Antonio Henrique Júnior participa de audiência pública para fortalecer a agricultura familiar

Nesta terça-feira (21), o deputado estadual Antonio Henrique Júnior participou de uma audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, que contou com a participação do secretário de desenvolvimento rural da Bahia, Josias Gomes, e a equipe técnica da SDR que fez uma apresentação das ações estratégicas do Governo do Estado para a agricultura familiar.

Na oportunidade o deputado ratificou o compromisso assumido desde o início do primeiro mandato que foi trabalhar pelo fortalecimento desse setor, uma vez que o agricultor familiar precisa de políticas específicas e de uma atenção especial do governo para se manter.

“Fiz questão de renovar as reivindicações para que sejam ampliadas as ações de regularização fundiária, oferta de assistência técnica, fomento à produção e, sobretudo, investimento em infraestrutura rural, água, energia elétrica, telefonia, estradas e outros”, disse o parlamentar.

Alvo de reclamação disciplinar no CNJ, presidente do TJBA tem 30 dias para se manifestar

Caso envolve decisões suspeitas que transferiram 366 mil hectares no Oeste da Bahia a um único homem

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Gesivaldo Britto, terá 30 dias para se manifestar na reclamação disciplinar em que é acusado, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de irregularidades na designação de juízes para atuar em comarcas no Oeste do Estado. A determinação foi feita pelo corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, em despacho assinado na segunda-feira, 20 de maio.

O corregedor também deu 30 dias para que as juízas Marivalda Moutinho e Eliene Oliveira, que atuaram nas comarcas de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia por designação do presidente do TJBA, se manifestem no mesmo procedimento.

A reclamação foi motivada por uma série de atos administrativos e decisões judiciais suspeitos que transferiram a propriedade e a posse de 366 mil hectares de terra a um único homem, José Valter Dias. A área equivale a cinco vezes o tamanho da cidade de Salvador. Cerca de 300 produtores de soja que estão nas terras desde a década de 1980 estão sendo prejudicados, enquanto José Valter Dias se tornou, da noite para o dia, um dos maiores latifundiários do país.

A reclamação disciplinar contra o presidente do TJBA foi apresentada pelo deputado federal Valtenir Pereira (MDB-MT), membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, e pelo ex-deputado Osmar Serraglio (PP-PR), que integrou a comissão. Uma audiência pública promovida pela comissão em dezembro denunciou a existência de graves mecanismos sistêmicos de grilagem de terras no Oeste da Bahia, “havendo fortíssima suspeita de ilícitos por parte de membros da magistratura baiana”.

A reclamação aponta que o presidente do TJBA tem designado juízes para o Oeste do Estado “em afronta aos critérios legais e com o único intuito de beneficiar o casal José Valter Dias e Ildenir Gonçalves Dias”, configurando um “verdadeiro tribunal de exceção”.

“Haja vista os fatos narrados na inicial, de cunho disciplinar, manifestem-se, no prazo de 30 dias, o desembargador Gesivaldo Britto e as juízas Marivalda Almeida Moutinho e Eliene Simone Silva Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, sobre as alegações apresentadas pelos requerentes, cada qual no âmbito do que lhe é imputado”, escreveu o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, no despacho.

Entenda o caso

No dia 1 de março, o CNJ anulou uma portaria de 2015 do TJBA que transferia a propriedade de 366 mil hectares a José Valter Dias e cancelava cerca de 300 matrículas (registros de imóveis) de agricultores locais.

O presidente do TJBA apresentou recurso contra a decisão, defendendo que as terras permanecessem com José Valter Dias. O CNJ rejeitou o recurso. Logo em seguida, Gesivaldo Britto nomeou a juíza Eliene Oliveira – que até então atuava em juizados especiais em Salvador, a 1.000 km de distância – para atuar em caráter excepcional, a partir de 27 de março, em Formosa do Rio Preto.

Duas semanas depois, a mesma juíza deu uma liminar contrariando a decisão do CNJ e transferindo novamente a propriedade dos 366 mil hectares a José Valter Dias. A decisão foi tomada sem ouvir os agricultores, o Ministério Público ou o ICMBio – que é parte interessada uma vez que as terras requeridas por Dias envolvem uma parcela importante de uma reserva ambiental, a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.

A liminar foi suspensa pela desembargadora do TJBA lona Márcia Reis.

A juíza Marivalda Moutinho, por sua vez, emitiu uma sentença em dezembro de 2018 dando a posse de toda a área a José Valter Dias. A decisão foi tomada sem que as outras partes interessadas sequer fossem ouvidas. Para completar, ela ainda aplicou muita de R$ 1 milhão a uma parte que alegou sua suspeição para julgar o caso.

A novela da Câmara Municipal ganha um novo capítulo. Vereadores afastados voltam aos seus cargos.

Um mandado de segurança impetrado pelos seis vereadores afastados da Câmara Municipal de Correntina foi acolhido pela 1ª Vara dos Feitos relativos às Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Correntina.

Diz a sentença do juiz Roberto Wolff nas suas considerações:

Diante de tais circunstâncias, argumentam que foram “cassados sem serem intimados, sem serem ouvidos, sem leitura da denúncia, no Plenário, sem manifestação alguma, porque a Presidência utilizou-se da revelia da única denúncia, que estava arquivada, e anexou a “segunda denúncia”, sem formalidade alguma e em nítida violação ao rito processual”, estabelecido pelo Dec. Lei 201/67.

Entendem, portanto, que houve nulidade absoluta do processo de cassação, sob o argumento de que, “ muito embora o julgamento político seja ato interna corporisdo Legislativo, exige legalidade, impessoalidade e proporcionalidade, matérias que, se violadas, permitem o controle pelo Poder
Judiciário”.

O Magistrado conclui:

DETERMINO, por ora, o retorno, imediato, dos Impetrantes WESLEY
CAMPOS AGUIAR, JEAN CARLOS PEREIRA DOS SANTOS, NELSON DA CONCEIÇÃO SANTOS, MILTON RODRIGUES SOUZA, JUVENIL ARAÚJO DE SOUZA e ADENILSON PEREIRA DE SOUZA ao exercício do Cargo de Vereadores do Município de Correntina-BA, até deliberação ulterior, em sentido contrário.

Bahia é o 2º maior estado produtor de frutas do País

Por Joice Guirra, TV São Francisco e G1

A Bahia é o segundo maior produtor de frutas do país, com mais de 3,3 milhões de toneladas ao ano, ficando atrás apenas de São Paulo. O norte baiano é uma dos principais fornecedores de fruta do país.

Nesta terça-feira (21), a TV Bahia exibiu a segunda reportagem do projeto “Avança”, que trata sobre o desenvolvimento econômico do estado, e mostra segmentos que são destaque, setores com alta produtividade, exemplos de negócios e utilização de tecnologia.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado também é o maior produtor de manga do país, com cerca de 281 mil toneladas por ano. Juazeiro (130.488 mil toneladas por ano) e Casa Nova (54.859 mil toneladas por ano) ocupam o topo da lista das cidades brasileiras que lideram o cultivo da fruta.

