“Veja” descobre a “eminência parda” do DNIT e do Ministério dos Transportes.

A revista Veja descobriu a eminência parda do DNIT. O nome é Frederico Augusto de Oliveira Dias, o Fred. Ele ocupa desde 2008 uma sala do DNIT e o cargo de “assessor do diretor-geral”.

Há quase três anos, acumulando as funções de representante do deputado Valdemar Costa Neto ─ chefão do PR e do bando  que age no Ministério dos Transportes ─, Fred despacha despacha com prefeitos, parlamentares e autoridades de outros ministérios, preside reuniões destinadas a estabelecer prioridades, apressa a liberação de verbas multimilionárias.

Vale a pena ler a íntegra do artigo de Augusto Nunes no site da Veja. 

Também no crime existem desenvolvidos e sub-desenvolvidos.

No México, uma super plantação de maconha com 120 hectares e cobertura de proteção contra curiosos. Foto da Time. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, uma pequena plantação em garrafas pet recortadas. A vantagem é que a plantação brasileira tem maior sustentabilidade ambiental.


 

Foragido da Justiça “cita” o delegado de sua liberdade.

Robson, no dia de sua prisão.

O cidadão de nome Robson Tavares da Silva, de 35 anos, foi preso pela Polícia Militar em flagrante, em 18 de novembro de 2010, pelo crime do tráfico de drogas ( Art. 33 do Código Penal), portando 39 pedras de crack. No dia 25 de abril deste ano o mesmo cidadão fugiu da cadeia da Delegacia de Polícia, através de um túnel escavado em conjunto com seus companheiros de cela e tomou rumo ignorado. Até hoje, quando entrou na Delegacia de Polícia e “citou” o delegado Rivaldo Luz da sua liberdade provisória, portando agora alvará de soltura emitido pelo juiz titular da Vara Criminal.

O ineditismo do ocorrido está no fato de que, não havendo oficial de justiça disponível no foro da Comarca, o Juiz, recebendo a apresentação do preso e diante de um pedido de liberdade provisória do seu advogado, emitiu o álvara de soltura, entregando ao próprio foragido o certificado de sua liberdade.

Policiais Militares que se encontravam hoje à tarde na Delegacia faziam referência ao fato com ironia: “De que adianta prender, se depois o detido foge e ainda assim é colocado em liberdade? Isso é tarefa de enxugar gelo”. 

O depoimento de Pagot, *misancene de cinismo digna dos maiores canastrões.

A opereta bufa: todos riem e vão felizes para casa.

O que transpareceu no depoimento de Luiz Antonio Pagot, hoje, na audiência pública do Senado, foi que, no final de semana, alinhavou-se, costurou-se e overlocou-se, um enorme acordão no Governo Dilma.

Pagot, mesmo saindo do DNIT após as férias e entrando para a iniciativa privada, ganhou um passaporte azul para trafegar, alegrinho, pelas dependências do Executivo, trocando o boné de receptor para indutor de negócios. Não deixará de frequentar o prédio sinistro do Setor de Autarquias Norte, nem de transitar pela Esplanada misteriosa, sedento de fazer valer o seu talento de prestidigitador das obras mais suculentas.

Pagot – desculpem o trocadilho maroto – pagou pra ver e, após locupletar-se, sai desta limpinho da Silva, pois conquistou os favores de todos aqueles que deixou de acusar.

*misancene ou mise-en-scéne, representação de teatro de péssima qualidade.  

Roberto Jefferson: pensando em voz alta.

 Roberto Jefferson, ex-deputado do PTB, pensando em voz alta sobre o escândalo do Mensalão do PT:

“O calor do momento não pode emperrar o raciocínio, característica que nos diferencia dos animais. Pergunto: há assim tantas vantagens em mandar o processo para a 1ª instância, custe o que custar? Talvez alguns estejam sonhando com uma eventual prescrição. Contudo, o caso do mensalão é, sem sombra de dúvidas, a maior e mais importante ação penal que já freqüentou nosso Judiciário e não são poucas as influências externas que atingem o caso. Há a pressão política de nomes como Lula. Há também a pressão, que não deve ser subestimada, da opinião pública e também da opinião publicada. 

Não é à toa que, ao analisar com olhos frios o caso, posso entrever que o destino dado ao Zé Dirceu será a mim estendido. Isso tem muito mais a ver com o que está fora dos autos do que com o que foi juntado nas milhares de páginas do processo. Não digo isso para menosprezar o STF, hoje o tribunal mais corajoso que o Brasil tem. Mas, se até a Corte Máxima do Judiciário pode, mesmo que menos, sucumbir a tantas pressões, o que dizer de um juiz de 1ª instância promovido à celebridade jornalística pela mera distribuição do processo? 

Fico com o STF, que ainda sobrevive como poder autônomo à barafunda em que nossa Democracia foi transformada depois que o Legislativo foi menosprezado e espezinhado pelos planos de poder do petismo.”

Jefferson só não diz em suas divagações  por quanto (R$20 milhões) vendeu o PTB ao PT e porque denunciou a tramóia toda. Não recebeu? Se não recebeu foi a fatura mais cara que o PT deixou impaga, pois, hoje, em juros e correção monetária rende o maior vexame pelo qual o partido passou.

 Em menos de 8 anos, quando o PT for apeado do poder, o dia 14 de maio de 2005 vai ser lembrado como aquele em que a vestal da política brasileira desvestiu o manto e caiu na esbórnia, prostituída pelo que chamou, candidamente, de caixa 2 de campanha.

Procurador federal quer Lula dentro do processo do Mensalão.

O procurador Manoel Pastana, lotado no Ministério Público Federal de Porto Alegre, parecia adivinhar os escândalos que ocorreram produzidos pela descoberta de grossos atos de corrupção protagonizados no governo do PT pelos  ministros Antonio Palocci e Alfredo Nascimento.

No dia 17 de abril deste ano, quando encaminhou a representação a seguir ao Procurador Geral da República, ele avisou que o Mensalão foi apenas o prelúdio das roubalheiras que ocorrem nos governos do PT e que tudo se agravaria por que o MPF decidira não indiciar o verdadeiro chefe da quadrilha, no caso o ex-presidente Lula da Silva. Isto está escrito com todas as letras na representação.

Vale a pena recapitular. No dia 22 de agosto, o subchefe do Mensalão, o ex-ministro Zé Dirceu, ficará livre do processo que corre no STF, porque a Corte foi lenta no exame do caso e deixou que chegasse a prescrição para alguns dos crimes imputados contra a quadrilha do PT. Zé Dirceu foi acusado de um único crime, o de formação de quadriha, e a pena deste prescreve em cinco anos, no caso no dia 22 de agosto. Leia o trecho inicial da representação, ignorada esta semana pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel:

“O objetivo da presente representação é instar a promoção da responsabilidade criminal do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, uma vez que as responsabilidades civil e administrativa são objeto da ação de improbidade há pouco ajuizada, que traz fatos gravíssimos diretamente ligados ao mensalão. Foi o ex-Presidente Lula quem praticou atos materiais que fomentaram esse gigantesco esquema criminoso, e sem a presença dele na ação penal, o STF não terá elementos para condenar os líderes, mormente os autores intelectuais do esquema criminoso, pois estes não praticaram atos materiais e não deixaram rastros. Do jeito que está, apenas os integrantes braçais da “sofisticada organização criminosa” (o mensalão no dizer da denúncia levada ao STF) serão condenados.”

