Agronegócio alarmado com viés anti-China da diplomacia brasileira

Na segunda, chanceler afirmou que país não vai vender alma para exportar

Da Folhapress

Representantes de diversos setores do agronegócio estão alarmados com o que consideram ser um viés anti-China espalhado no governo Bolsonaro.

“Estamos comprando briga com nosso maior parceiro comercial e nem sabemos por que, só para imitar o presidente americano Donald Trump”, diz Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira e ex-secretário de comercialização e produção do Ministério da Agricultura.

Representantes de diferentes setores do agronegócio ouvidos pela reportagem relataram que a mensagem que têm recebido no governo é de que é preciso reduzir a “sino-dependência”, diversificar mercados e diminuir a exposição à China. Setores como o de carnes, suco de laranja, algodão e soja, que fazem grandes exportações para a China ou têm planos de expandir, manifestaram preocupação.

Em encontro recente na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária com diversas entidades do setor, representantes do Ministério da Agricultura tranquilizaram os produtores, afirmando que não haverá rompimento com a China. Mas os desestimularam de aumentar exportações para o país, encorajando-os a buscar mercados em algum dos 119 países com representações brasileiras.

O discurso do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo (foto), para alunos do Instituto Rio Branco nesta segunda-feira (11) foi a gota d’água.

GM apresenta medidas para não deixar o País

A General Motors (GM) apresentou uma pauta com 21 medidas que alteram pontos do acordo coletivo trabalhista em vigor até este ano. O encontro foi na manhã desta segunda-feira (28) e teve a presença de representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra).

A montadora busca apoio para um novo plano de investimentos na casa dos R$ 10 bilhões. Dos governos, a multinacional espera benefícios fiscais; dos fornecedores, redução de custos; dos concessionários, menos comissão nas vendas. Sem essas garantias, a montadora ameaça deixar o país. 

O motivo do encontro foi o comunicado colocado nos murais da fábrica na última semana, alertando para o prejuízo registrado pela empresa nos últimos anos no Brasil.

No texto, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, relatou que o prejuízo da GM Brasil de 2016 a 2018 não pode se repetir. O comunicado veio após rumores oriundos de diretores da alta cúpula que ameaçaram considerar outras opções para os negócios na América do Sul se não houvesse uma reversão dos resultados financeiros na região, melhorando a lucratividade.

Na semana passada, Zarlenga iniciou encontros com dirigentes sindicais das fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo. O grupo tem mais três fábricas, uma de carros em Gravataí (RS) e duas de autopeças em Mogi das Cruzes e Joinville (SC).

Leia a matéria completa no site da Revista Amanhã.

As manchetes do dia e uma corrente de tristezas para o País

Trabalhador rural transportando cana-de-açúcar / Local: Rio Grande do Norte (RN) – Brasil / Data: 10/2004

Caro leitor: veja as principais manchetes do dia de hoje e tire as suas conclusões.

Reforma no gabinete do presidente do STF inclui chuveiro e custará R$ 400 mil.

O Ministro Chefe da Casa Civil é flagrado com mais de 90 notas em série de uma empresa para justificar despesas na Câmara dos Deputados. O valor das notas ultrapassa 300 mil reais.

O nobre laranja Queiroz retira câncer em SP, de novo, no mesmo hospital da facada, e família se muda do Rio sem depor ao Ministério Público.

A mulher do ministro Moro pede que brasileiros parem de reclamar do novo governo.

O filho do vice-presidente da República, funcionário de carreira do Banco do Brasil, é nomeado para um cargo onde ganhará 36 mil por mês.

E pra finalizar: um economista da Universidade de Cambridge, Ha-Joon Chang afirma que o Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história da economia.

É como diz o meu amigo Luiz Vieira, 90 anos, um dos maiores compositores e cantores que o sertão de Pernambuco já produziu:

Político recém chegado ao poder é como burro que transporta cana do canavial para a usina. Até a bunda é doce.

Impostos no Brasil: pobre paga mais, ricos são isentos e sonegadores premiados

Para os especialistas, o senso comum de que a carga tributária no país é alta empobrece o debate. Reverter a situação de cobrança sobre consumo é o desafio para o país avançar.

O Brasil das injustiças históricas é injusto até mesmo na hora de debater certos temas, em que a realidade acaba por ficar oculta, como é o caso da incidência de tributos e da recorrente discussão sobre reforma tributária. “As pessoas reclamam que no Brasil se paga muito imposto, mas não é verdade. O problema é que os pobres pagam muito mais que os ricos”, afirmou o professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Eduardo Fagnani. Ele participou na tarde desta quinta-feira (23) de um debate sobre a questão ao lado do auditor da Receita Federal Paulo Gil Introini e da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) Graziella David. O encontro foi promovido pelo Le Monde Diplomatique Brasile mediado pelo editor-chefe do veículo, Sílvio Caccia Bava.

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Não deixe colocar um nome comum no seu filho ou no seu neto

Foto de Elza Fiuza e conteúdo da Agência Brasil.

Enzo Gabriel foi o nome mais escolhido por pais e mães no Brasil durante o ano de 2018, com um total de 18.156 registros, segundo dados da Central Nacional de Informações do Registro Civil. Em seguida estão Miguel (17.699), Arthur (17.119) e João Miguel (16.049).

Entre as meninas, o nome mais popular este ano foi Maria Eduarda, com 15.760 registros, seguido por Maria Clara (14.170), Alice (12.482) e Ana Clara (11.059).

A lista completa com os 50 nomes mais registrados em 2018 pode ser acessada por meio do Portal da Transparência do Registro Civil.

Dez nomes mais registrados no Brasil em 2018

1. Enzo Gabriel

2. Miguel

3. Arthur

4. João Miguel

5. Maria Eduarda

6. Maria Clara

7. Heitor

8. Pedro Henrique

9. Alice

10. Ana Clara

Dez nomes masculinos mais registrados no Brasil em 2018

1. Enzo Gabriel

2. Miguel

3. Arthur

4. João Miguel

5. Heitor

6. Pedro Henrique

7. Davi

8. Bernardo

9. João Pedro

10. Gabriel

Dez nomes femininos mais registrados no Brasil em 2018

1. Maria Eduarda

2. Maria Clara

3. Alice

4. Ana Clara

5. Helena

6. Valentina

7. Maria Luiza

8. Laura

9. Maria Alice

10. Maria Cecília

O amanhã depois de amanhã, o terror

Caixa Econômica Federal, o maior banco social do mundo; Banco do Brasil, o maior banco do País; e Petrobras, dona das maiores reservas petrolíferas estão na mira dos fundos abutres.

Aí o País elege um presidente da República que entrega tudo isso, inclusive a Previdência e a Saúde, nas mãos de um jogador do mercado financeiro.

Quanto jogo de influências, quantas informações privilegiadas, quantos desvãos para ganhar um caminhão de dinheiro por vez.

As maracutaias de Sarney, Collor, FHC e Lula parecerão, num futuro breve, brincadeira de pré-escola infantil.

Bolsonaro impõe condições ao convênio médico com cubanos. Eles vão embora.

 

 

O presidente eleito não perdeu tempo e já está, mesmo ainda não tendo assumido o cargo, impondo condições ao convênio. Segundo o jornalista Ricardo Noblat, são 8.500 os médicos cubanos que deverão deixar o Brasil até o próximo dia 31 de dezembro.

Municípios do interior do Nordeste, do Norte e periferias de grandes cidades serão os mais prejudicados.

