O governo do Estado da Bahia vai expandir o sistema de reconhecimento facial e de placas de veículos em mais 77 cidades baianas. Atualmente, o sistema de videomonitoramento ajuda a polícia de algumas cidades a localizar procurados. Desde 2018, a tecnologia facilitou na prisão de 211 foragidos da Justiça.
O anúncio da expansão foi feito na manhã desta terça-feira (27) pelo governador Rui Costa (PT), em solenidade no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Além das 4.095 câmeras, 3.917 aparelhos de rádio comunicação de voz, vídeo e dados serão instalados nas viaturas policais. O equipamento, que se assemelha a um celular, dá a oportunidade do PM acompanhar em tempo real as imagens das câmeras de segurança instaladas nas vias públicas.
Quando um foragido é reconhecido pelo sistema, um alarme é emitido para o aparelho daquele PM que está mais próximo da ocorrência — o mesmo funciona quando um veículo com irregularidade é identificado. O dispositivo também permite gravar imagens das abordagens.
O investimento é de aproximadamente R$ 665 milhões. A expectativa é que neste ano os sistemas sejam implantados em 37 cidades. Em 2022, outros 39 municípios passam a contar com as tecnologias.
“É a expansão de uma tecnologia em larga escala, sendo utilizada para localizar foragidos, socorrer pessoas e diria também para servir de apoio às funcionalidades das cidades em casos de atendimentos de emergência. Em 2018 tivemos o projeto piloto, agora, nessa expansão do reconhecimento Facial e de Placas, nosso foco inicial é direcionado para grandes cidades”, declarou o governador.
Confira a lista das cidades
Governador vai comprar câmaras para policiais
O Estado da Bahia deve abrir uma licitação para aquisição de câmeras a serem utilizadas acopladas nos uniformes de agentes das polícias militar e civil durante operações dentro de no máximo dois meses.
A informação foi compartilhada pelo secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Ricardo Mandarino, na manhã desta terça-feira (27).
O titular da pasta afirma que o equipamento deve ser implementado na rotina das instituições entre o final deste ano e o início de 2022. Em entrevista ao BNews, Mandarino falou sobre a letalidade da polícia na Bahia e sobre os benefícios da tecnologia.
“Não acredito que a Bahia tenha o maior índice de letalidade policial. Não vejo isso, não sei como eles calculam. Agora, garanto uma coisa a você: Neste ano, de uns 10 meses para cá, caiu muito o índice de mortalidade de operações policiais. Não estamos mais adotando a prática de invadir bairros”, disse.
O secretário acrescenta que a prática foi substituída pela realização de blitz, para apreensão de armas e drogas. Mandarino acredita que os resultados tendem a melhorar ainda mais quando o Estado adquirir as câmeras portáteis, acopláveis ao uniforme das forças de segurança.
As manifestações de 24 de Julho com a bandeira Fora Bolsonaro tiveram ampla repercussão na mídia internacional. Essas manifestações “ecoaram do telejornal da rede pública alemã, Tagesschau, ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, do inglês The Guardian ao argentino La Nación e ao canal qatari Al Jazeera”, informa o jornalista Nelson de Sá.
Também dos diários franceses Le Figaro e Le Monde ao semanal Le Journal du Dimanche, este com os protestos e um texto mais extenso, perguntando no título: “Jair Bolsonaro pode torpedear a eleição presidencial brasileira?”.
O Washington Post chegou a publicar que “Bolsonaro disse que montaria uma tomada militar do poder. Agora, os brasileiros temem que ele possa estar lançando as bases”, escreve o jornalista da Folha de S.Paulo.
A CNN, por sua vez, entrevistou uma “ex-fã” de Bolsonaro, Isa Soares, que agora diz: “Foi um erro. Foi o maior erro da minha vida”.
Lula voltou a dar entrevista à televisão europeia, agora ao canal de notícias France24, que destacou sua declaração de que “Jair Bolsonaro é um presidente genocida”.
Animais de grande porte que estavam soltos no perímetro urbano de Luís Eduardo Magalhães foram recolhidos pela Secretaria de Agricultura do município
“A apreensão foi realizada pela Secretaria de Agricultura, cumprindo o código de postura do município e a Lei nº 147 de 2004, que institui o serviço de apreensão de animais”, explicou o diretor de Agricultura, Kenni Henke.
Os animais ficarão em posse do município por 15 dias, serão registrados, identificados e aguardarão o proprietário, para que seja emitida a taxa de apreensão. Não sendo retirados, os animais serão leiloados, conforme a Lei Municipal.
Além disso, “o proprietário dos animais será notificado e advertido”, como alertou o diretor de Agricultura.
Não foram somente as comorbidades de saúde que deixaram as pessoas mais vulneráveis durante a pandemia da covid-19. Os brasileiros que vivem nos municípios com maior acúmulo de comorbidades socioeconômicas, como baixo acesso da população à água e esgoto, densidade dos domicílios (muitas pessoas dividindo o mesmo cômodo) e diferença de renda entre mais ricos e mais pobres, ficaram mais suscetíveis às consequências da pandemia, especialmente em relação à taxa de óbitos por 100 mil habitantes.
É o que revela pesquisa da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), a qual o Estadão teve acesso, que traz um mapeamento da pandemia nos 5.570 municípios brasileiros e revela uma nova geografia para o País: a da crise da covid-19.
Um dos principais achados da pesquisa mostrou que os municípios mais pobres, com menor renda, não necessariamente foram os mais afetados pela covid-19, mas as cidades onde há maior desigualdade, com muitos ricos e muitos pobres convivendo no mesmo espaço.
O pior cenário está em municípios com média de 27 mil habitantes, um grupo de 459 cidades cujos indicadores socioeconômicos e territoriais as deixaram mais vulneráveis aos efeitos negativos da pandemia do que a média do País. Nesse grupo, estão municípios como Chapadinha (MA), Nova Araçá (RS), Pimenteiras do Oeste (RO) e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). A taxa de óbito foi de 39,8, isto é, a relação entre o número de mortes por 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média nacional.
Nessas cidades, metade dos domicílios tem quartos compartilhados por mais de duas pessoas. Esse grupo de cidades ainda se destaca negativamente no quesito infraestrutura, porque mais de um terço tem abastecimento de água e tratamento de esgoto inadequados (enquanto a média nacional é 9%). É um grupo bem heterogêneo: tem município com 2 mil habitantes e cidade com 79 mil.
O tamanho da população dos municípios e a distância em relação às capitais também impactam no avanço da doença: cidades mais populosas e mais próximas das grandes cidades tendem a apresentar pior desempenho em termos de casos e óbitos pela doença. O melhor cenário pode ser observado nos municípios que têm o menor contingente populacional (cerca de 7 mil habitantes): baixo registro de casos e de mortes por covid-19.
A pesquisa dividiu os municípios em sete regiões e avaliou sete indicadores socioeconômicos: infraestrutura, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), auxílio emergencial, densidade das casas (quantas pessoas dormem no mesmo cômodo), renda per capita, e vulnerabilidade à pobreza e coeficiente de Gini (que mede o grau de concentração de renda). Um dado que chamou a atenção no estudo é que em 134 cidades brasileiras oito em cada dez pessoas têm com renda domiciliar inferior a R$ 255 por pessoa.
A pesquisa cunhou o termo comorbidade social, usando como referência a área de saúde, para mostrar que a coexistência de múltiplas patologias num determinado território desencadeou um duplo processo de hipervulnerabilização, que é simultaneamente socioeconômica e territorial.
Um exemplo típico é o dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, que são os mais populosos do Brasil. O rendimento médio de cada habitante é o maior do País (R$ 1.504), porém esses recursos não são divididos de maneira equitativa entre a população, o que faz com que o coeficiente de Gini também seja o maior de todos.
Uma das autoras da pesquisa, Janaina Lopes Pereira Peres conta que a ideia do trabalho surgiu depois que se mostrou equivocada a percepção, no início da pandemia, de que o vírus era “democrático” e que todos estavam no “mesmo barco”. “Não demorou muito para a pandemia mostrar que muitos estavam enfrentando esse mar numa jangadinha e outros, num transatlântico”, diz. Segundo ela, é o que estudo quis comprovar com dados qualitativos e olhando para a pandemia de forma multidimensional. “Não é simples dizer assim: onde a renda é menor, morre mais gente”, ressalta.