Do blog de Políbio Braga, o mais acessado no Rio Grande do Sul.

A grande quadrilha do Mensalão finalmente denunciada.

Dos principais participantes do Mensalão, Gushiken e Silvinho do Land Rover estão fora do processo.

O que o ex-presidente Lula da Silva classificou, cinicamente, como “uma farsa”, o “Mensalão do PT”, maior escândalo da política brasileira desde o impeachment de Fernando Collor de Mello, começou, a partir de ontem, a ser efetivamente julgado, com a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que condene 37 dos 38 réus envolvidos no episódio.

Para Gurgel, só não existem provas contra o ex-ministro da Comunicação Social, Luiz Gushiken, que deve ser absolvido. O esquema do mensalão foi o principal escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e envolveu autoridades poderosas da época, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, a eminência parda da República e sério candidato, na época, a sucessor de Lula.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigou a relação do Palácio do Planalto e de ministérios com as bancadas da base aliada e descobriu que o PT coordenava um esquema que usava sobras de doações da campanha de 2002 para fazer repasses sistemáticos aos partidos da base e pagar as dívidas eleitorais.

Foram esses repasses que o denunciante do escândalo, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), batizou de “mensalão”.

Roberto Jefferson, irritado com as pressões de José Dirceu, tornou-se o principal denunciante do Mensalão, ocupando largo espaço durante a CPI. Orador brilhante, colocou o dedo na chaga do Partido dos Trabalhadores.

Em outro esquema paralelo, o publicitário Marcos Valério mantinha contratos com ministérios e estatais que rendiam propinas para o caixa do PT e dos demais partidos aliados. Um dos contratos mais importantes era com a empresa Visanet, holding de cartões de crédito, onde ele mantinha um acordo especial para desviar dinheiro do cartão do Banco do Brasil-Visa.

As investigações começaram em 2005. Muitos parlamentares recebiam esse dinheiro das propinas sob condição de votar com o governo no Congresso Nacional. Uma ação foi aberta no STF em 2007, após o recebimento pelo tribunal da denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A expectativa no STF é de que o julgamento do processo comece no fim deste ano ou no início de 2012.

Valdemar diz que não renuncia

Em uma raríssima manifestação pública sobre o processo do mensalão, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) rechaçou a possibilidade de renunciar ao mandato para retardar a tramitação das ações contra ele e outras 36 pessoas no Supremo.

Há algumas semanas, circularam rumores em Brasília de que ele poderia lançar mão da manobra em 2012 para fazer com que o processo fosse enviado à primeira instância. As ações correm no STF porque ele e o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) detêm mandatos parlamentares.

Cunha, no entanto, deve se lançar candidato a prefeito de Osasco no ano que vem, com chances de vitória. Costa Neto seria o único dos 37 restantes no processo com foro privilegiado no Supremo.

Porém, ao menos por ora, ele resiste à ideia, sob o argumento de que já passou uma vergonha pública quando renunciou a outro mandato, em 2005.

“Foi uma vergonha pros meus amigos, pra minha família. Não renuncio nem por reza braba. Podem vir em cima de mim os 39 (sic) que estão sendo processados. Não renuncio por nada desse mundo”, sustentou, há uma semana, à Rádio Metropolitana AM, de Mogi das Cruzes.

Ele confessou ter cometido crime eleitoral, “movimentei no caixa dois da campanha” -, mas disse que será absolvido porque o crime prescreveu. Com informações do Portal IG, editadas por este jornal.

Valdemar está profundamente envolvido também com o escândalo do Ministério dos Transportes, fato que fez com que a presidente Dilma demitisse o Ministro e toda a cúpula do DNIT.

Até esta madrugada, Roberto Jefferson não tinha comentado, em seu inteligentíssimo blog, a denúncia do Procurador Geral da República. Ocupava-se, ontem, de outro escândalo em voga, a troca de comando do suculento Ministério dos Transportes. Como ele atualiza sempre pela manhã, é possível que hoje até o meio-dia ainda tenhamos um delicioso e sarcástico comentário.

 

 

 

Justiça do DF nega habeas para o dono da GOL.

A Justiça do Distrito Federal (DF) negou nesta quinta-feira o habeas-corpus impetrado por Constantino de Oliveira, fundador das Linhas Aéreas Gol, que pedia a revogação da prisão preventiva decretada contra ele pelo Tribunal do Júri de Brasília. Constantino responde a processo como mandante da tentativa de homicídio do ex-genro Eduardo Queiroz Alves, ocorrida em 2008. Os desembargadores entenderam que a prisão preventiva ainda é necessária “para garantir a instrução criminal e a ordem pública”.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MP) do DF, Constantino de Oliveira teria contratado o pistoleiro José Humberto de Oliveira, por intermédio de Antonio Andrade de Oliveira, para matar o ex-genro por razões patrimoniais. O pistoleiro, segundo a acusação, atirou seis vezes contra o ex-genro de Constantino quando ele deixava a sede da Viação Planalto, em Brasília, onde é sócio, mas nenhum dos disparos o atingiu. Leia mais no portal Terra.

Correntina: Justiça anula decreto de exoneração do diretor do SAAE.

O Diretor do SAAE/Correntina, Lúcio Alfredo Machado foi exonerado em 22.09.10 por Decreto Municipal, onde entre tantos considerandos consta “a bem do serviço público municipal”. Inconformado pela injustiça praticada o ex-Diretor impetrou Mandado de Segurança desde 23.11.10, que foi sentenciado hoje com a nulidade do Decreto Municipal. Com a sentença de nulidade do arbitrário Decreto a justiça restabelece de forma legal a honra e a dignidade de um homem íntegro.

MPF/BA atento para impedir prefeitos em “terceiro” mandato.

O procurador Regional Eleitoral na Bahia pediu ao TRE/BA a lista de prefeitos e ex-prefeitos que transferiram o domicílio eleitoral. A ideia é ficar de olho em quem cumpre o segundo mandato consecutivo e quer tentar uma nova candidatura em outro município.

Evitar que prefeitos e vice-prefeitos que exercem o segundo mandato consecutivo tentem se perpetuar no poder através das eleições municipais de 2012. Esta é a intenção da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA) ao solicitar, nesta segunda-feira (04), ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA), a listagem completa dos nomes e qualificação de todos os prefeitos e vice-prefeitos que, durante a atual gestão, obtiveram a mudança de domicílio eleitoral. A manobra, praticada pelos políticos que querem permanecer no poder, é a troca do domicílio para tentar driblar a lei, concorrendo em outros municípios.

