Novo Cangaço: Operação de forças policiais termina com seis prisões e quatro fuzis apreendidos

 Além de Jéssica Carolina Andrade e José Salviano Neto – localizados na Bahia – outros quatro integrantes da quadrilha também foram capturados nos estados de Alagoas e Pernambuco.

Os seis meses de investigação minuciosa das equipes dos Departamentos de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e de Polícia do Interior (Depin) resultaram na prisão de seis criminosos envolvidos em roubos contra a carros-fortes na Bahia e em Alagoas.

A operação conjunta ocorreu nas últimas segunda (18), terça (19) e quarta (20), com a participação das polícias Federal, Militar e Civil de Pernambuco e Alagoas e também tirou das ruas quatro fuzis, três carabinas, três revólveres, uma pistola 9mm, dois coletes balísticos, cinco carros (quatro deles com restrição de roubo), explosivos, rádios comunicadores, balaclavas e roupas do exército.

Na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, os policiais capturaram Jéssica Carolina Andrade da Silva, 23 anos, apontada como uma das integrantes do roubo a um carro-forte, ocorrido no mês de abril deste ano, em Juazeiro. Já custodiado no Conjunto Penal de Paulo Afonso pela prática de roubo, José Salviano Arcoverde Neto, 36, também teve o mandado de prisão cumprido por participação no mesmo crime que Jéssica.

O coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Banco e Anti-sequestro do Draco, delegado Paulo Roberto Guimarães dos Santos, afirmou que outros criminosos do bando já foram identificados.

“Em breve outras prisões deste grupo devem acontecer. Temos um novo pedido de prisão já solicitado pelo Draco, mas que ainda não foi apreciado pela Justiça”, contou o delegado.

Localizados nos demais estados, Fábio Júnior dos Santos, Leandro Batista de Lima, Galdino Coelho Feitosa Neto e Maria das Dores Vieira integram a mesma quadrilha. Informações sobre os baianos foragidos Varnei Xavier dos Santos, Felipe Bernardes Andrade, Bruno Nobre da Silva, Aldean Oliveira Ramos, assim como dos pernambucanos Cézar Costa, Fabrício de Menezes Albuquerque, José Cícero dos Santos Júnior, da Silva e Messias Vicente da Silva – que também possuem residências na Bahia – podem ser passadas anonimamente pelos números do Disque-Denúncia da SSP da Bahia (3235-0000 capital) (181 interior) ou pela internet.

Por meio do Depin, as Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) de Paulo Afonso, Juazeiro e Senhor do Bonfim estiveram à frente das diligências e investigações, o que resultou na identificação dos assaltantes. 

Nota de pesar do CDL pelo falecimento de Valdir Ramos

A Câmara de Dirigentes Lojistas de LEM, lamenta a morte do associado Valdir Ramos, proprietário do Hotel Paranoá, ocorrida na tarde deste domingo (24).

Valdir sofreu uma acidente quando vinha da sua fazenda em direção a LEM, chegou a ser socorrido para HO, mais não resistiu devidos os ferimentos.

A  Câmara de Dirigentes Lojistas de LEM se solidariza com a família do associado neste momento doloroso.

Uma reportagem da BBC sobre Saúde no Chile mostra como será o Brasil de amanhã

Quer saber como é o sistema de Saúde que Paulo Guedes e Bolsonaro querem implantar no País?

Veja a reportagem da BBC “A dura realidade da saúde pública no Chile: ‘Se você não tem dinheiro, morre”.  

Hoje mesmo já vão estar falando que a BBC é parcial, que é um ninho de comunistas, que “vai pra Cuba, vai pra Venezuela”.

Agora está explicado porque os chilenos ainda não saíram das ruas, em protestos pela retirada dos direitos sociais

Governador da Bahia cobra novamente dívidas do Governo Federal

Foto: Matheus Morais/bahia.ba

O governador Rui Costa (PT) afirmou nesta segunda-feira (25), que o governo federal “desrespeita” a Bahia. Segundo ele, a União deve R$ 500 milhões para o estado.

“Continua como era no governo de Michel Temer. O governo federal desrespeita a Bahia. Só do Metrô, o governo federal deve R$ 130 milhões. Das avenidas, eles devem mais de R$ 250 milhões. Fica parecendo que a intenção é que eu paralisasse essas obras e ter uma crise política”, disse em entrevista à rádio Metrópole.

Preso na Operação Faroeste, genro de desembargadora é investigado por outro grande caso de grilagem

Publicado na coluna Satélite, do Correio, editada por Jairo Costa Júnior.

Um dos seis presos pela Operação Faroeste, deflagrada na última terça para investigar venda de sentenças em disputas judiciais pela posse de terras no Oeste baiano, o advogado Márcio Duarte Miranda, genro da desembargadora afastada Maria do Socorro Barreto Santiago, é suspeito de repetir o mesmo esquema de grilagem em outra grande área de Formosa do Rio Preto.

Na decisão em que autoriza o cerco aos alvos da Faroeste, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirma que Miranda e outros investigados, “não satisfeitos com o esquema na região do Coaceral, integram organização criminosa que molda, atualmente, idêntica investida na região de Estrondo”.

Olho grande
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a área em Estrondo ultrapassa os 400 mil hectares, dimensão maior que os 360 mil hectares de Coaceral, cuja posse foi dada ao ex-borracheiro José Valter Dias, supostamente em conluio entre o falso cônsul Adailton Maturino e desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ).

Representantes de associações e cooperativas recebem boas-vindas na Feira Baiana da Agricultura Familiar

Os expositores da 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária foram recebidos, neste domingo (24), por dirigentes das unidades da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em reunião promovida no Parque de Exposições de Salvador.

Considerado o maior evento de comercialização da agricultura familiar do país, a Feira é organizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/BA), e acontece até o próximo domingo (1º).

Estão sendo comercializados cerca de 3 mil produtos de mais de 400 empreendimentos de todas as regiões do Estado, em um ambiente agradável, com 27 armazéns cenográficos, que trazem toda a riqueza genuinamente produzida por associações e cooperativas da agricultura familiar.

Para o titular da SDR, Josias Gomes, a expectativa é a melhor possível para a feira desse ano: “Preparamos tudo com muito empenho e amor. Essa representatividade mostra a força da produção dos agricultores familiares, que com o apoio do Estado estão realizando empreendimentos de sucesso via associações e cooperativas em toda a Bahia”.

O diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, explicou que essa edição, a concepção do evento é para fortalecer a chegada dos produtos nas grandes redes de supermercados: “É um momento de ampliar as possibilidades, fechar negócios e mostrar a força que a agricultura familiar do nosso estado tem”.

A presidente da União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia (Unicafes), Regina Dantas, enfatizou que são 10 anos de desenvolvimento da Agricultura Familiar da Bahia: “Estamos um zelando um pelo outro e é assim que tem que ser, temos que cuidar um dos outros. Se estamos aqui hoje, e porque temos o apoio do Governo do Estado e estamos todos com mesmo objetivo de fortalecer a agricultura familiar”.

A agricultora do município de Guanambi, Julimar Aranha, participa da Feira pelo segundo ano do Armazém Sertão Produtivo e disse que as expectativas são as melhores: “Tivemos uma ótima participação e venda no ano passado, além disso, participamos de oficinas, conhecemos produtos de outros territórios. Foi uma oportunidade de conhecer as riquezas que existem no interior da Bahia. Esse ano queremos fazer venda maior que ano passado e apostamos naquilo que nosso território produz. A agricultura familiar tem sua vez e estamos mostrando o nosso potencial aqui”. No local, é possível encontrar produtos derivados de frutas nativas como umbu, maracajá da caatinga e jabuticaba. Tem licores, geleias, biscoitos, sequilhos, rapadura e o tijolo do sertão, doce feito com casca de laranja, massa de mandioca e cana de açúcar.

A Feira conta ainda com uma Praça Gastronômica com uma Vila do Forró, uma Cozinha Show, Praça Quilombola, Praça Indígena, Feira de Artesanato e Feira Tecnológica.

MPF processa Weintraub por danos morais coletivos

Maluco, incompetente, semi-analfabeto, psicótico sujeito a surtos. Imagem de Sérgio Lima, para o Poder 360.

Do Poder 360

O “Napoleão de Hospício”, que Bolsonaro nomeou “Sinistro” da Educação, vai enfrentar um processo por iniciativa do MPF, com pedido de indenização pesada. Sem prejuízo das cominações criminais.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal do Rio Grande Norte contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e a União, por danos morais coletivos causados a alunos e professores de instituições públicas de ensino.

O processo menciona condutas de Weintraub desde que ele assumiu a pasta, em abril deste ano, incluindo falas e declarações públicas consideradas ofensivas aos estudantes e docentes. A procuradoria pede o pagamento de uma indenização de R$ 5 milhões.

“Tais declarações ofendem a honra objetiva e a imagem pública dos estudantes e professores universitários das instituições públicas federais de ensino superior brasileiras, pois têm potencial discriminador, não estando protegidos pela liberdade de expressão, ao passar a imagem de que tais pessoas não levam a sério as atividades de ensino, pesquisa e extensão, sendo pessoas baderneiras ou desocupadas”, diz a ação.

