Gilson Sena lança em LEM o livro Ser Extraordinário é questão de Escolha

Na noite de terça-feira, 19, no auditório do Sicredi, o empresário, palestrante e escritor, Gilson Sena, lançou o seu terceiro livro, Ser Extraordinário é questão de Escolha. Uma publicação da Editora Literare Books Internacional.

Durante o lançamento do livro, foi proferida a palestra “Como ser um profissional Extraordinário”. Na introdução foi falado sobre a Programação Neurolinguistica, como funciona e pode ajudar o profissional a se tornar melhor no que se dispõe a fazer:

“A programação é a maneira como organizamos as nossas ideias e como atuamos para ter resultados, é tudo aquilo que vemos, ouvimos e sentimos ao longo da vida que cria metaprogramas na mente de cada um. Dois indivíduos podem presenciar o mesmo fato, mas, ambos irão relatar de forma diferente, com percepções diferentes da situação, por que utilizaram os filtros e distorções de sua programação mental”, afirma Sena.

“A parte Neuro da PNL – os pensamentos que nascem da parte neurológica. E a Linguagem indica como organizamos esses pensamentos”, esclarece.

Gilson explicou que para ser extraordinário no que faz é preciso entregar sempre mais do que as pessoas esperam. Fazer algo além do que você é pago para fazer. E que é importante definir o seu propósito de vida. Saber quais são suas crenças e valores. Deixar claro quais são as suas metas a curto e longo prazo. “O que você espera está fazendo em 2029?”, indagou. “A maioria das pessoas não sabem o que querem da vida, ficam olhando no retrovisor, ao invés de olhar para futuro. Muitos ainda respondem que ‘não querem ser pobres’, ‘não querem ficar doentes’, ao invés de responderem o que querem, respondem o que não querem”, alerta.

O palestrante deixou clara a importância de saber em que direção está seguindo, e se essa direção é a correta. “Não adianta um grupo de pessoas estarem unidas, remando na mesma direção, sendo que a direção é a errada”.

Chegando ao ponto alto da palestra, Gilson Sena falou sobre a ferramenta intitulada Modelagem, e que está presente no seu capítulo no livro Ser Extraordinário é questão de escolha.

“Muitas pessoas reclamam de não conseguirem ter sucesso na vida e acabam desistindo dos seus projetos, das suas empresas. A melhor coisa que você pode fazer é utilizar a ferramenta Modelagem, muito poderosa e que traz resultado rápido. Lembre de uma pessoa ou empresa que você admira muito. Faça um estudo, verifique quais são as características principais, habilidades desenvolvidas e diferenciais. Veja como conduz o negócio, quais são os detalhes que fazem a diferença. A partir dai você já descobriu o que falta para que você também tenha sucesso. Desenvolva essas habilidades, estude, se prepare e aplique o conceito, colocando um toque pessoal, sem perder a essência, logo verá que os resultados serão extraordinários”, afirma.

A palestra foi encerrada com a mensagem: “Agora é colocar em prática tudo que foi dito nessa noite. Não adianta ter conhecimento e não utilizar. Aprenda e compartilhe com o próximo. Utilize para o bem. Sucesso a todos”.

Gilson Sena também é autor do Livro Venda Mais Agora, prefaciado pelo renomado Professor Luiz Marins, coautor do Manual Completo de Empreendedorismo.

Para adquirir o livro Ser Extraordinário é questão de escolha, mande mensagem para 77 9 9810-9991. Para ver mais fotos acesse: http://abre.ai/auwO

Despacho de Conselheira do CNJ permite que agricultores da Coaceral averbem empréstimos em suas matrículas

Maria Tereza Uille Gomes, Conselheira do CNJ, exarou despacho agora, às 16h35m, por requerimento da Bom Jesus Agropecuária Ltda., para a Corregedoria Geral das Comarcas do Interior da Bahia, vazada nos seguintes termos: 

No documento de Id 3811211, o Corregedor das Comarcas do Interior do Estado da Bahia noticia que o Delegatário do Cartório do Registro de Imóveis de Formosa do Rio Preto “teria averbado a decisão da Desembargadora Ilona Márcia Reis, determinando o bloqueio da matrícula 2182, promovendo, após, a averbação da decisão [desta Conselheira], no sentido de abster-se de cancelar aquele ato, situação que vem impedindo a celebração de empréstimos por seus clientes com alguns agentes financeiros da Região Oeste da Bahia” (Id 3811211).

Em razão disso, pede “subsídio para a apresentação de solução à citada demanda, tendo em conta os termos das averbações promovidas e, em especial, considerando a possibilidade de repetição desse ato em várias outras matrículas daquela serventia, onde o Delegatário averbou o bloqueio, como determinado pela Desembargadora desta Corte de Justiça” (Id 3811211).
É o relatório.

Em resposta à indagação formulada, esclareço que a atuação da Desembargadora do TJBA não tem o condão de subverter a ordem emanada pelo Conselho Nacional de Justiça. Isto é, a determinação do bloqueio e suspensão da eficácia das matrículas 726 e 727 do Cartório de Registro de Formosa do Rio Preto e de todas as demais matrículas delas decorrentes, bem como a manutenção da validade e a eficácia da matrícula 1037, não prevalece sobre a decisão Plenária do CNJ.

Reafirmo a compreensão de que o ato[1] que cancelou as matrículas dos imóveis de nºs. 726 e 727 e seus respectivos desmembramentos, oriundas do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Santa Rita de Cássia/BA, e determinou a regularização do imóvel de matrícula 1037 (art. 4º da Portaria CCI 105/2015), assentada no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Formosa do Rio Preto/BA, é nulo de acordo com a decisão Plenária do CNJ (1º.3.2019).

Por consequência, se o aumento da área de terras (ampliação da área do imóvel de matrícula 1037, de 43.000ha para 366.862,6953ha) se deu por Portaria declaradamente nula, nenhuma decisão posterior é capaz de reverter essa ilegalidade – a suspeita de fraude e ilícitos penais é objeto de apuração em curso pelas autoridades competentes.

Conforme destacado na decisão de Id 3801154, o uso oblíquo da via jurisdicional para invalidar o
quantum deliberado pelo Conselho Nacional de Justiça não encontra ressonância no ordenamento
jurídico, sob nítida usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal.

Com essas considerações, saliento ao Corregedor das Comarcas do Interior que as determinações/decisões expedidas contrariamente à deliberação do CNJ não produzem efeitos, tampouco impedem a eficácia dos registros dos imóveis.
Por oportuno, reforço a necessidade de atenção do Corregedor acerca das circunstâncias e matérias jornalísticas[2] divulgadas na data de 19.11.2019 a respeito de decisão do Superior Tribunal de Justiça que afastou magistrados do TJBA por “suspeita de venda de sentenças [e] também determinou a prisão de 4 suspeitos e o bloqueio de R$ 581 milhões em bens em investigação sobre legalização de terras no oeste baiano.”, que, em última análise, reforçam o entendimento de possível atuação ilícita do Poder Judiciário com o fim deliberado de esvaziar a atuação do CNJ.
Intimem-se.
Intime-se a Desembargadora Ilona Márcia Reis para, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, apresentar manifestação acerca da 1) desconsideração da decisão Plenária do CNJ de 1º.3.2019, quanto à ilegalidade da matrícula 1037, cuja área foi ampliada de 43.000ha para 366.862,6953ha;

2) da decisão proferida em 27 de junho de 2019 (Agravo de Instrumento nº 8008018-92.2019.8.05.000, Id 3795779), que restaurou os efeitos de liminar concedida pela juíza designada Eliene Simone Silva Oliveira (Autos 8000020-90.2017.8.05.0224) e revogou entendimento diametralmente oposto em decisão proferida no dia 30.4.2019 (Id 3795778);

e 3) da decisão proferida em 31.10.2019 (Autos 8008018-92.2019.8.05.0000, Ids 3809151 e 3795781), que determinou o cumprimento de imediato da decisão liminar que determinou
o bloqueio e suspensão da eficácia das matrículas 726 e 727 do Cartório de Registro de Formosa do Rio Preto e de todas as demais matrículas delas decorrentes, bem como a manutenção da validade e a eficácia da matrícula 1037, contrariamente à deliberação do CNJ.

Encaminhe-se, nesta ordem, cópia dos Acórdãos de Ids 3577907 (2310425, 3577908 e 3561406) e
3748759 (3747422, 3747423, 3747424); dos Documentos de Ids 3774335, 3805375, 3805376, 3805384, 3805385, 3795778, 3795779, 3795781, 3795876, 3774324; das Decisões de Id 3801154 (7.11.2019) e 3810746 (19.11.2019); e deste Despacho ao Ministério Público Federal e ao eminente Ministro Og Fernandes, do egrégio Superior Tribunal de Justiça, Relator da ação que apura possível atuação de organização criminosa em esquema de vendas de decisões para legitimação de terras no oeste da Bahia.

Maria Tereza Uille Gomes
Conselheira

STF começa julgamento sobre utilização dos dados do COAF

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a decidir, em julgamento na manhã desta quarta-feira (20), até que ponto órgãos de controle – como o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF), a Receita Federal e o Banco Central – podem compartilhar sem autorização judicial dados fiscais e bancários de cidadãos com o Ministério Público a fim de embasar investigações criminais.