A Constituição brasileira limita a reeleição para um único período consecutivo, mas alguns prefeitos buscam mais mandatos transferindo seu domicílio eleitoral um ano antes do pleito, prazo para registro da candidatura exigido pela Lei 9.504/1997, que estabelece as normas para as eleições. Com a lista dos políticos que obtiveram do TSE a transferência durante o segundo mandato, o procurador Regional Eleitoral Sidney Madruga pretende investigar a atuação dos chamados “prefeitos profissionais” ou “prefeitos itinerantes”, que estão em busca do terceiro mandato seguido. O objetivo do procurador é cooperar com os promotores eleitorais para impugnar as candidaturas destes políticos nas próximas eleições. “O exercício de mandatos consecutivos por mais de dois períodos afronta ao princípio republicano, fundado na eletividade, temporariedade e responsabilidade dos governantes” – explica o procurador Sidney Madruga.

Cada prefeito em seu domicílio – em 08 de junho a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou o projeto de Lei 265/2011, que impede a transferência de domicílio eleitoral de prefeitos e vice-prefeitos durante o exercício do mandato. A medida visa impedir a busca por um terceiro mandato consecutivo em outro município. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tem indeferido registros de candidatura de prefeitos nessa situação, e a aprovação do PL ajudará a coibir as tentativas dos “prefeitos profissionais“ de driblar a lei antes mesmo do ano das eleições. Neste momento o PL está na Câmara dos Deputados.

Alaídio Castilho e fiscais serão ouvidos amanhã no inquérito sobre embargo das obras da AMMO

Amanhã pela manhã a Polícia Judiciária de Luís Eduardo Magalhães ouve o radialista e vereador Alaídio Castilhos e os fiscais da Prefeitura Municipal que embargaram as obras da Associação de Moradores de Mimoso do Oeste. Alaídio, como presidente da Associação, pode ser enquadrado em crime de desobediência à ordem emanada de funcionário público. À tarde, os policiais ouvem também o procurador do Município, Bruno Martinez, e o secretário de Planejamento, Cândido Trilha.

Nesta segunda, a nova lei que altera 32 artigos do Código Penal.

Vem aí uma grande mudança no sistema penal e carcerário brasileiro. Amanhã (4), entra em vigor a Lei n. 12.403/2011, que altera 32 artigos do Código de Processo Penal, de 1941. Com a nova lei, pessoas que cometeram crimes leves – punidos com menos de quatro anos de prisão – e que nunca foram condenadas por outro delito só serão presas em último caso.

A legislação brasileira considera leves crimes como furto simples, porte ilegal de armas, homicídio culposo no trânsito – quando não há intenção de matar -, formação de quadrilha, apropriação indevida, dano a bem público, contrabando, cárcere privado, coação de testemunha durante o andamento do processo, falso testemunho, entre outros.

Nove alternativas diferentes à prisão

Hoje, só há duas possibilidades para as pessoas que cometem esses crimes: a prisão, se o juiz entender que elas podem oferecer riscos à sociedade ao longo do andamento do processo, ou a liberdade. Com a nova regra, haverá um leque de opções intermediárias, que poderão ser aplicadas e a prisão só poderá ser decretada em último caso – quando a pessoa já tiver sido condenada, em casos de violência doméstica, ou quando houver dúvida sobre a identidade do acusado.

Nove medidas poderão substituir a prisão antes do julgamento definitivo do acusado.

Delegado estabelece a fiança.

As principais são: pagamento de fiança de um a 200 salários mínimos (que poderá ser estipulada pelo delegado de polícia, e não apenas pelo juiz), monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de viajar, frequentar alguns lugares e de ter contato com determinadas pessoas e suspensão do exercício de função pública ou de atividade econômica.

A nova lei permite também que as medidas alternativas sejam suspensas – e a prisão decretada – se houver descumprimento da pena.

A lei determina ainda que se a somatória das penas ultrapassar quatro anos, cabe a prisão preventiva.

Outra mudança importante no caso de prisão preventiva é a obrigação de separar as pessoas presas provisoriamente daquelas que já foram condenadas. Débora Zampier, repórter da Agência Brasil, com edição deste jornal.

Recomenda-se aos senhores infratores da lei que esperem a passagem da meia-noite deste domingo para cometerem todo tipo de bobagem.

Ministério Público Federal quer INCRA ativo nas invasões a prédio público.

As ocupações ao prédio da superintendência do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária na Bahia (Incra) devem ser reprimidas a partir de agora, segundo recomendação feita pela Procuradoria da República na Bahia que indica que o Incra deve adotar medidas de uma portaria de 1998 – responsável por estabelecer providências a serem tomadas no caso de invasões.

A portaria interministerial nº 325 de 29 de abril de 1998 determina que no caso da iminência de uma invasão, os servidores devem se retirar imediatamente do trabalho e comunicar o fato à Polícia Federal e à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Além disso, a portaria ainda determina que seja adotada uma medida judicial para que o imóvel ocupado tenha a posse reintegrada. 

Outra medida recomendada pela portaria é que  assim que aconteça a invasão o dirigente do Incra divulgue as condições do imóvel e dos bens patrimoniais e que os invasores sejam responsabilizados por eventuais danos. O Incra também deve divulgar à população que os atrasos causados a seus serviços são decorrentes da invasão e, por isso, são responsabilidade dos invasores.

O Ministério Público Federal investiga em um inquérito civil que medidas o Incra está tomando para garantir a integridade dos bens e agentes públicos no caso de invasões. Para o MPF, as apurações não apontam até o momento que o Incra tenha tomado qualquer providência nesses casos.

O Incra foi ocupado em abril desde ano por movimentos sociais por conta do “Abril Vermelho”, que lembrava a chacina em Eldorado de Carajás. Em junho, houve novamente uma ocupação, dessa vez pelo Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais, que reivindicavam a titulação de terras quilombolas na Bahia.

Quadrilhas e mais quadrilhas.

Até agora não entendemos porque se comemoram as quadrilhas nesta época se elas agem o ano inteiro nos mais diversos setores da sociedade brasileira. Em Brasília, terra de muitos migrantes nordestinos, a apresentação já está proibida. Vai que a polícia federal aparece na hora!

“Guerra de espadas” é realizada, mesmo contrariando determinação da Justiça.

Mesmo proibida pela Justiça da Bahia, a tradicional “guerra de espadas” foi realizada por alguns moradores de Cruz das Almas (BA), nesta quinta-feira (23). A cidade fica a cerca de 145 quilômetros de Salvador.

O departamento jurídico da prefeitura da cidade chegou a entrar com um recurso, mas ele foi negado nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal de Justiça. A proibição da “guerra de espadas” foi mantida pela Justiça. O Ministério Público Estadual (MPE) pediu, em 16 de junho, a proibição da atividade junina.