Cuba faz cooperação com 66 países em todo o Globo, inclusive europeus. Sabe como isso começou? Com a brigada Henry Reeve criada em 2005, como forma de ajuda humanitária pra atender as vítimas do Furacão Katrina nos EUA. Fidel chamou centenas de médicos e pediu que se organizasse a brigada. EUA negaram a ajuda. A brigada permaneceu mobilizada pois em pouco tempo haveria a crise em Angola e terremoto no Paquistão.

O internauta Thiago Silva explica como se deu o convênio com o Brasil:

Na maioria dos países que faz parceria, Cuba envia médicos e medicamentos de graça, sem cobrar dos países. Isso aconteceu em Angola, no Nepal, Haiti, Congo, e tantos outros países pobres do Mundo. Quem arcava com os custos? O próprio governo cubano.

E como o governo Cubano fazia, já que é vítima de um Bloqueio Econômico há décadas, uma ilha pequena do Caribe que não consegue nem produzir a própria energia, pelas características de seu território? Alguns países começaram a oferecer trocas pela Força de Médicos.

A Venezuela ofereceu petróleo. Alguns países europeus começaram a pagar mesmo diretamente para o governo Cubano. E essa parceria virou uma fonte de renda para a Ilha, com impacto em suas contas públicas, dado o volume de médicos atuando no mundo todo.

A verdade é que locais isolados do Nordeste, assim como os nossos vizinhos Buritirama e Mansidão, onde os médicos brasileiros não chegam, pois os contratos com o Governo brasileiro são de valor baixo e não existem clientes particulares para complementar a renda, ficarão sem assistência.

O novo presidente já conseguiu causar um dano à saúde popular, aquela dedicada às faixas mais vulneráveis da população brasileira, que os próximos 20 anos não serão suficientes para recuperar.

2,5 milhões sem médico só na Bahia

O deputado Valmir Assunção, do PT da Bahia, afirmou hoje que o fim do ‘Mais Médicos’ vai deixar milhões de pessoas sem acesso a profissionais, diz Valmir

Somente na Bahia serão 845 médicos que deixarão de atuar na atenção básica com o fim do programa ‘Mais Médicos’. O dado deixou o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) estarrecido, já que por meio desta ação de governo as famílias mais vulneráveis tinham acesso à saúde.

“Esses médicos são fundamentais para que as equipes de Saúde da Família possam atuar nos municípios e comunidades mais longínquos do país. Com o fim do programa, virá um efeito ainda pior no setor de saúde com a desassistência e dificuldade da população no acesso aos serviços de forma pública, principalmente de saúde da família”, informa o parlamentar. Para o petista, os 313 municípios baianos com cobertura do programa federal terão os atendimentos reduzidos e milhões de famílias serão afetadas.

“Conforme os dados expressados pelo governo da Bahia, ao menos 2,5 milhões de pessoas não terão mais acesso ao médico de saúde da família. Na Região Metropolitana de Salvador, por exemplo, 12 médicos de sete municípios deixarão de atuar. E ainda temos 52 municípios que têm o Índice de Desenvolvimento Humano [IDH] baixo ou muito baixo que perderão 101 profissionais. Ou seja, idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas, queda nos índices de cobertura de vacinação, dificuldade de monitorar endemias, além de gestantes sem pré-natal adequado ficarão sem atendimentos. Isso é um absurdo, o setor de saúde pode entrar em colapso”, frisa.

Para o deputado, o fim do ‘Mais Médicos’ é fruto de um governo que nem iniciou, mas já demonstra total irresponsabilidade e falta de sensibilidade com o povo brasileiro. “Quero deixar minha absoluta solidariedade aos médicos cubanos que foram ofendidos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, ao governo cubano e à população em situação de vulnerabilidade do Brasil que sofrerá diretamente as consequências”. No Brasil, mais de 1,5 mil municípios não terão nenhum médico e 75% da força de trabalho dos distritos sanitários indígenas deixarão de ter atendimentos.

De acordo com dados do governo, 74% dos brasileiros dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), direito a saúde garantido pela constituição que já vinha sendo ameaçado pelo congelamento dos recursos por 20 anos pelas Emendas Constitucionais 85 e 95 aprovadas no governo de Michel Temer (MDB). “Sabemos que o presidente golpista inviabilizou as medidas de longo prazo do ‘Mais Médicos’ que podiam garantir que os médicos brasileiros substituíssem os médicos estrangeiros no programa. Mas com a eleição de um governo ultraconservador, a situação piorou de vez e o programa acabou”.

Até agronegócio tem dúvidas sobre união entre ministérios da Agricultura e Meio Ambiente.

A matéria é da página Soja Brasil no portal do Canal Rural, editada por O Expresso.

Enquanto entidades do setor agrícola defendem que fusão pode beneficiar o produtor rural, há quem afirme que medida prejudicaria negociações com Europa e Ásia

Algumas declarações do candidato à Presidência do Brasil Jair Bolsonaro sobre uma possível união entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente trouxeram à tona um antigo debate sobre as exigências mundiais de preservação ambiental. Para alguns integrantes do setor agrícola, o país deve priorizar suas necessidades, mesmo que isso signifique perder mercados importantes como o europeu.

Há muito tempo se fala sobre o impacto da agricultura sobre as matas preservadas da Amazônia. Para diminuir essa visão negativa sobre o setor e abrir novos mercados, foi criada a moratória da soja, um pacto ambiental selado em 2006 entre entidades que representam os produtores, ambientalistas e o governo brasileiro.

“Nada é mais fácil na vida do que arruinar uma imagem. E, feito isso, é difícil reverter”.

A frase dita pelo ex-ministro do Meio Ambiente e da Fazenda Rubens Ricupero, resume a preocupação sobre não só a união entre os ministérios, como também da intenção do setor da soja em acabar com a moratória.

“Concorrentes irão usar esse fato contra nós. Sem falar nos países protecionistas espalhados pela União Europeia e Ásia, que podem usar esse argumento contra o Brasil para não comprar mais daqui”, diz Ricupero.

Segundo ele, o agronegócio será prejudicado com essas medidas, pois há uma percepção que a visão do setor produtivo irá prevalecer. “Não sou contra o agronegócio, mas acho que o setor inteligente é o que procura essa sustentabilidade ambiental para assim conquistar mais mercados. O efeito negativo já começa a aparecer, já estou recebendo mensagens de ambientalistas do mundo todo alarmados com essa possibilidade”, diz.

Como se dizia antigamente, a pretensão de Bolsonaro é amarrar cachorro com linguiça. Mas isso não é bom nem para a linguiça, como para o cachorro e para o dono do cachorro.

 

Dica de leitura: jornal pergunta por que brasileiro abre mão de direitos para votar com a extrema direita

O leitor mais atento precisa ler uma matéria do Le Monde Diplomatique Brasil, que pergunta por que uma pessoa abriria mão de direitos fundamentais para votar em Bolsonaro. Veja o trecho abaixo e clique aqui para ler a íntegra da matéria:

“As elites conseguiram disseminar na cabeça de grande parte da população a ideia de atrair o mercado para solucionar a crise. Por isso, a Bolsa respira aliviada com a quantidade de votos que o PSL recebeu! Por isso, que os corruptos como Aécio Neves, Richa e Roberto Jeferson estão ao lado de Bolsonaro no pleito presidencial! Todos tornam-se moralistas, ex-atores pornôs, linchadores, estupradores, viciados, aderindo-se a uma moral que permite ao mercado sair ileso de todo o processo.”

Veja também o esclarecedor vídeo em que se trata da evolução do bolsonarismo no País.

 

 

O caro leitor também pode ver o grande Mangabeira Unger, em vídeo, definindo com serenidade o perfil sócio-político do fenômeno Bolsonaro.

