Lembra do frango a R$1,00 o quilo? Esquece.

PLANO-REAL_frangoLembra dos anos 1994, quando o frango custava R$1,00 o quilo. E os super mercados, como o Big de Porto Alegre, faziam promoções de R$1,00 a unidade com 1.800 gramas? Pois é: 22 anos depois, o frango custa R$8,00 o quilo e vai continuar subindo. O milho, principal insumo, está subindo em todos os mercados.

Segundo o site Notícias Agrícolas, em média, as cotações apresentaram alta de mais de 10%, conforme levantamento realizado pelo economista do portal, André Bittencourt Lopes. Em Paranaguá, o valor subiu de R$ 38,00 a saca para R$ 44,00 nesta sexta-feira (15), um ganho de 15,79%. Em Campo Novo do Parecis (MT), o avanço semanal ficou em 13,64%, com a saca do cereal a R$ 25,00.

Nas praças paranaenses, de Ubiratã, Londrina e Cascavel, a alta foi de 11,11%, com a saca do milho a R$ 30,00. Já em Tangará da Serra (MT), a saca do cereal fechou a semana a R$ 26,00 e ganho de 13,04%. Em Jataí (GO), a alta foi menor de 3,57%, com a saca a R$ 29,00. Nas demais praças pesquisadas a semana foi de estabilidade.

Já no período comparativo de 7 a 14 de janeiros dos anos de 2015 e 2016, as cotações subiram em média 35,49%. No Porto de Paranaguá, a valorização é ainda mais expressiva e chega a 45,51%, no mesmo intervalo.

No varejo de Luís Eduardo Magalhães, o milho já beira os R$50,00.

Algodão se safa da carência de recursos via operação de troca de insumos por colheita

jacobApesar das incertezas quanto à oferta de crédito no país, os produtores brasileiros de algodão conseguiram levantar capital para fazer frente ao plantio da pluma desta safra 2015/16, sem grande redução de área. Em alguns casos, a semeadura está sendo feita com menos tecnologia, para driblar a alta de custos. Mas o diferencial está sendo o maior financiamento via “barter”, operação de troca de insumos por entrega futura de produto, e também via tradings. A afirmação é de João Carlos Jacobsen, presidente da ABRAPA, ao  jornal Valor Econômico.

Diz Jacobsen que  a venda antecipada de algodão, contrato que serve de garantia nessas operações de financiamento, atingiu até agora 60% da colheita esperada da pluma, 20 pontos percentuais à frente do registrado em igual época de anos anteriores.

A área com a cultura no Brasil deve atingir 950 mil hectares em 2015/16, queda de 3% ante o ciclo anterior, segundo a associação que representa os cotonicultores, a Abrapa. Trata-­se, na visão da entidade, de um recuo tímido, perto dos 20% estimados em agosto passado, diz o Presidente da Associação.

Apreensão dos mercados faz China injetar quase US$20 bilhões nos bancos

Da Agência Lusa

O Banco Popular da China (PBoC) anunciou hoje (5) injeção de recursos no sistema financeiro chinês no valor de $130 bilhões de yuan (US$ 19,9 bilhões), para reduzir os problemas de falta de liquidez na segunda economia do mundo.

A injeção de recursos, a maior desde setembro de 2015, é de curto prazo, com acordos de recompra, em sete dias, no qual a entidade emissora compra valores de bancos comerciais a um preço específico com o compromisso de revendê-los por um preço fixo mais tarde.

A taxa de juros da operação é de 2,25%, igual à aplicada em outra oferta de recursos realizada na semana passada e que atingiu $10 bilhões de yuan (US$ 1,5 bilhões).

A medida adotada pelo PBoC busca amenizar os problemas de falta de liquidez de curto prazo, provocados pela redução de novos fundos pendentes em yuan que o Banco de Desenvolvimento da China coloca no mercado, quando os bancos compram moeda estrangeira de seus clientes.

Em novembro, a China registrou uma queda de novos fundos pendentes no valor de $315,8 bilhões de yuan (cerca de US$ 48 bilhões) em relação ao mês anterior.

Estes fundos são um importante indicador da entrada e saída de capital estrangeiro e da liquidez em yuan no país.

A estabilização da economia chinesa está intimamente ligada ao Oeste baiano, exportador de soja em grão e farelo de soja. O mercado da soja, hoje em baixa, com preços externos menores que US$9 o bushel – pouco mais de U$ 18 a saca de 60 quilos, é resultado do esfriamento da demanda chinesa.

Ontem a soja fechou entre 76 e 77 reais nos mercados de Luís Eduardo e Barreiras.

Cadê a primeira chuva de 2016 em Luís Eduardo?

Enquanto a capital paulistana está inundada em diversos pontos, em Brasília, pancadas esparsas se mantiveram durante toda a tarde, recrudescendo, agora no início da noite, com fortes precipitações.

Esperamos que essa chuva toda acabe se dirigindo para o Oeste baiano. Na redação de O Expresso começou a chover em torno de 22 h, muito mansamente.

No deslocamento para Brasília, neste dia 31, vimos muitas lavouras mal instaladas, apesar de algumas chuvas recentes. Soja rala, com crescimento mínimo, sem o desejável “fechamento da linha”.

O site Notícias Agrícolas diz que a situação no Maranhão também é muito ruim:

Assim como em outros estados brasileiros, no Maranhão a situação das lavouras de soja se agrava a cada dia frente à falta de chuvas e as altas temperaturas. Diante desse cenário, os produtores rurais, os presidentes de sindicatos rurais e o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Márcio José Honaiser, se reuniram na manhã desta quarta-feira (30) para debater o assunto.

Lideranças discutem situação da agricultura no Maranhão. Envio de Valério Mattei

Lideranças discutem situação da agricultura no Maranhão. Envio do produtor Valério Mattei

Durante o encontro, as lideranças decidiram protocolar um pedido de prorrogação da janela de plantio da soja junto ao Ministério da Agricultura. A medida deverá ser posta em prática na próxima semana.

O estado enfrenta uma das piores secas dos últimos anos. Em algumas localidades não chove há mais de 55 dias. No sul maranhense, dos 600 mil hectares previstos para o cultivo do grão, apenas 40% da área foi semeada até o momento, mas as plantações continuam morrendo.

O produtor rural do município de Balsas, Valério Mattei, explica que a janela ideal de semeadura da oleaginosa é de 15 de outubro até 15 de dezembro. “Porém, esse ano enfrentamos uma situação inédita, uma seca nunca vista na região. Deveremos arriscar o plantio da soja até o dia 10 de janeiro, até porque precisamos cumprir alguns contratos”, afirma.

Contudo, os agricultores já estimam uma redução na produtividade das lavouras devido às intempéries climáticas. “Sabemos que depois da virada de ano, mesmo com as chuvas, o rendimento das áreas cai. Normalmente, conseguimos uma produtividade entre 50 sacas a 55 sacas do grão por hectare”, completa.

 

Visto cartão

Vai ter chuva em 19 dias de janeiro no Oeste da Bahia.

UauMais
UauMais

Os meteorologistas estão estimando que, nos 19 dias, a precipitação será de 190 mm a 200 mm, uma benção para as sofridas lavouras do Oeste baiano, onde neste mês de dezembro choveu apenas 1/4 disso, com plantios frustrados e diversos replantios. Além disso, apesar de tão poucas as chuvas, as precipitações foram esparsas, com alguns locais ficando ainda mais carentes de umidade no solo.

Um mês de boas chuvas para aquelas variedades de ciclo curto de soja pode viabilizar uma boa produção, além de oportunizar o desenvolvimento do plantio de algodão e o estabelecimento de uma boa arquitetura das plantas onde o plantio da fibra já foi implantado.

Com a prometida inversão climática do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Pacífico na linha equatorial) em La Niña, poderemos ter chuvas mais tardias, principalmente no sertão mais profundo do Nordeste, que já enfrenta o 4º ano consecutivo de seca. Todos os nordestinos já aguardam, com muita esperança, o dia de São José, 19 de março. Se chover nesse dia é sinal de que as chuvas vão se prolongar até junho.

Estudo aponta precedentes em crise hídrica no Oeste baiano

Rio Grande, na foz, na cidade de Barra: grandes ciclos de pouca vazão.
Rio Grande, na foz, na cidade de Barra: grandes ciclos de pouca vazão.

O Oeste da Bahia vive hoje a mesma situação que viveu há 53 anos: períodos prolongados sem chuva e baixa vazão dos rios que banham a região. A constatação é feita pelo diretor de Águas e Irrigação da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Cisino Lopes, com base em dados atuais e em um estudo realizado pela Superintendência do Vale do São Francisco (Suvale), antecessora da Codevasf, em 1962.

De acordo com o estudo da Suvale, entres os meses de outubro e dezembro de 1962, foi registrado o índice pluviométrico de 157,8 milímetros. Se considerado o mesmo período em 2015, choveu, até o momento, 147 milímetros.

Cisino também consultou a vazão do Rio Grande no período de 1934 a 1972, encontrando o registro de uma vazão média de 126m3/seg. Neste período, a menor vazão foi no mês de setembro do ano de 1965, alcançando 67,8m3/seg. Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), a última vazão registrada do Rio Grande, trecho de Barreiras, em agosto, encontra-se em 51,6mm.

A falta de chuva no Cerrado interfere também no volume de outros rios que banham o país, uma vez que é neste bioma que estão os principais afluentes que abastecem o Rio São Francisco, por exemplo. Para se ter uma ideia, a vazão média do Rio Grande para o Rio São Francisco, de 1934 a 1972, era de 203mm no mês de agosto. Em 2015, considerando-se o mesmo mês, a vazão foi de 184,6mm.

“A chuva é essencial para recarregar o aquífero e outros rios que banham o Brasil. Se não tem chuva, não tem reposição de água. Logo, a diminuição da vazão dos rios mais tem a ver com a falta de chuva do que com o uso para irrigação”, disse Cisino, lembrando que o estudo da Suvale foi realizado em uma época em que não existia o agronegócio na região. “Os produtores sabem a importância da preservação de matas ciliares, reservas legais e APPs. Eles se preocupam com a quantidade e com a qualidade da água dos rios”, concluiu.

Plantio da soja ainda avança lentamente no Matopiba

A Soja vai guapeando, botando raiz a procura de umidade, o que pode ser benéfico durante um futuro veranico.
A Soja vai guapeando, botando raiz a procura de umidade, o que pode ser benéfico durante um futuro veranico.

Relato publicado hoje no Valor Online sobre o avanço do plantio na região do Matopiba é pouco animador. Segundo o jornal, a desuniformidade do regime de chuvas fizeram com que a região Sul do Tocantins atinja apenas 75% da área prevista, com replantios de 3 a 5%. Em 2014, foram plantadas 850 mil hectares na região.