O MPE alegou que a “guerra de espadas”, embora seja tradicional, anualmente causa danos à integridade física de pessoas que participam da festa de São João em Cruz das Almas. Foto: Lúcio Távora/Ag. A Tarde/Folhapress.

O culto da tradição e dos costumes populares é salutar. A estupidez e a ignorância pertencem a outro departamento.

A Constituição “conforme” o STF na ótica de Ives Gandra

Em relação aos últimos incidentes jurídicos relacionados com a definição de união estável entre parceiros do mesmo sexo, notadamente aquele acontecido em Goiás, é bom inteirar-se deste artigo de IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 76 anos, advogado de notório saber, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, e atualmente ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

“Escrevo este artigo com profundo desconforto, levando-se em consideração a admiração que tenho pelos ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, alguns com sólida obra doutrinária e renome internacional. Sinto-me, todavia, na obrigação, como velho advogado, de manifestar meu desencanto com a sua crescente atuação como legisladores e constituintes, e não como julgadores.

À luz da denominada “interpretação conforme”, estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes.
Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães.

Lembro-me que a ideia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.
Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse.
Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar.

Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência.
No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo -entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º)-, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual.
Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era -para os constituintes- uma família.

Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar.

Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros -e não por um homem só-, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas.

Sei que a crítica que ora faço poderá, inclusive, indispor-me com os magistrados que a compõem. Mas, há momentos em que, para um velho professor de 76 anos, estar de bem com as suas convicções, defender a democracia e o Estado de Direito, em todos os seus aspectos, é mais importante do que ser politicamente correto.
Sinto-me como o personagem de Eça, em “A Ilustre Casa de Ramires”, quando perdeu as graças do monarca: “Prefiro estar bem com Deus e a minha consciência, embora mal com o rei e com o reino”.


Mais de 10 mil representações por doações ilegais em todo o país

Procuradores regionais eleitorais em todo o país enviaram à Justiça mais de dez mil representações contra doadores que ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação. O maior número de representações foi em São Paulo: 1.330. No Pará, a Justiça Eleitoral recebeu 931 representações e Goiás foi o terceiro estado com maior número de representações: 820. A Bahia tem 750 representações (veja quadro).

No caso das pessoas jurídicas, a Lei 9.504/97 estabelece que elas só podem doar até dois por cento do faturamento bruto auferido no ano anterior ao da eleição; no caso de doações feitas por pessoas físicas, o valor máximo não pode ultrapassar 10% de seu rendimento bruto.

Em alguns estados, para agilizar o julgamento, os procuradores eleitorais estabeleceram determinados critérios para as representações, por exemplo, o valor mínimo de execução por dívida adotado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que é de dez mil reais. Vale lembrar que as execuções das dívidas eleitorais são cobradas exatamente pela PGFN.

Por esse critério, foram excluídas situações em que o excesso de doação não ultrapassou dois mil reais, já que as multas, que variam de cinco a dez vezes o valor do excesso, não seriam executadas. Esse foi o caso do Mato Grosso do Sul, onde foram ajuizadas 94 ações, do Rio Grande do Norte, com 231 representações, e do Amapá, onde foram ajuizadas 126 ações. Em estados com grande número de ações, como é o caso de São Paulo, chamam atenção os valores que serão arrecadados com as multas eleitorais: mesmo que seja aplicada a multa mínima – de cinco vezes o valor do excesso – São Paulo irá arrecadar mais de 130 milhões de reais. Para se ter ideia, somente naquele estado, os excessos somaram R$ 26.075.435,42.

Outro critério adotado por algumas PREs foi o do limite criado pela nova Lei 12.034/09, que permitiu doações de bens estimáveis em dinheiro de até R$ 50 mil, quando relativas à utilização de bens móveis e imóveis do doador. O procurador regional eleitoral em São Paulo, Pedro Barbosa Neto, considera que esse critério vale apenas no caso das pessoas físicas, porque, para as pessoas jurídicas, além da multa, existem outras punições, como a proibição de contratar com o poder público, por exemplo.

De última hora – Mas uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode complicar o julgamento das ações. Na semana passada, às vésperas do encerramento do prazo para o Ministério Público propor as representações, o TSE mudou seu entendimento sobre o assunto e determinou que a competência para apreciar doações irregulares é das zonas eleitorais, ainda que se trate de eleições gerais, como a de 2010, em que o foro originário para julgamento da maioria dos processos eleitorais está nos TREs. No entendimento dos ministros, é preciso respeitar o domicílio do doador.

A decisão pegou o Ministério Público de surpresa. Vários estados já tinham proposto suas representações. Em Minas Gerais, com todas as 257 representações ajuizadas perante o TRE, o procurador eleitoral substituto Eduardo Fonseca esclarece que o protocolo no tribunal, pelo menos, “suspendeu a prescrição. Cabe agora ao TRE, com base na nova jurisprudência, declinar a competência para os juízes eleitorais, que irão instruir e julgar as representações”.

Para o procurador eleitoral do Pará, Daniel Avelino, “a jurisprudência sempre foi no sentido de que nas eleições gerais e presidenciais a competência seria dos TREs e TSE, respectivamente. O MP eleitoral espera que essa mudança não acarrete atrasos e nem ausência de efetividade na aplicação da lei, já que o abuso do poder econômico é um dos maiores males ao desenvolvimento da democracia”.

Outra alteração foi a de que as representações têm de ser julgadas no foro do domicílio dos doadores e não dos candidatos, contrariando decisão do próprio TSE do final do ano passado.

Insegurança jurídica – Não é a primeira vez que a mudança repentina da jurisprudência sobre doações eleitorais afeta o trabalho do Ministério Público. Em 2007, após enviar para cada estado a relação de doadores com suspeitas de irregularidades e cobrar providências do MP Eleitoral, o TSE, ao julgar as representações propostas com base na lista que ele próprio enviara, anulou as ações dizendo que a prova era ilícita.

O tribunal também alterou seu entendimento quanto ao prazo para a propositura das representações. Se antes entendia que elas podiam ser propostas durante todo o curso do mandato, em 2008 editou resolução determinando que as representações teriam de ser propostas em até 180 dias após a diplomação.

“Esperamos que o novo posicionamento do TSE não seja alterado a cada mudança na composição do colegiado, pois a alteração brusca de entendimento causa uma sensação de insegurança jurídica tanto para os operadores do direito quanto na população em geral”, afirma o procurador regional eleitoral substituto em Mato Grosso do Sul, Pedro Paulo Grubits. Das assessorias de comunicação do MPF nos estados.

Vereador de Coribe vai para a cadeia por estelionato.

Um vereador da cidade de São Félix do Coribe, cidade próxima a Santa Maria Vitória, foi preso nesta sexta-feira, acusado de falsidade ideológica. Eleito pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Ulysses Santos Viana foi preso em cumprimento de um mandato de prisão preventiva expedido pelo juiz substituto José Luiz Pessoa Cardoso, da Comarca de Santa Maria da Vitória. Ulysses era investigado desde 2004 e responderá por falsificação de documentos públicos, uso de documentos falsos e estelionato. Ele está detido na carceragem da Delegacia de Santa Maria da Vitória. Do jornal A Tarde.

