Olha no que resultou a demonstração de força do Cabrunco!

O ex-presidente Lula da Silva lembrou, hoje, que já são “14,8 milhões de brasileiros desempregados, na fila do osso“, enquanto o chefe do Executivo tenta intimidar o país exibindo “seus” tanques de guerra

Após o polêmico desfile de blindados e tanques militares em frente ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Lula afirmou no Twitter que tem “dados que o governo Bolsonaro não faz desfile pra exibir“, como os dos “últimos 12 meses”.

Lula apontou que o “arroz subiu 48% – Feijão subiu 22% – Carne subiu 38% – Leite subiu 11% – Gás subiu 24%“. Tudo isso juntamente com “14,8 milhões de brasileiros desempregados e fila do osso“.

Após nove anos, Educação de Jovens e Adultos (EJA), é valorizada em Luís Eduardo Magalhães

Após nove anos sem investimento, a Educação de Jovens e Adultos em Luís Eduardo Magalhães, a EJA, recebe valorização. A Prefeitura do município, através da Secretaria de Educação adquiriu livros didáticos para os alunos do seguimento.

Para seu Arlindo, que não conseguiu estudar quando pequeno, essa é a realização de um sonho. “É muito importante para a gente, porque nós não tivemos o privilégio de aprender na juventude. Então agora chegou o tempo da gente focar no nosso objetivo, que é aprender a ler e escrever, porque nunca é tarde”, contou.

A coordenadora, Zelinda Novais, falou da situação em que os professores viviam nos últimos nove anos, para trabalhar na EJA.

“Nós trabalhávamos com livros ultrapassados, fora da realidade do município. Então hoje a gente transborda alegria, em receber esses módulos da EJA. Sabemos que investir na educação de jovens e adultos estamos trabalhando para erradicar o analfabetismo do nosso município”, pontuou.

Dona Jacira Gonçalves de 55 anos, acompanhada da colega Ana Cristina dos Santos, de 44, comemorou a chegada do material. “É muito gratificante, porque vai realizar os sonhos de todos que querem aprender a ler e escrever. É o momento mais feliz da minha vida. E com esses livros vai ficar ainda melhor”, disse.

A diretora de Ensino, Miriam Martins, contou como se deu o processo de aquisição do material didático. “A coordenadora da EJA sempre pontuou essa questão dos livros, do apoio didático que faltava para a melhoria do aprendizado dos alunos”, explicou.

E o secretário de Educação, Carlos Lopes da Fonseca, acrescentou. “Buscando informações de algumas editoras, nós conseguimos chegar até essa editora, com o conteúdo regionalizado, voltado ao Nordeste. Foi aprovado por todos os professores. E conversando com o prefeito, com a parte financeira, eles apoiaram a aquisição desse material”, concluiu.

Lula: “Bolsonaro prepara confusão, como Trump, mas vai perder as eleições. Que saia pela porta dos fundos”.

LULA: “Bolsonaro prepara confusão, como Trump, mas vai perder as eleições. Que saia pela porta dos fundos”

Em seu Twitter oficial, o ex-presidente Lula da Silva escreveu hoje pela manhã:

Quando Bolsonaro fica com isso de votinho no papel, ele tá tentando preparar confusão como o Trump fez nos EUA. E nós não vamos aceitar isso aqui. O Bolsonaro tem que estar preparado e saber o seguinte: ele vai perder as eleições. Se quiser sair pela porta dos fundos, que saia.

Seis empresas de Luís Eduardo Magalhães receberam o Selo de Inspeção Municipal (SIM).

Seis empresas de Luís Eduardo Magalhães receberam o Selo de Inspeção Municipal (SIM), serviço administrado pela Secretaria de Agricultura do município. O prefeito Junior Marabá participou da cerimônia de entrega.

O agente de Inspeção, Claudinei Pires que está no dia a dia acompanhando as empresas, falou da importância do trabalho. “Inspecionar não quer dizer fiscalizar. A gente vem como fomento de geração de emprego e renda e segurança alimentar para a população”, contou.

Empresa Certificada

“A gente fica muito satisfeito pelo nosso trabalho. Receber esse Selo significa segurança para as pessoas que estão adquirindo o nosso produto”, disse o gerente de Perecíveis, de uma rede de supermercados atacadistas, Luciano Rodrigues.

Segundo o diretor de Agricultura do município, Kenni Henke, a certificação é importante, porque acompanha todo o processamento vegetal e animal dentro do município. “Toda a inspeção do alimento, da coleta, até a venda, na exposição do mercado. É a garantia de que você está comprando um alimento inspecionado e dentro dos padrões de qualidade”.

O secretário interino de Agricultura, Danilo Henrique, agradeceu aos empresários. “A gente só tem a agradecer a vocês por investir na cidade, por gerar emprego, gerar renda, e nós como Prefeitura, a gente não precisa atrapalhar, tem que ajudar quem quer empreender, quem quer produzir e ajudar o município”, disse.

“O poder público tem que ser um poder auxiliar, que a gente consiga estender os nossos braços, para que consiga alcançar mais. Antes de pensar no poder punitivo, temos que pensar no poder de auxílio, ou seja, temos que contribuir para que a gente consiga avançar mais”, concluiu o prefeito Junior Marabá.

Atletas de Luís Eduardo sobem ao pódio em Salvador

Os atletas de Luís Eduardo Magalhães, integrantes da equipe de basquete 3X3 da ABL conquistaram o 2º lugar no Circuito Baiano de Basquete 3X3, realizado neste domingo (08), em Salvador.

Representaram o município, os atletas Adriel Leão Muniz, Matheus Neves, Guilherme Passos e Everson Souza.

“Estamos voltando a jogar agora, só um mês treinando com os meninos, então o resultado foi muito positivo. Agora treinar bastante, para chegar na seletiva em Brasília e disputar um brasileiro”, disse o treinador, Renato Silva Silveira.

Documentos de compra da Covaxin são postos sob sigilo pelo Ministério da Saúde.

O crime está sendo varrido para baixo do tapete. A negociação de compra dos imunizantes, investigada pela CPI do Genocídio, envolvia a quantia de R$ 1,6 bilhão, valor que chegou a ser reservado pelo governo de Jair Bolsonaro

Por Lucas Vasques, da Revista Fórum.

Em mais uma tentativa de prejudicar as investigações da CPI do Genocídio, o Ministério da Saúde colocou sob sigilo documentos que tratam da compra de vacinas da Covaxin. O material foi encaminhado em julho à comissão.

Porém, o ministério decidiu limitar o acesso público em resposta a solicitações feitas em junho, por intermédio da Lei de Acesso à Informação.

A negociação de compra dos imunizantes da Covaxin envolvia a quantia de R$ 1,6 bilhão, valor que chegou a ser reservado pelo governo de Jair Bolsonaro.

No entanto, o acordo foi suspenso após denúncias do deputado federal Luis Miranda e seu irmão, o servidor do ministério, Luis Ricardo Miranda, de suspeitas de corrupção na pasta.

Em 6 de agosto, o Ministério da Saúde descreveu o acesso aos documentos como “suspenso e restrito no momento” por estarem em uma etapa “preparatória”, que é quando o processo está tramitando no órgão.

Cancelamento

Mas, no dia 29 de julho, a própria pasta havia anunciado o cancelamento do contrato da Covaxin com a Precisa Medicamentos, empresa intermediária das negociações.

O Ministério da Saúde alegou que as informações do documento “constituem fundamento de tomada de decisão, podendo sua divulgação prejudicar o andamento” por ser “preparatório”.

A Procuradoria-Geral da República, depois de ser pressionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), começou a investigar se Bolsonaro cometeu prevaricação pela maneira como lidou com as denúncias dos Miranda.

Com informações do UOL

Ministério da Agricultura diz que aquecimento global gera ‘prejuízo econômico incalculável’

Do Estadão, por Lauriberto Pompeu

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento se manifestou nesta segunda-feira, 9, sobre as informações indicadas pelo Painel Intergovernamental sobre o Clima da ONU (IPCC), que apontam que o ritmo do aquecimento global está mais acelerado do que o imaginado.

“Cenários de aumento de seca, chuvas mais intensas, aumentos ou diminuição de temperatura podem levar a perdas de produção e comprometer diretamente a segurança alimentar nacional e global, gerando prejuízos socioeconômicos incalculáveis”, afirmou, por meio de nota, a pasta comandada por Tereza Cristina.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura © Marcelo Camargo/Agência Brasil Tereza Cristina, ministra da Agricultura

A Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5ºC acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Com isso, haverá eventos climáticos extremos em maior frequência, como enchentes e ondas de calor, indica o relatório da ONU.

“O documento traz cenários preocupantes de mudanças do clima, evidenciando ainda mais a vulnerabilidade do setor. Ressaltamos que o setor agropecuário é um dos mais vulneráveis à mudança do clima”, disse o ministério.

A pasta afirmou que trabalha na mitigação de emissão de gases do efeito estufa no setor agropecuário. O ministério também mencionou a iniciativa da Carne Carbono Neutro.

Já o Ministério do Meio Ambiente, comandado por Joaquim Leite, declarou apenas que o País não vai mudar as metas de emissão de gás carbônico. “O compromisso brasileiro é uma meta percentual de redução de emissões frente ao ano base de 2005 e, por ser de longo prazo, não foi e não deve ser alterada a cada revisão metodológica”, declarou a pasta.

“Ela é uma das mais ambiciosas entre os países em desenvolvimento, por abarcar a economia como um todo e apresentar metas intermediárias”, completou.

A diminuição nas emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa pode limitar as ameaças dessas mudanças climáticas. Caso contrário, alguns dos efeitos diretos para países como o Brasil serão secas mais frequentes e a queda na capacidade de produção de alimentos.

Na gestão do presidente Jair Bolsonaro, o número de focos de incêndios em regiões como Amazônia, Pantanal e Cerrado disparou. Em 2020, o Cerrado brasileiro, assim como o Pantanal, registraram as piores queimadas já captadas pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Hoje tem mais vacina 1ª e 2ª doses em Luís Eduardo Magalhães.

Serão vacinada pessoas a partir de 35 anos e profissionais da educação; estão disponíveis 660 doses.

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, informa que estão disponíveis 660 doses para primeira vacinação contra o Covid-19, que serão aplicadas nesta terça-feira (10), para pessoas a partir dos 35 anos e profissionais da educação maiores de 18 anos.

Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência.

Profissionais da Educação
Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço.

Segunda dose
A Segunda dose para Coronavac e Oxford continua sendo aplicada. Se a data estiver marcada no seu cartão de vacina, compareça ao sistema Drive-Thru.

TSE encaminha ao Supremo mais uma notícia-crime sobre Bolsonaro

Ministros do TSE encaminharam uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda, solicitando a apuração de eventual delito na divulgação de informações confidenciais do inquérito da Polícia Federal que investiga o ataque hacker sofrido pelo tribunal em 2018.

“Por se tratar de conjunto de informações que deveriam ser de acesso restrito e podem causar danos à Justiça Eleitoral e ao próprio processo democrático de realização e apuração das eleições, solicita-se, ainda, a concessão de medida cautelar criminal com o objetivo de remover as referidas publicações das redes sociais”.

Com informações da Coluna Radar da Veja.

Petróleo experimenta fortes quedas depois de alerta climático e variante Delta na China.

Novo lockdown em província da China põe 4,9 milhões em isolamento -  Internacional - Estadão

Os preços do petróleo despencavam mais de 4% nesta manhã de segunda-feira (09), ampliando as perdas da semana anterior. O foco segue para a disseminação da variante Delta do coronavírus na Ásia, principalmente China, além de atenção para um alerta climático emitido por painel das Nações Unidas (ONU).

Às 09h30 (de Brasília), os futuros do petróleo Brent recuavam 3,94%, a US$ 65,59 o barril, mas testaram o menor patamar até o horário em US$ 67,60. O WTI caía 3,68%, a US$ 68,09 o barril, com mínima de US$ 65,15, sendo o menor nível de negociação desde maio.

As novas restrições na China por conta da variante Delta da Covid-19 preocupam o mercado global por conta dos impactos que podem causar na recuperação da demanda global por combustíveis.

No país asiático, por exemplo, as recentes restrições abrangem vôos, viagens terrestres e limites de transporte público e serviços de táxi.

“As preocupações sobre a potencial erosão na demanda global de petróleo ressurgiram com a aceleração da taxa de infecção da variante Delta”, disse em nota nesta segunda-feira o analista do RBC Gordon Ramsay. A situação preocupa porque a China é a segunda maior consumidora de petróleo do mundo.

Nesta segunda-feira, a China relatou 125 novos casos de Covid-19, sobre 96 no dia anterior, segundo uma contagem da Reuters. Na Malásia e na Tailândia, as infecções atingiram recordes diários.

O mercado também acompanhava neste início de semana, segundo a Reuters, o alerta de um painel das Nações Unidas sobre a mudança climática no mundo. “Os alarmes são ensurdecedores”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.

“Este relatório deve soar como uma sentença de morte para o carvão e os combustíveis fósseis, antes que destruam nosso planeta”, complementou.

Com informações da Reuters

Produtores do Cascudeiro retomam reuniões das comunidades da Aiba no modo presencial.

A união dos produtores rurais da região oeste tem sido fundamental para os avanços alcançados nas últimas décadas em diversas frentes. Muito do que foi conquistado, ao longo do tempo, teve início nas reuniões promovidas por entidades representativas, como a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Esses encontros, cujas pautas debatem temas gerais e específicos das áreas em que são realizados, continuam sendo relevantes para estreitar os laços entre dirigentes e produtores e para a articulação das prioridades para o próximo ciclo.

Após a suspensão das Reuniões das Comunidades da Aiba, no modo presencial, em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, os produtores rurais da área produtiva de Cascudeiro, no município de Baianópolis, receberam, com todas as medidas sanitárias, a comitiva da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), no início da noite desta quinta-feira (05), no ginásio de esportes da localidade.

Na abertura do evento, a delegada regional da Aiba, Eleide Timm, fez um breve levantamento dos pleitos da comunidade e ressaltou a importância da participação dos produtores. “Esse é o momento em que nossa região tem um contato mais direto com a Aiba. Então é a oportunidade para falarmos de tudo o que precisamos melhorar, por aqui, e sabermos de que forma a entidade pode contribuir para a solução dos problemas”.

Os principais assuntos debatidos na ocasião, foram: as tratativas relacionadas à Floresta Nacional (Flona) de Cristópolis, explanadas pelo assessor jurídico da Aiba, Dr. Olegário Macedo; segurança no campo, apresentada pelo tenente PM Paulo Ricardo, da Rondesp; e os requisitos do check list do CREA, pelo supervisor de fiscalização da entidade na região, Daniel da Mota.

“A comunidade de Cascudeiro está integrada ao cenário agrícola do oeste baiano e participa das lutas pelas demandas de interesse do setor. A partir desse momento de interação e debate, nós fortalecemos ainda mais a amizade entre as partes e definimos os rumos que devemos seguir juntos”, declarou o presidente da Aiba, Odacil Ranzi. “Temos dado todo o suporte, jurídico e técnico, tanto para a solução da questão da Flona, quanto nos outros assuntos abordados”, finalizou.

O vice-presidente, Moisés Schmidt, o diretor financeiro Hélio Hopp e o diretor executivo da entidade, Alan Malinski, também participaram do encontro, conversando com os agricultores locais e apresentando, por meio de slides e vídeos institucionais, os projetos que vêm sendo desenvolvidos na instituição. 

Mais uma bravata do tiranete arruaceiro.

Exército Brasileiro recebe nove viaturas lança mísseis ASTROS — Português (Brasil)

O comboio militar, que fará uma demonstração de força para o presidente, na manhã desta terça-feira (10), percorrerá a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional, até chagar ao Palácio do Planalto

Quem tinha esperanças de que Jair Bolsonaro fosse baixar o tom pode perdê-las agora. Amanhã de manhã, dia marcado para a votação da PEC do voto impresso no Congresso, um comboio de veículos blindados, incluindo tanques de guerra e lança-mísseis, percorrerá a Esplanada dos Ministérios e estacionará em frente ao Palácio do Planalto.

Lá, o comandante do comboio desembarcará para protagonizar uma cerimônia de entrega ao presidente do convite para presenciar o maior treinamento militar da Marinha no Planalto Central.

A Operação Formosa, marcada para a semana que vem, terá, além de veículos anfíbios, aeronaves, carros de combate, veículos de artilharia, lançadores de foguetes e a participação de 2 500 militares. E pela primeira vez na história contará com a participação do Exército e da Aeronáutica.

Thaís Oyama, no UOL

Quarenta e dois anos depois do fim do Governo Geisel, vemos, que ao menos no julgamento do Capitão aposentado do serviço público, por atos terroristas, ele tinha razão: “É um bunda suja”, dizia.

Barreiras lamenta morte por Covid. Bahia tem 28 óbitos nesta segunda.

Fonte Dircom

Foi com muita tristeza e pesar que tomamos conhecimento do falecimento da senhora Viviane de Souza Miranda, aos 44 anos de idade, ocorrido nessa sexta-feira, 06, no Hospital do Oeste, em Barreiras.

Natural de Iraquara, na Chapada Diamantina, Viviane escolheu Barreiras há 23 anos para morar. A empresária deixa enlutado o viúvo Laudelino Alves, além de profundas saudades nos filhos amados Marlon, Eder e Paloma, e na neta Eloá.

Neste momento de dor e saudades, nos unimos aos familiares, parentes da senhora Viviane, para transmitir nossas condolências, pedindo a Deus que conforte os corações de todos.

Bahia registra 386 novos casos de Covid-19 e mais 28 óbitos pela doença

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 386 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,0%) e 843 recuperados (+0,1%). O boletim epidemiológico desta segunda-feira (09) também registra 28 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.202.820 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.173.696 já são considerados recuperados, 3.141 encontram-se ativos e 25.983 tiveram óbito confirmado.

boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.457.299 casos descartados e 229.264 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta segunda-feira. Na Bahia, 51.556 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Com 6.781.955 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose, dos quais 2.834.221 receberam também a segunda aplicação, e mais 251.915 vacinados com o imunizante de dose única, até as 17 horas desta segunda-feira, a Bahia já vacinou 63,45% da população baiana com 18 anos ou mais (estimada em 11.084.666) com, pelo menos, a primeira dose ou com a vacina de dose única. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/.

Como morrem as repúblicas, sempre nas mãos de tiranetes fardados.

Como era a ‘Venezuela saudita’, um dos países mais ricos dos anos 50 e 80. O Presidente do Brasil, que sempre deixou clara sua admiração por Chavez, lamenta hoje que os venezuelanos comam gatos e cachorros. No Brasil do futuro podem faltar gatos e cachorros.

  •  Por Diego Pardo, da BBC News Mundo
Manifestante embaixo da bandeira da Venezuela

CRÉDITO,EPA População venezuelana tem ido às ruas em atos contra ou a favor do presidente Maduro

Das décadas de 50 a 80, a Venezuela nada se parecia ao que é hoje.

Se atualmente o país atravessa uma crise sem precedentes, sem data para terminar, no passado chegou a ser um dos mais ricos da América Latina, dando inveja em seus vizinhos.

Um de seus apelidos era, por exemplo, “Venezuela saudita”, em alusão à Arábia Saudita, devido à riqueza por conta do petróleo.

Na capital, Caracas, os prédios eram altos e modernos para a época. As rodovias, largas. Os hotéis eram considerados um “luxo em um paraíso tropical”. E os venezuelanos tinham o título de maiores consumidores de uísque do mundo.

Esse cenário faz com que a atual crise venezuelana não seja só dramática por causa da hiperinflação, pobreza e escassez de alimentos e remédios – problemas ocorridos nos últimos anos, sob o governo de Nicolás Maduro. Ela também é dramática porque os venezuelanos estavam acostumados a viver com certo conforto.

No país, algumas pessoas costumam dizer que “éramos felizes e não sabíamos”. Outra piada da época era a seguinte: “Isso está barato, então me dê dois”.

De certa forma, esse alto poder de compra dos venezuelanos era fictício. Então, quão rica era realmente a Venezuela?

Melhores índices econômicos

Na primeira metade do século 20, a Venezuela já era um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Mas o poder de produção estava na mãos de empresas estrangeiras, enquanto os governos se ocupavam de seguidas crises políticas.

Em 1958, depois da queda do regime militar de Marcos Pérez Jiménez (1914-2001), a Venezuela viveu as três melhores décadas de sua história em termos econômicos.

