Armazém onde foram deixados os testes RT-PCR, justamente no momento do recrudescimento da pandemia.
O jornal O Estado de São Paulo revelou que quase 7 milhões de testes para diagnóstico de covid-19 estão estocados em um armazém do governo federal em Guarulhos, São Paulo, prestes a perderem a validade nos próximos dois meses. Esses kits para realização do exame RT-PCR, considerado de “padrão ouro”, ou seja, de alta confiabilidade, não foram repassados para a rede pública de saúde dos Estados e municípios pelas mais variadas razões, todas imperdoáveis diante de uma catástrofe que já matou quase 170 mil brasileiros.
Ao longo desses nove meses de pandemia, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou cerca de 5 milhões de testes RT-PCR, menos da metade, portanto, do que poderia ter realizado. Isso dá a dimensão da incúria e do descaso com o bem-estar da população.
Só esse lote de testes que jazem encalhados nos galpões da incompetência administrativa custou R$ 290 milhões aos cofres públicos. O prejuízo financeiro é enorme e grave por si só, caso os kits para os exames percam a validade como se prenuncia. No entanto, esse é um problema menor diante das implicações sanitárias da não realização desses milhões de testes. A se confirmar o perecimento de insumos tão importantes, jamais se saberá como teria sido a curva epidemiológica da covid-19 no País com muito mais pessoas testadas, que ações poderiam ter sido tomadas pelo poder público a partir de uma visão mais clara da evolução da doença e, o que mais importa, quantas mortes poderiam ter sido evitadas.
O descalabro administrativo e financeiro virou objeto de mais uma contenda entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores e prefeitos. Tanto um como os outros podem, eventualmente, auferir ganhos políticos com essa rinha descabida, a depender da direção dos ventos. Certo é o enorme dano causado à população por uma desarticulação que a um só tempo avilta o bom senso e afronta a Constituição.
O Ministério da Saúde diz que sua responsabilidade se resume à compra centralizada dos kits. Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que “todo o material foi enviado para os Estados e municípios. Se algum Estado ou município não utilizou, deve apresentar seus motivos”. Isto não é verdade. Se os exames estão encalhados em um galpão do governo federal, como podem ter sido enviados aos Estados e municípios, como afirma o presidente?
Os entes federativos, por sua vez, afirmam que os lotes de testes que lhes foram entregues pelo governo federal estavam incompletos, sem o material necessário para coleta de amostras e processamento dos resultados. Vale dizer, sem qualquer serventia. Os conselhos de secretários municipais (Conasems) e estaduais de Saúde (Conass) afirmaram que o Ministério da Saúde não entregou todos os kits de testes e equipamentos para automatizar a análise das amostras que havia prometido, haja vista que o contrato que permitia o fornecimento dos insumos foi cancelado pela pasta, sem explicações mais detalhadas.
O Ministério da Saúde informou que está em contato com os fabricantes dos kits de testes para estudar a viabilidade de estender a validade dos insumos. Mas esta possibilidade causa preocupação entre especialistas, pois poderia comprometer a acurácia dos exames. De qualquer forma, ainda que os fabricantes afirmem ser seguro estender o prazo de validade dos kits, um problema persiste: se até agora as três esferas de governo não foram capazes de se articular para testar a população, como confiar que serão capazes de fazê-lo nos próximos três ou quatro meses?
O presidente Bolsonaro já deu incontáveis mostras à Nação de que abdicou de seu dever de coordenar no âmbito federal as ações de combate a uma pandemia cuja gravidade ele é capaz de negar, contra todas as evidências científicas. É de esperar, pois, que o lixo seja o destino mais provável desses kits de testes para covid-19.
Tanta incompetência lança luz sobre o desafio de distribuir uma vacina para milhões de brasileiros em um futuro próximo. Oxalá União, Estados e municípios se entendam pelo bem dos brasileiros.
Comunidade da 10ª Avenida do Congós, localizada em uma área de palafita, na periferia de Macapá, capital do Amapá – Dayane Oliveira
À revelia dos grandes gênios da Administração Federal, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da agência reguladora, ANEEL, e do nosso mitológico Mique Jeguer, o fantástico presidente de 57 milhões de votos, a capital do estado do Amapá continua em regime de racionamento energético.
O problema de Macapá e de uma parte do Estado é apenas emblemático. O apagão de verdade é moral, é de lucidez em padrões mínimos, negacionista da pandemia, do desemprego, da profunda recessão que jogou milhões de pessoas na miséria e atinge todo o País.
Bolsonaro é uma ameaça real aqueles que financiaram e motivaram a sua campanha de 2018: os donos do Capital, o senhor Mercado.
Grandes líderes do Agronegócio, uma ilha de prosperidade dentro do País, já se preocupam com a política externa e a demonização da produção brasileira.
Falta de testes, de política centralizada e de isolamento social favorece retorno da fase mais aguda da pandemia.
Pesquisadores brasileiros divulgaram, nesta segunda-feira (23), uma nota técnica na qual, baseados em dados da pandemia de Covid-19 no Brasil, afirmam que o país vive o “início de uma segunda onda”.
Além do diagnóstico, o grupo formado por cientistas de diferentes universidades públicas faz uma série de recomendações para diminuir o impacto do crescimento dos casos e mortes pela doença.
Eles apontam ao menos três fatores para o “aumento explosivo” ou “manutenção da grande circulação do vírus” falta de “testagem sistemática com rastreamento de casos”; falta de uma “política central coordenada, clara e eficaz de enfrentamento da situação”; e “afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por uma painel de especialistas”.
“A situação no Brasil se deteriorou fortemente nas últimas duas semanas, e o início de uma segunda onda de crescimento de casos já é evidente em quase todos os estados, de forma particularmente preocupante nas regiões mais populosas do país”, afirmam os pesquisadores na Nota Técnica – 22/11/2020 Situação da Pandemia de Covid-19 no Brasil.
Os pesquisadores alertam que o crescimento no número de casos é consequência de “uma sistemática queda dos níveis de isolamento social, mas também da ausência de campanhas de esclarecimento e falsa sensação de segurança disseminada na população”.
Análise de seis universidades
A nota técnica é assinada por seis pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Campus Salvador (IFBA), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Universidade de Brasília (UnB).
