A embaixada do Brasil em Paris foi alvo neste domingo (4) de um novo protesto contra o governo de Jair Bolsonaro. Brasileiros residentes na França colocaram na fachada do prédio faixas com os dizeres, em francês, “Genocide, + de 300 mille morts e “Dictature plus jamais”.
O protesto em forma de instalação artística foi realizado pelos coletivos Alerta França Brasil/MD18 e Ubuntu Audiovisual
No comunicado, eles declararam que o ato “expressa a indignação dos brasileiros residentes na França, e dos cidadãos ao redor do mundo, frente às mais de 300 mil mortes pela Covid”.
Além das faixas vermelhas, pintadas de preto com os dizeres “Genocídio, + de 300 mil mortos” e “Ditadura nunca mais”, os ativistas instalaram nas grades das janelas máscaras pintadas de vermelho sangue, “para simbolizar as mais de três mil perdas diárias de vidas nesses últimos tempos, vítimas da necropolítica do governo de extrema direita”. Uma fumaça vermelha, tendo como fundo uma bandeira brasileira de luto fechou o protesto.
“Julio Villani nos inspirou a prosseguir nesse caminho da instalação artística como forma de protesto. Foi muito importante, porque devido à pandemia, não podemos mais sair nas ruas em passeata, nem fazer manifestações. Não dá para ficar de braços cruzados. O que fazer diante dessas interdições, face à urgência de continuar denunciando a situação calamitosa no Brasil? A resposta foi unir militância política e arte”, explicou à RFI Marcia Camargos que participou da manifestação deste domingo.
“Escolhemos o domingo de Páscoa justamente por sua simbologia. Trata-se, para muitos, de uma festa religiosa que celebra uma ressurreição, uma espécie de renascimento. E isso vai em sentido oposto ao que está ocorrendo hoje no Brasil, onde as pessoas morrem como bicho à espera de um leito hospitalar, sendo que milhares de famílias não têm nada a festejar. Nem hoje nem amanhã, devido à falta de comando e de um mínimo de respeito pela vida humana, num país acéfalo, dirigido por um negacionista criminoso”, ressaltou a ativista.
Neste domingo a cidade estava vazia e a embaixada do Brasil fechada. O protesto aconteceu pela manhã. Não houve incidentes nem com a polícia francesa, nem com funcionários da embaixada. O ato contou com um número reduzido de participantes “de modo a respeitar as regras do confinamento e não juntar muita gente”. Apenas seis pessoas colocaram as faixas e as máscaras na fachada do prédio, além de uma fotógrafa e videasta que registrou o protesto.
Os coletivos Alerta França Brasil/MD18 e Ubuntu Audiovisual também criaram alguns vídeoartes como “Génocide”, “Écocide”, “Femme Multitude” e “Sans Oxygène”. Os ativistas planejam outras manifestações para continuar denunciando internacionalmente o governo Bolsonaro. “Ainda que do outro lado do Atlântico, sabemos da importância de ajudar a combater esse governo negacionista, unidos aos que resistem à sua necropolítica impiedosa”, diz Marcia Carmargos.
Pocurada pela RFI, a embaixada do Brasil informou que não houve danos ao prédio e que as faixas foram retiradas do local por volta das 10h30 da manhã. A representaçéao brasileira na capital francesa preferiu não se pronunciar sobre o protesto.
Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde realizaram na manhã deste domingo (04), ação preventiva contra o Covid-19, na Feira do bairro Santa Cruz.
A equipe comandada pelo coordenador de Endemias, Paulo Nei fez aferição de temperatura de clientes e trabalhadores da Feira. Além da higienização com álcool 70.
O maior dos sentimentos está no ar: o amor. Amor que transforma, impulsiona e faz seguir em frente. Amor que une e renova. Renova a fé, a esperança e a vontade de estar. E se o estar ainda não é tão próximo quanto a gente gostaria, não temos dúvida que em breve tudo voltará ao normal. Por isso, celebre essa data. E não deixe de acreditar em cada momento desse domingo doce e repleto de significados.
Em 2013, quando o PT “estava finalizando seu saque ao País”, como afirmam bolsonaristas fanáticos, produzíamos 3,71 milhões de veículos, por ano, e cerca de 50% do valor dos veículos retornava em impostos para os governos federal e estaduais.
As fábricas empregavam 150 mil funcionários diretamente e mais o dobro disso em fábricas de auto-peças. A nossa balança comercial era equilibrada em alta, com os principais importadores/exportadores, México e Argentina.
Agora, restam 29 fábricas de automóveis fechadas, toda a pirâmide de fornecedores de auto-peças e o desemprego de mão-de-obra altamente qualificada está murchando como maracujá na gaveta.
Foi o que restou do governo negacionista que se negou a comprar vacinas e preferiu vender cloroquina e ivermectina aos incautos.
Presidente nacional do PTB, o neobolsonarista Roberto Jefferson, um dos príncipes dos políticos vigaristas do País, foi denunciado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por incitação à tortura em razão do vídeo divulgado na última sexta-feira (2), em que católicos celebram a Sexta-feira da Paixão, quando Cristo foi torturado até à morte.
A notícia-crime foi protocolada pelo secretário de Ordem Pública do município do Rio, Brenno Carnevale, que relata que o vídeo de Jefferson incita tortura e confrontamento de Guardas Municipais, que realizam ações de fiscalização das medidas de isolamento social.
“Dá um pau neles de cacete. Bate no joelho, no cotovelo, no ombro, pra quebrar a articulação, bate pra quebrar, e eles não vão voltar mais”, diz Jefferson no vídeo, em que afirma também que políticos favoráveis às restrições são “enrustidos”, sugerindo que seriam homossexuais.
O sujeito escroto é tão irresponsável que está jogando crentes fundamentalistas contra a guarda municipal, armada e com direito à própria defesa em caso de agressão.
Eles só desejam isso: batalhas campais, confrontos de rua, para levar o País ao caos completo e a um fechamento do regime democrático. Pela via democrática serão apeados do poder em 2022 e responderão por seus crimes em tribunais de primeira instância.
Levantamento junto a secretarias de Saúde aponta que 19.183.802 pessoas tomaram a primeira dose e 5.342.361 a segunda, num total de mais de 24,5 milhões de doses aplicadas. G1, ‘O Globo’, ‘Extra’, ‘Estadão’, ‘Folha’ e UOL divulgam diariamente os dados de imunização no país.
Cientistas acreditam que a imunidade deveria alcançar 172 milhões de pessoas neste momento, para evitar a evolução de novas cepas e estancar a contaminação. Portanto ainda precisamos de 306 milhões de vacinas, para primeira e segunda dose.
Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (3) aponta que 19.183.802 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 9,06% da população brasileira.
A segunda dose já foi aplicada em 5.342.361 pessoas (2,52% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.
No total, 24.526.163 doses foram aplicadas em todo o país.
