
São Desidério volta a ser o município com maior valor da produção agrícola em 2018.



O evento terá base na pista do Aeroporto de Luís Eduardo Magalhães.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou nesta segunda-feira (02) mais uma etapa da Operação Rota Segura – Mércurio, com foco em intensificar a fiscalização dos veículos de carga que trafegam nas rodovias que cortam o trecho da Delegacia de Barreiras. Os esforços estão sendo concentrados para reverter a tendência que aponta aumento do número de acidentes graves na região.

A técnica de bioinsumos – que usa vírus, substâncias de insetos e predadores naturais no combate às pragas – é muito adotada na produção de orgânicos e também reduz a dependência de agrotóxicos na agricultura convencional.
O tema foi debatido nesta quinta-feira (5), em audiência pública conjunta de duas comissões da Câmara dos Deputados (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural).
Na audiência, a diretora da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, Amália Borsari, afirmou que a fase futura da produção agrícola, apelidada de “agricultura 4.0 digital”, será baseada no aumento da oferta de bioinsumos.
“O uso de defensivos em manejo integrado de pragas é a peça-chave para uma agricultura do futuro. Há muito espaço para crescimento do mercado de biológicos tanto no Brasil como no restante do mundo. Entretanto, esse crescimento só será sustentável se a qualidade dos produtos e a regulamentação forem sólidas”, disse Amália Borsari.
Incentivo ao setor
O governo federal elabora um Programa Nacional de Bioinsumos. A coordenadora da área no Ministério da Agricultura, Mariane Vidal, disse que a intenção é ampliar e fortalecer o setor com políticas de crédito e incentivo.
O número de registro de novos produtos biológicos cresceu de apenas 3, em 2011; para 106, no ano passado. Este último número já foi superado nos primeiros oito meses deste ano, quando 107 produtos chegaram ao mercado. Atualmente, 72 empresas atuam no setor.
A pesquisadora Rose Monnerat, que há 30 anos estuda o tema na área de recursos genéticos e biotecnologia da Embrapa, disse que a rica biodiversidade brasileira é um trunfo para o avanço do controle biológico de pragas agrícolas. No entanto, Monnerat alerta que regras claras e investimento em pesquisa são fundamentais.
“Precisamos ter uma legislação específica que favoreça e facilite o registro. Também precisamos de mais pessoas trabalhando junto ao registro de produto no Ministério da Agricultura, porque a equipe é pequena e a demanda é enorme”, disse a pesquisadora.
“Por se tratar de área em expansão, é importante que mais pesquisas sejam realizadas. A gente não conhece quase nada da nossa biodiversidade e podemos estar perdendo alguns inimigos naturais importantíssimos que poderiam estar nos ajudando a controlar pragas”, afirmou.

Menos agrotóxicos
Organizador do debate, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), vê no controle biológico de pragas a solução para diminuir o impacto negativo dos agrotóxicos na saúde humana e na própria produção agrícola.
“Com certeza, dentro dessa agricultura 4.0, o controle biológico vai ganhar muita força. Ao longo do tempo, a gente já vem assistindo a uma tendência do mercado consumidor de querer produtos mais saudáveis, com menos químicos. E a própria agricultura brasileira também precisa encontrar formas de baratear o seu custo, já que hoje a dependência de químicos externos é muito grande dentro da nossa produção”, disse o deputado.
Evolução
O controle biológico de pragas é prática antiga. Desde o século 3, os chineses usam formigas predadoras para controlar pragas. No fim do século 19, besouros se tornaram eficazes no combate a doenças agrícolas no plantio de frutas cítricas.
Hoje, os bioinsumos são classificados em:
Os bioinsumos não têm uso apenas agrícola: o Bacillus thuringiensis, que é uma espécie microbiológica, já se mostrou eficiente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e outras doenças.