 

 

Bolsonaro é risco maior que Haddad para agenda econômica, diz Standard & Poor’s

 

A agência de classificação de risco S&P Global tem monitorado de perto as eleições no Brasil e enxerga como maior risco para a nota soberana do país a maneira como o novo governo vai lidar com os desafios econômicos.

“O Brasil tem imensos problemas, tanto fiscais quanto sociais. A economia mal está crescendo neste ano e há muito na agenda para a na agenda para a nova liderança. Essa preocupação de quão rápida e efetivamente a nova liderança vai lidar com essas questões” afeta nossa avaliação, afirmou Joydeep Mukherji, diretor-gerente de ratings soberanos para América Latina, em webseminário sobre riscos para a região.

Segundo o representante da agência, Haddad não é um outsider como Bolsonaro.

O que pensam mas não falam é que a chegada de um nacionalista fanático como Bolsonaro pode afetar profundamente os interesses econômicos estrangeiros no País.

Haddad, mais como Lula do que como Dilma, pode entender que a interdependência entre as economias e a dependência brasileira em termos tecnológicos, com a contrapartida de abertura de mercados para as commodities verde-amarelas, podem ser negociadas.

Hoje mesmo Donald Trump, dentro de outro contexto, disse que o Brasil é injusto na taxação das importações norte-americanas, mesmo estando os EUA colocados como segundo maior parceiro comercial do País, perdendo apenas para a China.

Na realidade, todos temem perder o Brasil como celeiro e quintal, deitado em berço esplendido de petróleo, grande diversidade mineral, segunda maior produção agrícola exportável do mundo.  A contrapartida é dada com a grande demanda de eletrônicos, software, medicamentos, equipamentos de transporte e mobilidade e insumos para o agronegócio. 

 

Não tenhamos, como eleitores, vãs ilusões. Tem gente muito interessada no Brasil em todo o mundo.

O eleitor pode reclamar da qualidade de alguns candidatos à Presidência. Temos Alckmin da Merenda e o “fronteiriço” Bolsonaro, um caso típico de análise, em psiquiatra ortodoxo, pelo resto da vida.

Pode reclamar do “novo” João Amoedo, um cidadão alienado às realidades brasileiras, ou das loucuras do Cabo Daciolo.

Mas, pense, podia ser pior: poderíamos ter Luciano Huck ou Flávio Rocha, acusado de relações trabalhistas pouco convencionais nas Lojas Riachuelo. Ou ainda o indecifrável Joaquim Barbosa, o ex-presidente do STF.

Huck, apesar de ter desistido de se lançar candidato à Presidência da República este ano, sinaliza a possibilidade de disputar o mais poderoso cargo público do País na próxima eleição, em 2022.

Ou quem sabe, se as coisas pudessem ser um pouco diferentes, o próprio Temer numa tentativa de reeleição; Eduardo Cunha, o chefe da máfia dos 300 picaretas da Câmara; ou até Aécio, que no momento tenta um mandato de deputado na Câmara para manter o foro privilegiado e ficar um tempo a mais fora da cadeia enquanto os ânimos se amornam.

A par disso, temos a parcialidade gritante do Judiciário e, em especial, o ogro da fala fina de Curitiba, e as suas relações incestuosas com o advogado Zucolotto, e uma grave denúncia de favorecimento a certos delatores, de autoria do advogado Tacla Duran.

Hoje um internauta dizia no twitter:

“Nunca votei no PT. o judiciário, a mídia e os setores do golpe mudaram isso. Hoje decidi abrir mão do meu voto ideológico no gigantesco Guilherme Boulos, por responsabilidade com meu país e por repúdio ao estado de exceção que se implantou aqui, voto 13! Voto Haddad!

A verdade é que os Estados Unidos e suas agências de informação externas querem o patrimônio do País – energia, finanças, minérios, petróleo, infraestrutura, indústria, bases militares geoestratégicas –  e um corte radical na influência dos chineses em nossa economia. E pressionam de maneira franca e sincera pela eleição de um presidente dócil e obediente.

Os norte-americanos vão fazer qualquer coisa por isso. Vejam bem, qualquer coisa. Até empastelar as próximas eleições ou promover um novo golpe no início do novo mandato presidencial. Não tenhamos ilusões vãs. E enquanto não conseguirem o domínio da porra toda, vão transformando o País numa grande Venezuela.

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 563,5 bilhões. Bahia se destaca pelo algodão e cacau.    

Imagem: Kimberly Vardeman para o Globo Rural

Algodão, cacau, café, soja, tomate e trigo representam 37,6% do valor  

Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 563,5 bilhões, 2,2% menor que o de 2017 (R$ 575,9 bilhões). As lavouras tiveram redução de 0,6% e a pecuária de 5,3%, em relação ao ano passado.  

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 43,2%, cacau (28,6%), café (8,5%), soja (9,8%), tomate (17,2%) e trigo (62,3%). Esses seis produtos representam 37,6% do VBP. Algodão e soja apresentam destaques recordes de valor na série analisada, desde 1990. Ambos são beneficiados por preços mais elevados do que em 2017, e recordes de produção.

De acordo com José Garcia Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, isso faz com que estados líderes nesses produtos, como Mato Grosso e Bahia, apresentem resultados excepcionais de faturamento neste ano.

Há um grupo de produtos que apresenta resultados desfavoráveis no comparativo com o ano passado. Entre estes encontram-se arroz, com queda real do valor de 20,8%, cana-de-açúcar (-7,3%), feijão (-29,1%), laranja (-19,6%), mandioca (-15,8%), e milho (-9,4%). Todos esses tiveram redução acentuada de preços e quantidades produzidas.

Como a safra de verão representa quase a totalidade da produção de grãos e já se encontra finalizada segundo a Conab, poucas alterações deverão existir ainda durante este ano, explica o coordenador geral do Mapa. 

Na pecuária, todos os itens estão com valores inferiores aos de 2017. Os preços reais encontram-se em níveis menores que no ano passado, principalmente em suínos (-19,2%), frango (-6,3%), leite (-5,2%) e ovos (-11,5%). Preços internacionais mais baixos e redução do consumo interno, são apontados por Gasques como principais fatores que estão afetando o comportamento desse segmento.

Nesta madrugada vai ter espetáculo no céu, que pode ser visto em todo o Brasil.

Nesta madrugada, a chuva de meteoros Perseidas, que é visível anualmente entre os meses de julho e agosto, terá seu ápice de atividade e, em caso de céu limpo, poderá ser vista na maior parte do Brasil. O fluxo de asteroides visíveis pode variar entre 40 e 80 por hora.

As Perseidas são um fenômeno astronômico que pode ser melhor observado do Hemisfério Norte, porém, caso as condições do céu estejam favoráveis, também poderá ser visto do Brasil. Em São Paulo, deve ser possível observar a chuva de meteoros a partir das 5h, enquanto, no Sul, o pico deve acontecer pouco antes do amanhecer, às 6h.

No Norte e no Nordeste, as condições de visibilidade devem ser ainda melhores e será possível ver a chuva de meteoros partir das 2h. Como é Lua Nova, a baixa luminosidade dos céus pode tornar o evento ainda melhor de ser observado, porém, grandes centros urbanos podem dificultar o avistamento, por conta da iluminação artificial.

Este fenômeno é associado ao cometa Swift-Tuttle, que existiu há milhares de anos, e ocorre quando a Terra passa por uma nuvem de partículas ejetadas pelo asteroide. Segundo a agência espacial norte-americana (Nasa), a maior parte do material desta nuvem possui cerca de 1.000 anos. Não é necessário nenhum equipamento para ver os meteoros, porém, um binóculo pode ajudar. Também será possível ver o fenômeno por meio das redes sociais da Nasa

A chuva de meteoros Perseidas recebe este nome por dar a impressão de que os raios de luz partem do radiante, um ponto no céu localizado na constelação de Perseus. Apesar de serem chamados de “estrelas cadentes”, os raios de luz provêm de fragmentos rochosos ejetados por asteroides, que viajam no espaço em uma velocidade de 60km por segundo. A velocidade faz com que o material atinja uma temperatura de 10.000ºC e entre em combustão, gerando a luminosidade enquanto percorre sua trajetória.

