O 12º Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé) foi aberto ontem, em Salvador, com a presença de várias autoridades do setor. Humberto Santa Cruz, cafeicultor e prefeito em Luís Eduardo, onde esta localizada uma das áreas mais produtivas do País, esteve presente à solenidade. Mas o ponto forte do encontro aconteceu, quando o deputado federal e relator do Novo Código Florestal, Aldo Rebelo (PCdoB/SP), repercutiu o pleito do setor agrícola de retirar da moratória florestal prevista pelo documento as áreas de cerrado e caatinga do Nordeste. Em alto e bom som, Rebelo garantiu ser justa a causa baiana e prometeu avaliar com cuidado o pedido.
Categoria: Agronegócio
Seremos os maiores consumidores de café do mundo, em 2012.
“Neste ritmo, seremos, em 2012, os maiores consumidores do mundo. Seremos, portanto, os maiores produtores, exportadores e consumidores. A procura está tão grande também lá fora, que exportamos, nos últimos 12 meses, 33,7 milhões de sacas, reduzindo o estoque interno a níveis de risco”.
Palavras de João Lopes Araújo, presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia, ontem, na abertura do 12º Simpósio.
De acordo com o presidente da Assocafé, a competitividade do produtor brasileiro chegou ao limite, e a produção não cresceu para atender o aumento de consumo per capta no país, que bate o recorde dos últimos 45 anos, com 4,81 kg/pessoa ao ano, o maior desde 1965.
A situação já era prevista, segundo Araújo, porque a competitividade brasileira era aparente, mas não compensava o produtor. “Conseguíamos vender, com preço cada vez menor, mas, por falta de renda, não pagávamos nossos financiamentos, nem dávamos os tratos culturais adequados às lavouras”, relembrou.
Os preços compensadores registrados atualmente, de cerca de U$300 a saca, contra U$50 registrados nos piores momentos, não foram aproveitados por grande parte dos produtores. “Muitos, quando o preço alcançou o nível atual, já não tinham o que vender. O preço só subiu por falta de café no mercado e foi além do esperado”, disse.
Asiáticos chegam para investir em Barreiras.
Depois de dois anos de estudos de viabilidade econômica, o Chongqing Grupo de Grãos vai se instalar no estado e anunciou investimentos de R$ 4 bilhões em Barreiras. Nesta sexta-feira (18/mar), em Salvador, a comitiva chinesa esteve reunida com representantes do governo estadual.
Os projetos contemplam várias áreas do agronegócio, como o processamento (beneficiamento) de alimentos, armazenagem de grãos e logística. Será construído um grande pólo industrial em Barreiras com capacidade de esmagar 1,5 milhão de toneladas, refinar 300 mil toneladas de óleo e armazenar 400 mil toneladas de grãos.
A Prefeitura Municipal de Barreiras doará ao empreendimento Chinês um terreno para construção do complexo industrial, área esta com cerca de 100 hectares, que deverá ser localizada no novo distrito industrial da cidade, o qual a prefeita Jusmari Terezinha anuncia.
A comitiva de empresários chegaram hoje por volta das 17hs à cidade, e às 20hs os asiáticos serão recepcionados num jantar na Churrascaria Los Pampas. Do Sítio do Zé Dendágua.
Só para se ter idéia, a unidade fabril da Bunge de Luís Eduardo Magalhães, a maior do País, tem capacidade de processar 1,05 milhões de toneladas de soja.
Agrocafé começa nesta próxima segunda.
A ASSOCAFÉ – Associação dos Produtores de Café da Bahia estará realizando, nos dias 21, 22 e 23 de março, o 12º AGROCAFÉ – Simpósio Nacional do Agronegócio Café, em parceria com o Governo do Estado da Bahia, Ministério da Agricultura, SEBRAE, FAEB, SENAR, AIBA, Centro do Comércio de Café da Bahia e outros parceiros.
A solenidade de abertura será em Salvador, dia 21 de março às 09.00 horas no Bahia Othon Palace Hotel, quando será abordando o tema principal “O Crescimento Sustentável do Agronegócio Brasileiro”.
Estarão presentes à solenidade de abertura: o Governador Jaques Wagner, presidindo a solenidade; Secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles; o Secretário do Meio Ambiente, Eugenio Spengler; o Secretário da Industria Comércio e Mineração, James Correia; o deputado Aldo Rebelo, relator, na Câmara, do projeto do Novo Código Florestal; e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, dentre outras autoridades.
Empresários coreanos visitam Luís Eduardo.
Luís Eduardo Magalhães foi o município escolhido para receber a primeira visita da comitiva de empresários sul-coreanos interessados em investir em agronegócios na Bahia. Ciceroneados pelo prefeito Humberto Santa Cruz, pelo secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles, e pelo secretário de Agricultura do município, Jaime Cappellesso, os empresários passaram esta quarta-feira, 16, visitando fazendas no município e se reunindo com produtores rurais, presidentes de associações e outras autoridades a fim de prospectar investimentos na região Oeste baiana.
Em Luís Eduardo, a comitiva visitou as fazendas Orquídea, da Família Almeida Schmidt , que atua na produção de soja, e Alvorada, de Siegfried Epp, na plantação de milho. À tarde, participou de uma reunião na sala de reuniões da Fundação Bahia, onde foram apresentadas as potencialidades da região. Como parte da agenda, na manhã desta quinta-feira, 17, o secretário Eduardo Salles e os empresários visitarão as instalações da C-Port M.Dias Branco no Porto de Aratu – Cotegipe, para conhecer a estrutura de exportação. Às 17 horas, a comitiva se reunirá com o governador Jacques Wagner para assinar um memorando de intenções declarando interesse em investir no Estado.