Foto: Adenilson Nunes/ Divulgação/ Secretaria do Turismo
Visando frear o crescimento no número de casos de Covid-19 e evitar o avanço de novas variantes do coronavírus, governadores estão discutindo sobre a adoção de restrições no tráfego aéreo.
O tema foi debatido na última reunião entre os gestores e levado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,de acordo com informações da Folha.
Uma das ideias é reduzir voos que chegam de fora do país e outra é a adoção de quarentena para quem chega ao Brasil. Nos últimos dias, países como Chile e Bolívia, endureceram as restrições para voos internacionais.
Entram em vigor no dia 12 de abril as alterações promovidas no Código Brasileiro de Trânsito. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro do ano passado, quando ficou definido que a vigência passaria a ocorrer 180 dias após a sanção.
A partir de agora, os motoristas devem ficar atentos aos novos prazos de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao número de pontos que podem gerar a suspensão de dirigir e à punição de quem causar uma morte ao conduzir o veículo após ter ingerido bebida alcoólica ou ter usado drogas.
Os exames de aptidão física e mental para renovação da CNH não serão mais realizados a cada cinco anos. A partir de agora, a validade será de dez anos para motoristas com idade inferior a 50 anos; cinco anos para motoristas com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 e três anos para motoristas com idade igual ou superior a 70 anos.
Haverá mudanças também na quantidade de pontos que podem levar à suspensão da carteira. Atualmente, o motorista que atinge 20 pontos durante o período de 12 meses pode ter a carteira suspensa. Agora, a suspensão ocorrerá de forma escalonada. O condutor terá a habilitação suspensa com 20 pontos (se tiver duas ou mais infrações gravíssimas na carteira); 30 pontos (uma infração gravíssima na pontuação); 40 pontos (nenhuma infração gravíssima na pontuação).
As novas regras proíbem que condutores condenados por homicídio culposo ou lesão corporal sob efeito de álcool ou outro psicoativo tenham pena de prisão convertida em alternativas.
Cadeirinhas
O uso de cadeirinhas no banco traseiro passa a ser obrigatório para crianças com idade inferior a dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura. Pela regra antiga, somente a idade da criança era levada em conta.
Recall
Nos casos de chamamentos pelas montadoras para correção de defeitos em veículos (recall), o automóvel somente será licenciado após a comprovação de que houve atendimento das campanhas de reparo.
Oficiais ouvidos pela Pública dizem que Bolsonaro perdeu apoio entre os militares após demissão de comando das Forças Armadas e está longe de poder falar em “meu Exército”
Por Vasconcelo Quadros
Rompido com o presidente Jair Bolsonaro desde que a gestão da pandemia se revelou um desastre, o general Paulo Chagas – ex-candidato ao governo do Distrito Federal em dobradinha com o então candidato Bolsonaro – avalia a crise militar com a lembrança de um episódio que explica a incursão do militarismo pela política nos últimos 60 anos. “A atitude de Bolsonaro lembra o Jânio Quadros”, disse Chagas à Agência Pública, se referindo ao ex-presidente que, em 1961, renunciou na expectativa de gerar comoção para voltar ao poder pelos braços do povo. A renúncia abriu caminho para o golpe, dois anos depois. “A história não se repetirá porque os sinais estão trocados”, acrescenta.
Resguardadas as proporções históricas, segundo oficiais da reserva ouvidos pela Agência Pública, o Bolsonaro que emerge da crise, gerada por ele mesmo ao tentar envolver o Exército na busca de apoio para decretar um estado de sítio que também visava o controle das PMs, perdeu o apoio do alto oficialato militar, se viu forçado a mergulhar no toma lá dá cá da política nos braços do Centrão e colocou-se ao alcance de um provável processo de impeachment no Congresso. Como Jânio, segundo Chagas, Bolsonaro errou o tiro e acertou o próprio pé.
“Ele blefa”, resumiu à Pública o general Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, outro aliado de primeira hora que virou desafeto. “É zero a chance de os comandos militares se guiarem pela cabeça de outro ou de interesses fora da Constituição. Não tem furo nessa tela. As Forças Armadas são muito bem comandadas, tudo gente de primeira linha. Pode colocar lá quem quiser”, afirmou o general, descartando qualquer possibilidade de apoio militar às intenções golpistas.
Ânimos calmos depois da confusão, Santos Cruz garante que os novos comandantes militares manterão fidelidade à Constituição, rechaçando, como os anteriores, eventuais apelos do presidente para que respaldem medidas de exceção. O general acha que Bolsonaro deveria vir a público e explicar as mudanças que, segundo ele, podem ser normais em cargos políticos – como a demissão do ex-ministro Fernando Azevedo e Silva, da Defesa – mas fogem do padrão quando envolvem interferência nos comandos da tropa.
“Não tem explicação. Os comandos são operacionais e não políticos. Não tinha crise nenhuma. Acho que ele deveria explicar à população o que houve e porque demitiu o ministro. Não usou a comunicação do governo para falar e nem deu uma informação oficial. As pessoas ficam confusas, trabalhando com suposições”, disse o ex-ministro.
Nesta quinta-feira, em sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente elogiou o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto como novo ministro da Defesa, negou que tenha politizado a pasta, mas foi lacônico e enigmático ao tratar da crise. “Só nós aqui sabemos o motivo, basicamente, disso tudo. Morre aqui. Não tenho que discutir nada”, afirmou o presidente.
Para Santos Cruz, a crise militar desviou o foco das questões centrais. “Há problemas sérios no país, como a pandemia, um desgaste na economia, que precisam de mais atenção do governo”, afirmou o ex-ministro. Santos Cruz acha que o ideal para um enfrentamento mais objetivo ao coronavírus seria que não houvesse mais solavancos políticos e que o presidente governasse até o final do mandato para o qual foi eleito.
Ele se diz preocupado com os riscos do fanatismo descambar para violência e com a ameaça de politização nos quartéis, mas não faz previsões sobre o destino de Bolsonaro.
“É um governo de difícil previsão. O certo é que terminasse o mandato. Se cometer erros o Congresso tem os mecanismos para avaliar se é o caso de impeachment”.
A crise foi deflagrada no meio de uma inusitada reforma ministerial, anunciada logo depois da saída de Ernesto Araújo do Itamaraty. Soube-se então que Bolsonaro havia pressionado o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva para demitir o comandante do Exército, Edson Pujol.
Os comandantes militares, Edson Pujol, do Exército, à frente, se demitiram. Na troca, Bolsonaro foi derrotado pelo Alto Comando do Exército, integrado por 16 generais, que impuseram o nome do general Paulo Sérgio no lugar de Pujol, justamente o militar que marcara, numa entrevista ao Correio Braziliense, a diferença entre a tropa e o presidente no tratamento da pandemia, defendendo o isolamento social e medidas como o uso de máscaras.
O Exército seguiu as recomendações da ciência e estacionou o contágio em 0,13%, enquanto na gestão Bolsonaro o país supera 2,5% da população contaminada.