Não ordenar o uso das informações privilegiadas favorece a arapongagem e o aparelhamento dos governos de ocasião contra o cidadão, como Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro gostariam de fazer. Um processo seletivo de ações, com base nas informações do COAF, contra os inimigos do Governo. Não do Estado, como deve ser.

Dias de relembrar a pátria negra e mestiça, Brasil. Ou continuar em continência à estátua da Havan!

A Revolta dos Malês, negros muçulmanos cultos e fundadores de pátria.

Está na hora da segunda abolição da escravatura no Brasil. Ontem, Dia das Consciência Negra no País, o deputado Coronel Tadeu (PSL) vandalizou exposição cultural na Câmara e será representado junto à Comissão de Ética.

Na mesma medida que devemos aos negros pela construção de nossa história de Nação – hoje, nós, negros somos a maioria no País – precisamos reiniciar a reconstrução de uma pátria Una e Indivisível, miscigenada, mulata, negra, capaz de consolidar a aventura que afro-descendentes e europeus na construção desse torrão pátrio.

É a época oportuna para nos orgulharmos do Quilombo dos Palmares e de quase um século de lutas por liberdade nas serranias de Pernambuco.

É o mês de relembrar a Revolta dos Malês e a participação efetiva dos Lanceiros Negros, em 1835, na Revolução Farroupilha.

Lembremo-nos de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar; de Dandara, a rainha dos Palmares; da princesa Luiza Mahin, na revolta dos Malês e na Sabinada; de Carolina Maria de Jesus, escritora da favela; de André Rebouças, filho de Antônio Rebouças, advogado, parlamentar e conselheiro do Império; do poeta e jornalista catarinense João Cruz e Souza; de Mãe Menininha do Gantois, interlocutora de políticos poderosos na defesa do seu povo e de sua religião; de Tereza de Benguela, quilombola no Mato Grosso; e de Aqualtune, avó do rei Zumbi e defensora de Palmares.

Lembremo-nos de todos os outros; ensinemos sobre a pátria negra d’além mar. Ou isso ou vamos continuar vendo as marchas e as dancinhas em continência à estátua anã da Liberdade, em frente das lojas Havan.

Se os pais não ensinarem os seus filhos, sobre a pátria africana escravizada por 3,5 séculos e humilhada até os dias de hoje, estaremos apenas montando projetos de imbecis, racistas e misóginos, incapazes de entender suas próprias origens.

 

Da deputada Sâmia Bonfim:

Daniel Silveira, que quebrou a placa em homenagem a Marielle Franco, cumprimenta Coronel* Tadeu, que rasgou charge que denunciava o genocídio da povo negro. Retrato de dois crápulas que serão lembrados pela história como subproduto fétido desses tempos sombrios.

(*) Coronel para as suas moças de vida airada. Agora é apenas deputado!

Alguém se borrou no pouso do avião que conduzia Moro. Quem seria?

Uma comitiva do ministro Sérgio Moro, que esteve no Acre, passou apuro nesta segunda-feira (18). A aeronave em que estava o ex-juiz e senadores da região Norte teve dificuldades para pousar em Cruzeiro do Sul, na mata amazônica, devido a fortes chuvas.

De acordo com informações que circulam em Brasília, um dos integrantes acometido pela forte emoção teve frouxos intestinais durante o sobrevoo, que durou cerca de 45 minutos. Ninguém passou recibo. Todos fingiram que não sentiam o forte cheiro.

O destino da tripulação era uma base integrada do Grupamento Especial de Fronteira (GEFRON), em Cruzeiro do Sul, no coração da selva amazônica.

A coluna Radar, da Veja, listou no “voo cheiroso”, além de Moro, o governador acreano Gladson Cameli (PP), praticamente todo seu secretariado, e o vice-governador Wherles Rocha (PSDB).

Ainda segundo a publicação, que pertence ao BTG Pactual, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) era o mais assustado dos três senadores. “Você confia no seu suplente?”, teria perguntado Moro.

Petecão não perdeu a esportiva e devolveu com outra pergunta para o ministro da Justiça: “Você acredita no Bolsonaro?”, sem que houvesse tempo para o ex-juiz responder porque o avião começou a descer.

“Todo mundo comemorou quando o avião desceu. Já estavam fazendo contas de quem iria governar o estado se esse tempo não mudasse”, diz um dos presentes na aventura, registrou a Veja.

Petecão pretende repetir a pergunta a Sérgio Moro muito em breve, em Brasília. Relato editado pelo Blog do Ismael.

Crimes e sangue no rastro das sentenças compradas no Tribunal de Justiça da Bahia

Terras com até 30 anos de cultivo, muito valorizadas, valendo até 40 mil reais o hectare, são objeto da cobiça dos grileiros

O suposto esquema de venda de sentenças e grilagem no TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) inclui dois assassinatos. Um homem que denunciou o pagamento de propina de R$ 1,8 milhão para garantir uma decisão judicial foi morto com oito tiros.

Quatro anos depois do crime, a pessoa identificada como o executor da morte encomendada também foi assassinado. A segunda morte foi uma “possível operação de queima de arquivo”, segundo decisão do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Og Fernandes.

Hoje, o ministro bloqueou R$ 581 milhões dos investigados no esquema. E afastou seis magistrados do tribunal, incluindo o presidente, Gesivaldo Britto. Na Operação Faroeste, a Polícia Federal cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e quatro prisões temporárias, que geralmente duram cinco dias.

De acordo com decisão de Og Fernandes, obtida pelo UOL, em abril de 2014, o cidadão Genivaldo dos Santos Souza registrou em cartório uma denúncia segundo a qual uma decisão liminar da desembargadora Maria da Graça Osório foi comprada. A decisão tratava da posse de imóveis na região de Formosa do Rio Preto (BA) no oeste baiano.

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100 bilhões de Xi Jinping queimando nas mãos de Bolsonaro e Guedes

Jose Carlos de AssisEscrito por  José Carlos de Assis

Xi Ping deixou uma bela batata quente na mão de Bolsonaro.

Ofereceu-lhe 100 bilhões de dólares para investimentos em infraestrutura no Brasil. O que se pode fazer com 100 bilhões de dólares? Claro que tanto dinheiro não pode ser confiado à guarda de Paulo Guedes, tendo em vista o precedente de suas relações suspeitas com fundos de pensão. É dinheiro para financiar projetos, não especulação financeira ao gosto da corrente principal dos economistas neoliberais aboletados em cargos no governo, especializados em destruir estatais.

Mas há um problema com financiamento de projetos. Quem é o tomador? Obviamente, por mais que os chineses sejam generosos, inclusive cobrando baixíssimas taxas de juros, o dinheiro não vai sair totalmente de graça. Alguém vai tomar o empréstimo e vai ter que pagá-lo ao fim de um prazo razoável. Pode ser uma empresa privada (suponho que não uma empresa norte-americana), mas com garantia do Estado. Ao contrário do Brasil, onde Guedes e Bolsonaro querem acabar com o Estado, aval privado não vale.

Na época do presidente Geisel, anos 70, a saída teria sido simples. Com 100 bilhões de dólares nas mãos do governo, teríamos feito três ou quatro hidrelétricas estatais, um terceiro Plano Siderúrgico, várias empresas petroquímicas no modelo tripartite, várias rodovias, modernização de portos e aeroportos, várias refinarias de petróleo, duas ou três usinas nucleares, várias Cenibras (celulose).

Quase nos tornamos uma economia desenvolvida, na base, em grande parte, de financiamentos externos a estatais garantidos pelo governo.

Mas nem tudo foi perfeito, embora o aspecto de imperfeição não é o que pensa o general Mourão, aluno de Guedes, e como ele ignorante em economia política. Ele desconhece a contribuição de Geisel à economia brasileira.

O problema com os empréstimos externos na época de Geisel chamou-se Banco Central. Quando se toma empréstimo em dólar, parte é gasta em dólar, com importações, e parte em real (esqueçamos moedas anteriores). Para cada 1 dólar que entra o Banco Central emite 4 reais para gastos internos.

O problema surge quando entra em jogo a concepção monetarista do Banco Central, contrária ao desenvolvimento. Quando se faz a conversão de 1 dólar por 4 reais, há expansão de moeda na economia e uma pressão para redução da taxa de juros interna. Isso é intolerável para o Banco Central e seus patrões, os banqueiros. Então o Banco Central “enxuga” o mercado, isto é, recolhe os 4 reais em dinheiro vendendo títulos públicos de sua carteira. Com isso, impede a expansão da economia induzida pelo aumento da moeda em circulação.

É claro que Geisel não tinha culpa por isso. O culpado era o monetarista Mário Henrique Simonsen, antepassado do neoliberalismo tupiniquim de Guedes. Uma parte do problema dos 100 bilhões de dólares de Xi Ping será, portanto, um teste para o Banco Central. Outro, mais fundamental, diz respeito à estrutura da economia. Geisel não tinha o menor escrúpulo em expandir o Estado. Guedes quer destruir o Estado. Mas Xi Ping vai querer emprestar para empresas privadas brasileiras, e não para o Estado? Com quais garantias?

