
Agora vai: Anvisa convoca 11 governadores para tratar de liberação da Sputnik V
Ideia da agência é que a reunião aconteça na terça-feira (6/4), mas a confirmação vai depender das agendas dos políticos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) convocou os governadores dos 11 estados interessados em importar a vacina russa Sputnik V, contra a Covid-19, para explicar em detalhes as dificuldades que o órgão regulador vem enfrentando para avançar com a autorização para o uso emergencial do imunizante no país. A informação é do portal Valor Econômico.
A ideia inicial da agência é que a reunião aconteça nesta terça-feira (6/4), mas a confirmação vai depender das agendas dos governadores.
Santa Catarina e os estados do Nordeste estão ameaçando entrar no STF com ação que libere a vacina russa mesmo sem a permissão dos governadores. Só a encomenda baiana, que deve chegar em uma semana após a liberação, daria para vacinar entre 4 e 5 milhões de baianos.
Pesquisa XP: 60% rejeitam Bolsonaro e Lula lidera sucessão presidencial
Apesar de toda a narrativa de Jair Bolsonaro contra as vacinas no enfretamento ao Covid-19, o número de pessoas que querem se vacinar só cresce, segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira (5).
A atuação de Bolsonaro para conter o avanço da Covid-19 no país foi avaliada negativamente pela maioria.
Dos entrevistados, 80% disseram que se vacinarão com certeza, contra 5% que disseram que com certeza não aceitarão serem imunizados. Em janeiro de 2021, apenas 69% diziam ter certeza de que se vacinariam e 11% diziam ter certeza de que não se vacinariam.
A consulta popular relata ainda que Bolsonaro chega a 48% de ruim e péssimo.
O presidente ainda atingiu o mais alto índice de desaprovação desde o início do mandato.
O presidente Jair Bolsonaro segue em uma trajetória forte de piora de sua avaliação. Segundo a pesquisa, o Ruim/Péssimo do mandatário já alcança quase metade da população.
Os números mostram que, em 31 de março, 48% consideram o governo como Ruim ou Péssimo, 24% como Regular e apenas 27% como Bom/Ótimo. Em 11 de março, eram 45% os que avaliavam o governo negativamente.
A desaprovação do presidente chegou a 60% – um salto de 4 pontos percentuais -, índice mais alto desde o início do governo, enquanto a aprovação atinge apenas 33%. Além disso, o levantamento mostra que 65% acreditam que a economia vai no caminho errado, 55% afirmam estar com muito medo do surto do novo coronavírus.
Existe o limítrofe genocida, o gadinho curraleiro que pretende manter a Mamataria Brasil e os fungos chapéu-de-cobra, cogumelos que nascem no esterco do gado junto ao curral. Estes são cada vez menos, entendendo a amplitude da tragédia que se abateu sobre o País.
Colapso sanitário em Minas Gerais é de proporções inéditas
Minas Gerais tem 1.407 pessoas com covid-19 à espera de leitos para internação. São 526 precisando de atendimento em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 881 aguardando uma vaga em enfermaria.
A informação foi divulgada pelo governador Romeu Zema (Novo), na tarde de hoje. Na postagem, o governador alegou que, apesar dos esforços para abertura de novas vagas, a demanda segue muito maior. Segundo os dados divulgados por Zema, até fevereiro, eram 2.072 leitos de UTI.
Neste mês, com a ampliação, são 4.614. Já os postos de atendimento em enfermarias eram 11.625, chegando a 20.959 agora em abril .
FIOCRUZ identifica 92 cepas do novo coronavírus em circulação no Brasil
Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que 92 cepas do novo coronavírus já foram identificadas em circulação no Brasil desde o início da pandemia. Os dados divulgados na plataforma da fundação foram coletados por meio de exames realizados pela Fiocruz e por outras instituições.
Duas delas, associadas a uma maior transmissibilidade, são as que mais preocupam a Organização Mundial da Saúde (OMS): a surgida em Manaus (P1) e no Reino Unido. Outra variante, a descoberta na África do Sul (B.1.351), ainda não foi integrada ao sistema, apesar de já ter sido identificada em São Paulo.
“Temos no mundo mais de mil variantes do coronavírus, e quase 100 delas já circularam no Brasil. Muitas dessas linhagens do início da pandemia tinham poucas diferenças entre si. O que mais preocupa agora é a dispersão da P1, a variante de Manaus, que já se tornou prevalente na maior parte do país”, afirmou o coordenador da rede Corona-ômica BR, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o virologista Fernando Spilki.
“A circulação das linhagens de preocupação também já resulta na formação de novas mutações. Isso já está acontecendo, principalmente em locais onde as medidas de restrição são mais frouxas”, completou.
Bahia terá, a partir de amanhã, novo decreto de calamidade pública.
O governo da Bahia publicará na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (6) um novo decreto declarando estado de calamidade pública em todo o território em virtude da pandemia da Covid-19.
Este é o terceiro decreto do tipo publicado pelo governo baiano para fins de prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus.
A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências.
A publicação do decreto segue normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional e viabiliza a liberação de recursos por parte do Governo Federal para que sejam aplicados nas medidas de prevenção, controle, contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença.
Robôs bolsonaristas aumentam 3.441% em março; Senador pede investigação
“Há evidente afronta aos princípios da moralidade, da legalidade e da publicidade. O MP tem de avaliar a prática de crimes de peculato e improbidade administrativa”, diz o senador Humberto Costa.
O avanço intenso da pandemia do coronavírus no Brasil todo tem sido uma das principais razões para a queda de popularidade de Jair Bolsonaro, conforme indicam várias pesquisas. No entanto, em meio à tragédia registrada no país, cresceu a quantidade de interações no Twitter de perfis considerados não autênticos favoráveis ao presidente, de acordo com reportagem de Ingrid Soares e Augusto Fernandes, no Correio Braziliense.
Conforme levantamento do jornal, baseado em números da plataforma Bot Sentinel, que analisa publicações feitas na rede social por robôs, o número de postagens com hashtags de apoio a Bolsonaro saltaram vertiginosamente, entre fevereiro e março.
Há dois meses, a ferramenta mapeou 1.392 posts produzidos por bots bolsonaristas. Já no mês passado foram contabilizados, no mínimo, 49.302. O número representa crescimento de 3.441%.
O fato provocou reação imediata do senador Humberto Costa (PT-PE). Em suas redes sociais, o parlamentar classificou a ação dos robôs bolsonaristas como “peculato e improbidade administrativa”
“Encaminhei um pedido ao Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que abra uma investigação a fim de apurar se as impulsões por robôs e as hashtags e mensagens diversas favoráveis ao presidente da República, inclusive com propagandas de reeleição, são financiadas com quaisquer recursos da esfera federal, direta ou indiretamente”, diz Costa.
“Há evidente afronta aos princípios da moralidade, da legalidade e da publicidade. O MP tem de avaliar a prática de crimes de peculato e improbidade administrativa”, acrescenta.
Entre as publicações dos robôs, estão hashtags que enaltecem o trabalho de Bolsonaro. Houve, por exemplo, mais de 15,2 mil publicações com #opovoestacombolsonaro, #bolsonaroheroidobrasil, #contecomigobolsonaro, #bolsonarotemrazao e #vaipracimapresidente.
Reeleição
Além disso, foram muito frequentes posts pedindo que Bolsonaro seja reeleito em 2022. Tags como #bolsonaro2022, #bolsonaroate2026, #bolsonaropresidenteate2026 e outras semelhantes apareceram em mais de 8 mil postagens.
Os dias em que as publicações surgiram com mais frequência foram no aniversário do presidente, em 21 de março, e na data que marca o Golpe Militar de 1964, em 31 de março.
Em ambos os dias foram quase 14,1 mil posts de robôs. As principais hashtags foram #happybirthdaybolsonaro, #parabenspresidente, #deusabencoebolsonaro, #felizaniversariobolsonaro, #viva31demarço, #viva1964 e #viva31demarçovivaobrasil
Redigido por Lucas Vasques para a Revista Forum, com informações do Correio Braziliense.
Falta pessoal e falta sedação. Portanto, o novo normal são pacientes intubados, amarrados às macas.
Leitos de UTIs lotados, médicos, enfermeiros e pessoal de apoio – técnicos de enfermagem – cansados, sedação econômica. Então os pacientes agora são intubados e amarrados às camas hospitalares, agonizantes, para que não tentem arrancar os tubos. Ainda bem que Deus é generoso e tem levado, 2 em 3 pacientes, rápido ao seu encontro, tão mais agressiva são as mutações do coronavírus.
Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra que a superlotação de UTIs com leitos para Covid-19 intensificou a adoção de uma prática arcaica nesses ambientes hospitalares: a amarração às camas dos dois braços de pacientes intubados, como forma de evitar uma reação agressiva e danosa no momento de retomada da consciência.
A prática é chamada de contenção mecânica. Embora esteja longe de ser considerada recomendável ou mesmo aceitável por especialistas em medicina intensiva, é usual há anos em UTIs, segundo três intensivistas ouvidos pela reportagem do diário paulista.
O método acaba sendo usado para evitar prejuízos graves à saúde dos pacientes. É um mal necessário, segundo os médicos. A pandemia, por um conjunto de fatores, tornou a contenção ainda mais usual em UTIs.

