade, longevidade, precocidade, rusticidade, facilidade de parto e habilidade materna, além da qualidade da carne bovina.
Soja com proa de preços para cima.
A volatilidade nervosa dos últimos dias nas cotações internacionais da soja está deixando uma certeza: a de que a curva é ascendente. Analistas dizem até que o País se passou nas contas dos estoques de passagem e que se exportar os 32 milhões de toneladas vai ter que importar grão para o mercado consumidor interno. Isso já é feito em pequenas importações pontuais, com a soja do Paraguai. No entanto, o consumidor pode se preparar, se a soja for importada, para preços maiores nos subprodutos, como óleos, margarina, sabão em pó, embutidos e carnes.
Em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras as cotações estão em torno de R$48, a saca de 60 kilos, com olhos ávidos na barreira emblemática dos R$50,00. A se confirmar uma forte queda nos cultivos a serem colhidos na primeira quinzena de abril e, na medida de um comportamento estável do dólar, os preços podem chegar a ultrapassar essa barreira, principalmente em função da demanda local de esmagamento, uma das maiores do País. Porém outro efeito regulador pode ser significante: o índice de liquidação dos agricultores, tendo em vista a necessidade de repor insumos, principalmente os fertilizantes.
Mais dinheiro para o crédito agrícola
O Diário Oficial da União publica hoje (20) circular do Banco Central (BC) que amplia incentivos ao crédito rural. Pela medida, os bancos poderão abater do depósito compulsório à vista operações de financiamento ao setor, incluindo a pecuária. Os empréstimos ao setor rural podem ser descontados do percentual de 5% que bancos estão obrigados a recolher ao BC. De acordo com a autoridade monetária, a medida poderá liberar até R$ 3 bilhões em financiamentos para a agricultura e pecuária.
O prazo máximo das operações também foi ampliado de 30 de junho para 30 de setembro de 2012 e agora inclui o setor pecuário e todas as safras, segundo o BC. Anteriormente, a medida só atingia recursos liberados para a safra do Nordeste, a safra de inverno e a safrinha. Da ABr.
Estado e FGV tem relatório sobre agroindustrialização do Oeste.
“A região Oeste é o grande produtor de milho, soja e algodão do Estado. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, mas não temos indústrias têxteis instaladas na região Oeste para agregar valor à produção. Nós queremos criar alternativas para atrair investimentos e mudar essa realidade”, destacou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao receber das mãos do coordenador de Agronegócio da FGV, ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o “Estudo de Verticalização das Cadeias Produtivas do Algodão, Soja e Milho do Oeste da Bahia”. O encontro aconteceu durante toda a tarde desta segunda-feira (19) em São Paulo, na sede da Fundação Getúlio Vargas, com o objetivo de alinhar os caminhos para acelerar a agroindustrialização da Bahia.
Apresentado por Roberto Rodrigues e equipe técnica da FGV ao secretário Eduardo Salles, ao superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria e Comércio, Paulo Guimarães, e aos representantes das associações dos produtores do Oeste, o estudo focalizou três aspectos básicos: tributação e programas de incentivos fiscais; possibilidades de verticalização dos produtos e sub-produtos das cadeias do milho, soja e algodão, e os impactos da Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol) no processo de verticalização.
Responsável pela apresentação do item sobre a Fiol, o coordenador de projetos da FGV, José Bento Amaral, não tem dúvidas: “esse é o ponto marcante da Bahia para avançar na captação de investimentos”. Segundo ele, há algum tempo falava-se em terra fértil como elemento de atração, mas hoje logística e clima são fatores preponderantes.
Corredor Ferroviário
“Nosso objetivo é gerar empregos e renda no interior da Bahia, evitando o êxodo rural e conseqüentemente o inchaço nas cidades”, disse o secretário Eduardo Salles, lembrando que 30% da população da Bahia vivem na área rural. Ele considerou o estudo técnico “muito importante para verificar os gargalos existentes e buscar as soluções para obter maior competitividade”.
De acordo com ele, um estudo seqüencial deverá ser feito para verificar as possibilidades de agroindustrialização nos municípios localizados ao longo da ferrovia. Nesse sentido, Salles solicitou um orçamento à FGV.