Aparentemente o dinheiro será destinado a investimentos em infraestrutura. De fato, depois de décadas sem investimentos significativos, nossa infraestrutura logística está aos frangalhos. Digamos que os chineses queiram financiar a rota pelo Pacífico. Seria excelente, e há anos se fala nisso no país. Se o Governo assumir o projeto será estatização. Se quiser fazer uma PPP, a parte privada interna terá que ter um financiamento independente, talvez do BNDES. Isso, contudo, não seria uma forma de estatização?

O mundo era bem simples antes dos neoliberais. Os 100 bilhões de dólares poderiam se transformar em grandes investimentos estatais, em parceria com os chineses, dobrando a infraestrutura logística e econômica do país. Depois, quando tivesse tudo pronto, com todos os ativos em pleno funcionamento, a gente chamaria o neoliberal de plantão, se é que existirá, e os entregaria ao primeiro vigarista do sistema financeiro de tocaia do mercado como aconteceu com a Vale do Rio Doce e está acontecendo com o retalhamento da Petrobrás.

O mais provável, contudo, é que, afogados em ideologia neoliberal, Guedes e Bolsonaro não saberão fazer nada com esse dinheiro, que acabará escoando pelo ralo.

Fotos públicas do dia de hoje

Cotações de grãos e fibras em alta no Oeste baiano

A cotação da soja no Oeste baiano deu um salto no dia de hoje, com aumento de 2,65% para R$77,50 a saca de 60 quilos. Existe pouca soja disponível para esmagamento na Região.

O milho manteve-se em alta, a R$37,50, mas não se encontram preços menores de R$40,00, CIF Fazenda. Mesmo assim são grãos impróprios para consumo humano, geralmente armazenados em silo bolsa, com umidade acima de 13% e ardidos.

Depois do salto, o feijão novo da safra irrigada está a R$250,00, quase 100 reais mais caro do que há um mês.

A fibra de algodão também tem boas altas, cotada a R$91,77 a arroba, alta de 12 reais nos últimos 30 dias.

Bolsonaro evita falar sobre recorde de devastação na Amazônia legal.

O presidente Jair Bolsonaro evitou nesta terça-feira comentar sobre os dados do desmatamento na Amazônia divulgados na segunda (18).

Os dados mostram um aumento de 29,5% em comparação com o ano passado.

O presidente falou antes de participar de cerimônia em homenagem ao Dia da Bandeira nesta quarta-feira.

Ao ser questionado sobre o desmatamento, Bolsonaro questionou se as mesmas perguntas eram feitas para a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que, segundo ele, teve “recorde” de desmatamento.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Especiais (Inpe), 2019 teve o índice de desflorestamento mais alto desde 2008.

A Rede Globo anunciou ontem que a área desmatada e incinerada era igual a cinco vezes o tamanho do município de São Paulo.

Na verdade, comparando melhor, 9.762 quilômetros quadrados de área equivale a 976.200 hectares, quase a metade da área plantada com soja em todo o Oeste baiano, estimadas em dois milhões de hectares. Um quilômetro quadrado equivale a 100 hectares, um polígono regular com 1.000 metros de lado.

A devastação na Amazônia legal, 40% delas localizada no Pará e Tocantins, vai implicar em restrições institucionais de importadores de toda a Comunidade Europeia.

Polícia Federal realiza buscas e apreensões em Barreiras, dentro da Operação Faroeste.

Os desembargadores afastados por decisão do STJ.

O portal Bahia Notícias nomeia algumas das apreensões realizadas no Oeste baiano, em especial em Barreiras, onde a movimentação da Polícia Federal foi grande:

Na operação Faroeste deflagrada nesta terça-feira (19), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra 21 pessoas, entre elas, desembargadores, juízes, servidores e empresários, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Foram alvos: Adailton Maturino , Antonio Roque, Aristotenes Santos Moreira, Francisco de Assis Moreira Filho, Geciane Maturino, Gesilvado Brito, Irenilta Apolonio Castro, José Olegário, José Valter Dias, Júlio César Ferreira, Karla Janayna Leal Vieira, Luiz Ricardi, Marcio Duarte, Márcio Braga, Maria da Graça Pimentel, Maria do Socorro, Marivalda Moutinho, Ricardo Augusto, Rosimeri Zanetti, Sergio Humberto e Walter Yukio Horita.

A PF apreendeu agendas, documentos com indicativos de ocultação de bens, procurações, alvarás, decisões, contratos, notas ficais, além de HD, pen driver, computador e telefone. O STJ autorizou ainda a apreensão de dinheiro em espécie e de joias.

A Justiça determinou a prisão de Marcio Duarte (advogado), Antonio Roque Neves (servidor) e os empresários Geciane Souza e Adailton Maturino. Segundo o MPF, o quarteto compõe o “núcleo duro na dinâmica de avanço da corrução sobre o Poder Judiciário baiano”.

De acordo com investigadores, Márcio Duarte fazia o “branqueamento de ativos” por meio de veículos de alto luxo, como Land Rover e BMW. Segundo o Ministério Público, o advogado intermediava o recebimento de valores ilícitos para a desembargadora Maria do Socorro.

Além disso, o STJ mandou afastar os desembargadores Maria da Graça Osório Pimentel, Gesilvado Britto, Maria do Socorro e José Olegário Caldas, com o argumento de que “o afastamento representa a perda do poder de obstrução ou permanência da atividade criminosa que poderia prejudicar o andamento das investigações”.

De acordo com o MPF, Maria do Socorro movimentou R$ 17,4 milhões entre dezembro de 2017 e março de 2018, sendo que R$ 1,5 milhão não tem origem identificada.

Já Maria da Graça movimentou no mesmo período R$ 13,3 milhões e R$ 1,9 milhão sem origem identificada. Para o MPF, os valores são “incompatíveis” com os vencimentos recebidos.

Nota do Tribunal de Justiça da Bahia sobre o afastamento de desembargadores

O TJBA foi surpreendido com esta ação da Polícia Federal desencadeada na manhã desta terça-feira (19/11/19). Ainda não tivemos acesso ao conteúdo do processo.

O Superior Tribunal de Justiça é o mais recomendável neste atual momento para prestar os devidos esclarecimentos. A investigação está em andamento, mas todas as informações dos integrantes do TJBA serão prestadas, posteriormente, com base nos Princípios Constitucionais.

Pelo princípio do contraditório tem-se a proteção ao direito de defesa, de natureza constitucional, conforme consagrado no artigo 5º, inciso LV: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes.”

Ambos são Princípios Constitucionais e, também, podem ser encontrados sob a ótica dos direitos humanos e fundamentais. Logo, devem sempre ser observados onde devam ser exercidos e, de forma plena, evitando prejuízos a quem, efetivamente, precisa defender-se.

Quanto à vacância temporária do cargo de presidente, o Regimento Interno deste Tribunal traz a solução aplicada ao caso concreto. O 1º Vice Presidente, Desembargador Augusto de Lima Bispo, é o substituto natural.

Veja aqui a íntegra da decisão do STJ sobre desmandos na Justiça baiana em grilagem de terras

A decisão do STJ era esperada depois da repetida falta de ação do Tribunal de Justiça da Bahia em relação ao caso, apesar de decisões do Conselho Nacional de Justiça(CNJ).

O CNJ, por repetidas decisões, determinou o bloqueio de ações de reintegração de posse contra mais de 300 produtores agrícolas, a maioria delas cumpridas ou em época de plantio ou época de colheita, com força policial e milícias contratadas.

Há dois anos, os produtores chegaram a assinar um acordo, para recomprar suas terras, adquiridas de boa fé, onde trabalham há mais de 30 anos, pagando absurdos de até 80 sacas de soja.

A decisão de hoje deve encerrar um dos capítulos mais negros da grilagem de terras nas chapadas do Oeste baiano.

Hoje o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu suspender a eleição para escolha de novo presidente após a operação Faroeste, que aconteceu nesta terça-feira (19).

O pleito interno estava previsto para ocorrer nesta quarta-feira (20). Candidatos ao posto, Maria da Graça e José Olegário Caldas foram alvos da ação de hoje.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento dos desembargadores. Não há prazo para acontecer a eleição. 

Polícia Federal cumpre mandado do STJ e busca e apreensão em gabinetes do Tribunal de Justiça

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 19/11, a Operação FAROESTE, com o objetivo de desarticular possível esquema criminoso voltado a venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, além de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

Mais de 200 Policiais Federais, acompanhados de Procuradores da República, cumprem quatro mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão em gabinetes, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e nas residências dos investigados, nas cidades de Salvador, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília.

Também estão sendo cumpridas determinações de afastamento de quatro desembargadores e dois juízes de Direito de suas funções.

Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos crimes praticados.

Presidente do Tribunal é afastado.

Os magistrados afastados são:

  • Gesivaldo Britto, desembargador e presidente do TJ-BA

  • José Olegário Monção, desembargador

  • Maria da Graça Osório, desembargadora

  • Maria do Socorro Barreto Santiago, que é desembargadora.