Paulo Chagas: Bolsonaro quis usar 31 de Março para aprovar estado de sítio
O general Paulo Chagas é mais incisivo. Afirma que, de forma intempestiva e sem qualquer nexo na realidade do país, Bolsonaro quis se aproveitar do clima de 31 de Março para gerar comoção e conseguir a aprovação do estado de sítio, pressionando o Congresso. “Ele queria garantias que a lei não permite. Bolsonaro nem tem escopo para exercer esse poder todo conferido por medidas dessa natureza. É um destrambelhado. Ele quis inverter o processo, cooptando as Forças Armadas em busca de declarações de apoio. Mas elas não são consultadas, só executam e negaram. Não deram e não vão dar apoio. Não há nenhum sinal no horizonte que justifique estado de sítio, que está só na cabeça dele, que quer poder total. Uma medida dessa natureza daria a ele ares de ditador e ele poderia mesmo virar um ditador”, afirma Chagas.
Num momento em que o país vive a tragédia do descontrole da pandemia, com mortes beirando a quatro mil por dia, o general acha que a atitude do presidente desvia o foco, atrapalha o combate a pandemia – cuja gestão desastrada o levou a romper com Bolsonaro e a pedir desculpas por tê-lo apoiado – divide a sociedade e ainda gera desconfiança entre os próprios militares, que ocupam dez dos 22 ministérios de Bolsonaro e não deram até agora qualquer sinal de que podem deixar o governo.
“A sociedade se pergunta, afinal, quem tem o discurso correto? Ninguém se encontra”, diz Chagas. Ele avalia que, sem o apoio dos militares, Bolsonaro se tornou refém do Centrão e terá de abrir os cofres do governo para a corrupção, o que não aliviará os riscos ao mandato.
“Ele vendeu a alma e, se quiser terminar o mandato, terá de deixar o Centrão roubar à vontade. Se sair do Centrão, sofre o impeachment. Bolsonaro contribuiu para consolidar a posição dos que não o querem mais no governo. Todos querem que ele caia”, diz o general, que avalia que o presidente “sai bastante fragilizado dessa crise e está facilitando o processo de impeachment”.
Bolsonaro já é alvo de 76 pedidos de impedimento, o último deles apresentado pelos líderes da oposição no calor dos episódios desta semana, tendo como base principal a demissão dos comandantes das Forças Armadas. No dia 31 de março, grêmios estudantis de faculdades de direito de todo o país protocolaram mais de 40 pedidos de impeachment do presidente.
Brigadeiro Ferolla: demissão foi “uma violência desnecessária” e de resultados “desastrosos” para Bolsonaro
Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), o brigadeiro Sergio Xavier Ferolla, da Aeronáutica, avalia que a atitude de Bolsonaro foi “uma violência desnecessária, inoportuna e de resultados desastrosos para o próprio presidente” que, com isso, se afasta da “hipócrita aleivosia” de se referir a força como “meu exército”.
Segundo ele, as Forças Armadas jamais aceitarão se desviar dos preceitos constitucionais “para satisfazer aventureiros nos bastidores da política e suas ideologias espúrias, maléficas à paz e ao sadio congraçamento da família brasileira”. O militar afirma que o presidente “tentou, sem sucesso, violar a legislação vigente e abalar os alicerces da hierarquia e da disciplina” militar, mas acabou “testemunhando suas limitações no âmbito do regime democrático”. Ferolla acha que o episódio reforçará o posicionamento das Forças Armadas, com o apoio do Congresso e Judiciário, na garantia de estabilidade democrática.
Além de buscar um “desesperado recurso” para neutralizar adversários e se manter no poder, na avaliação de Ferolla, Bolsonaro também tentou controlar as Polícias Militares, que são simpáticas a ele. “Buscou poderes especiais para comandar as polícias militares, envolvendo-as numa pretensa força nacional que, aliada aos ideólogos e radicais da extrema direita, sufocariam qualquer tipo de reação, inclusive das Forças Armadas”, disse, em referência a estímulos de bolsonaristas a motins nas PMs, como fez a deputado Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no caso do soldado que, num surto psicótico, disparou tiros de fuzil e acabou morto pelos próprios colegas em Salvador.
O ex-ministro acha que “se a crise nacional já havia levado o país para a beira do abismo, Bolsonaro deu um passo à frente”. E a firma que será necessário que Legislativo e Judiciário aumentem a vigilância sobre os atos do presidente. “Os disfarces caíram e a realidade tornou-se indiscutível para os indecisos e acomodados”, alerta.
Ferolla avalia que Bolsonaro tem agido como paranoico, enxergando inimigos inexistentes e, no caso do combate à Covid-19, adotado comportamento “insano e contestatório”, estimulando descrenças e dúvidas quanto a eficácia da vacina e medidas de prevenção entre cidadãos que são obrigados a se aglomerar em busca de emprego, alimento e saúde. “Eis o retrato, em preto e branco, da tragédia social brasileira, infelizmente”.
Coronel do Exército diz que Bolsonaro virou “espantalho” do qual oficiais militares querem se livrar.
Na reserva desde 2018, o coronel do Exército Marcelo Pimentel Jorge de Souza, de Recife, representa um segmento que vê uma crise militar artificializada pela articulação de oficiais de alta patente que agem como “partido militar”, responsáveis pela construção do “mito” Bolsonaro.
Ele diz que Bolsonaro agora virou um espantalho do qual querem se livrar para colocar no Palácio do Planalto o vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão.
Por essa tese, o vice cumpriria o resto do mandato com um plano de conciliação nacional, afastaria ministros “lunáticos” indicados por Bolsonaro e abriria caminho para construção de uma terceira via política para disputar as eleições de 2022.
“Acho que não haverá golpe. Eles querem que se pense que há risco de golpe e que só o Exército pode se livrar do Bolsonaro. Essa crise é mais um ato de uma peça de encenação”, diz o militar, que lamenta:
“Eu gostaria que o Bolsonaro terminasse o governo dele para que o povo compreendesse o valor do voto”.
Segundo ele, se o ato do presidente representou uma tentativa de uso político das Forças Armadas para aventuras golpistas, como sugere a nota emitida pelo do ex-ministro Azevedo e Silva ao ser demitido, ao afirmar que “nesse período preservei as Forças Armadas como instituição de Estado”, os militares que ocupam cargos no governo, incluindo Mourão, deveriam renunciar para demonstrar o divórcio com o desastrado governo de Bolsonaro, ao qual altos oficiais das forças se associaram.
Pimentel refuta ainda o argumento segundo o qual o grupo que foi trocado tentou impedir a politização dos quartéis, já que o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, abriu as portas dos quartéis para o então candidato Bolsonaro e, no atual governo, houve permissão para que vários generais da ativa aceitassem convites para ocupar cargos políticos no governo, sem serem forçados a ir para a reserva.
Foi o caso do atual ministro da Defesa, Braga Netto, do chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do ex-porta-voz Rego Barros, todos eles na ativa quando assumiram os cargos, o que gerou, segundo ele, uma inevitável associação entre governo e Exército nas críticas feitas a militares em cargos políticos.