No Maranhão, em Balsas, o plantio também já deveria estar encerrado, mas está na casa dos 60%.

No Piauí, região de Uruçuí,  apenas 30% da área de soja está plantada.

A Aiba prevê que a safra 2015/16 de soja na região avançará 25% sobre 2014/15, a 5,21 milhões de toneladas.

Conforme informes chegados ao Expresso, o plantio de algodão na região Oeste da Bahia continua firme, amparado nas últimas chuvas, que, no pluviômetro de nossa redação ainda não atingiram 100mm neste último mês do ano. As previsões são de chuvas mais abrangentes na primeira quinzena de janeiro.

0Odacyl Ranzi, agricultor e vice-presidente da AIBA, define bem a situação do Oeste baiano:

“Temos uma colcha de retalhos nas lavouras. As vezes chove 40 mm para um agricultor e para o vizinho apenas 5 mm. Alguns já estão no terceiro replantio em determinadas áreas. E outros plantaram e a soja simplesmente não nasceu. Existem grandes áreas, nas Placas, uma região de tradição de boas chuvas, que ainda estão na terra nua por falta de umidade para a germinação.”

 

Visto cartão

Produtores do oeste baiano querem garantia sobre a posse de terras

rodovia-to-040-ligando-dianopolis-ate-divisa-da-bahia-passara-do-estado-para-a-uniao
O secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim, esteve reunido nesta quinta-feira (17), com produtores do oeste baiano, acompanhados do deputado Estadual Eduardo Salles, que pediram o apoio da Secretaria da Agricultura (Seagri) na busca por garantias jurídicas na divisão de terras na região. A disputa por terras entre os estados da Bahia, Goiás, Tocantins e Piauí nas áreas de divisas datam o ano de 1919. O secretário Vitor Bonfim colocou-se à disposição dos produtores, ressaltando o potencial da produção agrícola da região oeste da Bahia. “A região oeste já está consolidada como celeiro da produção de grãos do Estado”, disse.
divisas
Em 2013, Bahia e Tocantins fecharam acordo acerca da disputa territorial entre os estados, estabelecendo, com base nas divisas demarcadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o reconhecimento mútuo dos títulos de propriedade expedidos até então.
No entanto, a falta da demarcação destas divisórias dos dois estados, até o momento, vem preocupando os agricultores baianos. Os produtores anseiam por garantias jurídicas sobre a posse de suas terras, e temem a perda de suas propriedades, porque muitos deles possuem título de terra concedido pela Bahia, mas as propriedades estão localizadas em Tocantins, e vice-versa.
Participaram da reunião o vice-presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi; o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (LEM), Amauri Pellenz e o produtor Amauri Stracci.

Brasil ultrapassa China na produção de frangos e é 2º no mundo

frangos-corte- alta-densidade

O Estado do Paraná tem 35% da produção nacional

Responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, o setor avícola nacional conseguiu bons números durante todo este ano, tanto em produção e, principalmente, nas exportações. Para consolidar a boa movimentação, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou em seu último relatório divulgado que o Brasil deverá ultrapassar a China e assumir o segundo lugar no ranking dos maiores produtores de carne de frango, ficando atrás apenas dos norte-americanos.

A expectativa é que o País feche em 13,13 milhões de toneladas, alta de 3,5% superior ao ano passado, e ultrapassando os 13,09 milhões previstos no país oriental concorrente.
O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) projeta que o ano feche com pelo menos 4% de aumento comparado a 2014 nas duas frentes: mercado interno e externo.

De janeiro a outubro de 2015, foram exportados 1,23 milhão de toneladas de frango para um valor de US$ 2 bilhões. O ano passado fechou com 1,28 milhão de toneladas e montante financeiro de US$ 2,36 bilhões. No que diz respeito à produção, o Estado abateu de janeiro a novembro 1,53 bilhão de cabeças, sendo que 2014 fechou em 1,56 bilhão.
O presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, explica que o setor atingiu bons percentuais de crescimento, “apesar de um ano de economia travada”.

“Focar na exportação foi uma das estratégias para o crescimento. O consumo interno, de 45 quilos per capita ano, também nos ajudou. O sucesso da carne de frango está diretamente ligado à sua acessibilidade. As empresas têm que continuar realizando esse mix que envolve o mercado interno e a exportação”.

O Estado é responsável por 35% da carne de frango enviada a outros países e temos potencial para atingir 50%. Com isso, conseguiremos, inclusive, aumentar o número de abates no futuro”.

E se a lavoura naufragar este ano?

Chuva na lavoura em Campo Mourão Foto Hugo Harada Gazeta do Povo

Chuva na lavoura em Campo Mourão (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

Agricultura é um negócio complicado, desde o dia que Caim ofereceu batatas murchas em sacrifício ao Senhor. Ontem, em deslocamento para Barreiras, vi uma lavoura de soja com 2 pares de folhas numa situação de absoluta penúria pela falta de umidade no solo. Enquanto isso, no Paraná, a soja está naufragando em doenças fúngicas e falta de luz depois de 30 dias de chuva.

Não sei não, mas está difícil alcançar a meta de 99 milhões de toneladas, prevista pelos órgãos oficiais.

Se a lavoura afundar este ano, aí sim o País vai com força para o fundo do poço. Hoje, por exemplo, a Ford demitiu 2.000 funcionários em Camaçari. A indústria automobilística já enfrenta quase 30% de redução nas vendas. 

Olha aí a lavoura, segurando de novo a economia.

agronego

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2015 em 210,3 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feito em novembro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso a previsão se confirme, será 8,1% maior do que a observada em 2014 (194,6 milhões de toneladas).

O levantamento de novembro prevê uma safra 0,2% inferior à estimada pelo IBGE em outubro deste ano. As três principais lavouras de grãos deverão fechar o ano com aumento na produção em relação a 2014: soja (11,7%), milho (7,3%) e arroz (1,2%).

Apesar do aumento nas três principais lavouras, 19 dos 26 produtos analisados pelo IBGE deverão ter queda em relação ao ano anterior, entre eles café em grão – arábica (-1,7%), café em grão – canephora (-17,7%), as três safras de feijão (com quedas de 3,7%, 6,3% e 2%), laranja (-3,7%) e cana-de-açúcar (-4,3%).

Em relação à área colhida, o levantamento de novembro prevê aumento de 1,8% na comparação com o ano anterior.

Irrigantes ganham desconto da bandeira vermelha na energia

irrigacao

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou o desconto na cobrança de bandeira vermelha para as atividades de irrigação e aquicultura, medida que vinha sendo pleiteada pelo setor agropecuário desde o início deste ano. A mudança consta da lei 13.203/2015, sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União.

Kátia Abreu foi uma das ministras que se engajou a atender à reivindicação dos agricultores, tendo negociado o assunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e com o Ministério de Minas e Energia.

A ministra recebeu os produtores de arroz do Sul diversas vezes ao longo deste ano para discutir o tema. A região é responsável por 70% da produção nacional do grão. No Rio Grande do Sul, todas as plantações têm sistema de irrigação por inundação.

“O desconto na tarifa de energia usada na irrigação para produção de alimentos foi um ato de responsabilidade e sensibilidade da presidente Dilma”, disse a ministra.

A bandeira vermelha é aplicada a todos os usuários de energia elétrica desde janeiro de 2015. A medida aumenta em R$ 4,50 o custo da energia por cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Mas com a nova lei, esse valor será reduzido.

No Oeste da Bahia, além das áreas irrigadas no Cerrado baiano, os projetos de irrigação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios Parnaíba e São Francisco (Codevasf) em Barreiras, São Desidério, Riachão das Neves e Bom Jesus da Lapa, também serão beneficiados com a mudança da lei 13.203/2015. A cobrança da bandeira vermelha praticamente tinha inviabilizado a produção de commodities agrícolas nas áreas de pivôs centrais no cerrado e comprometia sensivelmente a situação de pequenos e médios produtores de frutas na região dos vales. Da ascom do Ministério da Agricultura, com edição do jornal Nova Fronteira.

 

outdoor-casas-modica

Sementeiros elegem nova diretoria

AGO Dez 2015 (7)

A Associação dos Produtores de Sementes do Estado da Bahia (Aprosem) elegeu no último dia 9 de dezembro seu novo presidente. Laerte Baechtold da Ciaseeds foi eleito para o biênio 2016/17.

O presidente do atual mandato, Celito Missio, representante da Sementes Oilema, assumiu como vice
presidente, compondo a linha de frente da entidade que representa o segmento de sementes.

A agenda de eleição contou com a presença do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), Marco Alexandre Bronson e Souza, o qual ressaltou a importância da parceria existente entre Abrass e Aprosem para o fomento do setor de semente de soja.

Também participou o presidente da Comissão de Sementes e Mudas da Bahia (CSM/BA), Ivanir Maia, parabenizando a nova diretoria.
Para Laerte, os desafios da entidade foram ampliados com a nova atuação no Matopiba:

“Estamos preparados para conduzir as ações de valorização de um segmento tão importante na economia regional, que é a produção de sementes.”

A Aprosem possui base na Bahia, mas atua nos quatro estados do Matopiba, congregando a quase totalidade dos multiplicadores de sementes de soja da região.

Mais um capítulo da história de fraudes e violência na Fazenda Estrondo

????

No próximo dia 14 de dezembro, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) poderá restabelecer o registro original de cerca de 300 mil hectares de terras no oeste do estado, atestado em um inventário de 1890.

Essa é a expectativa do advogado João Carlos Novaes, que defende o atual proprietário das terras, José Valter Dias. A origem da propriedade das terras é atestada no inventário, que teria sido fraudado em 1977.

O caso é caracterizado como grilagem, uma prática considerada frequente no oeste baiano. Para fazer a fraude, os grileiros, na época, “ressuscitaram” e “mataram” um dos primeiros proprietários da área, Suzano Ribeiro de Souza, morto em 1890, para criar um novo inventário. Conteúdo do Bahia Notícias, onde o leitor poderá ver a matéria completa

Leia mais sobre o assunto aqui e também aqui.

Prefeitura de LEM participa de seminário do MATOPIBA em Palmas

mato 2

O prefeito em exercício de Luís Eduardo Magalhães, Marcos Alecrim, participou nesta quinta-feira, 26, de um seminário em Palmas, capital do Tocantins, sobre a implantação do Instituto de Inovação, Ciência e Tecnologia do MATOPIBA. O evento aconteceu no auditório Cuíca da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e contou também com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, autoridades politicas dos estados que integram a MATOPIBA e representantes de entidades envolvidas neste projeto como a Embrapa, o Instituto Federal do Tocantins, Ministério da Agricultura, Sebrae, Faet/Senar, Agência Tocantinense de Tecnologia e Inovação, entre outras. O secretário de Saúde, Werther Brandão, que a partir de dezembro assume a recém-criada Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, também participou do evento.