Para Salles, “o estudo é um trabalho importante realizado por uma entidade de respaldo e credibilidade como a FGV, e que vai dar consistência à nossa caminhada para a agroindustrialização do Estado”.
Ações conjuntas
O superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria e Comércio, Paulo Guimarães, destacou que as ações buscando novos investimentos para a agroindustrialização da Bahia são feitas em conjunto pela SICM e Seagri, e afirmou que “agora poderemos produzir folders e outras peças mostrando o potencial e vantagens de investir do Oeste baiano com a chancela da FGV”.
O estudo realizado pela FGV deixou claro que, segundo destacou Roberto Rodrigues, que não se pode falar isoladamente em verticalizar as cadeias da soja, milho e algodão sem pensar em avicultura e suinocultura. Os números e dados apresentados validaram o caminho que a Seagri e a SICM vinham seguindo nesse sentido.
“A fila anda. O mercado reage em questão de instantes”, disse o ex-ministro da Agricultura e agora coordenador de Agronegócio da FGV, revelando que, por falta de milho, uma região no Sul do Brasil, que já foi berço de frigoríficos e aves e suínos, está vendo os empreendimentos deixando o local. “Esse é um grande momento para a Bahia”, profetizou Roberto Rodrigues. De acordo com ele, a integração lavoura/pecuária tem ainda muito a avançar, o que representa uma grande oportunidade para os agricultores.
O estudo foi encomendado pelo Fundeagro; Fundação Bahia; Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, (Aiba), e Associação Baiana dos Produtores de Algodão, (Abapa), com apoio do governo do Estado através da Secretaria da Agricultura e da SICM.
Chuva boa nunca é demais.
Choveu mais de 50 mm em grande parte do Oeste baiano. Salvação da lavoura de algodão, em ponto crítico, já que para a soja pouco vai ajudar. Segundo os registros do INMET choveu um total de 74,4mm nessa madrugada(18) em Correntina.Tal chuva representa 57% da média esperada para o mês. Ainda chove na região e em apenas 1 hora precipitou pelo menos 8 mm.
Veja as previsões da Somar Meteorologia para os próximos dias (clique na imagem para ampliar):
Bahia Farm Show cresce em espaço e número de expositores.
Mais de 95% dos espaços da Bahia Farm Show 2012 já foram comercializados e a procura ainda é alta, entre novos possíveis expositores, nos garantiu hoje Alex Rasia, executivo do evento, durante o almoço. São ao todo mais de 300 marcas representadas no Complexo Bahia Farm Show. Alex garantiu que o evento tem um alto índice de crescimento em espaço e expositores em relação a 2011. A Bahia Farm Show terá também, este ano, um setor dedicado a agricultura familiar.
Pouca soja, preço melhor.
A colheita de variedades precoces de soja não estão fazendo um grande movimento naquela que é a maior esmagadora do País, a Bunge de Luís Eduardo Magalhães. Durante a semana, menos de 20 caminhões faziam a descarga num determinado período. A safra das variedades de ciclo longo deve decepcionar na produtividade, mas em compensação o preço, nesta sexta-feira, alcançou 47 reais a saca nesta praça. Se o dólar se mantiver oscilando entre 1,80 e 1,90, teremos preços compensadores, pois já se aproximam, em Chicago, do 14 dólares.
Tudo ainda muito distante daquele 2002, quando o efeito Lula elevou o dólar para quase 4 reais e a soja, apesar do baixo valor internacional, andou rodando o preço de 60 reais a saca.
Prefeito recebe comitiva do Ministério da Agricultura do Japão.
O prefeito Humberto Santa Cruz, Kazuyoshi Nakasugi, Mitsutoshi Akimoto, Seiki Murata, Masamitsu Nakaizumi, Kentaro Morita e Daisuke Kojo.
O prefeito Humberto Santa Cruz recebeu na tarde desta quarta-feira, 14, no Centro Administrativo, uma comitiva do Ministério da Agricultura do Japão. O objetivo da visita foi conhecer as realidades da região oeste baiana, como polo de interesse para futuros investimentos na produção agrícola sob a ótica da segurança alimentar.