No Tucanistão de Temer, produção industrial cai e dólar dispara

A cada dia, a divulgação de novos indicadores ajuda a desmentir o discurso do governo Michel Temer, que faz alarde celebrando o que considera um bom resultado da economia. Nesta quarta (09), foi a vez de o IBGE mostrar que a produção industrial caiu 0,1% em março, com recuo em oito das 15 regiões pesquisadas.

No mesmo dia, o dólar disparou e chegou a R$ 3,60 pela primeira vez em dois anos.

De acordo com o instituto de pesquisa, as quedas mais acentuadas na indústria foram registradas na Bahia (-4,5%), no Rio de Janeiro (-3,7%) e na região Nordeste (3,6%). Também tiveram resultado negativo Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%). Entre as áreas com crescimento no mês, estão Pará (9%), Mato Grosso (4,7%), Espírito Santo (2,8%), Amazonas (2,6%) e São Paulo (2%).

O indicador de março, contudo, é apenas um pedaço do problema. Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para a indústria mostrou recuo de 0,7% no trimestre encerrado em março de 2018, frente ao nível do mês anterior. 

Em uma economia como a brasileira, é difícil pensar que possa haver crescimento econômico sustentado, sem crescimento da produção industrial. Mas o atual governo continua a priorizar uma política que drena recursos para o setor financeiro, e desidrata o produtivo, que de fato tem impacto na vida das pessoas.

A gestão Temer não só fez caírem os investimentos públicos, como tem dificultado a retomada dos investimentos privados e a vida da indústria brasileira. Por exemplo, acabou com a política de conteúdo local da Petrobras e promove o desmonte do BNDES. 

Em março deste ano, o IBGE já havia divulgado que, apesar de a indústria de transformação ter registrado um crescimento de 2,2% em 2017, ela continuou a perder espaço na economia. A participação do segmento no Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 11,8%, a menor desde os anos 1950. No início da década, esse percentual era de 15% e, nos anos 1980, chegou a superar a casa dos 20%. 

Dólar

Na manhã desta quarta, o dólar rompeu a barreira dos R$ 3,60, cotação que não era atingida durante os negócios desde 2 de junho de 2016. O resultado é reflexo não apenas das incertezas internas no Brasil pós-golpe em ano eleitoral, como também da tensão nos mercados externos com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã. 

Além disso, a expectativa de alta dos juros norte-americanos e a crise cambial na Argentina – que na terça-feira recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) – também contribuem para que a moeda siga tendência de alta para os próximos meses.

Em entrevista à Globonews na terça-feira (8), o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a alta do dólar é um movimento global. Segundo ele, o banco está monitorando o mercado e intervirá quando necessário. Do Portal Vermelho, com agências.

Houve um tempo em que o Brasil era a 6º economia do mundo, pronto para assumir a 5ª posição. Hoje somos a 9ª economia, mas o décimo colocado, Canadá, já está grande no nosso retrovisor.

No Brasil estamos cada vez mais convencidos que somos a Argentina de hoje no dia de amanhã, quebrada e de joelhos para o Fundo Monetário Internacional.

Brasil adicionou 22,8 milhões de toneladas de fósforo em seus solos nos últimos 50 anos

Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Solos(RJ) e de outras instituições brasileiras revela que quase metade do fósforo (P) aplicado na agricultura em forma de fertilizante inorgânico nos últimos 50 anos continua na terra. Cálculos apontam que um total de 45,7 milhões de toneladas, ou teragramas (Tg), de fósforo foi aplicado no Brasil desde 1960, quando começou a utilização regular desse insumo. Hoje, estima-se que 22,8 Tg desse montante continue fixado no solo.

Esse legado de fósforo na terra, que hoje é avaliado em mais de U$ 40 bilhões, pode ajudar o Brasil a se precaver contra uma possível escassez futura do nutriente ou variações no preço do insumo. Em 2008, por exemplo, o preço da rocha de fosfato aumentou 800% em um período de 18 meses.

Em 2050, serão 105 milhões de toneladas

Para avaliar esse recurso, foram examinadas as dinâmicas de fósforo em seis experimentos de longa duração (14 a 38 anos) em solos do Cerrado, onde se acredita que a maior parte da expansão e da intensificação da agricultura deve ocorrer. A estimativa é que o resíduo de fósforo em terras brasileiras possa chegar a 105 Tg em 2050.

O estudo, publicado na Nature Scientific Reports, no artigo Transitions to sustainable management of phosporus in Brazilian Agriculture (Transições para o manejo sustentável de fósforo na agricultura brasileira, tradução livre), chama a atenção para uma questão importante na discussão do excesso de uso do nutriente. O fósforo aplicado sucessivamente em solos brasileiros, principalmente na produção de grãos, desde 1970, aliado a práticas conservacionistas, como o plantio direto, gerou um legado, promovendo o acúmulo de um capital natural. “Nosso solo absorveu esse fósforo. Por isso, precisamos aplicá-lo cada vez em menor quantidade na terra, reduzindo seu uso na adubação”, revela Vinícius Benites, pesquisador da Embrapa Solos e um dos autores do artigo.

Controvérsias sobre o uso do fósforo

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Com finanças abaladas, Estados deixam de investir R$23 bilhões

Obras paradas, incompletas e atrasadas. É o que se vê por aí.

Na Bahia, o governo conseguiu manter o nível de investimento, mas ainda faltam recursos para obras de menor porte, sobretudo no interior do estado.

Por Flávia Lima, Daniel Camargo e João Pedro Pitomb

Em delicada situação fiscal provocada pela forte recessão e pelo alto endividamento turbinado por grandes eventos públicos, os estados seguiram os tristes passos do governo federal e cortaram quase R$ 23 bilhões em investimentos em 2017 na comparação com o teto de 2014.

Os dados constam de relatório da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado.

É quase como se tudo o que é gasto com o programa Bolsa Família em um ano fosse retirado da economia, com estragos igualmente relevantes, porém ainda mais espalhados.

A recessão econômica a partir de meados de 2014 atingiu fortemente a arrecadação de tributos de União, estados e municípios, interrompendo uma trajetória de elevação dos gastos que começou logo depois da crise de 2008.

Sem autonomia legal para mexer em despesas fixas e onerosas, como a folha de pagamento, puniu-se o investimento. Mas, como esse item é considerado crucial para a recuperação da economia, a sua queda acaba colocando em xeque o já lento processo de retomada.

No caso específico dos estados, reduzir investimentos significa postergar projetos de construção de escolas e hospitais e provisão de equipamentos, além de paralisar obras como pontes e rodovias.

Das áreas sociais, a segurança pública é a mais atingida, agravando o quadro atual de vulnerabilidade. Em Minas Gerais há quase 1.200 obras paradas, e o Rio de Janeiro sofre com o menor nível de investimento da década.

“Cortar investimentos é uma espécie de suicídio dos estados, que ficarão ainda menores nos próximos anos”, afirma José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre-FGV e professor do IDP (Instituto de Direito Público). “O investimento de hoje dita o tamanho do estado no futuro.”

Em maior ou menor intensidade, o estrago foi generalizado e atingiu 25 das 27 unidades da Federação. A tesoura pesou especialmente em cinco estados, três deles da região Sudeste. As exceções foram Paraná e Rondônia.