A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), entidade que representa mais de 14 mil integrantes da carreira policial federal de todos os cargos, vem a público esclarecer os seguintes pontos em relação à suposta troca de comando da Direção Geral da Polícia Federal e outras questões correlatas:
1- Inicialmente, refuta-se com veemência a utilização do nome da “corporação” Polícia Federal em manifestações de cunho político-classista, provenientes de integrantes de um único cargo minoritário na estrutura da PF, bem como de determinada associação que congrega parcela deste grupo.
2- Para a expressiva maioria dos integrantes da Polícia Federal, aqui representados pela Federação Nacional, o presidente da República tem a prerrogativa exclusiva de NOMEAR o Diretor Geral da PF, em obediência a mandamento expresso contido no artigo 2º-C da Lei n° 9266/1996 (com a redação dada pela MP 657/2014) bem como substituí-lo como e quando achar oportuno.
3- É fundamental ressaltar que a modificação na lei de regência da Polícia Federal, que conferiu essa prerrogativa ao presidente da República, é fruto da polêmica e pouco republicana MP 657/2014, editada dez dias antes da eleição presidencial daquele ano e publicamente patrocinada e defendida por entidade associativa de pouca representatividade, que hoje se insurge publicamente contra o mandatário do país, alegando pretensa interferência na PF.
4- Os policiais federais entendem que o cargo de diretor-geral deve ser ocupado por profissional de segurança pública que esteja em sintonia com as diretrizes e políticas públicas emanadas daquele que recebeu do povo, nas urnas, a autoridade de estabelecer tais políticas, segundo princípio republicano e constitucional vigente.
5- Até o momento, não se tem notícia de qualquer interferência nas investigações em andamento no âmbito da Polícia Federal, até porque a PF detém autonomia investigativa e técnico-científica asseguradas em lei. A Federação Nacional dos Policiais Federais estará em constante vigilância em relação à defesa desta prerrogativa do órgão.
6- Os policiais federais reafirmam sua confiança no presidente da República, eleito segundo a regra democrática, e no ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, considerado hoje um dos maiores ícones no combate à corrupção da história deste país; e repudiam a utilização do nome da Polícia Federal para o patrocínio oportunista da PEC 412 (da falaciosa autonomia), projeto corporativo que conta com rejeição da maioria esmagadora dos integrantes da corporação.
Brasília, 5 de setembro de 2019.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS (FENAPEF)



“A ampliação do número de autoridades constituídas para firmar os atestados de funcionamento dessas instituições sociais confere caráter diversificado e mais democrático às providências estabelecidas pela legislação estadual em vigor”, garantiu o deputado.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sofreu ontem a maior baixa na sua gestão na Procuradoria-Geral da República (PGR) com a entrega coletiva de cargos entre os procuradores que investigam os casos da Operação Lava Jato.
Até o braço-direito de Dodge na área criminal, Raquel Branquinho, deixou o posto. A equipe da PGR responsável por cuidar dos casos da Operação Lava Jato decidiu hoje pedir o desligamento do cargo, sob a alegação de “incompatibilidade” com entendimento de Raquel Dodge. O mandato de Dodge, alvo de crescente insatisfação interna dentro do Ministério Público Federal, se encerra no dia 17 deste mês.
O Supremo Tribunal Federal possui precedentes em que se afirma que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba limita-se a fraudes e desvios de recursos no âmbito da Petrobras. Com esse entendimento, o ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou a incompetência da Vara Federal de Curitiba para julgar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A decisão é da terça-feira (3/9).
O objetivo do Presidente da República ao demitir para cima o Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mandando para um posto na Holanda, ficou claro: proteger a tigrada de Flávio Bolsonaro e passar uma borracha na longa “capivara” de mal feitos dos familiares. Moro quis resistir e teve uma discussão forte com o Presidente antes de uma coletiva da imprensa. Neste quarta-feira se contava como certo a troca de comando na PF e mais uma humilhação pública de Sérgio Moro.
Na lista com os nomes dos procuradores que pediram desligamento da Operação Lava Jato há a ausência de um: Deltan Dallagnol. O chefe da força-tarefa se apegou ao cargo para não cair “mais” ao fundo do poço.
Segundo o blog do Esmael, a crise na Lava Jato é reflexo da #VazaJato, as denúncias de conluio entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro, embora para o consumo público os demissionários utilizem Raquel Dodge como cortina de fumaça.
A ONU está preocupada com os ataques que o Intercept Brasil vem sofrendo e escreveu ao governo brasileiro sobre a urgência de garantir nossa proteção, punir os responsáveis pelas ameaças e prevenir uma possível tragédia. A informação é de Leandro Demori e Glenn Greenwald em editorial no site do The Intercept.
Na tarde de ontem o jornalista Jamil Chade, correspondente na Europa, divulgou uma carta enviada ao Itamaraty pelo relator das Nações Unidas para a proteção do direito à liberdade de opinião, David Kaye. O governo Bolsonaro não deu a menor bola.
“Recebemos essa notícia na redação com muita preocupação, dizem os jornalistas, mas ao mesmo tempo agradecidos por saber que as autoridades internacionais estão de olho no que acontece por aqui.”



