Os jornalistas Evilásio Júnior e Leonardo Martins, do portal Bahia Notícias, publicaram, exatamente à 0h deste sábado, uma matéria no mínimo controversa com o governador Jaques Wagner, em que ele questiona as investigações realizadas por CPIs, particularmente a CPMI do Cachoeira sobre os escândalos que abalam, neste momento, os alicerces mais sólidos da República.
Diz Wagner na entrevista concedida:
. “A CPI acontece em um território de paixões, porque ela está em uma casa política. Para assegurar o sigilo fica muito mais difícil. Não estou dizendo que tem nenhum irresponsável, mas se você abre isso em uma sessão que tem 10 ou 20 pessoas, se alguém vazar informações, ninguém sabe quem foi”, justificou.
O Governador disse ainda:
“Investigar não foi, necessariamente, o melhor treinamento que os deputados e senadores tiveram na vida, apesar de a CPI contar também com alguns policiais federais e gente oriunda do Ministério Público”, disparou.
Wagner comentou ainda a possibilidade de envolvimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, petista como ele:
“Ele tem que dar explicação aos seus eleitores, mas, se chegar a abrir uma investigação, ele vai ter que dar uma explicação de um jeito ou de outro”.
Deputados e Governo Central estão minimizando os efeitos desta CPMI, condenada, como outras, a acabar em suculenta pizza. No entanto, não deviam fazer isso: o País está mudando, as facilidades de mobilização popular são maiores e os caras pintadas hoje não são massa de manobra de UNE & Cia. Veja o caso do movimento “Veta Dilma”: espalhou-se pela internet como rastilho de pólvora, deixando poucas alternativas à Presidenta na apreciação do Código Florestal.
