Sem surpresas, o Rio de Janeiro puxou a fila. Após um período de fortes gastos alimentados por receitas com o petróleo e empréstimos autorizados pelo governo federal, o estado praticamente parou em 2017.

Ao longo de todo o ano passado, os investimentos somaram apenas R$ 987 milhões, ou R$ 6,6 bilhões abaixo do registrado em 2014.

Desde então, os investimentos no Rio caíram em média 52,7% ao ano, descontada a inflação. O estado em situação mais frágil foi seguido pelo Acre (-40,4%), Espírito Santo (-39,1%), Amazonas (-36,8%) e Minas Gerais (-34,5%).

Na outra ponta, aparecem o Paraná, com uma taxa de crescimento robusta para o momento, de 16,1% entre 2014 e 2017, e Rondônia, com alta de 0,8% dos investimentos no período. Além disso, dois estados do Nordeste e outro do Sul conseguiram barrar quedas muito fortes da rubrica.

No caso do Rio Grande do Norte, o investimento encerrou o período de ajuste praticamente estável, segundo dados da IFI.

MINAS GERAIS

A falta de dinheiro para investimento afeta a vida dos mineiros. Relatório inédito do TCE (Tribunal de Contas do Estado) identificou 1.188 obras paralisadas atualmente em Minas Gerais.

Desse total, 438 (37%) esperam recursos estaduais -em parceria com as prefeituras- para a conclusão. Outras 24 são de responsabilidade exclusiva do governo mineiro.

Em Mateus Leme, distante 65 quilômetros de Belo Horizonte, a construção da UBS (Unidade Básica de Saúde) no bairro Nossa Senhora do Rosário foi iniciada em 2012 e está paralisada, com 36% da obra realizada.

“Está tudo abandonado. O local virou ponto para usuários de drogas”, diz o comerciante Ronaldo Nunes de Morais, morador do bairro.

A outra unidade de saúde do bairro, segundo Morais, é insuficiente para atender os moradores da região.

Ele recorda de quando acompanhou o primo até o local, durante uma crise alérgica. Procuraram o equipamento de saúde, mas não conseguiram atendimento. “Tivemos de ir para a UPA [Unidade de Pronto-Atendimento], distante daqui”, recorda.

O valor total da obra é de R$ 1,2 milhão. A Secretaria da Saúde do governo mineiro informa que já fez dois repasses, que somados totalizam R$ 790 mil.

“O restante ainda não foi transferido ao município, em razão da indisponibilidade financeira do estado”, afirma a pasta, em nota.

A Secretaria de Saúde destaca ainda o déficit e a situação de calamidade financeira, decretada em dezembro de 2016 pelo governador Fernando Pimentel (PT).

“Diante disso, estamos nos esforçando para honrar os compromissos pactuados, manter nossas ações e dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto mencionado”, informa.

Entre as obras paralisadas estão estradas, pontes, calçamento, quadras esportivas, campos de futebol, escolas e creches.

Continue Lendo “Com finanças abaladas, Estados deixam de investir R$23 bilhões”

Soja segue em alta lenta e gradual em todos os vencimentos

A soja abriu no mercado de Chicago com altas significativas em todos os vencimentos. No Oeste baiano a soja balcão está sendo negociada a R$65,00 a saca de 60 quilos. Se as chuvas permitirem, em uma semana estaremos no auge da colheita, a qual deve se estender até o final de abril.

Segundo o Canal Rural, além do confronto comercial China x Estados Unidos, as chuvas na Argentina ou a falta delas continuam a influenciar as cotações internacionais:

  • As chuvas dos últimos 10 dias na Argentina ajudaram a aliviar parte dos problemas de umidade nas lavouras da província de Buenos Aires, mas não atingiram de forma ampla as províncias de Santa Fé e Córdoba. A situação argentina continua muito ruim e as previsões para as próximas duas semanas não são boas;
  • Os mapas apontam para chuvas pouco volumosas em Buenos Aires e praticamente nenhuma umidade em Santa Fé e em Córdoba nos próximos 14 dias, o que deve agravar as condições das lavouras da chamada “zona núcleo”;
  • As perdas de produção na Argentina devem superar 10 milhões de toneladas, e embora boa parte dessas perdas já esteja precificada em Chicago, o mercado deve continuar encontrando algum suporte neste fator;
  • A entrada da supersafra brasileira começa a chamar a atenção de Chicago, com os players entendendo que parte das perdas argentinas poderá ser compensada por uma produção recorde no Brasil;
  • Outro fator que começa a pesar em Chicago é a previsão de aumento de área de soja nos Estados Unidos na nova temporada. O relatório do USDA do dia 29 de março deve confirmar a maior área a ser semeada com soja na história dos EUA, superando o milho;
  • O último fator de atenção do mercado, mas talvez o mais importante deste momento, é o aumento das tensões envolvendo a guerra comercial entre EUA e China nos últimos dias, que deve continuar mexendo com o mercado.

Tarifas dos Correios aumentam em média 31,5% na próxima semana

Os serviços dos Correios ficarão mais caros em todo o País a partir da próxima terça-feira. Na Bahia, a majoração das tarifas vão alcançar, em média, 31,5%.

Segundo as contas do Mercado Livre, a maior organização de e-commerce do País, as tarifas subirão muito e prejudicarão os negócios:

  • 31,49% é o aumento nos custos para o envio de encomendas simples (PAC) pelos Correios.
  • R$ 22,06 será o valor cobrado para o envio para as cidades baianas, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, ou Salvador, por exemplo. 
  • 51% será o reajuste máximo no valor das encomendas simples, praticado na chamada rota 16, o que inclui municípios nas regiões Norte e Nordeste do país, como Fortaleza (CE), Recife (PE) e Rio Branco (AC).
  • 23% será o reajuste médio praticado no Brasil, pelas contas do Mercado Livre. De acordo com nota enviada pelos Correios, o percentual de aumento praticado será menor, de 8% em média. As informações são do jornal Correio*.

Dinheiro não contabilizado do serviço secreto dos EUA financia Polícia Federal no mínimo há 15 anos

Ninguém deve se surpreender com os recentes encontros de autoridades policiais brasileiras com membros do FBI e CIA, serviço secreto dos Estados Unidos.

Já em abril de 2004, uma matéria do Estadão, informava que o presidente da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Garisto, confirmou  que “a Polícia Federal recebe dinheiro do serviço secreto americano (CIA) e de outras instituições como a de combate ao narcotráfico – DEA – e do Federal Bureau Investigation (FBI)”.

A informação foi dada pelo ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Alberto Costa, em entrevista à revista Carta Capital, publicada em 24 de março deste ano de 2017.

 Segundo Francisco Garisto, os dólares recebidos são depositados em contas individuais e, muitas vezes, trocados no câmbio paralelo, informa a Agência Brasil.

De acordo com o presidente da Fenapef, são repassados anualmente à Polícia Federal US$ 10 milhões, metade oriunda do DEA. Garisto disse aos parlamentares que essa questão foi apresentada ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por meio de um ofício enviado em 7 de janeiro de 2003.

Na ocasião, foi aberta uma sindicância, mas nada ocorreu até agora para mudar este procedimento, disse o policial.

A contrapartida exigida pelo governo americano, ao repassar estes recursos à Polícia Federal, é de que sejam aplicados exclusivamente no combate ao tráfico internacional de drogas dirigido aos Estados Unidos, afirmou Garisto.

“É um dinheiro maldito que causa discórdia na Polícia Federal”.

A página Operacional – Defesa e Segurança, reproduzindo matéria da Folha de São Paulo, relata:

Graças a novos documentos revelados por Ryan Devereaux, Glenn Greenwald e Laura Poitras no Intercept, descobrimos que existe outra agência norte-americana trabalhando com a NSA que representa ameaça semelhante: a Agência de Combate às Drogas (DEA).