“Não adianta falar agora sobre politização. A política está nos quartéis”,
A Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms) apresentou na última quinta-feira (31), durante Assembleia Geral Ordinária Digital, o balanço financeiro de 2020, tendo aprovação por unanimidade de votos.
A Cooperfarms encerrou 2020 com R$ 180 milhões de faturamento, redução de 4,89% em relação ao ano anterior, quando atingiu R$ 189 mi. Apesar da pequena queda no faturamento, as sobras à disposição cresceram 17,48 % na comparação com o ano anterior, ultrapassando R$ 2,1milhões. Em 2019, o número chegou a R$ 1,8 milhão.
Em resposta ao saldo positivo de sobras e ao bom momento vivido do setor agrícola, os produtores associados definiram que uma parte (10%) do valor, cerca de R$ 219 mil, será destinada à criação de um fundo social da Cooperativa.
A ideia é utilizar o recurso em ações regionais para amenizar os impactos econômicos e sociais causados pela COVID-19. Já o restante do valor (90%) será repassado proporcionalmente a movimentação de cada associado dentro da cooperativa e distribuído em espécie, o que representa uma injeção de R$ 1,9 mi na economia da região.
Este é o segundo ano consecutivo que a Cooperfarms leva à Assembleia o valor das sobras e opta pela distribuição aos cooperados. Além disso, a Cooperativa permanece com uma Reserva de Assistência Técnica, Educacional e Social (RATES) superior a R$ 558mil, recurso que tem destinação exclusiva na educação e formação de cooperados e colaboradores.
O presidente da Cooperfarms, Marcelo Kappes, ressaltou que o resultado, novamente expressivo, se deve ao trabalho sério e cauteloso na gestão de custos da Cooperativa, além de novas estratégias de negócios. “O profissionalismo da nossa equipe e a confiança do produtor foram e serão essenciais para que a Cooperfarms cresça, porque dentro do sistema cooperativista a participação gera resultados, mas é preciso unidade para perseverar”, afirmou.
Novo Conselho Fiscal – O momento também foi oportuno para a eleição dos novos membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2021, sendo eles: Cláudio Cardoso, Camila Marchezan e Ivanir Pradella na titularidade e Igor Bortolin, Leandro Kohn e Maicon Fontana na suplência.
O formato virtual da Assembleia atendeu as disposições do artigo 43-A da Lei nº. 5.764/71 (Lei Geral do Cooperativismo), o qual permite ao associado participar e votar a distância em reunião ou em assembleia realizadas em meio digital.
Neste sábado (3) o boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) trouxe a confirmação de 61 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No dia anterior, sexta-feira (2), constavam 127 novas mortes no documento.
O número é o menor desde meados de fevereiro. No mês de março a média de mortes diárias por Covid-19 na Bahia ficou em 111.
A última vez que o estado registrou 61 mortes em um dia foi em 14 de fevereiro.
Vale destacar que nos finais de semana comumente os registros são menores que durante a semana, já que em alguns municípios os serviços de testagem não acontecem. Neste sábado, em especial, ainda há a questão de que segue um feriado de Sexta-feira Santa, então é possível que haja atraso na notificação por parte das cidades.
O boletim informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.986 casos de Covid-19. O estado soma 813.794 casos confirmados desde o início da pandemia, 783.065 já são considerados recuperados, 15.069 encontram-se ativos e 15.660 tiveram óbito confirmado.
“O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também”, diz o jornal dos EUA.
Em editorial nesta sexta-feira (2), o jornal Washington Post, um dos mais influentes dos EUA, afirma que “em vez de lutar contra o coronavírus, Bolsonaro parece estar preparando as bases para outro desastre: um golpe político contra os legisladores e eleitores que poderiam removê-lo do cargo”.
Entre as ameaças vistas por Bolsonaro, segundo o Post, estariam os pedidos de impeachment no congresso e “o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emergindo como um potente adversário nas eleições do ano que vem”, fatores que teriam motivado as demissões dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, além das trocas em ministérios.
“As medidas foram suficientes para levar seis prováveis candidatos à presidência a emitir uma declaração conjunta alertando que ‘a democracia do Brasil está ameaçada’. ‘O claro plano de apoio do Bolsonaro’, escreveu o editor-chefe Brian Winter no Americas Quarterly, ‘é ter tantos homens armados do seu lado quanto possível no caso de um impeachment ou um resultado adverso na eleição de 2022′”, diz o jornal, sobre o armamento de grupos de apoiadores pelo presidente brasileiro.
O WP lembra que mesmo após três decadas de consolidação das instituições democráticas “há motivos para preocupação” e fala da “admiração” de Bolsonaro pela ditadura militar que governou o país nas décadas de 1960 e 1970.
“O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também”, afirma o jornal estadunidense.
Uma reforma ministerial feita nesta semana pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para aplacar o descontentamento por sua péssima gestão da pandemia abriu uma crise de consequências imprevisíveis. A destituição do ministro da Defesa e a renúncia em uníssono da cúpula militar, algo inédito desde a restauração da democracia, aumentam a preocupação pelo rumo ao que o mandatário submete seu país no pior da pandemia.
Bolsonaro, um capitão reformado que nunca escondeu sua admiração pela ditadura, pretendia que as Forças Armadas apoiassem suas batalhas políticas extremistas.
A cúpula militar enviou um sinal de alarme sobre as atitudes autoritárias do presidente, que quer ser reeleito em 2022, ao renunciar antes de se submeter às suas exigências.
É muito preocupante que, neste delicado momento sanitário e com uma economia em franca recessão, o novo titular da Defesa tenha estreado no cargo com uma exaltação pública do golpe de 1964.
Bolsonaro lotou seu Governo de militares, reformados e na ativa, o que coloca as Forças Armadas em uma complexa tessitura diante da qual estas foram frequentemente ambíguas.
É preciso lembrar que são uma instituição de Estado e não partidária. A renúncia da cúpula militar deve ser vista como um gesto em defesa do papel constitucional da instituição.
O Brasil não pode se permitir que os militares ameacem a democracia; é necessário exigir seu apego absoluto à lei e à Constituição. Por isso é urgente um maior distanciamento dos militares com os gestos autoritários de Bolsonaro, que corroem sistematicamente a democracia.
Essa crise militar chega, além disso, em um momento extremamente delicado para o Brasil, que na quarta-feira voltou a bater um recorde de mortos pelo coronavírus, com quase 3.900 em 24 horas.
A nefasta gestão da pandemia por parte de Bolsonaro, contrariando a OMS e confrontando governadores, coloca seu país como epicentro mundial de contágios e mortes.
É prioritário deter a expansão do vírus, cuidar dos doentes e acelerar a vacinação para empreender uma recuperação.
A nomeação do general que deteve as infecções nos quartéis como novo comandante do Exército dá certa margem de esperança após dias agitados.
