Jornalista Míriam Leitão é agredida durante voo com patrulha petista

Dirigentes petistas que embarcavam de retorno às suas bases, depois do encontro de Brasília, agrediram durante todo o tempo de voo a jornalista Míriam Leitão. Não se deve agredir uma mulher, ainda mais uma jornalista da sua envergadura e uma militante do PCdoB, que foi torturada durante a ditadura. É uma mulher de opinião e de respeito. Na imagem acima, Míriam, uma menina de 19 anos, na ocasião de sua prisão.

Leia seu relato:

Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.
Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das 19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.
Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.
Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas.
— Terrorista, terrorista — gritaram alguns.
Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.
Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou:
— O comandante te convida a sentar na frente.
— Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar — respondi.
O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:
— A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a senhora não for o avião não sai.
— Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada.
Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.
Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.
Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.
O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu — nem aos demais passageiros — qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.
Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.

Escândalo no high society: Luiza Brunet denuncia ex-companheiro por espancamento.

foto: AgNews

Ao G1, a assessoria de imprensa de Luiza Brunet afirmou que a artista desembarcou no Rio de Janeiro no dia seguinte à agressão e, após conversar com uma amiga, viajou a São Paulo, onde prestou queixa no Ministério Público (MP). Ela não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. A modelo ainda realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

A assessoria da artista informou ao G1 que Luiza não irá se pronunciar sobre o caso, e que os detalhes da denúncia pública que ela fez contra Parisotto estão na coluna de Ancelmo Gois.

Veja abaixo tudo sobre o caso

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Secretário de Governo de LEM ameaçado por ex-assessor da Secretaria

Segundo relatos de grupos de mídias sociais e testemunhos orais, o secretário de Governo de Luís Eduardo Magalhães, Renato Faedo, foi agredido verbalmente e ameaçado de morte, na noite de ontem, durante sessão da Câmara pelo individuo conhecido como Ivanor Pedro Taparello, também ex-assessor da mesma pasta. As  agressões aconteceram em plenário e no hall de entrada do Legislativo, em frente a dezenas de testemunhas.

O Secretário comunicou o ocorrido ao comando da 85ª CIPM e prontamente uma viatura compareceu ao local. Impedidos por força de lei de adentrarem ao recinto do plenário, os policiais foram surpreendidos: o acusado saiu, cumprimentou todos amistosamente e embarcou no seu veículo. Não foi abordado e, por isso, não foram constatadas, pelos policiais, as denuncias de que o acusado estava armado e embriagado.

O Comando da 85ª CIPM solicitou hoje que o agravado compareça à unidade para formalizar queixa em relação à eventual falta de ação dos policiais militares durante o ocorrido.

Quatro casos de Maria da Penha no domingo. Os machões enlouqueceram?

A Polícia Militar prendeu dois agressores que responderão pela Lei Maria da Penha. O primeiro caso ocorreu por volta das 13h50 de sábado, 10, na localidade de Derocal, zona rural de São Desidério, Oeste da Bahia.

Segundo informações, Pedro Cardoso dos Santos, 61 anos, foi preso em flagrante por ter agredido fisicamente sua esposa. Na posse do agressor foram encontradas duas espingardas bate-buchas e um facão. O autor foi conduzido para a Delegacia de Polícia de Barreiras onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante e levado de volta para delegacia de São Desidério.

O segundo relato ocorreu por volta das 13h40 de ontem, 11, na rua Floriano Peixoto, centro de Barreiras. A PM se deslocou até o local para averiguar denúncia de agressão e cárcere privado.

Júlio Pereira da Silva, 52 anos, foi preso e conduzido ao Complexo Policial de Barreiras, onde permanece à disposição da justiça.

Em Luís Eduardo Magalhães, ontem à noite, o marmanjão Carlos André dos Santos, de 34 anos, agrediu sua cunhada N.G.O., de 40 anos. Enquanto a vítima prestava seu depoimento, com o rosto em lamentável estado, o agressor já ganhava as ruas depois de pagar fiança.

Correntina

maria da penha

Uma briga entre casal na Fazenda Tabocas, zona rural de Correntina, Oeste da Bahia, terminou com a prisão de um homem.

De acordo com informações policiais, um homem identificado por Cassimiro estaria agredindo sua esposa, de prenome Alvina. Segundo a vítima, Cassimiro estaria em visível estado de embriagues e bastante agressivo. Devido ao descontrole do acusado, a PM precisou algemá-lo. Alvina falou para os policiais que está não era a primeira vez que era agredida pelo marido. “Ele vive me batendo, hoje jogou um copo em mim, mas eu abaixei e pegou na parede, tentou acertar meu filho com um machado, mas ele correu”, disse a dona de casa.

A Policia conduziu todos os envolvidos para a delegacia de Correntina, onde Cassimiro deverá ficar detido pelo crime Maria da Penha. Com informações da PM, do jornal Nova Fronteira, do Fernando Pop e da editoria deste jornal.

Radicais do PT agridem jornalistas para proteger, ora veja, José Genoíno!

Um grupo de militantes petistas agrediu jornalistas e formou um cordão de isolamento em torno do ex-presidente do PT José Genoino para evitar a aproximação da imprensa enquanto ele se dirigia à sua seção eleitoral, em São Paulo, na tarde deste domingo (28).

Genoino chegou ao colégio eleitoral instalado na Universidade São Judas, no bairro do Butantã (zona oeste), por volta das 16h20.

Logo em seguida, ele foi cercado por cerca de 40 militantes do PT. Enquanto gritava palavras de ordem (“partido, partido é dos trabalhadores”; “Genoino, Genoino”; “povo na rua, a luta continua”), o grupo agrediu jornalistas (o integrante do ‘CQC’ Oscar Filho precisou receber atendimento médico) e quebrou equipamentos (a máquina fotográfica da equipe da Folha foi danificada). Do jornal Folha de São Paulo.