Entre as declarações de Weintraub citadas está a afirmação, feita durante uma entrevista em abril, de que o governo federal reduzirá as verbas de “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia”.

O MPF afirma que a fala do ministro demonstra “clara vontade discriminatória”. “Ao adotar medida geral (corte de gastos) e não a citada responsabilização individual acerca das pretensas ‘balbúrdias’, Sua Excelência considera que o ambiente acadêmico como um todo é formado por vozearia, vozeria, vozeiro, algazarra, confusão, desordem, tumulto.”

O documento lembra que as universidades que inicialmente tiveram suas verbas reduzidas “atingiram ótimo desempenho” em rankings de avaliação de instituições de ensino. A ação menciona a Universidade de Brasília (UNB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A procuradoria também denuncia que o ministro se recusou a pedir desculpas por se referir às universidades federais usando o termo “balbúrdia”, durante uma audiência na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados dias depois.

Outro episódio apontado como ofensivo e discriminatório pelo MPF ocorreu em 20 de maio, durante uma reunião com reitores e membros da bancada parlamentar do Rio Grande do Norte.

Questionado sobre a falta de verbas para pagar servidores de limpeza em universidades públicas do estado, Weintraub propôs que “se chamasse o CA e o DCE” para realizar os serviços. Ele se referia a centros acadêmicos e diretórios centrais dos estudantes, órgãos de representação dos alunos. Para a procuradoria, a prestação de serviços por membros desses órgãos seria ilegal.

“O exercício de atividade de limpeza e manutenção não é compatível com as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A proposta parte da premissa inafastável de que, para Sua Excelência, os respectivos alunos são desocupados, não realizando a contento as atividades de ensino, pesquisa e extensão a ponto de ostentarem tempo livre para, ilegalmente, exercerem tarefa que cabe à Administração”, diz o documento.

Os procuradores avaliam que as declarações de Weintraub criam um risco de “envenenamento gradual da democracia”, uma vez que, “quando discursos desse tipo passam a ser proferidos e considerados normais na sociedade”, eles podem “criar um clima de animosidade contra as instituições”.

Segundo o MPF, o valor de indenização sugerido, de R$ 5 milhões, leva em conta “a reiteração da conduta, o cargo ocupado por Weintraub e a quantidade de pessoas atingidas”. O caso será analisado pela 10ª Vara Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O anúncio da ação, nesta quinta-feira (30/05), ocorre no mesmo dia em que foi convocada uma série de atos em várias cidades do país em resposta aos cortes na Educação. Os manifestantes protestam contra a redução do orçamento das universidades federais e o corte de bolsas de pesquisa.

Weintraub se pronunciou sobre os protestos nesta quinta, denunciando que os estudantes estão sendo coagidos a participar dos atos. Em vídeo divulgado no Twitter, o ministro disse ter recebido mensagens de pais de alunos de escolas públicas afirmando que seus filhos teriam sido ameaçados por professores para que saíssem às ruas em defesa da educação.

“Esse governo acredita que as manifestações democráticas e pacíficas são um direito de todos os brasileiros. Contra, a favor. O que não pode acontecer é a coação de pessoas que, no ambiente escolar público, criem algum constrangimento aos alunos a participarem dos eventos”, afirmou ele.

Os atos desta quinta-feira ocorrem 15 dias depois de milhares de pessoas terem saído às ruas em cerca de 250 cidades brasileiras, em todos os estados, contra as políticas promovidas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro na pasta da Educação.

Título, legenda da imagem e abertura da matéria editados por O Expresso.

Veja um vídeo onde o pleno do TJ-BA debate a convalidação das designações de juízes

 

Na ocasião, o pleno apreciava a designação dos juízes de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia (a data é imprecisa), diretamente responsáveis por medidas arbitrárias no caso da grilagem de terras no território da Coaceral.

O juiz detido hoje, Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, recebeu forte resistências de alguns membros do pleno, mas foi defendido pelo presidente Gesivaldo Brito, também afastado do cargo neste dia 19, no âmbito da Operação Faroeste e por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

O vídeo serve apenas para afirmar que as designações podem ser apreciadas, no pleno, mesmo depois de passado algum tempo que o magistrado em questão tenha se afastado da Comarca

Vereador Nei Vilares: Prefeito quer cheque em branco em pleno ano eleitoral

 

O prefeito Oziel Oliveira enviou, de novo, à Câmara, projeto de remanejamento do orçamento público de 100% (com exceção das chamadas verbas carimbadas).

O vereador Nei Vilares, além de dizer que Oziel pretende cassar as prerrogativas da Câmara ao fiscalizar o Orçamento, quer também um cheque em branco para fazer o que bem lhe der na telha com o dinheiro do contribuinte.

Pior: vai passar! Oziel tem na Câmara uma maioria sólida de 10 vereadores, mantida no cabresto, sabe-se lá como. Aliás: como, nós sabemos. Só não sabemos em detalhes, o quanto. 

Faroeste: o borracheiro latifundiário e o ex-juiz de Formosa tem prisões decretadas pelo STJ

Ministro Og Fernandes: determinado.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes determinou a prisão preventiva do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª Vara de Substituições da Comarca de Salvador, que estava afastado da função desde terça-feira (19).

Ele foi alvo da Operação Faroeste, que investiga esquema de venda de sentenças em processos sobre grilagem de terras no oeste da Bahia.

As informações são do blog de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo, deste sábado (23).

No âmbito da Operação também foi afastado o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Britto, além dos desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago, e da juíza de primeira instância Marivalda Almeida Moutinho.

De acordo com a publicação, o juiz Sérgio Humberto Sampaio foi designado pela desembargadora Maria do Socorro para atuar na Comarca de Formosa de Rio Preto com o ‘propósito de fazer cumprir, com velocidade incomum’, as ações ajuizadas pelo borracheiro José Valter Dias. O magistrado foi mantido pelo presidente do TJ-BA, mesmo sendo lotado em Salvador, com o fim de ‘manter a operação’.

O Ministério Público aponta que Sérgio Sampaio ‘reavivou ações paralisadas há décadas’ com o objetivo de levar as partes envolvidas no processo de transferência de terras para José Valter Dias a um acordo de conciliação idealizado por Adailton Maturino, empresário que se identificava como cônsul de Guiné-Bissau e suposto idealizador do esquema.

Vida luxuosa

Ainda segundo a matéria, relatórios de movimentação bancária e levantamento dos bens do juiz revelam uma vida luxuosa na capital baiana. Segundo as investigações, em nome dele e de sua mulher estão um Porsche Cayenne, uma Harley Davidson FXSB e uma Mercedes Benz C180 Turbo.

“Além do fato de residirem em luxuosa residência em um dos condomínios soteropolitanos em que o preço dos imóveis tem, como média, o valor de R$ 4,5 milhões e cujo aluguel varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil mensais”, aponta a procuradoria.

A esposa do magistrado trabalha como recepcionista do TJ-BA e já respondeu processo disciplinar por não ter apresentado a declaração do imposto de renda em 2013.

Outra prisão

O ministro do STJ também determinou a prisão temporária, de cinco dias, do borracheiro José Valter Dias, acusado de ser laranja de Adailton Maturino.

No suposto esquema criminoso, o nome de José Dias que constava nos pedidos de transferência de 360 mil hectares de terra. A área equivale a cinco vezes o tamanho de toda a capital baiana e tornaria o borracheiro um ‘dos maiores latifundiários do País’, segundo o Ministério Público. Porém, José Valter Dias, além de nunca ter trabalhado com agricultura, tinha 5% do capital de empresa controlada pela mulher de Adailton Maturino, suposto mentor do esquema, aponta a Procuradoria.

Og Fernandes também estendeu a prisão temporária decretada contra Adailton Maturino, e contra sua mulher, Geciane Souza Maturino, o assessor do presidente do TJBA, Antônio Roque, e o advogado Márcio Duarte Miranda.

Bolsonaro tinha ideias antagônicas às de hoje na área da economia

 

O Presidente que privatiza estatais brasileiras é sem moral, sr. Bolsonaro?

O senhor acha justo, sr. Presidente, entregar estatais brasileiras para estatais chinesas?

Então, estatais estratégicas, como geração de energia, distribuição e petróleo não devem ser privatizadas, sr. Presidente? E o que o Senhor acha da extração, do refino, da distribuição e das instalações petroquímicas serem exclusivos da estatal Petrobras?

O Senhor foi muito assediado, se sentiu mal, quando lhe chamavam de estatizador, sr. Presidente?

O Senhor não alugou uma casa depois de vender a sua. Certo, sr. Presidente? Talvez seja por isso que o Senhor e seu filho Senador conseguiram tantos imóveis. Comprar é melhor do que vender e alugar, certo, sr. Presidente?

O Senhor não vai mesmo permitir que a China compre terras agricultáveis no Brasil, sr. Presidente? Nem a pedido do agronegócio, que está com as águas alcançando as barbas?