O Prefeito em exercício Marcos Alecrim, a Ministra da Agricultura Kátia Abreu e o Secretário de Saúde Werther Brandão
O Prefeito em exercício Marcos Alecrim, a Ministra da Agricultura Kátia Abreu e o Secretário de Saúde Werther Brandão

De acordo com o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFT, Waldecy Rodrigues, a ideia é desenvolver um conjunto de pesquisas que possam traduzir em melhoria da reprodução agrícola e pecuária e também agregar novos produtos pra exportação. “Especialmente em Luís Eduardo, que é uma região importantíssima para nós, queremos de lá capitalizar esforços de pesquisa e inovação a partir das instituições de pesquisa e da Universidade do Oeste Baiano”, observou.

A criação do Instituto de Inovação, Ciência e Tecnologia do MATOPIBA tem como objetivo auxiliar na articulação do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA com o envolvimento e participação da comunidade científica das universidades desses Estados.

Para a Ministra Kátia Abreu a região oeste da Bahia merece atenção especial por ser a mais produtiva de todo MATOPIBA. “É uma região muito rica e com muita tecnologia e inovação, que com certeza, servem de exemplo às demais. Agora mesmo, nos estamos implementando em uma parceria do Ministério da Agricultura com a empresa John Deere, um Centro Tecnológico em Agricultura de Precisão em Luís Eduardo Magalhães”, disse, lembrando ainda da obra de construção de um armazém da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) no município.

mato 3

O prefeito em exercício, Marcos Alecrim, disse ter sido um privilégio participar do seminário, representando o prefeito Humberto Santa Cruz, um grande entusiasta da criação do MATOPIBA. “Tenho certeza de que o governo está no caminho certo quando decide acompanhar o crescimento e promover verdadeiramente o desenvolvimento da região. Não tenho dúvida que conseguiremos promover a inserção social e melhorar a distribuição da riqueza produzida através da implantação do instituto de inovação, ciência e tecnologia para o MATOPIBA”, comentou.

Frigorífico de peixes

Marcos Alecrim, aproveitou a realização do seminário nesta quinta-feira, 26, em Palmas/TO, e entregou para a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, ofício relatando a situação das obras de construção e instalação de uma Unidade de Beneficiamento e Abatedouro de Peixe, Fábrica de Farinha, Fábrica de Ração e Aquisição de Equipamentos. Continue Lendo “Prefeitura de LEM participa de seminário do MATOPIBA em Palmas”

O New York Times denuncia: fundos americanos compram terras no Brasil

Por Simon Romero, do The New York Times

Gigante norte-americana do investimento que administra as contas de aposentadoria de milhões de funcionários de universidades, professores de escolas públicas e outros trabalhadores, a TIAA-Cref se orgulha de promover valores socialmente responsáveis, e celebra sua participação no processo de redação dos princípios das Nações Unidas para compra de terras agrícolas, com o objetivo de promover a transparência, sustentabilidade ambiental e respeito pelo direito à terra.

Mas documentos demonstram que as incursões da TIAA-Cref à fronteira agrícola brasileira podem ter avançado na direção oposta.

A gigante financeira norte-americana e seus parceiros brasileiros despejaram centenas de milhões de dólares em aquisição de terras aráveis no cerrado, uma imensa região à beira da floresta amazônica na qual vem acontecendo desmatamento em larga escala para expansão da agricultura, o que alimenta preocupações ambientais.

Em uma complicadíssima empreitada, o grupo financeiro norte-americano e seus parceiros acumularam vastas propriedades agrícolas novas, a despeito da decisão do governo brasileiro, em 2010, de proibir participação estrangeira em transações dessa escala.

Cerrado:  cobiça de norte-americanos
Cerrado: cobiça de norte-americanos

Embora a ação governamental tenha bloqueado as ambições de outros investidores estrangeiros, a TIAA-Cref levou adiante suas intenções em uma parte do Brasil onde grassam os conflitos de terras, o que expõe a empresa e seus parceiros a acusações de que adquiriram terras de um especulador de credenciais suspeitas, acusado de empregar pistoleiros para roubar terras de agricultores pobres.

Os documentos possibilitam vislumbrar como um dos maiores grupos financeiros dos Estados Unidos participou daquilo que muita gente nos países em desenvolvimento define como apropriação indevida de terras.

Respondendo à disparada no interesse internacional por terras no país, o ministro da Justiça brasileiro em 2010 limitou significativamente a participação de estrangeiros em aquisições de terras agrícolas em larga escala.

Investidores ocasionalmente encaram esse tipo de transação como maneira de diversificar suas carteiras. Mas alguns funcionários de governos e ativistas afirmam que elas resultam na expulsão de agricultores pobres, na transferência do controle de recursos vitais de produção de alimentos a uma elite mundial, e na destruição de tradições agrícolas em troca de plantações em escala industrial que produzem comida para exportação.

“Já tinha ouvido falar de fundos estrangeiros tentando contornar a legislação brasileira, mas algo nessa escala é espantoso”, disse Gerson Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária e assessor de congressistas brasileiros, se referindo aos documentos sobre as aquisições de terras aráveis brasileiras pela TIAA-Cref.

Algumas das constatações são parte de um novo relatório por pesquisadores da Rede Social pela Justiça e Direitos Humanos, uma organização brasileira, e da Grain, uma organização sediada na Espanha que acompanha as aquisições mundiais de terras.

Joint Venture com a Cosan

As revelações sobre a TIAA-Cref demonstram que suas terras aráveis no Brasil chegaram aos 256.324 hectares em 2015, ante 104.359 em 2012, mais ou menos o momento em que a empresa começou a expandir suas transações, conduzidas por meio de uma joint venture com a Cosan, gigante brasileira do açúcar e biocombustíveis.

Stewart Lewack, porta-voz da TIAA-Cref, concordou em revisar diversos aspectos da complexa estruturação dessas transações, mas se recusou a discutir as aquisições de terras aráveis de forma direta. Ele intermediou outros contatos com executivos da Cosan, controlada por Rubens Ometto, bilionário cuja família opera no setor do açúcar desde os anos 30.

“A Cosan tem 70 anos de história na administração de terras agrícolas no Brasil, e tem compromisso para com elevados padrões de responsabilidade no investimento por meio das entidades que controla”, afirmou uma porta-voz da Cosan em declaração.

As duas empresas começaram a adquirir terras aráveis no Brasil em 2008, depois de formar uma joint venture chamada Radar Propriedades Agrícolas, com 81% de participação de uma subsidiária da TIAA-Cref e 19% da Cosan. Embora a Cosan informe às autoridades brasileiras que controla a joint venture por meio de seu assento no conselho da empresa, a TIAA-Cref mlista a Radar como uma das “afiliadas nas quais temos participação majoritária”.

Então surgiram as medidas brasileiras de repressão a aquisições de terras aráveis por estrangeiros, em 2010, um período de crescente nacionalismo quanto aos recursos naturais do país, exemplificado pelos esforços de impor maior controle ao setor de energia.

Na agricultura, as mudanças envolviam limitar a 5.000 hectares as vendas de terras a estrangeiros, a proibição a que eles controlassem mais de 25% das terras de qualquer município e a imposição de limites às operações de subsidiárias brasileiras de empresas estrangeiras.

“As medidas impuseram um freio ao investimento estrangeiro em terras brasileiras”, diz Kory Melby, norte-americano que oferece consultoria a investidores em agricultura no Brasil.

Mas em lugar de reduzir a escala de suas operações, a TIAA-Cref intensificou as aquisições de terras agrícolas brasileiras, se concentrando especialmente na fronteira agrícola dos Estados nordestinos do Maranhão e Piauí. Em 2012, a empresa criou um fundo mundial cujo foco era a compra de terras agrícolas no Brasil, Austrália e Estados Unidos, atraindo investimentos de fundos de pensão suecos e canadenses.

José Minaya, executivo da TIAA-Cref que responde pelos investimentos do grupo em terras agrícolas, defende esse tipo de transação, afirmando que elas são uma maneira de adquirir “um recurso finito” em um momento de crescente demanda mundial por alimentos.

“O Brasil nos oferece diversificação em termos de safras e climas”, disse Minaya a investidores em um vídeo sobre aquisição de terras agrícolas no maior país da América Latina.

Balsas, no Sul do Maranhão: fronteira, migrantes e conflitos de terras, agora com interesses de fundos de pensão norte-americanos
Balsas, no Sul do Maranhão: fronteira, migrantes e conflitos de terras, agora com interesses de fundos de pensão norte-americanos

Por conta da limitação ao investimento estrangeiro imposta em 2010, a TIAA-Cref e seus parceiros brasileiros criaram uma joint venture financeira para adquirir terras agrícolas. O grupo norte-americano detém 49% e a Cosan tem 51% de participação na empresa, de acordo com documentação apresentada às autoridades regulatórias brasileiras.

Embora o novo empreendimento no papel pareça ser uma empresa separada, na prática é difícil distingui-lo da parceria precedente.

As duas compartilham de muitos dos mesmos funcionários e executivos de primeiro escalão, e funcionam em escritórios na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo, de acordo com pessoas conhecedoras das operações.

Além disso, o financiamento para as aquisições de terras agrícolas provém primariamente de subsidiárias da TIAA-Cref, em uma espécie de empréstimo que pode ser convertido em ações, de acordo com a documentação apresentada às autoridades regulatórias.

Os pesquisadores da Grain argumentam que essa estrutura empresarial torna possível à TIAA-Cref ocultar o controle que ela exerce sobre as terras agrícolas adquiridas.

“Eles podem dizer o que quiserem sobre o controle, mas a questão é que” essas estruturas “foram criadas apenas com o propósito de canalizar fundos da TIAA-Cref para terras agrícolas no Brasil”, disse Devlin Kuyek, pesquisador sênior da Grain.

Em declaração, a Cosan contesta essa posição. “Em todas as suas aquisições”, a joint venture “segue rigorosamente a legislação em vigor”, a companhia afirmou.

Os ativistas não acusam a TIAA-Cref e a Cosan de promoverem diretamente o desmatamento do cerrado. Em lugar disso, afirmam que as empresas adquiriram terras que já haviam sido desmatadas e obtidas por especuladores que podem ter usado táticas impiedosas.