De acordo com os documentos, não se trata apenas de a NSA ajudar a DEA a capturar traficantes, mas de a DEA ajudar a NSA quanto a seus programas de espionagem não relacionados a drogas.

“A DEA na verdade é uma das maiores operações de espionagem que existe”, disse Finn Selander, antigo agente especial da DEA.

“Os países permitem que entremos porque não nos veem como organização de espionagem”.

A ajuda da Agência de Combate às Drogas à NSA em seus programas de espionagem é potencialmente uma violação de confiança ainda mais grave.

Essa é potencialmente uma violação de confiança diplomática ainda mais grave do que a espionagem pela NSA que Dilma Rousseff denunciou na ONU.

Governos permitem o acesso da DEA a recursos policiais, de inteligência e militares – o que pode incluir escutas – como parte de um esforço colaborativo com os Estados Unidos para combater o crime organizado.

Por um tribunal de exceção e o reinício da Pátria no modo segurança

A partir de 1942, aproximadamente 3.000 pessoas de origem alemã, italiana e japonesa foram encarceradas em 10 campos de concentração criados em sete Estados brasileiros (PA, PE, RJ, MG, SP, SC e RS).

Que Deus cale a minha boca, mas mesmo descendente dos libertários maragatos e defensor das liberdades, da igualdade e da fraternidade, chego a descrer, em momentos, nos atributos da democracia. E defender um tribunal de exceção para juízes, políticos, gestores públicos e empresários que têm provado que nesta nação gigante, ao sul do Equador, vergonha na cara é artigo de primeira necessidade.

Veja a notícia de hoje:

“Em acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a empreiteira Camargo Corrêa revelou a prática de cartel em 21 licitações que ocorreram em 7 Estados e no DF em um período de 16 anos. Um processo administrativo foi instaurado pelo Cade para investigar suposto cartel em concorrências públicas para obras de metrôs e monotrilhos.”

Se não levarmos todos os envolvidos, não só os do PT,  a um tribunal de exceção, sem partido como aquele de Curitiba, com previsão de trabalhos forçados em campo de concentração “ad perpetuum”, não teremos oportunidade de reiniciar, no modo segurança, esta pátria morena tão distraída.

Piadas correntes que devem ser gozadas com risos sinistros de filme de terror

Primeira: “apenas” uma mala de dinheiro não é a prova da culpa de alguém.

Segunda: Eduardo Cunha precisa de Justiça. Portanto, uma redução de pena de 10 meses.

Terceira: negar a absolvição de alguém que já morreu para condená-lo, talvez, ao inferno.

Quarta: se não está dando pra ganhar a presidência na base do voto majoritário, quem sabe transformar o próximo presidente numa rainha da Inglaterra, que só mandaria nos criados domésticos do Palácio da Alvorada?

Quinta:  Polícia Federal prende quatro carros clonados com adesivos da corporação e os ocupantes com distintivos e coletes balísticos identificados. Existe tanta PF correndo pra lá e prá cá que já criaram até os sucedâneos.

O Brasil é um país tão engraçado, mas tão engraçado, que as gargalhadas vem sempre acompanhadas de tremores e suores frios.

Tem dias em que é melhor não ler jornais

Manchetes vespertinas:

Alvo de 9 inquéritos, Aécio cogita candidatura a deputado federal

Entre os sem-teto, Caetano diz ser a 1ª vez em que tem um show proibido desde a ditadura.

Michel Temer assina medidas provisórias do ajuste fiscal.

Michel Temer reduz em quatro reais salário mínimo de 2018.

Pastor é acusado de chefiar quadrilha de assaltantes em São Paulo.

Vem aí a terceira denúncia contra Temer

Contra Lula, “mercado” já fala até em Jair Bolsonaro.

Estado da Bahia é campeão em mortes violentas no País.

Dívida pública cresce assustadoramente para R$3,4 trilhões

A Dívida Pública Federal – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – registrou aumento em setembro. O estoque da dívida subiu 0,79%, passando de R$ 3,404 trilhões, em agosto, para R$ 3,430 trilhões em setembro, informou hoje (23) a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,78%, ao passar de R$ 3,286 trilhões para R$ 3,311 trilhões. Segundo o Tesouro, esse aumento é devido ao pagamento de juros de R$ 25,98 bilhões, compensado em parte pelo resgate líquido, ou seja, mais resgates do que emissões de títulos públicos, no valor total de R$ 46 milhões.

O estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, teve aumento de 1,22%, encerrando o mês passado em R$ 118,88 bilhões (US$ 37,53 bilhões).

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo.

Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Edição: Graça Adjuto, da Agência Brasil.

O ódio não emburreceu o Brasil. O Brasil burro é que trouxe o ódio à tona.

Em um país de tremendos contrastes, em que 6 pessoas tem um patrimônio maior que 100 milhões de brasileiros, a desigualdade maior não é o poder econômico. As chances de acesso a uma educação de qualidade são cada vez mais diminutas para grande parte da população.

O grande salto da Coréia não se repetirá no País enquanto não tivermos novamente um governo que preocupe-se com educação, com faculdades e cursos técnicos.

Há uns 8 anos, caíram-me nas mãos trabalhos de formatura em Magistério de professoras que estavam prestes a prestar concurso para o ensino público. Os erros de ortografia e a escrita sofrível me deram um retrato do que seria o futuro.

Ele está apenas se confirmando nas mensagens odiosas que se vê hoje na internet. Tenho mais de 10 mil seguidores e amigos no Facebook, só pra citar uma mídia social, e o que ali se vê de fato não é a melhor expressão de paz social.

Enquanto isso, Uberaba continua uma florescente cidade do triângulo mineiro, sem a mínima chance de se anexar ao território do estado de São Paulo.

Mega operação das polícias civis prende pedófilos em 17 estados do País

As polícias civis de 17 estados prenderam 82 pessoas na manhã de hoje (20) durante a megaoperação Luz na Infância, de combate à pedofilia, feita em parceria com a Polícia Federal. As prisões foram em flagrante, resultantes do cumprimento de 92 mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Justiça e Cidadania, os presos em flagrante são suspeitos de disseminar pornografia infantil e pedofilia na internet e, em alguns casos, eles eram também os responsáveis pela produção do material.

A operação é considerada uma das maiores do mundo no combate à pedofilia e envolve 1,1 mil policiais. O trabalho de investigação durou seis meses. A Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública contou a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos.

Até o momento, foram presas quatro pessoas no Distrito Federal, uma no Espírito Santo, oito em Goiás, duas no Maranhão, oito em Minas Gerais, duas no Pará, duas na Paraíba, duas em Pernambuco, seis no Pará, duas no Rio de Janeiro, uma no Rio Grande do Norte, duas em Rondônia, oito no Rio Grande do Sul, três em Santa Catarina, três em Sergipe, 25 em São Paulo e duas em Tocantins.

Ao contrário do que se anunciou anteriormente, também na Bahia foi realizada uma ampla operação. 

A Polícia Civil de Salvador já conseguiu prender oito pessoas em flagrante durante a operação integrada denominada Luz na Infância, maior ação da história de combate à pedofilia, deflagrada, na manhã desta sexta-feira (20). 

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros do Stiep, Chame-Chame, Pituba, Barbalho, Barroquinha, Itapuã, Coutos e Caminho de Areia. Setenta e seis policiais civis, em 21 viaturas, estão envolvidos nesta operação. 