Além da manga, a região se destaca na produção estadual de melão. São cerca de 32 mil toneladas ao ano, o que corresponde a 52% da produção baiana.

Na fazenda da família da empresária Andrea Otsuka Marques é produzida manga em uma área de 300 hectares. A propriedade chega a produzir, por ano, uma média de 13 mil toneladas da fruta, que passa por um processo de controle e qualidade.

Projeto de irrigação

Há mais de quatro décadas a irrigação viabilizou a agricultura no norte da Bahia e mudou o cenário no campo, resultando em números positivos para a economia, além do desenvolvimento da região de Juazeiro.

Entre os projetos de irrigação no norte do estado está o Maniçoba, que com as águas do Rio São Francisco, irriga as plantações de frutas, como manga e uva.

Mais de 600 produtores rurais exploram os 9 mil hectares irrigados pelo Projeto Maniçoba, uma área equivalente a mais de 12 mil campos da Arena Fonte Nova, principal estádio da capital baiana com 105 metros de comprimento e 68 metros de largura.

Capacitação

Devido a grande produção de frutas em Juazeiro, a cidade do norte da Bahia ganhou um centro de excelência em fruticultura, que oferece cursos técnicos a quem quer ingressar no mercado e orientação aos produtores.

O estudante Mário Augusto Passos, que trabalha no entreposto comercial de frutas e verduras de município, resolveu apostar no curso técnico em fruticultura.

Ana Priscila é engenheira agrícola recém-formada à procura de emprego. Ela também resolveu ingressar no curso técnico para ter mais chance de entrar no mercado de trabalho.

Governadores assinam manifesto contra decreto de armas de Bolsonaro

Catorze governadores do País assinaram uma carta pedindo a revogação do decreto das armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no início deste mês.

No texto, eles pedem que os “poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país”.

Ainda de acordo com os governadores, “as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros”. Para eles, o decreto terá ”impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”.

O manifesto é assinado pelos governadores dos nove estados do Nordeste, além do Distrito Federal, Amapá, Tocantins, Pará e Espírito Santo.

Assinado por Bolsonaro, o decreto amplia o porte de armas para 19 categorias, entre elas agentes de trânsito, advogados, políticos eleitos, conselheiros tutelares e até jornalistas da área policial.

Soja pode subir em Chicago por dificuldades no plantio nos EUA

Algumas lavouras estão literalmente debaixo d’água nos EUA

Especialistas no mercado internacional dizem que a soja pode atingir US$9,00 por bushel em Chicago dadas as dificuldades de plantio nos Estados Unidos devido à primavera chuvosa. Muitos plantadores de milho também desistiram do plantio, mas não pretendem migrar para a soja diante dos preços baixos e do grande estoque de passagem norte-americano.

No Oeste baiano a soja é comercializada hoje a R$68,50, mas deve ter pequena alteração negativa se o dólar se mantiver em viés de baixa para R$4,07, como estava agora às 11 horas.

Falece aos 70 anos o tri-campeão Niki Lauda.

A página oficial da Fórmula 1 no Tweeter registrou o passamento do austríaco que se tornou uma lenda no esporte:

Descanse em paz, Nikki Lauda. Sempre levado em nossos corações, eternamente imortalizado em nossa história. A comunidade de automobilismo hoje lamenta a perda devastadora de uma verdadeira lenda. Os pensamentos de todos na F1 estão com seus amigos e familiares.

Entre outras qualidades, o tri-campeão e consultor da equipe Mercedes Benz deixa um aprendizado robusto na segurança dos pilotos.

Facebook identifica empresa israelense que espalhou fakenews nas eleições brasileiras

Bolsonaro reza com Netanyahu no Muro das Lamentações. Agora se sabe porque tanta submissão a Israel.

Do Jornal GGN

Archimedes Group chegou a investir cerca de US$ 800 mil em anúncios mentirosos, pagos nas moedas dólar, shekels israelenses e em real brasileiro.

Aos poucos a gente vai entendendo a profunda ligação do presidente Bolsonaro com Israel, ao ponto de ofender toda a comunidade islâmica do mundo com a promessa de mudar a embaixada brasileira para Jerusalém. Como consequência aconteceu a quebra de contratos com frigoríficos brasileiros por parte de países árabes.

Numa penada, cinco frigoríficos catarinenses, especializados no abate Halal – dentro dos rituais islâmicos – fecharam suas portas, com o desemprego de milhares de pessoas e produtores cooperantes.

No ano passado, as exportações de frango Halal, por exemplo, renderam ao País US$ 3,2 bilhões e responderam por 45% das receitas totais de vendas externas do produto, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

O jornal GGN relata:

O Facebook detectou uma empresa israelense que trabalhava espalhando Fake News em processos eleitorais de todo o mundo, inclusive no Brasil. Atuando há mais de 15 anos, o Archimedes Group chegou a investir cerca de US$ 800 mil em anúncios mentirosos, pagos nas moedas dólar, shekels israelenses e em real brasileiro.

Enquanto isso, a Justiça Eleitoral do Brasil decidiu há pouco que o sigilo sobre as apurações do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições referente às eleições do ano passado só devem ser reveladas daqui a 4 anos: em 2023 [leia aqui].

De acordo com reportagem da Reuters e da agência AP News, o grupo israelense atuou desde 2002 até recentemente: “Investigações no Facebook revelaram que Archimedes gastou cerca de US $ 800.000 em anúncios falsos, pagos em reais, shekels israelenses e dólares americanos. Gleicher disse que os anúncios enganosos datam de 2012, com a atividade mais recente ocorrendo no mês passado”.

O cantor Agnaldo Timóteo é atendido na UPA de Barreiras depois de passar mal

O cantor Agnaldo Timóteo, de 82 anos, foi internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barreiras, cidade no oeste da Bahia, na tarde desta segunda-feira (20), após ter um mal-estar. A informação foi confirmada ao G1 pela assessoria do artista.

Agnaldo foi levado para a UPA pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a unidade médica, o cantor deu entrada por volta das 16h, com quadro de pressão alta, vômito e glicemia baixa. Até por volta das 17h20, ele permanecia internado.

O artista está na Bahia para cumprimento de agenda. Agnaldo tinha um show às 23h na cidade de Santa Rita de Cássia, a cerca de 160 km de Barreiras, onde está hospedado.

O cantor é uma das atrações da festa em homenagem à padroeira da cidade. A apresentação foi suspensa poucas horas após o internamento.

Bahia Farm Show 2019 confirma grade de palestras e debates para o setor agrícola

Durante cinco dias, a feira agrícola disponibilizará um total de 35 atividades de conhecimento, distribuídas em três espaços

Além das máquinas e equipamentos agrícolas, que impressionam pelo tamanho e modernidade, a Bahia Farm Show 2019 também será marcada pela difusão de conhecimento e pelo debate de temas importantes para o desenvolvimento do setor agrícola.