Tudo o que não evitar distrações e oferecer solidez e certeza diante da pandemia e das penúrias econômicas aprofundará esta crise em que o presidente tem grande responsabilidade. Uma responsabilidade da qual os militares não estão isentos.
Dia de renascer e transformar. De acreditar na união e no poder da renovação. Em pensar como podemos mudar para nos tornarmos cada vez melhores para o próximo em todas as áreas da nossa vida. Mais um dia para a esperança fazer moradia em cada coração.
Indignados com o governo, moradores do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, fizeram neste sábado de aleluia (3) um boneco com a imagem de Bolsonaro, substituindo Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
Aos gritos de “fora Bolsonaro’, os moradores bateram e queimaram boneco.
Com o aumento de mortes de covid-19 em Contagem (MG), os necrotérios da cidade tiveram suas estruturas sobrecarregadas. Como medida paliativa, a prefeitura está transportando corpos de vítimas da doença, ou não, para o prédio de uma antiga UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Por meio de nota ao UOL, a gestão municipal informou que contratou uma empresa especializada para o trabalho de remoção e acondicionamento dos corpos, “evitando que as famílias fiquem aguardando por tempo indeterminado, nas unidades de atendimento da rede pública de saúde”.
Em Belo Horizonte, por falta de espaço no necrotério da UPA da Pampulha, os corpos de pacientes que morreram por complicações de covid-19 ficaram expostos em frente à sala de emergência.
Em uma publicação nas redes sociais, uma moradora de Contagem escreveu que é necessário saber se a ação não trará riscos para sociedade.
“Em contrapartida, sou a favor de usar esse espaço para oferecer dignidade as vítimas. Não é porque faleceram que não precisam tratá-los com dignidade”.
A medida faz parte do plano de contingência da cidade e, segundo a prefeitura, não apresenta risco de contaminação para população, nem ambiental. “O local é apenas de acondicionamento, e está funcionando de forma emergencial e provisória na antiga”, explicou.
O município estuda um local com melhores condições, mas até o momento não definiu qual será. Foram registradas 917 mortes na cidade e mais de 25 mil casos confirmados em decorrência do coronavírus.
O neurocientista Miguel Nicolelis disse hoje ao jornal El País que podemos atingir 5 mil mortes por dia, caminhando rapidamente para 500 mil mortos. O colapso funerário está próximo, com estoque de 100 mil urnas, enquanto precisávamos 400 mil para enfrentar as mortes por Covid-19 e aquelas de causas naturais e acidentes.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da Secretaria Municipal de Saúde, já imunizou até este sábado, dia 03 de abril, 4.115 mil pessoas contra a Covid-19.
Desses, 2.161 mil idosos e 1.898 foram profissionais de saúde que atuam na linha de frente da pandemia.
Além de 56 trabalhadores da segurança pública acima dos 50 anos (policiais militares, bombeiros militares, guardas civis municipais e agentes de trânsito). Restam ainda 265 doses a serem administradas para primeira dose no Município.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde de Luís Eduardo Magalhães, Juliana Melo, esse número reflete o comprometimento do Município com a imunização e o cuidado com a da população.
“No momento que a vacina chega ao Núcleo em Barreiras já criamos a nossa estratégia para buscar as doses e logo iniciamos a imunização. O nosso objetivo é que o mais breve a vacina seja disponibilizada para o público alvo, para que o Município receba mais doses e que Luís Eduardo avance na cobertura vacinal, porque só com a vacina voltaremos a respirar mais aliviados”, destacou.
O ex-presidente Lula (PT) recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19, em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado (3). O petista transmitiu a sua vacinação ao vivo pelo Twitter.
Lula foi vacinado com a CoronaVac, que é produzida pelo Instituto Butantan através de uma parceria com Sinovac. Além dele, outros ex-presidentes também já se vacinaram contra a doença, como Michel Temer (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Sarney (PT) e Dilma Rousseff (PT).
Em cinco anos, aumentou em cerca de 3 milhões o número de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave (fome), chegando a 10,3 milhões. Terras férteis, clima propício e o Brasil não tem capacidade para produzir e alcançar alimentos básicos para uma grande parcela da população.
O prolongamento da pandemia do novo coronavírus, a ausência do auxílio emergencial e o aumento do desemprego formam um cenário propício para o crescimento da fome no Brasil.
ONGs dos mais variados setores estão tentando preencher o vazio deixado por governos sufocados economicamente e oprimidos pelo avanço do vírus, mas a queda “dramática” nas doações tem sido mais um obstáculo a ser transposto.
Brasil e o Mapa da Fome
O Brasil deixou o chamado Mapa da Fome em 2014 com o amplo alcance do programa Bolsa Família. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado em dados de 2001 a 2017, mostrou que, no decorrer de 15 anos, o programa reduziu a pobreza em 15% e a extrema pobreza em 25%. No entanto, o país deve voltar a figurar na geopolítica da miséria no balanço referente a 2020.
E para piorar a situação, uma nova onda de demissões deve acontecer, e pessoas que não precisaram do auxílio no ano passado devem precisar agora, aumentando um drama para o qual não se vislumbra um fim no horizonte.
Daniel Balaban, representante do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas no Brasil e diretor do Centro de Excelência contra a Fome, falou com a Sputnik Brasil sobre o paradoxo de um país que é um dos maiores produtores mundiais de alimento e onde milhões de pessoas passam fome.
“Realmente é um contrassenso. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, na realidade é o terceiro maior produtor atrás apenas de Estados Unidos e China, produz uma quantidade enorme de alimentos e infelizmente nós estamos vendo o recrudescimento, a volta da fome ao país. Mais uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa”, declarou Balaban.
Segundo ele, a exportação de alimentos do Brasil é extremamente importante, e hoje o agronegócio prefere — e é muito mais lucrativo — a exportação, porque US$ 1 vale quase R$ 6.
“Então, nós estamos vivendo um problema econômico, porque as exportações elas são importantes para o agronegócio… A questão da fome no Brasil não tem relação com a falta de alimentos , nós temos alimentos suficientes para alimentar toda a população brasileira, mesmo depois da exportação”.
“O problema é o acesso aos alimentos, por conta das crises econômicas, das crises políticas que nós vivemos e agora muito mais fortalecido por conta da pandemia. Então, hoje as pessoas não estão conseguindo mais ter acesso aos alimentos porque muitos estão desempregados, aqueles que fazem bico não estão conseguindo sair por conta dos lockdonws e a pandemia ainda fortaleceu tudo isso, as pessoas estão sentindo muito o aumento da fome no país”, concluiu o representante do Programa Mundial de Alimentos
Ajuda mostra sinais de recuperação
A Sputnik Brasil também conversou com Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor executivo da iniciativa conhecida como Ação da Cidadania. Ele falou que os níveis de doações tiveram uma quebra neste ano de 2021.