 

Relatório da ONU pede continuidade de políticas de combate à fome no Brasil

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostrou que o Brasil manteve o indicador da fome abaixo dos 2,5% nos últimos anos, o que faz com que a meta de erradicação possa ser cumprida em 2030 caso haja continuidade de políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

“Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva”, destaca Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

O número total de pessoas que sofrem com a fome na América Latina e no Caribe aumentou, o que está revertendo décadas de progressos. Foto: EBC

O Brasil é um dos países da América Latina e do Caribe que poderá alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que trata de atingir a fome zero até 2030. A conclusão é de relatório divulgado nesta terça-feira (10)pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Segundo o “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe 2017”, o Brasil manteve o indicador da fome abaixo dos 2,5% nos últimos anos, o que faz com que a meta de erradicação possa ser cumprida em 2030 caso haja continuidade dos investimentos em políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

“Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva”, destaca Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

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Começou ontem o maior censo agropecuário do País, em 5.570 municípios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai a campo para identificar e conhecer as características e a produção dos estabelecimentos agropecuários do Brasil. A pesquisa para o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2017 começou neste domingo (1º de outubro) e visitará mais de cinco milhões de estabelecimentos até fevereiro de 2018, de acordo com informações da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

De acordo com a secretaria, serão cerca de 19 mil recenseadores percorrendo todo o território brasileiro para coleta de dados nos 5.570 municípios. A pesquisa trará informações sobre a produção, equipamentos usados, localização, entre outros pontos.
A coleta de dados será realizada nos estabelecimentos agropecuários no território nacional, o que abrange unidades de produção ou exploração dedicada, total ou parcialmente, atividades agropecuárias, florestais e aquícolas, independentemente do tamanho e forma jurídica.

O IBGE incentiva que os agricultores recebam as equipes do Censo. “Eles precisam se fazer visíveis. A gente sabe que os agricultores familiares são responsáveis por uma parcela muito significativa da produção de alimentos e o Censo é uma forma de afirmar isso”, diz o coordenador técnico do Censo Agro no Distrito Federal, João Carlos de Lima.
A secretaria informou ainda que os recenseadores estarão devidamente uniformizados, portando crachá e o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC).

A desgraça do petróleo transformando repúblicas democratas em ditaduras

Lula em foto da Veja: neste momento começou o julgamento de Lula e do PT

O texto abaixo foi reproduzido tantas vezes e em tantas mídias que já não é identificável a autoria. Mas vale a pena ler e refletir sobre o que está acontecendo nos dias de hoje na Venezuela e no Brasil. A causa da desgraça de tantos países é sempre a mesma, o ouro negro, o petróleo.

No Brasil podem ser somados a esse drama, as grandes províncias minerais, como as várias praças de terras raras, o Tálio entre elas, o ouro e os diamantes.

“Até 1953, a Inglaterra ficava com 90% do faturamento do petróleo no Irã. Depois de anos buscando um acordo mais justo, tipo 50%-50%, um político iraniano democraticamente eleito, Mohammed Mossadegh nacionalizou a porra toda.

A Inglaterra pediu ajuda aos EUA usando as palavras mágicas: “ameaça comunista”. De novo essa conversa mole. O Irã nacionaliza o petróleo iraniano e isso chega na City of London e Wall Street como “ameaça comunista”.

Os dois aliados deram mais um golpe de Estado pra lista, colocaram um Rei/ditador pilantra e sanguinário no poder, o Xá Reza Pahlevi, e mamaram petróleo barato direto do solo iraniano. Essa moleza só terminou quando o Aiatolá Khomeini passou o cerol em geral na Revolução Iraniana em 1979.

Até então os EUA eram um país admirado pelo Irã, só os britânicos tinham o filme queimado.

Processo parecido aconteceu na Indonésia quando o presidente Sukarno nacionalizou o petróleo, foi chamado de comunista, derrubado pela Holanda, França, EUA e Inglaterra, que colocaram um ditador chamado Suharto no poder e este por sua vez promoveu um genocídio de meio milhão de pessoas em poucos meses.

E só para lembrar, a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo… daí vocês já imaginam quais são os interesses internacionais para aquele país.
O recente golpe parlamentar no Brasil, patrocinado pelos Estados Unidos, teve também como principal objetivo a usurpação do nosso Petróleo, especialmente o petróleo do pré-sal. Como desculpa, a corrupção e os comunistas do PT.

Então, da próxima vez que você se perguntar: “nossa, de onde vem essa raiva toda?”, não é raiva, é apenas noção de que esses interesses econômicos se repetem.

Lembrem-se disso e do pensamento do liberal Mises, que anda bastante em voga na cabeça dos brasileiros (menos Marx, mais Mises, lembra?), que dizia que a democracia popular é a maior ameaça ao capitalismo e que o fascismo salvou a civilização europeia.

E para manter uma nação submissa e colonizada, além de saquear suas riquezas, é necessário impedir o seu desenvolvimento intelectual e Cultural.

Veja o que está acontecendo no Brasil em nosso sistema educacional, especialmente com as Universidades e com os Institutos de Pesquisa.”

Aproveite e leia também artigo de Antonio Navalón, no jornal El País, denominado “Vingança do Petróleo”. É esclarecedor.

A política, essa nossa porção diária de merda fedorenta!

Maia, o bonitinho da Lapa, contra a Bahia

Apátrida em estado natural

Arthur Maia (PPS), deputado federal pela região de Bom Jesus da Lapa, afirmou ao prefeito de Lapão, Ricardo Rodrigues (PSD), que romperia com Michel Temer se ele liberasse o tão falado empréstimo de 200 milhões de dólares para o Estado da Bahia.

O PPS é presidido por Roberto Freire, outra velha raposa peluda da política brasileira. Anotem esse nome: Arthur Maia. As eleições de outubro de 2018 acontecem daqui a um ano.

A blindagem do golpista acabou?

Líderes dos partidores discutem a possibilidade de colocar em votação, o mais rápido possível, a decisão do Supremo Tribunal de Federal (STF) de afastar e determinar o recolhimento noturno do senador Aécio Neves (PSDB), segundo o jornal O Globo.

De acordo com a publicação, o caso precisa ser apreciado pelo plenário em até 24 horas a partir da notificação do Senado. Aécio chegou a participar, nesta terça-feira (26), da votação da criação do fundo eleitoral no plenário até ser comunicado da decisão do STF.

Ciro, o crente

Ciro Gomes não transige com ninguém. E isso pode ser capital para a decolagem da sua candidatura. Ontem, disse que vai revogar todas as reformas aprovadas no Governo Temer, no caso de ser eleito.

– São ilegítimas, disse Ciro.

Afundou-se mais ainda: disse que vai expropriar todos os campos de petróleo vendidos por uma ninharia para as multinacionais pelos entreguistas da Petrobras.

Está selando o seu destino, voltando contra si as armas mais pesadas dos patrões da CIA e acreditando no insondável discernimento do eleitor brasileiro.

O Brasil não está preparado para ter um presidente de verdade, nacionalista, justo e sem papas na língua.

Dinheiro público

Enquanto se lia na Câmara a denúncia contra Temer, ele apregoava no Planalto um programa de 3 bilhões de reais para formação profissional de brasileiros pobres.

Mas a sua eminência parda, Romero Jucá, defendia com naturalidade outros 3 bilhões em fundo partidário e renuncia fiscal para emissoras de rádio e televisão fazerem a propaganda política que ninguém ouve ou vê.

A despreocupação – ou nonchalance – com que se trata o dinheiro público é de arrepiar os pelos pubianos da madre superiora e causar pensamentos eróticos no mais singelo e velho cura da igreja do bairro.

Imagine só a bagunça: estão querendo a volta do parlamentarismo!