De acordo com o presidente da AT Korean Agro-Fisheries Trade Corp, Young Je Ha, a visita foi muito promissora. “Nós precisamos importar e a Bahia precisa vender, acredito que vai dar certo, trazendo os resultados para os dois lados”, disse Je Ha. De acordo com ele, a ideia apresentada pelo prefeito Humberto Santa Cruz também poderá ser aproveitada. “É uma excelente ideia. Levaremos essa proposta à Coréia e verificaremos quais empresários poderão fazer investimentos na Bahia”, afirmou.
Dados apresentados pelos empresários, durante reunião, apontam a Coréia do Sul como o 7º país do mundo, em importação de grãos, principalmente soja, milho, trigo e algodão.De acordo com o presidente da AT Korean, são importados por aquele país, atualmente, 14 milhões de toneladas de grãos, desse montante, 9 milhões são de milho e o restante soja e farelo de soja.
Para o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, muitos resultados positivos podem sair dessa primeira visita. “Mais importante é saber que eles vieram para somar, agregar valor ao produto. Eles têm interesse na compra de soja e milho, diretamente dos produtores”, destacou o secretário. Segundo ele, os empresários têm a tecnologia de indústria e, os produtores, a tecnologia de produção.
Relator do novo Código Florestal participa da Agrocafé.
Um dos nomes mais comentados atualmente no agronegócio brasileiro, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) participa na próxima segunda-feira (21) das atividades do Simpósio Nacional do Agronegócio Café – 12º Agrocafé, que será realizado em Salvador até a quarta feira, dia 23, no Hotel Bahia Othon Palace.
Rebelo foi o relator do Novo Código Florestal, cujo texto deve ser votado nos próximos dias na Câmara Federal, e vai definir os rumos da produção agrícola do país. O parlamentar participará do evento durante a tarde, quando sustentabilidade e produção agrícola estarão em evidência, e prometem grande envolvimento do público. No mesmo período deste dia (21), explanarão o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, e o secretário de Meio Ambiente do estado, Eugênio Spengler.
O 12º Agrocafé é uma realização da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), juntamente com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Centro de Comércio de Café da Bahia, tendo como patrocinadores o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), Ministério da Agricultura (MAPA), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sebrae e Petrobras. Foto de André Dusek, da Agência Estado.
Agricultores do Oeste querem emenda retirando Cerrado e Caatinga do Nordeste da moratória florestal.
A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) está mobilizando as entidades de classe dos agricultores da região Oeste para se manifestarem a favor de uma emenda ao relatório do deputado Aldo Rebelo na revisão do Código Florestal.
Pelo Artigo 47 do texto proposto pela Comissão Mista do Congresso, que será levado para votação na Câmara, o Novo Código irá impor a proibição total de abertura de novas áreas em todos os biomas florestais brasileiros durante cinco anos.
A medida trará sérios prejuízos econômicos e impactos irreversíveis à produção agrícola baiana, tanto no seu principal pólo produtivo, a região Oeste, onde se localizam municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Correntina, Cocos e Formosa do Rio Preto, quanto nas regiões da Caatinga, bioma que cobre 70% do território baiano, e é a base da sobrevivência de milhares de pessoas.
O cerrado baiano é uma das mais recentes fronteiras agrícolas do Brasil. Sua ocupação começou há cerca de 20 anos, e hoje, além da produção primária, a agroindústria crescente, a estrutura logística, o comércio e os serviços ligados ao agronegócio reforçam seu desenvolvimento. Os produtores argumentam que a região não terá condições de potencializar sua atividade agrícola, cuja vocação é conhecida e respeitada em todo o mundo.
Afirma o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt:
“Tratar com igualdade situações totalmente diferentes é uma injustiça. O cerrado baiano tem 65% do seu território intacto. Aqui, produtores, Governos do Estado, através da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e Secretaria da Agricultura (SEAGRI), juntos com a sociedade civil, formularam um dos mais avançados programas de regularização e adequação ambiental dos imóveis rurais que existem hoje no Brasil. Negar à região, que é altamente produtiva, o direito de produzir mais alimentos e fibras é mais que condenar a população baiana e nordestina. É uma irresponsabilidade com o Brasil e com a população mundial, que cresce e demanda cada vez mais produtos agrícolas”.
Lastro vegetal
A caatinga compreende quase todo o estado e concentra as populações mais pobres da Bahia. De acordo com o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, nesta área diversos programas sociais voltados à agricultura familiar estão sendo implantados pelo Governo do Estado, e serão prejudicados caso o relatório seja aprovado como está.
“Esta medida é danosa tanto para a agricultura empresarial, como para a familiar, e atinge em cheio a economia baiana, que tem no setor um dos seus mais importantes lastros”, disse o secretário.
Eduardo Salles vem a Luís Eduardo amanhã, 16.
O secretário da Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles, estará amanhã em Luís Eduardo Magalhães. Vem visitar unidades produtivas do agronegócio, em especial a Fazenda Alvorada, de Siegfried Epp, e a Fazenda Orquídea, da família Schimidt.
Acompanham o Secretário, Choong Ki Jung, presidente da Samsung C&T do Brasil e membros da diretoria da Empresa. Às 14h, o Secretário e comitiva tem reunião com o presidente da Fundação Bahia, Amauri Stracci e com o vice-presidente da AIBA, Sérgio Pitt, além do presidente da Coproeste, Antônio Assunção; do presidente do Sindicato Rural de Luis Eduardo Magalhães, Vanir Kölln; do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz; da presidente da ABAPA, Isabel Cunha; do vice-presidente da ABRAPA, João Carlos Jacobsen e do superintendente da SEAGRI, Jairo Vaz.
Empossada nova diretoria da ASSOMIBA.
Foi empossada, na noite desta segunda-feira, a nova diretoria da ASSOMIBA – Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos do Oeste da Bahia. A nova diretoria é composta por Felipe Francisco Facciome (presidente), Fábio Martins (vice-presidente), Renato Menegon (tesoureiro) e Emanuella Ferraz (secretária). O prefeito Humberto Santa Cruz, presente na solenidade, elogiou o trabalho de Pedro Hersen, que comandou a entidade por dois anos.