Os pesquisadores Antônio Carlos Guimarães de Almeida, Antônio José Assunção Cordeiro, Fulvio Alexandre Scorza, Marcelo A. Moret, Tarcísio M. Rocha Filho e Walter Massa Ramalho analisaram os seguintes parâmetros:
– Dados de casos e óbitos por estado: Segundo os pesquisadores, “as mortes em excesso por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) indicam fortemente que o número real de mortes por Covid-19 é superior aos valores anunciados, o que também é observado em diferentes proporções em outros países”
– Medidas de circulação do vírus: com base no aumento do ritmo de transmissão (Rt), os pesquisadores afirmam que podem “afirmar com alto grau de segurança que uma segunda onda de crescimento da pandemia já se iniciou em todo o país”.
– Taxas de isolamento ao longo da pandemia: a nota técnica afirma que “o isolamento social vem caindo sistematicamente em todo o país desde que as primeiras medidas de distanciamento foram implementadas em março, o que explica as ainda muito altas taxas de transmissão do vírus”.
– Estimativa de percentual da população infectada: com base em um modelo matemático, o grupo afirma que estados brasileiros oscilam – na projeção – entre 9% e 28% das pessoas infectadas.
“Consequentemente, todos os estados estão muito longe ainda de atingir uma possível imunidade de rebanho. Permitir que a pandemia se alastre até atingir a imunidade de rebanho implicaria em um número de mortes muito maior do que o já observado até hoje (entre três e quatro vezes maior), com um forte saturação do sistema de saúde, que por sua vez aumentaria ainda mais o número de mortes”, afirmam os pesquisadores.
Recomendações dos especialistas
Os pesquisadores alertam que é “urgente” que medidas sejam tomadas neste início de retomada da gravidade da pandemia.
Eles listam: gestores públicos devem basear suas decisões na melhor evidência científica disponível; é preciso estabelecer uma coordenação central no Governo Federal; intensficação de políticas de isolamento e distanciamento social até atingir um controle efetivo da pandemia; criação de uma extensa política de testagem de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, com o rastreamento e isolamento de contatos; realização de extensas campanhas públicas de informação da população; e implementação de real e efetivo apoio financeiro aos cidadãos menos favorecidos.
Os protestos de pais de alunos da rede municipal de ensino de Luís Eduardo Magalhães dão indicações que o processo de aulas virtuais está sendo mal conduzido pela Secretaria Municipal de Educação.
Sem verificar meios disponíveis para os alunos, como conexão de internet e aparelhos disponíveis, a Secretaria tem ameaçado pais que não tenham supervisionado todas as tarefas e as enviado em tempo hábil para a SME.
Entre as ameaças, estão a denúncia dos pais ao Conselho Tutelar e o cancelamento das vagas para o próximo ano letivo.
Algumas mães reagiram com veemência às ameaças. Veja a mensagem enviada à redação de O Expresso:
Bom dia, gostaria de deixar claro aqui no grupo que desde o início deixaram a desejar no apoio às famílias. Mas, relevei porque entendi que o momento que estamos vivendo não é fácil e não está sendo pra ninguém. Quando agora, depois de alguns meses, vocês nos ameaçam com conselho tutelar, com vaga de escola dos nossos filhos e várias outras questões. Quero deixar muito claro que TRABALHO! E não tenho a obrigação de fazer o papel de vocês. Quero registrar aqui que vocês não estão lidando com ninguém leigo não! Sei dos meus direitos e os direitos do meu filho também. Sei até que os professores não são obrigados a serem expostos em vídeos muitas vezes amadores como estão sendo feitos, mas, apenas para cumprir com a burocracia, vocês insistem nisso. Deixo claro aqui ainda que vou procurar a rádio Cultura, o Sigi Vilares, o Jornal O Expresso e a Tv Oeste. Como eu disse, vocês não estão lidando com gente leiga e eu exijo respeito! Sobre as vagas, nem isso vocês podem nos ameaçar. O prefeito mudou e certamente a direção da escola mudará também. Portanto, estarei fazendo uma denúncia em relação as ameaças, inclusive no Conselho Tutelar. Vamos expor para todos o que vocês tem feito.
Alguns problemas se tornam mais graves. Moradores da comunidade rural do Galinho, por exemplo, tem que se deslocar entre 14 e 20 km para fazer o download das tarefas recebidas via internet, imprimi-las, acompanhar os filhos e depois entregar as tarefas preenchidas.
“Cada deslocamento ao Centro nos custa perto de R$50,00, pois não temos transporte coletivo.”
As mensagens da Sec. de Educação são enfáticas e ameaçadoras:
As mães estão se reunindo e rechaçando as ameaças:
Entre os passivos que o novo prefeito de Luís Eduardo Magalhães terá que enfrentar, este, no plano educacional, parece ser um dos mais graves. Como em fim de governo nada se resolve, aguardemos que a partir de janeiro o sistema seja revisto.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, que está havendo repique de contágio do novo coronavírus, mas negou que já haja uma segunda onda da pandemia no Brasil. O ministro participou da abertura do webinário Firjan – Visão Saneamento. Segundo ele, se houver uma segunda onda no Brasil, o governo agirá com a mesma “determinação”, mas é preciso ter “base empírica”.
“Parece que está havendo repiques. São ciclos, vamos observar. Fato é que a doença cedeu substancialmente. As pessoas saíram mais, se descuidaram um pouco. Mas tem características sazonais da doença, estamos entrando no verão, vamos observar um pouco. Nós que não somos especialistas…”, disse em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O Brasil tem 169.205 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (23), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Na domingo, às 20h, o balanço indicou: 169.197 mortes, 181 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 484. A variação foi de +43% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.070.419 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 18.276 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 29.976 novos diagnósticos por dia, uma variação de +71% em relação aos casos registrados em duas semanas.
Guedes ainda repetiu que a retomada da economia no Brasil está forte, ocorre em “V” (quando a recuperação é intensidade semelhante à queda) e disse que as economias do País e da China foram as que retomaram mais rapidamente do choque provocado pela covid-19.
O Paraná foi o terceiro estado que mais recebeu os produtos. A Bahia aparece em sexto lugar, mesmo tendo população superior e com registro de mais casos e mortes pela covid-19. O Brasil também enviou 130 mil exames ao Paraguai e ao Peru, número praticamente igual ao entregue ao Amazonas, estado muito atingido pela covid-19 no início da pandemia. Outros oito estados receberam menos testes do ministério do que os países vizinhos.