Justiça da Bahia estacionada no acostamento.

O caos está definitivamente instalado na Justiça da Bahia. Hoje entrou em greve a Justiça Federal. A Justiça do Trabalho em Barreiras só não entrou em greve ainda porque  passa por correição anual. A Justiça Estadual pára toda 4a feira. Estamos sem Juiz em Barreiras,  Luis Eduardo e Riachão das Neves.

Enquanto isso o povo, que anseia pelo resultado de seus processos, fica ao Deus-dará e os advogados sem ter muito como explicar estas coisas para os seus clientes. Hora das seções regionais e estadual da OAB darem o grito de alerta.

Correntina: instaurados inquéritos civis públicos contra o prefeito Maguila.

O prefeito Maguila

O Ministério Público Federal instaurou, através do procurador da República, Fernando Túlio da Silva, emitiu portarias, nos dias 26 de março e 2 de maio, transformando os procedimentos administrativos   1.14.003.000087/2008-18 e 1.14.003.000025/2011-01, em Inquéritos Civis Públicos, para apurar malversação de verbas públicas na administração de Nilson José da Silva, “Maguila” (PCdoB), à frente da Prefeitura Municipal de Correntina, Bahia, ocorrida nos anos 2005 e 2006.

No primeiro caso, o Inquérito apreciará eventual malversação de verbas públicas federais oriundas do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, na aquisição de combustíveis para veículos da Secretaria da Educação Municipal  (transporte de estudantes).

No segundo caso, o Inquérito vai analisar eventuais delitos praticados na aplicação de verbas públicas federais repassadas ao município de Correntina por intermédio dos convênios 700805/2010 e 655564/2009.

Esta redação não encontrou o nome do autor da foto acima, para a devida concessão dos créditos. A referida foi publicada no blog Alerta Itarantim.

Autoridades judiciárias assistem incineração de quase 40 kgs de droga apreendida.

O perito da Polícia Judiciária confere a droga a ser incinerada.

O juiz de direito da Comarca de Luís Eduardo, Claudemir da Silva Pereira, presidiu, hoje pela manhã, a incineração de 29,2 quilos de cocaína, 5 quilos de maconha e 0,5 quilo de crack, nas caldeiras da Bunge Alimentos. Estiveram presentes a promotora pública Simeana Cardoso, os delegados de Polícia Judiciária, José Resende de Moraes Neto e Rivaldo Luz, o secretário de Segurança Pública do Município, Eder Fior, o comandante da Companhia de PM, capitão Gama, e o aparato policial que fez a segurança do ato. Também esteve presente a secretária de Meio Ambiente, Fernanda Aguiar, que atestou o baixo impacto da ação.

A droga foi incinerada a 800 graus na caldeira central da Bunge, capaz de produzir 20 toneladas/hora de vapor para o trabalho de extração do óleo vegetal dos grãos de soja. – Parte da droga, os quase 30 quilos de cocaína, foi apreendida, em operação realizada no bairro Jardim das Acácias, em LEM, no mês de maio. A droga estava sendo transportada em uma Fiat Strada, 2011, prata. Foi a maior apreensão de cocaína da região do Oeste da Bahia. A outra parte (maconha e crack) refere-se a demais apreensões realizadas na cidade, desde o início da instalação da Comarca da Justiça Estadual, em LEM, em 2009.

A CIPE Cerrado fez a segurança da operação
O juiz Claudemir conversa com o delegado Rivaldo Luz.
A boca da fornalha onde foi incinerada a droga: 800 graus centígrados.
Delegado Resende conferiu de perto a incineração.

Servidores da Justiça param hoje. De novo.

Seguindo um calendário de mobilização semanal, os trabalhadores do Judiciário baiano paralisam as atividades nesta quarta-feira (25), como tem ocorrido desde o dia 4 de maio, primeira quarta-feira do mês.

Segundo o sindicato da categoria, a Bahia possui pelo menos 12 mil servidores nas comarcas da capital e do interior. Mesmo com a paralisação, alguns servidores estarão em plantão para serviços como emissão de guia de sepultamento, habeas corpus e liminares de planos de saúde.

Os representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia – Sinpojud afirmam que o movimento deve ter adesão da categoria nas comarcas do interior e da capital e apenas 30% do efetivo do Judiciário baiano irá trabalhar. Do G1.

Os servidores param um dia por semana, seguem lentos nos outros dias e descansam no final-de-semana, porque afinal ninguém é de ferro, não é mesmo?

MPF/BA denuncia ex-dirigentes de cooperativa de crédito de Barreiras (BA) por gestão fraudulenta.

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou quatro ex-dirigentes da Cooperativa de Crédito Rural do Oeste (Sicoob Oeste), com sede em Barreiras (BA), por gestão fraudulenta. Entre 1998 e 2002, o grupo causou prejuízo de 4,6 milhões de reais à cooperativa por transferir, indevidamente, o patrimônio da instituição financeira para si, bem como para amigos e parentes, valendo-se do poder de gestão que ali detinham.

De acordo com a denúncia assinada pelo procurador da República André Batista Neves, até mesmo títulos da dívida pública do Brasil Império e início da República, obviamente já prescritos, foram adquiridos pelo grupo a fim de desfalcar o patrimônio da Sicoob. A pretexto de adquirir esses títulos, que nada valiam desde julho de 1974, os ex-gestores fizeram com que a instituição financeira gastasse quantias expressivas. Somente com essas operações, o grupo gerou prejuízo de quase 272 mil reais transferindo dos cofres da cooperativa o montante para beneficiários não identificados.

Também houve concessão indevida e reiterada de crédito sem respeitar a devida prudência e segurança que regem as práticas bancárias, a exemplo do Regulamento para Concessão e Controle de Crédito da Instituição Financeira. Muitas vezes os valores financiados eram incompatíveis com os salários dos beneficiados e acima de sua capacidade de pagamento. É o caso, por exemplo, de devedores que conseguiram empréstimos, cujas operações foram classificadas de alto risco, chegando a comprometer a renda em estratosféricos 4.000% a 7,500%. Além disso, diversos empréstimos foram firmados sem qualquer tipo de garantia, avalistas ou testemunhas que respaldassem a obrigação assumida.

A notícia, divulgada hoje pelo Ministério Público Federal na Bahia não cita nomes, nem concessões de folhas de pagamento do Município à instituição de crédito e financiamentos de campanha eleitorais no Município, fatos que deram início à investigação.

20% dos Tribunais de Contas estão sob investigação.


Segundo o jornalista Cláudio Humberto, 54 conselheiros dos tribunais de contas dos estados estão envolvidos em graves irregularidades. Os conselheiros pertencem aos Tribunais de Contas de 17 estados, dos quais dois são da Bahia. O levantamento da Associação Nacional dos Procuradores de TCs está publicada em anexo do site do jornalista. O número significa 20% de todos os conselheiros de todo o País.