O Senhor, Presidente, acha que os empregados brasileiros tem que ter plenos direitos, previstos na CLT? Não vai fazer uma reforma trabalhista tirando todos esses direitos?

Já estamos vendo que o Senhor andou tendo longas conversas com aquele Chicago Boy, o tal Paulo Guedes. Sabia que no Chile foi ele quem planejou a privatização da Previdência e da Saúde?

Vai, lá sr. Presidente, e dá um cascudos naquele baixinho privatizador. Ah! Não pode? Ele é o seu Posto Ipiranga?

China perde 20 milhões de toneladas de suínos e Brasil fortalece valor da produção de carnes em até 24%.

Porcos mortos na Ásia, depois de mostrarem sintomas da peste.

A Confederação Nacional da Agricultura  registrou, após pesquisa, o forte crescimento do Valor Bruto de Produção dos setores produtivos da proteína animal. O crescimento está relacionado com a exportação de carnes para a China, que perdeu em torno de 50% do seu plantel de suínos, o maior do mundo, com a peste suína africana. A China detinha 50% da produção global de carne suína.

O estudo da CNA apontou alta de 4% no valor bruto da carne bovina em 2019, para 106,7 bilhões de reais; de 14,1% na de frangos, para 45,9 bilhões; e aumento de 24,7% em suínos, para 17,3 bilhões de reais.

O VBP da pecuária ainda é formado pela produção de ovos e leite, sendo que este último registrará aumento de 8,1% no ano, para 54,1 bilhões de reais.

O suíno abatido (carcaça) que era vendido, no varejo, há 2 anos, no máximo a R$6,70, esta semana bateu em R$9,00 o quilo. Os cortes nobres, como costelinha, lombo e pernil devem facilmente ultrapassar os R$15,00.

O suíno vivo, que era comercializado a R$4,20 o quilo, agora já está em torno de R$6,00 e subindo, acompanhando a explosão dos preços da carne bovina.

A produção anual de carne de porco da China deve recuar em 20 milhões de toneladas neste ano e só existe perspectiva de restabelecimento da produção, ainda que 20% menor, no final de 2020, dentro de uma previsão muito otimista. Agora que está se registrando um aumento de matrizes instaladas, em percentual mínimo, menor que 1%. Uma leitegada fica em ponto de abate depois de seis meses.

Até agosto, quase 6 milhões de suínos tinham sido sacrificados na China, no sudeste asiático e na Coreia do Norte, onde os focos de contaminação da PSA contam-se às centenas.

Sexta trágica: morte em acidente de motocicleta, ferido grave em colisão e assassinato em via pública.

Sidnei do Nascimento, natural de Barreiras. 25 anos, teve morte instantânea ao perder a direção da sua moto e colidir com um poste de iluminação na travessia da BR 242, em Luís Eduardo Magalhães.

No final da tarde de hoje, outro motociclista, Antônio Rodrigues. de 29 anos, se feriu gravemente ao colidir com uma camionete Fiat Strada, na esquina das ruas Teixeira de Freitas e Gonçalves Dias, no bairro Florais Léa.

Igualmente na noite desta sexta-feira trágica, um homem não identificado, de cor negra, aparentando ter entre 20 a 26 anos de idade, por foi morto a tiros, por volta das 20h30m na rua Horto Florestal, no bairro Vila Rica, em Barreiras.

Segundo informações extra-oficiais, dois indivíduos a bordo de uma bicicleta teriam disparado contra a vítima. Uma equipe do SAMU esteve no local, mas já encontrou o rapaz sem vida.

Partido da Família, da Bala e da Bíblia ameaça democracia

Imprensa vai continuar a se omitir diante de nova sigla de Bolsonaro?

Do blog do jornalista Kennedy Alencar

Será que agora dá para a imprensa deixar de passar pano, parar de chamar absurdos de polêmicas e enxergar que o Aliança para o Brasil é um partido com ideário fascista, projeto nacionalista autoritário e pretensão de manipular os piores sentimentos morais e religiosos do povo brasileiro?

38, o famoso número do trabuco, é simbólico do calibre do retrocesso em curso no Brasil e da ameaça real à nossa democracia.

Até o símbolo da legenda foi feito com cápsulas de balas.

Com vocação cesarista, é um partido familiar que reúne o pior do conservadorismo dito cristão no país. É extrema-direita na veia, com toda a sua intolerância às diferenças e a pregação desabrida do ódio no debate público.

Em nome de uma suposta agenda liberal para lá de tosca, que estimula o empobrecimento do país, a precarização do trabalho e ignora as necessidades sociais, setores da sociedade civil vão tolerar um caminho claro de atraso e barbárie? O caminho é esse mesmo?

A paz dos cemitérios e a intensificação da exclusão social são as ofertas de Bolsonaro e companhia ao país. Parabéns aos que estão fechando os olhos e se omitindo em relação ao Partido da Família, da Bala e da Bíblia. Assim é como as democracias morrem.

Sítio do Mato: Alfredinho não aguenta perspectiva de afastamento e renuncia ao cargo.

Ante o afastamento iminente, Alfredinho preferiu renunciar.

O prefeito Alfredinho, de Sítio do Mato, não suportou a pressão e renunciou ao cargo, antes mesmo que o TRE o afastasse, fugindo assim de um provável desgaste político, que seria ainda maior com a sua destituição.

Em seu discurso de renuncia na câmara de vereadores hoje pela manhã, Alfredinho fez duros ataques ao seu principal opositor, Cássio Cursino, dizendo que fará de tudo que estiver ao seu alcance para que Cássio não seja o Prefeito de Sitio do Mato.

Alfredinho também aproveitou para anunciar a sua ex-esposa Marcinha como Prefeita e pré-candidata às eleições em 2020.

A batalha agora entre o grupo do ex-prefeito Alfredinho Magalhães e o grupo principal, líder da oposição, Cássio Cursino, promete subir o tom.

Alfredinho vai apostar todas as suas fichas para induzir a Oposição a lançar um outro candidato que seja competitivo e assim, consiga atrapalhar os planos de Cássio Cursino de obter todos os votos da oposição. Já Cássio tentará através do evento de lançamento de sua pré-candidatura que realizará em Dezembro, demonstrar toda a sua força política, a fim de convencer os eleitores indecisos de que reúne todas as condições para ser o próximo Prefeito. Original do blog Lapa Capital.

LEM: circulam nas redes planilhas que sugerem desvios na merenda escolar

Foto de referência

Circulam com insistência na internet planilhas, provavelmente vazadas da própria Secretaria de Educação de Luís Eduardo Magalhães, que indicariam a montagem de um esquema financeiro impróprio.

A diferença entre o efetivamente fornecido pelos terceirizados e os valores pagos ficariam nas mãos da secretária de Educação para o estabelecimento de um mensalinho, dentro de um esquema de aparelhamento político do órgão.

Roubos e subtrações na merenda escolar em sido comuns no Município. Inclusive na gestão de Humberto Santa Cruz, um certo secretário interino estabeleceu um esquema semelhante, que quando caiu nas mãos do Gestor se tornou um dos maiores escândalos internos daquela gestão.

Se o fato em questão for verdadeiro a Secretária de Educação deve ser imediatamente demitida – como fez Humberto – e levantada a suspeição sobre membros do Gabinete que autorizaram tal barbaridade. Se isso não for o caso de uma ação pública de improbidade do próprio Prefeito.

Subtrair merenda escolar de crianças não é uma mera questão financeira e política. É um crime inominável.

 

Viação Coringa: o transporte da milícia na zona oeste do Rio

 

Fonte: Agência Pública

Grupo paramilitar usa adesivo de palhaço para marcar veículos usados em linha clandestina de transporte que substitui as empresas regulares na região

Por Sérgio Ramalho

Mal havia amanhecido quando Ângelo embicou o carro no acostamento tomado pelo mato às margens da estrada do Furado, em Paciência, na zona oeste do Rio.

A diarista Maria do Rosário foi a primeira a embarcar no Fiat Uno, ano 1999, rumo à estação de trem de Santa Cruz. As lanternas do aparentemente bem conservado veículo ainda estavam acesas quando o ex-rodoviário passou à frente da 36ª DP (Santa Cruz) para encerrar, 100 metros depois, o percurso de pouco mais de 8 quilômetros da “viação Coringa”. Uma linha clandestina de transporte de passageiros em carros de passeio que opera livremente na região.

Todos os carros da linha ilegal têm afixados aos para-brisas um adesivo em formato de círculo, com um sinistro sorriso cerrado. Vem daí a irônica alcunha de “Coringa”:

“Os garotos do mototáxi que colocaram esse apelido. Antes, a gente chamava de ‘viação palhacinho’, mas aí veio esse filme e os garotos passaram a chamar assim”, conta Maria do Rosário, uma frequente usuária do serviço clandestino.