Comprados pelo Ministério da Saúde, 6,86 milhões de testes para diagnosticar o novo coronavírus perdem a validade entre dezembro deste ano e janeiro do ano que vem. Estocados em um armazém do governo federal em Guarulhos (SP), os testes do tipo RT-PCR não foram distribuídos para a rede pública e podem acabar sendo descartados.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a reportagem, o SUS (Sistema Único de Saúde) já aplicou cinco milhões de testes deste tipo — ou seja, o Brasil pode acabar jogando fora mais exames do que já realizou até o momento. Ao todo, já foram investidos R$ 764,5 milhões em testes e as unidades para vencer custaram R$ 290 milhões.
De acordo com o jornal, a responsabilidade pelo possível prejuízo virou um “jogo de empurra” entre o ministério da Saúde e estados e municípios porque a compra é feita pelo governo federal, mas a distribuição ocorre mediante demanda de governadores e prefeitos.
O RT-PCR, ao rastrear partículas do material genético do novo coronavírus, é o exame que especialistas chamam de “padrão ouro” para detectar a covid-19.
Os dados sobre o prazo de validade dos testes estão registrados em documentos internos da Saúde, com compilação de dados até a último quinta-feira (19). Relatórios acessados pela reportagem do Estadão mostram que 96% dos 7,15 milhões dos exames em estoque vencem em dezembro e janeiro. O restante, até março de 2021.
O ministério já pediu ao fabricante análise para prorrogar a validade dos produtos. A falta de outros componentes para realizar testes, um dos problemas que travam a distribuição, porém, deve continuar.
A Saúde informou à reportagem que só entrega testes quando os estados pedem e ressaltou que as 8 milhões de unidades que já foram repassadas não foram totalmente consumidas. Secretários estaduais e municipais de Saúde, por sua vez, disseram que não usaram todos os testes, porque receberam kits incompletos para o diagnóstico. Eles também veem dificuldade para processar amostras, o que prejudica o repasse dos produtos, pois as prefeituras, principalmente, não têm como armazenar grandes quantidades.
O candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), reuniu em seu programa de TV deste sábado (21) o ex-presidente Lula (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) e a ex-ministra Marina Silva (REDE).
O líder do MTST conseguiu fazer a união dos partidos de esquerda que até então não havia acontecido. A frente formada na sexta, nomeada “Frente Democrática Por São Paulo”, une PSOL, PT, PDT, PSB, PCdoB, Rede, PCB e UP e é uma tentativa de empurrar Bruno Covas, que tem apoio de Celso Russomanno (Republicanos) e partidos do Centrão, para o campo do bolsonarismo.
Boulos fez uma caminhada com militantes pela comunidade de Heliópolis neste sábado e falou sobre a importância da união da esquerda para derrotar o PSDB de Bruno Covas em São Paulo. E, de acordo com o candidato, uma eventual vitória sua na cidade indicará uma possível derrota do bolsonarismo em 2022.
Mais de dois meses depois, a Bahia voltou a registrar crescimento de casos ativos e o número total voltou ao patamar registrado no início de setembro. Neste sábado (21) são 8.635 ainda doentes no estado.
O número de ativos sempre alterna, mas estava se mantendo na casa dos seis e sete mil há algumas semanas.
O boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.781 casos de Covid-19 e 20 mortes pela doença. São 8.081 óbitos e 383.945 casos confirmados desde o início da pandemia.
A taxa de ocupação de UTI adulto é de 62% e pediátrica 63%.
Ontem, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, fez um alerta acerca do agravamento da Covid-19 em Feira de Santana e pediu uma ação da prefeitura feirense para conter o avanço da doença.
“A situação da Covid-19 em Feira de Santana voltou a agravar-se. Taxas de ocupação de UTI superiores a 90%. É preciso atitude urgente do poder público municipal”, disse o secretário, em uma publicação nas redes sociais.
Amanheceu batendo água em Luís Eduardo Magalhães. E a previsão é para mais chuva no Oeste baiano e em grande parte do Matopiba. A precipitação veio somar-se às fortes chuvas de ontem.
O ar úmido e quente predomina sobre o Norte e o Nordeste do Brasil, e as nuvens mais carregadas estão se formando sobre estas Regiões. Há risco de chuva volumosa. Mas também tem muita umidade e muitas nuvens no norte e leste de Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio De Janeiro e no leste de Santa Catarina.
O Oeste baiano tem uma média histórica anual de 1.083,7 mm, com uma máxima de 1.557,9 mm, excedida em anos excepcionais com na temporada de chuvas de 2019-2020, quando a precipitação ultrapassou 2.500 mm.
A pandemia vai acabar decidindo o Brasileirão e a participação dos brasileiros na Copa Libertadores e Sul-Americana.
Raul Vitor, especial para a Agência Estado
A 22.ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro começou na sexta-feira sob o impacto de um impressionante aumento de casos de covid-19 entre jogadores, treinadores, membros de comissão técnica e funcionários dos clubes. Até o início da noite desta sexta-feira, eram mais de 50 casos em 10 times. E 4 treinadores estavam contaminados e fora de ação. Somente o Palmeiras, que lidera o “ranking” com 18 casos, afastou mais 5 jogadores na sexta.
A CBF entende que a contaminação não ocorre em campo e não cogita mudar o protocolo neste momento. Para os especialistas ouvidos pelo Estadão, o problema está no descumprimento dos protocolos sanitários por parte dos jogadores. Eles acreditam que os atletas, assim como parte da sociedade, relaxaram em relação ao cumprimento das medidas de segurança.
É o que diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp. “Os eventos ?superdisseminadores?, que englobam batizados, festas de aniversários e qualquer outro tipo de ambiente que tenha mais de seis pessoas e as medidas de proteção não são respeitadas, estão fazendo com que a curva volte a crescer. As pessoas estão banalizando a questão da flexibilização, inclusive os jogadores, que estão sendo flagrados nesses eventos”, avalia.
Essa situação, somada às condições de trabalho no futebol, facilita a disseminação do vírus. Um atleta infectado tem possibilidade de contaminar vários outros por causa da proximidade dos treinos.
“Houve um relaxamento das medidas de proteção fora dos clubes. Os jogadores estão se expondo a ambientes onde não é possível manter a proteção. Festas, restaurantes e grupos de amigos. O sujeito que se infecta vai acabar contaminando seus companheiros, já que, pela natureza do esporte, não é possível aplicar distanciamento e uso de máscaras”, explica o infectologista Alexandre Cunha.
Atrás do Palmeiras, que registra 18 casos – Gabriel Menino também se contaminou, mas já está recuperado -, estão Atlético-MG, com 10 contaminados, e Vasco, com 7. O Santos tinha 9 doentes, mas nesta sexta-feira 6 deles foram liberados por estarem recuperados – Alex, Alison, Sandry, Pituca, Jobson e Jean Mota.