Durante cinco dias, entre 28 de maio e 1 de junho, o Complexo Bahia Farm Show vai abrigar uma programação diversificada e atual com 35 palestras e debates para atender a demanda e os anseios de agricultores, gerentes e técnicos de fazendas, pesquisadores, consultores, estudantes e profissionais envolvidos diretamente no agronegócio da área de abrangência do Matopiba (fronteira agrícola que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

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Artigo: quem for fazer o ENEM estude Bolsonaro, por que ele vai cair

Artigo de Paulo José Cunha, no Congresso em Foco

“Sem apoio e sem base articulada, Bolsonaro em pouco tempo já exibe sinais claros de isolamento”, avalia Paulo José Cunha.

Até umas duas semanas atrás a possibilidade de Jair Bolsonaro não concluir o mandato era tratada nas altas e nas baixas rodas de Brasília à boca pequena, de maneira disfarçada, como quem duvida da própria especulação.

De uma hora pra outra o assunto meteu o pé na porta e mostrou a cara.

Ninguém esconde mais nada, ninguém disfarça mais nada. A saída do capitão daquela cadeira do Palácio do Planalto – senão de direito, mas na prática – deixou de ser uma possibilidade e é tratada como certa.

O que se discute agora são dois aspectos: o prazo e a forma.

Ou seja: que ele não cumprirá o mandato até o final é dado como favas contadas, na opinião da maioria dos analistas e observadores da cena política, desde parlamentares de todos os matizes ideológicos, inclusive os que podem ser enquadrados no espectro da direita que Bolsonaro representa, até cientistas políticos e jornalistas.

O próprio governo, que monitora as redes sociais com lupa grossa, já percebeu a intensificação do trânsito de informações neste sentido.

Palavras como “impeachment”, “golpe”, “renúncia”, “parlamentarismo branco”, entre outras, correm soltas e já se converteram em hashtags de alta voltagem.

E não se trata, como o próprio Bolsonaro vem insinuando, de um complô articulado entre setores influentes dos três poderes, inconformados com a “nova política” trazida pelo seu governo. “Nova política” que estaria impedindo negociatas e conchavos, sem os quais, como afirma Paulo Portinho, autor do texto que Bolsonaro subscreveu, o Brasil é ingovernável.

Os militares estão caindo fora

Claro que o abortamento de qualquer governo é assunto delicado e seríssimo, pelos riscos de ruptura institucional que pode acarretar, embora o Brasil tenha realizado dois impeachments sem maiores traumas. Como também pelas consequências dramáticas e imprevisíveis para uma população que já enfrenta dificuldades de toda ordem em sua vida diária, e não vislumbra no horizonte qualquer notícia alentadora. A percepção geral para os analistas, não é a de que exista um desejo consolidado de que Bolsonaro deixe o governo. Mas simplesmente a constatação de que a absoluta falta de rumos e de projetos consistentes, passados cinco meses desde a posse, exige mudanças imediatas e profundas.

A insatisfação, que começou tímida, contaminou setores até então considerados infensos a qualquer tentativa de radicalização. É o caso dos militares, que já não escondem o desconforto com um governo que teve o aval deles desde o primeiro movimento, mas que até agora não foi capaz de oferecer respostas concretas para os problemas estruturais do país. Os sinais que chegam dos quartéis é a de que os militares não estão dispostos a ter sua imagem manchada pela associação a um governo errático e apequenado pela concentração de ações periféricas voltadas exclusivamente à intolerância ideológica e à pauta conservadora de costumes.

Até aqui Bolsonaro não tem nada a apresentar

Até aqui, fora a proposta de reforma da previdência de Paulo Guedes e o projeto da nova segurança de Moro, o governo Bolsonaro não tem rigorosamente nada a exibir em qualquer outra área. Nada.

Em compensação, sobram cabeçadas dentro do próprio governo, entre o presidente e a imprensa, entre o presidente e o Congresso, entre os filhos do presidente e o vice, entre o guru do presidente e os militares, entre os líderes do governo no Congresso, entre o guru e o vice, entre os ministros, entre… todos.

Um quadro tão estranho que outro dia, numa roda com alguns parlamentares do PT, do PSOL, da Rede, do PC do B e de outras legendas à esquerda eu não resisti e brinquei:

“Escuta, por que vocês não vão descansar na praia e deixam a oposição trabalhar?” Sim, porque nunca se viu tanto fogo amigo – amigo? – como no atual governo. Pra que oposição?

Junto aos parlamentares cujos partidos se dispuseram a dar apoio ao novo governo já se percebe nitidamente um recuo.

Sintonize as TVs Câmara e Senado e observe o tom dos discursos. O entusiasmo – por vezes até exagerado – que havia no início deu lugar a um apoio de conveniência.

Ênfase na defesa do governo se vê, embora já bem fraca, apenas entre os líderes que o fazem por dever de ofício. Poucos dos antes aguerridos direitistas têm dado a cara a tapa. Sem apoio e sem base articulada, Bolsonaro em pouco tempo já exibe sinais claros de isolamento.

A saída do capitão virou até piada

Não à toa, o governo vem sofrendo derrotas sucessivas, articuladas inclusive pelos integrantes de sua, digamos, “base de apoio”, se é que isto existe. Foi assim na votação da reforma da estrutura do governo na comissão especial, com a retirada do Coaf das mãos de Moro.

Ora, se não consegue aprovar um projeto estratégico como este, para ficar num único exemplo, como é que pretende seguir adiante?

A possibilidade de saída de Bolsonaro já entrou até no anedotário. Foi lançado até um aplicativo que faz a contagem regressiva para a saída. As piadas se multiplicam, como: “Quem for fazer o Enem estude o Bolsonaro porque ele vai cair”.

E não por outra razão já se articula ostensivamente pelos corredores do Congresso a adoção de um “Parlamentarismo branco”, situação hegemônica que o Legislativo assume quando fica evidente a fragilidade do Executivo.

A articulação escancarou-se desde a aprovação do orçamento impositivo, que retirou enorme quinhão de poder do capitão. E está crescendo em velocidade acelerada, com líderes que até outro dia tentavam ajudar na articulação política do governo trabalhando para emplacar uma proposta alternativa de reforma da previdência em consonância com uma reforma tributária capaz de oferecer uma resposta concreta aos desafios de crescimento.

Torna-se claro o deslocamento do poder, com o esvaziamento do Executivo. Pode ser um disfarce, como alguns analistas observam, para um afastamento de fato de Bolsonaro.

Pode ser uma tentativa de retirar o poder real do presidente, que viraria uma rainha da Inglaterra. Solução menos traumática, é claro, do que um impeachment.

O povo já foi pra rua

Na história recente do país não há governo que nem bem tenha chegado aos primeiros cinco meses e já enfrente manifestações gigantes pelas ruas, como ocorreu no último dia 15 contra o bloqueio de verbas da educação.

E na expectativa de outras, como as dos policiais e dos caminhoneiros, que já se anunciam. Nem há governo que em tão pouco tempo já esteja sendo escanteado pelas principais forças políticas, inclusive as que lhe deram apoio.

Líderes das duas casas do legislativo, diante do vácuo de poder, da incapacidade do governo de pilotar as reformas que o país exige, parecem mesmo dispostos a botar o bloco do Congresso na rua, com a adoção do parlamentarismo branco, agora já sem aspas.

E largar Bolsonaro pra lá.