Expodireto é sucesso já no primeiro dia.
A Feira Internacional Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul e que realizou ontem, 14, a abertura da sua 12ª Edição, já é um sucesso. Estão previstos negócios acima de 600 milhões de reais e, só no primeiro dia, 16 mil agricultores participaram da feira. Mas a revoada de políticos é que impressiona. Até o deputado Oziel Oliveira andou por lá. Estiveram presentes na abertura, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, o presidente da Câmara Federal, Marco Maia, o deputado federal, Aldo Rebelo, relator do novo Código Florestal Brasileiro, o senador Blairo Maggi, a senadora Ana Amélia (PP-RS), o deputado federal, Giovani Cherini, presidente da Comissão de Meio Ambiente na Câmara Federal e o deputado federal Luis Carlos Heinze.
Políticos e produtores rurais assistiram a uma palestra proferida pelo deputado federal, Aldo Rebelo (PC do B-SP), sobre o novo Código Florestal Brasileiro, do qual é relator. Os políticos dizem que a principal reivindicação dos agricultores durante a abertura da Expodireto Cotrijal foi pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia do PT gaúcho, que coloque na pauta de votação o mais rápido possível a questão do novo Código Florestal Brasileiro.
Cafeicultores realizam simpósio, comemorando altas cotações do produto.
Palestras diversificadas, mini cursos e ainda um seminário nacional sobre cafeicultura familiar pontuam a vasta programação do 12º Simpósio Nacional do Agronegócio Café, o Agrocafé. O evento, um dos mais importantes do gênero no calendário brasileiro de café, será realizado na próxima semana, em Salvador, entre os dias 21 e 23, no Centro de Convenções do Hotel Bahia Othon Palace. A programação aborda todos os estágios da cadeia produtiva do agronegócio – desde a lavoura até a xícara – políticas públicas agrícolas e de meio ambiente, além de tecnologia e mercado. Aproximadamente 1,2 mil pessoas são esperadas no período.
O 12º Agrocafé é uma realização da Assocafé, juntamente com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do
Centro de Comércio de Café da Bahia, tendo como patrocinadores o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), Ministério da Agricultura (MAPA), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sebrae e Petrobras.
Na Passarela da Soja, Zito afirma que será eleitor de Barreiras.
A tradicional mostra técnica da Passarela da Soja, promovida pela Fundação Bahia, Embrapa e Embrapa Cerrados, que aconteceu esta manhã, 12 de março, contou com estandes de 14 empresas e instituições.
Mas o bom da Passarela foi mesmo o lado social e os encontros políticos. Humberto Santa Cruz, prefeito de Luís Eduardo, esteve presente e bateu um longo papo com o prefeito Zito Barbosa, de São Desidério, e com o deputado estadual Herbert Barbosa.
Instado por este Editor sobre sua candidatura à Prefeitura de Barreiras, Zito foi bastante objetivo, como costuma ser:
– Em setembro mudo meu domicílio eleitoral para Barreiras.
Márcio Rogério de Souza, advogado e editor do jornal Imparcial Lem; Vanir Kölln, presidente do Sindicato Rural; o prefeito Humberto Santa Cruz; Celito Missio e Marcelino Kuhnen, produtores e diretores do Sindicato Rural.
Uma lagarta voraz e um nematóide (azul?): propaganda para a Syngenta.
Bolívia quer expulsar agricultores estrangeiros.
O vice-ministro de Terras da Bolívia, José Manuel Pinto, afirmou que pretende reverter para o Estado cerca de um milhão de hectares que se encontram, de maneira ilegal, em propriedade de estrangeiros. O objetivo é garantir a soberania alimentar.
“Quantificamos cerca de um milhão de hectares que produzem alimentos para o exterior e não para o país. A prioridade é que se produza para os bolivianos e se há excedente que se destine a exportação”, disse Pinto, de acordo com o jornal boliviano Página Siete.
O vice-ministro apontou que grande parte das terras adquiridas de forma ilegal estão nas mãos de brasileiros e menonitas (movimento religioso cristão surgido no século XVI na Europa, com a Reforma Protestante) nas províncias de Carmen Rivero Torres, Velasco, Chiquitos e Germán Busch, no departamento de Santa Cruz. “Estamos fazendo uma investigação detalhada nas comunidades para identificar quem são e o que fazem”, afirmou Pinto.
Antes de executar a reversão destas terras o caso deverá ser analisado pelo Tribunal Agrário Nacional.
Em meados de dezembro, a Bolívia sofreu com a falta de alguns alimentos, como açúcar e milho, e com o encarecimento da carne, leite e seus derivados.
O vice-ministro de Terras informou que pelo menos 3,5 milhões de hectares serão distribuídos este ano pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária.
Pois então é assim: os brasileiros vão para lá, tornam as terras produtivas e agora o messias de plantão vem e acaba com tudo. E o governicho do PT continua apoiando os cocaleros.
Tudo pronto para a Passarela da Soja.

Roda Velha sedia, amanhã, o maior evento de soja da Bahia, a Passarela da Soja, o dia de campo da Fundação Bahia, Embrapa e Embrapa Cerrados, que acontece amanhã, sábado, 12 de março. Estandes de 14 empresas e instituições mostrarão o melhor e mais moderno entre as tecnologias disponíveis no mercado em insumos agrícolas e a expectativa dos organizadores é que, por eles, passem mais de mil pessoas entre produtores, pesquisadores, técnicos e estudantes.
Além dos estandes, a Passarela da Soja conta com um circuito de estações experimentais dividido em quatro paradas, nas quais grupos de até 80 visitantes se alternam e recebem informações sobre temas distintos. Este ano, uma das mais concorridas será a primeira, que vai apresentar três dos seis novos cultivares que Fundação Bahia e Embrapa lançam nesta safra. São elas, as BRS 313, BRS 314 e BRS 315, que, segundo as instituições, minimizam o uso de agroquímicos, garantindo mais sustentabilidade, tanto econômica, quanto ambiental ao agronegócio.