  • Marivalda Moutinho, juíza

  • Sérgio Humberto Sampaio, juiz

Em nota, o TJ-BA informou que foi surpreendido com a ação e que ainda não teve acesso ao conteúdo do processo. Segundo o comunicado, a investigação está em andamento, mas todas as informações dos integrantes do TJ-BA serão prestadas, posteriormente, com base nos Princípios Constitucionais. Ainda na nota, o órgão informou que o 1º vice-presidente, Desembargador Augusto de Lima Bispo, assumirá a presidência da Casa temporariamente, seguindo o regimento interno.

Além da suspensão, os seis magistrados estão proibidos de entrar no prédio do TJ-BA, se comunicar com funcionários e utilizar serviços do órgão.

Já os presos na ação são:

  • Adailton Maturino dos Santos, que é advogado e se apresenta como cônsul da Guiné-Bissau no Brasil

  • Antônio Roque do Nascimento Neves, que é advogado

  • Geciane Souza Maturino dos Santos, que é advogada e esposa de Adailton Maturino dos Santos

  • Márcio Duarte Miranda, que é advogado e genro da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago

Cavalo não gosta de escada, nem de passarelas. Entenderam agora?

Flagrante de hoje nas passarelas da BR 242, em Luís Eduardo Magalhães: um cavaleiro tenta conduzir seu Rocinante pela passarela. O animal, claro, refuga a empreitada. Afinal, não é acostumado com essas aventuras aéreas.

Desde que começou a duplicação, insisti, com o então prefeito Humberto Santa Cruz que gestionasse junto ao DNIT para construir passagens de nível, em faixas de segurança largas e destacadas nas pistas, com o auxílio de semáforos acionados pelo próprio pedestre e que lhe permitisse ultrapassar as duas faixas laterais e as duas centrais, com motos, carrinhos de transporte, carrinhos de bebê e, por que não, até carroças e cavalos.

Mas os jumentos do DNIT optaram pelas passarelas, um trambolho que será pouco utilizado e custou muito caro, deixando claro uma polpuda propina no bolso dos ordenadores.

Quando o Brasil vira refém da ureia de outros países

Um cenário como este já era de se esperar e se faltavam exemplos do que é comprometer a soberania alimentar de uma nação, agora não faltam mais.

A Acron, empresa Russa de fertilizantes das mais importantes do mundo, se juntou à estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, a YPFB, para comercializar ureia (material derivado do gás natural usado para fazer fertilizantes) com a intenção de vender para o mercado brasileiro, mais especificamente para o Estado do Mato Grosso do Sul.

Neste fim de semana, 17, a Acron comunicou ao Governo do Estado que o fornecimento de ureia está interrompido em decorrência da crise na Bolívia.

De acordo com o secretário de Estado de Produção e Meio Ambiente Jaime Verruck, a situação é preocupante, a estimativa para este ano era que somente Mato Grosso do Sul importasse 400 mil toneladas de ureia e no entanto ficou sem ureia exatamente na época de plantio da safra.

O impacto econômico é negativo para as empresas que já firmaram contratos, mas afeta também o Brasil que deixa de receber a ureia necessária ao agronegócio.

O mais sério ainda é que não é uma questão comercial apenas, trata-se de escolha feita por quem não tem compromisso com a nação, pois coloca em risco as necessidades alimentícias do povo. É dever do Estado garantir segurança alimentar com qualidade e em quantidade suficiente para toda a população de modo permanente. O que acontece agora no Mato Grosso do Sul é um exemplo do que denuncia o presente e compromete o futuro.

Uma pergunta: um governo que vende suas Fafens, está preocupado com a soberania alimentar do povo que governa?

A soja não depende de nitrogenados, pois retira o Nitrogênio do ar, depois de inoculada com bactérias do genero Bradyrhizobium japonicum.

No entanto, milho, arroz, trigo e outras gramíneas, como também pastagens de alto desempenho, precisam de uma ou mais coberturas de nitrogenados, dos quais o mais concentrado é a ureia (45% de N). Sem ureia ou sulfato de amônio, o milho de verão e o milho safrinha terão produtividade comprometida.

Também bois engordados a campo ou confinados dependem da ureia pecuária para a ingestão de proteínas. A ureia favorece o desenvolvimento de bactérias no rúmem dos bovinos, facilitando a quebra de moléculas de celulose do pasto seco.

Dólar bate recorde frente ao real valendo R$4,21.

Ao término do pregão no mercado à vista, às 17h, o dólar subiu 0,30%, a 4,2061 reais na venda. Com isso, a cotação deixou para trás o recorde anterior para um fechamento –de 4,1957 reais na venda, do dia 13 de setembro de 2018.

Na B3, em que os negócios com mercado futuro vão até às 18h15, o contrato de dólar de maior liquidez tinha alta de 0,26%, a 4,2110 reais, por volta de 17h30.

É exatamente isso que acontece quando as questões políticas e econômicas internas assustam o Sr. Mercado. Todos vão se abrigar no guarda-chuva da moeda forte.

A classe média que se acha rica está adiando os planos de financiar os pacotes de férias em Miami, onde comprariam bugigangas falsificadas na China.

Donde se conclui que o Deputado em questão, líder do Partido do Governo na Câmara, entende mais de potocas do que de economia. Em abril de 2016 o dólar era cotado a R$3,56. Os investidores perderam só 16%, se resolveram seguir o conselho da nulidade. 

Feriadão tem 50% a menos de óbitos nas estradas federais da Bahia.

Dados do balanço destacam ainda queda de 15% no número de feridos e um grande número de veículos recuperados, pessoas detidas e testes de alcoolemia realizados.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) finalizou, às 23h59 deste domingo (17), a Operação Proclamação da República realizada nas rodovias federais que cortam a Bahia. Iniciada na última quinta-feira (14), a PRF intensificou a fiscalização e o policiamento orientado e teve como foco ações preventivas para redução da violência no trânsito e o enfrentamento a criminalidade.

Durante os quatro dias da operação, a PRF na Bahia contou com reforço nas equipes e concentrou seu efetivo ao longo dos trechos mais movimentados e de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. Para isso, foram intensificadas rondas ostensivas nas rodovias com o posicionamento estratégico das viaturas, distribuído em aproximadamente dez mil quilômetros de malha viária.

Infrações

Neste feriado prolongado, as atividades desenvolvidas pela instituição foram focadas para combater as infrações de trânsito, em especial às condutas geradoras de acidentes como: as ultrapassagens proibidas, dirigir sob a influência de álcool, transitar pelo acostamento, excesso de passageiros, dentre outras.

O uso do cinto de segurança, do capacete, além de fiscalizações específicas de motocicletas e condições de conservação dos veículos, também foram alvos das equipes da PRF.

Apesar de todo o trabalho educativo, a PRF flagrou e autuou diversos condutores agindo com imprudência nas rodovias federais do estado. Nestes quatro dias de Operação a PRF autuou 3.676 condutores cometendo infrações diversas.

Foram fiscalizados um total de 10.329 veículos e 11.090 pessoas no período da operação.

Uma das infrações mais constatada, a ultrapassagem proibida, foram 708 autos extraídos. Nunca é demais enfatizar que a colisão frontal, quase sempre causada pelas ultrapassagens indevidas, é o tipo de acidente que mais fere gravemente e mata pessoas em rodovias do país inteiro.

O feriadão foi marcado pelo aumento do fluxo de veículos e usuários circulando pelas rodovias federais para os mais diversos destinos, porém uma das maiores preocupações da PRF é o lamentável hábito que parte de nossos motoristas ainda conserva: dirigir após consumir bebidas alcoólicas.

Durante as abordagens, foram realizados 5.655 testes com etilômetro (bafômetro), que flagraram 119 condutores dirigindo sob efeito do álcool, infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70.

Nas fiscalizações, a PRF também emitiu 58 autos de infração para motociclistas ou passageiro sem capacete e 06 motoristas foram flagrados trafegando manuseando o aparelho celular. Sem o cinto de segurança foram 253 autuações.

Acidentes, feridos e óbitos

A PRF na Bahia registrou em 2019 um total de 37 acidentes. Destes, 10 foram acidentes graves, quando resultam em, pelo menos, um óbito ou ferido gravemente. Este ano, 02 pessoas morreram durante os quatro dias da operação nas estradas baianas. Já o número de feridos totalizou 40 pessoas.

Enfrentamento à criminalidade

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Nenhuma maldade dura para sempre!

Por Fernando Haddad

“Percebo nos olhos dos amigos de luta a tristeza e o cansaço. E confesso que muitas vezes em que me olhei no espelho ultimamente não gostei do que vi: nossos sorrisos estão mais tímidos, escondidos e raros.

É triste observar o nepotismo, o popularismo, a cretinice, a canalhice, a mediocridade que imperam no país nadar de braçada à nossa frente.

Sem críticas, questionamentos ou constrangimentos.

Há uma espécie de cegueira coletiva, consequências de um país que enlouqueceu, embruteceu e emburreceu.

O pior da direita é que eles não ligam para a História. Não aprendem nada.
Se sentir enojado como esse governo que está aí não significa necessariamente ser “Lula Livre” ou “petista”.

Trata-se de uma questão de inteligência mesmo.