 

Na 12ª queda consecutiva, mercado financeiro aponta PIB a 1,24% em 2019

Da Redação da Veja

Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central revisaram em 0,21 ponto percentual para baixo a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2019. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 20, a economia brasileira deve avançar 1,24% neste ano. Na semana anterior, a previsão era de 1,45%.

Com essa nova revisão, já são 12 semanas consecutivas em que o mercado financeiro prevê crescimento menor. Em janeiro deste ano, analistas chegaram a projetar o PIB em 2,57%.

Essa nova revisão já era esperada após uma semana marcada por vários sinais negativos para o crescimento da economia. O IBC-Br, uma espécie de “prévia” do PIB, medido pelo Banco Central, mostrou recuo de 0,68% na atividade econômica nos três primeiros meses do ano. O indicador oficial do período, que é feito pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve ser divulgado no próximo dia 30. O ministro da economia, Paulo Guedes, admitiu que o governo já trabalha com o PIB em 1,5% neste ano, ante expectativa anterior era de  um avanço de 2,7%.

Ninguém mais duvida que o rabo deste burro vá encostar e se arrastar pelo chão até o final do ano. A paralisia do Governo, que só pensa em cortes do orçamento e no confisco do poder de consumo dos aposentados, através da “deforma da previdência”.

Incentivo ao emprego e renda, como o incremento da construção civil, socorro à indústria e medidas de incremento do comércio e serviços são iniciativas nas quais o Governo não pensa.

Bolsonaro ainda acredita que o marketing eleitoral e a polarização com a esquerda vão salvar o seu governo. Ledo engano.  

Missão da Bahia na Espanha atrai investimentos em energias renováveis para o Estado

Uma missão liderada pelo secretário do Planejamento do Estado, Walter Pinheiro, cumpriu ampla agenda de trabalho em Navarra (Espanha), na última sexta-feira (17), com o objetivo de atrais investimentos em energias renováveis para a Bahia. Pinheiro esteve acompanhado do superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, e o chefe de Gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Gesil Segundo, quando se reuniu com representantes do Centro de Energias Renováveis de Navarra (CENER), com o Vice-Presidente de Desenvolvimento Econômico de Navarra e com executivos da empresa Nabrawind, desenvolvedora de tecnologia em energia eólica e que pretende se implantar na Bahia.

De acordo com o secretário, no CENER foram discutidas com o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Eduardo Aznar, as possibilidades de parcerias no desenvolvimento de tecnologia de geração de energia a partir das fontes solar fotovoltaica, eólica e biomassa, todas com grande potencial em nosso Estado. “Com larga experiência no desenvolvimento de tecnologias em parceria com fabricantes de equipamentos e empresas de geração de energia, dentre as quais Gamesa, Acciona e Iberdrola, empresas que já estão na Bahia, o CENER se mostrou interessado em fazer parcerias com o Governo do Estado e universidades e centros de tecnologia baianos, com vistas à adaptação de equipamentos às nossas condições climáticas, ao desenvolvimento e implantação de projetos de reciclagem de resíduos sólidos, na busca de viabilização de condições para cumprimento da Lei de Resíduos Sólidos e criação de condições para uma modelagem de licitação com sustentabilidade na parceria com municípios e iniciativa privada, e de geração distribuída de energia solar fotovoltaica”, disse Pinheiro, ao ressaltar que esses projetos buscarão desenvolver oportunidades de negócios para empresas baianas, bem como a incubação de novas empresas voltadas à produção de equipamentos e prestação de serviços.

A missão do Governo da Bahia também se reuniu com Manu Ayerdi Olaizola, vice-presidente de Desenvolvimento Econômico de Navarra, província com maior contribuição industrial para o Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. “Nesta reunião foram identificadas diversas sinergias entre as economias da Bahia e de Navarra, dentre as quais as energias renováveis, a produção de alimentos, bebidas e outras soluções envolvendo pesquisa em genética e biotecnologia, dentre as quais a gestão de saúde e produção de fármacos”, destacou o superintendente Guimarães. O Governo de Navarra se mostrou interessado em estimular investimentos de empresas na Bahia e se comprometeu a vir para o estado, ainda este ano para avançar nas discussões e estabelecer um programa de ações conjuntas.

Na reunião com a empresa Nabrawind, desenvolvedora de tecnologia em energia eólica, foram discutidas as condições para implantação na Bahia de uma unidade de produção de um modelo inovador de torre eólica, desenvolvida pela Nabrawind, que reduz significativamente o custo da torre e de sua implantação. “A empresa pretende se implantar na Bahia em parceria com empresas fornecedoras locais, uma vez que sua atuação se concentra na tecnologia de montagem das torres eólicas. O Governo da Bahia colocará a Nabrawind em contato com o setor eólico brasileiro, para que as empresas avaliem a viabilidade de utilização das tecnologias e produtos desenvolvidos pela empresa espanhola”, disse Pinheiro.

O tiro no pé: manifestação pró-Bolsonaro divide militares e PSL

Informações da coluna Painel, da “Folha”, revelam que em meio à escalada de tom da milícia pró-Bolsonaro contra o Congresso e o STF nas convocações para atos no dia 26, líderes políticos de diversas siglas estão sondando os ânimos das Forças Armadas.

Por Gilberto Dimenstein

“Os relatos são de que, neste momento, não há risco de embarque dos militares em ‘uma saída não constitucional’ “, aponta a coluna, que destaca ainda o risco de uma crise ainda maior na relação entre o governo e o Legislativo, “se Jair Bolsonaro mantiver o discurso de que é vítima de uma conspirata”.

“Integrantes da ala técnica do governo e de parte da bancada do PSL tentam mudar o mote das convocações. A ideia é redirecionar os chamados para uma pauta positiva, de defesa da reforma da Previdência, de Sergio Moro e até mesmo do presidente, sem ataques às instituições”,  informa a coluna.

No próprio partido de Bolsonaro, o PSL, não há unidade sobre a conduta a adotar perante as manifestações do próximo domingo. Segundo a coluna, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, vê os atos como “um tiro no pé”.

Já o Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder na Câmara, pensa diferente e está convocando as manifestações pelas redes sociais.

 

 

Começa nesta terça-feira (21) a matrícula do pré-vestibular Universidade Para Todos

A matrícula para o cursinho pré-vestibular Universidade para Todos começa nesta terça-feira (21) e segue sexta (24), no local e turno para os quais o aluno optou para cursar.

O programa é ofertados pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com as universidades estaduais (UNEB, UESC, UEFS e UESB) e tem como objetivo o fortalecimento da política de acesso à Educação Superior. Neste ano, foram inscritos 32.711 estudantes de todo o Estado para as 11.505 vagas ofertadas. As aulas irão começar no dia 27 deste mês e seguem até dezembro.

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Editorial do Estadão diz que Bolsonaro quer o apoio das ruas para dar um golpe de Estado.

A AMEAÇA DE BOLSONARO
“Ao ‘contar com a sociedade’ para enfrentar o ‘sistema’, Jair Bolsonaro repete o roteiro de outros governantes que, despreparados para a vida democrática, flertaram com golpes em nome da ‘salvação’ nacional.”