Já na segunda estação, o tema será fertilidade do solo. “Fertilizantes: quando, onde e como aplicar” e“Micronutrientes: solos pobres e solos corrigidos”, que será proferida pelo especialista em geoprocessamento José Francisco da Cunha. A parada seguinte é a de Manejo Integrado de Pragas na Região Oeste da Bahia, que será comandada pela entomologista Jurema Rattes. Na última estação experimental do circuito será a vez de tratar de nematóides e o seu “Manejo na Agricultura Sustentável”, com o professor Jaime Maia dos Santos, da Unesp/ FCAV.
Soja fecha em queda pelo terceiro dia.
A soja teve seu terceiro dia de queda consecutiva na Bolsa de Chicago. Afirmam os especialistas que se espera a recomposição dos estoques com a safra em andamento do hemisfério sul. Outros que a China estaria planejando compras menos relevantes. Outra opinião ainda afirma que as baixas são motivadas pela realização de lucros e pela ansiedade do relatório periódico da USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deve ser anunciado amanhã. A verdade é que a soja deu uma boa despencada no mercado regional. A AIBA diz que ontem os fechamentos se realizaram entre R$ 41,50 e R$ 42,50 a saca. Já o Sindicato dos Produtores Rurais informou preços médios de R$ 44,20.
Na verdade, com as primeiras colheitas (já temos soja precoce em fase de colheita), a pressão de mercado troca de lugar, saindo da indústria e caindo nos braços do produtor.
Abapa promove encontro técnico para produtores de algodão.
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu nesta quarta-feira, dia 02, o I Encontro Técnico de Produtores de Algodão do Sudoeste Baiano. O evento foi uma oportunidade para que os cotonicultores propusessem alterações na legislação, relativas à data limite para erradicação dos restos culturais (soqueira). Além disso, foram apresentadas alternativas para proteger as lavouras de algodão.
A próxima reunião entre a comissão técnica da Adab e os produtores de algodão da região sudoeste está marcada para o dia 28 de março.
CNA: valor da produção pode subir 7,2% este ano.
A perspectiva de crescimento de 2,6% na produção nacional de grãos na safra 2010/2011 elevaram as previsões para o Valor Bruto da Produção (VBP), que deve fechar o ano de 2011 em R$ 271,7 bilhões, um crescimento de 7,2% em relação ao montante de R$ 253,4 bilhões de 2010. A previsão foi divulgada nesta sexta-feira, 4 de março, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A estimativa anterior, divulgada em dezembro, projetava em R$ 261,17 bilhões o VBP da agropecuária em 2011.
Wagner confirma visita à Passarela da Soja.
O governador Jaques Wagner confirmou sua vinda, no próximo dia 12 de março, para a Passarela da Soja 2011, que acontecerá na Fazenda Maria Gabriela, localizada no distrito de Roda Velha, em São Desidério-BA. O dia de campo promovido pela Fundação Bahia e Embrapa há 13 anos é um dos mais importantes do calendário de eventos da cadeia produtiva da soja, e aguarda mais de 1mil participantes nesta edição. Além das palestras, divididas em um circuito de quatro paradas em diferentes estações experimentais, um dos pontos altos do evento em 2011 será a apresentação de três das seis novas variedades que estão sendo lançadas pela Fundação Bahia, Embrapa e Embrapa Cerrados no período.
“A vinda do governador, que todos sabem que é um grande entusiasta das novas tecnologias, é muito importante, principalmente, em um ano que nos preparamos para uma safra histórica. Ficamos orgulhosos de ter muito que mostrar, e pela oportunidade que a presença dele nos dá de discutir meios de tornar o cerrado da Bahia ainda melhor”, disse o presidente da Fundação Bahia, Amauri Stracci.
Perícia da Justiça diz que Monsanto cobra royalties irregulares da semente de soja.
Os representantes da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja/RS) receberam o resultado de perícia pedida pela justiça em relação à suposta cobrança irregular de royalties pela empresa Monsanto. O trabalho de análise de amostras do grão transgênico da safra passada se iniciou em outubro de 2010.
Segundo o laudo, a comercialização e produção destas sementes e a venda posterior é tratada pela lei de cultivares. E pela legislação, o produtor pode plantar e reservar parte da produção para replantio sem precisar pagar novamente.
O advogado da Aprosoja comemorou o resultado da perícia. Néri Perin afirma que a empresa estaria cobrando os royalties em três momentos, quando deveria cobrar apenas uma vez.
– Ela está cobrando, num primeiro momento, das instituições de pesquisa. Ela cobrou, num segundo momento, dos produtores de semente, na venda de sementes que a empresa recebe também. E está cobrando, por ocasião da comercialização dos grãos dos agricultores quando vão vender a produção destas sementes – explica.
As partes do processo deverão ser intimadas a partir de agora para que se manifestem sobre o resultado da pesquisa.
Em nota, a Monsanto informa que desconhece suposto laudo elaborado nesta ação. A empresa afirma ainda que eventual perícia que contenha qualquer imprecisão técnica poderá ensejar impugnação e recursos, pelo que o seu conteúdo não é definitivo, até que exista sobre ele uma decisão transitada em julgado.
No Mato Grosso, chuvas podem botar tudo a perder.
Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, avisando pelo twitter que se a chuva durar mais 3 dias no Mato Grosso, as perdas na lavoura da soja serão irreparáveis. Mesmo as perdas já consolidadas de 5 sacas por hectare, darão um prejuízo de 90 milhões de reais somente na região de Nova Mutum e Santa Rita do Trivelato. A região planta 500 mil hectares e o preço na região está em 36 reais a saca de 60 quilos.