Quando a banda podre ameaça ficar maior que a parte incorrupta da Justiça, a hora é cortar profundamente ou eliminar toda a fruta e começar tudo de novo?

Privatização dos cartórios derrapa no entrechoque político.

Pois a ministra do STJ,  Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, entrou, anonimamente, num cartório de Salvador e tentou conseguir uma certidão. Como foram distribuídas apenas quatro senhas durante o expediente, a ministra saiu sem o documento. Segundo a opinião da Ministra, os cartórios da Bahia não podem ficar como estão, à espera da privatização que derrapa no jogo político, sem definições. O Judiciário, o Governo do Estado e a Assembléia Legislativa precisam entrar em acordo para definir a situação.

A maior apreensão de drogas de LEM: 30 kgs de cocaína.

O chefe dos traficantes.

Operação conjunta da Polícia Federal e de policiais da Delegacia de Polícia Judiciária de Luís Eduardo Magalhães, chefiados pelo delegado Rivaldo Luz, com a presença do delegado titular da 11ª Coorpin, André Aragão, apreendeu, na madrugada de hoje 29 tabletes contendo aproximadamente 30 Kgs de cocaína pura numa residência do Jardim das Acácias, pertencente a Joaquim Memória Neto, cabeleleiro de profissão. A droga deveria ser distribuída no Oeste baiano, mas uma grande parte estava destinada ao estado do Piauí. A apreensão se deu após informações da Polícia Federal. Os dois delegados reuniram uma equipe de 7 policiais e ficaram observando a casa do traficante, quando em torno de 02h30m acenderam-se as luzes da casa, sinal de que haveria movimento. Quando Joaquim saía com o carro recebeu voz de prisão, não resistiu e logo confessou que a droga estava dentro do revestimento da carroceria de uma FIAT Strada, modelo 2011.

Uma breve distração e um comparsa de Joaquim evadiu-se da casa, pulando um muro. Após perseguição os policiais conseguiram prender o mesmo num matagal, em um terreno baldio do Jardim das Acácias. Segundo informações não confirmadas, um terceiro elemento teria sido preso em Barreiras, após declarações prestadas em cartório por Joaquim.

Segundo o delegado Rivaldo Luz, a comercialização da droga poderia render entre R$600 mil e um milhão de reais aos traficantes. A droga teria origem da fronteira do Mato Grosso e provavelmente ainda seria misturada antes da distribuição.

Desde as 08h10m da manhã, O EXPRESSO tinha conhecimento da apreensão, mas não divulgou a notícia, a pedido do delegado Rivaldo Luz, para não prejudicar a sequência das investigações.

Já na Delegacia de LEM, o delegado André Aragão inicia a recuperação da droga escondida.

Os policiais expõe a droga antes de levá-la para o interior da delegacia.

A Fiat Estrada, com placas do Mato Grosso, apreendida pela Polícia.


STF finalmente concede medicamentos a anciã necessitada.

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu antecipação de tutela para garantir a uma senhora de 78 anos, residente no Paraná, o direito de receber mensalmente os medicamentos de que necessita para o tratamento de diabetes, osteoporose, insuficiência de tireóide e catarata.

A idosa ajuizou ação pedindo os medicamentos na Justiça Especial Federal paranaense, em 2007, contra a União, o Estado do Paraná e o município de Curitiba. O juiz de primeira instância entendeu que a União não deveria estar no pólo passivo da ação, e indeferiu a petição inicial, sob o fundamento de que não é cabível a remessa dos autos ao juízo competente no âmbito dos juizados especiais federais.

Depois de ter recurso negado pela 2ª Turma Recursal Federal do Paraná, a defesa ajuizou recurso extraordinário (RE), que foi admitido e sobrestado pelo juiz, para aguardar o julgamento de outro recurso em tramitação no STF. Na ocasião, o  Juízo de origem ainda negou pedido de antecipação de tutela. Informação do portal do STF.

A pergunta é a seguinte: a impetrante sobreviveu a esse Governo safardana, a esses salafrários que se locupletam com o dinheiro público e a essa justiça recursória?

TSE vai processar quase 20 mil doadores de campanha eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 15.921 pessoas físicas que podem ter extrapolado o limite legal de doações a campanhas de 2010. O resultado foi encontrado a partir do cruzamento de informações entre as contas eleitorais e a base de dados fiscais de doadores de campanhas. Mais de R$ 72 milhões foram excedidos do limite permitido pela Lei das Eleições. No caso de pessoas jurídicas, foram encontrados 3.996 doadores supostamente irregulares.

Segundo a Lei das Eleições, doações acima dos limites podem levar ao pagamento de uma multa entre cinco e dez vezes o valor excedido. Doadores que extrapolam estão sujeitos à proibição de participar de licitações públicas e de celebrar contratos com o Poder Público por cinco anos.

Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, enviou ao procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, a lista com as pessoas físicas e jurídicas suspeitas de extrapolarem o limite legal. O Ministério Público Eleitoral tem cerca de um mês e meio para apresentar ações contra doadores que passaram do limite.

Não deve constar nesta lista nenhum político do Oeste baiano. Por aqui, as pessoas fazem campanha com pouquissimo dinheiro, quase nada. Ou não? Ou o dinheiro circula só na mala preta?

O chefe dos gafanhotos condenado à prisão.

O ex-governador de Roraima Neudo Campos (PP), foi condenado a 16 anos de prisão por crimes contra a “administração pública”. A decisão, da 1ª Vara Federal em Boa Vista, foi divulgada nesta quinta-feira, mas o político – que governou o Estado entre 1995 e 2002 – ainda pode recorrer em liberdade. O juiz Helder Girão Barreto considerou Campos culpado pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. Em sua sentença, de 76 páginas, ele concluiu que o ex-governador “abusou dos poderes que detinha”. De acordo com a acusação, ele foi responsável pelo desvio de R$ 70 milhões dos cofres públicos extraídos da folha de pagamento do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado e da Secretaria de Planejamento. Para tanto, ele teria empregado cerca de 40 funcionários “fantasmas”, em um escândalo que ficou conhecido como “esquema dos gafanhotos”, revelado em 2004. De acordo com o juiz, o ex-governador “aproveitava-se de pessoas humildes, analfabetos, indígenas, idosos, que não tinham conhecimento de suas inclusões na folha de pagamento do Estado e tiveram seus salários desviados”. (R7)

STF volta atrás e decide que vagas no legislativo são da coligação.

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou atrás e confirmou na noite desta quarta-feira (27), por 10 votos a 1, que quando um deputado deixa o cargo para assumir um posto no Executivo, por exemplo, a vaga deve ser herdada pelo suplente da coligação e não do partido do parlamentar que se licenciou. Em decisões anteriores, o STF tinha determinado a posse de suplentes de partidos.