A microcefalia é uma das más-formações provocadas pelo vírus da zika Foto: Nacho Doce/Reuters
Um novo estudo realizado por pesquisadores brasileiros indica que o vírus zika pode não ter sido o único causador dos severos casos de microcefalia registrados a partir de 2015 no País. Pela primeira vez, cientistas demonstraram que as malformações congênitas, observadas sobretudo no Nordeste, podem ter sido agravadas por uma bactéria presente na água.
A pesquisa, realizada pelo Instituto D’Or (IDOR), Fiocruz e pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rural de Pernambuco (UFRPE), demonstrou que a saxitoxina (STX), toxina liberada por um tipo de bactéria encontrada em reservatórios de água, é capaz de acelerar a morte de células neuronais quando expostas à infecção pelo zika, levando, assim, a malformações congênitas mais graves.
Esse fenômeno foi observado pelos pesquisadores em experimentos realizados tanto em camundongas grávidas quanto em minicérebros humanos. Em ambos os casos, a presença de STX associada ao zika vírus acelerou em mais de duas vezes a destruição das células do cérebro.
Na mesma pesquisa, os cientistas também descobriram que a prevalência da cianobactéria Raphidiopsis raciborskiie da toxina produzida por ela (a STX) era significativamente maior nos reservatórios de água do Nordeste do que nos recipientes de outras regiões brasileiras.
Analisando dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde, referentes ao período de 2014 a 2018, os pesquisadores verificaram que metade (50%) dos municípios do Nordeste tinham saxitoxina em seus reservatórios. No Sudeste, o índice verificado foi de 25%. Nas demais regiões, menos de 5% das cidades tinham reservatórios com a presença da toxina.
O achado ajudaria a explicar por que os Estados nordestinos foram os mais afetados pelo surto. Do total de casos de síndrome congênita do zika (que inclui a microcefalia) registrados no País de 2015 a 2018, 63% ocorreram no Nordeste, segundo dados do Ministério da Saúde.
“Começamos a investigar um possível co-fator ao observar que apesar de as regiões Sudeste e Centro-Oeste terem registrado mais casos de infecção pelo zika, o maior número de casos de microcefalia tinha ocorrido no Nordeste, o que parecia contraditório”, explica Stevens Rehen, professor da UFRJ e do IDOR e um dos autores do estudo. “Uma das hipóteses é que a saxitoxina deixe as células neuronais mais vulneráveis aos danos causados pelo vírus zika”, completa o pesquisador.
Ele ressalta que novos estudos são necessários para confirmar os achados e destaca que a exposição à saxitoxina não explica todos os casos graves associados ao vírus zika.
O estudo ressalta que períodos de seca favorecem a proliferação de cianobactérias nos reservatórios e tornam a população das regiões com estiagem mais vulneráveis ao consumo da água contaminada.
Um dos financiadores do estudo, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não se pode dizer, nessa fase da pesquisa, que a relação entre toxina, zika e microcefalia observada nos camundongos tenha efeito também em humanos, mas destacou que “os achados científicos são importantes para a próxima fase do estudo, que irá avaliar essa correlação com a água realmente consumida pela população do Nordeste brasileiro”.
Rehen relata que, a partir dos resultados desse estudo, ele e os colegas pretendem investigar agora como a STX deixa as células neuronais mais vulneráveis ao vírus zika; se pesticidas podem levar ao aumento da proliferação de cianobactérias; e se há, de fato, presença de saxitoxina no organismo de moradores do Nordeste.
O ministério ressaltou que adota “padrões internacionais, incluindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), para definir o padrão de potabilidade da água, com obrigatoriedade de os prestadores de serviços de abastecimento de água realizarem o monitoramento constante de substâncias presentes nos mananciais de abastecimento e na água tratada, como cianobactérias e cianotoxinas”. De acordo com o ministério, o Brasil foi o primeiro País a inserir a obrigatoriedade do monitoramento de cianotoxinas e estabeleceu valores máximos permitidos.
O pesquisador da UFRJ e do IDOR destaca que até mesmo os padrões internacionais sobre concentração de toxinas podem ter que ser revistos caso a correlação entre STX e microcefalia seja comprovada. “Por mais que esses valores máximos sejam considerados seguros hoje, de forma isolada, eles podem deixar de ser seguros em uma situação de interação com outro fator, como a circulação do vírus zika”, destaca.
Fonte: Estadão.