Câmara do Milho se reunirá na Bahia Farm Show, em junho.
Já tem data e hora o encontro entre os representantes dos vários elos da cadeia produtiva do milho e do sorgo no Brasil durante a Bahia Farm Show: será em 1º de junho, das 9h às 12h, no auditório da feira, no Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste Baiano (CPTO). Cerca de 20 representantes devem participar da reunião, que é restrita aos membros e convidados. A reunião durante a feira atendeu ao pleito da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que argumenta a boa oportunidade de ter como cenário do encontro a “feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil”.
The Economist: recursos da agricultura para alimentar população são finitos.
A revista The Economist publica em sua última edição (24/02) uma longa análise sobre as necessidades de crescimento da produção agrícola no mundo, traçando um paralelo entre o crescimento da população mundial, em pouco mais de 1% ao ano, e a capacidade finita de recursos como terras viáveis, fertilizantes e água. Diz a abertura da matéria, onde mostra exemplos de lavouras no cerrado brasileiro, que nem sempre usando mais um pouco de tudo vá sempre se atender a demanda mundial por alimentos. Ressalva, porém, a revista:
“A história agrícola de maior sucesso das últimas duas décadas foi o Brasil, principalmente porque foi capaz de aumentar a sua superfície útil de plantio, no seu vasto cerrado. Ao reduzir a acidez do solo, o Brasil transformou o cerrado em um dos grandes celeiros do mundo.”
Confirmada vitória de agricultores em relação ao Funrural.
O Tribunal Regional Federal da 1° Região em Brasília/DF confirmou em segunda instância a tutela antecipada em benefício dos produtores representados pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que exime seus associados que aderiram às ações judiciais do recolhimento da Contribuição Social Rural, mais conhecida como Funrural. Trata-se do resultado de uma batalha judicial travada há mais de uma década pela Aiba, que questionava a constitucionalidade do tributo, por ser este baseado em Lei Ordinária, quando deveria ser em Lei Complementar.
Quem fez a adesão, de antemão, já está ganhando, pois deixa de pagar o tributo de imediato, sem nenhum outro custo processual.“Baseado em uma colheita de 50 sacas de soja por hectare, a preços de mercado, o ganho equivale a uma saca por hectare ao ano!”, exemplifica o diretor executivo da Aiba, Alex Rasia. Mas os benefícios vão muito além.
Segundo o advogado Jeferson da Rocha, da banca Felisberto Córdova Advogados, uma das contratadas pela ação, junto com o escritório Pamplona Balsissarella & Advogados Associados, o produtor que adere à ação tem direito a ser ressarcido em tudo o pagou referente ao tributo nos últimos dez anos do ajuizamento da ação.
“A decisão tomada pelo Tribunal Regional Federal é muito importante e dá ainda mais segurança jurídica aos produtores que aderiram ao não recolhimento do Funrural, amparados pela tutela, que vigora há um ano. O Tribunal Federal do DF aponta claramente por manter hígida a vitória da Aiba na ação coletiva em favor de seus associados”, afirmou Jeferson Rocha.
No início deste mês, a Aiba enviou, a todos os associados, uma carta informando os procedimentos necessários para a adesão. Basicamente, o produtor precisa comparecer à Aiba, preencher o formulário, e retirar a documentação que certifica a participação dele na ação.
ABAPA negocia dívidas de cotonicultores.
No último dia 16, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu uma reunião em Salvador, com representantes da Secretaria Estadual da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Banco do Nordeste e Banco do Brasil, para renegociação de dívidas antigas dos produtores de algodão da região sudoeste.
A Abapa foi representada pela presidente, Isabel da Cunha, pelo 1º diretor – secretário, João Carlos Jacobsen e pelo cotonicultor da região sudoeste, Gilberto Melo. Após a negociação, o Banco do Brasil propôs disponibilizar um profissional na agência de Barreiras para atender os produtores e o Banco do Nordeste irá viabilizar propostas de negociação de dívida.
“Com o objetivo de buscar soluções e benefícios para nossos associados, a Abapa promoveu essa reunião que obteve resultados satisfatórios. Conseguimos alternativas para negociar as dívidas dos produtores de algodão da região sudoeste, que poderão regularizar sua situação e conseqüentemente ter acesso à novas linhas de crédito para desenvolver e implementar a cultura do algodão em suas propriedades”, avaliou Isabel da Cunha. De Cristiane Barilli, da ABAPA.
Soja cresce à noite em Chicago e continua crescendo no dia de hoje.
No pregão noturno da Bolsa de Chicago, a soja recuperou parte das perdas da semana e continua crescendo durante o dia de hoje, em todas as datas de fechamento, com preços bem cima de 13,2 dólares o bushel. Os fundamentos do complexo soja são bons e a volatilidade dos preços, todos sabem, é passageira.
Fundação Bahia lança 6 novas sementes de soja.
Seis novas cultivares de soja estão saindo direto dos canteiros experimentais da Fundação Bahia e Embrapa Cerrados para o mercado na safra 2011/12. São quatro variedades convencionais, e dois eventos transgênicos (RR), com alta adaptabilidade e estabilidade genética reafirmada em todas as áreas onde foram testadas, além de “arquitetura” e porte adequados para garantir mais facilidade no manejo e controle de pragas e doenças. Três dessas novas tecnologias, desenvolvidas para as condições de clima e solo do Oeste da Bahia, serão apresentadas ao grande público durante a Passarela da Soja, o tradicional dia de campo que a Fundação Bahia promove há 13 anos, e que este ano acontecerá no dia 12 de março, na Fazenda Maria Gabriela, em Roda Velha, distrito de São Desidério (BA).
“Matopiba”, a nova fronteira agrícola, produz quase 10% da safra de grãos do País.