Já no ponto final, que fica na esquina das ruas Dom João VI e Senador Camará, colado aos mototaxistas, a diarista aperta o passo para subir os degraus que levam às catracas de embarque nos trens na estação de Santa Cruz e seguir uma jornada de mais de duas horas até chegar ao trabalho em Botafogo, na zona sul do Rio.

Tutelada pela milícia que atua nos conjuntos habitacionais Zaragosa, Sevilha e Jardim Palmares, em Paciência, a linha clandestina opera no vácuo deixado pelas empresas regulares de transporte.

“Se a gente esperar por um 809 ou 868 [números das linhas regulares que teoricamente circulam pelas estradas Aterrado do Leme e Furado], vai chegar atrasado ao trabalho todos os dias. Aqui, nesse trecho, a coisa mais difícil que tem é ver um ônibus”, conta o ex-comerciário Jonas, que depois de ter perdido o emprego numa rede de supermercados, comprou um carro para fazer transporte de passageiros.

Desempregados, Jonas e Ângelo foram empurrados para a informalidade. Segundo eles, o adesivo afixado aos veículos serve para identificar quem está autorizado a trabalhar na linha, “Dizem que tem mais de 200 carros de passeio fazendo esse itinerário”, diz Ângelo.

“Trabalhei muito tempo como leão [rodoviário, no jargão da categoria], mas as empresas foram fechando e acabei aqui, mas não reclamo. Pelo menos tenho um trabalho”, resigna-se. Os veículos autorizados a circular na linha pagam entre R$ 50 e R$ 80 semanais aos cobradores da milícia. Os valores exigidos são definidos de acordo com critérios individuais: “Depende do que o cobrador acha que a gente ganhou na semana”, diz Jonas.

Para embarcar num dos carros, o passageiro tem que desembolsar R$ 3,50. O mesmo valor é cobrado de idosos, crianças e estudantes. Não há gratuidade na “viação Coringa”.

Por dois dias, na primeira quinzena de outubro, percorri o trajeto feito pelos veículos autorizados pelos milicianos a operar na rota clandestina. As estradas do Furado e Aterrado do Leme cortam áreas ora rurais, ora industriais, ora urbanas. Ao todo, permaneci na região por quase dez horas, sem ver um único ônibus regular no caminho.

Há trechos onde a estrada do Furado corre paralela ao maciço que inclui o Monte das Respostas, uma grande área verde com mata nativa onde evangélicos se reúnem para fazer orações. As ruas próximas em geral são esburacadas e mal iluminadas.

“Antigamente isso tudo era área de desova. As criaturas dominavam tudo, mas agora tá mudando”, conta o vigilante missionário Ezequiel. Aos 52 anos, ele alterna o serviço de segurança na Metalis, indústria de alumínio, que fica na estrada Aterrado do Leme, e “o ofício de espalhar a palavra”. “Já fui criatura também, mas me converti”, lembra.

Ezequiel embarca no Gol dirigido por João quando o veículo passa pelo Jardim Palmares. O vigilante mora no Condomínio Zaragosa, um aglomerado de prédios de quatro andares do programa Minha Casa Minha Vida. Veste uma camisa social azul, fechada até o pescoço e empapada de suor. Carrega uma bolsa cruzada no peito, de onde tira uma bíblia. O ar condicionado do carro de João não dá vazão para o calor de 32 graus.

Ezequiel, o quinto passageiro no Gol de João, se acomoda com dificuldade no banco traseiro do veículo. Ele é um homem negro, forte, do tipo armário, com o rosto largo e cara de poucos amigos – até começar a falar.

“Abençoado, você não se importa se a gente abrir os vidros, né? O ar não tá dando vazão e o vento alivia um pouco, né?”, pergunta ao motorista. Um senhor que sentava no banco ao lado de João ainda olhou para trás, mas logo abriu o vidro, girando a manivela na porta.

Todos relatam as dificuldades de mobilidade na região: “Abençoado, aqui não tem ônibus. Se você conseguir trabalho na Metalis, vai ter que se acostumar a andar assim”, sentencia Ezequiel em resposta à minha pergunta sobre a melhor forma de chegar à indústria.

“Você não mora por aqui, né?”, diz o segurança num misto de afirmação e pergunta. Sou envolvido na prosa por João, logo após Ezequiel se ajeitar no assento: “Esse aí tá perdido, tentando chegar na Metalis”. Daí o vigilante missionário manda de bate-pronto: “Estou indo para lá, abençoado. É um bom lugar para se trabalhar, mas você tem cara de doutor”.

Mudo o rumo da conversa para falar do transporte e sou logo interrompido por João, que culpa os empresários de ônibus pela falta de opções de mobilidade.

“Cresci na zona oeste, já morei em Bangu, Campo Grande e agora Santa Cruz. A gente sempre sofreu para pegar um ônibus. Por isso, as Kombis e as vans foram ganhando espaço. Agora, como tá tudo muito caro e ninguém tem dinheiro, a gente usa carro normal para fazer lotada. Não ganha muito, mas no fim da semana dá para queimar uma carninha”, conta João.

O senhor no banco da frente reclama que não tem gratuidade na linha clandestina. O homem, que diz ter 72 anos, também se queixa do calor, da aposentadoria que recebe como bancário e diz que, quando não tem dinheiro, é obrigado a esperar pelo ônibus:

“Não tem horário certo, mas passa e não tenho que pagar a passagem”. João, o motorista, mostra ter alguma intimidade com o passageiro: “Você tá sempre reclamando, mas sempre roda com a gente. Sabe que não tem ônibus”. O passageiro dá de ombros e segue em silêncio.

Sérgio Ramalho/Agência Pública

Por falta de ônibus de empresas regulares, moradores recorrem à linha clandestina de transporte

Falidas: 14 empresas de ônibus, cinco na zona oeste, fecharam as portas

Diretor do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Antônio Bustamante diz que a categoria está fazendo um censo para saber quantos postos de trabalho foram perdidos nos últimos anos na capital:

“Há uns dez anos, o sindicato tinha uns 40 mil associados, entre motoristas, cobradores e outros trabalhadores envolvidos na atividade de transporte de passageiros. Quando as Kombis e vans começaram a aparecer, a situação foi mudando. Ainda não terminamos a contagem, mas chegamos agora a 19 mil rodoviários”, lamenta Bustamante.

Segundo o sindicalista, 14 empresas de ônibus que atuavam na cidade faliram na última década. Os primeiros a perder os empregos foram os cobradores, mas a situação foi se agravando mesmo devido à concorrência feita pelo transporte clandestino.

“No início, o valor da passagem era muito inferior às tarifas praticadas pelas empresas, mas atualmente o preço é quase o mesmo. Com a diferença de que num ônibus regular o passageiro tem a quem recorrer em caso de acidente”, argumenta o sindicalista.

Bustamante afirma que a situação é ainda mais grave nos bairros da zona oeste do Rio de Janeiro, onde as milícias faturam alto com a cobrança de “taxas de segurança” aos motoristas que fazem o transporte clandestino.

“Nos últimos cinco anos, cinco empresas que mantinham atividade nessa região faliram. Algarve, Rio Rotas, Bangu, Sofia e Andorinha não aguentaram a asfixia imposta pelo transporte clandestino e encerraram as atividades, deixando milhares de desempregados.”

Representantes do Consórcio Santa Cruz, que reúne empresários do setor na zona oeste, estimam que 2.500 postos de trabalho deixaram de existir como consequência da falência das empresas regulares.

Em nota, afirmam que veículos usados no transporte clandestino de passageiros fazem concorrência direta às empresas, circulando em 100% dos itinerários regulares. Os empresários do setor se sentem tão acuados que só aceitam falar sob a condição de anonimato:

“É comum você ver carros com homens armados, os milicianos, ameaçando motoristas e até fazendo piquetes à frente dos pontos de ônibus em terminais, como de Campo Grande e Santa Cruz, para impedir que os ônibus deixem os pontos nos horários estabelecidos. Ficam lá, ameaçando os rodoviários, até que os carros clandestinos fiquem lotados e saiam”, disse um empresário da região.

Nesse cenário, os rodoviários são as principais vítimas de ameaças e até mesmo agressões de milicianos e motoristas que fazem transporte clandestino de passageiros. Antônio Bustamante, diretor do Sindicato dos Rodoviários do Rio, confirma que a entidade presta assistência a motoristas que apresentam quadro de síndrome do pânico depois de ter sofrido ameaças e agressões enquanto trabalhavam em linhas, sobretudo, nos bairros da zona oeste. “Por medida de segurança, nós evitamos a exposição desses funcionários, que muitas vezes se vêm obrigados a pedir demissão do trabalho por não aguentar a pressão dos envolvidos com o transporte clandestino”, diz Bustamante. Tanto o sindicalista quanto os empresários atribuem à falta de fiscalização a atual situação do sistema regular de transportes de passageiros na cidade.

“Não há repressão por parte das autoridades do município ao transporte clandestino. Já enviamos inúmeros ofícios à Secretaria Municipal de Transportes [SMTR], Secretaria de Ordem Pública [Seop], Coordenadoria de Transporte Complementar, prefeitura, enfim, nada se resolve e a situação só se agrava”, diz outro empresário.