Para o coordenador-geral de pesquisa da Enap, Cláudio Shikida, os dados mostram uma realidade muito mais complexa e grave, que lança um desafio maior para o gestor público de olhar para essas comorbidades. “Não tem aquela coisa de região Sul e Sudeste muito bom e Norte e Nordeste muito ruim. Dentro das próprias regiões, tem uma riqueza de situações”, pondera.
Relação entre auxílio emergencial e a covid
A pesquisa da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) também encontrou relação direta entre auxílio emergencial e incidência da covid-19: quanto maior a quantidade e o valor médio de auxílios concedidos, maiores também são as taxas de casos e óbitos por 100 mil habitantes.
Como os dois indicadores são de vulnerabilidade, o resultado mostra que a falta de recursos impacta na maior difusão da doença e dos óbitos. Isso ocorre principalmente no grupo de cidades que reúne os municípios mais populosos do Brasil e também com maior grau de comorbidades sociais.
A densidade dos domicílios pode dificultar ou mesmo impossibilitar, em alguns casos, o atendimento às recomendações de isolamento e distanciamento social. No Brasil, pouco mais de um quarto da população é composta por casas com densidade alta: mais de duas pessoas por dormitório. Nos municípios com população média aproximada de 27 mil habitantes, esse porcentual chega à metade de domicílios com quartos compartilhados por mais de duas pessoas e esse dado parece se relacionar com a situação da pandemia.
O estudo cruzou informações de casos e óbitos por covid-19 nos 5.570 municípios brasileiros com indicadores socioeconômicos no período de 25 de fevereiro a 31 de julho de 2020. Os dados completos serão divulgados nesta segunda-feira, 25.
Karlucia e, abaixo, Marizete, candidatas de Zito Barbosa.
O marqueteiro, jornalista, ativista e band leader Fernando Machado é meio bissexto nas informações do seu site ZDA. Mas quando publica uma informação, pode registrar em cartório que não tem volta.
Hoje, bem cedo, ele informou que o prefeito Zito Barbosa já escolheu duas candidatas para 2022. E deixou de fora a deputada Jusmari Oliveira, sua apoiadora nas duas últimas eleições municipais.
Durante visita à bacia do Rio Branco na última sexta-feira, 23, o prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, anunciou ao grupo de vereadores que o acompanhava, os nomes dos candidatos para deputado estadual e deputado federal em que ele deve votar nas eleições de 2022.
Assim como o ZDA havia antecipado em março deste ano, Zito disse que sua esposa, Marizete Bastos, disputará uma das 39 cadeiras que a Bahia tem direito na Câmara Federal.
O prefeito também falou aos correligionários que a secretária de Assistência Social, Karlucia Macedo, contará com seu apoio por uma das 63 vagas de deputada na Assembleia Legislativa da Bahia.
A conclusão a que se chega é o caminho para a reeleição de Jusmari não está definitivamente asfaltado. Além de concorrentes fortes em Luís Eduardo Magalhães, terá também concorrência aberta em Barreiras.
Fontes bem informadas de Brasília indicam que, no momento atual, o “Rei do Gado” se transformou no “Rei do Osso”. A carne foi parar na mesa dos chineses e dos árabes. Ao povo, restou roer a mistura amarga de seu erro eleitoral.
Segundo afirma o deputado Paulo Pimenta, a Lava Jato negociou programa espião Pegasus com empresa israelense.
Em petição protocolada no STF, a defesa de Lula revela como os procuradores em Curitiba teriam buscado criar um sistema de espionagem cibernética clandestina.
Um dos danos colaterais da Operação: mais de 200 mil empregos foram eliminados em investigadas pela Lava Jato. Envolvidas nas investigações da operação Lava Jato, a Petrobras e as construtoras Odebrecht, OAS, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Camargo Corrêa fecharam 206,6 mil vagas de emprego de 2013 a 2020.
Mas acredite, apesar dos hackers e do reconhecimento da nulidade processual, pela Suprema Corte, muitos capítulos escabrosos ainda serão revelados sobre a Republiqueta Golpista de Curitiba. Por exemplo: o capítulo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ainda tem muito escondido.
Na reunião entre o presidente e o líder do centrão, na tarde desta segunda-feira (26), também será definido o novo nome para a articulação na CPI da Covid
Nogueira se reunirá com Bolsonaro na tarde desta segunda (26) para acertar os ponteiros da nomeação dele na Casa Civil. Até este domingo (25), aliados do senador e do presidente davam a indicação ao ministério como certa, informa a coluna Painel da Folha de S. Paulo, sob edição de Camila Mattoso.
Com a ida dele, há dúvida sobre quem coordenará a estratégia do governo na CPI da Covid. Hoje, o responsável é Onyx Lorenzoni (SecretariaGeral), que será realocado no futuro Ministério do Emprego. O senador, porém, tem dito que a definição sobre quem ficará responsável pela comissão só ocorrerá após conversa com o presidente.
Acontece hoje, segunda-feira, das 14h às 17h, no Programa Municipal PROMATI, no bairro Santa Cruz, em comemoração ao Dia dos Avós, o ‘Brechó Armário da Vovó’.
Será uma programação extensa, com atividades dinâmicas com a voluntária Mara, sorteio de brindes e sessão de fotos com o público da terceira idade.
A ação é promovida pela Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, por meio da Secretaria de Trabalho e Assistência Social.
O Brasil registrou, neste domingo, 499 mortes por Covid e 18.714 casos da doença, neste domingo (25). O país agora já soma 549.999 óbitos e 19.685.616 pessoas infectadas desde o início da pandemia.
A média móvel de mortes permanece em níveis elevados e agora se encontra em estabilidade. A média agora é de 1.105. O dado completou também 186 dias seguidos acima de 1.000 óbitos por dia.
Já a média móvel de casos agora é de 44.685 infecções por dia.
A média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados, como costumam ocorrer em finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete.
Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 20 estados e no Distrito Federal.
O Brasil registrou 430.746 doses de vacinas contra Covid-19, nesta sexta. De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, foram 263.052 primeira doses e 162.927 segundas. Também entram nessa conta 4.767 doses únicas da Janssen aplicadas.
Ao todo, 95.480.308 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil 33.976.576 delas já receberam a segunda dose do imunizante.
Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 37.549.091 pessoas totalmente imunizadas no país.
Com isso, 61,56% da população com mais de 18 anos já recebeu ao menos uma dose (nesse caso, a 1ª dose de alguma vacina ou o imunizante de dose única) e 23,34% (também com mais de 18 anos) recebeu as duas doses recebidas ou a dose única da Janssen.
Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.
A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.
Sexto suspeito de envolvimento na morte de homem que denunciou esquema de grilagem é preso na Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Um homem suspeito de envolvimento na morte do empresário Paulo Grendene foi preso na manhã deste domingo (25), na cidade de Barreiras, oeste da Bahia. Ele é o sexto suspeito preso na Operação Bandeirantes, que investiga a morte do agricultor, que aconteceu em junho deste ano.
A Operação foi deflagrada na última quarta-feira (21), e cumpriu onze mandados de busca e apreensão, em três cidades o oeste da Bahia. Além disso, três policiais militares e dois empresários foram presos.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso é um empresário e estava foragido. A polícia informou ainda que ele possui informações relevantes sobre a morte de Paulo Grendene, mas não deu maiores detalhes.
O suspeito vai prestar depoimento na sede da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) em Barreiras, onde vai permanecer custodiado. As diligências referentes a esse caso devem continuar.
A Operação Bandeirantes é um desdobramento da Operação Faroeste, que investiga um esquema de venda de sentenças judiciais e grilagem de terras envolvendo a cúpula do Judiciário na Bahia.
Em junho deste ano, a vítima foi assassinada a tiros em uma emboscada, em Barreiras, após denunciar um esquema de grilagem.
O agricultor passava de carro pelo local quando foi interceptado por dois homens armados e encapuzados. A dupla disparou várias vezes contra a vítima, que morreu na hora.
Em 2020, Paulo denunciou à polícia que suas terras estavam sendo invadidas por pessoas ligadas às organizações criminosas investigadas pela Operação Faroeste.
Paulo Antônio Ribas Grendene foi morto após denunciar esquema de grilagem investigado pela Operação Faroeste — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Operação Faroeste foi deflagrada no final de 2019 e tinha, inicialmente, o objetivo de investigar a existência de uma organização criminosa formada por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), além de advogados, empresários e intermediários.