Caracas em 1980

Crescimento econômico melhorou infraestrutura da Venezuela entre as décadas de 1950 e 1980; imagem mostra Caracas no ano de 1980

Entre 1959 e 1983, o desemprego no país se manteve na marca de 10%. No mesmo período, o crescimento médio do país foi de 4,3% por ano – a inflação também era menor do que a registrada em outros países da América Latina.

A estabilidade da moeda local, o bolívar, permitia que muitos venezuelanos conseguissem sair do país para temporadas de férias, principalmente com destino a Miami, nos Estados Unidos, vista como um paraíso do consumo.

Nos anos 70, os venezuelanos tinham o maior poder de compra entre os países América Latina – quase três vezes maior que o dos brasileiros -, segundo um índice da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Esse cenário durou até a década de 1990.

Avanços estruturais

Na década de 50, a ditadura de Marcos Pérez Jiménez ficou marcada por uma série de violações de direitos humanos, como tortura e prisões arbitrárias de opositores.

Por outro lado, seus apoiadores argumentam que o governo de Jiménez foi responsável por uma série de obras importantes para o desenvolvimento do país, como uma importante rodovia que liga Caracas à costa caribenha, hotéis de luxo e dois prédios que por muitos anos foram os mais altos da América Latina.

Os governos democráticos que se seguiram à queda de Jiménez herdaram essa infraestrutura. Por algumas décadas, os presidentes conseguiram manter uma inédita estabilidade econômica e política, além de apaziguar a disputa histórica entre civis e militares, que até então disputaram o poder de forma dura.

Nesse período, entre o final da década de 50 e os anos 80, a Venezuela chegou bem perto de resolver um de seus problema mais profundos: a dependência dos preços do petróleo no mercado mundial. Se o preço estivesse alto, o país desfrutava de um bom retorno financeiro.

Com boas reservas, o governo chegou a construir a siderúrgica Sidor e uma grande hidrelétrica para alavancar o setor de energia – obras consideradas de primeiro mundo.

Na década de 1970, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), formado principalmente por árabes, suspendeu a venda de petróleo para os Estados Unidos e outros países que forneceram ajuda militar a Israel na Guerra do Yom Kipur. A decisão beneficiou a Venezuela, que tinha acabado de nacionalizar as empresas de petróleo.

O governo de Carlos Andrés Pérez (1922-2010), que por duas vezes governou o país entre 1974 e 1993, combinou as boas relações com os Estados Unidos com o aumento de subsídios para cesta básica e massificação da educação pública.

Carlos Andrés Pérez, ex-presidente da Venezuela, em imagem de 1992

CRÉDITO,AFP Carlos Andrés Pérez (1922-2010) presidiu o país em um momento de expansão da economia e de projetos de infraestrutura e educação

O governo Pérez também investiu em educação superior, com objetivo de melhorar a qualificação dos jovens venezuelanos.

A Venezuela também investiu em cultura, criando importantes teatros, centros culturais, museus e editoras de livros.

O problemas, no entanto, continuaram

Apesar do crescimento econômico e melhorias de infraestrutura, a Venezuela, no fundo, nunca conseguiu resolver seus problemas mais graves. A educação é um deles.

Mesmo com duas importantes universidades e a tentativa de massificação do ensino, a educação pública continuou excludente para parte da população mais pobre.

Em 1983, o país passou a enfrentar uma crise econômica. A pobreza voltou a crescer exponencialmente depois de três décadas em queda.

Pilha de notas de bolívares ao lado de rolo de papel higiênico

CRÉDITO,REUTERS Inflação na Venezuela é hoje de longe a mais alta da América Latina, batendo 1.000.000% no ano passado; na foto, pilha de bolívares necessária para comprar um rolo de papel higiênico

Outro problema histórico voltou a aparecer: a corrupção de políticos e servidores públicos.

Os dólares do petróleo que garantiam a estabilidade econômica e política diminuíram. Com isso, aumentou o descontentamento da população com o governo.

A crise econômica e, com ela, a queda do poder de compra e o aumento da pobreza levaram os venezuelanos a se sentirem descrentes em relação aos políticos e partidos tradicionais.

Esses fatores levaram o país a eleger, em 1998, um militar que prometia mudanças: o tenente-coronel Hugo Chávez.

Hugo Chávez e sua esposa Marisabel Rodriguez de Chavez, em passeata em fevereiro de 1999

CRÉDITO,AFP Hugo Chávez venceu as eleições presidenciais em 1998 depois de uma longa crise econômica na Venezuela

Durante seu governo, país voltou a crescer, impulsionado por uma nova bonança do petróleo. Chávez se tornou o político mais popular da história venezuelana. Ele aproveitou essa chuva dos chamados “petrodólares” para financiar de programas sociais a importações de praticamente tudo que era consumido no país.

Hoje, com Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, o petróleo ainda domina a economia venezuelana e representa praticamente a totalidade de suas receitas de exportação.

Em 2014, no entanto, o preço da matéria-prima desabou e o país entrou em uma severa crise econômica.

O preço caiu em parte devido à recusa de Irã e Arábia Saudita – outros dois dos grandes produtores – em assinar um compromisso para reduzir a produção. Outros fatores foram a desaceleração da economia chinesa e o crescimento, nos EUA, do mercado de produção de óleo e gás pelo método “fracking” – o fraturamento hidráulico de rochas.

Além de receber menos dinheiro por seu principal produto, a Venezuela também teve uma queda significativa na produção. Quando Chávez assumiu pela primeira vez o país, em 1999, a produção era de mais de 3 milhões de barris por dia. Hoje, é de cerca de 1,5 milhão, segundo a Opep – é o pior nível em 33 anos.

Maduro fala no microfone de dentro de um escritório

CRÉDITO,GETTY IMAGES. Venezuela vive sua mais severa crise sob governo de Nicolás Maduro 

Recentemente, os Estados Unidos também impuseram duras sanções à indústria petrolífera do país com o objetivo de pressionar Maduro a renunciar.

A crise afetou fortemente a população. Parte dela faz constantes protestos contra Maduro.

A crise e a fome

A fome fez os venezuelanos perderem, em média, 11 quilos no ano passado. A violência esvazia as ruas das grandes cidades quando anoitece. E a situação provocou um êxodo em massa para países vizinhos, como a Colômbia.

Um relatório de julho de 2018 da OIM (Organização Internacional para Migrações) aponta que pelo menos 50 mil pessoas se fixaram no Brasil vindas da Venezuela até abril de 2018, um aumento de mais de 1.000% em relação a 2015. O número leva em conta pedidos de asilo e residência.

O país vive a maior recessão de sua história: são 12 trimestres seguidos de retração econômica, segundo anunciou em julho a Assembleia Nacional.

A dimensão do colapso pode ser vista nos números do Produto Interno Bruto. Entre 2013 e 2017, o PIB venezuelano teve uma queda de 37%. O Fundo Monetário Internacional prevê que, neste ano, caia mais 15%.

Em comemoração ao Dia do Estudante, Secretaria de Educação realiza gincana Online

A partir desta segunda-feira, dia 09 de agosto, a Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria de Educação promove a 1º Gincana Estudantil Online.

Todos os seguimentos estudantis participarão da competição remota, desde a creche, até a Educação de Jovens e Adultos, a EJA.

Etapas que serão avaliadas

– Realização e Entrega dos blocos de atividades ofertados pela escola para os alunos no decorrer do I e II trimestre do ano letivo de 2021;

– Desafio de Educação Física. (Enviar vídeo realizando o desafio para a escola);

– Para a Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais – Desenho – Tema do Desenho – “Retratar a sua percepção de como é a vida de estudante no ensino remoto em momento pandêmico”.

Para o Ensino Fundamental Anos Finais e Educação de Jovens e Adultos (EJA) – Frase – Tema da Frase – “Retratar a sua percepção de como é a vida de estudante no ensino remoto em momento pandêmico”.

Kits merenda já estão sendo entregues para pais de alunos de 24 escolas de Luís Eduardo.

Confira as 24 escolas que já estão fazendo a entrega do kit merenda nesta segunda-feira (09), em Luís Eduardo Magalhães.

Lembrando que cada unidade escolar entrou em contato com os pais de alunos, para combinar a retirada.

– CEMEI MAURILIO COMPARIM
– CEMEI MENINO JESUS
– CEMEI PATRICIA OSHIRO
– CEMEI PEQUENO PRÍNCIPE
– C.I.A.S.F SEMENTES DO FUTURO
– CEMEI VITÓRIA FONTANA
– CRECHE MUN.  MARIA AMÉLIA UCHOA
– CEMEI CLEUSA SANTOS SILVA
– CEMEI ZILDA ARNS
– CEMEI MIMOSO I
– ESC. MUN. ALDORI LUIZ TOLAZZI
– COL. MUN. ÂNGELO BOSA
– ESC. MUN. CEZER PELISSARI
– ESC. MUN. FABIO JOHNNER
– ESC. MUN. HENRIQUE DE FREITAS
– ESC. MUN. JARDIM PARAÍSO
– ESC. MUN. JOSÉ CARDOSO
– ESC. MUN. MARLEI TEREZINHA
– ESC. MUN. ONERO COSTA
– ESC. MUN. OTTOMAR SCHWENGBER
– ESC. MUN. PEDRO PAULO CORTE FILHO
– ESC. MUN. SÃO FRANCISCO
– ESC. MUN. VANIA APARECIDA
– ESC. MUN. HERMÍNIO C.  BRANDÃO

Efeito climático na Amazônia já é realidade e Acordo de Paris está defasado, diz brasileiro do IPCC.

Por Emilio Sant’Anna, no Estadão.

Conter as emissões de dióxido de carbono e o aquecimento global era missão 20 anos atrás. Agora, trata-se de correr atrás dos prejuízos e dos efeitos que a inação já nos trazem. Essa é a avaliação de Paulo Artaxo, autor-líder de um dos capítulos do relatório do IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change  e professor da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, minimizar danos é o que tornou possível fazer ante a escalada do aquecimento global descrita no novo relatório da entidade ligada à ONUdivulgado nesta segunda-feira, 9.

O documento produzido por cientistas de 66 países aponta que a Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5ºC acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Artaxo é ainda mais enfático ao afirmar que, na verdade, já ultrapassamos essa marca, mascarada pela emissão de aerossóis – pequenas partículas sólidas e líquidas resultantes da queima de combustíveis sólidos – que refletem a radiação solar e têm como efeito secundário diminuir a energia no sistema climático.