“Em 2021 a gente teve uma redução bastante significativa das doações que a gente vinha recebendo ao longo de 2020. Ano passado a gente teve uma média, por mês, de R$ 3,5 milhões em doações e este ano a gente começou o ano recebendo de R$ 200 mil a R$ 300 mil por mês, o que é obviamente muito pouco para uma atuação necessária nesse momento no Brasil”, disse Rodrigo.
Uma turista de 58 anos furou o bloqueio sanitário na cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, após receber o diagnóstico positivo para o novo coronavírus. O caso aconteceu na quinta-feira (1) e a mulher foi perseguida pela Guarda Civil Municipal e interceptada cerca de um quilômetro depois da barreira.
Segundo a prefeitura, após ser abordada, a mulher foi conduzida até a divisa e orientada a voltar para a cidade onde mora, Campinas.
Para evitar aglomerações durante o mega feriado antecipado em parte dos municípios paulistas, as cidades do litoral instalaram barreiras sanitárias para desestimular a entrada de turistas. Em São Sebastião, ao menos 65 pessoas tiveram o resultado positivo para a Covid-19 no teste realizado na barreira. Essas pessoas foram orientadas a voltar para o município de origem.
Cinco aviões e três helicópteros iniciaram os voos às 13h desta quinta-feira (1). Aeronaves saíram do Graer da PM.
Aeronaves do Estado iniciaram, às 13h desta quinta-feira (1), o transporte de mais 495 mil vacinas contra a covid-19. Os imunizantes estão sendo levados por aeronaves do Grupamento Aéreo (Graer), da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador.
Cinco aviões e três helicópteros vão transportar, para 41 trechos, nos quatro cantos do estado os imunizantes. A previsão de encerramento da operação é no final da noite.
“A missão é sempre levar, no mesmo dia da chegada, o maior número de vacinas para cidades da Região Metropolitana de Salvador e do interior. Ficamos felizes em garantir uma rápida imunização”, declarou o comandante do Graer, tenente-coronel Wolney Anderson Santos de Almeida.
Fotos: Fernando Frazão e Marcelo Camargo/Agência Brasil
A entrevista que o ex-presidente Lula (PT) concedeu para o jornalista Reinaldo Azevedo, na Bandnews, teve 18 vezes mais audiência no Youtube do que a tradicional live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), às quintas-feiras.
Por volta das 19h20, quando a live com o petista já caminhava para o final, 275 mil pessoas estavam assistido, enquanto a de Bolsonaro, que tinha cerca de 18 minutos, 15 mil pessoas acompanhavam.
A entrevista de Reinaldo com Lula estava cercada de expectativa, já que o jornalista foi um dos mais ácidos críticos dos governos petistas, inclusive sendo o criador do termo “petralha”. Na conversa eles falaram sobre a Lava-Jato, o tempo que Lula ficou na prisão, eleições de 2022, economia e do atual governo.
Luís Eduardo Magalhães recebeu nesta quinta-feira (01), 760 doses de vacinas Coronavac do Governo do Estado. Dessas, 380 para primeira vacinação e 380 para segunda dose.
Público alvo
O Município retoma neste sábado, dia 03 de abril, das 8h, às 12h, no sistema Drive-Thru a vacinação de idosos acima de 64 anos e pacientes que realizam tratamento de hemodiálise.
“A secretaria Municipal de Saúde tem seguido as recomendações do Ministério da Saúde sobre os grupos prioritários que devem ser vacinados neste início de campanha. Recebemos as doses do Governo do Estado e fazemos a distribuição de acordo com o público alvo”, contou a diretora de vigilância em Saúde, Juliana Melo.
2° dose Coronavac
Quem tomou a primeira dose da Coronavac há mais de 28 dias e está saudável, também pode se dirigir até o sistema Drive- Thru, localizado no bairro Santa Cruz, próximo à feira e ao lado do Programa Municipal de Atendimento à Terceira Idade (PROMATI).
Lembrando que o Drive-Thru não funciona aos domingos.
BAHIA, PRIMEIRO LUGAR EM VACINAÇÃO NO BRASIL! Meu agradecimento a todos os prefeitos e prefeitas da Bahia. Meu agradecimento a todos os profissionais da saúde e de apoio, que trabalharam exaustivamente para a Bahia conquistar o primeiro lugar em vacinação no Brasil. pic.twitter.com/JO7twjAtyk
Com 11,15% de sua população vacinada, a Bahia alcançou na noite de quinta-feira (1º) o primeiro lugar no ranking de estados que mais aplicaram a primeira dose da vacina contra Covid-19.
Na sequência, levando em consideração a aplicação de vacinas em relação à sua população, aparecem Mato Grosso do Sul (11,06%), Rio Grande do Sul (10,26%), Amazonas (10,22%), Paraíba (10,10%) e São Paulo (10,10%).
“Motivo de orgulho pra todos nós. A guerra é longa e só vamos vencê-la com seriedade, trabalho e a colaboração de todos”, disse o governador da Bahia, Rui Costa (PT).
Em publicação no Twitter, ele agradeceu a equipe que ajudou o estado a alcançar a marca.
“Meu agradecimento a todos os prefeitos e prefeitas da Bahia. Meu agradecimento a todos os profissionais da saúde e de apoio, que trabalharam exaustivamente para a Bahia conquistar o primeiro lugar em vacinação no Brasil”.
A Holanda suspendeu temporariamente nesta sexta-feira o uso da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca em pessoas de menos de 60 anos, após a morte de uma mulher que a recebeu, informou o Ministério da Saúde.
Cerca de 100 mil agendamentos de vacinação foram cancelados como resultado da decisão, relatou a agência de notícias ANP.
A decisão foi tomada após novos relatórios da agência de monitoramento medicinal Lareb e de conversas com autoridades de saúde, disse um comunicado do Ministério da Saúde.
A AstraZeneca informou que está trabalhando com as autoridades holandesas para tratar de quaisquer dúvidas que estas tenham.
No sábado, 20 de março, começou a acontecer o “outono da nossa desesperança”, parodiando John Steinbeck, o grande escritor norte-americano.
O Brasil registrou nesta quinta-feira (1º/4), véspera de feriado da Páscoa, média móvel de 3.117 mortes a cada 24 horas, mais um recorde nos números da pandemia.
O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 43%, indicando tendência de alta nos óbitos.
Hoje a Bolívia, ora vejam, fechou as fronteiras com o Brasil por temor aos números graves da pandemia neste país. As fronteiras com a Venezuela estão fechadas, também, por iniciativa daquele país caribenho.
Os casos ativos da Covid-19 voltaram a subir na Bahia, nesta quinta-feira (1º), conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).
Nas últimas 24 horas, o número de contaminados aumentou de 15.284 para 16.158 no estado.
Por outro lado, a quantidade de mortes diminuiu nas últimas 24 horas. Após registrar o recorde de 160 óbitos na quarta-feira (31), a Bahia teve 142 novas vítimas da Covid-19 nesta quinta.