Em um dos processos (0228870-39.2018.8.19.0001, de 24 de setembro de 2018) que tramita na 16ª Vara de Fazenda Pública no Tribunal de Justiça do Estado, os consórcios que operam o sistema BRT pedem o ressarcimento dos prejuízos causados no setor. Ali são listados 15 ofícios enviados nos últimos três anos à administração municipal sem que haja uma efetiva adoção de medidas para minimizar os impactos no sistema.

Sérgio Ramalho/Agência Pública

Adesivo afixado aos veículos serve para identificar quem está autorizado a trabalhar na viação Coringa

Batman e Coringa na terra das milícias

O uso de imagens por grupos milicianos para mostrar poder e impor medo aos moradores das áreas dominadas na zona oeste do Rio remete à fictícia Gotham City, a cidade berço de heróis e vilões dos quadrinhos da DC Comics.

Foi em Cosmos, sub-bairro de Campo Grande, que o ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz adotou o morcego para demarcar o território sob domínio da organização criminosa autodenominada Liga da Justiça.

Conhecido como Batman, o ex-PM era um dos matadores do grupo paramilitar chefiado pelos irmãos Jerônimo, conhecido como Jerominho, e Natalino Guimarães. Dois ex-policiais civis que usaram da influência na região para se elegerem aos cargos de vereador e deputado estadual, respectivamente.

Batman e os irmãos acabaram presos e condenados por formação de quadrilha e outros crimes. Uma década depois, Natalino e Jerominho voltaram às ruas de Campo Grande. Atualmente, Jerominho usa as redes sociais para anunciar que será candidato a prefeito do Rio de Janeiro.

Batman, o principal matador da organização criminosa, segue preso numa penitenciária federal de segurança máxima fora do Rio. O morcego ainda pode ser visto em veículos que circulam pela região.

Assim como o morcego, o uso do adesivo que lembra um palhaço sinistro, tem o objetivo de perpetuar no imaginário dos moradores dessas regiões a sensação de impotência, explica o sociólogo e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio Souza Alves. Mais do que servir de demarcador de território, o emprego de símbolos serve para aproximar no inconsciente das pessoas a imagem desses criminosos a seres invencíveis e onipresentes:

“Tenório Cavalcante já usava de símbolos para construir no imaginário do povo pobre da Baixada Fluminense a ideia de que tinha o corpo fechado. Como se fosse uma divindade, protegida pela capa preta, sem esquecer da metralhadora que carregava para toda parte. Agora, os milicianos recorrem a símbolos ou imagens que remetem a figuras com superpoderes. É um salto na construção de uma imagem de imortalidade, de superioridade, que tem como objetivo gerar nas pessoas subjugadas uma sensação de extrema impotência”, acredita.

Autor do livro Dos barões ao extermínio: a história da violência na Baixada Fluminense, Souza Alves ressalta outro ponto em comum entre os milicianos da nova era e os justiceiros dos anos de 1950.

“Ambos recorrem do clientelismo para manterem as pessoas sob domínio. Quando eles autorizam o funcionamento de uma linha clandestina de transportes, por exemplo, não vendem a imagem de que estão apenas voltados a obter lucros. Esses paramilitares querem passar a imagem de que a iniciativa deles gerou empregos aos motoristas e meio de locomoção aos passageiros. Ao não agir contra esses grupos, o poder público alimenta esse estado paralelo”, conclui o sociólogo.

  • Linha de transporte clandestina opera na zona oeste do Rio

O rosto por trás da “viação Coringa” é um mistério

A identidade do responsável pela milícia que usa adesivos para identificar os carros autorizados a fazer transporte clandestino em bairros da zona oeste é um mistério.

Como o Batman e o Coringa (Joker) da DC Comics, o paramilitar que lucra com a cobrança de “taxa de segurança” dos motoristas que circulam na linha clandestina é conhecido apenas pelo apelido de “Palhacinho”. A simples menção à alcunha tem o efeito de afastar as pessoas.

Numa das viagens que fiz na linha irregular, um dos motoristas reagiu com impaciência à pergunta sobre o responsável pela ideia de colocar os adesivos nos para-brisas dos carros:

“Por que você quer saber disso? Vou te avisar logo que não quero confusão para o meu lado. Minha avó costumava dizer que a curiosidade mata o gato”.

A reportagem enviou mensagem à Secretaria de Polícia Civil questionando a atuação do grupo paramilitar, seu chefe e o uso de imagens para demarcar os veículos que circulam na linha clandestina, passando rotineiramente à frente da delegacia de Santa Cruz para chegar ao ponto final à frente da estação de trem. Em uma linha, a assessoria de comunicação da instituição informou que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e a 36ª DP investigam em sigilo a atuação da organização criminosa.

A SMTR informou em nota que aplicou até outubro 1.507 multas por transporte irregular de passageiros em veículos particulares na cidade, sem detalhar por região ou bairro.

A Coordenadoria Especial de Transporte Complementar, órgão da Seop, disse reprimir o transporte pirata feito em vans e Kombis.

Segundo a assessoria, “Santa Cruz é um dos campeões no número de remoção de vans e Kombis piratas. No bairro, de janeiro a outubro passado, foram aplicadas 1.189 autuações, 324 utilitários foram rebocados, sendo 33% deles clandestinos”. As ações de enfrentamento do transporte pirata são feitas em parceria com as polícias Militar e Civil.

Reportagem originalmente publicada na Agência Pública

Chuvas começam para valer nesta próxima segunda-feira e por dias alcança bons acumulados

Chuvas serão razoáveis e com boa distribuição até março.

Os mapas desenvolvidos pela Oráculo Meteorologia para o Notícias Agrícolas indicam que as chuvas já estão chegando na região do Matopiba.

No período entre 20 a 25 de novembro, os mapas de precipitação prevista indicam chuvas significativas principalmente no estado do Tocantins, já alcançando também Maranhão, Piauí e Bahia.

Já no período de 25 a 30 novembro, os mapas indicam que as chuvas avançam, incluindo volumes significativos também no oeste da Bahia.

Entre 30 de novembro e 5 de dezembro, os volumes tendem a ficar mais baixos na Bahia e no Piauí, mas voltam a ficar mais expressivas no Tocantins e no Maranhão.

Em Correntina, citada como exemplo, pelos meteorologistas as chuvas se comportam assim:

De 20 a 29 deste mês o total de chuvas será de 63 mm.

De 30 de novembro a 9 de dezembro: 42 mm

De 10 de dezembro a 19 de dezembro: 57 mm

De 20 de dezembro a 29 de dezembro: 57 mm.

Como na franja da divisa da Bahia com o Goiás e Tocantins chove bem mais, conforme demonstram as isoietas históricas, podemos encontrar previsões de até 105 mm em períodos de 5 dias, com um breve veranico no final de janeiro e início de fevereiro.

Posto no interior baiano vendia gasolina com mais de 90% de etanol

De acordo com a ANP, trata-se de uma das maiores fraudes do gênero já encontradas no país. Após laudo da Polícia Técnica, o fisco impediu o estabelecimento de operar, fazendo o mesmo com outros três postos do mesmo proprietário.

De gasolina, quase só havia o nome no produto contendo mais de 90% de etanol anidro, à venda em um posto do município de Anguera, Centro-Norte baiano.

Flagrado pela Operação Posto Legal, o estabelecimento localizado na BA-052, conhecida como Estrada do Feijão, teve suas bombas lacradas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), e após a confirmação da fraude por laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) a sua inscrição no ICMS foi suspensa pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), o que na prática impede o posto de operar.

De acordo com a ANP, trata-se de uma das maiores fraudes do gênero já encontradas em todo o país, com a presença de etanol na gasolina em patamar muito acima do limite de 27% fixado pela legislação.

A Sefaz-BA também impediu de operar outros três postos do mesmo proprietário, medida baseada na lei estadual 9.655/2005, que dispõe sobre a concessão e a inaptidão da inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado da Bahia para contribuintes que realizem operações com derivados de petróleo, gás natural e combustíveis líquidos carburantes e dá outras providências.

De acordo com o inciso I do artigo 3º da lei, a inaptidão da inscrição de um estabelecimento no cadastro do ICMS implicará na inaptidão da inscrição de todos os estabelecimentos da empresa localizados no Estado que atuem no mesmo ramo de atividade.

A empresa será autuada e terá prazo para apresentar defesa, antes de ser definitivamente julgada na esfera administrativa.

Outras fraudes

Esta não é a primeira vez que uma proporção altamente lesiva ao consumidor é encontrada pela operação Posto Legal. Em agosto, houve o flagrante de um posto em Conceição do Jacuípe, no Recôncavo Baiano, que armazenava gasolina comum e aditivada com teores de etanol anidro de respectivamente 77% e 79%. O estabelecimento foi imediatamente impedido de operar pela Sefaz-BA e sofreu sanções também da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Procon-BA, mas foi reaberto por meio de liminar.