Conforme o MPF, a atuação do grupo envolve atuação de comercialização de sentenças judiciais para favorecer grilagem de terras no oeste da Bahia. Nos meses seguintes, porém, outros esquemas foram descobertos e continuam sendo investigados.
Após receber uma denúncia anônima, policiais militares se deslocaram para averiguar a situação de uma suporta venda de drogas em uma distribuidora na cidade de Luís Eduardo Magalhães.
Ao chegar no local informado pelo central de rádio patrulha, os Policias abordaram as pessoas que estavam no estabelecimento, foram encontrados uma grande quantidade de cigarros e material de embalagem para os mesmos.
Questionados sobre a procedência do material, os abordados não souberam informar, diante da situação, quatro pessoas foram conduzidas para o Disep, sendo dois adultos e dois menores.
Com eles, foram encontrados, centenas de cigarros, embalagens, fumo, maquinas de cartão, 35 papelotes de substância análoga a cocaína e a importância de R$ 3 310,00.
As cidades baianas de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério integram a lista dos 50 municípios agrícolas mais ricos do País.
A tríade constitui um corredor de expansão do agronegócio no Matopiba — como é chamada a região formada por Tocantins e partes de Maranhão, Piauí e Bahia, a mais nova fronteira agrícola do país —, com destaque sobretudo para a produção de algodão e soja.
Uma reportagem especial publicada no jornal O Globo deste domingo (25) destaca que a região baiana, com a alta do dólar e dos preços das commodities com a recuperação de grandes economias após o baque da Covid-19, sobretudo da China, passa pela crise “praticamente imune aos seus efeitos”.
As exportações agrícolas ajudaram a economia brasileira em 2021, mas com efeito reduzido no mercado de trabalho das grandes cidades. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – que consiste na soma de todos os bens e serviços finais produzidos – no primeiro trimestre avançou 1,2% puxado pelo desempenho do setor, que cresceu 5,7%.
O maior impacto ficou no interior. A publicação apurou que as cidades baianas somam R$ 6,9 bilhões em produção agrícola, e o valor deve aumentar. De acordo com o Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Oeste da Bahia cresceu 29,7% nos últimos quatro anos. A pasta prevê alta de mais 30% até 2030.
O periódico descreve que em Luís Eduardo Magalhães não há muitas placas de “aluga-se” no comércio do centro da cidade, embora bares e restaurantes tenham sofrido com as restrições da pandemia.
Nesse contexto, a percepção é de que a pobreza existe mas é menos aparente nas ruas. Há 19,7 mil beneficiários do Bolsa Família em LEM e 34,6 mil em Barreiras, por exemplo, cerca de 22% da população nos dois casos, bem próximo da média da Bahia.
O dinheiro que circula entre a nova elite do Oeste é revertido para investir na mecanização das fazendas, e aquece o tráfego de aviões particulares e a compra de veículos de luxo – uma concessionária da região tem cerca de 200 clientes na fila de espera por uma picape Hilux, importada da Argentina, por uma bagatela que varia entre R$ 278 mil e R$ 360 mil.
“A gente vive em uma bolha. O agro indo bem, todo mundo vai bem”, opina Jackson Matos, gestor de vendas da Campo Verde, representante da Toyota no Oeste da Bahia.
Desigualdades
O modelo de grandes propriedades agrícolas mecanizadas favorece a concentração de renda – um dos principais problemas do Brasil -, enquanto também acaba movimentando a economia local, gerando empregos.
“A agricultura hoje proporciona salários bons, isso começa a se divulgar, e buscam a região para trabalho”, avalia Franciosi, que tem fazendas e concessionárias de maquinário agrícola.
Um dos pioneiros da região na década de 1980, o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, atribui o desenvolvimento do agro a um processo de adaptação e investimento em tecnologia para elevar produtividade:
“As pessoas se adaptaram, e com a natureza você não duela, você vive em harmonia. Usamos muita tecnologia, porque é o que salva, é como otimizamos a agricultura”, afirma. Por outro lado, o diretor-presidente do Grupo Sertaneja, Antônio Balbino de Carvalho Neto, opina que a desigualdade está aumentando.
À frente de um grupo de empresas em setores diferentes, da pecuária aos imóveis, ele observa um movimento de venda de terrenos e imóveis por pessoas que perderam renda na pandemia e não tinham reservas.
Já Arthur Bragança, coordenador de Avaliação de Política Pública, Agricultura Sustentável e Infraestrutura da Climate Policy Iniciative (CPI), afirma que a produção, principalmente de soja, é o motor do desenvolvimento na região, gerando a expansão do PIB do setor de serviços. Contudo, pondera que distribuir essa riqueza é um desafio.
“A grande dificuldade é transformar a riqueza da soja, em que os produtores são capitalizados, e criar um desenvolvimento local mais amplo. Nas localidades que se beneficiam da expansão da soja não há observação de melhoria de indicadores educacionais e de saneamento, por exemplo”, destaca.
Infraestrutura
A reportagem salienta que, pesar de todo o dinheiro que o agronegócio trouxe para o Oeste da Bahia, essa riqueza não é observada na mesma proporção nas cidades da região e ainda existem muitos “gargalos de infraestrutura” em comparação com outras “bolhas de prosperidade” do agronegócio no Brasil.
Alguns dos problemas mais relatados pelos produtores dizem respeito a qualidade das estradas, bem como dos sinais de telefonia e internet ruins, além de deficiências na distribuição de energia elétrica.
Eles têm se unido para promover obras de melhoramento por conta própria, e o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, avalia que esta vem sendo a saída para suprir carências logísticas para escoar a produção.
A principal iniciativa do grupo é a abertura e pavimentação de estradas vicinais. Já foram 140 quilômetros bancados por eles e há mais 700 quilômetros nos planos, mas a região tem sete mil quilômetros de vias precárias.
Agora, 27 quilômetros receberão asfalto na chamada rodovia São Sebastião, que dá acesso a fazendas que produzem 150 mil toneladas de grãos e fibras por ano.
Procurada pela reportagem para comentar o assunto, o governo da Bahia, por meio de nota, afirmou que há um processo de licitação em curso para a recuperação de mais de 330 quilômetros de rodovias estaduais no oeste baiano.
Já esses serviços nas estradas vicinais contam com a participação indireta do estado, que renunciou ao ICMS sobre produtos agrícolas industrializados, argumentou o governo.
Em vez de recolher o tributo por meio da secretaria de Fazenda, os recursos são dirigidos ao Prodeagro, um fundo “criado para realizar benfeitorias nas áreas de infraestrutura e pesquisa agropecuária, com vistas à melhoria da produtividade”. A distribuição de energia elétrica, por sua vez, registra quedas constantes por não suportar a alta demanda.
A ampliação das redes de distribuição depende de obras do estado. Sem elas, produtores estão investindo em energia solar fotovoltaica, que supre parte do consumo das propriedades.
Sobre a questão, a secretaria de Infraestrutura da Bahia diz que a rede básica está em expansão, com início de operação de linhas de transmissão e leilões para construção de mais linhas e estudos junto à Empresa de Pesquisa Energética para expansão do sistema no Matopiba.
Já moradores da zona rural reclamam que, além dos problemas compartilhados com os produtores, precisam conviver com a necessidade de percorrer grandes distâncias para ter acesso a serviços básicos.
O jornal cita como exemplo o distrito de Roda Velha, que abarca a maior parte das fazendas de São Desidério. Embora seja o que mais contribui para o PIB agrícola da região, é descrito no texto como um lugar que parece ter sido esquecido no tempo.
Cerca de 8,5 mil pessoas vivem em Roda Velha e esta população, para realizar exames médicos e ir ao hospital, por exemplo, precisa ir até a sede do município de São Desidério, a 130 quilômetros. Também precisam se deslocar até lá para ir ao banco, o que prejudica o comércio local. Há empregos, mas faltam profissionais preparados para ocupar as vagas.
“O benefício desse dinheiro do agronegócio aqui é pouco. A renda vai para lá [a sede do município], e aqui não tem investimento, nem emprego”, queixa-se a vendedora Maria Luciana Reis, de 33 anos.
A crise do governo de Jair Bolsonaro, que na semana que passou deu um cavalo de pau na composição política do Planalto, acentuou as composições do presidente e de seus rivais visando as eleições de 2022.