Relações com grileiro

O relatório da Grain registra como a TIAA-Cref e a Cosan parecem ter adquirido diversas fazendas controladas por Euclides de Carli, uma figura nebulosa do mundo dos negócios descrito por legisladores, estudiosos, e agricultores espoliados brasileiros como um dos mais poderosos “grileiros” dos Estados do Maranhão e Piauí.

Os grileiros são conhecidos por suas táticas de prestidigitação burocrática, entre as quais a falsificação de títulos de propriedade rural guardados em latões cheios de insetos, o que os faz parecer antigos e explica o apelido.

Alguns grileiros também forçam agricultores a abandonar suas terras de diversas maneiras, o que inclui intimidar os ativistas que lutam pelo direito à terra e até assassinar agricultores pobres.

No caso de Carli, estudiosos brasileiros já descreveram como ele forçou dezenas de famílias a abandonar suas terras, usando táticas como a destruição de safras ou a queima da casa de um líder comunitário. Um proeminente legislador maranhense também acusou Carli de orquestrar o assassinato de um trabalhador rural por conta de uma disputa de terras.

Carli, que já foi alvo de investigações oficiais por suas compras de terras, não respondeu a pedidos de comentário. Em comunicado, a Cosan reconheceu que sua joint venture havia adquirido terras controladas por Carli, mas insistiu em que uma revisão abrangente em nível municipal, estadual e federal não havia identificado “qualquer processo criminal em nome do Sr. Euclides de Carli”.

“A avaliação conduzida”, afirmou a Cosan, “precisa observar documentos oficiais e informações que baseiem a segurança da aquisição”.

Mas promotores públicos que conhecem a atuação de Carli ainda assim expressaram surpresa por investidores proeminentes realizarem esse tipo de transação quando uma simples busca na Internet revela uma longa lista de acusações de apropriação indébita de terras contra Carli.

“Euclides de Carli é um dos principais grileiros da fronteira agrícola brasileira”, disse Lindonjonson Gonçalves de Sousa, promotor público que investigou as transações de terras de Carli.

“Não deveria ser segredo para pessoa alguma que ele tem presença proeminente nos conflitos de terra na região”.

Leia mais aqui sobre Euclides de Carli.

Soja sustentável: representante de organização internacional vem a LEM

Daniel Meyer, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) no Brasil, estará em Luís Eduardo Magalhães nos dias 20 e 21.

Sobre a RTRS

Fundada em 2006, a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) é uma iniciativa internacional pioneira formada pelos principais representantes da cadeia de valor da soja, como produtores, indústria, comércio, finanças e a sociedade civil.

Os atores dessas diferentes áreas se reúnem em torno de um objetivo comum, garantindo o diálogo e a tomada de decisão por consenso. A missão da entidade é promover o uso e o crescimento da produção sustentável de soja e, por meio do Padrão RTRS de Produção Responsável da Soja, aplicável mundialmente, garantir uma produção ambientalmente correta, socialmente adequada e economicamente viável.

É hoje o sistema mais confiável e avançado do mercado de soja brasileiro para alcançar a sustentabilidade. Atualmente a RTRS conta com mais de 180 membros dos países do mundo inteiro. Veja aqui.

A previsão para a safra de grãos  é de chegar a 212,9 milhões de toneladas

Plantio-Milho1

A safra de grãos 2015/2106 está estimada entre 208,6 e 212,9 milhões de toneladas, com uma variação que pode chegar até a 2,1% (4.384 mil t) acima da safra 2014/15, quando registrou 208,5 milhões de toneladas. Os números são do segundo levantamento do boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A soja aumenta ainda mais sua participação nos números da safra, podendo chegar a 102,8 milhões de toneladas e acréscimo estimado entre 4,9 a 6,6 milhões de t em comparação com a safra anterior, quando produziu 96,2 milhões de toneladas. Já o milho primeira safra, cuja produção está estimada entre 26,5 e 28,2 milhões de toneladas, registrou uma redução entre 11,8 e 6,4% em comparação à safra 2014/15, de 30,1 milhões de toneladas. O trigo também deve sofrer uma redução de 6,8% frente ao último levantamento, devendo chegar a 6,2 milhões de toneladas,  4,3% superior à da safra passada.

Área – A área de plantio está estimada entre 57,9 e 58,9 milhões de hectares, com um crescimento de até 1,6% em relação à safra 2014/15 que fechou em 58 milhões de ha. Este aumento se deve à cultura da soja que apresenta um acréscimo entre 2,1% (671,3 mil ha) e 3,8% (1,22 milhão de ha). Já a área do milho primeira safra pode sofrer redução, podendo ficar entre 5,6 e 5,8 milhões de hectares e redução de 9,3 a 4,8% frente à última safra.

O levantamento dos dados foi realizado entre os dias 18 e 24 de outubro, com informações colhidas em campo para área plantada, produção e produtividade média estimadas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores e outras variáveis.

O levantamento da intenção de plantio da CONAB não deve levar em conta as dificuldades climáticas, causadas pelo fenômeno “El Niño”. As chuvas previstas e o aumento de temperatura nas regiões produtoras de baixa latitude, como norte do Mato Grosso e a nova fronteira agrícola do Matopiba, não parecem apontar para alta produtividade nesta safra.

 

IBGE calcula safra menor

A primeira estimativa para a safra 2016 indica safra agrícola 1,9% menor do que a produção deste ano. Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para o próximo ano foi estimada em 206,5 milhões de toneladas, redução de 4,1 milhões de toneladas em relação à safra recorde deste ano, que deverá atingir 210,6 milhões de toneladas.

Na avaliação dos técnicos do instituto, a redução da safra do próximo ano deve-se às menores produções previstas para as regiões Norte (-11,5%), Sul (-1,2%) e Centro-Oeste (-4,5%).

 

Produtores rurais conseguem “recuperação judicial” na Justiça

Casal de produtores rurais entra em recuperação judicial por dívida de R$ 226 milhões

O casal Alexandre Augunstin e Louize Honorato de Freitas, produtores rurais, tiveram pedido de recuperação judicial acatado pela Quarta Vara Cível de Rondonópolis, no dia 1º de outubro. Conforme os autos, o passivo (dívida) calculado no caso é de R$226.308.944,47.

Os requerentes alegaram que estão enfrentando séria crise econômico-financeira. Uma queda de safra em 2011/2012, por problemas de ordem climática, fez com que o custo do plantio superasse a receita conquistada com a colheita. Contribuindo com a situação ruim, no ano de 2014 houve a quebra da safra de algodão.

Augustin e Honorato “assentaram que, a partir de então, suportaram drástica redução das linhas de crédito perante instituições financeiras, de forma que precisaram tomar empréstimos no mercado, com juros altos e prazos de pagamento reduzidos, de modo que não conseguiram se manter dentro do seu planejamento financeiro”.

Na decisão que deferiu o pedido de recuperação, foi designado para desempenhar o encargo de Administrador Judicial o advogado João de Souza Salles Júnior. Honorários mensais valorados em R$ 45 mil serão pagos. Nos autos, foi determinado, ainda, a suspensão de todas as ações ou execuções contra os autores. Os credores terão o prazo de trinta dias para manifestarem a sua objeção ao plano de recuperação da devedora.

No Oeste baiano já houve um caso de pedido de recuperação judicial de produtor agropecuário. O pedido acabou sendo indeferido pela Justiça depois de vários recursos de credores.
FIEB 920x180px

Próxima safra de grãos pode ultrapassar 213 milhões de toneladas

O primeiro levantamento da safra brasileira de grãos 2015/16 estima uma produção que pode variar de 210,3 a 213,5 milhões de toneladas. Há um aumento de 0,2 a 1,7% sobre a safra 2014/15 que chegou a 209,8 milhões de toneladas. Os números estão no boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado nesta sexta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
   
O maior destaque neste início de pesquisa é da soja que, pela primeira vez, ultrapassa os 100 milhões de toneladas produzidas pelo país, podendo chegar a 101,9 milhões. Já a produção de milho primeira safra, estimada entre 28 e 29 milhões de t, registrou uma redução entre 5,8 e 8,9% em comparação à safra 2014/15, de 30,7 milhões de toneladas. Também o trigo deve sofrer uma redução, 5,9% inferior ao último levantamento. Mas a  previsão de 6,7 milhões de toneladas é 11,4% superior à da safra passada que sofreu os efeitos do excesso de chuvas, especialmente no Rio Grande do Sul.
– A área total está prevista para ficar entre 58,1 e 59 milhões de hectares, com um aumento de até 1,5% sobre a da safra anterior que fechou em 58,1 milhões de ha. Este aumento se deve à soja que apresenta um acréscimo entre 1,7% (550,8 mil ha) e 3,6% (1,15 milhão de ha). Já para a área do milho primeira, a expectativa é de redução em favor da soja, podendo ficar entre 5,8 e 6 milhões de hectares e redução de 4,2 a 6,7% frente à última safra.
 
O levantamento dos dados foi realizado entre 20 e 26 de setembro, com informações colhidas em campo para área plantada, produção e produtividade média estimadas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores e outras variáveis.

Mais um ano de “El Niño” e pouca chuva para a lavoura do Matopiba

Por Gustavo Bonato, para a Reuters

Produtores de soja da região conhecida como Matopiba –formada por novas áreas agricolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia– começam a plantar nas próximas semanas a nova safra de soja de olho nos efeitos do fenômeno climático El Niño, que pode afetar duramente as produtividades, marcando a quinta temporada consecutiva com algum tipo de prejuízo por falta de chuvas.

Juntos, os quatro Estados, três deles do Nordeste brasileiro, representaram 11 por cento da safra nacional de soja em 2014/15.

A previsão do tempo indica que as primeiras chuvas estáveis, que permitem o plantio, deverão atrasar para meados de novembro, ante um início habitual em meados de outubro. Os modelos apontam boas chuvas em dezembro e uma escassez de precipitações depois disso, em janeiro, fevereiro e março.

LAVOURA

“Nesta temporada, a chuva vai terminar mais cedo (no Matopiba). O produtor vai plantar, vai investir, mas pode ter problemas”, disse a meteorologista Desirée Brandt, da Somar Meteorologia.

Segundo ela, o El Niño –que ocorre com força este ano– afetará a zona de convergência intertropical, uma faixa de nuvens que habitualmente provoca chuvas no litoral do Nordeste nos primeiros meses do ano.

“Esse sistema, em alguns anos, avança mais e a chuva chega até o sul do Maranhão, ao Piauí, Tocantins e até o oeste da Bahia. Quando tem El Niño, esse sistema fica mais fraco”, afirmou a meteorologista.