Uma região que abrange parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia vem se destacando nos últimos anos na produção de grãos e já é reconhecida como a nova fronteira agrícola do país. Segundo o Ministério da Agricultura, o lugar chamado de Matopiba, uma junção das sílabas iniciais dos quatro estados, teve grande expansão nos últimos dez anos, com a chegada de produtores de outras regiões do Brasil.
O clima com chuvas bem distribuídas e uma topografia plana, característica do cerrado, são alguns dos atrativos econômicos da região. Com uso de tecnologia em áreas extensas, a produção de Matopiba chegou a 12,2 milhões de toneladas de grãos, representando 8,2% da safra brasileira de 149 milhões de toneladas.
Segundo o gerente de Levantamento e Acompanhamento de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Carlos Bestétti, a tendência é que essa proporção aumente. Enquanto a previsão de crescimento da safra de grãos 2010/2011 é de 3% em relação à safra anterior, para a nova fronteira agrícola a previsão de crescimento é de 17%. A área plantada teve aumento de 10%.
“As boas perspectivas da região apontam para uma crescente produção nos próximos anos, devido à grande área de cerrado que, sem desobedecer à legislação ambiental, possibilita avançar para novos polos produtivos”, afirmou Bestétti por meio de nota do ministério.
Matopiba, no entanto, ainda sofre com a falta de infraestrutura para escoamento da produção. O ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o primeiro a visitar a região, disse que os próprios agricultores tiveram que construir estradas para retirar a produção das propriedades. “Aquela região pode ser o grande abastecedor da Região Nordeste, carente em alimentos, mas o Estado nunca tinha ido lá”, afirmou.
Uma das soluções para o escoamento da lavoura é a Hidrovia do Rio Tocantins. No final de 2010 foi inaugurada a Eclusa do Tucuruí e estão em andamento a construção da Ferrovia Norte-Sul e da Eclusa de Lageado, também no Rio Tocantins. Com essas e outras obras já previstas, o potencial de transporte de grãos de Matopiba pode chegar a 18 milhões de toneladas, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Segundo o coordenador de Serviços de Infraestrutura Rural, Logística e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Carlos Alberto Nunes, as obras permitirão o aumento da produção de grãos em diversos municípios, com a conversão de áreas de pastagem em lavouras, sem novos desmatamentos. “Representará mais um grande passo a favor do agronegócio brasileiro”. Danilo Macedo, Repórter da Agência Brasil, com edição de Vinicius Doria.
Empresários portugueses querem produzir e exportar algodão.
O prefeito Humberto Santa Cruz se reuniu na manhã desta quarta-feira, 16, com empresários portugueses da Têxtil Fremou interessados em investir em Luís Eduardo Magalhães. O encontro aconteceu na sala de reuniões da prefeitura e contou com a participação de secretários municipais e outras autoridades.
O grupo veio à Bahia a convite da CottonClass, Corretora de Produtos Agrícolas, cujos representantes Belmiro Cardel (gestor) e Adelino Happke (consultor de negócios) também estiveram presentes na ocasião.
Arthur Borges, gestor da Têxtil, disse que o objetivo é criar parcerias já que a empresa atua há 23 anos no mercado europeu como produtora de fios de algodão.
“Queremos exportar o algodão daqui para parte da fiação em Portugal e também, se possível, construir um centro logístico no município”, afirmou.
O prefeito ressaltou que o governo municipal está aberto para receber investidores que queiram ajudar a desenvolver o município de forma sustentável. Segundo o prefeito, todas as ações que visem a geração de emprego e renda para a população são bem-vindas.
Participaram da reunião o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Rodrigo Ferreira; o diretor de Planejamento, Orçamento e Gestão, Cândido Henrique Trilha; a diretora de Tributos, Glória Maximiniano Ferreira; o secretário de Administração, Carlos Augusto Daniel; a engenheira agrônoma portuguesa, que mora na região, Ana Grenho, e o diretor comercial da Têxtil Fremou, Manoel Faria.
Assocafé realiza simpósio e comemora preços.
Os cafeicultores da Bahia e a Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé) vão realizar o 12º Simpósio Nacional do Agronegócio Café, o Agrocafé. O evento, um dos mais importantes do gênero no calendário brasileiro de café, será realizado em Salvador, entre os dias 21 e 23 de março, no Centro de Convenções do Hotel Bahia Othon Palace. A programação inclui palestras e minicursos para todos os estágios da cadeia produtiva do agronegócio – desde a lavoura até a xícara – aborda políticas públicas agrícolas e de meio ambiente, além de tecnologia e mercado. Aproximadamente 1,2 mil pessoas são esperadas no período.
Com a saca do café de boa qualidade batendo na marca de US$300, o Simpósio vai ser uma festa. Os cafeicultores merecem: têm uma década de preços abaixo do custo de produção para recuperar.
Preços do feijão no fundo do poço. Governo não reage.
Um produto tão estratégico para a alimentação das classes menos privilegiadas como o feijão deveria merecer mais atenção do Governo Federal. Agora mesmo, a variedade carioquinha, a mais consumida, está sendo comercializada a 40 reais a saca de 60 quilos. Na entrada da estação das chuvas estava a mais de 200 reais. O preço mínimo é de 80 reais. O Governo diz que vai comprar 100 sacas de cada produtor pelo preço mínimo. Nas próximas safras, ninguém planta, o preço sobe lá em cima e o trabalhador deixa de ter na mesa uma fonte de proteínas e fibras. Brasília nunca entendeu as cadeias produtivas do País. E não seria num repente que isso iria acontecer.
Soja e dólar fecham sexta em baixa.
Dólar em queda no fechamento de hoje e recuo de até 15 pontos nas cotações da soja em Chicago não são duas boas notícias para o agronegócio. As afirmações da CONAB que teremos uma super-safra, puxada principalmente pela soja, bateu forte no ânimo dos compradores. E assim que acontece: vai chegando perto da colheita e os preços vão caindo. Quem não fixa negócios futuros, os pequenos produtores principalmente, acaba perdendo.