Dentre os visitantes estavam o diretor do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, Seiki Murata, os diretores do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão, Masamitsu Nakaizumi e Kazuyoshi Nakasugi, o diretor do JETRO – Escritório de Chicago (Organismo de Dinamização Comercial Bilateral / Multilateral), Daisuke Kojo, o secretário de assuntos agrícolas da Embaixada do Japão no Brasil, Kentaro Morita e o vice-presidente da Companhia de Promoção Agrícola (CPA – Campo), Mitsutoshi Akimoto, que foi o intérprete durante a reunião.
O prefeito municipal apresentou o potencial agrícola do município, as indústrias da região e destacou a diversidade das culturas de plantio da região oeste da Bahia como um diferencial no país. “O que muito nos anima é a alta tecnologia na produção de alimentos, fazendo com que sementes e máquinas sejam adaptadas à região. As sementes são mais resistentes à seca, por exemplo”, afirma.
Começa 13º Simpósio do Café, comemorando bom momento.
Começou hoje o 13º Simpósio Nacional do Agronegócio Café – Agrocafé, em Salvador, comemorando 2011 pela exportação, com mais de U$8 bilhões de dólares de receita e mais de 33 milhões de sacas exportadas, o maior volume dos 284 anos de café no Brasil. O estado da Bahia tem, aproximadamente, 23 mil produtores de café. Destes, em torno de 90% são formados por agricultores com até 10 hectares de lavoura, focados no incremento da tecnologia, assistência técnica e infraestrutura como fatores de ganho de produtividade, qualidade e valorização dos produtos das pequenas propriedades.
Previsão de chuvas fracas até o final do mês
A grande maioria dos institutos meteorológicos prevê chuvas fracas esta semana, com máximo de 4mm, e praticamente nada no final do mês, o que compromete as lavouras tardias de soja e a grande maioria das culturas de algodão. As previsões são extensíveis para toda a região do MATOPIBA (sul do Maranhão, leste do Tocantins, sul do Piauí, oeste da Bahia). As reduções na safra ainda são incalculáveis.
Uma maratona pelo desenvolvimento do agronegócio no Oeste.
O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), e prefeitos da região Oeste, tiveram uma quinta-feira (8) de maratona em Salvador, buscando soluções para garantir competitividade à agropecuária da região.
As atividades do dia começaram com uma reunião no gabinete do Secretário com dirigentes do Incra, para discutir como acelerar o processo de certificações georreferenciadas de imóveis rurais da região, que representa 75% das demandas do Incra no estado. Na seqüência, Salles e as lideranças do Oeste reuniram-se com o secretário de Infraestrutura, e vice-governador, Otto Alencar, debatendo com ele a questão da Parceria Público Privada (PPP) para as rodovias do Oeste.
O próximo destino do grupo foi o gabinete do líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Zé Neto, tendo como pauta os custos cartoriais. O mesmo assunto foi levado à Casa Civil do governo e à Secretaria de Relações Institucionais.
Participaram das reuniões, alem de Eduardo Salles, o presidente e o vice-presidente da Aiba, Walter Horita e Sérgio Pitt, o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes; os prefeitos de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, e de Formosa do Rio Preto, Manoel Afonso, os proprietários das fazendas Sete Povos e Busato, Marcelino Flores, e Júlio Cezar Busato, respectivamente, o superintendente do Incra na Bahia, Marcos Nery, e os chefes da área fundiária do Incra, Aroldo Andrade, de cartografia, Miguel Neto, e do comitê de certificação, André Valois.
Definidos mutirão e comitê gestor com o Incra
O acúmulo de processos de certificações aconteceu em função das dificuldades, entraves burocráticos e falta de pessoal dos governos, fazendo com que o Incra contabilize mais de 1,2 mil processos de certificações georreferenciadas de imóveis rurais pendentes na região. Depois de exposta a situação do Oeste, o superintendente do Incra na Bahia, Marcos Nery foi sensível às dificuldades apresentadas pelo secretário Eduardo Salles e pelos produtores, e para dar vazão à demanda reprimida do Oeste definiu com eles a realização de um mutirão e a criação de um Comitê Gestor, inspirado no modelo de comitê formado pelo Incra, e as secretarias de Indústria e Comércio e Secretaria da Agricultura, criado para resolver problema idêntico que havia relativo às certificações para o desenvolvimento do Projeto do Parque Eólico do Estado. “O sucesso desse modelo será replicado e pode significar um progresso para os agricultores do Oeste”, disse Nery. O Comitê Gestor contará com uma equipe técnica encarregada de acompanhar, analisar e cadastrar os projetos.