O oeste da Bahia, principal região produtora de soja do Matopiba, teve a última safra sem adversidades climáticas em 2010/11. Depois disso, todos os anos houve episódios de “veranicos”, que é como os produtores chamam períodos prolongados de seca, de cerca de 20 dias ou mais, que podem afetar produtividades.

“Claro que a previsão é motivo de apreensão, mas os produtores aqui têm mais de 20 anos de experiência, já sabem como lidar com a falta de chuvas”, disse o diretor de projetos e pesquisa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Ernani Sabai.

Segundo ele, mesmo as piores produtividades já registradas em uma temporada com veranico forte, que foi o caso de 2012/13 (com 35 sacas por hectare em média na Bahia, segundo a Conab), seriam suficientes para pagar os custos de produção.

A meteorologista da Somar alerta, no entanto, que o problema da temporada 2015/16 “não é uma questão de veranico”, mas sim de encerramento antecipado das chuvas, o que pode tornar esta a pior das últimas cinco safras no Nordeste em termos de clima.

Estimulados por preços ainda competitivos para a soja, os produtores do Matopiba dão mostras de que o clima não será motivo para frear a expansão do plantio de soja na região.

A consultoria INTL FCStone projetou na quarta-feira que a área plantada nos quatro Estados combinados irá subir 8,5 por cento em 2015/16, bem acima da média nacional de 4,3 por cento de crescimento.

Segundo a consultoria Impar, que presta assistência agronômica para produtores de grãos do Matopiba, a nova temporada exigirá ainda mais eficiência no manejo das lavouras, a começar pela segurança no plantio, plantando apenas com a chegada de chuvas regulares.

“É um ano em que não se pode admitir perder um plantio”, disse o diretor da Impar, Rafael Abe, lembrando os maiores custos com insumos precificados em dólar.

Na avaliação de Abe, haverá uma moderação no uso de fertilizantes, com produtores aproveitando os estoques de nutrientes depositados no solo em safras passadas.

Mesmo assim, técnicas avançadas de manejo de solo adquiridas ao longo dos últimos anos e a escolha de sementes mais resistentes à seca deverão dar alento aos produtores nos momentos de escassez de chuvas, afirmou Abe.

Fonte: Reuters

STJ mantém devolução das diferenças do Plano Collor a agricultores

Zélia Cardoso, em foto da agência Estado: confusões nos financiamentos agrícolas.
Zélia Cardoso, em foto da agência Estado: confusões nos financiamentos agrícolas.

A 3ª Turma do STJ julgou na sessão de hoje Embargos Declaratórios na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal, com a assistência da sociedade Rural Brasileira e da Federarroz, contra o Banco do Brasil, União Federal e BACEN, mantendo a decisão de dezembro de 2014 que determinava a devolução a todos agricultores do Brasil da diferença cobrada por ocasião do Plano Collor em março de 1990 de 84,32% para 41,28% nos financiamentos agrícolas, indexados pela poupança.

O advogado Ricardo Alfonsin que representou a SRB e a Federarroz no processo, mandou dizer ao editor Políbio Braga, na tarde de ontem, que com a decisão unânime que teve como relator o ministro Paulo Sanseverino, já podem todos os agricultores que tinham financiamento, em março de 1990, tanto de investimentos como de custeio, reivindicar do BB, como da União ou do Banco Central  a restituição da diferença, com correção e juros, já que houve a responsabilização solidária dos três pela devolução.

A ação tramita desde 1994, entrou após a CPMI do Endividamento agrícola, e com julgamento reabre o prazo para cobrança que estava prescrito.

O produtor deverá fazer prova que tinha contratos de financiamentos que estavam em aberto em março de 1990 e que foram pagos ou renegociados posteriormente.

 

4644710

Crianças autistas, gente morrendo de doenças crônicas. O que o glifosato tem a ver com isso?

glifosato75008

Uma leitura terrível sobre o glifosato, sementes transgênicas e a Monsanto. Como os dois artigos estão reproduzidos em site do Movimento Sem Terra – MST, muitos vão reagir negativamente, por causa da questão política. Mas vale a pena ler, até para servir de base para refletir sobre o assunto, principalmente sobre o fato de que poderia ser compensador, até financeiramente, cultivarmos lavouras menos dependentes de agrotóxicos.

Clique aqui para ler os artigos do Eco21 e de Jeff Ritterman. Aproveite também e leia o artigo de Carta Maior, “25 doenças que podem ser causadas pelo glifosato”.

IBGE: safra de 210 milhões de toneladas, com crescimento de 10% no Nordeste

images-cms-image-000411780

A oitava estimativa de 2015 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 210,0 milhões de toneladas, superior 8,6% à obtida em 2014 (193,3 milhões de toneladas) e maior 1.006.847 toneladas (0,5%) que a avaliação de julho. A estimativa da área a ser colhida (57,6 milhões de hectares) apresentou acréscimo de 1,9% frente à área colhida em 2014 (56,5 milhões de hectares), e diminuição de 114.425 hectares em relação ao mês anterior (0,2%).

O arroz, o milho e a soja representaram 92,3% da estimativa da produção e responderam por 86,3% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área da soja, de 0,7% na área do milho e redução de 4,7% na área de arroz. No que se refere à produção, houve acréscimos de 3,6% para o arroz, 11,9% para a soja e de 6,5% para o milho. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Crescimento por regiões

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 88,7 milhões de toneladas; Sul, 78,0 milhões de toneladas; Sudeste, 18,8 milhões de toneladas; Nordeste, 17,4 milhões de toneladas e Norte, 7,1 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foram constatados incrementos de 20,4% na região Norte, de 10,2% na região Nordeste, de 4,8% na região Sudeste, de 10,3% na região Sul e de 6,9% na região Centro-Oeste.

Nessa avaliação para 2015, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,7%, seguido pelo Paraná (18,2%) e Rio Grande do Sul (15,8%), que somados representaram 58,7% do total nacional previsto.

Estimativa de agosto de 2015 em relação à produção de 2014

Dentre os 26 principais produtos, 16 apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 1ª safra (6,3%), amendoim em casca 2ª safra (6,9%), arroz em casca (3,6%), aveia em grão (60,1%), batata-inglesa 1ª safra (0,7%), batata-inglesa 2ª safra (0,2%), café em grão arábica (3,3%), cana-de-açúcar (2,5%), cebola (1,1%), cevada em grão (21,8%), laranja (9,3%), mamona em baga (131,2%), mandioca (0,6%), milho em grão 2ª safra (12,4%), soja em grão (11,9%) e trigo em grão (17,1%).

Dez produtos apresentaram variação negativa: algodão herbáceo em caroço (-6,1%), batata-inglesa 3ª safra (-12,9%), cacau em amêndoa (-11,0%), café em grão canephora (-18,7%), feijão em grão 1ª safra (-9,0%), feijão em grão 2ª safra (-4,3%), feijão em grão 3ª safra (-5,4%), milho em grão 1ª safra (-2,9%), sorgo em grão (-10,0%) e triticale em grão (-13,1%). Os incrementos de produção mais significativos, em números absolutos, superiores a 2,0 milhões de toneladas, na comparação com a safra 2014, ocorreram para a cana-de-açúcar (17.143.055 t), soja (10.324.368 t) e milho 2ª safra (6.020.963 t).

Bahia: Balança Comercial tem superávit em agosto

A balança comercial da Bahia teve em agosto um superávit de US$ 260,7 milhões – o mais expressivo do ano, sob reflexo da forte retração das importações em um cenário de fraca atividade doméstica, alta do dólar e queda dos preços do petróleo. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahiam autarquia da Secretaria do Planejamento.

Ainda que a desvalorização do real tenha possibilitado um aumento de 21,8% na quantidade de produtos embarcados (quantum) – principalmente de soja (198%) e automóveis (147%) – , as receitas com as vendas externas do estado tiveram uma redução de 12,8%, comparado a igual mês do ano passado, atingindo US$ 708,9 milhões. Este é o décimo mês consecutivo de queda das exportações baianas que enfrenta um ciclo de acentuada desvalorização de seus produtos, baixo crescimento da economia mundial, e desaceleração econômica de parceiros importantes, como a Argentina, UE e China.

À exceção dos EUA, onde houve crescimento de 36%, as vendas externas encolheram em agosto para os principais parceiros comerciais do estado­ tanto para mercados que absorvem mais commodities, como a China (-11%), quanto a destinos de produtos industrializados, como o Mercosul (­-16%) e UE (-8%). Os preços médios dos produtos exportados pela Bahia permaneceram com trajetória de queda (-28,4%), atingindo seu menor valor desde 2009.

Foto de Nilton Souza
Foto de Nilton Souza

IMPORTAÇÕES

Com a atividade econômica doméstica diminuída e o dólar em alta, as importações da Bahia reduziram 39,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Além desses dois fatores, o recuo das importações em agosto também tem a ver com o colapso do preço das commodities, já que o estado também é grande comprador de petróleo e derivados. Graças ao derretimento das cotações internacionais do barril, as compras de combustíveis diminuíram 81,7%, com destaque para a nafta com queda de 100%. Outras categorias de importados diretamente relacionadas ao desempenho da economia também despencaram. A queda em relação a agosto do ano passado abrange bens de consumo (50%), bens de capital (29,4%) e matérias ­primas e intermediários usados pela indústria (11%).

Arthur Cruz, coordenador de Comércio Exterior da SEI, avaliou o resultado: “A retração da atividade doméstica, sobretudo da indústria, que na Bahia já recuou 9% no primeiro semestre, e a alta do dólar deve frear as importações nos próximos meses restando, ainda, a dúvida se as mudanças macroeconômicas em curso (o câmbio principalmente) serão suficientes para desencadear um movimento em larga escala de substituição de importações”.

Com os resultados apurados até o mês de agosto, a Bahia ainda acumula um déficit de US$ 832,7 milhões, em sua balança comercial, como resultado dos saldos negativos acumulados ao longo do ano. As exportações baianas até agosto alcançaram US$ 5,04 bilhões e são 17,9% inferiores a igual período de 2014, enquanto que as importações foram de US$ 5,88 bilhões, já estando abaixo 1,8% se comparadas a jan/agosto do ano passado.

Aplicativo facilita a identificação rápida de Nematoides nas lavouras

 

nematóidesInstituto Phytus desenvolve novo aplicativo que fornece dados para o manejo de nematoides nas lavouras

O Instituto Phytus lança um novo aplicativo que visa auxiliar o produtor na identificação dos sintomas das plantas atingidas pelos nematoides. O aplicativo objetiva acelerar o processo de diagnóstico do dano, com o intuito de evitar o aumento do problema, além de antecipar o planejamento dos produtores para a safra seguinte, de modo que ele possa ajustar e escolher as melhores alternativas ou ferramentas que se encaixem na sua rotina para o manejo deste patógeno em suas áreas. Além disso, também permite a verificação do Fator de Reprodução (FR) da cultivar escolhida a fim de contribuir para a redução da população de nematoides na lavoura.