“O presidente Jair Bolsonaro considera impossível governar o Brasil respeitando as instituições democráticas, especialmente o Congresso. Em sua visão, essas instituições estão tomadas por corporações – que ele não tem brio para nomear – que inviabilizam a administração pública, situação que abre caminho para uma “ruptura institucional irreversível” – conforme afirma em texto que fez circular por WhatsApp ontem, corroborando-o integralmente, como se ele próprio o tivesse escrito.

Ao compartilhar o texto, qualificando-o de “leitura obrigatória” para “quem se preocupa em se antecipar aos fatos”, Bolsonaro expressou de maneira clara que, sendo incapaz de garantir a governabilidade pela via democrática – por meio de articulação política com o Congresso legitimamente eleito –, considera natural e até inevitável a ocorrência de uma “ruptura”.

Não é de hoje que o presidente se mostra inclinado a soluções autoritárias. Depois da posse, Bolsonaro mais de uma vez manifestou desconforto com a necessidade de lançar-se a negociações políticas para fazer avançar a agenda governista no Congresso. Confundindo deliberadamente o diálogo com deputados e senadores com corrupção, o presidente na verdade preparava terreno para desqualificar os políticos e a própria política – atitude nada surpreendente para quem passou quase três décadas como parlamentar medíocre a ofender adversários e a louvar a ditadura militar. Não por acaso, o próprio Congresso parece ter desistido de esperar que Bolsonaro se esforce para dialogar e resolveu tocar por conta própria a agenda de reformas.

Desde sua posse como presidente, Bolsonaro vem demonstrando um chocante despreparo para o exercício do cargo, mas o problema podia ser contornado com a escolha de ministros competentes. Com exceção de um punhado de assessores que realmente parecem saber o que fazem, porém, o governo está apinhado de sabujos cuja única função ali parece ser a de confirmar os devaneios do presidente, dos filhos deste e de um ex-astrólogo que serve a todos eles de guru, dando a fantasias conspiratórias ares de realidade.

O texto que Bolsonaro divulgou – recomendando que fosse passado adiante – diz que “bastaram cinco meses de um governo atípico, ‘sem jeito’ com o Congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores”. Segundo o texto, o presidente “não aprovou nada, só tentou e fracassou” porque “a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente nenhuma corporação”. Nas atuais circunstâncias, “a continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra” – e, “na hipótese mais provável”, diz o texto, “o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações”. Mas diz também que é “claramente possível” que o País fique “ingovernável”, igualando-se à Venezuela. Aí entraria a tal “ruptura institucional” de que fala o texto chancelado por Bolsonaro – que o usou para ilustrar o risco que diz correr de ser assassinado pelo “sistema”.

Isso é claramente uma ameaça à Nação. Conforme se considere o estado psicológico de Bolsonaro e de seus filhos, a ameaça pode ser o tsunami de uma renúncia ou o tsunami de um golpe de Estado em preparação. Pois o presidente não apenas distribuiu o texto, como mandou seu porta-voz dizer que, embora esteja “colocando todo o meu esforço para governar o Brasil”, a “mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas”. Em seguida, fez um apelo às ruas: “Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação” – e já no próximo dia 26 está prevista a realização de uma manifestação bolsonarista, contra ministros do Supremo Tribunal Federal e a favor do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ao “contar com a sociedade” para enfrentar o “sistema”, Bolsonaro repete o roteiro de outros governantes que, despreparados para a vida democrática – em que a vontade do presidente é limitada por freios e contrapesos institucionais –, flertaram com golpes em nome da “salvação” nacional. Se tudo isso não passar de mais um devaneio, já será bastante ruim para um país que mergulha cada vez mais na crise, que tem seu fulcro não nas misteriosas “corporações” – as suas “forças ocultas” –, mas na incapacidade do presidente de governar.”

Governo liberou 166 novos agrotóxicos, dos quais apenas 26% são fabricados no País

Os agrotóxicos recém aprovados que chegarão à mesa do brasileiro virão de fora.

Levantamento inédito da Agência Pública e Repórter Brasil identificou que, dos 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Diário Oficial da União neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras.

Mas a participação nacional é ainda menor na fabricação dos produtos. Só 36 registros têm pelo menos uma cidade brasileira como endereço de fabricação do agrotóxico ou do ingrediente ativo.

E somente nove – ou 5% – são totalmente produzidos no Brasil. Ou seja: o país continua a tendência de importar pesticidas.

Para garantir registro de comercialização de agrotóxico no Brasil a empresa deve ter uma sede no país, segundo o Ministério da Agricultura.

Além disso, tem que estar presente no Cadastro Técnico Federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Mas ter um endereço no Brasil não significa que o produto é feito aqui. Por exemplo, a Syngenta, uma das líderes do mercado mundial de agrotóxicos, tem sede em São Paulo.

Mas, como endereço de fabricação do fungicida Elatus Trio — um dos cinco produtos da multinacional aprovados neste ano – constam localidades na Alemanha, Reino Unido, Suíça e China. Nenhuma no Brasil.

Apenas cerca de 26% dos produtos ativos (matéria-prima para o agrotóxico) usados na agricultura brasileira são produzidos no país, segundo quadro de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Ingredientes Ativos de 2017 publicado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O quadro mostra que 199.375 toneladas foram importados pelo Brasil, enquanto apenas 71.669,34 toneladas foram produzidos aqui. Ainda não estão disponíveis os dados de 2018.

Empresas de países como China, Índia, Japão e Estados Unidos estão entre as que garantiram novas permissões de comercialização no Brasil em 2019.

Barreiras: PRF apreende carga de cigarros que saiu de Luís Eduardo

Em 2019 a PRF na Bahia já apreendeu cerca de 1,5 milhão de maços de cigarro, cujo montante do produto é avaliado em 7 milhões de reais. Estes números já superam a quantidade de 2018, quando foram apreendidos 1.150.000 maços.

A PRF apreendeu uma carreta carregada com cerca de 420 mil maços de cigarros de origem clandestina na tarde deste sábado (18), no Km 788 da BR 242, trecho do município baiano de Barreiras. A mercadoria, avaliada em aproximadamente 2 milhões de reais, era transportada no compartimento de carga.

Durante ações de fiscalização de combate a criminalidade, os policiais abordaram um caminhão com placas do Mato Grosso do Sul e, ao vistoriar o semi-reboque, encontraram centenas de caixas contendo pacotes de cigarros paraguaios.

Questionado o condutor informou que foi contratado no estado de São Paulo para levar a carga de Luís Eduardo Magalhães até a cidade de Ibotirama, ambas na Bahia. Disse ainda que receberia 3.000 reais pelo transporte.

O motorista, um homem de 31 anos, foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Judiciária local para os procedimentos cabíveis. Os veículos e a carga permanecem retidos no pátio da PRF à disposição das autoridades.

Recentemente foi sancionada a Lei 13.804, de 10/01/2019, segundo a qual o condutor que se utilize de veículo para a prática do crime de receptação, descaminho, contrabando, condenado por um desses crimes em decisão judicial transitada em julgado, terá cassado seu documento de habilitação ou será proibido de obter a habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de 5 (cinco) anos.