O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB) e José Luiz Datena (PSL) se movimentam de olho no novo cenário pela deterioração da posição de Bolsonaro. Até Sergio Moro reapareceu em conversas sobre o ano que vem.
O presidente experimentou um tombo em pesquisas no primeiro semestre na esteira da crise da pandemia e da associação de seu governo com acusações de corrupção feitas na CPI da Covid.
Houve ainda os entrechoques institucionais promovidos por Bolsonaro, que colocou a pauta da adoção do voto auditável por impressão como cavalo de uma batalha perdida e resolveu sugerir risco para a eleição em si.
Para temperar, a presença do fantasma militar com a polêmica da defesa do voto impresso pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto.
Tudo isso aumentou a instabilidade no Planalto e fez com que Bolsonaro cedesse espaço ao centrão, personificado na presença de Ciro Nogueira (PP-PI) na Casa Civil.
Rasgando o que dissera de 2016 até aqui, Bolsonaro até se declarou integrante do grupo político –segredo de polichinelo, mas para quem se elegeu prometendo acabar com a “velha política”, é um golpe de imagem ainda a ser mensurado entre sua base mais fiel.
A aposta dos apoiadores do presidente é que a eleição está longe, e uma retomada econômica bombada pelo ciclo de commodities em curso e a anunciada distribuição de renda aos mais pobres, somada ao avanço da vacinação contra a Covid-19, darão uma chance de recuperação a ele.
Neste cenário, Bolsonaro se manteria como um candidato viável, acima dos 20%-25% que tem registrado de intenção de voto, barrando adversários no campo da centro-direita rumo ao segundo turno com o hoje líder Lula.
Aí, afirma um cacique do centrão, ele ser contraditório ou autoritário valeria menos.
Discorda dessa avaliação o petismo, que neste momento acredita em um Bolsonaro enfraquecido e sem discurso para 2022. A desconstrução seria mais política, independendo tanto da economia.
Com efeito, Lula tem ampliado, assim como Bolsonaro, a presença em programas de rádio no interior do Brasil. No dia 8 de agosto, deverá iniciar um giro pelo Nordeste, sua base eleitoral mais forte, no que será visto como o início formal de sua pré-campanha –que, de resto, está em curso desde sua inabilitação para concorrer em 2018.
O impeachment de Bolsonaro, que passou a ter apoio majoritário na população segundo o Datafolha, parece ter ficado mais distante com a ocupação do governo pelo centrão, provavelmente às expensas da ala militar.
Assim, Lula defenderá retoricamente o impedimento, mas sua real torcida segue sendo pela manutenção de um Bolsonaro enfraquecido até o pleito. Não por acaso, ambos os rivais adotaram discursos semelhantes em relação às opções da chamada terceira via, de desprezo que denota algum temor.
No petismo, preocupa também o que chamam de alquimia de golpe, a discussão sobre o sempresidencialismo para retirar poder do Planalto.
Em outra sinalização, um alto cacique do PT procurou na semana retrasada um tucano de alta plumagem para dizer ter certeza de que Bolsonaro tentará um golpe à la crise do Capitólio de Donald Trump, conclamando apoiadores ao conflito caso venha a perder a eleição.
Sua sugestão de pacto de não agressão com o PSDB mirando o primeiro turno, a quem considera jogador certo no xadrez, não foi levada pelo valor de face, até porque embutia a esperteza de servir ao interesse de Lula. Interlocutores do ex-presidente, contudo, disseram que essa não é a posição do chefão petista.
Além disso, o principal ator tucano, Doria, não foi sondado. Se fosse, o emissário ouviria uma negativa do governador paulista.
Se não está batendo particularmente em Lula nesses dias, o governador paulista tem um longo histórico de antipetismo e sacará essa carta na campanha, cedo ou tarde.
A posição política de Doria está robustecida, faltando neste ponto a intenção de voto. Mirando as prévias de novembro, ele tem se movimentado, passando pelo circuito de rádios do interior e TVs.
Antes de ficar no estaleiro pela reinfecção pela Covid, no qual seu bom estado virou um outdoor para a eficácia da vacina que quer usar como mote de campanha, ele vinha com agenda de visitas estaduais.
Doria também resolveu fazer o dever de casa. Para fortalecer a candidatura do vice Rodrigo Garcia (ex-DEM, agora PSDB) à sua sucessão, promoveu a filiação de quase 50 prefeitos paulistas.
O governador encurralou o tucano Geraldo Alckmin, que queria voltar ao Palácio dos Bandeirantes, ao dizer que ele fugiu das prévias estaduais. O ex-governador, que deve ir para o PSD, agora enfrenta o dilema de concorrer sem a máquina, situação na qual perdeu eleições em 2006, 2008 e 2018.
Há ainda dúvidas sobre o impacto da adesão formal do PP a Bolsonaro em algo que não é lateral, a participação da sigla na pessoa de Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) no secretariado de Doria. Uma saída parece ser o cenário mais provável.
O rival de Doria nas prévias, o governador gaúcho Eduardo Leite, também tem se mexido após apresentar-se ao país quando assumiu ser gay. Em viagens que têm sido criticadas no seu estado por ocorrerem durante dias de semana, ele tem percorrido a convite pontos estratégicos.
Leite tem o apoio tácito dos outros competidores nominais das prévias, Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM), mas é uma certeza no partido que a disputa será entre o gaúcho e o paulista.
Na visão do decano do tucanato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Doria deverá levar a melhor ao fim, embora precise polir sua inserção política.
A insistência do paulista, alvo de objeções por parte do PSDB e de alguns aliados, tem sido avaliada por caciques como um trunfo. Os outros nomes da dita terceira via estão em extinção, com exceção de Ciro Gomes (PDT), que de todo modo tem dificuldade de se posicionar num jogo em que Lula está presente.
O pedetista é muito de esquerda para ser atraente à direita, e a esquerda tem dono. Outras figuras, como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), carecem de musculatura nacional, e o apresentador Luciano Huck preferiu ficar com o seu novo contrato na Rede Globo.
Sem se mexer está Rodrigo Pacheco (DEM-MG, rumo ao PSD), o presidente do Senado vendido por Gilberto Kassab (PSD) como a terceira via ideal. Não se espera nada dele até a virada do ano.
Já o apresentador José Luiz Datena, recém-filiado ao PSL pelo qual Bolsonaro se elegeu, joga fechado em copas. Ele já ameaçou entrar na política diversas vezes, mas integrantes da direção de seu partido dizem que ele estará no páreo presidencial se estiver marcando dois dígitos no começo de 2022. Se não, Senado ou nada são opções.
Um ponto à parte é o ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro. Dado como carta fora do baralho, ele autorizou a volta da especulação em torno de seu nome, animado justamente pela debacle política de Bolsonaro.
Mas a avaliação consensual entre seus rivais é de que Moro, ainda uma figura popular, mas desgastado após ser rotulado de parcial no julgamento de Lula pelo Supremo Tribunal Federal, acabará sendo um participante do processo, mas não como candidato.
Nota da Redação:
A posição do articulista da Folha não é necessariamente a de O Expresso. No entanto é interessante observar, do corner que representa a avenida Faria Lima, o tucanato e a Terceira Via, como se comportam os atores das próximas eleições.
A verdade é que, quem ganhar as eleições no próximo ano, salva a Bandeira dos seus interesses, mas um País feito em farrapos.
Dois anos e meio de Temer, depois do bloqueio legislativo e judicial à Dilma, mais quatro anos de um fronteiriço, transformaram o País num arremedo do que já foi a 6ª maior economia do mundo e a Nação fortalecida por US$380 bilhões de reservas, com pleno desenvolvimento do setor primário, da indústria e do comércio e serviços.
O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (24.jul.2021) que 97% da população do Japão não quis se vacinar contra a covid-19. O chefe do Executivo, porém, não disse qual era a fonte dos dados.
Ele deu a declaração a apoiadores campistas e motoristas de motorhomes no Palácio da Alvorada quando criticava a obrigatoriedade da imunização e defendia o uso de tratamentos sem eficácia comprovada cientificamente contra a covid.
Segundo o site Our World in Data, o Japão já aplicou 74 milhões de doses até 20 de julho. Isso equivale a 35,3% dos japoneses imunizados com a 1ª dose e 23,3% com a 2ª.