A Folha obteve fotos e vídeos de pacientes com as mãos amarradas aos leitos no Hospital de Campanha Zona Leste, conhecido como Cero, em Porto Velho. As imagens mostram pacientes intubados e se movimentando lentamente, com os dois braços atados com panos às bordas das camas hospitalares.
O diretor-geral do hospital, Richael Costa, confirmou à reportagem que as imagens são de pacientes com Covid-19 internados no Cero.
Profissionais de saúde relacionam a contenção dessas pessoas à falta de sedativos e tranquilizantes na unidade. Medicamentos do chamado kit de intubação escassearam nesta fase crítica da pandemia, em que 17 estados e o DF –Rondônia entre eles – têm UTIs com mais de 90% de ocupação, segundo levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) flexibilizou regras para tentar evitar o esgotamento de sedativos e bloqueadores neuromusculares nos estados.
A Folha mostrou no dia 20 que profissionais de saúde estão recorrendo a drogas de segunda ou terceira linha para garantir a sedação ou compensando a ausência de bloqueadores com mais sedativos.
“É comum fazer a contenção no leito. Se as mãos ficarem soltas, o paciente pode arrancar o tubo”, afirmou o diretor. O “desmame” pode durar de dois a três dias, segundo ele. “À medida que diminui a sedação, o paciente vai abrir o olho, vai se mexer, não saberá quem são aquelas pessoas ali. O tubo não pode ser retirado de uma vez.”
Costa reconheceu que existe uma dificuldade de aquisição de medicamentos do kit intubação e que isso leva ao uso de drogas de “segunda ou terceira escolha”. “A contenção de pacientes só pode ocorrer com ordem médica”, disse.
A Secretaria de Saúde de Rondônia disse, em nota, que não faltam sedativos no hospital de campanha.
“O procedimento aplicado, de contenção de pacientes no leito, é uma prática assegurada por lei e faz parte da dinâmica de atendimento dos pacientes. É usado apenas quando o paciente apresenta agitação física ou agressiva e serve unicamente como proteção do paciente e da equipe”, afirmou.
Médicos ligados à Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) relatam que a prática de contenção se intensificou nas UTIs com a pandemia, e apontam razões diversas para isso. A mais óbvia é a quantidade enorme de novos casos graves, com necessidade de intubação. Soma-se a isso a falta de profissionais de enfermagem em quantidade suficiente para acompanhar todo o processo de “desmame” da sedação, ao lado dos pacientes.
O diretor-geral do Cero afirmou que a contenção mecânica de pacientes não é feita por falta de medicamentos do kit intubação. “Os sedativos não acabaram. E temos bloqueadores. Temos todos os medicamentos na unidade”, disse. Segundo Costa, o que se vê nas imagens é o momento do “desmame” dos sedativos, o despertar de pacientes intubados durante o processo de retirada gradual do tubo, em razão da melhora do quadro clínico.
Durante toda a minha vida de jornalista li ou acompanhei, direto de uma redação de jornal, crimes horrendos, cruéis, ritos de morte dignos de loucos.
Mas nenhum tão amplo nos seus objetivos, tão impiedoso, tão malévolo, tão desumano, tão planejado, tão bem arquitetado como esse que se comete, por força e desejo de um único responsável, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.
Numa saída rápida agora de manhã em Luís Eduardo Magalhães, vi uma camionete de empresa agrícola, com logotipos na porta e no para-brisa traseiro, encimados pela frase neo-nazista “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”
Na Alemanha de Hitler, uma das frases mais repetidas era “Deutschland über alles”, que quer dizer “Alemanha acima de tudo.”
E fiquei matutando: que a bancada do boi e do agro, principal sustentáculo, hoje, do Mito, não se iluda com Bolsonaro.
Em qualquer super-safra no mundo, vender em dólar pode deixar de ser interessante. Então, quando se voltarem de novo para o mercado interno ele estará reduzido e aviltado. Será a hora, em que a dívida, todo ano rolada, desde 1994, de mais R$350 bilhões vai se voltar contra os produtores rurais e a rala liquidez vai trocar milhares de CPFs e CNPJs.
Opinião do Editor: vivemos tempos sombrios e a grande tragédia recém está começando.
Um ministro do Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição e corte de instância máxima no País, resolve, pelo bem e pelo mal, permitir de igrejas e templos, podem admitir reunião de fiéis, numa decisão monocrática claramente inspirada pelos fundamentalistas do Planalto.
Tudo isso no auge de uma pandemia, que os fundamentalistas chamam de “fraudemia”, ao alegarem que é tudo mentira, inverdades, apesar das 331.000 mortes, para prejudicar o Alecrim Dourado, aquele que floresce no campo sem ser semeado, fruto do voto de uma porção ignara e interesseira de brasileiros. São os votos de quem acreditou em escola voltada para a educação sexual com vistas ao homossexualismo, na mamadeira de piroca, nas cartilhas mentirosas e nas facadas sem cicatrizes. Quem estava inteirado do assunto, morreu. Assim como morreu o chefe dos milicianos, da intimidade da família, numa clara e absoluta queima de arquivos.
Uma prova disso é o que aconteceu no litoral do Paraná. Um grupo de manifestantes promoveu um buzinaço em frente ao Hospital Municipal de Guaratuba, no litoral do Paraná, no sábado (3). Eles protestaram contra medidas de restrição no combate à pandemia na cidade e defenderam o uso de tratamento precoce para a Covid-19, que não possui eficácia comprovada contra a doença.
Buzinaço em hospital? Isso só pode ser coisa de doentes mentais, fronteiriços, limítrofes, clientes fugidos da ala de psiquiatria dos mais diversos hospitais do País.
A conclusão lógica é de que cada povo tem o governo que merece. E que julga merecedor da confiança do seu povo. Assim, ao ponto de liberar igrejas para grandes aglomerações, como aquelas que no sábado e domingo chegaram a reunir 10 mil pessoas num único templo.
Vivemos tempos sombrios.
Como afirmou um internauta, ontem, no Twitter: Kássio com K te liberou para ir à igreja, o coronavírus não te permitirá ir ao velório nem à missa de 7º dia.
“Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”, questionou o ministro Marco Aurélio Mello, em vias de se aposentar, ao lamentar a decisão de Kássio Marques. E arrematou: “Pobre Judiciário!”.
Estamos às vésperas de 5 mil mortes por dia. O Presidente da República está fazendo uma seleção natural à sua maneira. Expor velhos, pessoas com comorbidade, pobres que precisam se aglomerar em coletivos e locais de trabalho insalubres. Os mais resistentes sobrevivem. Os mais fracos morrem. Assim como aconteceu na “solução final” da Alemanha: judeus, eslavos, homossexuais, deficientes mentais ou físicos, ciganos e negros não tinham outro caminho do que seguir para as Câmaras de gás e para os trens da morte.
Tudo isso seria ressentimento da sua centrifugação do oficialato pelo Superior Tribunal Militar? Seria mágoa por ter vivido por tantos anos de rachadinhas e malversação de verbas de gasolina e auxílio moradia?
Por que ele repete a toda hora: “Meu exército!” Quem é de fato o exército de Bolsonaro? Os pobres que vão levar 10% do auxílio emergencial como dízimo aos seus templos e depois morrem nos corredores do SUS? Ou os pastores e padres mal intencionados que já tem inscritos, na Dívida Ativa da União, mais de R$1,9 bilhão?
Veja abaixo, o Brasil primeirão, devolvendo os 7×1 e o grande plano macabro de Bolsonaro. Sabe por que as mortes nos Estados Unidos caíram verticalmente? Por que o Governo já vacinou 165 milhões de pessoas, enquanto aqui estamos chegando a 20 milhões.