Não ser Bolsonaro, esse equívoco histórico horrível, não significa ser Lula.

Então, perceber essa anestesia intelectual, que compactua com coisas como Olavo de Carvalho, terraplanistas, Damares e essa ruma de gente constrangedora e imoral é doloroso.
Observar a defesa sem críticas à Moro e Dalagnol, mesmo diante das perturbadoras mensagens vazadas é desalentador.

Ouvir de amigos afirmações de que Jean Willys “vendeu” seu mandato ao vereador do Rio, David Miranda, repetindo um mantra desonesto e completamente sem noção de fake News criados por Carluxo, através de seu perfil bizarro “pavão misterioso” é muito triste. É ver derretendo uma admiração, um carinho, uma confiança na capacidade intelectual de tais amigos.

Ouvir pessoas próximas defender que as mensagens do Intercept são falsas e que Gleen, um jornalista premiado com um Pulitzer e um Oscar é um “bandido verdevaldo” é profundamete chocante.

Perceber a imaturidade política e desonestidade intelectual em quem você admira é muito impactante.

E sei que não sou só eu que estou passando por isso. Todos nós, que percebemos claramente o esforço feroz de destruírem um projeto de soberania e protagonismo nacional estamos nos sentindo muito tristes. E impotentes. A cada dia é uma surpresa nova. Um choque novo. E uma constatação de que eles não estão ligando.

Sempre foi luta de classes. Sempre foi.
Estamos diante de mais uma: a reforma trabalhista da forma que foi feita; a reforma da previdência tal qual está sendo feita; a vilanização da cultura, do pensamento, do ensino público gratuito; trata-se tão somente de luta de classes.

Nós, que acreditamos em um país mais justo e mais humano, estamos perplexos diante das maldades perpetradas por pessoas que se dizem do bem, conduzidas pela fé e pela palavra de Deus. Nós, que entendemos a palavra de Jesus, estamos perplexos. É o oposto do mantra mais simples e repetido de sua palavra: “amai ao próximo como a si mesmo”.

Essas pessoas de bem odeiam pobres. Odeiam pretos. Odeiam gays. Odeiam as diferenças. E detestaram ver essas diferenças ocupando espaços antes reservados apenas para eles, os nobres e superiores cidadãos da Casa Grande da nossa eterna senzala.
Luta de classes.

Estamos tristes e adoecidos, é verdade.
Mas é agora, mais do que nunca, que precisamos manter a cabeça de pé.
Nenhuma maldade dura para sempre.
É da natureza das coisas a luz vencer a escuridão.

Vamos manter nossa alma, cabeça e espírito fortes.

Vamos resistir. A maldade perderá um dia, pois assim foi na inquisição, no nazismo, nas ditaduras e assim será mais uma vez.
Reúnam-se com seus amigos de fé e riam, gargalhem, se divirtam.

Quando for inevitável estar com os parentes e amigos “gente do bem cristã”, respire fundo e seja superior. Porque somos superiores. Estamos do lado certo da história.
Esteja mais com quem gosta de estar.
Leia mais livros bons. Assista mais filmes. Mais séries. Passeie mais com quem gosta. Dê mais valor a quem você ama. Se ame mais.
Essa dor vai passar.

Pois toda dor é como nuvem que se forma, se desmancha e vai embora.
E se por acaso queimar a pipoca no microondas, dê risada e jogue tudo fora. Há coisas mais importantes para a gente dar atenção!
Sigamos juntos!”

Pesquisadora identifica células nazistas em todo o Brasil

Nazista detido no Rio Grande do Sul.

Uma pesquisadora brasileira identificou a existência de 334 células de grupos de inspiração nazistas em atividade no Brasil. A maioria se concentra nas regiões Sul e Sudeste, mas há registros também em cidades como Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Feira de Santana (BA) e Rondonópolis (MT)*. Os grupos se dividem em até 17 movimentos, entre hitleristas, supremacistas/separatistas, de negação do Holocausto ou até mesmo três seções locais da KKK (Ku Klux Klan) –duas em Blumenau (SC) e uma em Niterói (RJ).

O estado com mais células é São Paulo, com 99 grupos (28 só na capital), seguido por Santa Catarina (69), Paraná (66) e Rio Grande do Sul (47). Em estados sem registros de atividades até pouco tempo, como os do Centro-Oeste,  movimentos do tipo começam a ganhar corpo. Goiás, por exemplo, já tem seis células. Células são grupos de três a 40 pessoas com ideais e atividades comuns.

No caso dos neonazistas, segundo a Safernet, associação civil de direito privado com foco na defesa dos direitos humanos na web, trata-se de grupos que promovem a intolerância com base na ideologia nazista de superioridade e pureza racial com recursos de agressão, humilhação e discriminação.

São pessoas que fabricam, comercializam, distribuem ou veiculam emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda com símbolos (como a cruz suástica) e a defesa do pensamento nazista.

A entidade é responsável, entre outras atividades, por receber denúncias e as encaminhar para as autoridades, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Os dados sobre a extensão desses grupos no país são parte de um levantamento ainda inédito feito pela antropóloga da Unicamp Adriana  Dias, um pioneira nas pesquisas sobre a ascensão da extrema-direita nos anos 2000. Os detalhes e números completos devem ser publicados em um livro em breve.

Barreiras terá Fórum de Inovação e Sustentabilidade

Um amplo debate sobre estratégias para fomentar ações sustentáveis e inovadoras no agronegócio baiano está agendado para o próximo dia 22, no auditório da Câmara de Vereadores de Barreiras, das 8h às 11h30min.

Trata-se do Fórum de Inovação e Sustentabilidade para a Competitividade (FISC) que após ser realizado em Salvador em outubro passado, agora ganha a versão itinerante e chega ao Oeste do Estado.

A ideia da primeira edição do FISC é abrir um canal de diálogo com os produtores rurais que estão produzindo empolgantes cases de sustentabilidade na Bahia.

 O evento realizado pelo Ibama tem o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e tem como público alvo estudantes universitários, produtores rurais, formadores de opinião e imprensa.

Feira Cidadã de SAMAVI começa na próxima quinta-feira

 Mais de 10 serviços de saúde serão oferecidos em Santa Maria da Vitória, nos dias 21 e 22 de novembro, na Praça do Jacaré. A Feira Cidadã é uma ação do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Santa Maria da Vitória, para levar atendimentos de saúde e prestação de serviço social para a população.

Exames de ginecologia, oftalmologia, mamografia, entre outros, serão realizados de forma gratuita. Além da emissão da segunda via da Carteira de Identidade e do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atendimentos começarão às 7h e serão abertos para o todo o público. “Os interessados deverão chegar cedo, o atendimento será em fila única”, informa Vandira Teixeira, secretária de Saúde.

A estimativa é que cerca de 10 mil atendimentos sejam realizados neste período. A ação acontece pela primeira vez na cidade, “a Feira Cidadã irá reforçar o acesso da população a diversas especialidades da saúde, além de atender as cidades circunvizinhas”, afirma o prefeito Renatinho.

Vergonha: manifestantes marcham em continência à estátua da Havan

 

Da revista Fórum –

Um vídeo que viralizou nas redes sociais neste domingo (17) mostra manifestantes de Araçatuba, no interior de São Paulo, em ato pelo impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, marchando em continência em frente a uma réplica da Estátua da Liberdade de uma das lojas Havan.

No carro de som, o locutor se esgoela: “Essa é pra você, Gilmar Mendes!”. Um dos organizadores do ato é o movimento Nas Ruas, criado pela deputada federal Carla Zambelli (PSL).

As lojas de departamento da Havan pertencem a Luciano Hang, conhecido como “Véio da Havan”, um dos mais conhecidos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O grotesco da cena só demonstra que existem dois países, hoje, dentro do Brasil, e que os dissídios das últimas eleições presidenciais continuam vivos e doloridos. O Brasil ainda não curou-se de suas diferenças ideológicas.

Aumento de mortalidade no país está diretamente ligado a corte de verbas no SUS

Em entrevista à Pública, o médico Gastão Wagner, doutor em saúde pública e ex-presidente da Abrasco, diz que redução de expectativa de vida nos últimos cinco anos é consequência do teto de gastos públicos.

Por Marina Amaral, da Agência Pública

70% da população, usuária do SUS, tem riscos maiores para enfermidades crônicas, de internação e de morte

Pesquisa constatou também redução de queda na mortalidade infantil nos últimos três anos

Participação de médicos e profissionais de saúde na defesa do SUS é essencial para manter a saúde pública

Gastão Wagner

Quando as bases do Sistema Único de Saúde (SUS) foram lançadas, em 1986, na 8a Conferência Nacional de Saúde, o dr. Gastão Wagner de Sousa Campos concluía o mestrado em medicina preventiva. O título de sua dissertação – “Os médicos e a política de saúde: entre a estatização e o empresariamento dos serviços de saúde” – coincide com o caminho profissional que traçaria a partir dali; sua tese de doutorado foi defendida um ano depois da criação do SUS, regulamentado em 1990, dois anos depois da Constituição cidadã. Desde então, o dr. Gastão acumula os afazeres de médico e professor da Unicamp com a militância pela saúde pública. Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) até o ano passado, ele continua a lutar pela permanência do SUS, que, apesar de sofrer com a falta de recursos desde a fundação, é responsável por uma das maiores coberturas públicas de saúde no mundo.