O país asiático atrasou o início da vacinação. Aprovou a 1ª vacina contra a covid-19 em 14 de fevereiro, 1 mês depois do Brasil e 2 meses depois de países como os Estados Unidos.
“Se eu tivesse coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente. No tratamento inicial, a obrigação do médico em algo que ele desconhece é buscar minimizar o sofrimento daquela pessoa, no tratamento off label”, disse.
Na conversa com os visitantes do Palácio, Bolsonaro questionou ainda a eficácia da CoronaVac, vacina contra a covid-19 cujo uso emergencial foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 17 de janeiro.
“Agora eu pergunto para vocês: qual país do mundo faz acompanhamento de quem tomou vacina? Tem gente sofrendo efeito colateral e o que está acontecendo? CoronaVac ainda é experimental e tem gente que quer torná-la obrigatória”.
Do Poder 360, editado.
O nosso amado Presidente é a constatação científica de que jumentos não precisam ter rabo nem penas.
Autoridades americanas decidiram concentrar esforços para vencer a hesitação de milhares de pessoas em relação à vacina. Acelerar a imunização da primeira e segunda dose é prioridade nos Estados Unidos em face da proliferação da variante Delta do coronavírus. Hoje, cerca de 83% dos novos casos são provocados pela cepa. O problema é que analistas consideram que o governo americano já teria atingido o máximo de pessoas dispostas a se vacinar (por volta dos 65%), restando a tarefa de convencer o restante.
Tem sido uma tarefa complicada. Aos relutantes já foram oferecidas de bolsas universitárias a cervejas. Mas como o oferecimento de recompensa não funcionou, as autoridades tomaram outro caminho: o da restrição. No fim da semana, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que estuda obrigar a apresentação de atestado de vacinação para entrar em locais fechados, como bares e restaurantes, e também estimulou empresários a exigirem que seus funcionários se imunizem. O apelo foi feito especialmente aos hospitais públicos e privados para que estabeleçam rotinas de testagem semanais ou demandem dos profissionais que se vacinem. No dia anterior, a Liga Nacional de Futebol Americano comunicou aos 32 times integrantes que os atletas que se recusarem a ser vacinados colocam em risco seus times, que poderão perder os jogos caso o jogador teste positivo e infecte outras pessoas.
Trata-se de um momento crítico para os Estados Unidos. Depois do sucesso da primeira fase de vacinação, a campanha parece ter chegado a um ponto sem saída. E o temor é o de que a parcela da população que não quer se vacinar seja justamente o terreno fácil de disseminação para a variante Delta. “Estamos vendo surgir uma pandemia de não vacinados”, disse Rochelle Walensky, diretora do Centro de Prevenção de Doenças (CDC).
Simultaneamente às medidas, muitos pesquisadores estão trabalhando para entender melhor o que está por trás da hesitação associada à vacina. Já se sabe que um dos motivos é o fato de os imunizantes em uso não terem obtido a aprovação final do FDA, a agência americana responsável pela liberação de medicamentos nos Estados Unidos. Por questão de urgência sanitária, as vacinas receberam somente liberação para utilização apenas emergencial. Por essa razão, muitas autoridades têm apelado à agência que dê seu parecer final sobre os imunizantes. O presidente americano, Joe Biden, foi um dos que se manifestou, dizendo esperar que as aprovações sejam dadas o mais rapidamente possível.
Sobre um informe da Veja.
Enquanto isso, aqui na “Grande Venezuela do Sul”, o Presidento nega que tenha se vacinado, decreta segredo de 100 anos sobre o seu cartão de vacinas e toda semana inventa uma nova história sobre a compra de vacinas:
“Ai, que eu não sabia da compra superfaturada da Covaxin; ai, que a Coronavac não presta; ai que a Pfizer não quis vender para o Brasil; ai, que eu não recebi nenhum dos 81 emails da Pfizer. E por aí vai.”
Haia te espera, Presidento. Vais curtir muito a brisa marinha da Holanda.
Depois das manifestações de ontem, o Presidento chegou a uma conclusão:
A manifestação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Rio de Janeiro tomou quase toda a avenida Presidente Vargas, no centro, na manhã de hoje (24). Ao menos cinco quarteirões da via foram ocupados pelo protesto. Chamados de #24JForaBolsonaro, os protestos ocorrem em outras cidades do país.
Além do Rio, quinze capitais já tiveram manifestações neste sábado: Maceió, Recife, São Luís, Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Palmas, Boa Vista, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba. Em São Paulo, a concentração do ato contra o presidente ocorreu a partir das 16h.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães está oficialmente inscrita no Programa Titula Brasil do Governo Federal
“Essa é uma parceria entre o INCRA, Luís Eduardo e a prefeitura de Barreiras”, disse o diretor de Agricultura de LEM, Kenni Henke.
Danilo Henrique, secretário de Governo e interino de Agricultura, que na semana passada se reuniu com o diretor Presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira, falou sobre a adesão.
“Em Salvador fomos buscar investimentos para os piscicultores do Assentamento. Além da titulação, a possibilidade deles terem renda é fundamental para a dignidade dessas famílias”, pontuou.
Para o prefeito Junior Marabá, essa adesão é importante para regularizar e garantir o direito à terra, de pessoas que vivem sem documentação há mais de 20 anos.
“Depois de 25 anos está mais perto essa conquistas da titularização das terras do Assentamento Rio de Ondas”, comemorou.
O objetivo do Titula Brasil é ampliar a regularização e a titulação dos projetos de Reforma Agrária do INCRA ou terras públicas federais, sob domínio da União ou do INCRA, passiveis de regularização fundiária.
Original de Vinicius Sassine, para a Folha de São Paulo, com edição de O Expresso.
Um empresário próximo ao deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, é apontado como sócio oculto da empresa que deu garantia irregular para compra da vacina indiana Covaxin.
Marcos Tolentino da Silva, cujo empreendimento mais conhecido é uma rede de TV em Curitiba, é alvo de ação de cobrança na Justiça em São Paulo por uma dívida de R$ 832 mil. Uma construtora cobra Tolentino e sete empresas que, segundo a ação, o teriam como sócio oculto.
Entre elas está a FIB Bank Garantias S.A., usada pela intermediadora do negócio da Covaxin, a Precisa Medicamentos, para oferecer “carta de fiança” ao Ministério da Saúde.
A garantia oferecida no contrato, de R$ 1,61 bilhão por 20 milhões de doses, é do tipo fidejussória, pessoal, e não está prevista no documento assinado entre Precisa, Bharat Biotech e ministério.
O instrumento para cobrir 5% do contrato, no valor de R$ 80,7 milhões, deveria ser fiança bancária, seguro-garantia ou caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, como consta no contrato.
A “carta de fiança” foi apresentada dez dias após o fim do prazo. O ministério incluiu a garantia fidejussória no sistema de pagamentos do governo como se fosse seguro-garantia. As irregularidades foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo.
Agora, surgem suspeitas de que a FIB Bank teria um sócio distinto dos que aparecem nos registros oficiais, sendo ele próximo a Barros. O parlamentar tem relação com as suspeitas da Covaxin, segundo afirmação que teria sido feita pelo próprio Bolsonaro ao ser avisado sobre as irregularidades.
Bolsonaro, Barros e Tolentino aparecem em foto publicada pelo deputado em suas redes sociais no último dia 13.
Já em 20 de janeiro, Barros intermediou para o empresário uma reunião no Ministério das Comunicações com o secretário de Radiodifusão, Maximiliano Salvadori.
Com base nos registros da Receita Federal, a reportagem constatou que o endereço da Rede Brasil de Televisão, emissora de Tolentino, é o mesmo de uma das duas acionistas da FIB Bank, a Pico do Juazeiro Participações. O endereço dos CNPJs é rua Francisco Rocha, 198, Batel, em Curitiba.
A segunda acionista da FIB, a MB Guassu Administradora de Bens Próprios, tem o mesmo número de telefone do escritório de advocacia de Tolentino. O endereço é o mesmo, segundo registros públicos.
Empresas no nome de Ricardo Benetti, um dos sócios da Pico do Juazeiro, pertenceriam na verdade a Tolentino, segundo ação de cobrança ajuizada pela construtora GCI.
A ação, assinada pelo advogado Rafael D’Errico, reproduz procuração dada por essas empresas a Tolentino, com amplos poderes para ele abrir e movimentar contas.