Um depoimento emocionante: “Estou com meus 2 irmãos amados numa mesma UTI”, desabafa Kakay.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, também conhecido como Kakay, fez um desabafo neste domingo (04) ao comunicar que seus dois irmãos estão internados na UTI, um deles intubado.
“Um pedaço de mim, talvez o melhor de mim, está lá com eles”, disse Kakay.
Em meio à angústia de ter entes queridos em estado grave de saúde, o advogado afirma que não pode esquecer a realidade do Brasil.
“É o que já disse: primeiro vamos enfrentar o vírus e depois vamos liquidar este verme”, apontou ele.
Leia, abaixo, íntegra do desabafo de Kakay:
Há um fato a registrar, neste momento de angústia, dor, recolhimento. Estou com meus 2 irmãos amados, companheiros de toda a vida, numa mesma UTI. Um deles entubado.
Um pedaço de mim, talvez o melhor de mim, está lá com eles. Casos muito graves. Gravíssimos. Mas eu mantenho uma esperança pois estão num hospital de primeira linha, com médicos fantásticos, competentes e comprometidos. Tenho o luxo de ter notícias deles durante o dia e a noite.
Não posso esquecer que esta não é, nem de longe, a realidade do Brasil. Um Presidente fascista e genocida jogou o país e os brasileiros num buraco sem fim. A grande maioria dos brasileiros, que está infectada ,como meus irmãos, não tem acesso a nada. Não há um tratamento digno .Nosso grande trunfo na saúde, o SUS, está sucateado.
Hoje minha prioridade é esperar a recuperação dos meus irmãos. Mas, ao mesmo tempo, tenho a obrigação de fazer o enfrentamento deste genocida .
É o que já disse: primeiro vamos enfrentar o vírus e depois vamos liquidar este verme.
Do DCM.
Novo protesto na embaixada brasileira em Paris denuncia “genocídio” no Brasil.
Protesto contra o governo Bolsonaro em frente à embaixada do Brasil em Paris, neste domingo 4 de abril de 2021. © Liliane Mutti
A embaixada do Brasil em Paris foi alvo neste domingo (4) de um novo protesto contra o governo de Jair Bolsonaro. Brasileiros residentes na França colocaram na fachada do prédio faixas com os dizeres, em francês, “Genocide, + de 300 mille morts e “Dictature plus jamais”.
O protesto em forma de instalação artística foi realizado pelos coletivos Alerta França Brasil/MD18 e Ubuntu Audiovisual
No comunicado, eles declararam que o ato “expressa a indignação dos brasileiros residentes na França, e dos cidadãos ao redor do mundo, frente às mais de 300 mil mortes pela Covid”.
Além das faixas vermelhas, pintadas de preto com os dizeres “Genocídio, + de 300 mil mortos” e “Ditadura nunca mais”, os ativistas instalaram nas grades das janelas máscaras pintadas de vermelho sangue, “para simbolizar as mais de três mil perdas diárias de vidas nesses últimos tempos, vítimas da necropolítica do governo de extrema direita”. Uma fumaça vermelha, tendo como fundo uma bandeira brasileira de luto fechou o protesto.
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Duas faixas foram colocadas na fachada do prédio com os dizeres: “Genocídio, + de 300 mil mortos” e “Ditadura nunca mais”. © Liliane Mutti
Essa foi a terceira instalação artística em forma de protesto em frente da embaixada brasileira de Paris desde o início da pandemia de Covid-19. O artista plástico Julio Villani foi o idealizador da ideia ao instalar, em maio de 2020, vários painéis na fachada da Embaixada do Brasil em Paris, em protesto contra o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Em 7 de setembro, no mesmo local, vários coletivos de brasileiros residentes na França realizaram um ato parecido.
Inspiração do artista plástico Julio Villani
“Julio Villani nos inspirou a prosseguir nesse caminho da instalação artística como forma de protesto. Foi muito importante, porque devido à pandemia, não podemos mais sair nas ruas em passeata, nem fazer manifestações. Não dá para ficar de braços cruzados. O que fazer diante dessas interdições, face à urgência de continuar denunciando a situação calamitosa no Brasil? A resposta foi unir militância política e arte”, explicou à RFI Marcia Camargos que participou da manifestação deste domingo.
“Escolhemos o domingo de Páscoa justamente por sua simbologia. Trata-se, para muitos, de uma festa religiosa que celebra uma ressurreição, uma espécie de renascimento. E isso vai em sentido oposto ao que está ocorrendo hoje no Brasil, onde as pessoas morrem como bicho à espera de um leito hospitalar, sendo que milhares de famílias não têm nada a festejar. Nem hoje nem amanhã, devido à falta de comando e de um mínimo de respeito pela vida humana, num país acéfalo, dirigido por um negacionista criminoso”, ressaltou a ativista.
Neste domingo a cidade estava vazia e a embaixada do Brasil fechada. O protesto aconteceu pela manhã. Não houve incidentes nem com a polícia francesa, nem com funcionários da embaixada. O ato contou com um número reduzido de participantes “de modo a respeitar as regras do confinamento e não juntar muita gente”. Apenas seis pessoas colocaram as faixas e as máscaras na fachada do prédio, além de uma fotógrafa e videasta que registrou o protesto.
Os coletivos Alerta França Brasil/MD18 e Ubuntu Audiovisual também criaram alguns vídeoartes como “Génocide”, “Écocide”, “Femme Multitude” e “Sans Oxygène”. Os ativistas planejam outras manifestações para continuar denunciando internacionalmente o governo Bolsonaro. “Ainda que do outro lado do Atlântico, sabemos da importância de ajudar a combater esse governo negacionista, unidos aos que resistem à sua necropolítica impiedosa”, diz Marcia Carmargos.
Pocurada pela RFI, a embaixada do Brasil informou que não houve danos ao prédio e que as faixas foram retiradas do local por volta das 10h30 da manhã. A representaçéao brasileira na capital francesa preferiu não se pronunciar sobre o protesto.
Feira do Santa Cruz recebe ação preventiva contra Covid-19

Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde realizaram na manhã deste domingo (04), ação preventiva contra o Covid-19, na Feira do bairro Santa Cruz.
A equipe comandada pelo coordenador de Endemias, Paulo Nei fez aferição de temperatura de clientes e trabalhadores da Feira. Além da higienização com álcool 70.
Carambola.com deseja Feliz Páscoa a todos.

O maior dos sentimentos está no ar: o amor. Amor que transforma, impulsiona e faz seguir em frente. Amor que une e renova. Renova a fé, a esperança e a vontade de estar. E se o estar ainda não é tão próximo quanto a gente gostaria, não temos dúvida que em breve tudo voltará ao normal. Por isso, celebre essa data. E não deixe de acreditar em cada momento desse domingo doce e repleto de significados.
CarambolaCom
Governo afundou florescente indústria automobilística do Brasil.