“Se a sociedade brasileira não pelejar pelo SUS no cotidiano, quando for votar e escolher quem é a favor do SUS, se os profissionais não defenderem o SUS, ele fica muito mais ameaçado. Nos estudos que os políticos e sociólogos fazem – por exemplo, do sistema inglês, bem mais velho que o nosso, tem 90 anos já –, quem fez a defesa principal do SUS inglês foram os profissionais, os trabalhadores da saúde, que buscam apoio na sociedade e encontram. Se deixar por conta dos governantes, aí eu sou pessimista”, diz quando indagado sobre o futuro do sistema de saúde que atende 160 milhões de brasileiros e universalizou as vacinas e o tratamento contra a aids e contra alguns tipos de câncer.

Leia a entrevista feita e descubra por que o aumento da mortalidade de adultos nos últimos cinco anos e o da mortalidade infantil nos últimos três estão diretamente ligados à queda de recursos para o SUS, o que tende a se agravar neste governo, com as medidas propostas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Observação: a entrevista foi feita na semana passada, antes das medidas anunciadas ontem pelo governo Bolsonaro.

Para o ex-presidente da Abrasco, Gastão Wagner, o subfinanciamento do SUS se agravou com a aprovação do teto dos gastos
Qual a atual situação do SUS e que impactos as medidas de Paulo Guedes podem ter sobre a saúde?

Ao longo dos seus 32 anos, o SUS sempre foi subfinanciado, ou seja, já havia recursos insuficientes para o tamanho da necessidade de saúde da população, da extensão da cobertura do SUS. Mas isso se agravou, principalmente a partir da aprovação da emenda constitucional do teto de gastos, porque há mais ou menos cinco anos o orçamento federal para saúde, para o SUS, não repõe nem o valor da inflação, e aí ficamos com o fixo em torno de 210, 216, 220 bilhões [de reais], o que, na prática, é uma redução do gasto em saúde. Isso, evidentemente, tem consequências; a gente já tem investigação epidemiológica indicando o aumento da mortalidade de adultos nesses cinco anos, inclusive com artigos publicados em revistas internacionais da área de saúde. Por quê? O SUS reduziu a capacidade de compra de insulina para diabetes, de remédio para hipertensão. E as pessoas que dependem do SUS, que são 70% da população brasileira, têm aumentado o risco de internação, de agravamento dessas enfermidades crônicas e de morte. A gente já tem objetivamente a diminuição da expectativa de vida de adultos. E já tinha uma análise dos últimos três anos mostrando o aumento da mortalidade infantil depois de 25 anos de queda rápida. A gente tem uma inversão da curva na mortalidade das faixas menor de 1 ano e, também, menor de 5 anos. Então, o problema do financiamento é muito grave, é concreto. E o objetivo do ministro Paulo Guedes é diminuir ainda mais o gasto em saúde e educação. Ele teve que retirar da proposta que o Ministério da Economia mandou ao Congresso a inclusão do gasto com aposentadorias de trabalhadores, de profissionais da saúde, no gasto obrigatório [com saúde], porque os presidentes da Câmara Federal e do Senado avisaram que não iriam apoiar. Isso reduziria em torno de 18% a 20% do gasto, que já é insuficiente. Mas eles insistem na proposta de desindexação do gasto municipal com saúde e educação, o que também vai ser um desastre; o volume de investimentos no SUS vai ficar ao arbítrio de cada prefeito e de cada governador. Porque o previsto é que, nesse mínimo de 15% do orçamento que eles são obrigados a gastar em saúde, não pode entrar o pagamento de funcionários aposentados, coleta de lixo, apesar de tudo isso indiretamente ter a ver com a saúde. São 15% estritamente no SUS, na atenção à saúde, preventiva e assistencial. E os estados são obrigados a gastar 10% do orçamento estadual. E é isso que o ministro da Economia, com essa ideia de redução a qualquer custo dos gastos públicos, à custa da vida das pessoas, quer mudar. O problema para ele – e a solução para nós – é que ele precisa de emenda para mudar a Constituição, dois terços de aprovação no Congresso, o que é bem mais difícil.

Você acha que está em curso uma campanha contra a saúde pública, a favor da privatização, em que se diz que o SUS é um elefante branco, que não funciona…

Há um movimento geral de desconstrução de políticas públicas. A ideia é que cada um que se vire no mercado. Isso é uma tragédia anunciada num país muito desigual, e o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. O SUS tem tido uma capacidade de resistência maior, apesar de todos os problemas que tem, do que outras políticas públicas. As universidades públicas, a política de ciência e tecnologia têm sido muito mais atacadas proporcionalmente do que a área da saúde. É que a desconstrução do SUS produz o que a gente chama de barbárie sanitária: num tempo muito curto, muita gente morre. Toda a vacinação do Brasil, 80% do tratamento de câncer das pessoas são através do SUS. Então reduzir isso, politicamente, é muito delicado.

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A gente vê reportagens mostrando as filas dos hospitais, a dificuldade de fazer exames e cirurgias. Isso não leva os brasileiros a acreditar que o SUS é um sistema que não funciona?

Eu acho que é um paradoxo: a força do SUS é a sua existência e a debilidade do SUS são os vazios assistenciais, a burocracia, a desigualdade: numa cidade tem fila para tal tipo de câncer, em outra cidade tem outra, em outra região não tem acesso ao tratamento de câncer. O SUS é muito heterogêneo e tem muitos problemas. O necessário seria investir para corrigir essas falhas, mas estamos agravando esses problemas. Só que é uma desconstrução lenta, sabe? Os políticos municipais, federais e estaduais não têm muita coragem de viver com isso de fechar hospital; eles fazem de forma estratégica, usando meios que dificultam a compreensão da população, como essa proposta do ministro da Economia. E todo esse radicalismo liberal contra política pública, servidor público, contra universidade, está atingindo o SUS. E aí vira só resistência, a política pública não consegue avançar, se renovar. Então, o SUS tem essa situação ambígua. As pessoas se queixam muito, mas não querem que retirem o que já têm.

Comparações com outros sistemas públicos de saúde

Comparado a outros países que têm sistemas de saúde privados, como se sai um serviço público como o SUS? É de fato ineficiente? Como é em relação a países como a Inglaterra, que tem sistemas públicos também?

Na comparação, os países com os sistemas privados de saúde predominantes, como os Estados Unidos, perdem: são caros, têm menor produtividade. Ao contrário de outras áreas – na telefonia, por exemplo –, o mercado produz mais barato e com mais produtividade; na saúde e educação, já há pesquisas indicando que não é assim. Os sistemas públicos gastam melhor e têm uma cobertura maior, uma inclusão maior, um acesso maior a medicamentos, vacinas. E comparar o SUS a sistemas públicos de saúde de outros países é difícil. Tem 160 milhões de pessoas que só usam o SUS no Brasil. É muita coisa, é maior que a população da Inglaterra. Na Inglaterra, 96% das pessoas – ou em Portugal, 98% dos portugueses – usam o sistema nacional de saúde, o SUS deles. No Brasil, regularmente é 60% a 70% que usam o SUS, mas, como a gente tem pouco recurso, a nossa cobertura é menor e é muito heterogênea. Nas cidades do Nordeste, o acesso ao SUS é pior do que aqui no SUS do Sudeste. Se no SUS do Sudeste você pegar uma cidade como São Paulo, os centros e os bairros intermediários têm um acesso muito melhor do que as pontas, do que as periferias, onde moram 40% da população de São Paulo, onde moram 40% da população de Campinas. O SUS é um sistema público que devia se voltar aos mais carentes e vulneráveis, mas isso acontece muito lentamente. Eu estava vendo essas estatísticas da mortalidade por câncer no Brasil: quanto mais pobre, maior a mortalidade; quanto menor a renda, maior a mortalidade por câncer. É assim.

E isso é por falta de acesso a medicamento, a terapia, a cirurgia? Qual é o nó?

