Bahia registra 1.931 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Luís Eduardo Magalhães tem o maior índice de contaminação por 100 mil habitantes do Oeste baiano, 730. Barreiras e LEM ocupam a 15ª e 16ª posições em número de casos ativos em todo o Estado, 126 e 115 casos, respectivamente.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.931 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,6%), 47 óbitos (+1,7%) e 4.840 curados (+4,9%). Dos 122.169 casos confirmados desde o início da pandemia, 104.544 já são considerados curados, 14.785 encontram-se ativos e 2.840 tiveram óbito confirmado de Covid-19.

Na Bahia, 12.466 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Toffoli cai e bate a cabeça. Está internado em São Paulo.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, 52 anos, sofreu uma queda neste domingo (19) e bateu a cabeça.

Após o acidente, o ministro fez um raio-x do crânio e está em observação no Vila Nova Star, hospital de elite de São Paulo. ​

Toffoli está sendo atendido pela médica Ludhmila Hajjar, que já foi cotada para ser ministra da Saúde.

Governador anuncia manutenção das medidas restritivas em Salvador e RMS.

Em publicação no Twitter, na noite deste sábado (18), o governador Rui Costa anunciou a prorrogação de medidas restritivas, como toque de recolher, em 14 municípios baianos, dos quais, 11 na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

“As medidas de proteção que adotamos em municípios da Região Metropolitana e em outras cidades do interior serão prorrogadas até o dia 26 de julho. O objetivo é conter o avanço do novo coronavírus. Ou seja, salvar vidas de baianas e baianos. A gente sabe que não está sendo fácil enfrentar esta pandemia, mas precisamos ter firmeza para vencer a guerra contra a Covid-19”, escreveu o governador no post.

O decreto número 19.826, que estabeleceu as restrições, tinha validade até este domingo (19).

Até 26 de julho, está suspensa a circulação noturna entre 18h e 5h em Camaçari, Candeias, Dias d’Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho, Mata de São João e Pojuca, que fazem parte da Região Metropolitana de Salvador (RMS), além de Ibirataia, Conde e Terra Nova.

O decreto estadual, que está em conformidade com as condições estabelecidas nos respectivos decretos municipais, também restringe o funcionamento do comércio e de serviços nestas 14 cidades. Fica autorizado, das 5h às 17h, somente o funcionamento dos serviços essenciais, e, em especial, as atividades relacionadas ao enfrentamento à pandemia; o transporte e o serviço de entrega de medicamentos e demais insumos necessários à manutenção das atividades de saúde; as obras em hospitais; e a construção de unidades de saúde.

Na publicação feita no Twitter, Rui afirmou que a prorrogação do decreto 19.826 será publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado deste domingo (19). “Peço compreensão e colaboração de todos”.

Situação de Barreiras não é boa: 340 aguardam resultado dos testes de Covid-19

Não fosse o colapso dos hospitais do Oeste e do Eurico Dutra, sem uma solução à vista, são esperados os resultados de 362 pacientes, alguns deles já com a confirmação do teste rápido.

A Secretaria da Saúde, além de determinar o Toque de Recolher, das 21 às 5h, está fiscalizando com rigidez e grande efetivo de guardas municipais e da PM, bares, restaurantes, casas de tolerância, salões de festas e festas particulares.

No entanto, o resultado dessa ação será conhecido em apenas 14 dias. Enquanto isso, o nível de contaminação continua acelerando.

Eles continuam tentando e vão acabar conseguindo recriar a nova CPMF.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu neste sábado, 18, que o imposto sobre transações proposto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não é igual à CPMF.

“A proposta de Guedes visa desonerar a folha de pagamento”, disse Bolsonaro a apoiadores reunidos em frente ao Palácio da Alvorada.

Na última quinta-feira, Paulo Guedes também rejeitou a comparação do imposto sobre transações com o antigo imposto do cheque.

A equipe econômica deve apresentar ao Congresso sua proposta de reforma tributária na próxima terça-feira, 21.

Bolsonaro deve encaminhar ao Congresso, também, proposta de extinção das emas em todo o Brasil. Ele foi novamente bicado por uma ema, hoje, ao tentar alimentá-las com bananas.

Paciente de São Félix do Coribe morre por Covid sem acesso a UTI

São Felix do Coribe, ao lado de Santa Maria da Vitória: UTI disponível mais próxima em Salvador. a 863 km.

Informação do portal Bom Jesus da Lapa Notícias

A primeira morte de uma moradora da cidade de São Félix do Coribe confirma o alerta da falta de leitos na região oeste da Bahia. Uma mulher, de 55 anos, morreu do novo coronavírus no Hospital Municipal José Borba. A paciente estava internada na unidade de  saúde desde o dia 10 de julho. Apesar da internação, o quadro da paciente se agravou e seria necessário a transferência para um leito de UTI.

O município de São Félix do Coribe e as 10 cidades que compõem a Bacia do Rio Corrente, não possuem leitos de UTI disponíveis para atender casos de Covid 19 e o local mais próximo,  Barreiras, não tinha leitos disponíveis no momento. Com isso, a paciente foi cadastrada em um sistema de regulação do Estado para aguardar um leito onde pudesse ser alocada.

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde de São Félix, Ana Ferreira da Silva, a vaga de UTI demorou ser liberada, e quando saiu foi na cidade de Salvador. Só que o padrão respiratório da paciente já estava ruim, e o SAMU móvel não tinha mais condição de levar, sendo preciso providenciar uma UTI aérea que chegaria no dia seguinte, só que infelizmente em função do agravamento do quadro, a paciente veio a óbito antes da UTI aérea chegar.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, São Félix do Coribe contabiliza 10 contaminações por Covid-19, sendo que cinco pacientes já estão curados da doença e um veio a óbito.

Os prejuízos bilionários da Operação Lava-Jato, que acabou com a indústria pesada brasileira.

O texto é da Gazeta do Povo. 

Os cascos de duas plataformas para exploração de petróleo que estavam quase prontas viraram sucata no Estaleiro Rio Grande (RS). As 152 mil toneladas de aço das plataformas P-71 e P-72 foram vendidas por R$ 70 milhões para a siderúrgica Gerdau. Os cascos estão sendo desmanchados na base do maçarico há três meses. A empresa Ecovix, braço de construção naval da Engevix, entrou em recuperação judicial após a Operação Lava Jato e não conseguiu cumprir o contrato firmado com uma subsidiária da Petrobras, a Tupi BV.

Dois integrantes da cúpula da Engevix, Gerson Almada e Antunes Sobrinho, foram condenados pela Justiça Federal em primeira instância por envolvimento no escândalo do petrolão, que apurou o pagamento de propina a políticos a partir do superfaturamento de obras contratadas pela Petrobras.

O Estaleiro Rio Grande atingiu o seu auge em 2013, quando chegou a contar com 24 mil trabalhadores. Naquele ano, estava concluindo o casco da plataforma P-66, destinada à exploração de petróleo no Campo de Lula. Os recursos para a infraestrutura do Polo Naval saíram do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

A cidade viveu um boom econômico com a geração de empregos, investimentos imobiliários e a chegada de técnicos com alto poder de consumo. Mas as consequências da Lava Jato impediram a entrega dos três primeiros dos oito cascos contratados. O serviço foi concluído por outras empresas. Hoje, restam 1,5 mil metalúrgicos trabalhando no estaleiro.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande tentou durante meses uma engenharia técnico-econômica que permitisse, pelo menos, a conclusão da P-71 e P-72. Mas a Petrobras optou pela venda do material como sucata. “É uma lástima, um crime de lesa-pátria. Compraram o aço a preço de ouro e estão vendendo a preço de lixo”, afirmou o presidente do sindicato, Benito Gonçalves.