Também houve redução na quantidade de pacientes internados com casos graves da Covid-19. Nas últimas 24 horas, o número caiu de 1.280 para 1.253 pessoas ocupando vagas em leitos de terapia intensiva na Bahia, sendo 1.237 adultos e 16 crianças.
Com a queda no número de internados, a taxa de ocupação das UTI para adultos reduziu de 85% para 83%. Nos leitos pediátricos de terapia intensiva, o percentual despencou de 53% para 44%.
Com 21 dias de lockdown, menos 22 mil mortes
Especialistas em saúde, acadêmicos e empresários divulgaram, nesta quinta-feira (1°/4), um documento no qual defendem um lockdown de três semanas para evitar 22 mil mortes em decorrência da Covid-19 em abril.
Entre os 30 profissionais que assinam o texto, estão nomes como o de Pedro Hallal, epidemiologista e coordenador do Epicovid-19; Rubens Belfort Jr., presidente da Academia Nacional de Medicina; Monica de Bolle, professora da Johns Hopkins University e Acacio Sousa Lima, presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.
Informação de hoje: de 100 pessoas que são internadas em UTIs do SUS, apenas 50% sobrevivem.
A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo disse que abril será um mês triste para o Brasil por causa da covid-19. Ontem, em entrevista à GloboNews, a médica disse que a sociedade tem que estar ciente de que a vacina é uma solução, mas não um milagre.
Antes, a pesquisadora já havia adiantado que março também seria um mês muito afetado pela covid-19.
De fato, o mês fechou ontem com um saldo de mortos duas vezes maior que o registrado no pior mês de 2020, com 66 mil óbitos.
Após julho, as mortes começaram a cair, mas logo voltaram a subir com o início dos feriados de verão e fim de ano.
“A vacina é espetacular, é uma solução, mas a vacina não é milagre. A vacina, sozinha, não vai resolver. As pessoas têm que se vacinar e ficarem nas suas casas. Nós pedimos e vou pedir mais uma vez, não pode ter Páscoa, não pode ter festas, não pode ter aglomerações, não pode ter cerimônias de famílias, não pode ter festa de aniversário, não pode ter nada”, disse Dalcomo.
Num ataque sem precedentes de um militar de alta patente a um presidente da República pelo menos desde a redemocratização do país, o general Otávio Santana do Rêgo Barros praticamente deu a senha para o apoio das Forças Armadas ao impeachment de Jair Bolsonaro.
Com o apoio declarado do senador Tasso Jereissati à derrubada de Bolsonaro e o artigo de Merval Pereira, porta-voz oficioso dos Marinho já antecipando clima de “tranquilidade” num eventual governo do general Mourão, as elites brasileiras indicam que o tempo de Jair Bolsonaro acabou e, em aliança com a esquerda, devem caminhar para o impeachment.
Rego Barros foi porta-voz de Bolsonaro de janeiro de 2019 a outubro de 2020 e deixou a função rompido com o ex-chefe. Passou para a reserva em 2019, mas é um general respeitado na cúpula militar.
Em seu artigo, que você pode ler abaixo, diz que o desejo de Bolsonaro de transformar as Forças Armadas “em uma estrutura de apoio político” é uma “afronta tudo o que defendem as Forças Armadas em sua atitude profissional”. Afirma que o atual presidente busca “adentrar as cantinas dos quartéis com a política partidária”.
Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, é um líder respeitado na direita e no empresariado -ele também um empresário multimilionário.
Os dois fizeram, em seus pronunciamentos, referência direta ao estado emocional-mental de Bolsonaro.
Para Rêgo Barros, “o amadurecimento intelectual – característica marcante na formação dos atuais chefes – não esteve presente em sua trajetória [de Bolsonaro]”; Jereissati diz ter “dúvida até sobre seu equilíbrio mental.”
Com o artigo de Merval Pereira, há uma clara indicação de que a constelação político-empresarial, midiática conservadora e da cúpula militar pela derrubada de Bolsonaro está configurada.
Estamos diante de uma crise política que se avoluma diariamente, com efeitos não totalmente mensurados, embora eu não acredite que venha a se tornar institucional. Os sistemas de freios e contrapesos ajustarão a temperatura.
As mudanças constantes e atabalhoadas da gestão, às vezes deslocadas dos princípios mais salutares das democracias maduras, vêm promovendo preocupações em todos os estamentos da sociedade.
O chefe do poder executivo, por vezes, intenta estabelecer uma ligação emocional entre as suas deliberações e a instituição de Estado: Forças Armadas.
O processo deliberativo é arcaico. Está longe de tangenciar aquilo que é defendido no âmbito do estamento militar. Modernas ferramentas de profissionalização foram introduzidas nos atuais integrantes das Forças Armadas.
Na Academia Militar das Agulhas Negras, uma frase lapidar nos impacta diariamente ao avançarmos para o rancho, marchando no Pátio Marechal Mascarenhas de Moraes: “Cadete ides comandar aprendei a obedecer”
Mas a roupagem é contemporânea, não é antolhada, e lembra as lideranças que privilegiam a flexibilidade, o trabalho em equipe e o êxito individual como estímulo. É o co(+)mandar. Mandar com.
O mandatário não é mais um militar. Ele detém, tão somente, uma carta patente que indica ter obtido, em um determinado momento da vida, os requisitos para exercer as funções intermediárias na hierarquia da oficialidade das Forças Armadas.
O amadurecimento intelectual – característica marcante na formação dos atuais chefes – não esteve presente em sua trajetória.
Permaneceu como aluno, cadete e oficial cerca de quinze anos. Como político, mais de trinta anos. Naturalmente os atributos que lhe foram ensinados, enquanto militar, ficaram pelo caminho, substituídos por conceitos não aplicados dentro de uma instituição como é o Exército Brasileiro.
Seu aparente desejo de transformar essa centenária instituição, detentora dos mais altos índices de confiabilidade, em uma estrutura de apoio político, afronta tudo o que defendem as Forças Armadas em sua atitude profissional.
Buscar adentrar as cantinas dos quartéis com a política partidária é caminho impensado para as Forças Armadas. Elas já estão vacinadas contra esse vírus.
Não se pode também aceitar uma transformação no core da instituição Forças Armadas, cambiando as cláusulas pétreas que as sustentam secularmente: hierarquia e disciplina, pilares para o exercício da função de constitucional, conforme sobejamente referendado pelos nossos comandantes.
É preciso deixar claro, entretanto, que não há nenhum sinal de alerta pulsando. A profissionalização castrense ultrapassa amadorismos atemporais que possam prejudicá-la. As lideranças estão atentas: as de ontem, as de hoje e as de sempre. As ideias de legalidade, legitimidade e estabilidade permanecem indicando o caminho. E as Forças Armadas diariamente reforçam a sua imunidade.
Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) analisarão, em até cinco dias úteis, a possibilidade de suspender a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) da Petrobrás ao Mubadala, fundo financeiro dos Emirados Árabes, anunciada no último dia 24. O tribunal questionou o valor de US$ 1,65 bilhão fechado com o Mubadala, que estaria abaixo do preço de mercado, de US$ 3,04 bilhões, definido pela estatal para a refinaria baiana. O ministro Walton Alencar afirmou, nessa quarta-feira (31), em plenário, que a medida tem como objetivo evitar “prejuízo ao interesse público”.
“Recebi Ofício do Subprocurador-Geral, Lucas Rocha Furtado, ressaltando a recente decisão do conselho de administração da Petrobrás em vender a Refinaria Landulpho Alves (Rlam) a preços abaixo de seu valor de mercado”, disse. O relato dele foi divulgado em reportagem publicada pela jornalista Fernanda Nunes, no jornal O Estado de S.Paulo.
O ministro Walton Alencar fez um alerta para a possibilidade de prejuízos com a venda da refinaria. “Ante o risco de conclusão do negócio antes que este Tribunal possa se debruçar sobre a matéria, com possível prejuízo ao interesse público, bem como considerando as consequências que essa decisão possa carrear para a venda das demais refinarias, entendo fundamental determinar que a Unidade Técnica submeta a este Relator, em 5 dias úteis, análise conclusiva a respeito da necessidade ou não de concessão de cautelar para a suspensão da alienação em andamento”, disse.
O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou a Rlam em US$ 3 bilhões. Analistas do banco BTG Pactual afirmaram que o total a ser pago pelo ativo está 35% abaixo do limite inferior projetado por eles. A XP Investimentos previu que, com esse dinheiro, a Petrobrás atingirá uma parcela muito pequena das suas metas financeiras.
A escalada de mortes em março, o mês mais letal da pandemia, lotou hospitais e impactou o Serviço Funerário da capital paulista, que tomou medidas que não tinham sido usadas nem no pico de 2020.
Neste mês, até o dia 30, foram enterradas 9.350 pessoas nos cemitérios públicos, particulares e crematórios de São Paulo, o que representa um aumento de 56% em relação ao mês anterior, que é mais curto.
Fevereiro, que teve 28 dias, registrou 5.964 sepultamentos. Ainda assim, nos meses anteriores, a média mensal de enterros ficou por volta de seis mil .
A São Camilo em breve irá inaugurar o seu Centro Médico, o maior do Oeste da Bahia. Um espaço ainda mais moderno, tecnológico, com novas especialidades médicas, conforto para os pacientes e o atendimento humanizado e especial de sempre.
Localizado no novo centro comercial da cidade, próximo a ACELEM, o espaço para atendimento médico especializado da São Camilo disponibilizará diferenciais como: consultórios médicos, clínica de diagnóstico por imagem, laboratório clínico, centro de vacinas, ótica, farmácia, cafeteria, espaço kids e mais de 100 vagas de estacionamento.
Tudo isso em mais de 3.000 m² de área exclusivamente dedicada à sua saúde.
Policiais militares da 85° Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/LEM) e Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Cerrado), Bombeiros Militares, Guardas Civis Municipais e Agentes da Sutrans, com idades acima de 50 anos foram vacinados contra a Covid-19, na tarde desta quarta-feira (31), no sistema Drive-Thru em Luís Eduardo Magalhães.
O Primeiro-Tenente Brandão com 30 anos de Polícia Militar foi um dos imunizados e falou da importância da vacina.
“Estamos na linha de frente desde o ano passado e é muito difícil ficarmos sem essa vacinação. Então chegou o momento. Agora com a vacina podemos trabalhar, desenvolver nosso serviço com mais tranquilidade, com mais confiança, sabendo que estamos protegidos”, comemorou.
O Major da Polícia Militar Cristiano Mendes Gouveia, Comandante da 85º CIPM, festejou a chegada da vacina para as forças de segurança.
“Estamos falando de um público que está em linha direta da contaminação. Depois dos profissionais de saúde, são os de segurança, que vêm logo com o risco. A vacina é a barreira de proteção, é ela que efetivamente vai nos tornar imunes e que evitará que qualquer profissional, sobretudo esses que estão submetidos ao risco, tenha uma probabilidade de contaminação. Eu considero a vacina, talvez, o maior veículo de proteção da população”, concluiu.
Parece uma distopia ponteada de antagonismos. Entre aqueles que completaram o fundamental, os chamados pobres de direita, e entre os mais ricos da Nação, o apoio a Bolsonaro chega a atingir 50%.
Agora se explica o porque de alguns textos canhestros, pontuados de erros de português, em grupos populares de whatsapp e facebook.
Aos ricos se justifica a opção. Tem sido privilegiados pelas medidas neo-liberais, como a da previdência, das leis trabalhistas e o recuo das taxas de juros. No entanto, se os mais iletrados apoiam Bolsonaro, aqueles que ganham entre 2 e 5 salários mínimos são os que mais rejeitam(72%).
Veja a pesquisa completa em Poder360, sob o título “Rejeição ao Governo é recorde e vai a 59%”. Isso também não é estranho, dá para se sentir nas ruas. Estranho mesmo é que 26% ainda apoiem o Presidente e 33% sigam dando apoio ao Governo, mesmo com o País a deriva, com o poder aquisitivo mais básico, como o de alimentos, caindo todo dia e o sistema de saúde em colapso.
Também é significativa a redução dos que dizem não saber responder, que são 8% hoje e eram 14% há 15 dias.
Isso é mais um sinal da intensa polarização de opiniões sobre a administração de Jair Bolsonaro: ou as pessoas aprovam (33%) ou desaprovam (59%).
O Brasil voltou a ter seu pior dia da pandemia, com o recorde de 3.950 mortes por Covid registradas nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (31) 321.886 óbitos.
Com isso, o mês de março se encerra com o montante de 66.868 óbitos. Isso é mais do que o dobro das mortes anotadas em julho de 2020, o segundo pior mês da pandemia, quando registramos 32.912 vítimas da doença. Veja abaixo:
Pior mês da pandemia no Brasil, março teve mais do que o dobro de mortes de julho de 2020, o segundo pior mês — Foto: Editoria de Arte/G1
A média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.971, pior marca no índice pelo 6º dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +42%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.
A média indica que o Brasil anotou pela 1ª vez mais de 20 mil óbitos em uma semana.
Enquanto a vacinação anda a passos lentos, com perto de 18 milhões vacinados em primeira dose, apesar do Governo ter disponibilizadas 31 milhões de doses. O restante é reservado pelos municípios para a aplicação da segunda dose. Enquanto isso, ANVISA, Ministério da Saúde e a inspiração negacionista do Governo Federal, batem cabeça, erráticos como baratas tontas.
Ninguém sabe onde vão parar as estatísticas, se terão um ponto de retorno. E o governo parece também não saber. Já não existem caixões, nem espaço nos cemitérios para enterrar corpos. E nas UTIs lotadas faltam sedativos e outros insumos.
Como permitimos uma insanidade destas, enquanto o Governo só pensa em estado de sítio e outras atitudes discricionárias?