Outro caso encontrado pela Posto Legal foi o de um posto de gasolina em Porto Seguro, no Extremo Sul do estado, que teve um tanque e quatro bicos de combustível interditados pela por comercializar gasolina comum contendo mais de 30% de etanol anidro. Embora mais próxima do limite legal, a proporção configura combustível fora das especificações, por isso, junto com a interdição, o estabelecimento foi notificado pela ANP e foi instado a procurar uma distribuidora para reprocessamento do produto de forma a torná-lo próprio para consumo.

A Operação Posto Legal é uma força-tarefa que reúne órgãos dos governos estadual e federal com o objetivo de assegurar o cumprimento dos requisitos de qualidade e quantidade do combustível vendido ao consumidor baiano. Além da ANP, do DPT e da Sefaz, a operação reúne o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA), as polícias Polícias Militar e Civil e a Procuradoria Geral do Estado (PGE). A meta é fiscalizar todos os estabelecimentos do setor na Bahia para assegurar a proteção dos direitos do consumidor.

Cinco etapas

Nas primeiras cinco etapas realizadas entre agosto e novembro, foram visitados 116 postos de todas as regiões do estado, em municípios das regiões metropolitanas de Salvador e Feira de Santana, e ainda das regiões Oeste, Norte, Sul e Extremo Sul. Entre os municípios visitados estão Amélia Rodrigues, Conceição do Jacuípe, Candeias, Barreiras, Itabuna, Ilhéus, Cristópolis, Una, Eunápolis, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Alcobaça, Medeiros Neto, Vereda, Juazeiro, Senhor do Bonfim e Campo Formoso.

Nessas primeiras etapas, o Ibametro fez 47 autuações, tendo interditado 99 bicos, dos quais 44 por estarem fornecendo menos combustível que o registrado no display da bomba de abastecimento.

A ANP registrou ao todo 23 autuações relacionadas à qualidade do combustível. Já o Procon-BA autuou 51 estabelecimentos em 21 municípios, principalmente, por exposição de produtos sem preço, comercialização de produtos fora da validade e ausência do Código de Defesa do Consumidor.

Carne de boi vai sumir da mesa do pobre e do remediado. Escreva aí.

Pode esquecer o picadinho. Marmita do pobre agora vem com arroz, feijão e “zoião”.

No estado de São Paulo estão ocorrendo negócios para o boi gordo que atende o padrão exportação em R$ 230,00/@, à vista.  Com a carne no atacado valorizada, a tendência é que os preços para o boi gordo continuem avançando nos próximos dias já que as indústrias estão repassando as valorizações dos preços do boi ao consumidor.

Segundo o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, algumas ofertas aconteceram na última quarta-feira nos patamares de R$ 227,00/@ a R$ 230,00/@ para receber no próximo ano. “Nesta manhã, os participantes começaram a informar no aplicativo negócios de R$ 230,00/@, à vista e agora esse valor já referência”, comenta.

Novas máximas de preços também estão acontecendo em outras localidades, como no caso de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Pelo o aplicativo AgroBrazil, foram informados negócios no município de Guararapes/SP a R$ 233,00/@, à prazo com oito dias e data para o abate programa em 28 de novembro.

No aplicativo Agrobrazil, os participantes relataram negócios em Paranaíba/MS a R$ 200,00/@, à vista com data para o abate em 28 de novembro.  Na região de Goiás, os preços em Anápolis estão ao redor de R$ 200,00/@, à vista e com data para o abate no dia 25 de novembro.

No caso do atacado, a média para o estado de São Paulo está precificado em R$ 15,70/kg para o boi casado, isso mostra que as indústrias estão conseguindo repassar as valorizações dos preços do boi para o consumidor.

“Nós temos um boi casado que equivale a uma arroba de R$ 235,50/@ e historicamente o boi casado é abaixo de 5% a 6% abaixo, mas estamos vendo sucessivas altas e tem chance de continuar subindo”, relata.

Se o frigorífico está entregando ao supermercado dianteiro e traseiro por R$15,70, esse é o mínimo que o consumidor vai encontrar para cortes menos nobres ( paleta e pescoço com osso – conhecido como agulha no RS). O lucro do mercado fica nos cortes nobres do traseiro.

Com relação à oferta de animais, o analista destaca que o fluxo de saída do confinamento vai proporcionar uma organização a partir do final de dezembro e janeiro. “Como o número de animais que tem para sair é pequeno ainda vai adiantar a safra das águas, que sairia em maio, mas esse problema de oferta restrita vai se repetir novamente”, relata Junqueira.

O analista ainda salienta que os pecuaristas devem ficar atentos as negociações, pois os preços podem mudar a cada dia. “Minha dica para o produtor é ter muita cautela e tentar fazer no dia o melhor negócio e sem fazer muito alarde”, finaliza.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão.
Fonte: Notícias Agrícolas.

Aquelas donas de casa de menor poder aquisitivo vão voltar com força total para o frango e para os cortes de suíno que não estiverem relacionados com as festas de final de ano. Ou isso ou o feijão com arroz e “zoião”, o tradicional ovo estalado, que está custando em torno de R$3,60 a dúzia, a nível de consumidor.

Fatos e fotos desta quinta-feira no País e no Mundo

Correntina: enfim a Câmara resolveu devolver à Prefeitura o elefante branco do novo prédio.

A construção da sede da Câmara Municipal de Correntina já custou R$4,4 milhões aos contribuintes. Dizem especialistas que 80% das obras estão prontas, mas o Presidente da Casa, Adenilson Pereira de Souza, resolveu por bem devolver à Prefeitura a área edificada de 3,2 mil metros quadrados, “planejada”  para abrigar 13 vereadores e apenas 109 servidores.

Os desmandos na construção do imóvel geraram um Termo de Ocorrência no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia já em 2017. O documento iria criar uma investigação por improbidade administrativa, mas aí sobreveio o rumoroso caso da Operação Último Tango, o qual afastou 6 vereadores da Casa, inclusive o então presidente Wesley Maradona.

Agora, todos, Legislativo e Executivo, darão tratos à cachola para tornar o prédio produtivo, talvez  com adaptação para escolas municipais. Difícil é dizer de onde sairá o dinheiro, já que muitos dizem que os milhões dos precatórios do FUNDEF, que poderiam ser aplicados no novo prédio, estão reduzidos a uma parcela menor.

Difícil de acreditar: Maguila atrasa 60 dias salários dos servidores, mas ele recebe em dia.

Funcionários da Prefeitura de Correntina até o momento não receberam o pagamento referente ao mês de outubro que se acumula a salários atrasados desde o ano de 2016

Os funcionários da prefeitura do município de Correntina, na Bahia, têm enfrentado momentos difíceis durante a gestão de Nilson José Rodrigues, mais conhecido como prefeito Maguila. Os servidores que já se encontram desde o ano de 2016 com os salários do mês de dezembro e 13º atrasados, sofrem agora com atraso no pagamento dos proventos referentes ao mês de outubro deste ano.

A prefeitura tem alegado estar passando por dificuldades financeiras, fato este que tem impedido o órgão de cumprir com as obrigações e tem causado o atraso, entretanto, dados disponibilizados pelo setor contábil da prefeitura comprovam que o salário do prefeito tem sido pago religiosamente em dia e em cheque, forma de pagamento que não se usa mais há tempos.

A população de Correntina está alerta e de olho na atual gestão que tem se endividado em diversos setores alegando falta de orçamento. Servidores da saúde e locadores de imóveis já registraram reclamações contra a gestão municipal e a divida continua crescendo.

Do portal NBN

 

De onde surgiu essa raça de lobos ferozes no País do samba, do futebol e da gentileza?

Nesta quinta-feira (21),  durante convenção de lançamento do partido Aliança pelo Brasil, um simpatizante presenteou o presidente Jair Bolsonaro com um painel feito com mais de 4 mil cartuchos de balas.

O futuro partido do presidente, que tem entre seus princípios temas como a defesa de Deus, da família, do porte de armas e do livre mercado, será presidido por ele mesmo e terá o filho senador, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), como vice-presidente e o filho caçula, Jair Renan, 21 anos, ainda sem mandato, como um dos conselheiros.

O logotipo feito com projéteis de armas esteve em exposição em uma das entradas do local onde a convenção aconteceu. Segundo informações do Uol, a peça foi encomendada pelo deputado estadual Delegado Péricles (PSL-AM) a Rodrigo Camacho, que utilizou na construção do painel cartuchos doados pelo Exército após treinamentos internos da corporação.

Após uma foto do presente recebido por Bolsonaro repercutir no Twitter, a viúva da vereadora Marielle Franco (PSol), Monica Benicio, lembrou a morte a tiros da companheira e do motorista Anderson Gomes: “Balas como essas mataram Marielle e Anderson”.

Puro cabotinismo! Bolsonaro incentiva seus seguidores à violência para manter o link político com o qual foi eleito: racismo, morte a marginais de qualquer grau de periculosidade, misoginia, violência contra a mulher e fundamentalismo religioso. Ele apenas fala o que os minions querem ouvir.