A decisão do modelo de venda

A Petrobras informou à Gazeta do Povo que os contratos para a construção dos cascos foram encerrados em dezembro de 2016, “em razão dos inadimplementos contratuais e atrasos da Ecovix, que se mostrou incapaz de concluir as obras para as quais fora contratada. Após a rescisão, a Ecovix ficou responsável pela destinação dos bens atualmente estocados no Estaleiro Rio Grande”.

Sobre a venda dos restos dos cascos como sucata, a Petrobras disse que “a decisão pelo modelo de venda destes materiais buscará o melhor resultado financeiro para a Tupi BV [empresa contratante]. Por questões de ordem técnica e econômica, a alternativa de aproveitar os blocos já fabricados não é a que melhor atende os interesses da Petrobras e de seus parceiros”.

A Petrobras afirma, porém, que não é responsável direta pelos contratos. Informou que a Tupi BV é uma empresa formada pela Petrobras Netherlands BV (65%), BG Gas Netherlands BV (25%) e Galp-Sinopec (10%). “Os contratos para construção dos cascos mencionados foram firmados entre as empresas Tupi BV e Petrobras Netherlands BV com a empresa Ecovix, não sendo a Petrobras parte nestas relações contratuais”.

A estatal destaca, ainda, que a Tupi BV tem valores a receber da Ecovix decorrentes do encerramento contratual, como compensação por prejuízos, e os custos adicionais para concluir os cascos deixados incompletos pelo braço naval da Engevix. “No entanto, como a Ecovix está em recuperação judicial, a forma de pagamento à Tupi BV será definido no âmbito daquele processo”, diz nota da empresa.

Sindicato muda de estratégia

No final do ano passado, o Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande chegou a conseguir uma liminar na Justiça para interromper por um mês o corte das chapas de aço. Até agora, foram desmontadas apenas 6 mil toneladas. Nesta quarta-feira (17), porém, o presidente do sindicato anunciou a decisão de mudar a estratégia.

Segundo relatou, numa reunião em Brasília, foi informado que a decisão da estatal é irreversível: “A Petrobras está licitando a P-71 fora do país e está desconsiderando totalmente o término aqui. E a P-71 está dentro do dique seco, que é o segundo maior dique do mundo, e tem várias empresas internacionais interessadas nesse dique. Isso pode gerar emprego aqui. Só que essa plataforma lá dentro se torna um entrave. A gente está fazendo um movimento ao inverso para tentar acelerar esse corte, para ver se gera empregos imediatos”.

Gonçalves já manteve uma reunião com a empresa que está cortando o aço, buscando prioridade para os metalúrgicos de Rio Grande, que estão desempregados. “Se for um mês ou dois de corte, podemos chegar a 700 homens. Para quem está desempregado, 30 ou 60 dias de trabalho é dinheiro no bolso”.

Mas o presidente do sindicato ainda acha que o melhor seria concluir a montagem da plataforma: “sai mais barato concluir o casco. O que falta está ali do lado. É só colocar para cima e soldar. Na P-71, os 73 blocos estão prontos. A P-72 já tinha 70 blocos prontos, faltavam três para completar. O que eles estão fazendo é um imenso crime com o município de Rio Grande e com o dinheiro público”, lamenta o sindicalista.

Gonçalves afirma que o envolvimento da Engevix na Lava Jato foi decisivo, mas aponta contradição na decisão da Petrobras: “Esse é o principal questionamento da Petrobras. Só que eu falei na última reunião: a Ecovix está envolvida porque é da Engevix e não pode concluir o projeto. Mas, no Rio de Janeiro, três ou quatro empresas que estavam totalmente envolvidas na Lava Jato tiveram o perdão da Petrobras via Justiça, podem licitar e estão concluindo as plataformas. Por que somente aqui no Sul não pode?”.

 

Mais mil empregados da Ford na Bahia estão sem trabalho

A Ford decidiu suspender temporariamente os contratos de 1.000 trabalhadores da fábrica situada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Além disso, outros 600 terceirizados terão os vínculos suspensos entre 1º de agosto e 31 de outubro.

De acordo com a companhia, a suspensão tem o objetivo de “adequar o volume de produção à menor demanda do consumidor nessa situação sem precedentes”, diante da pandemia do novo coronavírus.

Na última sexta-feira (17), a prefeitura de Camaçari afirmou, em nota, que acompanha a decisão da Ford e indicou que mantém diálogo permanente com a Ford e com todo o setor industrial da cidade. Do blog do Esmael.

O prolongamento temporal da pandemia no Brasil, que já dura 5 meses, com o abandono do isolamento social, a exemplo dos casos chinês, coreano e europeu, quando o período de infestação foi menor do que 4 meses, está levando a economia ao caos. O pior: com a nova abertura das restrições, em estados onde o número de mortes estabilizou, a crise pandêmica pode se estender ainda por meses, conduzindo o País ao desemprego absoluto, à quebra da economia e a fome entre as camadas da população mais vulneráveis.

Apesar disso, o presidente Jair Bolsonaro insiste:

“Desemprego, fome, miséria e depressão matam mais do que o vírus”, discursou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em mais uma crítica ao isolamento social como forma de conter o avanço do coronavírus.

“O objetivo do isolamento social é não haver gente se aglomerando nas frente de hospital sem atendimento, e, pelo que me consta, ninguém morreu por falta de UTI ou respirador”, disse o presidente a apoiadores no anoitecer deste sábado (18/7), nos jardins do Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro cumpre isolamento por ter sido diagnosticado com Covid-19.

Luís Eduardo registra mais 24 casos de Covid-19. Barreiras tem mais um óbito, entre 55 na Bahia.

Luís Eduardo Magalhães tem 612 (seiscentos e doze) casos confirmados da Covid-19 e 06 (seis) óbitos. Hoje foram registrados mais 24 casos, alguns de pacientes vulneráveis entre 60 e 77 anos de idade.

Em Barreiras, foi registrado o 11º óbito decorrente da Covid-19. Dessa vez, o paciente do sexo masculino, de 75 anos, que era hipertenso e sofria de doença cardíaca crônica, não resistiu ao agravamento do quadro e veio a óbito.

O boletim informativo dos novos casos em Barreiras costuma ser publicado a partir das 22 horas.

Bahia, 1.581 novos casos

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.581 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,3%), 55 óbitos (+2,0%) e 4.781 curados (+5,0%). Dos 120.238 casos confirmados desde o início da pandemia, 99.704 já são considerados curados, 17.741 encontram-se ativos e 2.793 tiveram óbito confirmado de Covid-19.​

Brasil passa de 78 mil mortes

O Brasil tem 78.097 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h deste sábado (18), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 8h deste sábado (18), DF e 5 estados atualizaram seus dados: CE, MS, PE, RN e TO. Veja os números consolidados:

  • 78.097 mortes

  • 2.053.174 casos

Por que essa política necrófila, pergunta Frei Betto sobre Bolsonaro.