Para o secretário Eduardo Salles, é necessário empenho de todas as partes envolvidas, com o intuito de retirar os obstáculos para que o produtor possa avançar na produção de alimentos naquela região, através de uma parceria operativa. A certificação é exigida pelos agentes financeiros para a liberação de financiamentos, e conseqüentemente o atraso na emissão prejudica a geração de empregos no setor. De acordo com ele, o objetivo da criação do Comitê Gestor é juntar forças para destravar o processo.
O mutirão acordado com o Incra, conforme explicou Nery, será realizado em duas etapas, para dar celeridade às análises dos processos entregues ao órgão. Com previsão de início ainda este mês, a primeira fase do mutirão vai reunir técnicos do Incra, em Feira de Santana, e a segunda em abril, em Barreiras, analisando os processos in loco. O dirigente do Incra na Bahia disse ainda que serão realizados workshops voltados para capacitar os oficiais de cartórios e técnicos das empresas contratadas pelos agricultores para elaborar os documentos exigidos pelo Incra. A Coordenação de Desenvolvimento Agrário, CDA, ligada à Seagri, também vai se empenhar na agilização dos processos.
Custos cartoriais injustos para o setor agropecuário
O setor agrícola pode utilizar os serviços cartoriais pelo menos três vezes ao ano, a cada safra e sempre que realiza uma operação financeira, e está sendo prejudicado. Em função da nova lei dos cartórios, aprovada em dezembro do ano passado, o valor dos custos cresceu muito, inviabilizando o setor agrícola. Esse foi o teor das colocações feitas pelos representantes do Oeste na Assembléia, ao líder da bancada do governo, Zé Neto; na Casa Civil, ao chefe de gabinete, Carlos Melo, e ao secretário de Relações Institucionais, Cézar Lisboa.
De acordo com a Aiba, os custos cartoriais na Bahia chegam a ser três vezes maior que no estado mais caro do país. Pela nova lei, os serviços cartográficos vão ficar até 400% mais altos a partir de 25 de março deste ano.
O objetivo do encontro foi buscar apoio do Legislativo e do governo para sensibilizar o Judiciário, no sentido de que um erro foi cometido no que diz respeito ao setor agrícola. A comitiva lembrou ainda que em São Paulo, a situação, idêntica, foi resolvida com um decreto estadual, concedendo 70% de desconto para as questões de registros agropecuários.
PPPs para construção de novas rodovias no Oeste
Em 2009, foi assinado um protocolo de intenções entre a Aiba, o governo do Estado e o Banco do Nordeste (BNB), com a finalidade de viabilizar a construção de rodovias no Oeste baiano, através de um projeto-piloto, pioneiro no Estado. “A partir deste protocolo nós começamos a contratar projetos executivos de construção e pavimentação de rodovias”, afirmou o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, ao entregar os projetos executivos ao secretário de Infraestrutura, Otto Alencar.
O secretário comprometeu-se em realizar agora somente o primeiro projeto, que é a Estrada da linha Timbaúba, com aproximadamente 45 quilômetros de extensão, no município de Luiz Eduardo, fazendo divisa com o município de Santo Desidério, trecho onde há 60 mil hectares de lavoura. Otto afirmou que se o novo modelo de Parceria Público-Privada (PPP) obtiver êxito, poderá ser expandido para o projeto da Estrada da Soja e para o RodoAgro, no município de Formosa de Rio Preto.
Para o secretário Eduardo Salles, “este é um marco histórico de grande importância, e representa o início de outras grandes parcerias entre a Secretaria da Infraestrutura e a Secretaria da Agricultura”.
“O compromisso de elaborar o projeto, dentro das normas do Departamento de Infraestrutura da Bahia (Derba), foi finalizado e entregue. Agora é montar uma engenharia do projeto para a construção. O compromisso do Estado é entrar com até 50% no custo da implantação e o restante é bancado pelos produtores”, explicou Pitt. A reunião serviu também, segundo ele, para iniciar a discussão sobre as responsabilidades de cada um e a engenharia do projeto.
CONAB: Produção de grãos na Bahia deve crescer 6,6%.