O telefone informado à Receita como da FIB Bank também é o de uma das empresas de Benetti. Seu nome está na denominação do escritório de advocacia de Tolentino: Benetti & Associados Gestão Tributária Empresarial.
“Não possuo qualquer participação na sociedade [da FIB Bank], que possui autonomia própria, não havendo qualquer ingerência da minha parte nos negócios da empresa”, disse Tolentino à reportagem. “Não sou sócio oculto da empresa.”
A FIB Bank presta serviços de garantias a clientes de seu escritório, diz. Uma acionista e seu escritório estão num mesmo prédio, mas em conjuntos distintos, afirmou.
“Tal proximidade se deve ao fato de o escritório jurídico ter se utilizado dos serviços prestados pelo FIB Bank, desde que este iniciou suas operações, permanecendo ainda os números de telefone da época como canal de atendimento dos clientes”, disse. A cobrança da construtora GCI é indevida e a dívida cobrada já está quitada, afirmou.
A FIB Bank foi acionada ainda em razão de suspeita de fraude envolvendo os nomes dos primeiros sócios. Geraldo Rodrigues Machado e Alexandra Pereira de Melo foram colocados como antigos sócios, mas eles negam. Cada um moveu uma ação na Justiça em São Paulo dizendo ter sido vítima de fraude.
Machado afirmou morar no sertão de Alagoas e ter descoberto que seu nome foi usado ao tentar sacar um seguro-desemprego. Melo passou a receber cobranças indevidas, se viu num inquérito policial e teve a concessão do Bolsa Família encerrada.
No caso dela, a Justiça declarou inexistência da relação jurídica, anulou registros e fixou R$ 20 mil por danos morais. Constatou-se que a assinatura usada é distinta da de Melo, conforme decisão judicial.
A ação de cobrança contra a FIB Bank diz que o terreno de Curitiba tido como principal patrimônio, usado para justificar capital de R$ 7,5 bilhões, é um quarto do informado. Além disso, conforme a ação, laudo aponta que é loteamento clandestino, com indício de que seja uma invasão.
“Inexiste qualquer empresa ou pessoa física oculta, tampouco identidade de endereço e telefone com a pessoa de Marcos Tolentino da Silva”, disse a FIB Bank em nota.
“A companhia já se valeu de empresas para a intermediação de suas operações, dentre as quais a Benetti Representações, sem exclusividade […], se valendo do telefone dos parceiros para contato e aproximação com clientes.”
A empresa disse que a dívida cobrada na Justiça já está paga. “A relação com Marcos Tolentino da Silva e as empresas que ele representa são meramente comerciais. Por questões contratuais, de compliance, as informações negociais são protegidas por sigilo.”
Não houve fraude envolvendo nomes de sócios anteriores e o patrimônio da empresa está lastreado em bens imóveis, afirmou. Segundo a nota, as tratativas com a Precisa se deram entre empresas, sem intermediários, e a garantia oferecida é regular.
A reportagem não localizou o empresário Ricardo Benetti.
À reportagem, via assessoria, Barros não respondeu se levou Tolentino ao Planalto. “Tolentino é dono da Rede Brasil de Televisão e por isso estava no evento.” A agenda nas Comunicações serviu para “acompanhar protocolos que envolvem sua rede de televisão”.
O líder do governo na Câmara afirmou desconhecer informações sobre participação oculta do empresário na FIB Bank. “Tolentino tem emissoras de televisão no Paraná e o conheço deste setor. Também é advogado com trabalho reconhecido.”
Tolentino disse que Barros “é um conhecido há muitos anos”. O empresário confirmou ter comparecido a órgãos públicos, com a participação de autoridades que incluem o presidente da República. O assunto, segundo ele, foi marcos regulatórios do setor de telecomunicações.
“Conheço o presidente desde que ele era deputado federal, mas não possuo amizade pessoal”, disse o empresário. O encontro no Planalto foi “meramente casual”, segundo ele.
Tolentino confirmou ter pedido a Barros uma agenda no Ministério das Comunicações, uma “especial gentileza”.
Foto de geada na Serra Catarinense, na terça-feira (20)Imagem: Mycchel Legnaghi/ Agência de notícias São Joaquim on line.
Uma massa de ar frio intensa pode causar a temperatura mais baixa do século no Brasil. Nos locais mais extremos da região Sul, a sensação térmica pode chegar a -25°C, com alta probabilidade de neve, segundo a MetSul Meteorologia.
Os estudos divulgados pela empresa de meteorologia ainda são preliminares e devem ser confirmados neste final de semana ou na segunda-feira (26). A massa de origem polar intensa deve começar entre terça e quarta-feira da próxima semana e se estender até o final da semana.
País contabiliza 548.420 óbitos e 19.630.273 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.131 mortos por dia pela doença.
O Brasil registrou 1.286 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (23) 548.420 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.131 – o menor registro desde o dia 24 de fevereiro (quando estava em 1.129). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -14% e aponta tendência de estabilidade.
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Veja a sequência da última semana na média móvel:
Sábado (17): 1.196
Domingo (18): 1.245
Segunda (19): 1.224
Terça (20): 1.197
Quarta (21): 1.170
Quinta (22): 1.155
Sexta (23): 1.131
De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.
Nenhum estado apresentam tendência de alta nas mortes.
Em Roraima, o município de Boa Vista não enviou os dados de óbitos na data de 23/07, portanto os dados são referentes ao dia 22/07/2021.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.630.273 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 106.181 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.268 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 0% em relação aos casos registrados na média há duas semanas.
Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho.
Foram divulgados mais 62 óbitos no RS, identificados nas últimas 24 horas, mas ocorridos entre 1º e 22 de julho, exceto seis de datas anteriores. No entanto, o total de casos sofreu um aumento de 64.056 novos registros.
Do G1.globo.com com dados do Consórcio de Veículos.
Os parques eólicos do Brasil registraram ontem mais um recorde histórico! A geração média de energia foi de 11.399 MW, ou seja, “102% da demanda do Nordeste.” Em alguns momentos, a produção atingiu 106% do consumo, fazendo com que a energia eólica pudesse até ser exportada, sem concorrência de energia solar, hidráulica e termo-elétrica.
Neste momento, 20h05m, horário de pico do consumo, este é o quadro de geração e carga no Nordeste.
Como se pode ver, a geração eólica continua superando a demanda, o que permite a exportação de 6.157,7 Megawatts para outras regiões do País.
Madame Almerinda me chama no zap e logo me manda um emoji de coração, para pagar um biscoito. Claro. Ela sabe que, depois que começou a sair na primeira página de O Expresso, se tornou uma lenda viva. E bateu de pronto:
– Quer dizer que o Sigi é candidato a deputado estadual, meu caro periodista?
-É Madame, é bom que a política se renove, que o eleitor tenha outros nomes para escolher.
– Sigisvaldo já passeou de sandálias havaianas na varanda do meu coração.
– Verdade?
– Sim, vinha aqui pra casa, com a desculpa de uma consulta, mas enquanto eu caminhava de lá pra cá, para servir um cafezinho ou desligar uma TV enjoada, ficava cuidando da minha bunda. Era magrinho, solteiro, mas até que dava um lanchinho bom. Muitas vezes ele substituiu a altura o bombeiro, que naquela época era meu companheiro. O homem da mangueira andava meio arredio e o Sigi encarava a zaga e adentrava a grande área com galhardia.
-Mesmo, Madame. Me conta mais.
– De repente, ficou famoso, casou, e me largou de mão. Quando fiz campanha pra Oziel, em 2012, aí foi que desapareceu de vez. Perdi o boy por causa da política. Em 2018, até fiz campanha pro Bolsonaro, pra ver se ele voltava, mas não deu certo.
-Não sabia dessa, não, Madame. Mas vou compartilhar essa história com a dúzia e meia de leitores de O Expresso.
-Não faça isso. Vai me comprometer! Até já deixei de ser bozopata, depois que ele fez aquela conta de -4 + 5 = 9.
-Virou esquerdinha, Madame?
-Deus me livre. Agora vou votar naquele rapaz lindo que é Governador do RGS. Pense e imagine aquele gato me visitando aqui no aLEM!
-Não esquenta, não, Madame, que ele gosta da mesma fruta que a Senhora consome.
-É mesmo, Gaúcho?
-É mesmo. Estes dias ele, o Governador, abriu o jogo e saiu do armário com um pataço. Melhor a Senhora prometer o voto para o Sigi, que talvez ele queira recordar os velhos tempos.