Falta de acesso à atenção em saúde. Quem tem acesso? O SUS garante a quimioterapia, garante medicamentos, não têm faltado. Mas, se a pessoa é pobre, ela vai no posto de saúde na periferia, e a equipe lá, o médico, a enfermeira, desconfia de câncer de mama: o acesso à mamografia é difícil, desorganizado, não dá para você sair com a consulta marcada como deveria ser. A expansão do SUS não se dá conforme a vulnerabilidade da população; se dá conforme a capacidade de pressão política. A gente tem concentração de hospitais em algumas cidades e, dentro das cidades, em algumas regiões. Na parte preventiva, o SUS universalizou algumas coisas, independentemente da renda, da classe social. Vacinas, por exemplo, o SUS universalizou e democratizou: a cobertura de vacinas é alta, e hoje em dia são os setores da classe média e da classe alta que estão se recusando a tomar a vacina. Agora, há 30 milhões de pessoas no Brasil que não têm a água tratada até hoje, 50% da população sem saneamento – esgoto a céu aberto –, e não é só na zona rural, nas cidades também, em ocupações, favelas. Então, acaba tendo diferença na prevenção também. Essa desigualdade econômica, social, cultural, política interfere. Outra área que é preventiva e é assistencial ao mesmo tempo e que o SUS universalizou: as políticas em relação à aids. A gente não vê diferença de mortalidade de pessoas que vivem com aids entre as que têm renda baixa e a população de classe média ou com maior poder de renda. Porque o SUS foi atrás de acesso, do diagnóstico e tratamento e orientação de prevenção, quase que universal. Em relação ao câncer, isso já não acontece, embora alguns [tipos de câncer] quase tenham se universalizado, como o câncer de útero, de colo de útero, que depende do tratamento de prevenção, de fazer papanicolau. E poderia se universalizar porque a gente briga no SUS para as enfermeiras poderem fazer também, mas os médicos não querem. Mesmo os médicos proibindo, as enfermeiras fazem, e assim cerca de 70% ou 80% das mulheres brasileiras fazem papanicolau. E a gente tem uma queda em todo o Brasil, mais acentuada em algumas regiões, que tem levado quase ao desaparecimento de câncer de útero através da prevenção e do tratamento logo no comecinho. O câncer, quanto mais cedo tratar melhor, então precisa universalizar o acesso. A desigualdade prejudica na área preventiva e na área assistencial.

Os médicos brasileiros lutam por seus privilégios. Muitos deles, por exemplo, foram contra os médicos cubanos, e agora a gente vê que o governo não conseguiu preencher todas as vagas. Que impacto tem isso na saúde pública?

Se não tem o Mais Médicos, tem que ter uma política de garantir o funcionamento, a expansão, o acesso e a qualidade da atenção primária à saúde, essa rede de saúde – postinhos, unidades básicas de saúde, onde se faz vacina, onde se cuida de diabetes, hipertensão, pré-natal, o cuidado das crianças, enfim. Vários problemas de saúde hoje em dia, no mundo inteiro, se resolvem na atenção primária. E temos dificuldades em colocar médicos na atenção primária, os médicos brasileiros querem ser especialistas, trabalhar em hospitais. E o ministério, o SUS, nunca desenvolveu uma política de atenção adequada. Mesmo com o Mais Médicos, a gente tinha uma cobertura de somente 55% da população. A cobertura recomendada para acompanhamento e atenção primária é de 80% da população. Agora caiu para cerca de 40%, e, com os cortes orçamentários do governo federal e a crise orçamentária das prefeituras – quem contrata atenção primária é principalmente a prefeitura –, há uma grave diminuição do atendimento em todo lugar. Na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito está fechando unidades básicas de saúde, demitindo médicos e enfermeiros, uma crise na cobertura de atenção primária, que tinha avançado e está recuando. Isso também explica esse aumento de mortalidade de crianças abaixo de 5 anos, abaixo de 1 ano e de adultos com doenças crônicas.

Alguns dados apontam também para um aumento de mortalidade materna. O senhor tem alguma notícia sobre isso?

Então, a mortalidade materna está caindo devagar, e já estava caindo devagar antes. Ou seja, não se avançou. A mortalidade infantil caiu rapidamente, mas a mortalidade neonatal, que é o primeiro mês de vida, também cai muito devagar no Brasil. Tanto a mortalidade de crianças de até 1 mês quanto a de mulheres no parto e pós-parto são altas porque estão ligadas ao atendimento hospitalar, onde o SUS tem um impacto menor. Os hospitais não seguem muito as normas do SUS, principalmente pelo corporativismo médico. Aí cada um faz o que quer, do jeito que quer e entende. E, apesar de 80% das mulheres no Brasil fazerem o pré-natal regularmente com mais de sete atendimentos durante os nove meses de gravidez, o que é o mínimo necessário, o parto e a assistência ao parto são muito ruins no Brasil, e a gente tem esse problema que é a epidemia de cesarianas.

E isso está diretamente ligado à mortalidade materna? A cesariana é mesmo mais perigosa para a mãe?

O risco de se fazer uma cirurgia de anestesia geral, de ter infecção hospitalar é muito maior. Por incrível que pareça, se você pegar por classe social, a mortalidade materna é tão alta entre os ricos da classe média alta quanto entre a população mais pobre, porque no setor privado 96% dos partos são cesarianas, no SUS é 46% – e ainda é muito alto. A recomendação mundial da OMS é de no máximo 20%. Ou seja, há uma mistura de mercado com dificuldades de atendimento no parto normal – a mortalidade é menor, mas não é simples. Apesar de o SUS pagar, os médicos não fazem analgesia em quem é negra e pobre – e eu estou falando em bases estatísticas que mostram que eles se recusam muito mais a fazer analgesia em mulheres negras do que em mulheres brancas.

Eles se recusam a fazer analgesia nas mulheres negras?

Tem uma pesquisa da Fiocruz, “Nascer no Brasil”, com dados que indicam isso, sim (clique aqui para ver essa parte da pesquisa). O que falei sobre o aumento da mortalidade adulta no Brasil nos últimos cinco anos está em um artigo que saiu em novembro agora no Lancet. São vários autores, mas o autor brasileiro mais conhecido é Maurício Barreto. E há um ano e meio foi publicado um artigo sobre mortalidade infantil que mostrou o efeito positivo da expansão da estratégia de saúde da família de atenção primária e do Bolsa Família.

Os efeitos são assim rápidos, então? Quando há queda de renda, aumento do desemprego, quanto tempo demora para a gente perceber isso na saúde pública?

É o que eu estou te falando: o efeito é bem rápido. Pode piorar em cinco, mesmo em três anos. Quando tem uma crise no crescimento econômico com repercussão social, aumento do desemprego, diminuição do salário mínimo real, da capacidade de compra das pessoas, é muito rápido o aumento da morte de idosos e de crianças. Essa história de que o crescimento da economia por si só garante o bem-estar, de que é necessário a economia crescer para se ter política pública como a do SUS, salário desemprego, Bolsa Família, é falsa. O crescimento do mercado tende a concentrar renda se não houver a política pública que impõe limites através de impostos e do redirecionamento dos gastos. Precisa ter um Estado democrático, aberto e transparente, porque, se tiver corrupção, politicagem e apadrinhamento, as políticas públicas entram no orçamento, mas não têm efetividade. Temos que garantir uma gestão do governo adequada. Tudo depende de política. O governo brasileiro atual e grande parte da imprensa dizem que, se houver crescimento econômico, será tudo resolvido, transporte público, habitação. Mas não é assim.

Como o aumento da violência aparece nos dados de mortalidade?

A mortalidade por violência no Brasil vem crescendo, e 90% dessa mortalidade tem duas razões: a violência urbana – assassinatos ligados ao narcotráfico, milícias, conflitos de gangues e com a polícia, que atinge principalmente os jovens negros – e a outra causa importante é o trânsito. A gente tem de 66 [mil] a 74 mil mortes por assassinato por ano e cerca de 40 mil mortes por ano pelo trânsito. Agora, além da mortalidade, imagina o número de pessoas que precisam de cirurgia, de reabilitação, de próteses, que sobrevivem às tentativas de assassinato, aos acidentes de moto. Isso é muito maior do que o número de mortos, e mais de 90% [são] tratados no SUS. Porque terapia intensiva, cirurgia, neurocirurgia, cirurgia ortopédica, traumatologia grave, tudo isso começa pelo SUS. E quem tem convênio sai depois para continuar o tratamento.

Uma última pergunta só para fechar. O SUS tem salvação? O senhor acha que é possível a gente manter esse sistema público de saúde e num funcionamento mais eficiente? É uma questão de vontade política, uma questão de orçamento…

Estamos nisso, em garantir a sobrevivência do SUS. Se vai sobreviver ou não, só Deus sabe. Mas há muitas possibilidades e a necessidade do país também é muito grande. Parece que a sobrevivência do SUS – eu queria chamar atenção para isso – depende muito do governo. E depende do governo, do orçamento público, do Estado brasileiro, das leis. Mas depende muito, talvez até mais, da população e da sociedade e, particularmente dentro da sociedade, dos profissionais de saúde. Se a sociedade brasileira não pelejar pelo SUS no cotidiano, quando for votar e escolher quem é a favor do SUS, se os profissionais não defenderem o SUS, ele fica muito mais ameaçado. Nos estudos que os políticos e sociólogos fazem – por exemplo, do sistema inglês, bem mais velho que o nosso, tem 90 anos já –, quem fez a defesa principal do SUS inglês foram os profissionais, os trabalhadores da saúde, que buscam apoio na sociedade e encontram. Se deixar por conta dos governantes, aí eu sou pessimista. Desde 2011, fazemos jornalismo investigativo independente e sem fins lucrativos. Nossas reportagens já conquistaram mais de 40 prêmios nacionais e internacionais e são reproduzidas livremente em mais de 700 veículos do mundo todo. Nosso jornalismo é pautado pela apuração rigorosa dos fatos e pela defesa intransigente dos direitos humanos. Se você acredita, como nós, que esse tipo de jornalismo é essencial para a democracia, colabore e nos ajude a produzir ainda mais. Apoie a Pública

Colaborou: Raphaela Ribeiro.