O desmatamento contínuo reduz as chuvas e aumenta as temperaturas locais, colocando também em risco a vegetação remanescente e a produção de alimentos © TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO O desmatamento contínuo reduz as chuvas e aumenta as temperaturas locais, colocando também em risco a vegetação remanescente e a produção de alimentos

Poluentes com efeitos negativos na saúde humana, os aerossóis tendem a ser eliminados ou ao menos diminuírem muito sua concentração na atmosfera. O resultado de uma medida positiva, porém, trará a clara realidade do patamar de aquecimento do planeta em que já estamos.

Qual é a principal mensagem do relatório?

Na verdade, o relatório tem várias mensagens principais. Logo no primeiro parágrafo, ele diz que é inequívoco que o planeta está entrando em rápidas e fortes mudanças climáticas e que o homem é o responsável por isso. Só que a ciência já falou isso há 20 anos, está sendo repetido agora. Mas no relatório há coisas totalmente novas. Ele coloca que se não agirmos imediatamente, alguns “tipping points” perigosos do sistema climático podem ser ultrapassados. Esta mensagem é séria.

O relatório do IPCC aponta o aumento de 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial. Isso é uma certeza?

Sim, claro. O relatório fala exatamente esta frase: 1,5ºC será ultrapassado nos próximos 10 anos. O quarto gráfico do Science for Policy Makers (Ciência para Tomadores de Decisão) mostra o aquecimento do CO2 em graus centígrados, o aquecimento do metano e o resfriamento pelos aerossóis, de 0,5ºC. Os aerossóis, hoje, estão mascarando um terço do aquecimento que já foi feito. Esses detalhes ninguém enxerga e ninguém fala. Eu, que trabalho com aerossóis, falo isso há 20 anos. Mas agora o IPCC colocou em destaque isso e no Science for Policy Makers. Os aerossóis estão mascarando meio grau do que já foi aquecido. Portanto, traduzindo em miúdos, o aquecimento que é de 1,1ºC, na realidade, é de 1.6ºC.

Então, já ultrapassamos 1.5ºC?

Exatamente o que quero dizer. Deste ponto de vista, levando em conta que os aerossóis estão mascarando 0,5ºC, o planeta já se aqueceu 1,6ºC. A segunda parte desta mensagem é que os aerossóis vão sumir do mapa, por duas razões. Se trocarmos a queima de combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural, que produzem aerossóis – por energia solar e eólica, os aerossóis serão reduzidos. Segundo: a Comunidade Económica Europeia já prometeu que nenhum carro com motor a combustão será fabricado na Europa depois de 2030, e na Califórnia, após 2035.

Ou seja, se eletrificarmos os 2,5 bilhões de carros do planeta nos próximos 10 anos, isso vai eliminar a poluição do ar e isso vai eliminar os aerossóis nas áreas urbanas, e aí o planeta vai se aquecer 0,5ºC, e rapidamente. Enquanto demoramos 150 anos para aquecer 1ºC desde a Revolução Industrial, vamos aquecer 0,5ºC, por causa do desaparecimento dessa componente de resfriamento dos aerossóis, nos próximos 15 anos. Isso vai acontecer, é só questão de tempo. Pode demorar 10 anos, na melhor das hipóteses, ou pode demorar uns até 15 anos, na pior das hipóteses

Então, 1,5ºC já era. Na minha opinião, e na do IPCC, 2ºC já eram. Não tem como fazermos a transição nos próximos 30 anos. Nenhum país vai cumprir o Acordo de Paris, e mesmo se todos cumprirem o clima aquece 2.6ºC. Se ninguém cumprir (é um dos cenários traçados pelo relatório do IPCC), teremos um aquecimento de 4ºC. Só que tem um pequeno detalhe: 4ºC de aquecimento médio significa que em áreas continentais, como o Brasil, o aquecimento será de 5,5ºC. É nessa trajetória que estamos indo hoje.

O aquecimento de 1,5ºC virá mais cedo do que o IPCC previa no último relatório?

Sem dúvida. Em 5 anos, aumentaram as emissões, e se aumentaram as emissões, não tem milagre. O planeta vai aquecer em média 1,5ºC ainda nesta década. Esse aumento significa nesta década um aquecimento de 2,5ºC em áreas continentais como o Brasil. Isso é novo. Evito esta classificação de “catastrófico”. O mundo vai ser muito diferente, mas não é o fim. É um mundo de incertezas. Se no Brasil central hoje temos um clima que permite o Brasil ser o maior exportador mundial de soja e carne, nesta década muito provavelmente isso não vai ocorrer mais. Não é especulação: vai decrescer a produtividade agrícola, a grande pergunta é de quanto e quando. É 10%? É 30%? Mas que vai decrescer, não há dúvida, veja a seca que estamos tendo este ano – e isso sem os eventos climáticos extremos.

Se deixarmos aquecer o planeta 4ºC, uma onda de calor que antigamente só ocorria a cada 50 anos, aumenta de possibilidade 38 vezes. Esta onda de calor que estamos passando agora vai se tornar muito mais frequente. Uma floresta como a amazônica, ao longo dos últimos 20 mil anos, teve um clima extremamente estável. Se aumentarem 38 vezes os extremos climáticos, e além disso aumentar a temperatura média em 4ºC, não precisa nem ser cientista para saber o que vai acontecer.

Serão 120 bilhões de toneladas de carbono no ecossistema. Para onde vai esse carbono? Para a atmosfera, agravando o efeito estufa, mas esse fenômeno não está nas projeções. Isso corresponde a 10 anos da queima de todos os combustíveis fósseis no planeta, que é 10 bilhões de toneladas por ano, que equivale a 38 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Nos últimos quatro meses há vários trabalhos mostrando como a Amazônia está se tornando uma fonte de carbono para a atmosfera global, principalmente na parte sul e na parte leste, perto de Santarém e de Alta Floresta. Já começou, este é o ponto importante. Vai parar, não vai parar, o que vamos fazer com isso? É a pergunta que vale 1 milhão de dólares.

Paulo Artaxo, especialista da USP e integrante do IPCC © Márcio Fernandes/Estadão Paulo Artaxo, especialista da USP e integrante do IPCC

O relatório diz que ainda é possível estabilizar a temperatura, mas para isso a gente tem que mitigar a emissão de carbono…

Imediatamente zerar essas emissões antes de 2050 e sequestrar metade do que a gente emitiu até hoje entre 2050 a 2100. Quem tem de tomar a decisão sobre isso não é o IPCC, ele não pode ser prescritivo, ele se baseia exclusivamente na ciência. Na minha opinião pessoal, isso não vai acontecer porque todo sistema econômico, industrial e político é baseado no lucro mais rápido, não importa as consequências para o futuro. Veja o Brasil.

Há algum espaço ainda para ser negacionista em relação às mudanças climáticas?

Não, tanto é que eles sumiram do mapa. Você não vê mais qualquer cientista ou pesquisador falando qualquer coisa contra, não existe mais. Tinha o ministro das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), ou o (Ricardo) Salles (do Meio Ambiente), mas aí é uma questão ideológica, ou até religiosa. Mas na verdade é (sobre) quem está ganhando dinheiro com o atual sistema e não quer mudar nada nesse sistema.

Estamos falando de 1,5ºC a 2,5ºC a mais no Brasil central. Isso vai impactar diretamente a produção e os tomadores de decisão.

Sim, tanto é que a JBS lançou um fundo de US$1 bilhão de proteção da Amazônia. Com isso, eles ganham um pouco mais de tempo.

A que esse aumento médio de 1,5 grau na temperatura do planeta vai corresponder na nossas vidas em 2030?

Esses eventos climáticos extremos que a gente está vendo no Canadá, nos Estados Unidos, no Brasil Central, no Nordeste brasileiro vão se tornar muito mais frequentes. Grandes secas, inundações, enchentes em cidades como São Paulo, e vai por aí afora. Já está ocorrendo, não é previsão para o futuro. E a questão da produção de alimentos é uma das mais críticas nessa história: como vamos alimentar 10 bilhões de pessoas em 2050? É uma pergunta muito razoável. E não tem resposta.

O senhor tem filhos?

Tenho, e é por eles que faço esse trabalho. Isso não é mais uma questão científica, é uma questão para vocês jornalistas. A ciência já fez o trabalho dela, agora quem tem a responsabilidade de levar essa mensagem para o público em geral e para os tomadores de decisão não é a ciência, são os jornalistas.

Agora mesmo que todas essas medidas sejam tomadas, o mundo será um mundo muito diferente, mais extremo.

Vai, disso não há dúvida. Já está acontecendo, não é para o futuro.

Quase não há informações no relatório sobre o surgimento de novas doenças, como a covid-19. Por quê?

Tem um quadro em um dos capítulos dizendo que os impactos na saúde serão muito fortes, a mudança de vetores de doenças como malária será grande, e que outras pandemias como a da covid vão se tornar mais prováveis. Isso no melhor dos cenários.

Ainda temos uma janela de oportunidades? Mas, com esses cenários apresentados pelo IPCC, para que oportunidades exatamente?

Temos uma janela de oportunidades para evitar que “tipping points” perigosos do sistema climático sejam atingidos: extinção da floresta amazônica, mudança na circulação oceânica termalina, liberação de metano pelo derretimento do permafrost na Sibéria e no Canadá e derretimento das geleiras da Antártica. Em 2300, nós estamos por um aumento do nível do mar de 16 metros.

Imagine Rio de Janeiro, Manhattan, Recife, Salvador… Esta é a trajetória que a gente está seguindo. Até 2100, o nível do mar vai aumentar um metro. E um metro, em média. Em algumas regiões aumenta mais, em outras aumenta menos. Muito provavelmente no século que vem não vai ter praia. Temos de batalhar para parar o desmatamento, mas alguns pontos já foram ultrapassados, sem dúvida.

Nesse cenário, o acordo de Paris já está defasado?

Ele já está defasado, por isso que os países na COP 2026 vão renegociar os seus compromissos, não é à toa que os países como os Estados Unidos e a Alemanha estão pressionando para que outros países apertem os compromissos, para tentar fazer com que os outros cumpram, mesmo que eles não cumpram, faz parte do jogo político. Os 5% da população mais rica do planeta são responsáveis por 60% das emissões – isso não está escrito no relatório.