Carta aos amigos e amigas do Exterior

Por Frei Betto

. (Photo by Rodrigo BUENDIA / AFP)

Queridos amigos e amigas:

No Brasil ocorre um genocídio! No momento em que escrevo, 16/7, a Covid-19, surgida aqui em fevereiro deste ano, já matou 76 mil pessoas. Já são quase 2 milhões de infectados. Até domingo, 19/7, chegaremos a 80 mil vítimas fatais. É possível que agora, ao você ler este apelo dramático, já cheguem a 100 mil.
Quando lembro que na guerra do Vietnã, ao longo de 20 anos, 58 mil vidas de militares usamericanos foram sacrificadas, tenho o alcance da gravidade do que ocorre em meu país. Esse horror causa indignação e revolta. E todos sabemos que medidas de precaução e restrição, adotadas em tantos outros países, poderiam ter evitado tamanha mortandade.
Esse genocídio não resulta da indiferença do governo Bolsonaro. É intencional. Bolsonaro se compraz da morte alheia. Quando deputado federal, em entrevista à TV, em 1999, ele declarou: “Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada! Só vai mudar, infelizmente, se um dia partirmos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil”.
Ao votar a favor do impeachment da presidente Dilma, ofertou seu voto à memória do mais notório torturador do Exército, o coronel Brilhante Ustra.
Por ser tão obcecado pela morte, uma de suas principais políticas de governo é a liberação do comércio de armas e munições.
Questionado à porta do palácio presidencial se não se importava com as vítimas da pandemia, respondeu: “Não estou acreditando nesses números” (27/3, 92 mortes); “Todos nós iremos morrer um dia” (29/3, 136 mortes); “E daí? Quer que eu faça o quê?” (28/4, 5.017 mortes).
Por que essa política necrófila? Desde o início ele declarou que o importante não era salvar vidas, e sim a economia. Daí sua recusa em decretar lockdown, acatar as orientações da OMS e importar respiradores e equipamentos de proteção individual. Foi preciso a Suprema Corte delegar essa responsabilidade a governadores e prefeitos.
Bolsonaro sequer respeitou a autoridade de seus próprios ministros da Saúde. Desde fevereiro o Brasil teve dois, ambos demitidos por se recusarem a adotar a mesma atitude do presidente.
Agora, à frente do ministério, está o general Pazuello, que nada entende de questão sanitária; tentou ocultar os dados sobre a evolução dos números de vítimas do coronavírus; empregou 38 militares em funções importantes do ministério, sem a requerida qualificação; e cancelou as entrevistas diárias pelas quais a população recebia orientação.
Seria exaustivo enumerar aqui quantas medidas de liberação de recursos para socorro das vítimas e das famílias de baixa renda (mais de 100 milhões de brasileiros) jamais foram efetivadas.
As razões da intencionalidade criminosa do governo Bolsonaro são evidentes. Deixar morrer os idosos, para economizar recursos da Previdência Social. Deixar morrer os portadores de doenças preexistentes, para economizar recursos do SUS, o sistema nacional de saúde. Deixar morrer os pobres, para economizar recursos do Bolsa Família e de outros programas sociais destinados aos 52,5 milhões de brasileiros que vivem na pobreza e aos 13,5 milhões que se encontram na extrema pobreza. (Dados do governo federal).
Não satisfeito com tais medidas letais, agora o presidente vetou, no projeto de lei sancionado a 3/7, o trecho que obrigava o uso de máscaras em estabelecimentos comerciais, templos religiosos e instituições de ensino. Vetou também a imposição de multas para quem descumprir as regras e a obrigação do governo de distribuir máscaras para os mais pobres, principais vítimas da Covid-19, e aos presos (750 mil).
Esses vetos, no entanto, não anulam legislações locais que já estabelecem a obrigatoriedade do uso de máscara.
Em 8/7, Bolsonaro derrubou trechos da lei, aprovada pelo Senado, que obrigavam o governo a fornecer água potável e materiais de higiene e limpeza, instalação de internet e distribuição de cestas básicas, sementes e ferramentas agrícolas, para aldeias indígenas.
Vetou também verba emergencial destinada à saúde indígena, bem como facilitar o acesso de indígenas e quilombolas ao auxílio emergencial de 600 reais (100 euros ou 120 dólares) por três meses.
Vetou ainda a obrigação de o governo oferecer mais leitos hospitalares, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea a povos indígenas e quilombolas.
Indígenas e quilombolas têm sido dizimados pela crescente devastação socioambiental, em especial na Amazônia.
Por favor, divulguem ao máximo esse crime de lesa-humanidade. É preciso que as denúncias do que ocorre no Brasil cheguem à mídia de seu país, às redes digitais, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e ao Tribunal Internacional de Haia, bem como aos bancos e empresas que abrigam investidores tão cobiçados pelo governo Bolsonaro.
Muito antes de o jornal The Economist fazê-lo, nas redes digitais trato o presidente por BolsoNero – enquanto Roma arde em chamas, ele toca lira e faz propaganda da cloroquina, remédio sem nenhuma eficácia científica contra o novo coronavírus. Porém, seus fabricantes são aliados políticos do presidente…
Agradeço seu solidário interesse em divulgar esta carta. Só a pressão vinda do exterior será capaz de deter o genocídio que assola o nosso querido e maravilhoso Brasil.
Fraternalmente,
Frei Betto

Frei Betto é frade dominicano e escritor, assessor da FAO e de movimentos sociais.

Desaparece o pequeno grande Durval Nunes, um homem honrado.

Durval, em foto do Novoeste, durante lançamento de uma de suas obras de contos e crônicas.

Pereceu hoje à tarde, em acidente na BR 242, o ex-secretário de Meio Ambiente de Barreiras, Durval Nunes.

Poeta, escritor, ambientalista e cultivador de amigos, Durval cruzou sua trajetória com garbo e honradez. Deixamos aqui nossos pêsames a familiares e à imensa legião de amigos que ele deixou.

Na Capital, todos já sabem que o Hospital do Oeste está em colapso.

Foto: Reprodução prefeitura de Barreiras
Foto: Reprodução/Prefeitura de Barreiras

A matéria é do bahia.ba, replicando sites locais 

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19, em Barreiras, no oeste da Bahia, atingiu 100%. O Hospital do Oeste tem 20 leitos para atender 34 municípios da região e não há mais vagas para pacientes em estado grave.

No Hospital Municipal Eurico Dutra, onde funciona o Centro de Atendimento de Combate ao Coronavírus, tem mais 10 leitos para pacientes que estão com estado mais moderado da doença. A unidade, que está com taxa de 75% de ocupação, dispõe de mais dois leitos com respiradores.

A prefeitura da cidade decretou toque de recolher, na quinta-feira (16), e outras medidas restritivas no comércio. As novas medidas de controle social começam a valer no domingo (19) e seguem até 31 de julho. O toque de recolher determina a proibição da permanência e trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas da cidade, das 21h às 5h.

Ainda segundo o decreto, fica suspenso o atendimento ao público em bares, distribuidoras de bebidas, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, pastelarias, quiosques, trailers e lojas de conveniências, sendo permitido apenas o serviço de entregas em domicílio. A medida se estende também para academias.

Conforme dados divulgados pela Sesab nesta sexta-feira (17), Barreiras registrou 757 casos de Covid-19, com 430 recuperados e 10 mortes.