Em 2013, quando o PT “estava finalizando seu saque ao País”, como afirmam bolsonaristas fanáticos, produzíamos 3,71 milhões de veículos, por ano, e cerca de 50% do valor dos veículos retornava em impostos para os governos federal e estaduais.
As fábricas empregavam 150 mil funcionários diretamente e mais o dobro disso em fábricas de auto-peças. A nossa balança comercial era equilibrada em alta, com os principais importadores/exportadores, México e Argentina.
Agora, restam 29 fábricas de automóveis fechadas, toda a pirâmide de fornecedores de auto-peças e o desemprego de mão-de-obra altamente qualificada está murchando como maracujá na gaveta.
Foi o que restou do governo negacionista que se negou a comprar vacinas e preferiu vender cloroquina e ivermectina aos incautos.
O “Príncipe dos Políticos Vigaristas” é denunciado ao TJ-RJ por incitação à violência.
Presidente nacional do PTB, o neobolsonarista Roberto Jefferson, um dos príncipes dos políticos vigaristas do País, foi denunciado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por incitação à tortura em razão do vídeo divulgado na última sexta-feira (2), em que católicos celebram a Sexta-feira da Paixão, quando Cristo foi torturado até à morte.
A notícia-crime foi protocolada pelo secretário de Ordem Pública do município do Rio, Brenno Carnevale, que relata que o vídeo de Jefferson incita tortura e confrontamento de Guardas Municipais, que realizam ações de fiscalização das medidas de isolamento social.
“Dá um pau neles de cacete. Bate no joelho, no cotovelo, no ombro, pra quebrar a articulação, bate pra quebrar, e eles não vão voltar mais”, diz Jefferson no vídeo, em que afirma também que políticos favoráveis às restrições são “enrustidos”, sugerindo que seriam homossexuais.
O sujeito escroto é tão irresponsável que está jogando crentes fundamentalistas contra a guarda municipal, armada e com direito à própria defesa em caso de agressão.
Eles só desejam isso: batalhas campais, confrontos de rua, para levar o País ao caos completo e a um fechamento do regime democrático. Pela via democrática serão apeados do poder em 2022 e responderão por seus crimes em tribunais de primeira instância.
Brasil aplicou primeira dose da vacina em 19 milhões. Imunidade deve chegar com 172 milhões de vacinados.
Levantamento junto a secretarias de Saúde aponta que 19.183.802 pessoas tomaram a primeira dose e 5.342.361 a segunda, num total de mais de 24,5 milhões de doses aplicadas. G1, ‘O Globo’, ‘Extra’, ‘Estadão’, ‘Folha’ e UOL divulgam diariamente os dados de imunização no país.
Cientistas acreditam que a imunidade deveria alcançar 172 milhões de pessoas neste momento, para evitar a evolução de novas cepas e estancar a contaminação. Portanto ainda precisamos de 306 milhões de vacinas, para primeira e segunda dose.
Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (3) aponta que 19.183.802 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 9,06% da população brasileira.
A segunda dose já foi aplicada em 5.342.361 pessoas (2,52% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.
No total, 24.526.163 doses foram aplicadas em todo o país.
Preparando-se para o pior: Estados pensam em restringir voos domésticos e internacionais.

Visando frear o crescimento no número de casos de Covid-19 e evitar o avanço de novas variantes do coronavírus, governadores estão discutindo sobre a adoção de restrições no tráfego aéreo.
O tema foi debatido na última reunião entre os gestores e levado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,de acordo com informações da Folha.
Uma das ideias é reduzir voos que chegam de fora do país e outra é a adoção de quarentena para quem chega ao Brasil. Nos últimos dias, países como Chile e Bolívia, endureceram as restrições para voos internacionais.
Do Bahia.ba, editado.
Laerte informa que o Senhor está preocupado com abertura das igrejas.

Prepare-se para a entrada do novo Código de Trânsito neste 12 de abril.

Entram em vigor no dia 12 de abril as alterações promovidas no Código Brasileiro de Trânsito. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro do ano passado, quando ficou definido que a vigência passaria a ocorrer 180 dias após a sanção. 