Quinta rodada do Brasileirão: Internacional, Goiás e Corinthians sobem 4 posições.

Depois que o Bahia arrancou um valente empate com o São Paulo, às 11 horas, se encerram agora os jogos das 16 horas pelo Brasileirão:

Com a vitória de hoje, o Internacional está chegando nos ponteiros, com 9 pontos, a quatro pontos de distância do líder Palmeiras. Às 19 horas, o Vasco tem a chance de deixar a lanterna, se derrotar, em São Januário, o penúltimo colocado, Avaí. E o Grêmio PA tem a chance de deixar a zona da degola se derrotar o Ceará.

Na França é proibido chamar um porco de Napoleão.

O general corso temia ser confundido com os porcos da França.

Existe uma lei na França, editada pelo próprio general Bonaparte que proíbe qualquer cidade de chamar seu porco de Napoleão. Apesar disso, no livro a “Fazenda de Animais”, do escritor inglês George Orwell,  um porco chamava-se Napoleão.

Por analogia, fico imaginando quantos bichos domésticos ganharam e vão ganhar nomes de políticos no País enquanto essa crise estiver grassando no seio da população brasileira. 

Risco iminente de queda de barragem da Vale em Barão de Cocais interdita até ferrovia

O risco de rompimento da barragem Sul Superior, na mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), fez a Vale interditar parte da ferrovia que liga Belo Horizonte a Vitória (ES).

Controladora da barragem e também da EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas), a Vale interditou trecho da linha férrea que passa nas imediações da mina de Gongo Soco.

A ferrovia é uma das duas regulares no transporte de passageiros no país –a outra é a Estrada de Ferro Carajás, que liga Parauapebas (PA) a São Luís (MA).

Em um documento produzido pela mineradora, obtido pela Promotoria de Minas Gerais, a Vale estima que a barragem corre risco de rompimento entre domingo (19) e o dia 25 de maio. Foi identificada uma deformação no talude (encosta que garante estabilidade) na cava da mina, a cerca de 100 km da capital mineira.

A interdição na ferrovia ocorre desde esta quinta-feira (16) e é válida por tempo indeterminado, de acordo com a Vale. Quem parte da estação Belo Horizonte vai embarcar em ônibus disponibilizados pela Vale e será levado até a estação Dois Irmãos, em Barão de Cocais. As estações ficam cerca de 80 quilômetros distantes entre si. De lá, o passageiro seguirá a viagem por trem.

Já para quem faz a rota no sentido inverso, ou seja, Vitória-Belo Horizonte, o desembarque será na estação Dois Irmãos e o restante da viagem será feito por rodovia até a estação na capital mineira. Os trens têm partidas diárias: às 7h, deixa Cariacica, na região metropolitana de Vitória e, antes da interdição do trecho ferroviário, chegava a Belo Horizonte por volta das 20h10. Já as composições que viajam no sentido contrário deixam a capital mineira às 7h30 e chegam na última estação às 20h30.

De acordo com a Vale, com as alterações é possível que ocorra atraso nas viagens –passageiros poderão solicitar reembolso do valor pago. São 29 estações no trajeto, que passa por cidades como Ipatinga, Governador Valadares, Conselheiro Pena –todas em Minas– e Colatina, já no Espírito Santo. Da Folha Press, com edição do Bahia Notícias e O Expresso.

Bolsonaro se assusta, Bolsa de Valores tomba e dólar explode.

Portinho, candidato de 602 votos em 2016: assustando Bolsonaro e o mercado financeiro.

O autor do polêmico texto compartilhado por Jair Bolsonaro é o analista financeiro Paulo Portinho, que foi candidato a vereador pelo Novo em 2016. Ele postou a crítica em sua página pessoal no Facebook no dia 11 de maio.

Para Portinho, está claro que “não adianta eleger ninguém com uma pauta liberal ou conservadora”. “As corporações mandam no país. Fica claro para nós eleitores que não dá para governar com a pauta que se ganha a eleição.”

Portinho deixa uma mensagem pessimista ao final do texto: “Infelizmente o diagnóstico racional é claro: “Sell”, a qual significa que todos devem vender suas posições e ações no mercado financeiro.

A mensagem foi aceita pela maioria dos operadores de mercado, que derrubaram a bolsa para 89 mil pontos no fechamento de sexta-feira, com queda de 4,5% na semana. E com o dólar ultrapassando R$4,10. 

Bolsonaro nem sabia direito o que estava divulgando ou foi um momento de profunda depressão, em que três alternativas se apresentaram depois das grandes manifestações de rua e das dificuldades que está enfrentando no Congresso: um impeachment próximo, a renúncia ou um golpe absoluto, para o qual claramente ele não reúne forças.

Lula revela-se apaixonado e diz que seu desejo é casar.

Lula está apaixonado e tem planos de se casar. A revelação foi feita pelo ex-presidente ao economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, durante visita na última quinta-feira, em Curitiba. O economista escreveu um texto sobre como foi a visita, chamado “Visita a Lula na prisão”, em que compartilha o que o presidente o contou. A coluna apurou que a namorada é de São Paulo e é um amor que Lula tem desde antes de ser preso.

A namorada visita Lula com frequência na cela da PF e tem em torno de 40 anos, portanto é algumas décadas mais jovem do que o ex-presidente.

Veja na revista Época o texto integral da matéria.

Brasileirão tem 3 jogos hoje. Amanhã, às 11h, Bahia encara São Paulo.

Neste sábado, o Fluminense detonou a equipe do Cruzeiro no Maracanã, por 4×1. Neste momento, 20 horas, jogam Palmeiras 2 x 0 Santos e Atlético Mineiro 1 x 1 Flamengo.

Amanhã, o Bahia busca 3 pontos fora de casa, enfrentando a forte equipe do São Paulo no Morumbi. Além deste, mais 6 jogos decidem a 5ª rodada do Brasileirão, o maior campeonato de futebol do Mundo.

 

 

Moradores do entorno do Lixão comemoram aniversário

Na noite de ontem sexta-feira, 17, pouco depois das 17h, moradores do bairro Parque São José, e de outros bairros vizinhos, se reuniram para comemorar, na Arena São José, um ano de existência e resistência do “movimento Fora Lixão”.

Em um ano de existência o movimento conseguiu chamar a atenção do gestor municipal para a problemática que é ter um lixão a poucos metros de casa e do centro da cidade.

O movimento chegou a fechar por aproximadamente quatro dias, a entrada do lixão fazendo com que toneladas de lixos não fossem depositadas no local e ganhar assim repercussão da mídia local, estadual e até nacional.

“Eu queria deixar bem claro com relação a alguns comentários sobre a nossa comemoração de um ano de existência e resistência do movimento, pois nos chamaram até de loucos. É motivo sim de comemorarmos, pois Luís Eduardo Magalhães com 19 anos de emancipação política tem um lixão no centro da cidade.

O movimento está comemorando um ano de existência, porém de tristeza ao mesmo tempo por que se estamos comemorando é por que ainda existe esse problema: um lixão no centro da cidade. A cada dia que passa estamos mais forte com o apoio da população”, disse Adriano um dos integrantes do movimento.