Justiça determina anulação de contratações diretas irregulares em Luís Eduardo Magalhães

A Justiça acatou pedido liminar do Ministério Público estadual e determinou que os gestores dos Poderes Executivo e Legislativo de Luís Eduardo Magalhães anulem, em um prazo de três meses, os procedimentos de contratação direta em vigência que estejam fora dos parâmetros da lei de licitações (8.666/1993).

O pedido foi realizado em ação civil pública ajuizada em fevereiro último pelo promotor de Justiça Bruno Pinto e Silva.

Na decisão liminar, proferida no dia 8 de julho, a juíza Renata Guimarães Firme determinou ainda que a Prefeitura e Câmara de Vereadores deixem, imediatamente, de realizar procedimentos administrativos de inexigibilidade e dispensa de licitação em desconformidade com a lei.

Segundo a ação civil, uma análise do extrato das contratações diretas, realizadas entre os anos de 2016 e 2019, mostrou “que elas não se enquadram nas previsões legais dos artigos 24 e 26 da Lei 8.666/93”.

O promotor de Justiça destacou, inclusive, que “algumas” dessas contratações diretas foram objeto de ação civil pública por improbidade administrativa.

Bruno Pinto e Silva explicou que, com a ação, o MP pretendeu, sem que fosse prejudicada a prestação do serviço público necessário, “uma atuação primordialmente preventiva e regularizar o quanto antes as contratações diretas que ainda estejam em vigência”.

A juíza determinou multa diária de R$ 2 mil em caso descumprimento ao prefeito e ao presidente da Câmara Municipal.

Covid-19: Governo da Bahia não faz nada pelo Oeste e ainda atrapalha quem quer fazer.

A pandemia do Covid 19 tem se agravado a olhos vistos, nos últimos dias, na região Oeste da Bahia. Barreiras se aproxima dos mil casos e a região já ultrapassa os dois mil infectados. Isso em um quadro de baixíssima testagem, ou seja, o número real de doentes é muito maior que o divulgado.

A capacidade de atendimento da UTI do Hospital do Oeste está esgotada: 120% de ocupação. As mortes aumentam a cada dia.  Com todo esse grave cenário, hoje, a região não conta com um único investimento do governo da Bahia. Não houve o anunciado incremento de leitos de UTI, disponibilização de respiradores ou nenhuma outra ação importante na região.

Hoje a situação não é ainda mais grave graças aos respiradores conseguidos pelo deputado federal Tito, junto ao Governo Federal, e a ampliação das instalações físicas, bancadas pelos produtores rurais através da AIBA, que permitiram o aumento da capacidade de atendimento da UTI do Hospital do Oeste.

A outra ação fundamental foi a instalação do laboratório de testagem da UFOB, possível graças aos investimentos federais da própria universidade e da aquisição de equipamentos e insumos realizados pelos produtores rurais. Nenhum centavo veio do Governo Estadual.

Agora, com o aumento acelerado dos casos de COVID em toda a região torna-se necessária a ampliação das testagens do laboratório da UFOB.

Para isso necessita-se da compra de um novo equipamento que permitira a automação do processo e duplicará a capacidade de testagem. Para isso os prefeitos da região decidiram adquirir o aparelho, via CONSOB – Consorcio de Saúde do Oeste da Bahia, e doar o equipamento a UFOB. Compra bancada com dinheiro dos municípios.

Pois bem, hoje em uma reunião com o Ministério Publico da Bahia, onde se tratava o assunto, o responsável jurídico do CONSOB , Dr. Marlan Veloso, representando Gilvan Pimentel, presidente do CONSOB e prefeito de Catolândia, anunciou que o governo estadual havia vetado essa compra.

Para explicar: o governo da Bahia tem direito a voto majoritário nas assembleias do CONSOB. Hoje pela manha em assembleia virtual o representante do Estado, Nelson Portela, votou contra a aquisição do equipamento necessário para a ampliação da UFOB.

Acreditem: isso não custaria um único centavo ao governador Rui Costa. Mesmo assim o governo do Estado vetou a ampliação das testagens da UFOB. Ou seja: nem faz, nem deixa fazer! Definitivamente o governador Rui Costa virou as costas para o Oeste.

Interino da Saúde “recomenda” menos testes e mais consultas médicas.

Pazuello

Pois veja o ilustre leitor que o interino da Saúde, que completou nesta semana dois meses no comando temporário da pasta na maior pandemia dos últimos 100 anos, Eduardo Pazuello, fez uma recomendação de que a testagem não é essencial para o combate ao Covid-19.

Sem ser médico, o general do Exército contrariou as posições da Organização Mundial da Saúde (OMS) e criticou a única estratégia bem aceita até agora no combate ao coronavírus, adotada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

O general Pazuello quando sente qualquer dor de barriga corre para o bem equipado Hospital das Forças Armadas. O pobre periférico vai para a fila da UPA e o máximo que consegue é um sextanista de medicina ou com sorte um médico cubano.

Pazuello raciocina como seu chefe imediato, Bolsonaro, que ao menos encontra a justificativa de não ter se formado nas escolas de pós-graduação das Forças Armadas.

O contribuinte se esforçou muito para tornar Pazuello primeiro um oficial superior e depois um oficial general, para agora ele recomendar aos seus concidadãos que não sejam testados, mas consultados por um recém-formado, nem sempre com vasto conhecimento de causa. Ele e mais 250 militares que conseguiram uma boquinha no Ministério da Saúde, sem abrir mão de seus salários ou aposentadorias de militares tinham que ter mais respeito com as famílias enlutadas.

Eles já são 8.500 em todo o Governo Bolsonaro e estão de pés enfiados até as canelas nas sinecuras do poder.

Uma notícia boa: decrescem média de mortes na cidade de São Paulo.

As mortes em decorrência da covid-19 na cidade de São Paulo apresentaram queda de 18,7% nas últimas três semanas de acordo com a média móvel de óbitos.

Segundo reportagem do portal UOL, a estatística é considerada a mais confiável pelos especialistas por ser uma média dos últimos sete dias, o que elimina eventuais dias atípicos de mais ou menos morte e subnotificações.

Em 23 de junho, data de maior valor, a média móvel foi de 109,1 mortes. Ontem, foi de 88,7 mortes.

O Estado de São Paulo tem mais de 19 mil mortes e 402 mil casos de contaminação. Foi o primeiro estado onde apareceu a doença, no final de fevereiro deste ano. A disseminação da doença é considerada estável. Isto é: parou de crescer, como nos estados do Sul e do Centro-Oeste e Distrito Federal.

Oziel Oliveira ofende pré-candidata de Oposição e será processado.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira, deverá ter sérios problemas com a Justiça ao ser acusado de Injúria – qualquer ofensa à dignidade de alguém – e Difamação – Imputação de ato ofensivo à reputação de alguém.

Em um grupo do aplicativo whatsapp, Oziel Oliveira (PSD), ofendeu a honra da pré-candidata a vereadora, Adriana Mota, numa conversa de representantes de instituições no CONSEG.

O fato é que a pessoa ofendida pelo prefeito Oziel Oliveira, estava no grupo tentando agendar uma reunião com o delegado da cidade, para tratar de interesses da sua funcionária doméstica.

Ao rece­ber a confirmação da data e horário em que seria atendida na delegacia, ela foi surpreendida com uma postagem grosseira e de baixo calão escrita pelo chefe do executivo do município.