A produção de grãos na Bahia deve crescer 6,6%, na safra 2011/2012, de acordo com o sexto levantamento divulgado hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O balanço aponta que podem ser colhidos 7.823 toneladas de grãos, enquanto na safra 2010/2011, a produção foi de 7.340.
A média colhida por hectare pode crescer 6,4%, saltando de 2.387 kg/ha para 2.540. Já a área plantada terá crescimento quase nulo, em torno de 0,2%. Este ano, devem ser plantados 3.080 hectares, ante os 3.074 da safra passada.
A produção de amendoim, com projeção de aumento de 48%, é o destaque positivo da safra, seguido por feijão (34,3%), milho (19,9%), sorgo (16,9%) e algodão (1,1%).
Mamona ladeira abaixo – A cultura com o pior resultado deve ser a de mamona, com estimativa de redução de 42,3% da produção. A Conab explica que “dentre os motivos da queda está, em primeiro lugar, a falta de umidade no solo na época da semeadura e também durante o desenvolvimento das plantas das lavouras implantadas”.
O governo federal argumenta que houve uma grande diminuição da área plantada de mamona em todos os estados produtores. “A área cultivada com mamona na safra 2011/12 deve ficar em 148,1 mil hectares, com redução de 32,5% em relação à safra anterior. O cultivo se concentra na Bahia, aonde a redução da área chegou a 49,2%,cultivando apenas 71,5 mil hectares ante aos 140,8 mil hectares da safra anterior. Outro estado com cultivo significativo e o Ceará, com 60 mil hectares e na safra atual prevê plantar 6,4% a mais”.
Outras culturas importantes para a renda agrícola estadual baiana, como arroz (12,3%) e soja (1,6%) estão entre as que possuem expectativa de queda na produção. Acesse aqui:http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/12_03_08_10_37_20_boletim_marco_2012.pdf
Do nosso Editor em Brasília.
IBGE diz que safra nacional vai sofrer redução de 1,5%.
A segunda estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 157,5 milhões de toneladas, 1,5% inferior à safra recorde obtida em 2011 (159,9 milhões de toneladas) e 0,8% menor que a informada em janeiro de 2012 (158,7 milhões de toneladas). A estimativa da área a ser colhida em 2012 é de 50,3 milhões de hectares, 3,4% maior que em 2011. Soja, milho e arroz são as três principais culturas e representam juntas 90,7% da produção total, ocupando 83,1% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, tanto a produção de arroz como a de soja tiveram redução de 13,2% e 9,3%, respectivamente, enquanto o milho aumentou 12,8%. Quanto à área a ser colhida, o arroz apresenta uma queda de 9,6%, o milho um acréscimo de 11,3% e a soja um aumento de 2,1%. A produção prevista para os produtos da safra de verão (algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho e soja) é de 119,5 milhões de toneladas, 6,6% menor que a registrada para esse conjunto em 2011 (127,9 milhões de toneladas). A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa.
Entre as grandes regiões, o volume total da produção tem a seguinte distribuição: região Centro-Oeste, 60,3 milhões de toneladas; Sul, 57,9 milhões de toneladas; Sudeste, 18,3 milhões de toneladas; Nordeste, 16,7 milhões de toneladas; e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve incrementos nas regiões Nordeste (13,2%), Sudeste (6,5%) e Centro-Oeste (7,7%), e decréscimos na região Norte (0,6%) e Sul (14,4%). Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 22,3%, seguido pelo Paraná, com 19,2%, e Rio Grande do Sul, com 13,4%, estados estes que somados representam 54,9% do total nacional.
Perdas sustentam preço da soja.
No Mato Grosso, já se sabe que a soja vai render um pouco menos de 52 sacas por hectare, resultado do excesso de chuvas e da ferrugem asiática, hoje disseminada em todo o Estado. Nos estados do Sul a colheita ainda recém começa, mas as perdas por falta de chuva são significativas, cerca de 50%. Se continuar sem chuva no Oeste baiano, também teremos perdas de monta. Espera-se que o preço internacional da leguminosa, mesmo enfrentando uma demanda menor, se sustente diante da redução da safra.
Um velho agricultor, que já nos deixou em busca de paragens mais amenas, sempre me dizia: safra cheia e preço bom é uma vez só a cada 10 anos.