A partir de agora, os motoristas devem ficar atentos aos novos prazos de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao número de pontos que podem gerar a suspensão de dirigir e à punição de quem causar uma morte ao conduzir o veículo após ter ingerido bebida alcoólica ou ter usado drogas.
Os exames de aptidão física e mental para renovação da CNH não serão mais realizados a cada cinco anos. A partir de agora, a validade será de dez anos para motoristas com idade inferior a 50 anos; cinco anos para motoristas com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 e três anos para motoristas com idade igual ou superior a 70 anos.
Haverá mudanças também na quantidade de pontos que podem levar à suspensão da carteira. Atualmente, o motorista que atinge 20 pontos durante o período de 12 meses pode ter a carteira suspensa. Agora, a suspensão ocorrerá de forma escalonada. O condutor terá a habilitação suspensa com 20 pontos (se tiver duas ou mais infrações gravíssimas na carteira); 30 pontos (uma infração gravíssima na pontuação); 40 pontos (nenhuma infração gravíssima na pontuação).
As novas regras proíbem que condutores condenados por homicídio culposo ou lesão corporal sob efeito de álcool ou outro psicoativo tenham pena de prisão convertida em alternativas.
Cadeirinhas
O uso de cadeirinhas no banco traseiro passa a ser obrigatório para crianças com idade inferior a dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura. Pela regra antiga, somente a idade da criança era levada em conta.
Recall
Nos casos de chamamentos pelas montadoras para correção de defeitos em veículos (recall), o automóvel somente será licenciado após a comprovação de que houve atendimento das campanhas de reparo.
“Bolsonaro blefa”, diz general Santos Cruz. “Não há motivos para estado de sítio”, diz general Paulo Chagas.
Oficiais ouvidos pela Pública dizem que Bolsonaro perdeu apoio entre os militares após demissão de comando das Forças Armadas e está longe de poder falar em “meu Exército”
Por Vasconcelo Quadros
Rompido com o presidente Jair Bolsonaro desde que a gestão da pandemia se revelou um desastre, o general Paulo Chagas – ex-candidato ao governo do Distrito Federal em dobradinha com o então candidato Bolsonaro – avalia a crise militar com a lembrança de um episódio que explica a incursão do militarismo pela política nos últimos 60 anos. “A atitude de Bolsonaro lembra o Jânio Quadros”, disse Chagas à Agência Pública, se referindo ao ex-presidente que, em 1961, renunciou na expectativa de gerar comoção para voltar ao poder pelos braços do povo. A renúncia abriu caminho para o golpe, dois anos depois. “A história não se repetirá porque os sinais estão trocados”, acrescenta.
Resguardadas as proporções históricas, segundo oficiais da reserva ouvidos pela Agência Pública, o Bolsonaro que emerge da crise, gerada por ele mesmo ao tentar envolver o Exército na busca de apoio para decretar um estado de sítio que também visava o controle das PMs, perdeu o apoio do alto oficialato militar, se viu forçado a mergulhar no toma lá dá cá da política nos braços do Centrão e colocou-se ao alcance de um provável processo de impeachment no Congresso. Como Jânio, segundo Chagas, Bolsonaro errou o tiro e acertou o próprio pé.
“Ele blefa”, resumiu à Pública o general Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, outro aliado de primeira hora que virou desafeto. “É zero a chance de os comandos militares se guiarem pela cabeça de outro ou de interesses fora da Constituição. Não tem furo nessa tela. As Forças Armadas são muito bem comandadas, tudo gente de primeira linha. Pode colocar lá quem quiser”, afirmou o general, descartando qualquer possibilidade de apoio militar às intenções golpistas.
Ânimos calmos depois da confusão, Santos Cruz garante que os novos comandantes militares manterão fidelidade à Constituição, rechaçando, como os anteriores, eventuais apelos do presidente para que respaldem medidas de exceção. O general acha que Bolsonaro deveria vir a público e explicar as mudanças que, segundo ele, podem ser normais em cargos políticos – como a demissão do ex-ministro Fernando Azevedo e Silva, da Defesa – mas fogem do padrão quando envolvem interferência nos comandos da tropa.
“Não tem explicação. Os comandos são operacionais e não políticos. Não tinha crise nenhuma. Acho que ele deveria explicar à população o que houve e porque demitiu o ministro. Não usou a comunicação do governo para falar e nem deu uma informação oficial. As pessoas ficam confusas, trabalhando com suposições”, disse o ex-ministro.
Nesta quinta-feira, em sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente elogiou o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto como novo ministro da Defesa, negou que tenha politizado a pasta, mas foi lacônico e enigmático ao tratar da crise. “Só nós aqui sabemos o motivo, basicamente, disso tudo. Morre aqui. Não tenho que discutir nada”, afirmou o presidente.
Para Santos Cruz, a crise militar desviou o foco das questões centrais. “Há problemas sérios no país, como a pandemia, um desgaste na economia, que precisam de mais atenção do governo”, afirmou o ex-ministro. Santos Cruz acha que o ideal para um enfrentamento mais objetivo ao coronavírus seria que não houvesse mais solavancos políticos e que o presidente governasse até o final do mandato para o qual foi eleito.
Ele se diz preocupado com os riscos do fanatismo descambar para violência e com a ameaça de politização nos quartéis, mas não faz previsões sobre o destino de Bolsonaro.
“É um governo de difícil previsão. O certo é que terminasse o mandato. Se cometer erros o Congresso tem os mecanismos para avaliar se é o caso de impeachment”.
A crise foi deflagrada no meio de uma inusitada reforma ministerial, anunciada logo depois da saída de Ernesto Araújo do Itamaraty. Soube-se então que Bolsonaro havia pressionado o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva para demitir o comandante do Exército, Edson Pujol.
Os comandantes militares, Edson Pujol, do Exército, à frente, se demitiram. Na troca, Bolsonaro foi derrotado pelo Alto Comando do Exército, integrado por 16 generais, que impuseram o nome do general Paulo Sérgio no lugar de Pujol, justamente o militar que marcara, numa entrevista ao Correio Braziliense, a diferença entre a tropa e o presidente no tratamento da pandemia, defendendo o isolamento social e medidas como o uso de máscaras.
O Exército seguiu as recomendações da ciência e estacionou o contágio em 0,13%, enquanto na gestão Bolsonaro o país supera 2,5% da população contaminada.
Paulo Chagas: Bolsonaro quis usar 31 de Março para aprovar estado de sítio
O general Paulo Chagas é mais incisivo. Afirma que, de forma intempestiva e sem qualquer nexo na realidade do país, Bolsonaro quis se aproveitar do clima de 31 de Março para gerar comoção e conseguir a aprovação do estado de sítio, pressionando o Congresso. “Ele queria garantias que a lei não permite. Bolsonaro nem tem escopo para exercer esse poder todo conferido por medidas dessa natureza. É um destrambelhado. Ele quis inverter o processo, cooptando as Forças Armadas em busca de declarações de apoio. Mas elas não são consultadas, só executam e negaram. Não deram e não vão dar apoio. Não há nenhum sinal no horizonte que justifique estado de sítio, que está só na cabeça dele, que quer poder total. Uma medida dessa natureza daria a ele ares de ditador e ele poderia mesmo virar um ditador”, afirma Chagas.
Num momento em que o país vive a tragédia do descontrole da pandemia, com mortes beirando a quatro mil por dia, o general acha que a atitude do presidente desvia o foco, atrapalha o combate a pandemia – cuja gestão desastrada o levou a romper com Bolsonaro e a pedir desculpas por tê-lo apoiado – divide a sociedade e ainda gera desconfiança entre os próprios militares, que ocupam dez dos 22 ministérios de Bolsonaro e não deram até agora qualquer sinal de que podem deixar o governo.
“A sociedade se pergunta, afinal, quem tem o discurso correto? Ninguém se encontra”, diz Chagas. Ele avalia que, sem o apoio dos militares, Bolsonaro se tornou refém do Centrão e terá de abrir os cofres do governo para a corrupção, o que não aliviará os riscos ao mandato.
“Ele vendeu a alma e, se quiser terminar o mandato, terá de deixar o Centrão roubar à vontade. Se sair do Centrão, sofre o impeachment. Bolsonaro contribuiu para consolidar a posição dos que não o querem mais no governo. Todos querem que ele caia”, diz o general, que avalia que o presidente “sai bastante fragilizado dessa crise e está facilitando o processo de impeachment”.
Bolsonaro já é alvo de 76 pedidos de impedimento, o último deles apresentado pelos líderes da oposição no calor dos episódios desta semana, tendo como base principal a demissão dos comandantes das Forças Armadas. No dia 31 de março, grêmios estudantis de faculdades de direito de todo o país protocolaram mais de 40 pedidos de impeachment do presidente.
Brigadeiro Ferolla: demissão foi “uma violência desnecessária” e de resultados “desastrosos” para Bolsonaro
Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), o brigadeiro Sergio Xavier Ferolla, da Aeronáutica, avalia que a atitude de Bolsonaro foi “uma violência desnecessária, inoportuna e de resultados desastrosos para o próprio presidente” que, com isso, se afasta da “hipócrita aleivosia” de se referir a força como “meu exército”.
Segundo ele, as Forças Armadas jamais aceitarão se desviar dos preceitos constitucionais “para satisfazer aventureiros nos bastidores da política e suas ideologias espúrias, maléficas à paz e ao sadio congraçamento da família brasileira”. O militar afirma que o presidente “tentou, sem sucesso, violar a legislação vigente e abalar os alicerces da hierarquia e da disciplina” militar, mas acabou “testemunhando suas limitações no âmbito do regime democrático”. Ferolla acha que o episódio reforçará o posicionamento das Forças Armadas, com o apoio do Congresso e Judiciário, na garantia de estabilidade democrática.
Além de buscar um “desesperado recurso” para neutralizar adversários e se manter no poder, na avaliação de Ferolla, Bolsonaro também tentou controlar as Polícias Militares, que são simpáticas a ele. “Buscou poderes especiais para comandar as polícias militares, envolvendo-as numa pretensa força nacional que, aliada aos ideólogos e radicais da extrema direita, sufocariam qualquer tipo de reação, inclusive das Forças Armadas”, disse, em referência a estímulos de bolsonaristas a motins nas PMs, como fez a deputado Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no caso do soldado que, num surto psicótico, disparou tiros de fuzil e acabou morto pelos próprios colegas em Salvador.
O ex-ministro acha que “se a crise nacional já havia levado o país para a beira do abismo, Bolsonaro deu um passo à frente”. E a firma que será necessário que Legislativo e Judiciário aumentem a vigilância sobre os atos do presidente. “Os disfarces caíram e a realidade tornou-se indiscutível para os indecisos e acomodados”, alerta.
Ferolla avalia que Bolsonaro tem agido como paranoico, enxergando inimigos inexistentes e, no caso do combate à Covid-19, adotado comportamento “insano e contestatório”, estimulando descrenças e dúvidas quanto a eficácia da vacina e medidas de prevenção entre cidadãos que são obrigados a se aglomerar em busca de emprego, alimento e saúde. “Eis o retrato, em preto e branco, da tragédia social brasileira, infelizmente”.
Coronel do Exército diz que Bolsonaro virou “espantalho” do qual oficiais militares querem se livrar.
Na reserva desde 2018, o coronel do Exército Marcelo Pimentel Jorge de Souza, de Recife, representa um segmento que vê uma crise militar artificializada pela articulação de oficiais de alta patente que agem como “partido militar”, responsáveis pela construção do “mito” Bolsonaro.
Ele diz que Bolsonaro agora virou um espantalho do qual querem se livrar para colocar no Palácio do Planalto o vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão.
Por essa tese, o vice cumpriria o resto do mandato com um plano de conciliação nacional, afastaria ministros “lunáticos” indicados por Bolsonaro e abriria caminho para construção de uma terceira via política para disputar as eleições de 2022.
“Acho que não haverá golpe. Eles querem que se pense que há risco de golpe e que só o Exército pode se livrar do Bolsonaro. Essa crise é mais um ato de uma peça de encenação”, diz o militar, que lamenta:
“Eu gostaria que o Bolsonaro terminasse o governo dele para que o povo compreendesse o valor do voto”.
Segundo ele, se o ato do presidente representou uma tentativa de uso político das Forças Armadas para aventuras golpistas, como sugere a nota emitida pelo do ex-ministro Azevedo e Silva ao ser demitido, ao afirmar que “nesse período preservei as Forças Armadas como instituição de Estado”, os militares que ocupam cargos no governo, incluindo Mourão, deveriam renunciar para demonstrar o divórcio com o desastrado governo de Bolsonaro, ao qual altos oficiais das forças se associaram.
Pimentel refuta ainda o argumento segundo o qual o grupo que foi trocado tentou impedir a politização dos quartéis, já que o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, abriu as portas dos quartéis para o então candidato Bolsonaro e, no atual governo, houve permissão para que vários generais da ativa aceitassem convites para ocupar cargos políticos no governo, sem serem forçados a ir para a reserva.
Foi o caso do atual ministro da Defesa, Braga Netto, do chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do ex-porta-voz Rego Barros, todos eles na ativa quando assumiram os cargos, o que gerou, segundo ele, uma inevitável associação entre governo e Exército nas críticas feitas a militares em cargos políticos.
“Não adianta falar agora sobre politização. A política está nos quartéis”,
Cooperfarms tem sobra recorde e cria Fundo de R$ 219 mil para amenizar impactos da COVID-19.

A Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms) apresentou na última quinta-feira (31), durante Assembleia Geral Ordinária Digital, o balanço financeiro de 2020, tendo aprovação por unanimidade de votos.
A Cooperfarms encerrou 2020 com R$ 180 milhões de faturamento, redução de 4,89% em relação ao ano anterior, quando atingiu R$ 189 mi. Apesar da pequena queda no faturamento, as sobras à disposição cresceram 17,48 % na comparação com o ano anterior, ultrapassando R$ 2,1milhões. Em 2019, o número chegou a R$ 1,8 milhão.
Em resposta ao saldo positivo de sobras e ao bom momento vivido do setor agrícola, os produtores associados definiram que uma parte (10%) do valor, cerca de R$ 219 mil, será destinada à criação de um fundo social da Cooperativa.
A ideia é utilizar o recurso em ações regionais para amenizar os impactos econômicos e sociais causados pela COVID-19. Já o restante do valor (90%) será repassado proporcionalmente a movimentação de cada associado dentro da cooperativa e distribuído em espécie, o que representa uma injeção de R$ 1,9 mi na economia da região.
Este é o segundo ano consecutivo que a Cooperfarms leva à Assembleia o valor das sobras e opta pela distribuição aos cooperados. Além disso, a Cooperativa permanece com uma Reserva de Assistência Técnica, Educacional e Social (RATES) superior a R$ 558mil, recurso que tem destinação exclusiva na educação e formação de cooperados e colaboradores.
O presidente da Cooperfarms, Marcelo Kappes, ressaltou que o resultado, novamente expressivo, se deve ao trabalho sério e cauteloso na gestão de custos da Cooperativa, além de novas estratégias de negócios. “O profissionalismo da nossa equipe e a confiança do produtor foram e serão essenciais para que a Cooperfarms cresça, porque dentro do sistema cooperativista a participação gera resultados, mas é preciso unidade para perseverar”, afirmou.
Novo Conselho Fiscal – O momento também foi oportuno para a eleição dos novos membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2021, sendo eles: Cláudio Cardoso, Camila Marchezan e Ivanir Pradella na titularidade e Igor Bortolin, Leandro Kohn e Maicon Fontana na suplência.
O formato virtual da Assembleia atendeu as disposições do artigo 43-A da Lei nº. 5.764/71 (Lei Geral do Cooperativismo), o qual permite ao associado participar e votar a distância em reunião ou em assembleia realizadas em meio digital.
Cai número de mortes na Bahia. Mas isso pode ser efeito do feriadão e menor número de informes.
Neste sábado (3) o boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) trouxe a confirmação de 61 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No dia anterior, sexta-feira (2), constavam 127 novas mortes no documento.
O número é o menor desde meados de fevereiro. No mês de março a média de mortes diárias por Covid-19 na Bahia ficou em 111.
A última vez que o estado registrou 61 mortes em um dia foi em 14 de fevereiro.
Vale destacar que nos finais de semana comumente os registros são menores que durante a semana, já que em alguns municípios os serviços de testagem não acontecem. Neste sábado, em especial, ainda há a questão de que segue um feriado de Sexta-feira Santa, então é possível que haja atraso na notificação por parte das cidades.
O boletim informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.986 casos de Covid-19. O estado soma 813.794 casos confirmados desde o início da pandemia, 783.065 já são considerados recuperados, 15.069 encontram-se ativos e 15.660 tiveram óbito confirmado.
Washington Post diz que Bolsonaro prepara golpe contra quem quer tirá-lo da presidência.
“O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também”, diz o jornal dos EUA.
Em editorial nesta sexta-feira (2), o jornal Washington Post, um dos mais influentes dos EUA, afirma que “em vez de lutar contra o coronavírus, Bolsonaro parece estar preparando as bases para outro desastre: um golpe político contra os legisladores e eleitores que poderiam removê-lo do cargo”.
Entre as ameaças vistas por Bolsonaro, segundo o Post, estariam os pedidos de impeachment no congresso e “o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emergindo como um potente adversário nas eleições do ano que vem”, fatores que teriam motivado as demissões dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, além das trocas em ministérios.
“As medidas foram suficientes para levar seis prováveis candidatos à presidência a emitir uma declaração conjunta alertando que ‘a democracia do Brasil está ameaçada’. ‘O claro plano de apoio do Bolsonaro’, escreveu o editor-chefe Brian Winter no Americas Quarterly, ‘é ter tantos homens armados do seu lado quanto possível no caso de um impeachment ou um resultado adverso na eleição de 2022′”, diz o jornal, sobre o armamento de grupos de apoiadores pelo presidente brasileiro.
O WP lembra que mesmo após três decadas de consolidação das instituições democráticas “há motivos para preocupação” e fala da “admiração” de Bolsonaro pela ditadura militar que governou o país nas décadas de 1960 e 1970.
“O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também”, afirma o jornal estadunidense.
Editorial do jornal El País: “O País se radicaliza”.
conquistou Hollywood
Uma reforma ministerial feita nesta semana pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para aplacar o descontentamento por sua péssima gestão da pandemia abriu uma crise de consequências imprevisíveis. A destituição do ministro da Defesa e a renúncia em uníssono da cúpula militar, algo inédito desde a restauração da democracia, aumentam a preocupação pelo rumo ao que o mandatário submete seu país no pior da pandemia.
A saída do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica é grave porque, sem dúvida, ocorreu pelas pressões constantes do mandatário ultradireitista.
Bolsonaro, um capitão reformado que nunca escondeu sua admiração pela ditadura, pretendia que as Forças Armadas apoiassem suas batalhas políticas extremistas.
A cúpula militar enviou um sinal de alarme sobre as atitudes autoritárias do presidente, que quer ser reeleito em 2022, ao renunciar antes de se submeter às suas exigências.
É muito preocupante que, neste delicado momento sanitário e com uma economia em franca recessão, o novo titular da Defesa tenha estreado no cargo com uma exaltação pública do golpe de 1964.
Bolsonaro lotou seu Governo de militares, reformados e na ativa, o que coloca as Forças Armadas em uma complexa tessitura diante da qual estas foram frequentemente ambíguas.
É preciso lembrar que são uma instituição de Estado e não partidária. A renúncia da cúpula militar deve ser vista como um gesto em defesa do papel constitucional da instituição.
O Brasil não pode se permitir que os militares ameacem a democracia; é necessário exigir seu apego absoluto à lei e à Constituição. Por isso é urgente um maior distanciamento dos militares com os gestos autoritários de Bolsonaro, que corroem sistematicamente a democracia.
Essa crise militar chega, além disso, em um momento extremamente delicado para o Brasil, que na quarta-feira voltou a bater um recorde de mortos pelo coronavírus, com quase 3.900 em 24 horas.
A nefasta gestão da pandemia por parte de Bolsonaro, contrariando a OMS e confrontando governadores, coloca seu país como epicentro mundial de contágios e mortes.
É prioritário deter a expansão do vírus, cuidar dos doentes e acelerar a vacinação para empreender uma recuperação.
A nomeação do general que deteve as infecções nos quartéis como novo comandante do Exército dá certa margem de esperança após dias agitados.
Tudo o que não evitar distrações e oferecer solidez e certeza diante da pandemia e das penúrias econômicas aprofundará esta crise em que o presidente tem grande responsabilidade. Uma responsabilidade da qual os militares não estão isentos.
São Camilo deseja uma feliz Páscoa a todos.
Dia de renascer e transformar. De acreditar na união e no poder da renovação. Em pensar como podemos mudar para nos tornarmos cada vez melhores para o próximo em todas as áreas da nossa vida. Mais um dia para a esperança fazer moradia em cada coração.
Bolsojudas é malhado no Rio de Janeiro. Povo indignado.
Indignados com o governo, moradores do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, fizeram neste sábado de aleluia (3) um boneco com a imagem de Bolsonaro, substituindo Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
Aos gritos de “fora Bolsonaro’, os moradores bateram e queimaram boneco.
Colapso funerário: em Belo Horizonte e Contagem, prédios antigos usados como depósito de corpos.
Com o aumento de mortes de covid-19 em Contagem (MG), os necrotérios da cidade tiveram suas estruturas sobrecarregadas. Como medida paliativa, a prefeitura está transportando corpos de vítimas da doença, ou não, para o prédio de uma antiga UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Por meio de nota ao UOL, a gestão municipal informou que contratou uma empresa especializada para o trabalho de remoção e acondicionamento dos corpos, “evitando que as famílias fiquem aguardando por tempo indeterminado, nas unidades de atendimento da rede pública de saúde”.
Em Belo Horizonte, por falta de espaço no necrotério da UPA da Pampulha, os corpos de pacientes que morreram por complicações de covid-19 ficaram expostos em frente à sala de emergência.
Em uma publicação nas redes sociais, uma moradora de Contagem escreveu que é necessário saber se a ação não trará riscos para sociedade.
“Em contrapartida, sou a favor de usar esse espaço para oferecer dignidade as vítimas. Não é porque faleceram que não precisam tratá-los com dignidade”.
A medida faz parte do plano de contingência da cidade e, segundo a prefeitura, não apresenta risco de contaminação para população, nem ambiental. “O local é apenas de acondicionamento, e está funcionando de forma emergencial e provisória na antiga”, explicou.
O município estuda um local com melhores condições, mas até o momento não definiu qual será. Foram registradas 917 mortes na cidade e mais de 25 mil casos confirmados em decorrência do coronavírus.
O neurocientista Miguel Nicolelis disse hoje ao jornal El País que podemos atingir 5 mil mortes por dia, caminhando rapidamente para 500 mil mortos. O colapso funerário está próximo, com estoque de 100 mil urnas, enquanto precisávamos 400 mil para enfrentar as mortes por Covid-19 e aquelas de causas naturais e acidentes.
Luís Eduardo Magalhães superou a marca dos 4 mil vacinados contra a Covid-19