O Estado da Bahia deverá receber recursos da ordem de R$ 1 bilhão, a partir dos recursos arrecadados nos leilões do pré-sal, informou o secretário do Planejamento do Estado, Walter Pinheiro.





Com Correio Braziliense e El País.



Levantamento da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef) mostra que as vendas de carros 0KM com isenção de impostos cresceram, de janeiro a AGOSTO de 2019, mais de 30% em relação a 2018. Nesse período foram vendidos mais de 200 mil veículos.
“O desempenho crescente desse segmento deve-se ao maior conhecimento pela população da lei de isenção para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e seus familiares, que vigora há mais de 20 anos e que, em 2013, foi estendida a familiares das pessoas que não podem dirigir (com deficiência visual, mental, intelectual ou física grave), além de quem tem mobilidade reduzida em graus elevados, como: tendinite crônica e problemas graves na coluna, quadril, joelho e outros. Isso significa que, praticamente, 1 em cada 2 brasileiros tem direito à isenção de impostos para comprar automóveis 0 Km”, explica Rodrigo Rosso, presidente da Abridef e organizador da Mobility & Show 2019, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação para pessoa com deficiência e mobilidade reduzida, que acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de setembro, no Campo de Marte, zona norte de São Paulo.
Pela legislação vigente, o benefício ocorre para compra de automóveis 0 Km de até R$ 70 mil. Há isenção dos seguintes impostos: IPI, IPVA, IOF e ICMS. Porém, a alteração do período de revenda para carros 0 Km comprados com isenção de ICMS deve interferir neste mercado. Por outro lado, as pessoas podem comprar carros 0Km de qualquer valor e até mesmo importados, mas nesse caso, apenas com a isenção do IPI.
“A legislação sofreu mudança no ano passado em relação ao período de revenda dos carros comprados com isenção total de tributos. O proprietário pode revender o veículo isento de ICMS a cada 4 anos – anteriormente, o prazo era de 2 anos. Quem compra veículos somente com isenção de IPI pode realizar a troca a cada 2 anos normalmente”, explica Rodrigo Rosso.
A Mobility & Show 2019 é uma excelente oportunidade para as pessoas com deficiência e/ou seus familiares se atualizar sobre a legislação e conhecer os carros com isenção de impostos das principais montadoras do mercado.
O evento oferece test-drive, infraestrutura, serviços e completa consultoria, tudo sem custos, para ajudar a aquecer ainda mais este segmento de mercado em franco crescimento. “A Mobility & Show 2019 coloca as marcas das maiores montadoras de automóveis à disposição dos interessados. Os visitantes realizam test-drive e obtêm todas as informações e orientações sobre a compra e as isenções, sem custo e na hora, inclusive com avaliação médica”, informa Rodrigo Rosso. Estarão presentes 17 montadoras e marcas diferentes. “A expectativa é que sejam realizados mais de 2.500 test-drives em 3 dias de evento”, ressalta o organizador da Mobility & Show. A maioria dos modelos do test-drive estão adaptados.