Escreveu o Prefeito no Grupo de WhatsApp: “Só falta o Dr. Delegado se apaixonar por ela; avisa logo Ana Paula”. Logo em seguida Oziel escreve: “Conduta puta”.

Após sentir a impropriedade da sua atitude, o prefeito Oziel Oliveira apagou a mensagem. Mas deu tempo de várias pessoas lerem e se indignarem com a conduta baixa e deplorável do prefeito.

“Eu não acreditei quando li. Tanto que respondi que não tinha entendido quando li sobre o delegado se apaixonar por mim. Mais a surpresa foi ainda maior, quando me vi sendo xingada por ele., afirma Adriana. É dessa forma que ele trata as mulheres que ele diz defender em seus programas?”, perguntou indignada.

“E a gente sabe que é nesse tipo de profissão que as pessoas se vendem por dinheiro. E todo mundo sabe quem se vende por dinheiro em Luís Eduardo”, desabafou. “Mas acredito que independente da condição da mulher, ela tem que ser respeitada. Principalmente quando se trata de uma pessoa que se diz representante do povo. Ele com essa atitude grosseira desrespeitou mais da metade da população, que são mulheres”, concluiu Adriana.

Vale ressaltar que o Grupo aonde aconteceu a difamação é composto por pessoas de alta representatividade social, como Juízes de Direito, Promotores, Delegados, Capitão da Polícia local, presidente do Legislativo, presidente de grupos lojistas, dentre outros, conforme declarado no Boletim de Ocorrência,  lavrado na quarta-feira, 15, às 14h44. De posse do documento hábil da Polícia Judiciária, Adriana entrará na Justiça propondo ação e sentença reparadora.

Que bonito isso! Uma família só de gente honesta e exemplos de cordialidade.

segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, conquistou uma significativa evolução patrimonial enquanto esteve casada com o político.

Ela comprou, com Bolsonaro, 14 apartamentos, casas e terrenos, de acordo com levantamento da revista Época, feito com base em quase 40 escrituras de compra e venda e 20 registros em cartórios no Rio de Janeiro e em Brasília.

Antes de se relacionar com Bolsonaro, Ana Cristina era casada com um coronel da reserva do Exército. Ela se envolveu com o até então deputado federal em 1997, com quem ficou até 2008. No período, o casal somou um patrimônio de R$ 3 milhões na data de separação, cerca de R$ 5,3 milhões em valores corrigidos pela inflação, acrescenta a reportagem.

Nem sempre um mar de rosas.

A separação litigiosa de Jair Bolsonaro (PSL) e da ex-mulher dele foi além da disputa pela guarda do filho do casal e incluiu acusações de furto de cofre, ocultação de bens e relatos de “comportamento explosivo” e “desmedida agressividade” do hoje Presidente da República.
As informações constam de um processo de cerca de 500 páginas obtido pela revista Veja e revelado em setembro de 2018.

No documento, Ana Cristina Siqueira Valle acusou seu ex-marido de ocultar milhões de reais em patrimônio pessoal na prestação de contas à Justiça Eleitoral em 2006, quando foi candidato a deputado federal.

Ana Cristina também acusou o ex-marido de furtar US$ 30 mil e mais R$ 800 mil -sendo R$ 600 mil em joias e mais R$ 200 mil em dinheiro vivo- de um cofre que ela mantinha em uma agência do Banco do Brasil, em 26 de outubro de 2007. O caso resultou em um boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia de Polícia Civil, no mesmo dia.

A ex-mulher também disse no processo que a renda mensal do deputado na época chegava a R$ 100 mil. Para tal, Bolsonaro recebia “outros proventos” além do salário de parlamentar -à época, segundo a Veja, de R$ 26,7 mil como parlamentar e outros R$ 8.600 como militar da reserva. Ela não especificou quais seriam as fontes extras.

As acusações descritas no processo incluem o caso revelado em 2018 pela Folha de S.Paulo sobre a disputa da guarda do filho do casal, Jair Renan.

Ana Cristina afirmou em documentos obtidos junto ao Itamaraty que ela sofria ameaças de morte de Bolsonaro. Em 2009, ela teria fugido para a Noruega por medo do deputado. A narrativa de Ana Cristina foi confirmada à Folha por brasileiros que conviveram com a ex-mulher de Bolsonaro naquele país.

A disputa de guarda entre o ex-casal acontecia em paralelo ao desenrolar do caso do cofre. Segundo a revista Veja, enquanto a ex-mulher o acusava de furto, o deputado dizia que Ana Cristina tinha sequestrado Renan.

Na campanha, Ana Cristina, ex-servidora da Câmara Municipal de Resende (RJ), usou o sobrenome Bolsonaro e foi candidata a deputada federal pelo Podemos. Na campanha, negou as acusações e disse apoiar a candidatura de Bolsonaro ao Planalto e considerou “superado” o episódio na Noruega.

Ana Cristina também reagiu de forma negativa à reportagem da Folha que revelou as ameaças de morte relatadas por ela ao Itamaraty.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-mulher do deputado chamou o jornal de “sujo” e se colocou à disposição de Bolsonaro, para ajudá-lo a se tornar o Presidente do Brasil.

A separação oficial de Bolsonaro e da ex-mulher ocorreu em 2008, depois de dez anos juntos.

Questionada pela revista Veja, Ana Cristina se esquivou de comentar as informações da reportagem. Ela também não explicou sobre como resolveu o litígio com Bolsonaro e passou a apoiá-lo publicamente. “Quando você está magoado, fala coisas que não deveria”, limitou-se a dizer à revista.

Sobre as joias, a ex-mulher afirmou: “era coisa minha, que juntei. Coisas do meu ex-marido, joias que ganhei do Jair”.

Questionada sobre por que não atendeu às convocações para depor na polícia, Ana Cristina respondeu: “Não lembro. Fiquei quieta”. Por quê? “Não me sentia à vontade. Iria dar um escândalo para ele e para mim. Deixei para lá”, disse à revista Veja.

Outra mãe carinhosa 

Rogéria, mãe desvelada ou laranja?

Acossado pelas investigações acerca de um esquema de “rachadinha” e pela contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete no Rio, o vereador Carlos Bolsonaro comprou um apartamento à vista em Brasília e que não está registrado em seu nome.

Segundo reportagem da revista Crusoé, o imóvel, que custou R$ 470 mil, está registrado em nome da mãe, Rogéria Bolsonaro.

A compra do apartamento veio  após a quebra dos sigilos bancário e fiscal de quatro ex-assessores do parlamentar no âmbito do inquérito que apura a existência de um esquema de “rachadinha” no gabinete do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), quando este era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Sítio do Mato: Alfredinho continua fazendo campanha eleitoral com comícios.

Apesar das inúmeras denúncias e da enorme repercussão negativa dos abusos praticados, o ex-prefeito de Sitio do Mato, Alfredinho Magalhães, segue com seu grupo político, promovendo aglomerações por todo Município, fazendo propaganda eleitoral antecipada em favor da sua ex-esposa, a atual Prefeita Sofia Márcia que é pré-candidata à reeleição em Sítio do Mato.

Trata-se de uma demonstração clara de desrespeito ao povo e à legislação eleitoral vigente.

Alfredinho renunciou à Prefeitura de Sítio do Mato ao ser condenado na Justiça Eleitoral e também pela condenação, na Justiça Federal, ao perdimento do cargo. Agora virou o principal cabo eleitoral da ex-mulher, Marcinha, promovendo comícios irregulares.