Greve dos caminhoneiros em maio de 2018, em Luís Eduardo Magalhães, um dos maiores polos de demanda de transportes rodoviários da Bahia.
De Amanda Pupo, no Estadão
A ameaça de uma nova paralisação de caminhoneiros, programada para ocorrer a partir da meia-noite de domingo, 25, não preocupa o governo federal. Mais uma vez, a avaliação é de que o movimento deve ser apenas pontual, sem que haja uma adesão da categoria, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A mobilização é organizada por algumas entidades, com destaque para o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).
Em nota, o Ministério da Infraestrutura afirmou que o CNTRC não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor do transporte rodoviário de cargas autônomo. “O MInfra reforça a necessidade de entender o caráter difuso e fragmentado de representatividade do setor, seja regionalmente, seja pelo tipo de carga transportada, antes de divulgar qualquer informação referente à categoria”, afirmou a pasta em nota.
Nesta sexta-feira, 23, a ideia da paralisação também ficou mais fragilizada após a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) informar que não vai participar do movimento. O presidente da associação, Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que existe um descontentamento grande do segmento, mas que “não há adesão de 100% da categoria neste momento”.
A nova ameaça de greve vem após alguns representantes da classe tentarem organizar uma paralisação no início do ano, que acabou não tendo força. Uma das pautas principais, que se mantém nas mobilizações atuais, foi o preço considerado elevado do óleo diesel. Na ocasião, o diagnóstico do governo foi o mesmo, de que o movimento não teria adesão importante.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a greve de 2018, que causou grandes impactos na economia, só foi à frente pela mobilização das empresas de transporte. Sem essas companhias, caminhoneiros autônomos não teriam conseguido paralisar o País.
Na nota divulgada sobre o movimento deste domingo, o Ministério da Infraestrutura afirmou ser necessário entender o “caráter difuso e fragmentado de representatividade do setor”. “Nenhuma associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria”, disse o ministério.
O presidente da CNTRC, Plínio Dias, disse ao Estadão/Broadcast na última terça-feira, 20, que a mobilização começa no dia 25 e que a adesão pode crescer na segunda-feira e nos dias subsequentes.
A entidade afirma já ter apresentado 387 ofícios ao governo desde o começo do ano com as reivindicações dos caminhoneiros, como o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras para combustíveis, maior fiscalização nas estradas para cumprimento do piso mínimo de frete e a aposentadoria especial para os motoristas. Segundo o representante, a pauta é a mesma da paralisação do início de 2021. “Até o presente momento, o governo e as pastas cabíveis não chamaram para conversar”, disse.
Na manhã desta sexta-feira, 23, pouco depois das 9h, um motociclista identificado como Camilo Batista, de 21 anos, ficou ferido após se envolver em um acidente de trânsito na rua São Francisco, cruzamento com a rua Florianópolis, no bairro Jardim Sol Nascente, na cidade de LEM.
De acordo com informações da Superintendência de Transportes e Trânsito (SUTRANS), o motociclista trafegava pela rua São Francisco, sentido o bairro Mimoso I, quando foi surpreendido pelo Ford Focus que trafegava pela rua Florianópolis.
Ferido, o motociclista foi socorrido por uma equipe do SAMU para a UPA com suspeita de fratura fechada no pé esquerdo. Agentes da SUTRANS registraram a ocorrência.
Na manhã desta sexta-feira, 23, uma guarnição da Companhia Independente de Policiamento Especializado – do Cerrado realizava o patrulhamento preventivo no bairro Jardim das Oliveiras, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, quando foi informada via Disque-Denúncia, que um indivíduo, supostamente autor de crimes no estado de Goiás e que estaria com mandado de prisão em aberto, estava circulando naquela localidade.
A guarnição realizou uma incursão no bairro e localizou o suspeito, que resistiu à abordagem, dando início a uma troca de tiros que culminou com o próprio alvejado, e apesar de socorrido à unidade de saúde, não resistiu aos ferimentos e evoluiu a óbito.
Abigobal. Zé Mané. Zé Ruela. Abestalhado. Otário da bocona. Mané de bota. Chupa-cabra. Cri-cri. Malassombro. Mequetrefe. Frouxo. Rascunho do mapa do inferno. Fi dum que ronca e fuça. Fi da peste. Orelha seca. Pangaré. Catingoso. Fedorento. Peidão. Mistura de jabaculê com cobra d’água. Cara de tabaco. Tabacudo. Zarolho. Ratoeira. Requengelo. Malacabado. Xexeiro. Infeliz das costa oca. Cão dos inferno. Cachorro da moléstia. Sapo cururu. Chibata. Carai de asa. Asilado. Sibito baleado. Bocoió. Cara de fuinha. Mamulengo. Piranqueiro. Amarrado. Bicho véi leso. Catarrento. Arengueiro. Zambeta. Zureta. Xoxo. Peste bobônica. Bexiga lixa. Bexiga taboca. Goguento. Cara de butico. Bexiguento. Troncho. Sobejo. Afolosado. Batoré. Bisonho. Brebote. Espinhela caída. Fuleiro. Folote. Fubento. Malamanhado. Miolo de pote. Fi duma égua. Mundiça. Roscói. Truscui. Despombado. Inhaca. Cambão. Encangado com Satanás. Gabiru. Mazela. Gasguito. Gastura no pé do bucho. Bucho de soro. Não tem no cu o que o priquito roa. Catrevagem. Do tempo do ronca. Doido bala. Catraia. Cão chupando manga. Febre do rato. Febre tife. Não vale um cibazol. Besta amojada. Desmilinguido. Peitica. Ingembrado. Não dá um prego numa barra de sabão. Preguento. Presepeiro. Frangueiro. Topada no dedo mindinho. Cancro. Bicho véi paia. Donzelo. Cruzeta. Apombaiado. Peba. Fuleiragem. Aluado. Cu de novelo. Cu de boi. Miguezeiro. Cabrunco. Farrapeiro. Rafamé. Alma sebosa. Bocó. Mancoso. Morgado. Cabra bom de peia. Mouco das oiça. Bom pra rebolar no mato. Ariado. Bate fofo. Entojo. Abilolado. Xeleléu. Visagem do capeta. Velhaco. Tamborete de cabaré. Sem futuro. Saliente. Seborreia. Pomba lesa. Empata foda. Perebento. Ferida lambida. Papangu. Monga. Laurça. Buchada azeda. Maluvido. Grudento. Langanho. Juda. Garapeiro. Fi do cranco. Fi da gota serena. Fiofó de macaco. Resto de sulanca. Encruado. Cheio de verme. Engilhado. Encardido. Enjeitado. Cabuêta. Jaburu. Caxumbeiro. Virado no satanás. Aperreio no juízo. Filhote de lombriga. Marmota. Não vale o peido duma jumenta. Babão de milico. Papa-figo. Véi do saco. Cafuçu. Garapeiro. Inferno da pedra. Mói de chifre. Quentura do pingo da mei dia. Remelento. Rola-bosta. Genocida”.
O governo do Estado destinará R$ 90 milhões para os municípios
baianos, com o objetivo de assegurar o transporte escolar dos estudantes das redes estadual e municipais, que moram nas zonas rurais e precisam se deslocar até as escolas. Os recursos são oriundos do tesouro estadual, por meio do Programa Estadual de Transporte Escolar (PETE).
O superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar do Estado, Manoel Vicente Calazans, explicou que o PETE descentraliza três créditos aos municípios durante o ano, mas que diante do contexto das aulas semipresenciais na rede estadual de ensino, os recursos serão repassados em duas parcelas, sendo que a primeira parcela, de R$ 45 milhões, será creditada nos próximos dias. “O objetivo é garantir o transporte dos estudantes da rede estadual, mesmo naqueles municípios que ainda não decidiram por volta as aulas semipresenciais. É importante destacar que estamos dialogando com todos as prefeituras para resolver qualquer pendência de documentação, para viabilizar o crédito da primeira parcela na conta das prefeituras até o dia 30 de julho. A outra parcela será creditada em até três meses depois”, afirmou.