                Habitantes naturais do solo, algumas espécies de nematoides podem causar danos de diferentes magnitudes. A sensibilidade da cultura, a densidade populacional no solo e o clima favorável para sua reprodução representam uma combinação perigosa que pode resultar em altos prejuízos nas lavouras.  O idealizador do aplicativo e colaborador ad hoc, responsável pela área de Nematologia do Instituto Phytus, o biólogo M.Sc. Paulo Santos  explica que, quando constatada a presença em níveis elevados no solo, a erradicação destes parasitas é muito difícil, principalmente, por conta dos altos custos. “Uma vez diagnosticados, os produtores deverão conviver com esse patógeno, planejando medidas de médio e longo prazo, buscando reduzir gradativamente essa população em níveis que não acarretem danos à lavoura”.

Entre as culturas atingidas estão as de maior relevância econômica como a soja, o milho, o algodão, o arroz, a batata, a cenoura, o feijão, o tomate, a cana-de-açúcar, entre tantas outras. Segundo o pesquisador, as plantas infectadas podem apresentar um visível declínio em seu crescimento, acompanhado de folhas amarelecidas, baixo vigor, podendo também, em alguns casos, ocorrer a morte da planta devido ao distúrbio causado pelo nematoide no sistema radicular. Nesse caso, no sistema radicular será visualizada a formação de galhas ou tumores (engrossamento da raiz), lesões com coloração escura (tecidos necrosados), descolamento cortical e diminuição no volume e crescimento do sistema, comprometendo a absorção e translocação de água e nutrientes pela planta. Normalmente, estes sintomas estão dispostos em mancha ou reboleiras.

Sintomas

Contudo, os sintomas mais comuns se assemelham a outros problemas, como deficiência nutricional, mancha de calcário, compactação do solo e encharcamento, podendo passar despercebidos aos olhos dos produtores, culminando em agravamento de suas áreas. Desta forma, o aplicativo desenvolvido pelo Instituto Phytus será de grande valia para que o reconhecimento do problema seja acelerado, elevando as chances de contenção dos prejuízos das culturas atingidas.

O pesquisador alerta ainda que, embora existam ferramentas surgindo, de ordem genética, cultural, biológica ou química, o sucesso frente ao manejo de nematoides passará diretamente pela identificação da espécie presente na área. “É importante salientar que dificilmente o produtor encontrará uma medida milagrosa, a qual resolverá todos os seus problemas. Vale lembrar que, recomenda-se, quando possível, a associação de mais de uma dessas práticas na realização do manejo na área afetada”.

O aplicativo está disponível na Apple Store e pode ser baixado no link:  https://itunes.apple.com/br/app/nematoides-identificacao-fr/id1031681865?mt=8, ou ainda na Google Play pelo link:  https://play.google.com/store/apps/details?id=com.iphytus.nematoides, pelo valor de R$ 9,99 em cada sistema.

 

hotel-columbia-1-1

Soja reage, acompanhando boas notícias econômicas mundiais

soja

A cotação da soja em grão no Oeste da Bahia bateu, nesta quinta-feira, às portas do R$70,00. A recuperação das commodities em todo o mundo e das bolsas contribui para firmar o preço da oleaginosa, sustentando no País uma queda da cotação do dólar para R$3,54. A Bolsa brasileira sobe pelo terceiro dia consecutivo, com a Petrobras recuperando 11,3% em ações ordinárias.

O mercado internacional da soja fechou o pregão desta quinta-feira (27) com boas altas. Entre os principais vencimentos, os ganhos variaram entre 8,50 e 15,75 pontos no fechamento do dia, após trabalhar durante todo o tempo do lado positivo da tabela. Assim, o contrato novembro/15 terminou cotado a US$ 8,79 por bushel, enquanto o março/16 ficou com US$ 8,85. 

Apesar desse avanço, os preços da soja nos portos do Brasil encerraram os negócios com ligeira desvalorização nesta quinta, uma vez que o dólar voltou a recuar frente ao real e perdeu o patamar dos R$ 3,60. Assim, mesmo com prêmios ainda muito elevados nos principais terminais de exportação – superando US$ 1,00 por bushel sobre os valores da CBOT – o produto disponível ficou cotado em R$ 78,70 em Rio Grande e em R$ 78,00 em Paranaguá, contra os R$ 79,00 desta quarta-feira (26) em ambos os portos. Para a soja futura, o último preço foi de R$ 77,30 no terminal gaúcho e de R$ 75,00 no paranaense.

A notícia de que a China vai desmobilizar títulos do tesouro americano (o País tem mais de US$3 trilhões em títulos do Tesouro) para investir no mercado interno também deixou as bolsas otimistas em todo o mundo. 

Congresso Brasileiro do Algodão: Yara apresenta estudos de campo que trazem ganhos de até 35% na cultura

size_590_algodao-plantacao

Empresa também apresenta novas tecnologias e produtos já consagrados aos cotonicultores

A Yara apresenta, durante a 10º edição do Congresso Brasileiro do Algodão, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR) de 1 a 4 de setembro, resultados de estudos que comprovaram ganhos de até 35% no rendimento operacional com o uso de suas tecnologias. Além do ganho de tempo, o programa Yara para algodão ainda proporciona um excelente equilíbrio nutricional para fazer o algodoeiro expressar todo seu potencial, simplificando a operação e aumentando a rentabilidade.

“A Yara regularmente realiza testes de campo e pesquisas em instituições para validação de suas tecnologias e obtenção da melhor eficiência agronômica e posicionamento dos programas nutricionais. A partir dos resultados, a empresa desenvolve soluções para todos os perfis de produtores, indo ao encontro do que o agricultor necessita para sua lavoura. Nossos programas nutricionais são mais eficientes e fáceis de aplicar, proporcionando alto rendimento operacional, aumento no potencial produtivo da lavoura e, consequentemente, mais lucratividade”, destaca Luciano Godoy, especialista agronômico da Yara.

A empresa também lança, durante o congresso, a tecnologia Turbo PROCOTE+S, fertilizante voltado à cultura do algodão com alta concentração de fósforo e enxofre prontamente disponíveis para a planta – o que permite um maior rendimento na operação de plantio. O enxofre é um nutriente muito importante para as plantas e essencial para formação de proteínas. Além disso, o produto também possui micronutrientes em todos os grânulos. Por conta destas características, ele é um importante ativador enzimático, que facilita a fotossíntese e melhora o índice de micronaire do algodão, aumentando a qualidade e a rentabilidade da lavoura.

“O Turbo PROCOTE+S é a garantia de fornecimento de enxofre na fase de estabelecimento do algodoeiro. Sua utilização em conjunto com o YaraBela, que também contém o nutriente, fornece de forma sustentada todo enxofre que o algodoeiro precisa durante o ciclo de plantio”, aponta Godoy.

Estudos de campo: mais produtividade e eficiência operacional no algodão

A tecnologia presente nos fertilizantes Yara proporciona ainda maior produtividade às culturas, conforme comprovado em trabalhos realizados na Fundação Bahia e Fundação Chapadão, comparando a utilização de nitrato de amônio (YaraBela) à aplicação de ureia na cultura do algodão. Os estudos demonstraram aumento médio de 18,8 a 23,6 arrobas por hectare de algodão em caroço com o uso do fertilizante da Yara.  Continue Lendo “Congresso Brasileiro do Algodão: Yara apresenta estudos de campo que trazem ganhos de até 35% na cultura”

Amanhã, em Luís Eduardo, CONAB promove “Circuito Matopiba de Armazenagem”

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), promove nesta quarta-feira (26) a primeira etapa do “Circuito Matopiba de Armazenagem”, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O evento debaterá os desafios do setor agropecuário na questão do armazenamento, principalmente na região de  crescente produção agrícola dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Nesta primeira etapa do circuito, especialistas falarão sobre o panorama de mercado para a safra 2015/2016 de milho, algodão e soja, ações de apoio à comercialização, a importância da armazenagem no Oeste da Bahia. Também serão abordadas as possibilidades de linha de financiamento para superar os desafios de armazenamento no país.

Podem participar do Circuito Matopiba de Armazenagem produtores, empresários do ramo e demais interessados. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas na hora e no local do evento.

Serviço:
“Circuito Matopiba de Armazenagem – 1ª Etapa”
Data: 26/08/2015
Horário: 8h
Local: Hotel Saint Louis – Rua JK, 976, Jardim Paraíso

 

convite web oilem

Vai chover dinheiro, também na roça.

O presidente do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, 49, antecipou quais os próximos setores receberão crédito da instituição : cooperativas agrícolas, petróleo e gás e construção civil.

A instituição ampliou de R$ 91 bilhões para R$ 100 bilhões o limite de financiamento para ramos específicos da cadeia produtiva brasileira.

Em entrevista à Folha, Abreu afirma que a injeção de mais dinheiro no mercado é uma estratégia comercial do banco para evitar o crescimento da inadimplência, não uma política de governo nos moldes do socorro feito durante a crise internacional de 2009. “Não vai ser uma elevação de crédito abrupta, mas, sim, suave”, disse o executivo.

Nesta terça-feira (18), ao anunciar uma política de crédito para o setor automotivo, a presidente da Caixa, Miriam Belchior, disse que a medida era uma ação conjunta para evitar desaquecimento maior da economia, patrocinada pelo Palácio do Planalto.

 

2015_08_20

AIBA cala-se perante solicitação da imprensa sobre suas contas

Por Antônio Oliveira, da revista Cerrado Rural

“A Associação não emitirá nenhuma nota para a imprensa a respeito das desfiliações, principalmente por ferir seu estatuto que rege que assuntos internos da Aiba, como este, devem ser tratados apenas com seus associados. Desde já agradeço a compreensão”

Esta foi, até agora, a posição da atual diretoria da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), sobre as denúncias de irregularidades em suas contas, feitas por dois dos seus mais expressivos sócios, Sérgio Pitt, seu ex-diretor durante vários mandatos, e Walter Horita, ex-presidente por dois mandatos. Ambos fizeram as denúncias, gravíssimas, e se retiraram da instituição.