Como você avalia a gestão Jair Bolsonaro em relação ao que traz o relatório?

O Brasil tem dois aspectos importantes. O primeiro é o desmatamento da Amazônia, e o segundo é a falta de incentivos para a geração de energia sem emissão de carbono, energia eólica e solar. Não há programas consistentes de longo prazo para isso. O Brasil está perdendo uma oportunidade de ouro de se tornar um país sustentável e com isso ter uma liderança mundial do ponto de vista econômico. Isso claramente está acontecendo. E não é só o governo Bolsonaro, o Congresso Nacional é dominado por 60% de ruralistas, que vão sofrer os efeitos das mudanças climáticas, mas na filosofia desse pessoal, só conseguem pensar nos próximos quatro anos, talvez oito, o ‘meu mandato’. Depois disso não têm o menor compromisso com a sustentabilidade do planeta. E com as empresas é a mesma coisa: querem o maior lucro no menor tempo possível. Se não mudar isso, não tem o que fazer.

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Funcionários de propriedades rurais de Roda Velha recebem curso para a prevenção de incêndios e queimadas

Queimadas na Bahia aumentam 58% em comparação ao ano passado; VÍDEO | Bahia | G1

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Soja Plus, realizou o primeiro curso NR-23, em 2021, que é direcionado ao combate e proteção contra incêndios em propriedades rurais na região oeste. A capacitação, promovida em Roda Velha, no município de São Desidério, abre a sequência que vai atender outros quatro núcleos produtivos regionais.

O curso tem como objetivos prevenir princípios de incêndio, garantindo a saúde e segurança de todos envolvidos, bem como reduzir os danos materiais nas fazendas, além de instruir os participantes para combater queimadas, realizar primeiros socorros, coordenar evacuação de pessoas, acionar os serviços externos especializados e controlar os riscos de acordo com o local.

Na quinta-feira (05), a parte teórica do curso, que traz fundamentos e estratégias de combate às chamas foi ministrada ao público formado por trabalhadores e coordenadores de campo das fazendas. No segundo dia, foram realizados treinamentos práticos nas dependências da Fazenda Zuttion.

Renilton Ramos de Souza, funcionário da Fazenda California, aproveitou o momento para aprender mais sobre o tema. “Este curso é muito importante para saber o que realmente é a NR-23. Ele também ensina a salvar vidas, além de mostrar opções de como a empresa pode crescer fazendo tudo de forma correta”, disse.

A coordenação local do Programa Soja Plus, lembra a importância do curso nesse período. “Estamos em um momento de iminência de aumento de focos de incêndios no oeste baiano, devido ao clima seco que está se intensificando. Ressaltar, nesse curso, os cuidados nos focos iniciais e os pontos de origem do fogo, que geralmente começa em pequenas instalações, até tomar grandes proporções, de difícil controle”, enfatizou Aloísio Júnior.

Além desta, o cronograma traz mais quatro capacitações, em outras localidades estratégicas da região. O próximo encontro, exclusivo para associado da Aiba, será nos dias 12 e 13 de agosto, na fazenda Serrana, em Correntina, na comunidade de Rosário. Os cursos são realizados pela entidade agrícola em parceria com a Abiove, com o apoio da Porto Brasil extintores. Para acompanhar nossa agenda siga o perfil da Aiba no Instagram, @aibaoficial.

Guarda Civil Municipal e Sutrans atuam no campo e na cidade.

A Secretaria de Segurança de Luís Eduardo Magalhães, através da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Superintendência de Trânsito (Sutrans), continuam com o trabalho preventivo.

Neste final de semana, fizeram Ronda nas comunidades rurais do Assentamento Rio de Ondas e Novo Paraná.

“Na zona urbana do município foram atendidas ocorrências de perturbação do sossego, além de outros crimes”, relatou o secretário de Segurança, João Paulo Nascimento.

Leilões do Detran-BA: chances de bons negócios em Salvador e interior.

Um Fiat Uno em bom estado: promessa de bom negócio

Simultaneamente três oportunidades para realização de negócios em ambiente virtual estão em andamento, através de leilões com 1.337 lotes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA), com lances a partir de R$100.

O primeiro leilão ocorre no dia 16 deste mês, através do site (www.kcleiloes.com.br) com oferta de veículos servíveis e sucatas aproveitáveis custodiados nos pátios de Salvador e Vitória da Conquista. Um dos destaques na capital baiana é um Kia Cerato EX2 2010 com bancos de couro e lance inicial de R$ 4 mil. No dia seguinte é a vez do leilão dos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Camaçari e Irecê que oferecem veículos e lotes de sucatas com ofertas exclusivas para empresas de autopeças, através do site (www.patiorochaleiloes.com.br)

De acordo com a presidente da Comissão de Leilão do Detran-BA, Júlia Sanches, em meio à crise econômica, os eventos representam uma boa oportunidade para o cidadão arrematar veículos em boas condições, com preços acessíveis. “Também os lotes de sucatas têm estimulado a reciclagem, movimentando o segmento”, pontua Sanches.

Vantagens

Outra vantagem dos leilões é que o comprador não assume dívidas pendentes do veículo, se responsabilizando apenas pelo pagamento do IPVA do exercício atual. Teixeira de Freitas, Senhor do Bonfim e Conceição do Coité encerram a série de leilões, no dia 18 de agosto, a partir das 9h. Os lances acontecem no site do leiloeiro oficial (www.nordesteleiloes.com.br).

Entre os destaques estão um Uno Way 1.0 / 4 portas, ano de fabricação 2011, com lance inicial de R$ 1.800, e uma moto CBX 250, com lance inicial de R$ 450. Os leilões acontecem na modalidade online e nos sites indicados, além de oferecer os lances, o interessado pode pesquisar maiores informações sobre os veículos, com fotos e endereços para visitação. Para conferir o edital completo, basta acessar o site (www.detran.ba.gov.br) e clicar no menu Leilões.

Novas variantes da Covid ainda poupam o Nordeste. Mas a terceira onda deve ser muito grave.

Pelo que foi visto ontem à noite, nos folguedos de final de semana, a terceira onda de Covid será muito forte em Luís Eduardo Magalhães.

Aglomeração, gritos, narguilés e muita bebida. Em frente às duas distribuidoras de bebidas da Cidade Universitária havia tanta gente que ocuparam o leito da rua. Mal e mal davam passagem para um carro por vez. Máscaras? Nenhuma, para dizer que a exceção confirma a regra.

Um caso perigoso, quando se sabe que as novas variantes não respeitam crianças e jovens. São mais agressivas na contaminação e no agravamento dos sintomas.

CPI denunciará “Capitã Cloroquina” ao Tribunal de Haia por crime de lesa-humanidade.

CPI denunciará “Capitã Cloroquina” ao Tribunal de Haia por crime de lesa-humanidade

Senadores têm provas de que Maya Pinheiro usou a população de Manaus como cobaia para experimentos científicos com cloroquina

Renan Calheiros já decidiu com os demais senadores que compõem o G7, grupo de sete senadores que têm maioria na CPI da Pandemia, que a médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde conhecida como “Capitã Cloroquina”, será denunciada ao Tribunal Penal Internacional de Haia por crime de lesa-humanidade.

Na avaliação dos senadores, está provado que Mayra usou a população de Manaus como como cobaia para experimentos científicos com a cloroquina, comprovadamente ineficaz contra a Covid-19.

Ao dirigir a ação do Estado para promover o uso de medicamentos prejudiciais aos manauaras, analisaram os senadores, Mayra cometeu crime contra a humanidade.

Guilherme Amado – Metrópoles

Neto rejeita de plano projeto de se unir ao bárbaros do bolsonarismo.

O ex-prefeito ACM Neto (DEM) desmentiu hoje por meio de suas redes sociais a existência de qualquer acordo entre ele e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visando a sucessão de 2022.

Ele chegou a lembrar que a prioridade de seu partido é lançar candidato à Presidência da República no próximo ano e criticou o comportamento do colunista de Veja que divulgou a notícia.

“É lamentável que um colunista de Veja, sem me ouvir, faça ilações absolutamente improcedentes sobre as eleições”, pontuou o político baiano, que é candidato ao governo da Bahia.

À imprensa, Neto distribuiu o print de um tweet:

Neto tem razão: ao enfrentar uma dura luta na sucessão estadual, depois de 16 anos de poder dos coligados PT, PP e PSD, não tem necessidade nenhuma de embarcar na nau dos afogados do bolsonarismo. Algo que ACM Neto sempre demonstrou foi de que a política é a arte dos prudentes. Não existe carência de se unir a arruaceiros e conspiradores. 

Luís Eduardo vacina profissionais de Educação e maiores de 35 anos.

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, inicia nesta segunda-feira (09), das 8h às 16h, no sistema Drive-Thru, a vacinação para primeira dose contra o Covid-19, de pessoas a partir dos 35 anos de idade.

Profissionais da educação maiores de 18 anos continuam sendo imunizados.

Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência.

Profissionais da Educação
Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço.

Segunda dose
A Segunda dose para Coronavac e Oxford continua sendo aplicada. Se a data estiver marcada no seu cartão de vacina, compareça ao sistema Drive-Thru.

SAMU de Luís Eduardo realiza treinamento com socorristas.

Na manhã deste sábado,7, aconteceu mais um treinamento que é realizado todo o mês pela equipe do SAMU de Luís Eduardo Magalhães. Médicos, condutores, enfermeiros, e técnicos em enfermagem participaram do treinamento que foi realizado no auditório da Secretaria de Educação, localizada na rua José Cardoso de Lima.

O treinamento ficou por conta do enfermeiro Flávio Neves, que abordou o assunto (vias aéreas invasivas e não invasivas).

“É muito importante esse treinamento do SAMU, pois é se aperfeiçoando a cada dia que capacitamos esses profissionais para melhor atender e fazer abordagem de um paciente em estado grave, que precise de uma via área definitiva, que é quando a gente faz a intubaçao. Também abordamos as questões particulares de COVID-19, que é bem frequente para evoluir para intubaçao orotraqueal. Além de abordarmos assuntos como vítimas de traumas e vítimas de AVC” contou Flávio Neves.

Do blog de Sigi Vilares.

O confisco de renda que a Petrobras realiza vai parar nas mãos dos muito ricos.

Foi para isso que Dilma Rousseff foi apeada do poder. Para sequestrar os lucros da Petrobras e do Pré-Sal, que seriam aplicados em programas sociais, e transferi-los aos acionistas, isto é, o grande capital, a maior parte de fundos estrangeiros.