 

Barreiras cai na real e decreta toque de recolher, das 21 às 05 horas.

Barreiras: tudo fechado por 15 dias e toque de recolher à noite.

Contaminação crescente (mais de 700 casos ontem) e hospitais lotados fizeram com que as autoridades decidissem pelo toque de recolher e aumento das restrições de circulação e funcionamento de comércio e serviços.

A Prefeitura de Barreiras decretou na madrugada desta sexta-feira, 17, por meio do decreto municipal 135/2020, o fechamento parcial do comercio e toque de recolher a partir das 21hs às 05hs da manhã.

Essas medidas passam a valer a partir da zero hora do dia 19/07, domingo.

Confira abaixo algumas das medidas adotadas pela gestão municipal.

O prazo de suspensão é de 15 dias e se estende também aos estabelecimentos que oferecem serviços relacionados à prática regular de exercícios físicos, como academias de ginástica, lutas, musculação, estúdios, danças, treinamentos funcionais, crossfit, natação, hidroginástica e áreas afins.

Fica suspenso o funcionamento de bares, restaurantes, distribuidoras de bebidas, pizzarias, lanchonetes, pastelarias, quiosques, trailers e lojas de conveniências, sendo permitido somente o funcionamento do serviços de delivery.

Estará suspensa também a venda de bebida alcoólica em todos os estabelecimentos do território municipal.  Todas essas medidas tem prazo de 15 dias, podendo ser prorrogáveis.

Os restaurantes e lanchonetes que funcionam em unidades hospitalares e de atendimento à saúde, poderão funcionar, desde que adotem todas as medidas de higiene orientadas pelas autoria desde saúde.

“Temos um número crescente de casos confirmados na cidade, muitos deles fruto de aglomerações promovidas em eventos particulares, lives e reuniões em residências. É importante destacar que, segundo o decreto vigente, todo tipo de festa, eventos e comemorações em residências, chácaras, clubes e locais afins, cujo número de pessoas seja superior a 10, está proibido e, em caso de flagrante serão aplicadas as penalidades previstas na legislação”, acrescentou o secretário municipal de saúde, Anderson Vian.

Acesse o decreto na íntegra.

Depois de ser chamado de limitado por Mourão, Bolsonaro entra no radar do tribunal de Haia.

Enquanto a tragédia se abate sobre o povo brasileiro, Guedes aproveita para passar a boiada dos bancos.

75.550 vítimas colocam o Tribunal Penal Internacional perto de Bolsonaro! A comunidade jurídica internacional está demonstrando, assim como todos os que analisam o Brasil, que estamos vivendo um morticínio sem precedentes. Não adianta os militares da ativa e os da inatividade no governo reclamarem. Bolsonaro está no radar de Haia.

Quem poderá ir com ele até os bancos dos réus? Paulo Guedes está certo que a condenação cabe somente aos “otários”. “Deixem eles se F…” é o que disse a Damares em uma reunião ministerial

Isso se aplica ao Presidente da República do Brasil. Quem mandou ser trouxa? Bolsonaro é carga tóxica internacional.

Felipe Neto dá entrevista ao NYT e confirma aquilo que os americanos perceberam: Trump se afasta de Bolsonaro para não prejudicar ainda mais a sua campanha eleitoral.

Enquanto isso, o assalto vai se dando de modo silencioso com Guedes tentando introduzir tudo o que é desumano nas relações sociais: menos direitos trabalhistas, menos aposentadoria, menos Brasil.

O modelo fracassado no Chile é o que quer introduzir no Brasil. Nada mais grave contra os direitos de nosso povo. Como chegamos a esse quadro? Temos muito a pensar… e reagir!

Diz o bem informado blogueiro Esmael:

O ministro da Economia quer beneficiar os empresários com uma reforma tributária, implantar a capitalização previdenciária e vender os ativos (patrimônio público), tais como o pré-sal, para pagar juros e amortizações da dívida pública.

“Se eu puder vender estatais, acelerar privatizações, pegar recursos do petróleo e poder derrubar a dívida [federal], é o que eu tenho que fazer”, confessou o “Posto Ipiranga”, durante um evento online realizado pela XP Investimentos –braço do banco Itaú.

Os trabalhadores e a produção foram escolhidos como os inimigos do governo. Guedes e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) preferem a especulação e as negociatas. Não falam de desenvolvimento e pleno emprego.

Se a “boiada” inteira de Guedes e Bolsonaro passar pelo Congresso –e deverá passar pelas servis casas, Câmara e Senado—os bancos poderão levantar nessa pandemia de coronavírus até R$ 4 trilhões.

A título de comparação, o Orçamento da União de 2020 é de apenas R$ 3,6 trilhões.

Definitivamente, Paulo Guedes não pode ir embora impune. Tem contas para acertar aqui.

Enfim SESAB anuncia lotação completa no Hospital do Oeste.

Conforme O Expresso anunciou, desde a sexta-feira passada, o Hospital do Oeste está lotado, agora oficialmente.

Nem a liberação de leitos de UTI depois do registro de no mínimo 3 mortes esta semana foi o suficiente para evitar o colapso do HO, que soma-se ao completo colapso do Eurico Dutra, este de responsabilidade da Prefeitura.

Talvez agora a atenção do Secretário de Saúde da Bahia e do governador Rui Costa se volte para o Oeste, onde uma população de mais de 500 mil pessoas dependem da atenção médica de alta complexidade do HO.

Que platô, que nada! Epidemia está crescendo e Brasil passa de 2 milhões de casos.

Depois de levar 124 dias para atingir um milhão de casos, em apenas 27 dias o País ganha mais um milhão de contaminados. Apenas mantido esse ritmo de contaminação, seu aumento das taxas de crescimento da pandemia, teremos, até meados de setembro, 4 milhões de contaminados e mais de 200.000 mortes na conta da imprudência, da intolerância e da falta de boa administração de recursos.

O Ministério da Saúde incluiu nas últimas 24 horas mais 45.403 registros de infecção por coronavírus no Brasil. Com isso, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de diagnósticos da covid-19 desde o início da pandemia. O total de infectados é de 2.012.151.

A pasta também contabilizou de ontem para hoje 1.322 novas mortes, com o acumulado de vítimas chegando a 76.688 em todo o país. Foi o pior dia do mês de julho, com o maior registro de óbitos em 24 horas desde 23 de junho, quando o ministério incluiu 1.374 mortes nas contas oficiais. O recorde anterior do mês tinha sido registrado na última terça-feira (14), quando 1.300 óbitos foram somados.

Bahia: novos casos crescem 3%

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 3.380 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +3,0%), 55 óbitos (+2,1%) e 4.388 curados (+5,1%). Dos 116.373 casos confirmados desde o início da pandemia, 91.096 já são considerados curados, 22.584 encontram-se ativos e 2.693 tiveram óbito confirmado de coronavírus.

Fiocruz relata ritmo acelerado

O ritmo de crescimento da epidemia, medido pela média semanal de casos novos de contaminação, voltou a crescer e atinge um percentual semelhante aos da semana de pico da doença, em maio.