“A coligação é uma escolha autônoma do partido. A figura jurídica da coligação assume status de superpartido e de uma superlegenda que se sobrepõe durante o processo eleitoral aos partidos que a integram”, disse durante o julgamento a relatora do assunto no STF, ministra Carmen Lúcia. “Não seria acertado dizer que vagas pertencem ao partido coligado A ou B, se o coeficiente é calculado pelas coligações”, afirmou.

Os ministros do Supremo julgaram dois mandados de segurança movidos pelos suplentes de partido Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ). Cármen Lúcia, que em fevereiro tinha decidido que as vagas deveriam ser assumidas por suplentes de partidos, mudou de posição e liderou a tese de que os postos são herdados pelos suplentes das coligações.

“Em caso de coligação não há mais que se falar em partido”, afirmou durante o julgamento o ministro Joaquim Barbosa. “A lei eleitoral disciplina minuciosamente as coligações, estabelecendo que quando formadas por dois ou mais partidos políticos fazem as vezes dos partidos políticos.” Informações da Agência Estado.

No final das contas, TSE vai custar quase meio bilhão de reais.

Em construção desde 2007, a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já custou aos cofres públicos mais de R$ 386 milhões. São 115,5 mil metros quadrados de construção. Quando o projeto foi anunciado, há quatro anos, tinha o custo estimado de R$ 67 milhões. No ano seguinte, a dotação prevista para a construção chegou à R$ 98 milhões.

Em 2010 o programa “Construção do Edifício-Sede do TSE em Brasília” registrou gasto de R$ 118,5 milhões, no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Com móveis, estima-se um gasto de R$ 22,7 milhões.

Neste mês a obra completa 75% de sua execução, segundo o site do TSE. Está quase pronta para abrigar os sete ministros – dos quais três integram o Supremo Tribunal Federal e dois pertencem ao Superior Tribunal de Justiça – e pouco mais de 700 funcionários.

O empreendimento é composto por um prédio de oito andares e três cúpulas que foram construídas em frente ao bloco principal, para abrigar os auditórios. Lá dentro, gabinetes privativos com banheiros e 23 pórticos com detectores de metais. Para decorar os gabinetes dos sete ministros, um pregão prevê gastos de até R$ 693 mil com 312 peças. Reportagem de Aline Sales, do portal Contas Abertas.

Um novo, caro e grande sepulcro caiado ganha os céus de Brasília. Enquanto isso, proliferam os crimes impunes nas cortes eleitorais de todas as instâncias. Graças a Deus ou ao diabo, o Brasil dos currais eleitorais não conhece o Brasil da impunidade, da incúria e do descaso do Planalto Central.

Privatização dos cartórios da Bahia pode sair ainda este ano.

Desde outubro de 2009 na Assembleia, o projeto que prevê a privatização dos cartórios deve, enfim, voltar à pauta de votações do Legislativo baiano. Em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), presidente da AL, revelou que haverá uma reunião entre o governador Jaques Wagner (PT) e a presidente do Tribunal de Justiça (TJ-BA), Telma Britto, para discutir mudanças na proposta.

“Temos que chegar a uma fórmula que atenda a todos. Há pessoas que chefiam cartórios há 30 anos. Vão sair para disputar um concurso para disputar com quem tá fazendo faculdade agora? É justo? Mas a lei manda que só pode entrar via concurso”, ponderou. Nilo acredita que a matéria será votada ainda este semestre. “O TJ vai deixar de arrecadar um volume razoável de recursos. É um projeto muito polêmico. Mas, acredito que temos 99% de chances de votar o projeto no primeiro semestre”, acentuou.

Wikileaks revela os horrores de Guantanamo.

O jornal El País (Madri) e outros meios de comunicação da Europa receberam as fichas prisionais de 759 dos 779 presos que estiveram em Guantanamo, onde ainda permanecem 170. Os documentos divulgados pelo portal Wikileaks mostra que anciões com demência senil, adolescentes, enfermos psquiátricos graves, professores de escolas e agricultores foram conduzidos para Guantánamo, um sistema prisional sem nenhum tipo de garantia aos apenados, nos quais o importante para os americanos era o volume de informação e o potencial de perigo desses inocentes.

As vísceras do presídio estão expostas em 4.759 documentos, assinados pelo alto comando da Força Conjunta da base e dirigidas ao comando Sul do Departamento de Defesa em Miami. A radiografia da prisão criada por Bush em 2002, à margem das leis nacionais e internacionais, permanece uma chaga aberta no governo Obama. Apesar de ter sido sua primeira promessa, em janeiro de 2009, quando assumiu o Governo. Leia mais na reportagem (em espanhol) do El País.

Nova fuga da cadeia em Eunápolis: desta vez foram 21 detidos.

Vinte um presos fugiram da cadeia de Eunápolis, a 671 km de Salvador, sul da Bahia, por volta das 4h deste sábado (23).  De acordo com a polícia, eles serraram as grandes das celas e a tela de aço que protege o pátio. Depois, pularam do prédio usando uma tereza – corda feita de lençóis -, de pelo menos cinco metros de altura. Dois policiais civis estavam de plantão no momento.

A polícia informou que a delegacia de Eunápolis tem capacidade para 28 pessoas, mas está superlotada, com 105 detentos. Segundo a Polícia Militar, um homem passou pelos fundos da delegacia, viu a corda pendurada e avisou aos policiais.

As polícias civil e militar realizam buscas na região para encontrar os fugitivos. Nenhum preso havia sido recuperado até o final da tarde. Do G1.

Pelo jeito a situação dos cárceres das delegacias de Polícia de toda a Bahia são iguais ou piores aquelas que conhecemos, como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.

JK

Dois dos 21 presos que fugiram da cadeia pública de Eunápolis, na região sul da Bahia, na madrugada deste sábado (23), foram mortos em confronto com polícia. Identificados como Carlos Queiroz Silva e Kleidson Costa dos Santos, o “JK”, os fugitivos foram localizados no bairro Jucá Rosa e teriam resistido à prisão.

“JK”, 25 anos, era assassino confesso de 19 pessoas. Um dos assassinatos foi cometido dentro de uma das celas do complexo policial, em novembro do ano passado. JK espancou até a morte o preso Luciano Porto Reis, de 30 anos.
Outro fugitivo foi recapturado, também na na tarde deste sábado. Antonio Jorge Lordelo Pereira foi encontrado pelos policiais na BR-367, rodovia que faz a ligação entre Eunápolis e Porto Seguro. Ele estava escondido em um matagal próximo à pista. A polícia continua as buscas dos outros 18 fugitivos.

OUTRA FUGA EM ITACARÉ.

Sete presos aproveitaram o banho de sol e fugiram na tarde deste sábado (23) da delegacia de Itacaré, no sul da Bahia. Eles fizeram uma corda com lençóis (tereza),  quebraram uma viga do telhado, e pularam um muro com cerca de quatro metros de altura. No momento da fuga, o policial de plantão havia saído almoçar. O carcereiro está sem trabalhar há três meses por falta de salário.