O pedido de urgência para levar direto para o Plenário da Câmara dos Deputados, sem passar por comissões, o acordo com os Estados Unidos para o uso do centro de lançamento de foguetes de Alcântara (MA) gerou polêmica entre parlamentares nesta terça-feira (3).
O acordo assinado entre o Brasil e os Estados Unidos sobre salvaguardas tecnológicas relativas ao uso do centro espacial (PDL 523/19) foi aprovado em agosto pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.
O acordo estabelece regras para o uso do centro de Alcântara por países que utilizam tecnologia norte-americana – presente em 80% dos componentes de foguetes e lançadores.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defendeu a votação rápida da medida. O deputado pleiteia a indicação para o posto de embaixador nos EUA. “Esse acordo foi aprovado na comissão com votos da oposição. A soberania nacional está garantida, o acordo apenas preserva o sigilo industrial [das empresas norte-americanas]”, afirmou.
O texto contém cláusulas que protegem a tecnologia americana de lançamento de foguetes e estabelece normas de uso e circulação da base por técnicos brasileiros. Bolsonaro destacou que os EUA têm acordos similares com Rússia e China e que a medida é fundamental para o desenvolvimento da indústria aeroespacial brasileira.
Já o deputado David Miranda (Psol-RJ) afirmou que a intenção de dar urgência ao acordo com Alcântara faz parte de uma estratégia para que Eduardo Bolsonaro se torne embaixador. “Prometeram a ele a embaixada dos Estados Unidos e o presidente Bolsonaro, em redes sociais, disse que ele teria de entregar esse acordo”, disse.
Miranda acusou o governo de praticar “entreguismo” em detrimento das populações quilombolas locais.
Integrantes da bancada do Maranhão defenderam a votação do acordo que, segundo eles, vai trazer desenvolvimento para a região. “O Maranhão espera há mais de 20 anos que seja dada uma solução para Alcântara, e esse acordo dá essa solução”, disse o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).
Já o deputado Lucas Fernandes (PTB-MA) lembrou que a Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil, se beneficiou de acordos semelhantes. “A Guiana Francesa, com a base de Kourou, gera mais de 10 mil empregos diretos. O Brasil está perdendo tempo em entrar num mercado tão importante, que é o mercado aeroespacial”, declarou.
Os contrários ao acordo, no entanto, manifestaram preocupação sobre o destino de populações quilombolas locais. A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que os quilombolas precisam ter voz no processo de exploração de Alcântara.
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (Psol-SP), disse que o partido vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que os quilombolas sejam consultados. Ele demonstrou preocupação por conta de declarações de integrantes do governo de que essas pessoas serão removidas. “O acordo fere direito dos povos tradicionais quilombolas e fere de morte a soberania nacional”, disse.


As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET.







Durante as manifestações que estão ocorrendo há mais de um mês em Hong Kong, os militantes tem usado raios laser portáteis, intensamente, para confundir o reconhecimento facial.

“Tenho apenas 37 anos. A terceira tentação de Jesus no deserto foi um atalho para o reinado. Apesar de em 2022 ter renovação de só 1 vaga e de ser Álvaro Dias, se for para ser, será. Posso traçar plano focado em fazer mudanças e que pode acabar tendo como efeito manter essa porta aberta”.