Segundo Naime, se os jogadores seguissem à risca os protocolos de segurança elaborados pelos clubes, não haveria esse tipo de situação. “Olha o nome: ?concentração?. É óbvio que haverá aglomeração. Se um ou dois não fazem a lição de casa, acaba com a proteção de todos. O jogador, nesse caso, prejudica o próprio clube”, explica.
Cunha também acredita que esses casos não parecem ser consequência de falhas nos protocolos dos clubes. Para o infectologista, é mais provável que um atleta tenha se contaminado fora das atividades e levado o vírus para dentro dos CTs. “Os jogadores são jovens e nessa faixa etária a covid-19 é uma doença benigna. Mais da metade dos infectados podem ser assintomáticos, o que torna mais difícil uma contenção a partir da avaliação clínica”, afirma.
TÉCNICOS – O surto nos clubes também colocam em risco a saúde dos treinadores e de suas comissões técnicas. Na semana passada, Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, e Cuca, do Santos, estavam afastados de seus cargos em decorrência da covid-19. O treinador santista chegou a ficar internado e, mesmo tendo testado negativo na última bateria de exames, permanecerá longe de seu posto por cerca de dez dias. Ele é do grupo de risco por ter problemas cardíacos – há algum tempo passou por cirurgia no coração.
Tanto o Atlético quanto o Santos tiveram dificuldades para repor a presença de seus técnicos em campo. Isso porque até mesmo quem deveria substituí-los foi diagnosticado com a doença. No time paulista, no lugar de Cuca e Cuquinha entrou o auxiliar Marcelo Fernandes. Na equipe mineira, Leandro Zago assumiu interinamente.
Os últimos casos entre os treinadores foram registrados no Internacional e no Sport, na sexta. O clube gaúcho informou que Abel Braga, que aos 68 anos é do grupo de risco, testou positivo para a doença. Segundo o boletim médico do clube, ele está assintomático. No fim da tarde, a equipe pernambucana anunciou que Jair Ventura não estará à frente do time segunda-feira contra o Atlético-GO, pois também foi contaminado.
No final da tarde desta sexta-feira, 20, por volta das 17h20, um veículo VW Golf GL pegou fogo após um provável curto-circuito na rua Maranhão, no bairro Mimoso II, em LEM.
De acordo com informações da SUTRANS, que atendeu a ocorrência, o cidadão tinha estacionado o veículo para ir comprar um bolo e ao voltar percebeu as chamas no veículo.
Moradores ainda tentaram apagar o incêndio com extintores, mas sem sucesso. O Corpo de Bombeiros chegou em seguida e debelou as chamas, ninguém se feriu.
Fonte: Reportagem de weslei Santos/Blog do Sigi Vilares
Sessenta agências da Caixa Econômica Federal na Bahia abrirão neste sábado (21) para pagar o auxílio emergencial a 7,4 milhões de beneficiários dos ciclos 3 e 4 nascidos nos meses de abril e maio. O atendimento será das 8h ao meio-dia. Ao todo, 771 bancos abrirão em todo o país.
Segundo a Agência Brasil, R$ 6,1 bilhões foram creditados para esse público. Do total, R$ 2,7 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial, de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). Já os R$ 3,4 bilhões, correspondem às parcelas do auxílio emergencial extensão, de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).
De acordo com a Caixa, todas as pessoas que procurarem as agências dentro do período de funcionamento serão atendidas. Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras.
O Linhão de Tucuruí: a energia chega a Macapá, mas sem poder ser rebaixada não pode ser fornecida ao consumo.
O presidente Jair Bolsonaro visitará hoje à tarde a cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, que enfrenta, há 17 dias uma crise energética sem precedentes. Em apagão completo ou racionamento de 3 horas de energia, a economia da cidade encontrou sérios problemas depois que uma tempestade queimou um transformador de 100 toneladas, o qual fazia o rebaixamento da voltagem do chamado linhão.
A linha de transmissão atravessa o Rio Amazonas à altura dos municípios paraenses de Porto de Moz e Almeirim. De lá, o ramo oriental leva energia a Macapá, capital do Amapá e o ramo ocidental leva a Manaus, no estado do Amazonas. As torres de apoio à extensão de cada lado do rio Amazonas são quase tão altas quanto a Torre Eiffel, em Paris.
Termoelétricas a diesel
O abastecimento de energia no Amapá ganha importante reforço a partir deste sábado (21/11). A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20/11) a liberação para operação comercial, em Macapá, das usinas termelétricas (UTE) Santana II e Santa Rita.
A UTE Santana II possui 24 unidades geradoras de 1.230 quilowatts (kW) cada, totalizando potência instalada de 29,52 megawatts (MW), e a UTE Santa Rita, 20 unidades geradoras de 1.224 kW cada, totalizando 24,28 MW de potência instalada. Operadas pelas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. – Eletronorte, as usinas trarão uma ajuda substancial para o suprimento de energia no Estado do Amapá.
Em virtude da urgência de operação dessas usinas, a ANEEL excepcionalmente flexibilizou os prazos para entrega da documentação normalmente exigida para início da operação de um empreendimento do gênero (exigida na Resolução Normativa nº 593, de 22 de novembro de 2013). Ela deve ser entregue em até 60 dias a partir dessa sexta-feira (20/11), prazo prorrogável por 60 dias.
No Carrefour da Pamplona (SP), manifestantes invadiram e destruíram uma unidade do Carrefour.
As manifestações são uma reação à morte de João Alberto Silveira Freitas, que foi espancado e morto por dois homens brancos na véspera do Dia da Consciência Negra em uma unidade do supermercado em Porto Alegre.
Amigos dos Salvetti se reúnem na área invadida para protestar contra o fato.
A exemplo dos envolvidos na Operação Faroeste, os grileiros de terra estão cada vez mais ousados. Os agricultores do Grupo Salvetti tiveram uma propriedade de terra na chapada de Riachão das Neves de 726 hectares invadida, após os grileiros fraudarem um mapa geo-referenciado e o plantarem em uma matrícula diversa daquela original, com confrontantes completamente diferentes dos reais.
O Grupo Salvetti comprou a área no Projeto Rural Rio Branco em 29 de outubro de 1984, pagou os impostos anuais religiosamente, e a manteve demarcada durante todo o período.