De onde surgiu essa raça de lobos no seio da nossa pátria de homens gentis e mulheres lutadoras de nosso Brasil de antanho, parodiando o escritor russo Soljenitsin ao lamentar os horrores do estalinismo?

Se era para eleger tal nulidade, poderíamos ter eleito Plínio Salgado, do Integralismo, ou Plínio Correa de Oliveira, da TFP – Tradição, Família e Propriedade. Ou ainda, talvez, restabelecer a Monarquia, com o sorumbático (eu disse sorumbático!) princípe D’Órleans e Bragança.

Bolsonaro está folheando o livro da história brasileira de trás para a frente e sublinhando com marcador de texto, verde-amarelo, as páginas mais negras.  

Netanyahu: três processos por fraude e suborno

Leo Correa/Pool Photo via AP

O ex-primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi indiciado em três processos por fraude e suborno, informaram hoje as agências noticiosas internacionais.

Quem deve estar lamentando a trágica denuncia é seu amigo Jair Messias.

Diz-se, à boca pequena, que Israel, sob Netanyahu, ajudou muito na campanha de Jair, inclusive na área de inteligência.

Tanto que foi o primeiro país a ser visitado pelo atual presidente, prometendo inclusive mudar a embaixada do Brasil, de Telavive para Jerusalém, o que quase nos causa um problema sério com parceiros comerciais árabes.

Desembargadora afastada movimentava 57 contas bancárias

Da revista Exame

A desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal, 2.ª vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, tem 57 contas bancárias. A informação consta do Relatório de Análise Preliminar de Movimentação Bancária 001, encartado nos autos da Operação Faroeste, deflagrada nesta terça, 19, pela Polícia Federal.

Por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, Maria da Graça foi afastada das funções por 90 dias. Ela está sob suspeita de integrar uma organização criminosa dentro da Corte estadual que vendia sentenças judiciais em processos de grilagem de terras na região oeste da Bahia.

O rastreamento bancário indica que no período entre 13 de janeiro de 2013 até agora, a magistrada movimentou R$ 13.378.630 84. Desse montante, R$ 1.934. 189,43 ‘não apresentam origem/destino destacado’, assinala o relatório.

“Apesar de não ser crime [ter 57 contas bancárias diferentes], quando considerado de forma isolada, ganha foros de suspeição diante do grande volume de transações eletrônicas, cheques e depósitos em dinheiro de origem não identificada, a pontilhar mecanismo típico de lavagem de dinheiro, numa gramatura possivelmente associada à corrupção”, afirma Fernandes.

Bonfantti confirma sua disposição de candidatar-se à Prefeitura de Formosa

Conforme tínhamos anunciado em abril deste ano ( veja aqui ), o empresário Gerson Bonfantti não abrirá mão de sua candidatura à Prefeitura Municipal de Formosa do Rio Preto, o maior município em extensão territorial do País, com exceção dos municípios amazônicos.

Neste sábado, Gerson Bonfantti recebeu amigos e correligionários no balneário Cosme e Damião, em Formosa, reafirmando sua firme intenção de candidatar-se ao cargo.

Esta semana, especialistas no quadro pré-eleitoral de Formosa, aventaram a possibilidade de continuidade do pacto Termosíres- Bira Lisboa – Bonfantti, que levou o atual prefeito à vitória nas urnas. Comenta-se que até aconteceu uma oferta da candidatura de vice-prefeito à esposa de Bonfantti, mas o empresário parece não ter sido demovido da sua intenção.

Agora estaria faltando, para compor o quadro eleitoral de Formosa, apenas a posição de Manuel Afonso Araújo, o Neo, ex-prefeito que conseguiu eleger o sobrinho, Jabes Júnior, para um período conturbado na administração do Município. Jabes Júnior, depois de uma série de ações judiciais, acabou afastado da Prefeitura, com a assunção de seu vice no período de 2013-2016, o próprio Gerson Bonfantti.

Caso Marielle: Polícia Civil volta a ouvir assessores de Carlos Bolsonaro

Policiais voltaram a convocar pessoas ligadas aos parlamentares, que eram vizinhos de gabinete na Câmara do Rio

Depois de mais de um ano, a Polícia Civil do Rio de Janeiro voltou a investigar a relação entre Marielle Franco (PSOL) e Carlos Bolsonaro (PSC). Os policiais voltaram a convocar pessoas ligadas aos parlamentares, que eram vizinhos de gabinete na Câmara do Rio e teriam se envolvido em uma discussão no corredor do prédio.

No dia 29 de outubro, data em que o Jornal Nacional, da TV Globo, revelou o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, Monica Benicio, viúva da vereadora, voltou a ser ouvida pela polícia. De acordo com pessoas que acompanharam o depoimento, houve insistência em perguntas sobre o filho do presidente.

Um ex-assessor da vereadora, que afirma ter discutido com Carlos Bolsonaro, também voltou a ser convocado para falar sobre o episódio. O vereador teria tentado agredir um assessor de Marielle, e ela teria ameaçado chamar a segurança da Câmara para intervir.

Carlos nega que tenha havido tentativa de agressão, diz que nunca brigou com Marielle e que o episódio com o assessor tratou-se de uma “discussão sem desdobramentos”.

A briga foi abordada em depoimentos de ex-funcionários de Marielle no início das investigações, quando o próprio Carlos foi ouvido pela polícia na condição de testemunha. O assunto, porém, havia sido deixada de lado ao longo de 2019 – Carlos não é investigado neste caso e tampouco foi chamado a prestar novo depoimento.

Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, o gabinete de Carlos afirmou não ter nada a declarar sobre as apurações da Polícia Civil. “Ressalto que nunca houve brigas entre os parlamentares, não sei de onde você tirou esta informação. Ela não procede. O relacionamento entre o vereador Carlos Bolsonaro e a ex-vereadora Mariele Franco, sempre foi cordial e amigável.”

Quanto ao episódio envolvendo o assessor, a equipe do vereador alegou que “a vereadora estava em seu gabinete e prontamente interviu com a cordialidade que lhe era peculiar”.

Até o momento, as investigações apontam para o envolvimento dos ex-PMs Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa, presos desde março. A Procuradoria-Geral da República apontou o ex-deputado e conselheiro licenciado do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão, como provável mandante. Com edição do bahia.ba.

O Oeste traumatizado pela ação judicial contra a grilagem de terras.

As valorizadas terras da Chapada das Mangabeiras, alvo da cobiça de grileiros e da banda podre da Justiça.

Muitas pessoas falam com este Editor e alguns se mostraram muito surpresos com a relação de nomes de poderosos capitães do agronegócio envolvidos no imbróglio da grilagem de terras no Oeste baiano.

A notícia de busca e apreensão em escritórios oestinos sensibilizou mais que o afastamento de desembargadores, juízes e a prisão de empresários e advogados.

De fato, o agronegócio é poderoso, é gigante, é determinante do processo de desenvolvimento da região. Mas como todo segmento de atividade humana, comporta aqueles que divergem da letra fria da lei.

O enredo é volumoso. Existem outros casos de grilagem e apropriação de terras que um dia chegarão aos portais das altas cortes da Justiça no País.

Por outro lado, em uma atividade de altos riscos, não só pelas intempéries, mas pelo jogo financeiro internacional, além de posições fragilizadas nos assuntos ambientais, poucos sabem o que aguarda o dia depois de amanhã do agronegócio.

Há muito tempo o agronegócio está vivendo uma perspectiva de margens estreitíssimas de rentabilidade, expressas nas oscilações do mercado internacional, tanto para a compra de insumos como para venda final de grãos e fibras.

A China está com o martelo das decisões na mão, tanto no que diz respeito aos investimentos pesados na infraestrutura, como na liberação da aquisição de terras, como no financiamento direto a produção de grãos e de proteína animal, da qual é tão dependente com seus 1,4 bilhão de habitantes.

Ou o Governo do Brasil facilita esses investimentos ou os chineses vão investir mais fortemente nas savanas africanas e no Leste da Rússia, constrangidos pela insegurança jurídica, política e ambiental do País, com o bônus da mercadoria estar, nestes dois novos endereços do agronegócio, de frente para os portos chineses.

Em 2017, empresas estatais chinesas – já ativas em 40 portos da África, Ásia e Europa – anunciaram planos para comprar ou obter participações maioritárias em nove portos estrangeiros, todos localizados em regiões onde a China planeia desenvolver novas rotas marítimas, incluindo São Tomé e Príncipe, onde está previsto um novo porto de águas profundas e no Corredor ferroviário e porto de Nacala.

Prisão em 2ª Instância passa como um foguete pela CCJ da Câmara

Alex Manente

Após a aprovação com larga maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o autor da proposta de emenda à Constituição (PEC) de prisão em segunda instância prevê um trâmite acelerado na Casa para a matéria. “Nós temos condições de aprovar, no mais tardar no início do ano que vem”, disse Alex Manente (Cidadania-SP). O relato é do Congresso em Foco.