Clube Rio das Pedras, de Luís Eduardo Magalhães, recebe observador técnico do Canaã Esporte Clube

O Projeto Futebol Clube Rio das Pedras, de Luís Eduardo Magalhães, recebeu neste último sábado, 16, a visita de uma equipe do Canaã Esporte Clube, que realiza uma turnê para avaliações técnicas em diversos municípios baianos. A avaliação teve o objetivo de selecionar jogadores nascidos entre os anos de 2001 a 2010.

De acordo com o observador técnico do Canaã Esporte Clube, Sr. Valdir Godoy, a avaliação é positiva. “Só temos que parabenizar o Clube Rio das Pedras, através da presidente Márcia Canzi e dos professores do projeto do futebol, Carlos Henkes e Gustavo Ariel. Estão de parabéns pela estrutura e organização do clube e, também, pelo nível técnico do projeto, que nos permitiu essa excelente avaliação. Identificamos alguns atletas do projeto com muita qualidade”, informa. O próximo passo agora é a produção de um relatório, que será enviado ao clube.

Dentre os atletas selecionados para participação de teste no Canaã Esporte Clube, estão: Kaiky Santos, Robert Lino e Carlos André (2003). Leandro, Yarley, Enzo Silva (2010) e Daniel (2011) foram selecionados para monitoramento. Os jogadores deverão se apresentar, entre os dias 02 a 16 de dezembro, ao Centro de Treinamento do Canaã Esporte Clube, para processo de avaliação.

“Nossa expectativa era conseguir a seleção do maior número de atletas, em especial, os mais velhos que integram as categorias de 2001 a 2005, que geralmente encontram mais dificuldades para se inserir no cenário nacional. Estamos felizes e satisfeitos com o resultado, certos de que estamos no caminho certo, através deste importante projeto social do Clube Rio das Pedras. A expectativa agora é para que os nossos atletas consigam ingressar na equipe do Canaã, após a próxima avaliação”, finalizou o professor do futebol do Clube Rio das Pedras, Carlos Henkes.

Honda mostra toda sua força no GP Brasil de Formula 1 colocando dois pilotos no pódio.

A colisão de Hamilton com Albon acabou tirando o piloto inglês do pódio.

Podiam ser três carros, se Hamilton não tivesse abalroado o piloto tailandês Albon na última volta, motivo de sua punição em 5 segundos. O espanhol Carlos Sainz, da McLaren, que havia largado na última posição, terminou em quarto e foi alçado a terceiro com a reclassificação de Hamilton.

Foi seguramente a melhor corrida do ano. As duas Ferraris, de Vettel e Lecrec, estiveram sempre disputando a ponta, mas acabaram saindo da prova depois de uma colisão entre os dois pilotos.

O holandês Max Verstappen fez valer sua condição de mais rápido do final de semana e conquistou, na tarde deste domingo, a vitória no GP do Brasil de F1, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. O piloto da RBR, que havia sido o pole position, venceu a prova, repleta de reviravoltas e surpresas. Demonstrou assim que é o melhor piloto da Fórmula 1, seguro em duas ultrapassagens em cima de Lewis Hamilton.

Se a Honda continuar evoluindo em 2020 como em 2019 e os pilotos Verstappen e Albon, ainda mais amadurecidos, o campeonato estará francamente aberto.

Veja os melhores momentos no vídeo oficial:

Abertura do Canta Formosa 2019 atrai grande público e classifica primeiros semifinalistas

A Praça da Feira, em Formosa do Rio Preto, ficou lotada na abertura do Festival de Música Canta Formosa 2019, na noite deste sábado (16/11). Evento promovido pela Prefeitura do município, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo. Apresentaram-se 11 candidatos disputando as seis primeiras vagas para a grande final da competição. Foram classificados, por ordem de pontuação, Sílvia Jacira Pereira da Silva, Vitória Cristina Alves dos Santos, Kauane Carvalho Siqueira, Hércules Sales de Araújo, João Víctor Correia de Souza e Gisele Rodrigues Silva.

A secretária de Cultura, Luciana Bispo, ressaltou que “o objetivo é fomentar nossa cultura musical, apresentando os talentos da nossa terra – que são incontáveis. Conseguimos despertar nas pessoas de todas as idades a vontade de sair de suas casas para assistir a um programa cultural, onde torna-se um ponto de encontro das famílias, nas noites de sábado”, sublinhou.

Para a vice-prefeita Verônica Lisboa “é com imenso prazer que realizamos essa iniciativa. A Prefeitura, mais uma vez, oportuniza aos nossos jovens esse espaço para que demonstrem todo o seu talento. A música serve para unir, como forma de lazer, para fortalecer nossos laços afetivos e para socializar e, nesse sentido, desejo a todos os participantes que deem o seu melhor e tenham da comunidade todo o apoio. Estamos aqui para incentivar a cultura”, declarou.

Os demais competidores da noite foram Elaine Pereira de Souza, Jaqueline Alves de Morais & Laíse Suriano Batista, Luénifer Pereira de Jesus, Mariana dos Santos Batista e Taís de Matos Pugas. No próximo sábado (23/11), a partir das 20h30min, os outros 13 inscritos, de um total de 24, farão suas apresentações para a avaliação dos jurados e definição dos outros seis semifinalistas.

O júri foi composto pelo cantor e músico Clóvis Leite; cantor, músico e compositor Luciano Silva; cantor e compositor Juan Lima; músico e professor da Escola Municipal de Música 22 de Dezembro, Léoke Afonso, e pela professora Lucileide Dantas.

Fomento à Cultura e ao bem-estar das pessoas – Em sua terceira edição, neste ano, o Canta Formosa está sendo custeado com recursos próprios da Prefeitura de Formosa do Rio Preto, uma vez que até o momento os recursos do Fundo de Cultura ainda não chegaram. O evento, que se consolidou no calendário cultural do município, faz parte do pacote de investimentos em ações culturais e esportivas que proporcionam mais entretenimento para a população, aumentando a autoestima, o bem-estar e qualidade de vida das pessoas. Além de desenvolver, revelar e fomentar novos talentos do município.

Nesta temporada, a voz vencedora ganhará como prêmio R$ 3.000,00; o segundo colocado, R$ 2.000,00 e o terceiro lugar receberá R$ 1.000,00. Os candidatos se apresentam acompanhados por Paquinha & Banda, atração que também embala as noites do Festival com música boa ao vivo. Paquinha é o orientador vocal, coordenando e orientando os ensaios e preparação dos participantes.

Uma nórdica que é a cara da Joelma, a cantora de carimbó!

Traços nórdicos e arianos? Não force a barra, Senhora Senadora. A Senhora está mais para cantora de carimbó em algum cabaré do Norte brasileiro. 

Nesses tempos de glória, deve estar usando Platinum Plus, da L’Oreal. Mas se depender do povo boliviano (83% de ascendência indígena), em breve vai estar usando mesmo é a Água Oxigenada 30.

O aloirado falso da Joelma é 10 vezes melhor que o da Senadora Nórdica.

Toffoli prepara o escândalo da arapongagem Coaf/MPF

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Para quem não está entendendo a atitude do presidente do Supremo, José Carlos Dias Toffoli, de recusar o pedido de reconsideração feito pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras, para revogar seu pedido de envio de todos os relatórios produzidos pelo antigo Coaf, agora Unidade de Inteligência Financeira, recomendo refletir porque era tão importante mante-lo sob o comando de Sérgio Moro.

O que Dias Toffoli prepara para o julgamento, no dia 20, da liminar com que mandou suspender todas as investigações desenvolvidas com base nestes relatórios é a revelação de que havia, entre as instituições fiscais e o Ministério Público um esquema de fast track, uma espécie de via rápida de vigilância sobre centenas de milhares de pessoas, especialmente ocupantes de cargos governamentais, políticos e integrantes das cortes judiciais superiores – e de suas famílias – para a formação de “paiós” de informações potencialmente escandalosas contra quem interessasse investir ou, ainda, paraserem usadas como represália a quem se opusesse ao esquemas de poder dos procuradores ou de quem eles quisessem beneficiar.

Toffoli, ao apresentar seu relatório no julgamento da liminar, quer informar a seus pares que duas contas bancárias estavam, permanentemente, sob vigilância. Também quer dar a conhecer, com números e, claro, sem nomes, que o mesmo ocorre com parlamentares federais, na Câmara e no Senado.

O presidente do Supremo quer evidenciar indícios de que, havia uma composição política para que o Coaf “abastecesse” automaticamente o Ministério Público – e, notadamente, as várias “”forças-tarefa” da Lava Jato sobre pessoas que, a partir dos relatórios teriam abertos ou prontos para abrirem-se procedimentos investigatórios e inquéritos contra elas.

A mídia está tratando o caso como se Toffoli pretendesse acessar os dados das 600 mil pessoas – 412 mil físicas e 186 mil jurídico-empresariais -, o que não vai ocorrer. Eles serão apenas acautelados no Supremo, como prova das arapongagens.

O esquema de Sergio Moro no Coaf, que já estava abalado desde a transferência para o Banco Central, ruiu de vez.

Toffoli vai expô-lo no Supremo. Vai contar o “milagre”, ainda que não deva falar no “nada santo”.