Ônibus escolar
Além dos recursos do PETE, o governo do Estado também está promovendo a renovação da frota de ônibus escolares, os chamados amarelinhos. Até esta sexta-feira (23), 144 ônibus escolares foram entregues a municípios baianos, com investimentos em torno de R$ 33 milhões, fruto de emendas parlamentares de deputados estaduais, federais e senadores. Só nesta sexta-feira (23), o governador Rui Costa e o secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, entregaram 14 ônibus escolares, durante agenda no município de Itaberaba. Outros 52 ônibus foram entregues ontem, em Salvador e Santa Cruz Cabrália.
Os ônibus são do modelo ORE 1 (Ônibus Rural Escolar), com capacidade para 29 lugares, e possuem Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM) para embarque e desembarque de estudante com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Rui entrega ônibus escolares para 43 municípios baianos
Na manhã desta quinta-feira (22), o governador do Rui Costa, acompanhado do secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, realizou mais uma entrega de ônibus escolares para prefeituras baianas. Desta vez, foram 43 ônibus e 12 territórios de identidade do estado beneficiados. O ato de entrega foi na Secretaria da Educação, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde estiveram presentes representantes de cada município contemplado.
O investimento para a aquisição desses veículos foi de aproximadamente R$ 12 milhões, com recursos do Fundo Nacional da Educação (FNDE), por meio de emendas da bancada.
Para o governador ,esses ônibus requalificam o transporte escolar em todo o estado, principalmente, neste momento de retomada das aulas presenciais. “Esses veículos dão um suporte importante aos alunos, principalmente para aqueles que mais precisam e que moram longe da sua escola. Esses são os que mais precisam das aulas presenciais, muitas vezes pela falta de infraestrutura em suas casas, a falta de internet, computador ou smartphone para acompanhar as aulas remotas. Por isso, estamos dando continuidade nestas entregas aos municípios e ajudando as famílias a não perderem a esperança na Educação como instrumento transformador de suas vidas”, afirmou Rui Costa.
São 43 ônibus modelo ORE 1 (Ônibus Rural escolar), com capacidade para 29 lugares. Todos os veículos dispõem de Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM) para embarque e desembarque de pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência física.
De acordo com o secretário Jerônimo Rodrigues, os ônibus são equipamentos que possibilitam que os alunos da rede pública cheguem às unidades escolares com conforto e segurança “O transporte escolar é uma ferramenta estratégica para a educação do estado”, destacou.
Os municípios contemplados são Antônio Cardoso, Aratuípe, Biritinga, Botuporã, Cachoeira, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Catolândia, Cocos, Dom Macedo Costa, Euclides da Cunha, Firmino Alves, Ibicuí, Ichu, Igrapiúna, Iguaí, Ipecaetá, Itacaré, Itapé, Itapetinga, Itarantim, Itororó, Jaguarari, Jaguaripe, Jussiape, Macururé, Malhada, Monte Santo, Nazaré, Palmas de Monte Alto, Pedro Alexandre, Pilão Arcado, Quijingue, Rodelas, Salina das Margaridas, São Gonçalo dos Campos, São José da Vitória, São Sebastião do Passé, Sátiro Dias, Simões Filho, Sobradinho, Teodoro Sampaio e Vera Cruz.
Na ocasião da entrega, Antônio Ferreira do Nascimento, prefeito de Jaguarari agradeceu o apoio do governador, e ressaltou a importância dessa frota para o interior. “Jaguarari fica no norte da Bahia, onde temos uma área territorial muito grande, e esse equipamento será importante para trazermos os nossos alunos para a sede da cidade, e nesse momento de reinício das aulas não queremos que nenhum aluno fique fora da escola”.
A Secretaria de Saúde de Luís Eduardo Magalhães vacinou nesta quinta-feira (22), 1.339 pessoas com a primeira dose contra o Covid-19. Restam 300 doses para amanhã (23).
A imunização continua, para pessoas a partir de 39 anos de idade. No sistema Drive-Thru, localizado no bairro Santa Cruz, ao lado do PROMATI, das 8h às 16h.
Para comprovar que faz parte do público-alvo, o munícipe deverá apresentar um documento de identificação com foto, CPF/CNS e comprovante de residência. Uma recomendação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Segunda dose
Lembrando que Luís Eduardo Magalhães dispõe de Oxford e Coronavac para segunda dose.
Pfizer: Gestantes e puérperas foram vacinadas contra o Covid-19 nesta quinta, na Policlínica Municipal
Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), foram vacinadas contra o Covid-19 na manhã desta quinta-feira (22), na Policlínica Municipal. Uma ação da Prefeitura, em parceria com a Secretaria de Saúde.
A dona de casa, Iara Alves de 28 anos, teve o seu bebê há 30 dias e recebeu a vacina da Pfizer, falou da importância da imunização.
“Primeiramente, por causa do meu bebê e estamos vendo as pessoas adoecendo. Eu já tive pessoas da minha família internadas e é muito difícil. Então eu recomendo a quem puder, que tome a vacina, porque é muito importante”, alertou.
A enfermeira Lorraine Batista e a técnica de Enfermagem Zenilde Almeida, foram as responsáveis pela imunização.
Ato contou com as presenças do vice-presidente nacional e presidente estadual do partido, deputado Márcio Marinho
O radialista Sigi Vilares se filiou nesta quinta-feira, 22, ao REPUBLICANOS. A filiação ocorreu na presença de lideranças do diretório municipal do partido em LEM e do deputado federal Márcio Marinho (vice-presidente nacional e presidente estadual do partido) e do deputado estadual Jurailton Santos.
Sigi Vilares chega ao REPUBLICANOS para somar com o partido que planeja ampliar sua base na região.
O radialista oficializa assim sua pré-candidatura a deputado estadual. Para Marinho, a chegada de Sigi só engrandece o partido.
“Sigi Vilares é um grande profissional da comunicação na região, que usa o seu trabalho para contribuir com a sociedade. É cristão e defende os valores da família, portanto um nome com a identidade do Republicanos. Tenho certeza que as cidades de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, além é claro de toda a região, ganham muito com a vinda dele para a política”, disse o deputado.
Com 664 mil hectares plantados, o cultivo de frutas na Bahia responde por 31% da produção nacional do setor. O destaque fica para as lavouras de uva e manga no Vale do São Francisco, onde ficam os dois municípios do estado com maior faturamento na fruticultura: Juazeiro (R$ 589 milhões anuais) e Casa Nova (R$ 300 milhões).
Os dados são da Secretaria da Agricultura (Seagri), com base em levantamento do IBGE. A pasta estadual ressalta ainda que a Bahia é o segundo maior produtor de frutas frescas.
Parte destes números decorrem do desempenho no Vale do São Francisco, que inclui os números de Pernambuco também. A região fatura anualmente R$ 2 bilhões com as safras de manga e uva e produz anualmente um milhão de toneladas de frutas. A receita com exportações alcança R$ 440 milhões.
Uma das iniciativaas baianas é o Distrito de Irrigação do Perímetro de Maniçoba (DIM), em Juazeiro. Duas mil famílias vivem das culturas de manga e uva no local. O faturamento dos 625 lotes do distrito – a maioria destinada a pequenos produtores – foi de R$ 184 milhões em 2020.
De acordo com a Seagri, são gerados 9.914 empregos diretos e outros 39.652 indiretos no distrito de Maniçoba. No distrito estão plantados mais de cinco mil hectares de manga, que geram uma produção de 90 mil toneladas da fruta por ano – metade da safra é destinada à exportação.
O governo da Bahia reduziu o toque de recolher em 1h e decidiu manter a proibição de shows e festas, públicos ou privados, independentemente do número de participantes. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (23) e será válida até o dia 6 de agosto.
A partir desta sexta, fica estabelecida em toda a Bahia a restrição de locomoção noturna entre 1h e 5h.
Como consequência, a circulação do transporte metropolitano está permitida até 1h30 e volta a funcionar às 5h. Já o funcionamento do ferry será interrompido das 23h às 5h.
Também continua autorizada a realização de atividades e eventos com até 100 pessoas. De acordo com o governo estadual, os eventos com até 200 pessoas poderão ocorrer somente nos municípios integrantes de região de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 permaneça, por cinco dias consecutivos, igual ou inferior a 60%.
Além disso, não houve mudança em relação a outros pontos do decreto, originalmente publicado em 8 de julho.
Nem o senador Humberto Costa, nem o jornalista Kennedy Alencar são crianças. Sabem o que estão dizendo. Essa história de todo dia um esbirro do atual Governo – se isso se pode chamar de governo – ameaça com um golpe. Já deu certo. Não dá mais.