Para conseguir a larga vitória com 50 votos favoráveis e 12 contrários, o deputado criou outra PEC e apensou, ou seja, uniu ao texto anterior. Essa manobra fez com que o novo texto não precisasse passar novamente por todo o trâmite interno exigido na comissão. Prevendo uma derrota na CCJ, o parlamentar, após unir o novo texto, retirou o conteúdo da PEC 140, que alteraria o artigo quinto da Carta Magna, o que muitos entendem como inconstitucional.

Essa manobra abriu espaço para a aprovação do texto. “É a medida jurídica segura que temos para não ter nenhum tipo de contestação no futuro e não ficarmos novamente submetidos a mudanças de entendimento que o Supremo tem a cada momento”, relatou Alex.

A relatora da proposta, deputada Caroline Detoni (PSL-SC) confirmou que cedeu para permitir a aprovação da matéria. “Havia uma resistência muito forte dos partidos seja da oposição ou seja do centro, em aprovar a admissibilidade, em causar um precedente de uma PEC que alterasse o artigo quinto”, disse.

Como aprovada, a medida modifica o sistema de recursos permitidos na justiça brasileira e impede a postergação dos processos.

“Essa PEC, ela modifica o sistema recursal brasileiro, ela delimita um espaço importante, porque o nosso sistema é moroso, um sistema letárgico, um sistema que posterga condenações, especialmente daqueles que têm poder aquisitivo, influência e poder”, disse o autor.

Ela também define que o trânsito em julgado é na segunda instância.

“Nós estamos limitando o trânsito em julgado definitivamente para a segunda instância e fazendo com que a Suprema Corte brasileira cumpra o papel de Suprema Corte, que ela apenas avalie ações revisionais, onde tenha rito de procedimento errado durante o curso do processo e também as visões constitucionais que nós podemos avaliar”, relatou.

Governo garante pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta quarta-feira, 20, que o pagamento do benefício extra do Bolsa Família, a ser creditado em dezembro, está totalmente garantido.

“Eu conversei com o ministro Osmar Terra [Cidadania], ele esclareceu algumas informações equivocadas em relação ao pagamento do 13º. Os recursos financeiros existentes são suficientes para arcar com os pagamentos que têm início previsto para 11 de dezembro”, disse Rêgo Barros. O porta-voz disse que o próprio Ministério da Cidadania poderia esclarecer a fonte dos recursos. Caso a reserva do programa Bolsa Família seja insuficiente, o próprio ministério pode remanejar dinheiro de outras áreas.

A declaração foi em resposta à uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que apontou insuficiência de recursos na dotação orçamentária do programa, que é vinculado ao Ministério da Cidadania. Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente Bolsonaro classificou a reportagem como mentira e fake news.

Promessa de campanha eleitoral de Bolsonaro, o pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família a todos os beneficiários do programa foi anunciada em outubro, com a edição da Medida Provisória (MP) Nº 898. O adicional totaliza uma injeção extra de R$ 2,58 bilhões na economia.

O Bolsa Família atende atualmente cerca de 13,5 milhões de famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais por membro. O benefício médio pago a cada família é de R$ 189,21.

Consenso isola Aneel em audiência sobre tributação de energia solar


Uma audiência para debater as mudanças na Resolução 482/2012, propostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), terminou em consenso entre deputados da base e oposição. As mudanças na norma, que regulamenta a produção e distribuição de energia solar e eólica, foram rechaçadas por todos os parlamentares que participaram da audiência, realizada nesta quarta-feira (20) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados.

“Belo Monte representa 10% do consumo nacional de energia, custou R$ 26 bi, com impacto ambiental gigante. Nós podemos, com a energia solar, ter em dez anos uma nova Belo Monte sem um real de investimento público e sem impacto ambiental e sem precisar investir em rede de distribuição. Retirar esse estímulo é um retrocesso injustificável”, defendeu o deputado federal Jorge Solla (PT-BA), autor do requerimento da audiência pública.

Entre as alterações propostas pela Aneel, a mais polêmica é a taxação em até 68% da energia produzida que é entregue à rede de distribuição. Hoje não há tributação, e cada quilowatt produzido compensa integralmente o consumido. A consulta pública promovida pela agência se encerra no dia 31 de dezembro.

“O que diferencia o remédio do veneno é a dose. A Aneel errou a dose e de maneira injustificada”, destacou Bárbara Rubim, vice-Presidente Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltáica (Absolar), que usou como exemplo o estado da Califórnia, nos EUA, que manteve o estímulo similar ao brasileiro por 20 anos (no Brasil vigora por sete), até iniciar uma cobrança de apenas 10,5% de tributos sobre a energia distribuída.

Bárbara também citou o caso da Espanha, onde em 2008 iniciou-se uma forte tributação da energia solar, “Afastou os investimentos, gerou grande judicialização e agora voltaram atrás. Não precisamos sofrer por dez anos para entender que estamos no caminho errado”, disse.

O deputado Beto Pereira (PSDB-MS) assegurou que, caso haja mudanças na norma, os parlamentares irão derrubar via decreto legislativo. Também fizeram duras críticas à proposta Luís Miranda (DEM-DF), José Mário Schreiner (DEM-GO), Silvia Cristina (PDT-RO) e Rubens Bueno (CID-PR).

“Temos uma unanimidade nesta casa. No Brasil falta é apoio, tínhamos que pensar em linhas de financiamento subsidiado. É uma vergonha ainda termos de recorrer ao petróleo, em usinas térmicas caras e altamente poluentes. A energia solar gera milhares de empregos e investimento”, disse o deputado Padre João (PT-MG).

O Superintendente da Aneel, Carlos Mattar, defendeu as mudanças “O que a gente tá propondo é que se pague o uso da rede, só isso”, disse.

Gilson Sena lança em LEM o livro Ser Extraordinário é questão de Escolha

Na noite de terça-feira, 19, no auditório do Sicredi, o empresário, palestrante e escritor, Gilson Sena, lançou o seu terceiro livro, Ser Extraordinário é questão de Escolha. Uma publicação da Editora Literare Books Internacional.

Durante o lançamento do livro, foi proferida a palestra “Como ser um profissional Extraordinário”. Na introdução foi falado sobre a Programação Neurolinguistica, como funciona e pode ajudar o profissional a se tornar melhor no que se dispõe a fazer:

“A programação é a maneira como organizamos as nossas ideias e como atuamos para ter resultados, é tudo aquilo que vemos, ouvimos e sentimos ao longo da vida que cria metaprogramas na mente de cada um. Dois indivíduos podem presenciar o mesmo fato, mas, ambos irão relatar de forma diferente, com percepções diferentes da situação, por que utilizaram os filtros e distorções de sua programação mental”, afirma Sena.

“A parte Neuro da PNL – os pensamentos que nascem da parte neurológica. E a Linguagem indica como organizamos esses pensamentos”, esclarece.

Gilson explicou que para ser extraordinário no que faz é preciso entregar sempre mais do que as pessoas esperam. Fazer algo além do que você é pago para fazer. E que é importante definir o seu propósito de vida. Saber quais são suas crenças e valores. Deixar claro quais são as suas metas a curto e longo prazo. “O que você espera está fazendo em 2029?”, indagou. “A maioria das pessoas não sabem o que querem da vida, ficam olhando no retrovisor, ao invés de olhar para futuro. Muitos ainda respondem que ‘não querem ser pobres’, ‘não querem ficar doentes’, ao invés de responderem o que querem, respondem o que não querem”, alerta.

O palestrante deixou clara a importância de saber em que direção está seguindo, e se essa direção é a correta. “Não adianta um grupo de pessoas estarem unidas, remando na mesma direção, sendo que a direção é a errada”.

Chegando ao ponto alto da palestra, Gilson Sena falou sobre a ferramenta intitulada Modelagem, e que está presente no seu capítulo no livro Ser Extraordinário é questão de escolha.

“Muitas pessoas reclamam de não conseguirem ter sucesso na vida e acabam desistindo dos seus projetos, das suas empresas. A melhor coisa que você pode fazer é utilizar a ferramenta Modelagem, muito poderosa e que traz resultado rápido. Lembre de uma pessoa ou empresa que você admira muito. Faça um estudo, verifique quais são as características principais, habilidades desenvolvidas e diferenciais. Veja como conduz o negócio, quais são os detalhes que fazem a diferença. A partir dai você já descobriu o que falta para que você também tenha sucesso. Desenvolva essas habilidades, estude, se prepare e aplique o conceito, colocando um toque pessoal, sem perder a essência, logo verá que os resultados serão extraordinários”, afirma.

A palestra foi encerrada com a mensagem: “Agora é colocar em prática tudo que foi dito nessa noite. Não adianta ter conhecimento e não utilizar. Aprenda e compartilhe com o próximo. Utilize para o bem. Sucesso a todos”.

Gilson Sena também é autor do Livro Venda Mais Agora, prefaciado pelo renomado Professor Luiz Marins, coautor do Manual Completo de Empreendedorismo.

Para adquirir o livro Ser Extraordinário é questão de escolha, mande mensagem para 77 9 9810-9991. Para ver mais fotos acesse: http://abre.ai/auwO