É um confisco de renda gigantesco da renda da classe média que rendeu até R$42 bilhões em lucros em apenas um trimestre.

O instrumento desse confisco é o presidente Messias e seu discípulo Paulo Guedes. Mas até os grandes investidores estão sentindo que a instabilidade emocional e a arruaça, imposta pelo Messias e por Guedes pode dar maus resultados.

Tragédias explicam por que agosto é conhecido como ‘mês do desgosto’.

Carta-testamento de Getúlio Vargas: 63 anos de um marco nacional | PDT

De Sérgio Augusto, para o Estadão

Já estamos há sete dias no mês de agosto e o mundo, que eu tenha notado, não acabou. Se o apocalipse estiver agendado para daqui a seis dias, só na sexta-feira (13!) ficaremos sabendo. A última vez que o mundo ficou de acabar foi em 2012: predição pré-colombiana, de origem maia, furada como as que a antecederam e sucederam.

Ainda que ninguém, até agora, tenha previsto o cataclismo final para esses dias, recomenda-se não facilitar com agosto, que não apelidaram de “mês do desgosto” e “mês do cachorro doido” à toa. Do “cachorro doido” porque onde é verão este mês, os cães costumam ser mais atacados pela raiva.

“Mês das chuvas de meteoro” também caberia. Sim, caem mais meteoros na Terra em agosto do que nos outros meses do ano. Até por rimar com agosto, “mês do desgosto” foi o que pegou. Com todos os méritos.

Que me desculpem as pessoas amigas e muito queridas que nasceram este mês, mas tradição é tradição, e a crendice de que um urubu pousou na sorte de agosto vem de muito longe – como, aliás, também a pecha que há séculos paira sobre o número 13.

O oitavo mês do ano já nasceu assimétrico, tisnado pela inveja e a arbitrariedade. Inveja do imperador Augusto, que, não satisfeito com a homenagem nominal e invejoso dos 31 dias de julho (tributo a Júlio César), acrescentou a seu mês mais um dia. Antes, agosto se chamava sextilis, por ser o sexto mês do calendário romano antigo, pelo qual o ano começava em março. Janeiro e fevereiro foram acréscimos do calendário gregoriano.

Quando a má fama nasceu? Talvez com o suicídio de Cleópatra, a 10 ou 12 de agosto de 30 a.C. Na Era Cristã, a coisa desandou.

Todos os dias do ano são, para uns e outros, fatais, lutuosos, mas o repertório de agosto em perdas de vidas demasiado preciosas, tragédias pessoais e desgraças coletivas, em golpes de Estado, terremotos, furacões, chacinas e execuções é, estatisticamente, insuperável e, digo de experiência própria, incalculável. Faz tempo que desisti de produzir um livro sobre os infortúnios que, ao longo da história, deram má fama ao mês e alimentaram as superstições em torno dele.

Peso bem maior que o 13 de agosto, por exemplo, tem o dia 24. E não só porque, para nós, brasileiros, foi num 24 de agosto que o suicídio de Getúlio Vargas chocou até seus inimigos e alterou o curso de nossa história política contemporânea. Naquela mesma data, 1875 anos antes, Pompeia viveu seus últimos dias antes de praticamente desaparecer sob as lavas do Vesúvio, e, 331 anos depois, Roma foi ocupada pelos visigodos. Massacres de judeus ocorreram na Alemanha (Mainz, 1349) e em Palma de Mallorca (1391), os huguenotes foram trucidados no Dia de São Bartolomeu (Paris, 1572), tropas inglesas incendiaram a Casa Branca em 1814.

No calendário de guerras, agressões armadas, anexações espúrias e golpes militares, agosto excede. Vá juntando aí: a batalha de Alcácer-Quibir, em que D. Sebastião perdeu a vida (e Portugal ganhou um trauma histórico); os primeiros embates do Japão com a China por causa da Coreia; os primeiros ataques aéreos nazistas a Londres; a assinatura do pacto Molotov-Ribbentropp, que por curto período uniu Stalin a Hitler e causou incontáveis defecções nos partidos comunistas do mundo inteiro; os bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki; o início da 1ª Guerra Mundial; a construção do Muro de Berlim; a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia; a derrubada de Mossadegh no Irã, pela CIA, em 1953; o golpe militar na Bolívia em 1986; a rasteira em Gorbachev (1991); a cassação de Dilma; a rejeição da candidatura de Lula à presidência, três anos atrás.

Foi em agosto de 1890 que a sinistra cadeira elétrica executou sua primeira vítima, e, 37 anos mais tarde, os legendários Sacco e Vanzetti. Levaram Anne Frank para o campo de concentração na primeira semana de agosto de 1944. Jack Estripador inaugurou em agosto de 1888 sua matança serial, cujas lições Charles Manson aplicou ao assassinar Sharon Tate, 81 anos depois.

Já que falamos em mortos, uma constatação: os obituários dos vips levados desta pra melhor em agosto – só dos vips, repito – encheriam uma enciclopédia. Pelo menos dois presidentes da República o Brasil perdeu no mês do desgosto: o já citado Vargas e Juscelino Kubitschek. Daqui a dois domingos, estaremos lamentando, pela quadragésima vez, a morte de Glauber Rocha. Em outros agostos também perdemos nosso maior poeta (Drummond), nossa maior estrela internacional (Carmen Miranda) e aquele que o crítico Leo Gilson Ribeiro qualificou de “a Carmen Miranda das letras nacionais”, Jorge Amado.

Se esta fosse a frase de abertura deste artigo, eu começaria perguntando: o que há de comum entre Marilyn Monroe, Elvis Presley, Eça de Queiroz, Rodolfo Valentino, Baudelaire, Trotski, Louise Brooks, Nietzsche, Groucho Marx, Lady Di, Thomas Mann, Ingrid Bergman, John Ford, Fritz Lang, Dorival Caymmi, Jerry Lewis, Delacroix, Balzac, Caruso, Pascal, García Lorca, Oliver Hardy, T.W. Adorno, John Huston, Mies van der Rohe, Diaghilev, Henri Cartier-Bresson, Aretha Franklin, Shostakovich, Janácek, Joseph Conrad?

Agora vocês sabem a resposta. E que me perdoem os familiares e descendentes dos defuntos por mim esquecidos ou omitidos. Por tudo o que acima se relatou, talvez não seja prudente tentarmos rifar Bolsonaro em agosto.

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Folha pede derrubada do “Inominável” em editorial de primeira página.

Descontrolado, chorando, Bolsonaro tem uma alternativa romana ao impeachment: o suicídio. Por Kiko Nogueira

O jornal Folha de S.Paulo, que apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, subiu o tom em editorial publicado nesta sexta-feira (6) contra Jair Bolsonaro. O jornal chama o chefe do Executivo de “ensaio de ditador”, cobra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre a abertura de um processo de impeachment, e critica a “inação” do procurador-geral da República, Augusto Aras.

O editorial é também uma resposta ao manifesto dos bilionários divulgado nesta quinta-feira (6), que rechaça a aventura golpista de Jair Bolsonaro em contestar o sistema  eleitoral vigente.

 O documento tem a adesão de intelectuais, empresários e políticos. Entre os nomes que assinam estão os banqueiros Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, o financista Armínio Fraga, e os economistas Pedro Malan e Persio Arida, assim como o ex-senador Cristovam Buarque.

Leia a íntegra do editorial:

Ensaio de ditador

Inação de PGR e Congresso ameaça democracia; urge reagir, até por sobrevivência

Jair Messias Bolsonaro é um presidente contra a Constituição. Comete desvarios em série na sua fuga rumo à tirania e precisa ser parado pela lei que despreza.

Há loucura e há método na sequência de investidas contra a democracia e o sistema eleitoral, ao passo que o país é duramente castigado pela ausência de governo. São demasiadas horas perdidas com mentiras, picuinhas e bravatas enquanto brasileiros adoecem, morrem e empobrecem.

Os danos na saúde, na educação e no meio ambiente, cujos ministérios têm sido ocupados por estafermos, serão sentidos ao longo de gerações.

Os juros sobem e a perspectiva de crescimento cai quando há nada menos que 14,8 milhões de desempregados. A disparada nos preços de energia e comida vitima os mais pobres. Artimanhas para burlar a prudência orçamentária afugentam investidores.

Aqui a insânia encontra o cálculo. Ao protótipo de ditador cujo governo fracassou resta enxovalhar as instituições e ameaçá-las de ruptura pela força.

Mas o uivo autoritário encontrou reação firme de agentes da lei. O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral incluíram o presidente da República em inquéritos, que precisam ir até o fim.

Os presidentes da Câmara e do Senado e o procurador-geral da República, no entanto, não entenderam o jogo. Por ingenuidade ou interesse equivocado, associam-se a uma figura que se pudesse fecharia o Congresso, o Ministério Público e o Supremo.

Falta ao procurador Augusto Aras perceber que a vaga que ambiciona no STF de nada valeria em um regime de exceção; ao deputado Arthur Lira (PP-AL), que a pusilanimidade de hoje não seria recompensada com mais poder em uma ditadura.

A deliberação sobre os pedidos de impeachment torna-se urgente. Da mesma maneira, os achados e conclusões da CPI da Pandemia devem desencadear a responsabilização do presidente. À Procuradoria cumpre exercer a sua prerrogativa de acionar criminalmente o chefe do governo.

A inação de Aras e Lira põe em risco a democracia; é preciso reagir, até pela própria sobrevivência.

 

Olimpíada é Nordestina para atletas do Brasil: quatro ouros!

Isaquias Queiroz brilha e conquista o ouro na canoagem C1 1.000 m -  Esportes - R7 Olimpíadas

Das seis medalhas de ouro do Brasil, quatro foram conquistados por pessoas nascidas na região, são elas:

  • Ítalo Ferreira, surfe (Rio Grande do Norte)

  • Ana Marcela Cunha, maratona aquática (Bahia)

  • Isaquias Queiroz, canoagem (Bahia)

  • Hebert Conceição, boxe (Bahia).

Como eu disse ontem, meninos e meninas criados com pirão de farinha de mandioca e caldo de cabeça de peixe são invencíveis.

Se a Bahia fosse independente, o Brasil estaria, por enquanto, colocado em 20º lugar e a Bahia em 27º lugar.