TCM condena mais dois prefeitos.

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta quarta-feira (20), julgou procedentes as denúncias formuladas contra o prefeito de Utinga, Joyuson Vieira dos Santos, e o ex-prefeito de Livramento de Nossa Senhora, Oziel Alves de Oliveira, pela contratação de pessoal sem a realização de concurso público, nos exercícios de 2007 e 2008. A relatoria determinou a formulação de representação ao Ministério Público contra os gestores, imputando multa no valor de R$ 7 mil ao primeiro e de R$ 5 mil ao segundo. Cabe recurso da decisão.

Por favor, caro leitor, nada de confusão com o nome do ex-prefeito de Livramento.

Território de bandidos impunes.

Após ter retroagido em relação às eleições do ano passado, STF tende agora a aceitar que presunção da inocência, uma garantia constitucional, pode ser flexibilizada para os políticos, o que garantirá a aplicação das sanções na próxima disputa pelos votos.

Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo

“Depois de ter concluído que os políticos fichas sujas tinham o direito de concorrer na eleição do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá agora dar o aval para que a Lei da Ficha Limpa impeça as candidaturas a partir de 2012. A maioria dos ministros do Supremo já se posicionou abertamente ou de forma reservada a favor da entrada em vigor da lei como forma de moralizar os costumes políticos no Brasil.”

Ricardo Noblat.

Os tribunais de segunda instância (colegiados de juízes) precisam julgar a enormidade de processos de políticos que tramitam nos escaninhos empoeirados destas casas. Só assim a Lei da Ficha Limpa pode extrair do convívio dos homens de bem políticos processados por crime de qualquer natureza. Ontem, no programa Roda Viva, da TV Cultura, se comentava a expressão de que o Congresso é território de “bandidos impunes”. Isso é verdade na razão direta de que as exceções apenas confirmam as regras.

Polícia Federal prende procuradora do mensalão do DF.

A Polícia Federal prendeu nesta manhã a promotora Deborah Guerner, acusada de tráfico de influência na Operação Caixa de Pandora. A prisão preventiva, cujo motivo ainda não foi oficialmente divulgado, foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os policiais também prenderam o marido dela, que foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda. Deborah tem direito a cela especial e está detida na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Os dois haviam chegado há pouco de uma viagem à Itália.
Ela e o ex-procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, são acusados de passar informações privilegiadas a integrantes do governo José Roberto Arruda e de terem tentado extorquir o ex-governador do Distrito Federal. De acordo com a denúncia, os dois pediram R$ 2 milhões para não divulgar o vídeo em que Arruda aparece recebendo dinheiro do delator e pivô do mensalão, Durval Barbosa.
O Conselho Nacional do Ministério Público retoma no dia 17 de maio o julgamento que apura o envolvimento de Deborah e Leonardo no caso. O julgamento foi interrompido no dia 6 de abril após um pedido de vista. O relator, Luiz Moreira, pediu a demissão dos dois por tentativa de extorsão e violação do sigilo funcional. Em sua defesa, Deborah alega insanidade mental e ser vítima de uma perseguição tramada por pessoas que teriam tido interesses contrariados por sua atuação profissional.

Na sequência se espera também a prisão dos envolvidos no mensalão do PT. Mas isso são outros 500 réis, não é mesmo?

Doações de Wagner ao MST sofrerão questionamento do Ministério Público.

A promotora Rita Tourinho, do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa do Ministério Público Estadual, afirmou nesta segunda-feira, 18, que vai questionar oficialmente o governo baiano sobre a doação de carne e de banheiros públicos aos cerca de 3 mil integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que ocupam áreas do Centro Administrativo da Bahia (CAB).

A promotora disse querer saber da Secretaria de Agricultura (Seagri), responsável pelas doações, quais foram os parâmetros utilizados para a doação. Diariamente, os acampados recebem 600 quilos de carne. Além disso, foram instalados 30 banheiros químicos nos arredores da sede da secretaria.

A preocupação, de acordo com a promotora, é com um possível precedente que as doações possam criar. A assessoria da Seagri informou que tanto o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) quanto a Procuradoria-Geral do Estado foram consultados e não negaram as doações. O argumento usado pela secretaria foi que, no caso, o Estado precisava “garantir a preservação do patrimônio público e a dignidade das pessoas”.

A ocupação, por parte de cerca de 3 mil integrantes do MST, completou ontem uma semana. Nos arredores da Seagri, já são visíveis depredações em áreas verdes do CAB, para a instalação de barracas e tendas.

ÚLTIMA HORA:

Após nove dias, o Movimento dos Sem Terra (MST) decidiu na noite desta terça-feira (19) desocupar a área externa da sede da Secretaria de Agricultura (Seagri), localizada no Centro Administrativo do Governo da Bahia (CAB). A decisão foi tomada pela categoria após uma assembléia realizada no local pelos líderes do movimento.

Presidente da OAB-SP critica plebiscito que Sarney quer criar.

O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, vê com ressalvas a proposta do presidente do Senado,José Sarney, de realizar uma nova consulta popular sobre a proibição do comércio de armas de fogo no país. Sarney passou a colher assinaturas para apresentar projeto de decreto legislativo, estabelecendo para o dia 1 de outubro a data do plebiscito.

“Uma nova consulta popular envolveria o investimento de recursos públicos vultosos que poderiam ser usados justamente em segurança pública”, defendeu  D´Urso, lembrando que em 2005 o povo brasileiro já respondeu a um referendo semelhante, afirmando ser favorável ao comércio de armas de fogo e  munição.

“O nosso sistema político é o representativo e não pode se fazer consulta popular a todo momento e para todas as coisas”, explicou D´Urso que já levou adiante, por meio da OAB SP, campanhas em prol do desarmamento ao longo da década de 90. “Queremos o debate amplo  sobre o tema, mas as mudanças das leis implicam no trabalho dos deputados e senadores, devidamente revestidos de representatividade, segundo a vontade das urnas nas últimas eleições”, concluiu.

O desejo do presidente do Senado, José Sarney, é realizar a consulta com a pergunta “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Mas o senador assume que o plebiscito não provocará a mudança de forma automática, devendo a consulta valer apenas como pressuposto para que o Congresso promova as alterações legislativas.

“ Assim, embora  louvável a preocupação do senador Sarney, um plebiscito de elevado custo  nada resolverá. Prefiro  que os parlamentares cumpram  o seu papel e legislem no interesse da população , pelo desarmamento e pela paz”, conclui D’Urso.

Juíza da Fazenda Pública manda Jusmari depositar salários dos grevistas.

Clique na imagem, duas vezes, para ampliar.

A juíza Marlise Freire Alvarenga, da Vara da Fazenda Pública de Barreiras, concedeu liminar ao mandado de segurança impetrado pelo SINDSEMB – Sindicato dos Servidores Municipais de Barreiras, que reivindica o pagamento integral dos salários dos professores em greve.