As informações são do Boletim Infogripe, da Fiocruz, que indica que os valores semanais estão acima do nível considerado muito alto. O crescimento é puxado principalmente pela proliferação do vírus nos estados do Sul do Basil

O Infogripe considera os casos de internação e morte por síndrome respiratória aguda grave, sendo a covid-19 responsável atualmente por aproximadamente 97% dos casos.

Anunciada primeira morte por Coronavírus em Barra

Veja a nota da prefeitura na íntegra:

“A prefeitura de Barra por intermédio da secretaria municipal de saúde e vigilância em saúde vem por meio deste, e com muito pesar informar a população que na data de hoje (16/07), estamos com UM (01) novo caso POSITIVO para COVID-19 evoluído para ÓBITO.

O paciente deu entrada hoje por volta das 11:00h na unidade hospitalar, apresentando parada cardiorrespiratória e histórico de doença crônica (ASMA). Foram realizados DOIS testes rápidos de lotes diferentes TESTANDO POSITIVO PARA COVIDI9. Por volta das 15:30h, o paciente não resistiu e veio a ÓBITO.

Tucanato em pânico: Alckmin é indiciado por corrupção.

ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi indiciado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por suspeita de três crimes: lavagem de dinheiro, caixa 2 eleitoral e corrupção passiva.

Além dele, o ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro também foram indiciados.

Alckmin está sendo investigado inquérito que investigava, no âmbito eleitoral, as doações da empreiteira Odebrecht. Ele começou a ser investigado em 2017, depois da colaboração premiada.

Além das colaborações, a PF obteve cópia do sistema de informática da empreiteira, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por Skype.

Alckmin foi governador do estado de São Paulo entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018.

Mortes no Brasil aumentam quase 10% no primeiro semestre do ano

A pandemia do novo coronavírus está tendo um impacto inequívoco nas estatísticas de mortes no Brasil.

No primeiro semestre deste ano, foram registrados 667.258 óbitos nos cartórios brasileiros, compreendendo todos os tipos de causas naturais e externas.

Em comparação, no primeiro semestre de 2019 ocorreram 608.265 óbitos. Ou seja, nos primeiros seis meses de 2020 houve um aumento de 9,7% no total de mortes em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em números absolutos, foram registradas 58.993 mais mortes em 2020 do que na primeira metade de 2019.

No mesmo período de 2020, os cartórios registraram 62.074 óbitos confirmados ou com suspeita de covid-19 — uma causa de morte que, evidentemente, não existia em 2019.

De Diogo Schelp, colunista do UOL.

Em 60% das cidades médias do País a contaminação da Covid continua acelerando

Médicos em protesto em praia de Fortaleza.

Da Folha de S.Paulo.

Em um mês, o ritmo de contágio da Covid-19 diminuiu consideravelmente em 103 das 324 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes —ou 32% delas. Em outras 193 (60%), porém, os novos casos continuam crescendo em ritmo acelerado.

Das 27 capitais brasileiras, apenas Manaus, Recife e São Luís têm a situação por ora sob controle, com número reduzido de novas pessoas contaminadas a cada dia.

As duas cidades nordestinas adotaram uma espécie de lockdown após o sistema de saúde chegar ao colapso, e, mesmo após retomarem parcialmente as atividades, têm diminuído significativamente a disseminação do vírus desde meados de junho.

No caso da capital de Pernambuco, três cidades da região metropolitana —Olinda, Camaragibe e Igarassu, além da capital— também registram poucos casos novos. Na Grande São Luís, isso acontece com São José do Ribamar.

Para chegar a esses números, a Folha utilizou um modelo estatístico desenvolvido pelos pesquisadores Renato Vicente, professor do Instituto de Matemática da USP e membro da rede Covid Radar (que monitora a doença), e Rodrigo Veiga, doutorando em física pela USP. Eles se basearam em um estudo de epidemiologistas da Unesp.

A análise da Folha levou em conta apenas municípios com 100 mil habitantes ou mais, que em geral têm dados mais consolidados e estáveis sobre a doença do que as cidades menores. Além disso, porque as cidades pequenas tendem a ter menos casos em números absolutos, o registro de algumas poucas infecções novas decorreria em um aumento percentual maior.

Com edição do DCM

Acabou o milagre do asfalto de Zito em Barreiras. MPF aciona pelos desvio de verbas do FUNDEF.

Zito Barbosa tirou na mega-sena da virada com os precatórios do Fundef. Mas ação do Ministério Público Federal e decisão da Justiça Federal encontraram graves desvios na aplicação dos recursos.

Realmente, a Prefeitura Municipal de Barreiras fez muito asfalto durante os 3,5 anos de gestão de Zito Barbosa. A propaganda oficial diz que é mais de 1.440.000 m². Só pra comparar, Luís Eduardo ainda não tem os 90 mil m² projetados e a pequena Formosa do Rio Preto fez 84.000 m².

Acontece que o procurador da República em Barreiras,  Adnilson Gonçalves da Silva, ajuizou, em 30 de junho, ação para esclarecer porque o Prefeito

 promoveu a distribuição ilícita de, pelo menos, R$ 115 milhões em várias contas bancárias diferentes (para dificultar a fiscalização) e depois realizou pagamentos diversos, muitos deles com indicativos de irregularidade.

Segundo nota do Jornal Nova Fronteira e de acordo com o MPF, os pagamentos ilegais contemplaram tributos, taxas, tarifas, despesas ordinárias (para as quais há recursos próprios), empresas vinculadas a servidores públicos, pessoas já condenados por improbidade administrativa e empresas sem capacidade operacional, além de contratações milionárias de empresas de eventos e publicidade.

Em decisão de 15 de julho, a Justiça Federal reconheceu a existência de sérios e consistentes indícios de ilegalidades relacionadas a empresas contratadas e pagas com recursos do Fundef, apesar de ter negado o pedido liminar de bloqueio dos recursos, por confiar que o gestor vai cumprir a lei.

O Município recebeu R$ 178.617.634,26 de precatórios do Fundef, algo como um acréscimo de 40% no total de verbas orçamentárias de Barreiras. Uma verdadeira fortuna, que deu para reformar escolas, construir outras e ainda adquirir mais de 60 veículos para o transporte escolar.

Histórico

O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia reconhecido a necessidade de o município de Barreiras ressarcir, à conta vinculada à educação, valores pagos a título de reforma de escolas, mas sem efetiva comprovação da regularidade dos gastos (Acórdão 2802-2019 – Plenário TC 018.276/2018-0). Além disso, o MPF informa que o município ajuizou ação no Tribunal de Justiça da Bahia (8025737-87.2019.8.05.0000) buscando autorização para utilizar os precatórios do Fundef em áreas diferentes da educação. O pedido foi negado.

Pedidos

O MPF requer, ainda, a condenação do município e seu gestor para que: apresentem em 60 dias, sob pena de multa solidária diária de R$ 100 mil um Plano de Aplicação dos recursos, que deve incluir o modo e o prazo de ressarcimento dos valores já utilizados; abstenham-se de realizar gastos indevidos; e promovam o ressarcimento à conta vinculada do Fundef de todos os recursos que eles não consigam comprovar que tenham sido efetivamente empregados na melhoria da educação básica, observadas as orientações e recomendações dos órgãos de controle.

O que vai acontecer agora

O MPF vai avaliar a apresentação de eventual recurso processual, sem prejuízo de outras medidas judiciais e extrajudiciais para corrigir os ilícitos constatados e obter a condenação dos responsáveis. Na ACP, o município e o prefeito serão citados para contestação e apresentação de eventuais provas, depois disso o processo poderá seguir para sentença.