Para general Chagas, eventual golpe de Bolsonaro não teria o apoio de militares da ativa.

Fonte: Agência Pública

Em entrevista, o militar conta que ouviu de general do Alto Comando que golpe é “conversa de político” e que Exército não dá “apoio diferenciado” ao atual presidente

Por Vasconcelo Quadros

Aos 72 anos, 38 deles no Exército, o general da reserva Paulo Chagas, conhece suficientemente bem a vida nos quartéis para afirmar que, 36 anos depois da ditadura, os militares da ativa não apoiarão medidas autoritárias como o cancelamento de eleições. “Tem que olhar para o Exército e os generais do Alto Comando. Se o comandante [do Exército] tomar uma posição contrária ao Alto Comando, ele vai ficar sozinho, vai dar uma ordem que não será cumprida.”, disse Paulo Chagas em entrevista à Agência Pública.

Sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro dar um golpe, ele  reproduz o que ouviu de um dos colegas da ativa: “General, o Exército não mudou. Isso aí é conversa de político. Não entra aqui”, revelou. O general diz que o presidente confunde a opinião pública ao inchar seu governo de militares para passar a ideia equivocada de que teria respaldo militar nos conflitos com Judiciário e Congresso. Mas, na opinião Chagas, os militares no governo não têm mais vínculos com os quartéis e, portanto, não teriam capacidade de estimular a tropa a aderir às teses bolsonaristas.

Chagas faz parte do grupo de generais que trabalha por uma terceira via no ano que vem – a dobradinha Hamilton Mourão-Sérgio Moro é a principal aposta do grupo. O general também revela que, antes de fechar com o Centrão, Bolsonaro tentou, sem sucesso, obter um apoio mais decisivo das Forças Armadas. Ele também não acredita que o ministro Braga Netto tenha condicionado a eleição à aprovação do voto impresso, até porque esse não é um tema da alçada da Defesa. “Não tinha nada que se meter nisso”, diz, garantindo que não haverá alteração no calendário eleitoral, mesmo se o comprovante impresso do voto eletrônico, que ele também defende, não seja adotado. “Nenhuma autoridade do Brasil tem legitimidade para fazer isso. Golpe só se for ‘politicamente correto’(com apoio das instituições republicanas), brinca, garantindo que militares da ativa não se envolveriam “numa bobagem dessas”.

Oficial de cavalaria e ex-candidato ao governo do Distrito Federal, como apoiador de Bolsonaro, em 2018, Chagas selecionou 65 textos que escreveu, entre 2018 e 2021, e que transformará em livro, retratando o período em que passou de apoiador a crítico radical do presidente, com quem rompeu logo no início do governo. “Fui mudando de opinião na medida em que o cara foi fazendo cagada”, diz, sem meio termo.

Sobre a aliança de Bolsonaro com os parlamentares do Centrão, que o presidente anteriormente afirmava repudiar, o general diz que “Bolsonaro acreditou que tinha força para intimidar o Congresso”, mas acabou se dando conta que tinha deixado esqueletos no armário, como a rachadinha, e os problemas legais de Flávio Bolsonaro. E critica os parlamentares do Centrão, que, segundo ele, estão apenas se aproveitando de um governo fragilizado por ameaças de impeachment para fazer negócios. “São oportunistas, abutres. Agora o Bolsonaro está calmo porque se rendeu aos bandidos e todo mundo está comprado e pago”, diz. Confira a entrevista abaixo.

Para o general Paulo Chagas os militares da ativa não apoiarão medidas autoritárias como o cancelamento de eleições

Bolsonaro se comporta como quem conta com os comandos militares da ativa caso adote medidas autoritárias. Ele tem apoio?

Não, não tem. Você pode imaginar que certamente a maioria dos militares votou nele, individualmente, porque entenderam que tinha de afastar a corrupção da política. Tenho conversado eventualmente com um ou outro do Alto Comando do Exército e dito que não devem se preocupar com essas coisas. Um deles me respondeu: General, o Exército não mudou. Isso aí é conversa de político. Não entra aqui’. Quem vai dar a definição do Exército é o Alto Comando, formado por 17 generais. A única possibilidade de intervenção nunca seria interpretada como golpe. Só se chegar a um estado de anomia, onde não tenha mais leis, ordem e o país tenha virado uma esculhambação total, como estava o Haiti, ou quando ninguém mais tiver capacidade operativa para colocar ordem na casa. Aqui, agora, o presidente diz uma coisa, o STF diz outra, e o Congresso também diz outra. Todo mundo vai pra rua e faz o que bem entende. É o que o que o Mourão (vice-presidente Hamilton Mourão) chamou de aproximação sucessiva, onde vai se perdendo o controle até que uma hora ninguém mais tem controle. Por essa razão é importante as Forças estarem afastadas da política, mas não alheias. Não pode participar da política, mas tem de estar atenta a tudo o que acontece, sabendo onde essas coisas podem parar e planejando, que é uma especialidade do militar. Qual o momento em que a partir de agora não pode passar? Nunca estivemos nesse ponto.

Por que o Bolsonaro procura passar essa imagem e fala em “meu Exército”?

Isso é uma tendência que ficou e que agora está sendo desfeita. O Bolsonaro queria passar para todo mundo que ele tinha o apoio diferenciado das Forças Armadas. As Forças Armadas têm de apoiar todos os governos. São instituições de Estado e de apoio ao governo dentro dos limites político e ideológico. Servir a Bolsonaro tanto quanto serviram ao Collor, Sarney, não tem diferença. Por que o governo do Bolsonaro teria de ter um apoio diferenciado das Forças Armadas? De maneira nenhuma. Se as Forças Armadas derem um apoio diferenciado a qualquer governo elas perdem a legitimidade daquilo que fazem.

Qual é a consequência das ações do presidente nesse sentido?

Essa tentativa de passar para a sociedade que militares apoiam o governo de forma diferenciada afetou a imagem das Forças. Soube que uma empresa de pesquisa foi contratada para avaliar o quanto isso afetou a imagem das instituições militares. Acho muito interessante que se faça isso, para que a gente aprenda, mas não tenho dúvidas de que já afetou. Vi um vídeo em que esse menino do MBL, Renan [Santos], fez um discurso convocando manifestação e, no final, numa preleção de 11 minutos, chamou as Forças de traidoras. Fez porque o MBL as enxerga como associadas ao Bolsonaro. Não tenho dúvidas que Bolsonaro, pela origem, teria que colocar mais militares que outros governos, mas acho que houve exagero, não precisava chegar ao ponto de confundir o governo dele com um governo militar. É como se houvesse um grupo de militares influenciando lá dentro, organizado e com um objetivo coletivo. Cada um está lá trabalhando numa função [específica]. Não tem nada disso de partido militar, que é uma bobagem inominável.

Os generais que estão no governo não exercem influência na tropa?

Militar que ocupa ministério não tem mais vínculo nenhum com a Força porque exerce função sem relação com o meio militar da ativa. Ele passa a ser agregado da Força ativa por um período máximo de 23 meses e 29 dias. Se completar dois anos, vai para a reserva. É o que acontecerá com o general Eduardo Pazuello.

Os comandantes da Aeronáutica e o presidente do Superior Tribunal Militar (STM) fizeram, recentemente, declarações entendidas como ameaças. 

Expressaram a opinião pessoal deles, esticando a corda, dizendo que daqui a pouco “nós vamos ter que…” Nós quem? O Alto Comando acompanha [essas manifestações]. O CIE (Centro de Informações do Exército) e os comandantes acompanham a política nacional e regional porque quem tem a missão de defender a pátria, a lei e a ordem precisa se antecipar a tudo, como foi feito, por exemplo, no início da pandemia. O Centro de Estudos Estratégicos do Exército coletou todas as informações que havia até aquele momento e apresentou uma proposta sobre como o Brasil deveria se comportar. Não foi feito nada porque o Bolsonaro optou por dizer que era uma gripezinha, que iam morrer duzentas pessoas. Meteu os pés pelas mãos, perdeu um monte de prestígio e hoje está sendo acusado de ser o responsável pelas mais de 550 mil pessoas que morreram. Só ele achava isso, o que por si só poderia ter mostrado que estava errado. Pela missão constitucional que tem, as Forças Armadas não podem ser surpreendidas. No momento que pressentirem que as coisas vão mal, é hora de agir, primeiro alertando. Em último caso, como último recurso da nação, vai ter de agir como poder moderador para consertar as coisas antes que elas não tenham mais controle. Quando não tiver mais controle nenhum, terá de agir pelo poder das armas, do fuzil, que é o instrumento de trabalho do soldado. Mas o que está acontecendo hoje no país passa por fora do Alto Comando do Exército. É uma bobagem em função da adesão (militar) ao bolsonarismo. A gente sabe que tem gente que quer ver o circo pegando fogo.

“Essa tentativa de passar para a sociedade que militares apoiam o governo de forma diferenciada afetou a imagem das Forças”, afirma o general Paulo Chagas

O presidente insiste no conflito. Como se comportariam os militares se ele tentar impedir as eleições? 

Um golpe só pode ser dado se for ‘politicamente correto’. Se o camarada conseguir chegar na merda pelo lado limpo, aí teria algum perigo. Tu achas que é possível chegar na merda pelo lado limpo? Ninguém vai fazer uma bobagem dessas.

Como comandante em chefe das Forças Armadas, Bolsonaro tem poder para usar os militares numa tentativa de golpe?

Bolsonaro é um irresponsável. O que ele falou (não haverá eleição sem o voto impresso) é grave, mas comandante em chefe não tem poder ilimitado. Só é legítima a autoridade que atue dentro de seus limites. Nenhuma autoridade do Brasil tem legitimidade para fazer isso, mesmo que seja tema de debate.

Por que os militares não o desautorizam?

Num momento polarizado, a Força não pode ir para a mídia desmentir porque isso seria entendido como se estivesse ao lado de um. Então é melhor não falar nada. Quando você perguntar, eu respondo. Se tomar iniciativa de falar, vão dizer que a força tomou uma posição em apoio ao outro lado.

O que pode mudar nesse cenário já conturbado?

Tem que olhar para o Exército, para os generais do Alto Comando. Se o comandante tomar uma posição contrária ao Alto Comando, ele vai ficar sozinho, vai dar uma ordem que não será cumprida e isso vai vazar. O pessoal da reserva pode dizer que tem de prender e fuzilar, mas vai ter poder para isso? Pela ESG (Escola Superior de Guerra) definição de poder é capacidade e vontade. As Forças têm capacidade, mas só teriam o poder para usar essa capacidade se houvesse vontade.