Apesar das perdas nas últimas 24 horas, a soja se segura na casa dos R$44,50 em Luís Eduardo Magalhães.
Jornal chinês mostra vantagens de investir na Bahia.
Um dos mais importantes jornais da República Popular da China, o Shangay Daily, com circulação diária de um milhão de exemplares, vai publicar reportagem sobre a Bahia, apontando as oportunidades de investimentos no Estado. Uma das áreas de interesse dos chineses é a produção de alimentos, e para focar o que a Bahia tem nesse setor, enviou a Salvador o correspondente Xingfu Zhu, que entrevistou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.
“Os empresários chineses virão investir aqui, porque eles sabem que a Bahia oferece muitas oportunidades de negócios, e eles podem gerar muitos empregos no Estado”, afirmou o jornalista Xingfu Zhu, depois de entrevistar o secretário e assistir a uma apresentação das oportunidades de investimentos no Estado. A vitivinicultura, a avicultura, a cotonicultura e a fruticultura, dentre outras, são as áreas que mais despertaram o interesse do jornalista.
Eduardo Salles relatou que a Bahia, com 750 mil propriedades rurais, produz praticamente tudo. É líder nacional na produção de coco, manga, cacau, guaraná, banana, sisal e mamona, e ostenta o segundo lugar na produção de algodão e laranja, aparecendo sempre nos cinco primeiros lugares no ranking nacional. “Nós sabemos como produzir com qualidade e regularidade, e os chineses têm experiência na industrialização”, disse o secretário, afirmando que os produtores baianos têm interesse em formar joint venture com os empresários chineses.
Umas das prioridades do governo baiano é a implantação de um pólo têxtil. Apesar de ser o segundo maior produtor de algodão do País, o estado não possui ainda uma grande agroindústria para agregar valor a este produto. Foto de Heckel Júnior, editada por este jornal.
Agropecuária puxa a economia baiana pra frente.
O diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis, divulga em nota oficial o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. O PIB estadual cresceu 2,0% em 2011, em comparação ao ano anterior. Já a estimativa para 2012 é alcançar marca de 3,7%. O setor de serviços (3,6%) e agropecuária (9,8%) foram os destaques positivos, já a indústria teve percentual negativo (-2,9%) em 2011. Quanto ao PIB nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta acréscimo de 2,7% no ano passado.
O agronegócio continua a ser a locomotiva da Bahia. O Estado tem dado atenção ao setor. Mas obras de infraestrutura ainda se fazem necessárias, como estradas vicinais, portos e ferrovias.
Onde estão as águas de março?
Segundo o Climatempo, não choverá mais que 2mm até o próximo dia 14. Isso será uma tragédia para o Oeste da Bahia. Aquela soja que acabou de formar o grão perde peso e teor de óleo. Para aquele mais tardio, que ainda não formou o grão, a perda todo dia aumenta. Um grande produtor da região me confidenciou, no sábado: tínhamos uma previsão de 420 mil sacas de produção. Já cortei 100 mil dessa conta.
Agricultores lamentam aumento de 400% nas taxas cartoriais

Aprovada em 23 de dezembro de 2011 na Assembleia Legislativa da Bahia, a Lei 12.373 vai tornar ainda mais caros os custos de produção para agricultores e pecuaristas baianos. Pela nova lei, os serviços cartorários vão ficar até 400% mais altos a partir de 25 de março deste ano, contra os reajustes determinados pela lei anterior (11.631/09), ainda em vigor, que eram corrigidos a um percentual máximo de 6,56% ao ano, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para piorar, no pacote aprovado pelos deputados estaduais baianos, que majorou as taxas de prestação de serviço e de poder de polícia no âmbito do Judiciário, foi instituída a “taxa de fiscalização judiciária”. Ela será cobrada junto com os emolumentos, e nas situações em que são necessários os serviços de tabeliães para lavrar escrituras, registros, dentre outros.
Para a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), embora esteja no contexto da privatização dos cartórios, um tema que foi bastante debatido, a lei que aumenta os custos cartorários, e que cria uma nova taxa, não teve a devida exposição à sociedade. Continue lendo clicando em Continue Lendo “Agricultores lamentam aumento de 400% nas taxas cartoriais”