Produzir a própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e fornecer o excedente para a rede de distribuição são realidades possíveis nos dias de hoje. A fonte solar fotovoltaica foi o grande responsável pelo crescimento exponencial da geração distribuída (GD) no país, por ser um sistema de fácil instalação, vida útil longa e maior viabilidade financeira. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a Bahia tem 177 megawatt (MW) de potência instalável neste setor energético e a possibilidade de crescimento do estado é de 92%.
A Bahia conta, atualmente, com 14,75 MW em potência instalada, o que corresponde a 1.305 unidades geradoras (imóveis que têm placas instaladas) e 1.576 unidades que recebem créditos. Cerca de 32% das unidades geradoras estão localizadas em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. Entretanto, 27% da potência instalada está em Alagoinhas e Salvador. As informações constam no Informe Executivo de Energias Renováveis, do mês de agosto, divulgado nesta semana pela SDE.
O investimento em geração distribuída é de baixo impacto ambiental, auxilia na redução do carregamento das redes e diversifica a matriz energética. “Nós temos o melhor potencial solar do país e já somos líderes na geração centralizada de energia solar fotovoltaica. A intenção é trabalhar uma nova frente e criar uma política de desenvolvimento do setor de micro e minigeração, que alcance especialmente os principais polos do interior”, afirma João Leão, vice-governador e secretário da pasta.
Para viabilizar o crescimento baiano no setor de GD, a SDE montou um grupo de governança, com representantes do setor privado e o Sebrae, para alavancar a exploração da micro e minigeração de energia solar. A intenção é atrair uma indústria de componentes para o estado.
“Acredito que o grupo de governança terá um papel fundamental no fomento desse novo mercado e da tecnologia para atração de novos negócios. Temos municípios que não têm nenhuma instalação fotovoltaica na Bahia e muitas pessoas que sequer conseguem entender como funciona a geração distribuída. Em uma segunda fase, pretendemos promover o estímulo de uma cadeia de produtos para que tenhamos a fabricação no estado. O mercado de GD tem um futuro brilhante”, afirma Daniel Kunz, da Associação Baiana de Energia Solar e diretor regional da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).
Segundo Laís Maciel Lafuente, diretora de Interiorização do Desenvolvimento da SDE, a intenção da política é atingir todo o território baiano: “Percebemos que é preciso fazer chegar ao interior uma maior divulgação sobre o mercado solar fotovoltaico. Com ela, a tendência é a demanda crescer. A ideia é estabelecer parcerias com instituições de ensino espalhados pelo estado para formar profissionais nesse mercado e termos mão de obra adequada. Nosso objetivo é gerar demanda suficiente de projetos para atrairmos fábricas de componentes para equipamento solar”.
Segundo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 1º de março de 2016, é permitido o uso de qualquer fonte renovável para geração da própria energia. A agência passou a classificar como microgeração distribuída, a central geradora com potência instalada entre 0 e 75 kW e minigeração distribuída, aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW, devendo em ambos os casos estarem conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.
A SDE explica que, quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a conta de luz dos meses seguintes. De acordo com as regras, o prazo de validade dos créditos passou a ser de 60 meses, sendo que também podem ser usados para abater o consumo de unidades do mesmo titular, situadas em outro local, desde que esteja na área de atendimento de uma mesma distribuidora, a exemplo da Coelba. Esse tipo de utilização dos créditos é denominado “autoconsumo remoto”.
A geração distribuída (GD) é uma modalidade de geração de energia elétrica a partir de pequenas centrais geradoras que utilizam fontes renováveis e estão localizadas no ponto de consumo (casas, empresas e indústrias) ou próximo a ele e são ligados a rede elétrica pública, podendo inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Já a geração centralizada (GC), acima de 5MW, faz uso de grandes geradores e extensas linhas de transmissão, chegando ao consumidor pelas distribuidoras locais.
Veja os dados de Solar: https://bit.ly/2La6ZnC
E os números de Eólica: https://bit.ly/2L1tj49