Durante a reunião moradores puderam dar ideias e colocar o seu ponto de vista sobre a gestão atual, sobre o lixão, e sobre o “movimento Fora Lixão”.

“Sempre deixo bem claro onde vou ou dou alguma entrevista, esse movimento é apolítico, apesar que muitos por aí terem dito que nosso movimento se tornou palco político. Independente de prefeito A ou B vamos continuar cobrando o que é de direito de todos nós”, discursou Gerdson para os moradores presentes.

O movimento em todas as reuniões e manifestos pedem o cumprimento da lei 12, 305/2010 que proíbe lixão a céu aberto em todo território nacional. O movimento ainda continua conseguir junto a Câmara de Vereadores do município uma audiência pública para tratar sobre o assunto.

Após a reunião, os moradores cantaram os parabéns com um pequeno bolo para pedir poucos anos de “vida” do lixão no centro de LEM.

Fonte: Reportagem de Weslei SantosBlog do SigiVilares

Está faltando dinheiro? Está não! Bolsonaro anistia R$70 milhões de multas aos partidos.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira, 17, o projeto de lei que anistia multas aplicadas a partidos políticos, com um veto.

Esta é a primeira vez desde 1995 que um presidente autoriza o cancelamento deste tipo de punição às siglas.

A lei 13.831 será publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira, 20. O prazo para a sanção terminava nesta sexta.

A estimativa é de que essa anistia possa chegar a R$ 70 milhões, valor dos débitos dos diretórios municipais de quase todas as legendas com o Fisco.

Governo comemora entrada da Air Europa nos voos domésticos do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro comemorou a chegada do grupo Globalia, da AirEuropa, ao Brasil. Através de uma publicação (retuitou) no Twitter, o presidente disse ser “Importante destacar que será a primeira empresa a operar no mercado brasileiro por causa da MP [863/18] que abriu capital estrangeiro em empresas nacionais. Obtendo outorga, ela vai contratar pilotos e tripulação brasileira, gerando empregos, concorrência no setor e novos investimentos no país”.

A empresa atualmente tem uma pequena frota de 52 aviões, mas tem pedidos de vinte e dois aviões 737-800 Max e de dezesseis aeronaves 787-9. Em vôos no continente europeu a Empresa se utiliza de seis aeronaves Embraer E-195 LR (o mesmo utilizado pela Presidência da República) e tem mais 4 encomendados.

Atualmente tem poucos vôos internacionais, de Lisboa e de Madrid a Nova Iorque; de Madrid a Salvador; de Madrid a Montevidéu e Buenos Aires. 

PRF realiza leilão on-line de veículos retidos em toda a Bahia

O leilão será realizado nas modalidades presencial e on-line no dia 24 de maio.

A Polícia Rodoviária Federal (SRPRF/BA), realizará um leilão de veículos apreendidos nas unidades da PRF localizadas nas regiões de Simões Filho, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Humildes e Barreiras.

O evento presencial ocorrerá a partir das 08h do dia 24 de maio, nas dependências do hotel Real Classic Bahia, situado na rua Fernandes Menezes de Góes, nº 165, Pituba, Salvador/Ba.

O edital 1/2019 do tipo maior lance ofertado, visa arrematação de veículos retidos, abandonados, removidos ou recolhidos a qualquer título, que se encontram há mais de 60 (sessenta) dias nos pátios administrados pela Regional do estado da Bahia.

Os interessados poderão examinar os lotes entre os dias 22 e 23 de maio, das 08h00 às 12h00 e de 13h00 às 17h00 nos seguintes endereços:

LOCAL DE VISITAÇÃO

(PÁTIO)

ENDEREÇO
UOP BARREIRAS BR 242 KM 801 (Saída para Brasília – DF) – Barreiras/BA
UOP ALAGOINHAS BR 101 KM 101 (Pátio da PRF) – Alagoinhas/BA
UOP HUMILDES BR 101 KM 173 (Pátio da PRF) – Distrito de Humildes/Bahia
GUINCHO SANTO ANTÔNIO BR 101 KM 263, Nº 17 (Pátio contratado) – Santo Antônio de Jesus/BA
GUTO GUINCHO BR 324 KM 604, Nº 832 B – CIA SUL (Pátio contratado) – Simões Filho/BA
UOP SIMÕES FILHO BR 324 KM 604 (Pátio da PRF) – Simões Filho/BA

Demais informações poderão ser obtidas nos seguintes endereços:

https://www.prf.gov.br/portal/estados/bahia/leiloes

https://www.batistaregisleiloes.com.br/externo/leilao/19/leilao-policia-rodoviaria-federal-prf

gestao.patios.ba@prf.gov.br

Deputados tem texto alternativo à Reforma da Previdência

O presidente da comissão especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), confirmou a possibilidade de o grupo votar um projeto substitutivo, alternativo ao do governo, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews. O projeto tem o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Descontentes com articulação política do Palácio do Planalto, deputados querem apresentar um novo texto, deixando claro que as propostas são do Congresso.

“Dentro da lógica de blindar a pauta econômica e de dar um protagonismo maior à Câmara dos Deputados, já que é a Câmara dos Deputados que tem assumido a responsabilidade de enfrentar as reformas estruturantes que o país precisa, nós hoje consideramos como hipótese a ideia de um projeto substitutivo ao projeto encaminhado pelo governo”, declarou Marcelo Ramos.

De acordo com o presidente da comissão, o texto poderia ser apresentado pelo relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Ação e pronta reação. Assim age o Governo da confusão.

caricatura dos Zumbis de Brasília

Estourou o escândalo do Rio de Janeiro, no qual o senador Flávio Bolsonaro é acusado de desviar dinheiro da Assembleia?

-Manda prender o Zé Dirceu de novo!

Dois milhões de estudantes vão às ruas manifestarem-se contra os cortes de verbas na Educação? 

-Decreta aí que o General Santos Cruz vai nomear reitores de universidades.

O prefeito comunista de Nova Iorque rejeita visita de Bolsonaro?

-Inventa aí uma viagem a Dallas, terra da reação de extrema direita, onde nem o presidente democrata John Kennedy passou incólume.

-Estão dizendo que fui vender a Petrobras para as petroleiras texanas?

-Mostra eu na foto comendo cheese-burger, com o Hélio Negão, para dizer que sou simples e popular e nunca fui racista.

Estão falando que os militares podem assumir o Governo?

-Publica aí aquele texto que diz que o Brasil é ingovernável, que eu posso endurecer o regime a hora que eu quiser.

Paulo RJ, critico contumaz do reverendíssimo Presidento, adverte:

Vem aí alguma coisa pesada pra jogar areia nos olhos da população. Tipo um “atentado terrorista”, por exemplo. Bozocratas em desespero são capazes de qualquer manobra.