Ao que parece, tanto Pitt quanto Horita e demais insatisfeitos com a situação acataram e compreenderam a posição do atual presidente Júlio Busato, que pode ser assim entendida pela sociedade e imprensa de todo o oeste, da Bahia e do Brasil:

– Não vamos ferir os nossos estatutos, que resolvemos tudo entre nós. Não devemos satisfação à imprensa e muito menos a sociedade, mesmo sendo nós, dirigentes,  sócios de uma instituição que representa mais de 1.200 produtores rurais, empresários e pesquisadores e, alvo das atenções públicas, pelos nossos relevantes serviços prestados a esta região, também alvo das atenções de investidores nacionais e internacionais.

Aqui da nossa redação em Palmas, enviamos e-mail para um dos sócios insatisfeitos com a situação, pedindo-lhe informações do desenrolar da situação, garantindo-lhe, como a lei de imprensa nos garante, o sigilo da fonte.

Somos  imprensa e como tal, temos o direito de saber e informar o desenrolar de fatos.

Silêncio, total.

Eles entendem que devem obedecer estatuto e resolver o caso entre eles, mas não compreendem que a diferença para mais, ou para menos, nas contas da instituição é um escândalo – são milhões de reais – e que a sociedade que tanto admira, ou admirava, a instituição tem o direito de saber o que está acontecendo, isto porque trata-se de  homens tidos como éticos.

Errar é um humano. Nem sempre a diferença negativa em caixa significa desvio. E é isto que deve ser esclarecido, se foi erro e se um ou outro agiu de má fé, arranhando a imagem da instituição.

Fica aqui uma pergunta para o senhor Júlio Busato:

– Se as contas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) – e, proporcionalmente, a Aiba é uma CNA do oeste da Bahia – tivesse rombos em suas prestações de conta, a instituição poderia se reservar ao direito de não prestar esclarecimentos à sociedade?

É o poderio econômico, a arrogância e a falta de respeito para com a opinião pública de alguns, que saíram e/ou que permanecem, vencendo o direito de informar e ser informado.

Suspensão de pagamentos de royalties para Monsanto causa debates

caminhoes

Do site Notícias Agrícolas

Uma ação coletiva movida pela Associação dos Produtores de Soja do Estado do Rio Grande do Sul, com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado do Paraná (Fetap), de Santa Catarina (Fetaesc), e outros sindicatos gaúchos, obteve uma liminar que proíbe a cobrança de royalties sobre a soja Intacta RR2 PRO na moega, da empresa Monsanto.

A medida de antecipação de tutela foi concedida pelo juiz Silvio Tadeu de Ávila, da 16ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, onde fica proibido em todo país a cobrança de 7,5% royalties na comercialização da soja Intacta RR2 PRO, para pequenos, médios e grandes produtores. Segundo o advogado Neri Perin, responsável pela ação coletiva, a decisão prevê multa de R$ 2.000,00 sobre cada possível cobrança realizada após a resolução.

Após o anúncio desta medida, diversas entidades e representantes se manifestaram em defesa ou contrários a determinação. De um lado lideranças do setor afirmam que os produtores são favoráveis a cobrança de royalties, uma vez que elas impulsionam o desenvolvimento de novas tecnologias no país, no entanto o valor cobrado é excessivo.

O pagamento de royalties na moega teve inicio na safra 1996/97 quando a tecnologia da Intacta RR1 resistente ao glifosato chegou ao país pela Argentina, sendo encontrada primeiro no Rio Grande do Sul. Na época os produtores apoiaram a criação da Lei de Biossegurança que promovesse a legalização da soja transgênica no Brasil, explica o presidente do clube Amigos da Terra do Rio Grande do Sul, Almir Rebelo. Continue Lendo “Suspensão de pagamentos de royalties para Monsanto causa debates”

A AIBA não paga veículos de propaganda por falta de dinheiro ou por má vontade?

Bahia Farm Show: inadimplente com os credores mais modestos.
Bahia Farm Show: inadimplente com os credores mais modestos.

Questionada por email há pouco mais de uma semana, sobre o fato de mídias veiculadas em 15 de maio (há quase 90 dias) em veículos regionais ainda não terem sido pagas, uma agência de propaganda de Salvador foi lacônica na resposta: “Ainda não recebemos”. O cliente inadimplente da agência é a outrora fortaleza institucional denominada AIBA e o evento Bahia Farm Show.

Isso significa que a diretoria da AIBA, mais especificamente o diretor executivo Tiago Pimenta e o presidente Júlio Busato, estão decididos a contratar a pouca simpatia dos órgãos regionais de comunicação.

Se os diretores da AIBA não queriam veículos de comunicação cobrindo a feira; se não desejavam que os jornais circulassem na Feira; se estão pouco se lixando para os órgãos regionais, por que contratar propaganda e depois não pagar?

É só um problema de caixa sem fundos, de prejuízos recorrentes ou é má vontade com quem denuncia a situação periclitante da Entidade?

Prepotência, megalomania e contas plenas de pontos obscuros não vão conduzir a diretoria da AIBA a um bom término de mandato.

Novos associados pedem desligamento da AIBA

Os pedidos de desligamento do quadro de associados da AIBA se sucedem. Ontem, Walter Horita e mais três sócios pediram desligamento; hoje, Sérgio Pitt, economista, enviou carta aberta, solicitando o desligamento da associação. Temos notícias de outros importantes associados fazendo o mesmo. Declinamos de citar os nomes desses associados pelo fato da comunicação ter sido feito internamente e por não ter autorização dos mesmos.

A carta aberta de Pitt:

Carta Aberta Associados da AIBA um

Carta Aberta Associados da AIBA  dois

Carta Aberta Associados da AIBA (1)-3

 

 

Veja os principais documentos anexados à Carta Aberta de Sérgio Pitt

Demonstrações financeiras 2014

http://issuu.com/carlosalbertosampaio/docs/demonstra____es_financeiras_aiba_20

Relatório Auditoria Externa 2014

http://issuu.com/carlosalbertosampaio/docs/relat__rio_auditoria_externa_aiba_2

Ata da Assembleia Geral 2015

http://issuu.com/carlosalbertosampaio/docs/ata_da_assembl__ia_geral_da_aiba_06

Relatório Auditoria Externa 2013

http://issuu.com/carlosalbertosampaio/docs/relat__rio_auditoria_externa_aiba_2_244b0c17014d7d

Ata da Assembleia Geral 2014

http://issuu.com/carlosalbertosampaio/docs/ata_da_assembl__ia_geral_da_aiba_07

Barreiras define Valor da Terra Nua

Após reunião, incluindo a presença dos produtores rurais através da Aiba, Abapa e Sindicato Rural, a prefeitura de Barreiras avaliou e redefiniu o Valor da Terra Nua do município.

Para Barreiras, o valor médio por hectare definido para a lavoura de aptidão boa foi de R$3.800,00; para a lavoura de aptidão regular a média ficou em R$3.000,00; para a aptidão restrita o valor médio é de R$2.500,00; e no caso de pastagem plantada o valor médio ficou em R$1.900,00.

Em Luís Eduardo Magalhães, onde o VTN foi definido no dia 21 de julho, ficou determinado o valor médio por hectare de R$3.000,00, sendo áreas a) R$ 3.500,00; b) R$ 3.000,00 e c) 2.500,00 para a aptidão boa (da Isoetta 1.500 até a Serra Geral). Para aptidão regular (restante do município), o valor médio por hectare ficou em R$2.000,00, sendo áreas a) R$ 2.300,00; b) R$ 2.000,00 e c) R$ 1.700,00. Estes últimos valores serão utilizados para áreas de silvicultura e pastagens.

Walter Horita deixa a AIBA

walter-horita

Notícias não confirmadas por fontes oficiais dão conta que o empresário Walter Horita pediu a retirada da Associação dos Produtores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Walter Horita é o maior produtor do Oeste baiano e como os associados da AIBA pagam a anuidade proporcional ao tamanho da área plantada, a Associação perde uma parcela significativa de renda.

O desmonte da AIBA pode começar nesse momento, pois vários produtores de porte já demonstraram intenção de deixar a Associação, tendo em vista os problemas da atual gestão, deixados claros na última assembleia geral, e o aparelhamento político da entidade

Efluentes de esgoto trazem mais produtividade à agricultura irrigada

Tratamento de esgotos: fonte de água e nutrientes
Tratamento de esgotos: fonte de água e nutrientes

Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

O emprego da água de esgoto tratado (efluente) na agricultura aumenta a produtividade, segundo estudo do Núcleo de Pesquisa em Geoquímica e Geofísica da Litosfera da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadores testaram, durante 15 anos, as vantagens do uso dessa água, que contém minerais e nutrientes como nitrogênio e fósforo, importantes no desenvolvimento das plantas.

Para o professor de geoquímica e ambiente da USP Adolpho Melfi, a água usada atualmente na irrigação das lavouras pode ser substituída com segurança pelo efluente, o que pouparia água potável importante no abastecimento das cidades. “A agricultura utiliza praticamente 70% da água que poderia ser para o consumo humano”, explica. Atualmente, o efluente só pode ser usado na lavagem de ruas e irrigação de jardins, por não haver legislação que autorize o seu uso no campo.

O experimento feito nas cidades de Lins e Piracicaba, interior de São Paulo, mostrou que a economia no uso de fertilizantes nitrogenados chegou a 80% no plantio de capim, utilizado na alimentação do gado, durante um ano de baixa ocorrência de chuvas.

Os cientistas compararam a produtividade do capim irrigado com água comum e do irrigado com esgoto tratado. Ambos receberam a mesma quantidade de fertilizante necessário para o crescimento das plantas. O resultado foi uma produtividade de 33 toneladas de capim por hectare ao ano no caso das plantas que receberam irrigação comum e de 39 toneladas por hectare ao ano no capim irrigado com efluente.

O mesmo experimento feito com a cana-de-açúcar resultou na produtividade de 87 toneladas por hectare ao ano para a cana que recebeu irrigação comum e de 143 toneladas por hectare ao ano na irrigada com água de esgoto tratado. Os testes foram feitos com cana soca, ou seja, quando a planta ainda não recebeu o primeiro corte.

Riscos do uso de efluentes

Para o emprego da técnica do esgoto tratado na agricultura, porém, é preciso atenção a alguns riscos, explica Melfi. “Como o efluente tem muito nitrogênio, uma parte não será aproveitada pela planta. Essa parte vai infiltrar no solo e contaminar o lençol freático na forma de nitrato. Há também os organismos patogênicos [presentes no efluente], que podem provocar problemas na saúde humana. A gente precisa ter um controle muito grande também dos metais pesados”, disse.

Para contornar esses problemas, os cientistas encontraram soluções simples. Para evitar os metais pesados, presentes nos dejetos de indústrias, os efluentes devem ser recolhidos preferencialmente de cidades pequenas, onde o controle é mais fácil e predomina o esgoto doméstico.