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria Municipal de Saúde, já imunizou até este sábado, dia 03 de abril, 4.115 mil pessoas contra a Covid-19.
Desses, 2.161 mil idosos e 1.898 foram profissionais de saúde que atuam na linha de frente da pandemia.
Além de 56 trabalhadores da segurança pública acima dos 50 anos (policiais militares, bombeiros militares, guardas civis municipais e agentes de trânsito). Restam ainda 265 doses a serem administradas para primeira dose no Município.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de Luís Eduardo Magalhães, Juliana Melo, esse número reflete o comprometimento do Município com a imunização e o cuidado com a da população.
“No momento que a vacina chega ao Núcleo em Barreiras já criamos a nossa estratégia para buscar as doses e logo iniciamos a imunização. O nosso objetivo é que o mais breve a vacina seja disponibilizada para o público alvo, para que o Município receba mais doses e que Luís Eduardo avance na cobertura vacinal, porque só com a vacina voltaremos a respirar mais aliviados”, destacou.
Lula recebe a 2ª dose da vacina, em público. O Mito tem que se esconder para ser vacinado.

O ex-presidente Lula (PT) recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19, em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado (3). O petista transmitiu a sua vacinação ao vivo pelo Twitter.
Lula foi vacinado com a CoronaVac, que é produzida pelo Instituto Butantan através de uma parceria com Sinovac. Além dele, outros ex-presidentes também já se vacinaram contra a doença, como Michel Temer (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Sarney (PT) e Dilma Rousseff (PT).
Jota Camelo e a sequência lógica para uma limpeza geral na casa.

Apoie o trabalho do #JotaCamelo (clique no link): apoia.se/jotacamelochar
A fome ronda o Brasil, o terceiro maior produtor de alimentos do mundo.
Em cinco anos, aumentou em cerca de 3 milhões o número de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave (fome), chegando a 10,3 milhões. Terras férteis, clima propício e o Brasil não tem capacidade para produzir e alcançar alimentos básicos para uma grande parcela da população.

Da Sputnik Brasil, foto Adobe Stock.
O prolongamento da pandemia do novo coronavírus, a ausência do auxílio emergencial e o aumento do desemprego formam um cenário propício para o crescimento da fome no Brasil.
ONGs dos mais variados setores estão tentando preencher o vazio deixado por governos sufocados economicamente e oprimidos pelo avanço do vírus, mas a queda “dramática” nas doações tem sido mais um obstáculo a ser transposto.
Brasil e o Mapa da Fome
O Brasil deixou o chamado Mapa da Fome em 2014 com o amplo alcance do programa Bolsa Família. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado em dados de 2001 a 2017, mostrou que, no decorrer de 15 anos, o programa reduziu a pobreza em 15% e a extrema pobreza em 25%. No entanto, o país deve voltar a figurar na geopolítica da miséria no balanço referente a 2020.
E para piorar a situação, uma nova onda de demissões deve acontecer, e pessoas que não precisaram do auxílio no ano passado devem precisar agora, aumentando um drama para o qual não se vislumbra um fim no horizonte.
Daniel Balaban, representante do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas no Brasil e diretor do Centro de Excelência contra a Fome, falou com a Sputnik Brasil sobre o paradoxo de um país que é um dos maiores produtores mundiais de alimento e onde milhões de pessoas passam fome.
“Realmente é um contrassenso. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, na realidade é o terceiro maior produtor atrás apenas de Estados Unidos e China, produz uma quantidade enorme de alimentos e infelizmente nós estamos vendo o recrudescimento, a volta da fome ao país. Mais uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa”, declarou Balaban.
Segundo ele, a exportação de alimentos do Brasil é extremamente importante, e hoje o agronegócio prefere — e é muito mais lucrativo — a exportação, porque US$ 1 vale quase R$ 6.
“Então, nós estamos vivendo um problema econômico, porque as exportações elas são importantes para o agronegócio… A questão da fome no Brasil não tem relação com a falta de alimentos , nós temos alimentos suficientes para alimentar toda a população brasileira, mesmo depois da exportação”.
“O problema é o acesso aos alimentos, por conta das crises econômicas, das crises políticas que nós vivemos e agora muito mais fortalecido por conta da pandemia. Então, hoje as pessoas não estão conseguindo mais ter acesso aos alimentos porque muitos estão desempregados, aqueles que fazem bico não estão conseguindo sair por conta dos lockdonws e a pandemia ainda fortaleceu tudo isso, as pessoas estão sentindo muito o aumento da fome no país”, concluiu o representante do Programa Mundial de Alimentos
Ajuda mostra sinais de recuperação
A Sputnik Brasil também conversou com Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor executivo da iniciativa conhecida como Ação da Cidadania. Ele falou que os níveis de doações tiveram uma quebra neste ano de 2021.
“Em 2021 a gente teve uma redução bastante significativa das doações que a gente vinha recebendo ao longo de 2020. Ano passado a gente teve uma média, por mês, de R$ 3,5 milhões em doações e este ano a gente começou o ano recebendo de R$ 200 mil a R$ 300 mil por mês, o que é obviamente muito pouco para uma atuação necessária nesse momento no Brasil”, disse Rodrigo.
Turista contaminada com Covid-19 fura barreira no litoral de São Paulo e é detida.

Uma turista de 58 anos furou o bloqueio sanitário na cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, após receber o diagnóstico positivo para o novo coronavírus. O caso aconteceu na quinta-feira (1) e a mulher foi perseguida pela Guarda Civil Municipal e interceptada cerca de um quilômetro depois da barreira.
Segundo a prefeitura, após ser abordada, a mulher foi conduzida até a divisa e orientada a voltar para a cidade onde mora, Campinas.
Para evitar aglomerações durante o mega feriado antecipado em parte dos municípios paulistas, as cidades do litoral instalaram barreiras sanitárias para desestimular a entrada de turistas. Em São Sebastião, ao menos 65 pessoas tiveram o resultado positivo para a Covid-19 no teste realizado na barreira. Essas pessoas foram orientadas a voltar para o município de origem.
Do Bahia.ba, editada.
Bahia: mais 495 mil vacinas são distribuídas pelo Estado
Cinco aviões e três helicópteros iniciaram os voos às 13h desta quinta-feira (1). Aeronaves saíram do Graer da PM.
Aeronaves do Estado iniciaram, às 13h desta quinta-feira (1), o transporte de mais 495 mil vacinas contra a covid-19. Os imunizantes estão sendo levados por aeronaves do Grupamento Aéreo (Graer), da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador.
Cinco aviões e três helicópteros vão transportar, para 41 trechos, nos quatro cantos do estado os imunizantes. A previsão de encerramento da operação é no final da noite.
“A missão é sempre levar, no mesmo dia da chegada, o maior número de vacinas para cidades da Região Metropolitana de Salvador e do interior. Ficamos felizes em garantir uma rápida imunização”, declarou o comandante do Graer, tenente-coronel Wolney Anderson Santos de Almeida.
Lula tem 20 vezes mais audiência em live do que o Presidente.