Número para consulta processual na Justiça Federal (PJe): 1003125-75.2020.4.01.3303 – Subseção da Justiça Federal de Barreiras.

Paulo Guedes testa negativo para Covid e para gestor da Economia.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez dois testes para detectar o novo coronavírus e os resultados foram negativos, informou hoje (16), em Brasília, o Ministério da Economia.

“O Ministério da Economia informa que o exame para a covid-19 do ministro Paulo Guedes teve resultado negativo. Esse foi o segundo teste feito pelo ministro em menos de duas semanas para a confirmação do resultado após reuniões com pessoas que testaram positivo para a doença”, diz nota do ministério.

À boca pequena se comenta que o Ministro testou falsamente positivo para gerir a economia brasileira: obteve um pibinho de 1%, conseguiu tirar quase todos os direitos trabalhistas e arrasou com a previdência.

E mais: sonso, fez cara de paisagem quando descobriu que o déficit da previdência vem em sua grande maioria da aposentadoria de militares, dos integrantes da Justiça e do funcionalismo público.

Para desespero das minionzetes, Bolsonaro repudia a Hidroxicloroquina.

Talvez o Presidente tenha tomado conhecimento dos graves problemas que o medicamento pode causar em dois principais grupos de risco: os diabéticos e os cardíacos. O recuo é estratégico, evitando que possa a vir ser processado por parentes de vítimas que faleceram com a ingestão do medicamento.

Durante transmissão ao vivo do Palácio da Alvorada no fim da tarde dessa quarta-feira (15/7), o chefe do Executivo chegou a destacar o fato de não haver comprovação científica de que o medicamento seja eficiente no combate à Covid-19. Bolsonaro disse, também, que não faz campanha para o remédio e disse não recomendá-lo.

“Eu não recomendo nada, eu recomendo que você procure seu médico e converse com ele. O meu, no caso, médico militar, foi recomendado hidroxicloroquina”, disse o presidente antes de anunciar que ainda está infectado com o novo coronavírus.

Bolsonaro afirmou que se sentiu melhor após tomar o fármaco. Segundo o capitão reformado do Exército, ele teve febre de 38 graus, cansaço e dores musculares antes da começar o uso da hidroxicloroquina.

“Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação científica, mas deu certo comigo. No mais, não existe nenhum medicamento ainda no mundo que tenha comprovação científica constatada. Então, é uma situação de observação, que deu certo comigo, deu certo com muita gente. Muitos médicos dizem que a hidroxicloroquina funciona. Não estou fazendo nenhuma campanha para o medicamento, afinal de contas, o custo é baratíssimo e, talvez, por causa disso, que tem muitas pessoas contra. E outras, parece, por questões ideológicas, parece”, acusou.

A informação é do Metrópoles, editada por O Expresso.

Empresa que vendeu máscaras para prefeitura de Luís Eduardo Magalhães é “especialista” em licitações.

Depois da matéria sobre o superfaturamento de máscaras descartáveis pela prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, está circulando um vídeo nas redes sociais daquela que pode ser a empresa que forneceu máscaras superfaturadas para Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, a JNI Medicamentos e Hospitalares, sediada no município de Abadia de Goiás – GO, que se encontra fechada para atendimento ao público.

A atividade principal da empresa, nos registros legais, consta como varejista de produtos farmacêuticos. Estranho trabalhar a portas fechadas.

Em matéria na Radio Cultura ontem, a reportagem tentou diversas vezes entrar em contato com a empresa pelos telefones que constam na nota fiscal, porém ninguém atendeu.

Curiosamente, além de ser varejista de produtos farmacêuticos, a empresa fornecedora tem em seu cartão de CNPJ uma longa lista de atividades secundárias que não condizem com o espaço do local, sendo esses principais: comercio atacadista de leite e laticínios, comercio atacadista de medicamento e drogas de uso humano, comercio atacadista de produtos odontológicos, comercio atacadista de equipamentos eletrônicos de uso pessoal e domestico, comercio atacadista de móveis e artigos de colchoaria, comercio varejista especializado de equipamentos e suplementos de informática, comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos, entre outros.

Normalmente essas empresas de porta fechada, escondidas em pequenos municípios com uma grande lista de atividades, é procedimento praticado por empresas de “fachada”, criadas formalmente para atender a todo e qualquer procedimento licitatório realizado por prefeituras municipais. Essas empresas não possuem capacidade técnica e operacional para realizar atividades de altos custos, existindo apenas para cobrir fraudes em licitações.

Entenda o caso

Recentemente, houve uma matéria onde relatou o superfaturamento de 2.000 (duas mil) unidades de máscaras descartáveis. A prefeitura pagou R$ 33,50 (trinta e três reais e cinquenta centavos) por cada unidade, totalizando uma compra de R$ 67.000,00 (sessenta e sete mil reais).

O vereador Filipe Fernandes questionou a compra, pois conseguiu adquirir na internet, a mesma máscara, com as mesmas especificações técnicas por R$6,25 a unidade, um valor mais de 5 vezes menor que o pago pela Prefeitura.

Isso significa que o consumidor comum pode adquirir, com o valor despendido pela Prefeitura, cinco máscaras e ainda sobraria R$2,55. Se fossem compradas 2.000 máscaras pelo valor de R$6,25, o consumidor gastaria apenas R$12.500,00, com uma economia de R$54.000,00.

Covid-19: Barreiras tem novos 92 casos suspeitos e confirma mais 33 positivos. À tarde, HO tinha apenas uma vaga na UTI.

A Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria de Saúde, informa a situação epidemiológica do município. Hoje foram identificados 92 (noventa e dois) novos casos com características que indicam suspeição de Coronavírus (COVID-19), preenchendo os critérios indicativos para coleta. Trata-se de 46 (quarenta e seis) pessoas do sexo feminino, com idades entre 02 e 83 anos e 46 (quarenta e seis) pessoas do sexo masculino, com idades entre 07 meses e 70 anos.

Informa ainda que no dia de hoje foram concluídos 37 (trinta e sete) resultados, sendo que 04 (quatro) testaram negativo e 33 (trinta e três) testaram positivo.

Já os 33 (trinta e três) casos que testaram positivo, trata-se de 15 (quinze) pessoas do sexo feminino, com idades entre 16 e 59 anos.

Destas, 10 (dez) são sintomáticas, sendo duas profissionais de saúde, 04 (quatro) tiveram contato com casos confirmados, destas, três profissionais de saúde e uma preencheu os requisitos para coleta. E 18 (dezoito) pessoas do sexo masculino, com idades entre 19 e 77 anos. Destes, 10 (dez) são sintomáticos, sendo um profissional de saúde, 05 (cinco) tiveram contato com casos confirmados, sendo dois profissionais de saúde e 03 (três) preencheram os requisitos para coleta.

A Secretaria de Saúde registra atualmente 697 (seiscentos e noventa e sete) casos confirmados por Teste Rápido e RT-PCR. O município registra 09 (nove) óbitos. Já os casos que aguardam resultado somam 217 (duzentos e dezessete).

A situação é alarmante quando se sabe que os hospitais Eurico Dutra e o Hospital do Oeste estão lotados. A SESAB informava hoje uma vaga disponível na UTI especializada para Covid-19 no HO.