Há poucos meses, avisado por vizinhos, soube que a área tinha sido invadida e pasmem, arrendada para terceiros, que, com a chegada das chuvas, estavam se preparando para plantar e fazer casas e galpões na propriedade.
O Grupo Salvetti procurou os ocupantes e só recebeu ameaças de morte. Ingressou, então na Justiça, na Comarca de Riachão das Neves, com um pedido de reintegração de posse. Por enquanto, não obteve sucesso.
Desesperado pela morosidade da Justiça, convidou produtores amigos para pressionar os invasores e arrendatários. Cincoenta deles se reuniram e partiram em visita a área, para fazer uma ocupação pacífica das terras do amigo, conforme mostra a foto que ilustra esta matéria.
Os procuradores do produtor procuraram a redação de O Expresso, com o objetivo de tornar pública a demanda, as ameaças recebidas por Salvetti e por todos os envolvidos no processo de reintegração.
De uma vez por todas vou tentar ensinar aos meus leitores:
-Se diante do crime bárbaro cometido no Carrefour em Porto Alegre, o vice-presidente da República, general Mourão, vem a público dizer que não existe racismo no País é porque não existe racismo nesse Governo. Da mesma maneira que não existe misoginia, homofobia e xenofobia.
-Se Mourão vem a público dizer que não existe devastação e invasão de terras públicas na Amazônia, é porque neste Governo todos são conscientes da preservação do meio ambiente. Esse negócio de passar boi e boiada foi apenas uma metáfora do Ministro do Meio Ambiente. Não existe incêndio de áreas desmatadas na Amazônia, não existe a demissão de funcionários de carreira nos órgãos de fiscalização, não existe tentativa de permitir a invasão de várzeas e mangues e drená-los para ocupação agrícola e imobiliária.
-Se dizem por aí, esses bocas rotas da Oposição, que estão entregando o nosso petróleo, a geração hidrelétrica e o regime de águas, os lençóis freáticos do Aquífero Guarani, isso não passa de manobra para desestabilizar o nosso Mito.
-Se dizem por aí que o Governo acabou com a previdência social e com as relações de trabalho, é tudo mentira, viu.
-Se dizem por aí que o número de desempregados só cresceu, a fome grassa nas periferias e o número de cidadãos abaixo da linha da miséria só aumenta, isso também é uma inverdade. Precisava ver nos tempos do Lula e do PT. Um absurdo.
O prefeito recém-eleito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (DEM), protocolou, apenas 48 horas após a sua eleição, um Ofício na Prefeitura Municipal onde notifica o gestor atual a constituir uma equipe de transição de governo até o dia 30 de novembro, ou seja, 30 dias antes da sua posse.
A Transição de Governo é um procedimento adotado em regimes democráticos que tem por objetivo assegurar aos executivos eleitos receberem informações e dados necessários ao exercício da função, assim que tomar posse.Esse procedimento é importante pois a troca de conhecimento entre a gestão que termina e o novo governo ajuda na manutenção das políticas governamentais em curso e facilita a implementação do novo programa de governo.
Na prática a democracia toma outros contornos quando não existe de fato interesse que as reais informações sejam passadas. “ Minha única preocupação é com a continuidade do funcionamento da prefeitura nas suas atenções básicas, como a saúde, a educação e os programas sociais. Estes três são os pontos mais delicados de uma gestão, pois afetam diretamente a população. Gostaria de receber o município, no dia primeiro de janeiro, com informações claras sobre estes setores”, disse Junior Marabá, preocupado com o que irá encontrar na prefeitura em janeiro de 2021.
Até hoje, 20 de novembro, não houve nenhuma manifestação por parte da atual gestão.
Parece muito estranho, por que não dizer suspeito, que o prefeito em exercício, a menos de 30 dias úteis do término do seu mandato, tenha contratado uma empresa para fazer pavimentação em ruas de diversos bairros.
Mais estranho ainda é o fato de que, tradicionalmente, não se faz obra de pavimentação em plena temporada de chuvas, dado ao fato de que o alteamento do lençol freático mais superficial não permite a compactação do solo. A ocorrência de borrachudos é o mais provável.
A exemplo do final do mandato de 2008, quando Oziel Oliveira contratou as obras do Estádio Municipal, da construção de 50 casas populares no bairro Conquista, a construção da infra-estrutura no balneário Rio de Pedras e a construção da Prefeitura na Praça dos Três Poderes, na rótula das avenidas JK e Kichiro Murata.
Pois bem: quando Humberto Santa Cruz assumiu em 2009 foi fácil constatar que as obras mal tinham sido iniciadas e que o dinheiro tinha sido pago ao empreiteiro, que convenientemente desapareceu para nunca mais aparecer na Capital do Agronegócio.
Humberto terminou o Estádio, o balneário e as 50 casas populares, através de aditivos. Mas nunca conseguiu terminar a Prefeitura, graças ao enrosco jurídico deixado por Oziel.
Escrevam, por favor, em suas agendas: desses R$ 9.058.566,76 talvez se encontre nos cofres públicos apenas os numerais depois da vírgula. E o asfalto não vai aparecer.
As Acácias, o Mimoso II e a Santa Cruz continuarão com as ruas na lama e no poeirão e talvez só venham a ser asfaltadas e urbanizadas depois que o novo prefeito, Júnior Marabá, desenrolar a maçaroca deixada por Oziel.
Já se sabe que, maldosamente, muitos computadores da Prefeitura foram formatados e isso vai complicar ainda mais o novelo de malfeitos.
Em Porto Alegre (RS), um homem identificado como João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, morreu após uma briga na porta do supermercado Carrefour, no bairro Passo d’Areia, na zona norte da cidade. De acordo com informações de testemunhas, ele teria discutido com dois seguranças do local, que foram presos em flagrante. Um terceiro homem, que é policial temporário, também foi detido.
Segundo a Brigada Militar, a confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças. As informações são do portal GZH.
Os dois funcionários teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora da loja. A partir de então, as versões do fato são divergentes.
A Brigada Militar afirma que a vítima passou a brigar com os seguranças por não aceitar a remoção do local. Testemunhas que estavam no supermercado afirmam que o homem foi seguido pelos dois seguranças dentro do estabelecimento e agredido na saída.
A reportagem de GZH recebeu vídeos que mostram duas cenas do confronto. Em uma delas, os dois seguranças, brancos, derrubam o homem, negro, e um deles dá vários socos na cabeça da vítima. Em outro vídeo, os dois homens imobilizam a vítima, já ensanguentada, no chão, enquanto uma funcionária tenta evitar a gravação das cenas e afirma que ele havia batido em uma fiscal.