“Em Lins, o esgoto é exclusivamente doméstico. Em Franca, por exemplo, com a indústria de couro para a fabricação de sapatos, a curtição do couro usa uma substância formada por cromo, altamente tóxico. Mas o esgoto de lá pode ser usado, porque existem duas redes separadas, uma que é esgoto industrial e outra que é doméstico. No esgoto doméstico, não tem metal pesado”, explica o cientista.

Quanto aos organismos patogênicos, como o grupo de bactérias E.coli, existem tratamentos que são capazes de eliminá-los do efluente. Outra forma mais simples de evitar essa contaminação nas plantas é selecionar culturas que passam por tratamento industrializado antes do consumo, como é o caso do café, milho e cana-de-açúcar.

“O café pode ser irrigado com efluente, pois depois é torrado. A laranja também é irrigada nos Estados Unidos, na Flórida, por efluente. Basta fazer uma irrigação na superfície do solo, por gotejamento ou mesmo enterrada em até 20 centímetros, de forma que a fruta não entre em contato com os efluentes”, explica o professor.

O capim, cultura testada no estudo, é cortado e permanece na superfície do solo durante algumas semanas para que seja transformado em feno. Depois disso, o produto estará seguro para alimentar o rebanho de gado, já que os organismos patogênicos morrem nesse processo de fenação.

É importante lembrar, ainda, que o simples despejo do efluente em rios também gera problemas, pois causa a eutrofização. “Aumentam muito os micro-organismos, algas que consumem o oxigênio, e essa água sofre eutrofização, são aquelas espumas. Ou a água fica esverdeada por causa de algas”, disse Melfi.

O estudo também ouviu a população para avaliar a aceitação da novidade. “O resultado foi positivo, as pessoas entrevistadas disseram que, desde que soubessem que estava havendo o controle adequado, consumiriam [alimentos produzidos com efluentes]”, contou o professor.

Edição: Valéria Aguiar

 

 

 

Dívidas abalam grandes produtores do Cerrado

Por Fabiana Batista, do Valor Econômico

Depois de praticamente uma década de otimismo e excesso de liquidez no Centro­Oeste, problemas financeiros começam a se tornar mais comuns e a afetar inclusive grandes produtores de grãos e fibras.

Na semana passada, como informou o Valor, a Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Pinesso, considerado uma referência na área de algodão. Agora quem está na berlinda é a JPupin. Pressionada por dívidas superiores a R$ 1 bilhão, a empresa do produtor José Pupin, também forte no cultivo da pluma, contratou a KPMG para assessorá­-la na reestruturação desse passivo.

José Pupin
José Pupin

Conforme apurou o Valor, José Pupin já decidiu colocar à venda praticamente metade de suas terras para saldar as dívidas.

São cerca de 50 mil hectares, distribuídos em fazendas localizadas em Mato Grosso, Estado que concentra quase todo os ativos do produtor. Com essa venda, ele pretende levantar ao menos R$ 700 milhões para reduzir o endividamento.

Liquidez perdida

Mas o plano de reestruturação também considera o alongamento dos débitos com os credores. Pedir recuperação judicial, como decidiu fazer o grupo da família do produtor Gilson Pinesso, por ora, está fora de cogitação. Dono de fazendas que somam aproximadamente 100 mil hectares e abrigam lavouras de algodão, soja e milho, além de pecuária e reflorestamento, Pupin sempre foi considerado um produtor eficiente e conservador. Conforme fontes do segmento, há cinco anos ele tinha muita liquidez. Costumava comprar insumos e máquinas praticamente à vista, e as terras que adquiria, sempre com recursos gerados por suas próprias operações, costumavam ter de 2 mil a 5 mil hectares.

Há quatro anos, contudo, Pupin adotou uma estratégia mais agressiva de compra de fazendas e passou a usar recursos captados no mercado financeiro. Adquiriu quase de uma vez só 40 mil hectares. Entre os diversos financiamentos que contratou para pagar essas aquisições está um de US$ 53 milhões com o fundo americano Metlife Investiment, a uma taxa um pouco inferior a 10% ao ano, com pagamento em cerca de dez anos. Apesar do prazo alongado, o empréstimo, em dólar, foi fechado com o câmbio de R$ 2, ao menos 40% mais baixo que os níveis atuais.

Conforme fontes próximas de Pupin, a grande liquidez do passado também motivou outros aportes da JPupin, como a construção de um novo armazém e a ampliação da beneficiadora de algodão do grupo. Presidente da Ampa,  associação de cotonicultores do país, de maio de 2002 a abril de 2004, Pupin esteve à frente de outras entidades de classe, como o Instituto Algodão Social (IAS), destinado a projetos socioambientais do segmento.

Em 2014, plantou 78 mil hectares entre soja, milho e algodão e, segundo fontes, sua empresa está operando normalmente a despeito da reestruturação financeira em curso. O grande desafio dos produtores que precisam vender terras para saldar dívidas é que esses ativos estão com baixa liquidez. Com débitos de R$ 571 milhões, o Grupo Pinesso, por exemplo, está reavaliando seus ativos para apresentar o plano de pagamento aos credores até 21 de setembro.

O advogado do grupo, José Luis Finocchio Júnior, sócio do escritório Finocchio&Ustra, disse que, de fato, está havendo uma depreciação no mercado de terras, mas que neste momento não há um valor já calculado do patrimônio para apresentar.

“Só depois disso é que vamos propor as eventuais saídas, que podem ser a alienação dos ativos, alongamento ou redução da dívida”.

Finocchio destacou que o grupo continua operando, mas vai reduzir o plantio de algodão, que tem custos por hectare mais elevados do que o dos grãos. Em 2015/16, o grupo não vai plantar algodão na primeira safra e vai ampliar a área de soja.

Comissão avalia valores de terra em Luís Eduardo Magalhães

Pluviometria no Oeste baiano: entre a escarpa da divisa com Tocantins e Goiás, pluviosidade entre 2.000 e 1.100 mm anuais. Aí estão as terras mais aptas para a agricultura.

Pluviometria_BS.cdr

A Comissão de Avaliação do VTN de Luís Eduardo Magalhães reuniu-se na terça-feira, 21, e definiu o valor da Terra Nua para o município. Na reunião anterior, ocorrida no dia 10 de julho, a comissão havia decidido em comum acordo que o município possui duas aptidões agrícolas: boa e regular. Com as aptidões definidas, a nova reunião determinou, por unanimidade de votos, o valor médio por hectare de R$3.000,00, sendo áreas a) R$ 3.500,00; b) R$ 3.000,00 e c) 2.500,00 para a aptidão boa (da isoeita 1.500 até a Serra Geral). Para aptidão regular (restante do município), o valor médio por hectare ficou em R$2.000,00, sendo áreas a) R$ 2.300,00; b) R$ 2.000,00 e c) R$ 1.700,00. Estes últimos valores serão utilizados para áreas de silvicultura e pastagens.

Os novos valores foram decididos com base num levantamento de preços em transações do mercado imobiliário, ofertas e opiniões de especialistas e corretores imobiliários, como constam na Instrução Normativa 1562/2015 da própria Receita Federal do Brasil (RFB).

itr

As alíquotas do Imposto Territorial Rural são calculadas sobre o VTN e o grau de utilização da terra.

O presidente da Aiba elogiou a forma como o município conduziu o processo e a iniciativa de criar a comissão, entre representante dos produtores e a prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, para chegar a um consenso sobre o tema que é de extrema importância para os agricultores.

O novo VTN de Luís Eduardo Magalhães deve ser agora informado a Receita Federal. O Valor de Terra Nua faz parte da declaração do Imposto Territorial Rural (ITR), tributo que incide diretamente nos custos dos produtores rurais. Dessa forma, a Aiba informará a todos os seus associados para que declarem estes valores de VTN que foram acordados, evitando assim transtornos futuros para os agricultores e aumentando também a arrecadação do município com o ITR.

Participaram da reunião o presidente da Aiba, Júlio Busato;  o representante da Abapa, Douglas Radol; os representantes do Sindicato dos Produtores de LEM, Odacil Ranzi e Aristeu Pellenz; os representantes do CREA, Isabel de Paula e Paulo Roberto Gouveia; o delegado do CRECI/BA, Sávio Roberto Ribas dos Santos; o secretário de Agricultura de LEM, Carlos Koch; o secretário de Indústria e Comércio de LEM, Sergio Pitt; o representante da secretaria de Meio Ambiente de LEM, Jimmy Rafael Mano; a presidente da comissão e representante da secretária de Adm e Finanças de LEM, Simone Jacobsen Rodrigues e a consultora tributária, Judith Marcondes.

Valor da produção rural é de R$ 463,3 bilhões em 2015

agronegocio-02

Do total, as lavouras representam R$ 295,1 bilhões, e pecuária, R$ 168,1 bilhões

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2015 é de R$ 463,3 bilhões. As lavouras somam R$ 295,1 bilhões, o que representa uma redução de 1,8% em relação ao VBP de 2014. A pecuária totaliza R$ 168,1 bilhões, aumento de 2,2% em comparação com o ano passado.

Os preços agrícolas mais baixos do que em 2014, para produtos importantes na formação do faturamento bruto, como milho, arroz, laranja e cana de açúcar, foram decisivos para o desempenho deste ano. Os dados são estimados pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com base nas informações de junho.

A mamona foi destaque em crescimento no VBP, com 103,2%. Em seguida estão: cebola, 97%; pimenta do reino, 48,3%; trigo, 7,2%; e soja, 3,3 %. Com queda nos preços, a relação dos produtos que tiveram redução no VBP conta com importantes produtos na formação na renda, como algodão, batata inglesa, cacau, cana-de-açúcar, laranja e mandioca, entre outros.

Já na pecuária, a carne bovina lidera a alta do VBP, com 9,4% em relação a 2014. Ovos e suínos também estão com maior faturamento este ano, mas a carne de frango e leite estão com valores abaixo do que ano passado.

Clique aqui para acessar os dados do VBP.

Regiões

Como apontado em relatórios anteriores, o Sul ficou em primeiro lugar no faturamento neste ano, com R$ 135,3 bilhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 124,4 bilhões, e Sudeste, com R$ 116,5 bilhões. Em quarto está o Nordeste, com R$ 47,4 bilhões e, em quinto, o Norte, com R$ 27,2 bilhões.

Este também é o segundo ano consecutivo que o valor da produção de Mato Grosso, de R$ 60,07 bilhões, supera o de São Paulo, de R$ 58,07 bilhões.

Clique aqui para acessar a tabela regional.