Principal cultura produzida na região do Matopiba, a soja representou na última safra o equivalente a 11% da produção brasileira da oleaginosa. Um caso de sucesso que vem promovendo impacto econômico positivo para o desenvolvimento, bem como à sustentabilidade social e ambiental. Neste cenário, outras culturas como milho, milheto, sorgo, crotalária, forrageiras e feijão são espécies importantes cultivadas pós sua colheita, que garantem um bom desenvolvimento produtivo e consequentemente retorno econômico.
De acordo com a superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte – Fapcen, Gisela Introvini, o agronegócio em todo Maranhão e demais estados do Matopiba tem causado várias transformações, como a geração de empregos e renda em estados de menor índice de desenvolvimento humano, com a organização de cidades onde a renda incrementa consideravelmente o comércio local.
“A soja é o diferencial em nossa região, mas temos ótimas alternativas no pós desta cultura. Este ano por exemplo, no estado do Maranhão, os produtores tiveram excelentes ganhos com o milho, se comparado com a soja, pois esta sofreu com veranicos”, falou.
O pesquisador da Fundação Bahia, Murilo Barros Pedrosa, destacou que o cerrado da Bahia apresenta condições climáticas favoráveis para o plantio de diversas culturas. Possuindo clima, solo e período de chuvas possíveis de vários cultivos e enfatizando que após a cultura da soja tem sido plantadas espécies de ciclo rápido, ao exemplo do feijão, sorgo, milheto e crotalária que estão garantindo resultados satisfatórios aos produtores.
Pedrosa ainda falou sobre o programa de pesquisa iniciado pela Fundação Bahia com a cultura do gergelim (foto), que trará ao produtor rentabilidade financeira, visto que o principal produto obtido é o óleo, que possui excelentes características químicas para consumo na alimentação humana.
“Nosso objetivo é, através de melhoramento genético, obter cultivar adaptada à região e com produtividade que ultrapasse 1.000kg/ha. Estamos com material de gergelim indeiscente (não abre quando maduro) fazendo seleção para produtividade e outras características. Foram obtidas aproximadamente 100 progênies indeiscentes e estas serão avaliadas como linhagens em diferentes épocas de plantio. A ideia é plantar após colheita da soja, contudo é preciso avaliar sua semeadura em diferentes épocas para observarmos o comportamento da cultura, tanto em produtividade como noutras características como ciclo, infestação de doenças e pragas, teor e características do óleo e outros”, disse.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba – Aprosem, Celito Missio, em microrregiões do Matopiba, que possuem ciclos de chuvas mais restritos após a colheita da soja, como é o caso da Bahia e parte do Piauí, nota-se que o cultivo de safrinha objetivando a colheita de grãos está distante de apresentar o mesmo desempenho quando comparado com as regiões mais favorecidas em precipitação.
No entanto, o cultivo de espécies destinadas à cobertura de solo e formação de palhadas, como é o caso do milheto e principalmente das brachiárias, têm comprovado sua eficiência agronômica da mais alta importância, em favor do ganho de produtividade dos próximos cultivos de verão, principalmente soja e algodão.
Missio afirma ainda que além disso, a melhoria do ambiente produtivo das lavouras, proporcionado pelo cultivo das espécies de cobertura, tem levado esperança e estabilidade de produção, principalmente aos produtores localizados em áreas até então consideradas marginais quanto ao seu regime pluviométrico. Desta forma, resgatando o conceito de produzir com sustentabilidade econômica, social e ambiental.

“Antes eu morrer combatendo, mas levando um monte de vocês comigo. Eu não tenho medo da morte, até porque eu sou cristão, eu tenho certeza que o meu redentor vive. Quando eu tombar, quando eu morrer, o meu Senhor Jesus vai me recolher e acolher nos braços dele. (…) Rosa Weber, muito cuidado”, diz o militar, em outro vídeo.



Em valores correntes, o PIB da Bahia no segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 71,7 bilhões, sendo R$ 62,9 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos – o que representa 88% do PIB – e R$ 8,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Nas informações disponibilizadas da economia baiana segundo os grandes setores do segundo trimestre de 2019 ante o mesmo período do ano anterior, verificaram-se alta de 1,1% na Indústria e de 0,5% nos Serviços.