A Bahia manteve o crescimento de casos ativos, nesta quinta-feira (19). Segundo boletim da secretaria de saúde da Bahia, o estado também registrou o maior número de mortes nas últimas 24h nos últimos 25 dias: 25.
O total de mortes chegou a 8.038, com o número total de casos atingindo 380.294.
Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,27%).
Nesta quinta-feira, 19 de novembro, uma decisão da Justiça Federal do Amapá determinou o afastamento provisório de toda a diretoria do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, pelo prazo de 30 dias, a contar da notificação da decisão, devido à ocorrência no Estado do Amapá.
O ONS informa que ainda não foi intimado e que, após a notificação, tomará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.
O Operador reitera que segue empenhado na normalização do fornecimento de energia no estado do Amapá, sendo essa a sua prioridade desde a ocorrência em 3/11. O diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, integra novamente a comitiva do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que está em Macapá na tarde desta quinta-feira, 19/11.
A oleaginosa é o carro chefe da produção agrícola da região, que tem a maior produtividade média do País
Por ter começado mais cedo no oeste baiano, o plantio da soja em áreas irrigadas já foi concluído na região. Com isto, as atenções estão voltadas para o cultivo do grão, em sequeiro, e na previsão do tempo, que traz boas perspectivas para a safra 2020/21. A alta demanda do mercado externo e as condições meteorológicas favoráveis podem conceder ao Brasil, pelo segundo ano consecutivo, o título de maior produtor mundial de oleaginosa, com expressiva participação dos sojicultores baianos.
De acordo com estimativas do assessor de agronegócio e membro do Conselho Técnico da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), Luiz Stahlke, a semeadura em áreas de sequeiro (que dependem exclusivamente do regime de chuvas) já está bastante adiantada, chegando a quase 70% de todo território dedicado ao cultivo do grão.
“Devido às tecnologias de ponta empregadas no Oeste baiano, e a previsão de um significativo volume de chuvas para os próximos dias aqui na região, prevemos que até o final do mês o plantio seja concluído. Teremos no próximo ciclo a maior área plantada e a expectativa de, consequentemente, ter a maior safra colhida”, sugere Stahlke.
As áreas de cultivo das principais culturas da região, segundo dados obtidos pelo Conselho Técnico da Aiba, vão sofrer alterações provocadas pelo comércio exterior, que foi afetado pela pandemia do novo coronavírus.
A redução da área do algodão, em 15%, contribuiu para que a área do milho fosse ampliada em 6% e a da soja em 5%. O crescimento do cultivo da oleaginosa é o mais expressivo, representando 80 mil hectares a mais que na safra anterior.
A elevação das exportações para a China, incentivada pela alta do dólar e a entressafra em outros mercados fornecedores, somada ao crescimento da demanda doméstica por farelo e óleo de soja, resultara na queda dos estoques. Esse desequilíbrio fez o Brasil zerar as tarifas e importar soja para conter os preços dos derivados do grão no mercado interno. Esses fatores demonstram a relevância econômica da soja que está sendo cultivada nesta safra, com os indicativos de manutenção da demanda.
Com o início do ciclo, marcado pela distribuição regular das chuvas, espera-se uma produção de 6,7 milhões de toneladas de soja no oeste baiano, o que representa um acréscimo de 12%, ou 800 mil toneladas a mais, em relação ao volume produzido no ano anterior. “Se não houver qualquer adversidade, a produtividade média deve atingir 66 sacas de soja por hectare. Em fevereiro, mês mais seco, decisivo para a avaliação do enchimento de grão, teremos uma visão mais clara sobre o potencial produtivo dessa safra”, afirmou Stahlke, que disse, ainda, que o milho e o algodão devem ter produção de 1,8 e 1,2 milhão de toneladas, respectivamente.
As equipes de policiais recuperaram o veículo duas horas após ter sido roubado. Os PRFs fizeram contato com o dono da Saveiro, que informou ter sido surpreendido pelos assaltantes, pois eles eram conhecidos dele.
Por volta das 16h de ontem (17), dois homens foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF ), 2h após terem roubado um VW/Saveiro.
Eles foram localizados após um popular informar à PRF que o veículo roubado estava estacionado em frente a uma lanchonete no Povoado de Novo Paraná, trecho do município de Luís Eduardo Magalhães.
De imediato, os PRFs seguiram em direção ao local para averiguar os fatos e encontraram o veículo sob a posse de dois homens.
Os policiais fizeram contato com o proprietário, que informou ter conhecido os assaltantes na noite anterior (16), e que foi surpreendido no dia seguinte quando anunciaram, com um facão em punho, o roubo. Ademais, o irmão da vítima também compareceu ao local e informou à equipe que o veículo havia sido roubado pelos homens às 14h, no bairro Jardim das Acácias.
Diante dos fatos, os suspeitos foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia.
Otto Alencar: mal informado sobre a 8ª economia da Bahia.
O presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, exaltou o desempenho do partido nas eleições municipais de domingo (15). A sigla conquistou 105 prefeituras na Bahia e se manteve como a maior em número de prefeitos no estado.
Apesar do bom desempenho da legenda nas urnas, o senador lamentou a perda de prefeituras de cidades consideradas estratégicas para o partido, como Luís Eduardo Magalhães e Campo Formoso.
“A avaliação é que a eleição foi positiva para o PSD, fechamos com 105 prefeituras, mantivemos Ilhéus, ganhamos Itabuna. Mas eu lamento o partido ter perdido algumas prefeituras que eram bem avaliadas como Luís Eduardo Magalhães e Campo Formoso, dos prefeitos Oziel Oliveira e Rose Menezes. Sinceramente, não entendo a lógica do eleitor, mas respeito. Acho que, dificilmente, essas duas cidades terão dois bons prefeitos como eles”, diz Otto ao bahia.ba.
É natural que um Senador da República tenha pouco tempo para visitar as suas bases eleitorais, principalmente quando se espalha por todo um enorme estado como a Bahia. Fica óbvio que o Senador visitou muito pouco Luís Eduardo Magalhães nos últimos quatro anos e mais evidente, ainda, que realizou poucas pesquisas pré-eleitorais.
Em junho do ano passado, conforme pesquisa não publicada, a rejeição à gestão de Oziel Oliveira ultrapassava 70% e, em alguns setores, ele chegava a ter 1 voto frente a mais de 3 de seu desafiante, Júnior Marabá.