CONAB diz que safra de 2011 será recorde.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a safra de grãos 2010/2011 deve ser a maior da história: 153,06 milhões de toneladas. São cerca de 3,8 milhões de toneladas a mais do que a safra do ano passado, que já tinha sido recorde.A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a safra de grãos 2010/2011 deve ser a maior da história: 153,06 milhões de toneladas. São cerca de 3,8 milhões de toneladas a mais do que a safra do ano passado, que já tinha sido recorde. Veja no site da CONAB o levantamento.
FMC promove rali e dia de campo.
GIRO FMC. Esta é denominação de um misto de rali de regularidade e dia de campo promovido pela FMC Agricultural Products, com patrocínio da fabricante de máquinas agrícolas Case IH, que chega à sua 3ª edição em 2011.
A proposta da Empresa é oferecer aos empresários rurais uma ação de campo diferenciada. Sucesso crescente de público, o GIRO FMC 2011 deve atrair 1,6 mil participantes, distribuídos em oito etapas, realizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Rio Grande de Sul e Maranhão, entre os meses de janeiro e fevereiro. Em Luís Eduardo Magalhães, a promoção será realizada nesta próxima quinta-feira, 17.
Enfim, o Acordo de cooperação técnica IMA/IBAMA
Os produtores rurais da região Oeste do Estado esperam que a publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia do Acordo de Cooperação Técnica n. 001/2011, no último dia 28 de janeiro, coloque um fim definitivo nas controvérsias entre o Ibama e o Governo do Estado em relação à constitucionalidade da lei que instituiu o Plano de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais da Bahia e do seu desdobramento, o Plano Oeste Sustentável.
O acordo, firmado entre Ibama e Secretaria de Meio Ambiente, com a interveniência do Instituto do Meio Ambiente (IMA), visa a ajustar os procedimentos entre os órgãos ambientais, e, assim, fazer valer o Plano de Adequação, cujo objetivo é tornar possível a regularização e a recuperação do passivo ambiental das atividades agropastoris no estado, para os proprietários que aderirem a ele. Além da regularização, graças a este acordo é possível liberar até 80% das áreas que hoje estão embargadas, através de processo administrativo.
Resultado de um esforço conjunto entre Governo do Estado, produtores rurais e sociedade civil organizada, o Plano Estadual de Adequação e Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais foi aprovado por lei estadual em 1º de julho de 2009. Em 05 de junho de 2009, ganhou o reforço do Governo Federal, quando foi firmado um Protocolo de Intenções entre Ibama, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Estado da Bahia, que, a partir daí, deveriam trabalhar juntos para promover a adequação ambiental dos imóveis rurais, em observância da legislação ambiental vigente.
O vice-presidente da AIBA, Sérgio Pitt assevera:
“O problema é que embora o Plano desse um prazo de um ano para o produtor que aderisse a ele fazer os ajustes necessários ao processo de regularização, sem novas multas por seus passivos, o Ibama continuou multando, porque entendeu que leis ou decretos ambientais estaduais não poderiam impedir o seu poder de polícia”.
Investimentos adiados
A falta de agilidade nos processos de licenciamento ambiental na Bahia é um problema que vai além dos imóveis rurais, e atinge tanto o campo, quanto a cidade. No Oeste do estado, segundo os produtores, muitas empresas deixam de aumentar sua produção e novos investidores estão pensando duas vezes antes de apostar suas fichas no Estado.
Afirma o produtor Antonio Franciosi:
“O Governo Estadual está sobrecarregado com a missão de fazer sozinho os licenciamentos. Falta estrutura, sobram ideologias por parte dos técnicos, e os processos, que poderiam sair em poucos meses, levam anos para desenrolar. Se isso não for revisto, vamos ficar na contramão do desenvolvimento e deixaremos de ser competitivos”.
Franciosi compara a Bahia ao seu vizinho Piauí, onde os processos de licenciamento de desmate, dentre outras licenças, levam de três a quatro para ser homologados. Segundo Franciosi, o Piauí passou a receber investidores de todo o Brasil.
Aeroporto embargado.
O produtor lembra, ainda, o caso do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, um investimento feito para viabilizar a exportação de frutas e flores, dentre outras culturas perecíveis, via avião cargueiro. Iniciado pela iniciativa privada e doado para o estado posteriormente como forma de parceria municipal, estadual e federal, o aeroporto encontra-se embargado pelos órgãos públicos e corre o risco de perder todo o investimento feito na base, devido às chuvas.
Estradas alimentadoras preocupam produtores e autoridades.
A poucos dias do início da colheita da safra 2010/2011 na região Oeste da Bahia, a situação das estradas vicinais que ligam o campo as rodovias estaduais e federais preocupa não só produtores, como autoridades políticas e do meio rural.
Em reunião realizada na noite de ontem, quinta-feira, 3, na sede do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, ficou acertado o início imediato de obras de recuperação de alguns destes trechos. Participaram da reunião além do representante do Derba e do governo estadual, Saulo Pontes, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, o deputado federal Oziel Oliveira, o presidente do Sindicato Rural, Vanir Kölln, os vereadores, Alaídio Castilho, Geraldo Morais e Valmor Mariussi, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (ACELEM), Carlinhos Pierozan, o secretário de Segurança, Ordem Pública e Trânsito, Eder Fior, o secretário de Esporte e Lazer, Valtair Fontana e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Capelesso.
O prefeito Humberto Santa Cruz afirmou que é importante a continuidade dos projetos de asfaltamento das linhas Bela Vista e alto Horizonte, na modalidade de parcerias público-privadas, com a participação dos agricultores, Prefeitura Municipal e Estado: “Os produtores já pagaram a realização dos projetos de viabilidade técnica. Esperamos que o Estado possa contribuir com o material, para que possamos colocar nossas máquinas para trabalhar.”