A entrevista que o ex-presidente Lula (PT) concedeu para o jornalista Reinaldo Azevedo, na Bandnews, teve 18 vezes mais audiência no Youtube do que a tradicional live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), às quintas-feiras.
Por volta das 19h20, quando a live com o petista já caminhava para o final, 275 mil pessoas estavam assistido, enquanto a de Bolsonaro, que tinha cerca de 18 minutos, 15 mil pessoas acompanhavam.
A entrevista de Reinaldo com Lula estava cercada de expectativa, já que o jornalista foi um dos mais ácidos críticos dos governos petistas, inclusive sendo o criador do termo “petralha”. Na conversa eles falaram sobre a Lava-Jato, o tempo que Lula ficou na prisão, eleições de 2022, economia e do atual governo.
Em sua live, Bolsonaro recebeu o ministro da Cidadania João Roma (PRB-BA) e entre os assuntos, eles falaram sobre a nova rodada do auxilio emergencial. Na ocasião, o presidente volto a criticar medidas de isolamento.
COVID-19: Luís Eduardo Magalhães recebe nova remessa de Coronavac.

Luís Eduardo Magalhães recebeu nesta quinta-feira (01), 760 doses de vacinas Coronavac do Governo do Estado. Dessas, 380 para primeira vacinação e 380 para segunda dose.
Público alvo
O Município retoma neste sábado, dia 03 de abril, das 8h, às 12h, no sistema Drive-Thru a vacinação de idosos acima de 64 anos e pacientes que realizam tratamento de hemodiálise.
“A secretaria Municipal de Saúde tem seguido as recomendações do Ministério da Saúde sobre os grupos prioritários que devem ser vacinados neste início de campanha. Recebemos as doses do Governo do Estado e fazemos a distribuição de acordo com o público alvo”, contou a diretora de vigilância em Saúde, Juliana Melo.
2° dose Coronavac
Quem tomou a primeira dose da Coronavac há mais de 28 dias e está saudável, também pode se dirigir até o sistema Drive- Thru, localizado no bairro Santa Cruz, próximo à feira e ao lado do Programa Municipal de Atendimento à Terceira Idade (PROMATI).
Lembrando que o Drive-Thru não funciona aos domingos.
Bahia avança e chega ao 1º lugar em vacinação entre os estados.
Com 11,15% de sua população vacinada, a Bahia alcançou na noite de quinta-feira (1º) o primeiro lugar no ranking de estados que mais aplicaram a primeira dose da vacina contra Covid-19.
Na sequência, levando em consideração a aplicação de vacinas em relação à sua população, aparecem Mato Grosso do Sul (11,06%), Rio Grande do Sul (10,26%), Amazonas (10,22%), Paraíba (10,10%) e São Paulo (10,10%).
“Motivo de orgulho pra todos nós. A guerra é longa e só vamos vencê-la com seriedade, trabalho e a colaboração de todos”, disse o governador da Bahia, Rui Costa (PT).
Em publicação no Twitter, ele agradeceu a equipe que ajudou o estado a alcançar a marca.
“Meu agradecimento a todos os prefeitos e prefeitas da Bahia. Meu agradecimento a todos os profissionais da saúde e de apoio, que trabalharam exaustivamente para a Bahia conquistar o primeiro lugar em vacinação no Brasil”.
Holanda suspende vacina AstraZeneca para maiores de 60 anos.
A Holanda suspendeu temporariamente nesta sexta-feira o uso da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca em pessoas de menos de 60 anos, após a morte de uma mulher que a recebeu, informou o Ministério da Saúde.
Cerca de 100 mil agendamentos de vacinação foram cancelados como resultado da decisão, relatou a agência de notícias ANP.
A decisão foi tomada após novos relatórios da agência de monitoramento medicinal Lareb e de conversas com autoridades de saúde, disse um comunicado do Ministério da Saúde.
A AstraZeneca informou que está trabalhando com as autoridades holandesas para tratar de quaisquer dúvidas que estas tenham.
Pandemia chega ao paroxismo, com a maior média móvel de mortes.
No sábado, 20 de março, começou a acontecer o “outono da nossa desesperança”, parodiando John Steinbeck, o grande escritor norte-americano.
O Brasil registrou nesta quinta-feira (1º/4), véspera de feriado da Páscoa, média móvel de 3.117 mortes a cada 24 horas, mais um recorde nos números da pandemia.
O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 43%, indicando tendência de alta nos óbitos.
Foram 3.769 mortes e 91.097 novos infectados registrados nas últimas 24 horas em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Hoje a Bolívia, ora vejam, fechou as fronteiras com o Brasil por temor aos números graves da pandemia neste país. As fronteiras com a Venezuela estão fechadas, também, por iniciativa daquele país caribenho.
Bahia: aumenta número de casos de contaminação por Coronavírus.
Os casos ativos da Covid-19 voltaram a subir na Bahia, nesta quinta-feira (1º), conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).
Nas últimas 24 horas, o número de contaminados aumentou de 15.284 para 16.158 no estado.
Por outro lado, a quantidade de mortes diminuiu nas últimas 24 horas. Após registrar o recorde de 160 óbitos na quarta-feira (31), a Bahia teve 142 novas vítimas da Covid-19 nesta quinta.
Também houve redução na quantidade de pacientes internados com casos graves da Covid-19. Nas últimas 24 horas, o número caiu de 1.280 para 1.253 pessoas ocupando vagas em leitos de terapia intensiva na Bahia, sendo 1.237 adultos e 16 crianças.
Com a queda no número de internados, a taxa de ocupação das UTI para adultos reduziu de 85% para 83%. Nos leitos pediátricos de terapia intensiva, o percentual despencou de 53% para 44%.
Com 21 dias de lockdown, menos 22 mil mortes
Especialistas em saúde, acadêmicos e empresários divulgaram, nesta quinta-feira (1°/4), um documento no qual defendem um lockdown de três semanas para evitar 22 mil mortes em decorrência da Covid-19 em abril.
Entre os 30 profissionais que assinam o texto, estão nomes como o de Pedro Hallal, epidemiologista e coordenador do Epicovid-19; Rubens Belfort Jr., presidente da Academia Nacional de Medicina; Monica de Bolle, professora da Johns Hopkins University e Acacio Sousa Lima, presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.
Informação de hoje: de 100 pessoas que são internadas em UTIs do SUS, apenas 50% sobrevivem.
O abril mais triste de nossas vidas começou hoje.
A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo disse que abril será um mês triste para o Brasil por causa da covid-19. Ontem, em entrevista à GloboNews, a médica disse que a sociedade tem que estar ciente de que a vacina é uma solução, mas não um milagre.
Antes, a pesquisadora já havia adiantado que março também seria um mês muito afetado pela covid-19.
De fato, o mês fechou ontem com um saldo de mortos duas vezes maior que o registrado no pior mês de 2020, com 66 mil óbitos.
Após julho, as mortes começaram a cair, mas logo voltaram a subir com o início dos feriados de verão e fim de ano.
“A vacina é espetacular, é uma solução, mas a vacina não é milagre. A vacina, sozinha, não vai resolver. As pessoas têm que se vacinar e ficarem nas suas casas. Nós pedimos e vou pedir mais uma vez, não pode ter Páscoa, não pode ter festas, não pode ter aglomerações, não pode ter cerimônias de famílias, não pode ter festa de aniversário, não pode ter nada”, disse Dalcomo.
Do UOL.