Sua aprovação sempre era abaixo de 25%, o que por final se traduziu nas urnas. Oziel apenas repetiu a votação de 2016, de 18.825 votos, mas a surpresa final veio ao cabo da inscrição de mais de 12 mil novos eleitores na zona eleitoral.
A apertada margem da sua vitória, de 3,73% dos votos válidos (1.364 sufrágios), auferida em 2016, já eram o prenúncio de que, se não fizesse uma gestão exemplar, teria poucas condições de enfrentar o seu desafiante.
E convenhamos, afastados das paixões políticas, que a gestão de Oziel não passou nem perto da classificação sofrível.
A par de não ter cumprido a maior parte de suas promessas eleitorais – asfalto, lixão, hospital – o atual prefeito ainda abandonou a cidade por 3 anos, que se tornou mais suja, mais esburacada e comprometida com a ausência de obras fundamentais de infraestrutura.
Ao optar por obras eleitoreiras de fim de mandato – com base na crença de que o eleitor não tem memória – Oziel errou feio. Concluiu poucas obras, como as escolas contratadas com os recursos dos precatórios do FUNDEF, implantou pavimentação de baixa qualidade, dobrou gastos com o recolhimento do lixo e do transporte escolar e nem mesmo a sede da municipalidade, que havia deixado em 2008 apenas na armação de concreto, foi capaz de concluir.
Isso sem tocar no quesito de endividamento do erário e na falta de transparência, apoiado numa ampla maioria (2/3) no Legislativo, composta de vereadores plácidos e bovinamente apaniguados.
Portanto, erra o senador Otto Alencar ao dizer que não entende o eleitorado. A leitura da Oposição foi mais precisa e conduziu Júnior Marabá a uma vitória robusta, que por pouco não atinge 10.000 votos de diferença, na eleição menos disputada da curta história do Município.
É de arrepiar os fios dourados do braço da Madame. Na foto do internauta e cartunista André Dahmer, no Twitter, obtida na Cobal do Rio de Janeiro, dá para se ter uma ideia. Um dia de serviço do assalariado já não paga mais um quilo de carne de primeira.
Agradeçamos ao srs. Jair Messias e Paulo Guedes pela política econômica titubeante e desastrada a nova realidade, que jogou o dólar lá nas nuvens e permitiu que só os chineses e árabes comam a carne brasileira.
Pela primeira vez desde o primeiro turno, a candidata à Prefeitura de Recife, Marília Arraes (PT) – 45% vira em cima do candidatos João Campos (PSB) – 39% Brancos e nulos – 15% Não sabe ou não respondeu – 1%.
Se forem considerados somente os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos) Marília tem 53% e João, 47%.
A queda ocorreu por volta das 21h e o restabelecimento do serviço começou a ser realizado uma hora depois. É o 2º apagão no Estado em duas semanas.
Em contato com o Poder360, a CEA informou que o problema foi causado por uma sobrecarga no único transformador em funcionamento no Estado.
Em nota divulgada por volta das 23h de 3ª feira (17.nov), a empresa disse ainda que “após o restabelecimento, já inseriu no sistema 97 megawatts de carga que corresponde à metade da energia que estava anteriormente disponível”.
“Por questões de segurança este procedimento é feito com inserção de carga de forma gradativa”, diz o comunicado.
O novo apagão no Amapá decorre de sobrecarga no único transformador que está em operação, já que os outros 2 existentes na subestação de Macapá foram danificados durante incêndio em 3 de novembro. Desde então, o Estado enfrenta crise de abastecimento, com famílias e empresas sendo atendidas em esquema de rodízio.
Pelo Twitter, a pasta informou que o equipamento –que pesa 100 toneladas –está sendo transportado de Laranjal do Pari, no Amapá, para Macapá, capital do Estado. A expectativa de chegada é “nos próximos dias” e de “energização até 26 de novembro”.
Um estudo feito com 743 pacientes mostrou que a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19, e que está em testes no Brasil, mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes.
O artigo foi publicado nesta terça-feira (17) na revista científica “The Lancet”.
A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3 que será medida a eficácia da vacina.
Os participantes eram adultos saudáveis de 18 a 59 anos e foram escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental: dose baixa de 3 microgramas, dose alta de 6 microgramas, ou placebo. Segundo a pesquisa, as respostas de anticorpos foram induzidas no prazo de até 28 dias após a primeira imunização.
Arthur Granich, atual presidente da OAB, e Gilvan Antunes, ex-presidente.
A reclassificação da Comarca de Luís Eduardo Magalhães, de entrância intermediária para final, acaba de ser julgada procedente, de forma unânime, acolhendo as razões apresentadas no processo administrativo TJ-ADM 2019/55742, de relatoria do Desembargador Jatahy Júnior.
O pleito, idealizado na gestão do Dr. Gilvan Antunes, significa muito para a Comarca, que passará a contar com mais varas, servidores, mais oficiais de justiça e mais juízes, a partir de 2021.
Nos Estados Unidos, graças a gestão negativista de Donald Trump, já são 11,6 milhões de contaminados e 254.255 mortes. Para se ter uma ideia do tamanho da tragédia, em 4 anos de guerra violenta, nos dois fronts, Europa e Pacífico, os Estados Unidos perderam cerca de 400 mil soldados. No Vietnã, 58 mil soldados pereceram.
Os números falam a verdade: se os Estados Unidos não tivessem abandonado qualquer tipo de política social de Saúde, como o Obama Care, talvez tivesse apenas uma parte das mortes.
Trump, que criou à sua imagem e semelhança um seguidor no Brasil, Jair Bolsonaro, negativista e que até agora chama os 166 mil mortos de “maricas”, foi literalmente centrifugado da Presidência. Jair, o Ogro, deve segui-lo.
Hoje, apenas nas últimas 24 horas a pandemia causou:
Reino Unido: +598 mortes +20 mil casos
França: +1228 mortes +45,5 mi casos
Suécia: +61 mortes +15 mil casos.
Em todo o mundo já morreram 1.343.153 pessoas, depois de 55 milhões de infecções.
Crise de energia no Amapá, apagão em Macapá. protestos no bairro de Santa Rita em 07 de novembro de 2020 (Foto: Rudja Santos/Amazônia Real)
O Jornal Nacional noticiou no seu fechamento que o Estado do Amapá, que tem pouco mais de 700 mil habitantes, se encontra totalmente sem energia.
O primeiro apagão aconteceu no dia 3 de novembro e até agora a empresa responsável, a ANEEL e o Operador Nacional do Sistema não apontaram para uma solução definitiva do caso.