Por que o senhor apoiou Bolsonaro?

Entrei nesse jogo com convicção. Vi depois que a ideia era o “agora nós mandamos aqui”. Percebi, então, que era uma questão de tempo porque ele não tinha jogo de cintura e nem conhecimento. A base dele se dividiu e quem saiu se virou contra ele. Aqueles que considerava adversários agora estão ao lado dele. São os aproveitadores, oportunistas, abutres e que entraram num governo de direita para fazer negócios. Esse pessoal já esteve do outro lado. Veja o caso do Ciro Nogueira (senador do PP, ministro chefe da Casa Civil), que chamou Bolsonaro de fascista, disse que o Lula era maravilhoso, ou seja, o cara vai pra um lado, vai pro outro a troco de grana. Agora o Bolsonaro está calmo porque se rendeu aos bandidos e todo mundo está comprado e pago.

O que levou o Bolsonaro a abrir mão de bandeiras que defendeu na campanha?

Bolsonaro começou a claudicar ao descobrir que havia um negócio chamado rachadinha, que veio à tona quando assumiu. Ele não teve a humildade para dizer que, sim, tinha o problema da rachadinha, mas que era a maneira de sobreviver politicamente e que estava à disposição da justiça para responder. Em vez disso, mudou de lugar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] e quis interferir nas atividades da Polícia Federal, colocando obstáculos em investigações para se proteger. Passou a se comportar como um investigado. Numa análise mais profunda, a preocupação dele é com os filhos porque aprenderam com ele a fazer esse negócio. Quando os filhos entraram para a política, Bolsonaro já fazia. No final o Flávio passou a ser o gerente do empreendimento familiar para arrumar dinheiro, essa é que é a verdade. Todo mundo recebeu dinheiro daquele sistema. Flávio então comprou aquela franquia do chocolate para lavar dinheiro.

Na sua opinião o que explica a aliança de Bolsonaro com o Centrão?

Bolsonaro acreditou que tinha força para intimidar o Congresso. Mas passou 30 anos lá e não aprendeu que tem de manobrar com a inteligência de quem sabe que vai ganhar uma e perder outra para se conduzir sem se corromper. O que faz agora? O mesmo de sempre, comprando voto para ter maioria. Só que o que ele pode fazer se aliando a essa gente é muito pouco e vai pagar mais caro.

O senhor apoiou Bolsonaro em 2018. Quem mudou, o senhor ou Bolsonaro?

Estou fazendo uma seleção do que escrevi de 2018 para cá e que vou transformar num livro. Pode ser “o triste fim de um devaneio”. Alguns me acusam de ter mudado de lado por não ter sido convidado para cargo no governo. Mas na verdade, fui mudando de opinião na medida em que o cara foi fazendo cagada. Chegou o momento em que disse: a partir de hoje perdi a confiança nele porque ele não tinha capacidade de fazer o que prometeu.

Como conter as sucessivas crises nesse governo?

Bolsonaro é o elo mais fraco desse governo. Nós somos milicos e sabemos que quando for atacar, tem de ser rompendo o ponto fraco do inimigo. E o ponto fraco é Jair Messias Bolsonaro, seus filhos e os amigos dos filhos, que formaram aquele troço chamado gabinete do ódio. Se ele não muda, é ali que tem de bater. O Executivo tem duas frentes, a gestão e a política. É trabalhar bem o Congresso para facilitar uma gestão da proposta vitoriosa na campanha dentro das regras do jogo. Ele não é gênio e nem o Messias.

General Paulo Chagas: “Nós somos milicos e sabemos que quando for atacar, tem de ser rompendo o ponto fraco do inimigo. E o ponto fraco é Jair Messias Bolsonaro, seus filhos e os amigos dos filhos, que formaram aquele troço chamado gabinete do ódio”

Como o senhor avalia as declarações atribuídas de Braga Netto supostamente condicionando o voto impresso à realização de eleição?

O Braga Neto (Ministro da Defesa) deve ter mandado um recado, ou alguém que falou com ele, transmitiu a conversa para o Arthur Lira (presidente da Câmara) sobre uma visão: uma eleição em que você não pode auditar a contagem dos votos, ela sempre tem uma interrogação. A solução é a coisa mais simples do mundo: bota do lado da urna eletrônica uma impressora e fica registrado o voto eletronicamente. Qual é a dificuldade de fazer isso para tornar as nossas eleições confiáveis? Tem uma parcela dos brasileiros que não acredita nas urnas eletrônicas. Qual o problema em satisfazer essa dúvida, esse desejo do brasileiro? A Suprema Corte está botando obstáculos em uma coisa que é tão simples de fazer. Aí o sujeito vem e diz que tem o direito de desconfiar, que é fraude. O que sugiro não é o voto impresso. É a impressão do voto eletrônico. Quando a Suprema Corte não aceita, então vem a interrogação. É o que interpreto sobre o que o Braga Neto quis dizer, mas foi infeliz. Ele diz que não manda recado, mas é um comentário que chegou aos ouvidos do Arthur Lira e foi interpretado assim: “os milicos estão dizendo que se não tiver impressão do voto não vai ter eleição”.

Estadão sustenta que ele condicionou. Se falou dessa forma, não seria preocupante?

O ministro da Defesa falar isso seria uma coisa tão absurda, que é difícil acreditar. Um cara com conhecimento, experiência e vivência dizer uma coisa dessas com convicção de uma ameaça seria de uma infantilidade, de uma ingenuidade, que não cabe nas quatro estrelas que ele tem no ombro. Braga Netto não tem espaço para ser ingênuo e dizer uma bobagem dessas. Então interpreto que foi uma maneira infeliz de dizer que uma eleição com as urnas com voto impresso seriam eleições que todos os brasileiros iriam aceitar como uma eleição correta. Mas não acredito que tenha condicionado. Seria muita burrice e ele não serve para burro.

Mas ele reafirmou, em nota, que o governo tem legitimidade para defender o voto eletrônico. Eleição é assunto da Defesa?

Não é um tema da alçada da Defesa, absolutamente não. Não tem nada que se meter nisso. Esse é um erro primário. Acho que falou como cidadão e membro do governo, numa função política. Fui crítico do Aldo Rebelo quando ele era ministro da Defesa e participou de uma propaganda do [antigo] partido dele [PCdoB]. Mandei uma mensagem pela ouvidoria do Ministério dizendo que se os militares não podem se manifestar politicamente, ele, como ministro, teria de respeitar essa restrição e se colocar dentro dela. A Defesa é composta de instituições nacionais permanentes, que servem ao Estado e não aos governos. Se ele pode participar de propaganda política e defender determinada ideologia lá, então eu como general, poderia botar a boca no trombone e também defender a minha. Ele não respondeu, mas nunca mais apareceu em propaganda. O mesmo vale para o Braga Netto. Encontrei com Aldo Rebelo várias vezes e ele nunca falou sobre o assunto. Acho que ele entendeu e respeitou.

Chagas não acredita que o ministro Braga Netto tenha condicionado a eleição à aprovação do voto impresso

Os militares conviveram bem com um ministro comunista?

Aldo Rebelo foi talvez o melhor ministro que nós tivemos. É um cara nacionalista. Gosto muito dele. Uma vez, quando o general Ramos foi assessor parlamentar (Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria Geral da Presidência), deram a ele uma lista de deputados aliados. Ele disse: ‘Opa, um comunista como aliado, como assim?”. Ramos foi, então, informado pelo Villas Bôas [Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército] que era um dos que mais ajudavam naquilo que a gente quer. Quando ministro do Esporte, Aldo Rebelo montava lá no regimento (sede dos Dragões da Independência, em Brasília). Levou um cavalo pra lá, fazia equitação e gostava de cavalgadas. Era para ele uma coisa extra classe. Depois que saiu do governo, o cavalo ficou lá. Nessa época o Fernando (Fernando Ramos de Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa) também montava lá com ele. Em certa ocasião, os dois saíram a cavalo conversando. Fernando então perguntou: “ministro como o senhor, um homem nacionalista, inteligente, um cara que a gente admira, com posicionamentos todos coerentes, pode estar nesse partido? Nós não conseguimos identificar o senhor como um comunista”. Aí ele disse assim: ‘general, às vezes a gente na juventude faz uma tatuagem e depois vai ter de conviver com ela para o resto da vida’. Vejo ele como um idealista como um idealista.

O militarismo está entranhado na história da República. Na sua opinião, que papel têm hoje os militares?

Uma coisa é ter opinião, outra é impor. Eventualmente os militares interferiram com quarteladas, usando a força da força, o armamento, o poder militar, mas aí não é democrático e isso aprendemos com a maturidade. Se a geração que me sucede não é melhor, somos incompetentes porque é fruto da nossa geração. Saiu da instituição a influência política. Devemos conhecer e saber sobre a política, mas institucionalmente a política não pode interferir. Se há algo acontecendo que interfere no país, nós temos de tomar conhecimento de uma forma democrática, através das assessorias, conversar e mostrar as consequências. Mas deve ser com opinião profissional, baseada na Constituição, na missão e nas condições de cumprir. Se [o governo] tirar um meio de agir, dá o outro senão não dá para dar conta da missão. É como interpreto a maneira como as Forças Armadas devem interferir na política.

Gestantes e puérperas terão nova chance de vacina em Luís Eduardo

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, informa que as gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), que ainda não foram vacinadas contra o COVID-19, terão mais uma oportunidade.

Na próxima segunda-feira, dia 9, a partir das 8h, na Policlínica Municipal. As gestantes precisam levar um documento com foto, prescrição médica, CPF ou o cartão do SUS atualizado.

Maiores de 36 e profissionais de Educação

Pessoas a partir dos 36 anos e profissionais da educação maiores de 18, serão vacinados com a primeira dose contra o Covid-19 neste sábado em LEM (07)

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria de Saúde, inicia neste sábado (07), das 8h às 12h, no sistema Drive-Thru, a vacinação para primeira dose contra o Covid-19 de pessoas a partir dos 36 anos de idade.

Profissionais da educação maiores de 18 anos continuam sendo imunizados.

Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência. Uma recomendação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Profissionais da Educação
Os profissionais da educação deverão apresentar contracheque e comprovante de endereço.