Saulo Pontes disse também que o Governo do Estado está propondo empréstimos externos para a conclusão de 800 km de estradas vicinais na região, inclusive do projeto Caipirão, os 210 km da estrada da Coaceral. Vanir Kölln afirmou: “O Governo tem que saber que recupera um investimento destes em apenas dois anos, só com a redução do custo dos fretes”.
Mesmo confirmando o início de uma operação “tapa buracos”, especificamente no Anel da Soja, para minimizar o problema e tentar evitar prejuízos para o setor, Pontes reforçou a importância do trabalho em parceria, em especial entre os governo estadual e os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Riachão das Neves, por onde passam as estradas em situação mais deficitária. Texto do site Uau Mais, editados por este jornal. Fotos de Wilson Lima.
Soja sobe novamente.
A soja sobe esta manhã, em todos os vencimentos, em Chicago, após um leve recuo na sexta-feira, com cotações sustentadas pelos baixos estoques e alta demanda. Como se anunciou durante o segundo semestre do ano passado, encerrou-se, no Brasil, um ciclo de superprodução de soja e milho com demandas aquém do produzido no mercado interno. E o cenário mundial é o mesmo. Frango, suínos e embutidos tem seus preços substancialmente alterados. Por outro lado, apesar das ameaças do Governo, e das sucessivas intervenções, o dólar estava em queda hoje pela manhã. O Brasil continua sendo o paraíso dos chamados capitais voláteis, tendo em vista principalmente os altos juros praticados.
2011 mostra-se promissor para o campo.
O agronegócio brasileiro vai registrar expansão acima da média em 2011. A estimativa é da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que atribui aos altos preços das commodities, à forte demanda interna e externa e à redução dos custos de produção a projeção de um avanço mais acelerado no campo neste ano. Com isso, o faturamento dos 25 produtos agropecuários vai crescer 3,65% e atingirá 261 bilhões de reais no período. “Os estoques de grãos estão em baixos níveis, e o consumo deve continuar aquecido. O Brasil, maior produtor de alimentos do mundo, será favorecido nessa conjuntura”, diz a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA. Outro aspecto positivo para o setor apontado pela CNA foi a queda dos custos de produção ao longo de 2010. No período, o gasto médio por hectare foi de 936 reais, em comparação com os 1.160 reais gastos em 2009. “Esse cenário compõe um quadro de rentabilidade para o agricultor brasileiro”, avalia André Pessoa, diretor da Agroconsult, empresa de consultoria agrícola. Veja mais na revista Globo Rural.
Área plantada com algodão no cerrado baiano será 48% maior em 2011.

Com os melhores preços já registrados nos últimos 140 anos, o algodão ganhou mais espaço na matriz produtiva do cerrado baiano. De acordo com o 2º Levantamento da Safra 2010/11, concluído na última semana pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a área ocupada pela cultura na região Oeste do estado na safra em curso é 48% maior que em 2009/10, ficando em 362,7 mil hectares, contra 245 mil hectares no ciclo anterior. Em conseqüência, a produção também deve disparar, com 58% de incremento estimado, saindo de 371,7 mil toneladas de algodão em pluma em 2009/10, para 587,6 mil toneladas de pluma neste ciclo. A produtividade nas lavouras (que havia caído um pouco na safra passada em virtude de fatores climáticos, ficando em 253 arrobas de capulho por hectare) deve voltar aos patamares tradicionais de 270 arrobas por hectare.
Os dados do 2º Levantamento da Safra da Aiba confirmaram as boas expectativas dos dirigentes da entidade, que, ao final de 2010, previam que a alta simultânea nos preços das principais commodities da região – soja, milho e algodão – seria o motor de uma excelente safra, caso não haja adversidades climáticas.
“A alta recente dos preços do algodão na bolsa de Nova Iorque levou muitos produtores a rever o balanceamento de suas matrizes produtivas, destinando mais espaço para a cultura. Há registros de que áreas que seriam destinadas a soja e milho passaram a abrigar plantações de algodão nesta safra”, diz o presidente da Aiba, Walter Horita.
Leia mais sobre o levantamento da soja, milho e café. Continue Lendo “Área plantada com algodão no cerrado baiano será 48% maior em 2011.”
Soja cresce agora em Chicago.
As cotações da soja crescem agora, 11 horas deste dia 24, em todas os vencimentos na Bolsa de Chicago. Na sexta-feira, a cotação doméstica bateu quase nos 50 reais a saca em Luís Eduardo Magalhães e região. É baixa a oferta de soja disponível nesta entressafra. Para quem vendia há um ano por preços menores do que 28 reais a saca, a perspectiva é das melhores.
A ferrugem e o mofo branco podem se tornar fatores limitantes de produção.
Ontem vimos uma pick-up F-250 com uma grande carga de Cercobin, fungicida sistêmico, de alto preço, dirigindo-se para a fazenda. É a ferrugem da soja e outros fungos chegando com força ao Oeste baiano. Se não encontrarmos alternativas efetivas de plantio direto e rotação de culturas, a ferrugem e o mofo branco serão fatores limitantes de produção em nossas lavouras.
O plantio direto verdadeiro, com plantio de uma base de palhada e sem qualquer revolvimento do solo, evita que os esporos de fungos sejam pulverizados nas folhas pelo impacto das gotas de chuva. Entre as vantagens do plantio direto estão a redução da erosão e perda de nutrientes por arrasto para as partes mais baixas do terreno, menor assoreamento de rios, enriquecimento do solo por manter matéria orgânica na superfície do solo por mais tempo, menor compactação do solo, economia de combustíveis, mão-de-obra e investimentos em máquinas de tração.
Os agricultores têm certa resistência à adoção do plantio direto pelos custos mais elevados nos primeiros anos, mas esta é uma alternativa viável para a manutenção dos solos frágeis do Oeste, principalmente aqueles com teores de argila e silte muito baixos.