Após uma tempestade, um transformador sob responsabilidade da empresa espanhola Isolux deixou todos os 16 municípios do estado sem energia elétrica. A incapacidade de transmissão da energia também paralisou a geração da eletricidade, que ocorre primariamente por uma usina hidrelétrica ao norte da capital.
Uma usina termoelétrica, composta de uma bateria de moto-geradores a diesel, além do transporte e instalação de um grande transformador, levado em partes para o local, além da filtragem de 46 mil litros de óleo refrigerante de outro gerador são iniciativas que até agora não deram resultados positivos.
Macapá estava tendo blackout em rodízio, com 3 horas de energia ligada e 3 horas desligada. Mas agora acabou tudo.
Aquilo que se esperava está acontecendo: depois dos excessos da campanha eleitoral, Barreiras está de novo às voltas com um número crescente de contaminação por Covid-19.
De 119 resultados recebidos hoje pela Secretaria da Saúde, 71 resultaram negativo, mas 48 se confirmaram. Ao mesmo tempo foram detectados na rede de atendimento mais 36 casos com todos os sintomas preliminares. Estes foram submetidos a testes para definição do diagnóstico.
A Secretaria de Saúde registra atualmente 6.128 (seis mil cento e vinte e oito) casos confirmados por Teste Rápido e RT-PCR. Destes, 5.722 (cinco mil setecentos e vinte e dois) estão recuperados, 254 (duzentos e cinquenta e quatro) estão em isolamento domiciliar, 08 (oito) estão internados, e o município registra 94 (noventa e quatro) óbitos. Já os casos que aguardam resultado somam 108 (cento e oito).
Volta às aulas
Segundo Decreto editado nesta segunda-feira,16, fica autorizado, a partir desta terça-feira (17), o funcionamento dos estabelecimentos voltados à educação não formal, como os de cursos profissionalizantes, ensino de línguas e preparatórios em geral, observando as recomendações de higiene aprovadas pelo Poder Executivo. As aulas nas demais unidades de ensino da rede municipal e particular, segundo o decreto, continuam suspensas, até 02 de dezembro.
Entre outras providências do documento está a manutenção da restrição de locomoção noturna no período de 17 a 21 deste mês, vedados para qualquer indivíduo a permanência e trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas da meia noite às 5h.
O atendimento por meio de delivery e drive thru permanece limitado até as 23h59min. Continua a proibição do funcionamento das casas noturnas e de eventos até as 23h59min do próximo dia 21.
A taxa de contágio dacovid-19voltou a crescer no Brasil, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (17) pelo Imperial College London, Universidade do Reino Unido.
Na última semana, a taxa de transmissão média da doença no país foi de 1,1, voltando ao mesmo patamar que há duas semanas. O monitoramento sugere que o Brasil saiu da tendência de desaceleração, ou seja, de queda, na taxa de transmissão. As informação são do jornal O Globo.
Taxa de contágio é o número de pessoas que um indivíduo com a doença pode infectar. Em números, por exemplo, tem-se por base que 100 pessoas podem infectar outras 110. É importante destacar que a taxa é um número referente a todo o país, sendo que cada cidade, estado ou região se comporta de uma maneira diferente.
A universidade britânica projeta que o Brasil pode registrar 3.07u0 mortes pelo novo coronavirus nesta semana, um aumento de 348 óbitos em relação a semana passada. No pior cenário, o Imperial College diz que as mortes podem chegar a 3.350. Os números são próximos aos de países europeus que enfrentam a segunda onda de contágio, como o Reino Unido (3.670 vítimas) e França (4.080).
Existe um consenso de que é necessário acompanhar as taxas por períodos mais prolongados para evitar distorções nos cenários. Essas distorções podem ser obtidas por atraso nas notificações, subnotificação e período de incubação do coronavírus, por exemplo. Segundo o painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, o Brasil já teve mais de 5,8 milhões de casos confirmados de covid-19 com 166 mil óbitos.
Fundado em 1907, o Imperial College London tem realizado pesquisas em parceria com outras instituições do Brasil e da America Latina. Uma importante iniciativa é o Forum Brasil, fomentado pelo Memorando de Entendimento entre Imperial e a FAPESP (agência de fomento à pesquisa do Estado de São Paulo).
Bahia
Nas últimas 24h a Bahia registrou 653 novos casos da Covid-19, de acordo com boletim da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). No acumulado, o estado registra 375.374 ocorrência de infecções, sendo 6.791 considerados casos ativos. Após quatro dias com leve oscilação, a média retorna ao patamar inferior a 7 mil casos em atividade.
Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,31%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.019,07), Itabuna (6.748,33), Madre de Deus (6.732,09), Almadina (6.698,39), Aiquara (6.590,19).
A atualização diária confirma 22 novas mortes, elevando o total no estado para 7.989.
Brasil – 13 horas
O Brasil tem 166.101 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta terça-feira (17), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Às 8h, o consórcio publicou a primeira atualização do dia com 166.078 mortes e 5.876.791 casos.
Na segunda-feira, às 20h, o balanço indicou: 166.067 mortes confirmadas, 256 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 490, voltando a se aproximar da casa dos 500. A variação foi de +34% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.876.740 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 16.150 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 28.711 novos diagnósticos por dia, uma variação de +59% em relação aos casos registrados em duas semanas. Esse percentual é o maior desde 3 de junho.
Brasil, 16 de novembro
Dezesseis estados mais o Distrito Federal apresentaram alta na média móvel de mortes: PR, RS, SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AP, RO, RR, TO, PE e RN.
Geiciane Maturino e o marido responderão à nova ação.
Autoridades judiciárias encontraram uma nova ponta do complicado novelo de tramas urdidas pela grande quadrilha de empresários, juízes, desembargadores e advogados identificados na Operação Faroeste.
Nelson Dias Fontes, herdeiro do Sr. Albano Vieira Fontes, proprietário da Fazenda Mirantes, que englobava boa parte da área nobre do Município de Salvador, Capital do Estado da Bahia, ajuíza ação de prestação de contas.
Dentre os envolvidos, em contrato de cessão de direitos hereditários, a Sra. Geciane Maturino, presa no âmbito da operação Faroeste, como também, uma das maiores construtoras do ramo civil do Estado da Bahia (ligada a família do Deputado Federal Felix Mendonça Junior).
A família acredita que os réus envolvidos estavam tentando replicar o mesmo modus operandi praticado no Oeste da Bahia, na Capital baiana.