Governo do Estado promove mais de 22 mil professores da carreira do magistério público estadual  

Como forma de valorizar a carreira do magistério público estadual, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, publicou neste sábado (18), no Diário Oficial (D.O), a progressão nos graus da carreira de 22.763 educadores da rede estadual de ensino. Com o mesmo objetivo também foi publicada, no Diário Oficial, a mudança de padrão por conclusão de cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) de 754 educadores, sendo 731 professores e de 23 coordenadores pedagógicos.

Ao todo, de 2015 a 2019, já foram concedidos pelo Estado mais de 100 mil benefícios, como gratificação de estímulo ao aperfeiçoamento profissional, promoção nos graus e progressão funcional por avanço vertical na carreira do magistério público estadual dos Ensino Fundamental e Médio. 

A progressão da carreira contempla os 22.763 professores e coordenadores pedagógicos que concluíram o curso on-line “Uso Pedagógico de Tecnologias Educacionais”, ofertado na modalidade à distância no ambiente virtual da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com a promoção no grau da carreira do magistério, os educadores tiveram um ganho real de 14% no vencimento básico, divididos entre os anos de 2018 e 2019, sendo que 6% da promoção foram antecipados pela inscrição do modulo II, em setembro de 2018. O investimento total do Estado com a medida gira em torno de R$ 348 milhões.

Sobre o curso – As aulas do curso on-line, também conhecido como CATE 3, foram realizadas fazendo uso de uma estrutura tecnológica e metodológica que possibilitou aos professores e coordenadores pedagógicos acessá-lo por meio de ambiente virtual de aprendizagem. O curso teve a carga horária integral de 120 horas e foi constituído de dois módulos de 60h cada. O primeiro teve três etapas divididas em: Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) para a comunicação e coleta de dados; TDIC para Comunicação, Produção e Colaboração; e Avaliação do Módulo. O segundo módulo também teve três etapas divididos em: TDIC para Organização e Criação; Ambientes Virtuais de Aprendizagem; e Avaliação do Módulo.  

 

Quase 2 toneladas de maconha são encontradas em caminhão clonado na Bahia

A droga estava sendo transportada escondida no compartimento de carga do veículo, quando foi flagrada pelos policiais rodoviários federais.

No final da tarde de hoje(10) por volta das 17h, na BR 101, KM 98, região do município baiano de Alagoinhas, durante realização da II Etapa da Operação Lábaro na Bahia, as equipes abordaram um caminhão Mercedes-Benz/MB1620 e ao analisar minuciosamente a carga do veículo se depararam com a quantidade de 1866 tabletes de maconha, com aproximadamente 1 kg cada, totalizando cerca de 1866 kg da droga.

Questionado, o condutor assumiu ser o proprietário da droga, porém, alegou não saber a origem e nem informar o destino da substância.

Os policiais, também, realizaram a identificação veicular e verificaram que os elementos identificadores não correspondiam às placas ostentadas pelo veículo, e após consultas aos sistemas, chegou-se ao veículo original, que possuía registro de restrição judicial.

O condutor, o veículo com placas clonadas e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil local.

Segunda maior colheita de soja do Oeste encontra preços subindo

A cotação da soja balcão no Oeste baiano aumentou  2,61% no dia de hoje para R$68,75.

Com o fim da colheita da soja no Oeste baiano, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) consolida os números da safra 2018/2019. O balanço apresentado não divergiu tanto das expectativas do Conselho Técnico da Aiba, que previa uma boa safra do grão. A produtividade, embora menor do que a do ciclo anterior, foi a segunda melhor da história, desde que a sojicultura foi implantada na região. Com uma média de 56 sacas por hectare, o Oeste da Bahia registrou uma produção total de 5,3 milhões de toneladas da oleaginosa.

Com uma área superior a 1,5 milhão de hectares plantados, a soja é o carro chefe da produção agrícola do Oeste da Bahia, ocupando mais de 65% da área total cultivada na região. Daqui saem cerca de 5% da produção nacional e a 58% da produção do Nordeste.

O assessor de agronegócio da Aiba, Luiz Stahlke, ressalta que a previsão inicial de colheita para esta temporada era de 66 sacas por hectare, mas a mudança climática durante o período reduziu essa margem, porém sem causar prejuízos, já que o resultado ainda está acima da média habitual. “Na safra anterior o clima foi favorável em todos os aspectos, nessa safra o veranico se fez presente, mesmo assim o Oeste baiano mostrou o grande potencial produtivo da região, alcançando a segunda melhor média de produtividade”, afirma.

O bom resultado obtido também se deve ao fato de que o produtor rural fez corretamente o “dever de casa”, adotando medidas conservacionistas e fitossanitária capazes de aumentar a produtividade e garantir a saúde das lavouras.  “O produtor rural ficou bem atento aos prazos do vazio sanitário, evitando, assim, a proliferação dos focos de Ferrugem Asiática. Das 175 amostras analisadas pelo Programa e o Consorcio Antiferrugem da Embrapa, foram registrados 16 pontos de ocorrência, mas que foram combatidos em tempo”, aponta o coordenador do Programa Fitossanitário da Soja e Milho, Armando de Sá. 

A segunda principal cultura da região, o algodão, iniciará a colheita na última semana de maio. De acordo com o levantamento do Conselho Técnico, os 333 mil hectares plantados devem render cerca de 1,4 milhão de toneladas de algodão em caroço. A produtividade média deverá alcançar as cifras de 300 arrobas por hectare.

Já o milho está em plena fase de colheita e, neste momento, tem 50% da área finalizada. Os números preliminares garantem uma produtividade média de 140 sacas, correspondente a uma produção total de 1,2 milhão de caroço. O café mantém produção reduzida de 11,3 para 8,6 mil hectares, com uma produtividade de 44 sacas por hectare.

O Conselho Técnico é formado pelos representantes da Aiba, Abapa, Abacafé, Fundação BA, Sindicatos Rurais de Barreiras e LEM, Sandias, Aprosem, Aciagri, Cargill, Bunge, Cooproeste, Crea, IBGE, Bahiater, Adab, Conab, BNB, Banco do Brasil, Louis Dreyfus, ADM do Brasil e Cofco Agri.

Bolsonaro divulga texto anônimo que sugere renúncia

Da revista Forum

O texto fala que o presidente está “sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os poderes”, que o País “está disfuncional” e que “até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou.”

Jair Bolsonaro, demonstrando falta de controle diante das sucessivas crises de seu governo, divulgou em grupos de WhatsApp um texto de “autor desconhecido”, que aborda as dificuldades que ele enfrenta para governar, sugerindo nas entrelinhas, até mesmo, a renúncia, o que é grave diante do atual cenário nacional.

O texto fala que o presidente está “sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os poderes”, que o País “está disfuncional” e que “até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”.

Ao compartilhar o texto, Bolsonaro escreveu a seguinte mensagem:

– Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória.

– Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: “Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar”.

Veja abaixo o texto reproduzido por Bolsonaro:

Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal “presidencialismo de coalizão”, o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?

A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.

O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.

Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.

Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.

A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.

Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações. Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: “Sell”.

Nota da Redação:

Jânio Quadros acusava as “forças ocultas” por sua renúncia. Collor diz que foi vítima do maior bombardeio midiático da história. Ao que parece, a democracia brasileira nunca estará livre dos temerários e aventureiros.