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O senador José Serra, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o ministro Gilmar Mendes e até o bruxuleante Michel Temer, estão encampando a instalação de uma comissão parlamentar para estudar a possibilidade de implantação do parlamentarismo no Brasil.

O parlamentarismo não é coisa nova no Brasil. Com ele, D.Pedro II reinou por meio século, tendo de se compor, nesse período, com 28 governos, começando pelo Gabinete do Visconde de Caravelas, em 1847 e terminando com o do Visconde de Ouro Preto, em 1889, este último derrubado pelo golpe de estado que proclamou a República.

No início do Governo João Goulart, uma emenda parlamentarista foi aprovada e Tancredo Neves foi indicado.

E o gabinete de Tancredo Neves, organizado em 8 de setembro de 1961, caiu dez meses depois, em 30 de junho de 1962.

O segundo gabinete, chefiado por Brochado da Rocha, foi empossado em 9 de julho e caiu dois meses depois, em 14 de setembro. O terceiro gabinete, chefiado por Hermes Lima e empossado em 17 de setembro, num ambiente em que o parlamentarismo estava sendo vivamente questionado pelos formadores de opinião.

Um plebiscito enterrou o parlamentarismo em janeiro de 1963, com mais de 80% dos votos.

Não dá um arrepio na nuca, descendo em direção ao Sul, só de pensar na qualidade de nossos parlamentares e na possibilidade de tê-los como primeiro ministro?

País passou de “Brasil Mania” para “Brasil Náusea”, diz BBC sobre a cúpula do G20

Brasil deve ter pior desempenho econômico do G20 pelo terceiro ano consecutivo, segundo o FMI. Imagem Getty.

A página da BBC no Brasil relata que o presidente Temer não teve nenhum encontro com chefes de estado. Como dizem os goianos, o Presidente não levou e não trouxe nada do encontro: “foi apenas bestar com a sela”.

Veja os termos do relato da BBC, que compara a atual fase do Brasil no concerto das 20 nações mais importantes do mundo, com o ano de 2008, época da “Brasil Mania”, substituída agora pela condição de Brasil Náusea.

O isolamento de Michel Temer foi de um constrangimento ímpar. Nos vídeos feitos durante o encontro se dá para notar que ele era um corpo estranho entre seus pares.

Os termos das considerações da BBC:

“Depois de quase desistir de comparecer à cúpula anual do G20, na Alemanha, o presidente Michel Temer, denunciado por corrupção passiva, chegou a Hamburgo, Alemanha, sem o brilho de quase uma década atrás, quando a ascensão do grupo coincidiu com o auge de visibilidade do país no mundo.

Foi no final de 2008, logo após o estouro da bolha americana, que o G20, formado pelas principais economias desenvolvidas e emergentes, evoluiu de um grupo de discussão financeira para um fórum de chefes de Estado e governo.

Seu fortalecimento, em contraponto ao G8 – formado pelos países mais ricos do mundo e a Rússia – seguiu-se à percepção de que não seria possível encontrar saídas para a turbulência econômica sem a participação das grandes nações emergentes, como China, Índia e Brasil, que apresentavam altas taxas de expansão do PIB.

Mas se naquela época o Brasil despertava admiração mundial ao conciliar forte crescimento com redução da desigualdade de renda, agora o país chama atenção pela persistência da crise econômica, pela profusão de escândalos de corrupção e pela confusão política sem saída rápida aparente, observam especialistas em política externa ouvidos pela BBC Brasil.

A expectativa, segundo projeções do FMI, é que o país apresente o pior desempenho econômico do grupo pelo terceiro ano consecutivo.

“Os anos de 2008 e 2009 eram o momento da ‘Brasilmania’, com a estátua do Cristo Redentor decolando do topo da montanha do Corcovado na capa da revista inglesa The Economist. Agora, acho que estamos numa fase de ‘Brasil-náusea’, colocando para fora problemas como populismo político, irresponsabilidade fiscal e um sistema de economia política de compadrio”, afirma Marcos Troyjo, diretor do BricLab da Universidade de Columbia, nos EUA.”

Leia o material na íntegra na página da BBC Brasil.

Está devendo na praça? Não se preocupe: você tem mais de 61 milhões de colegas

Em maio de 2017, o número de consumidores inadimplentes no país chegou a 61 milhões, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor.

Trata-se do maior número da série histórica desde 2012. Somente no mês de maio, cerca de 900 mil consumidores ingressaram no cadastro de inadimplência.

Em maio do ano passado, eram 59,5 milhões de pessoas na lista. Segundo os economistas da Serasa, o desemprego e a recessão econômica são os principais motivos para os altos índices de inadimplência no país.

O Brasil ainda será uma grande Venezuela antes de voltar a ser o que era

No gráfico, a taxa de desemprego do primeiro ano do Governo Lula e a sua queda até 2012. Hoje a taxa ultrapassou o último ano do Governo FHC.

No mês de maio, o Brasil registrou 34,2 mil novos empregos no mercado formal de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (20), pelo Ministério do Trabalho. Este é o segundo mês consecutivo em que há saldo positivo de postos de trabalho. O número representa um aumento de 0,09% em relação a abril.

No acumulado do ano, houve um crescimento de 48,5 mil postos de trabalho, uma expansão de 0,13% em relação ao número de vagas formais de trabalho ocupadas em dezembro de 2016.

Os resultados do Caged, de acordo com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, refletem o esforço do governo e a recuperação pela qual o Brasil passa após crises econômica e política pelas quais o País passou. “O governo federal tem feito um esforço grande e constante para adotar medidas que incentivem a geração de empregos. E o resultado nós temos visto no desempenho do Caged desde o ano passado, mas, sobretudo, nos últimos meses”, afirma.

Destaques

Dos oito principais setores da economia, quatro tiveram desempenho positivo, com destaque para a Agropecuária, que gerou 46 mil novos postos de trabalho. O setor teve, assim, crescimento de 2,95% na comparação com o mês de abril.

As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, sobretudo em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Outros setores com performance positiva foram os Serviços, que tiveram acréscimo de 1,9 mil postos (0,01%); Indústria de Transformação, (1,4 mil vagas, crescimento de 0,02%); e Administração Pública, (955 novas vagas, aumento de 0,11%).

Tiveram saldo negativo: Comércio, que fechou 11.254 postos (menos 11,2 mil vagas, uma queda de 0,13%); Construção Civil, (4 mil vagas a menos, queda de 0,18%); Indústria Extrativa Mineral, com resultado negativo de 510 postos (-0,26%); e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, que fecharam 387 vagas (-0,09%).

Números regionais

A região que mais gerou empregos em maio foi o Sudeste, com a criação de 38,6 mil postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais (22,9 mil postos), e São Paulo (17,2 mil novas vagas). Esses resultados se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.

A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi o Centro-Oeste, onde foram gerados 6,8 mil postos; seguida do Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (com mais de mil postos a menos) e Sul (menos 10,5 mil vagas).

Se o País criar 120.000 empregos por mês, o triplo do que está criando agora, ainda assim levaria 16 anos para abrigar todos os 14 milhões de desempregados e 10 milhões de desocupados, que procuram inclusive pelo seu primeiro emprego.

A combinação cruel de ações do Governo Dilma, com a paralisação proposta e realizada por Aécio Neves e a camarilha do PMDB, jogou o País em um torvelinho de desespero que só duas décadas depois poderá ser resolvido.

Somos candidatos a nos tornar uma grande Venezuela antes de voltarmos a ser o Brasil que já fomos.

Ilhéus: bandidos ameaçam e atiram em cadáver durante velório

Um homem invadiu o velório do suspeito do assassinato do policial militar Tyrone Araújo em Ilhéus, nesta terça-feira (25), atirou no corpo e deixou um bilhete com uma ameaça para a família do morto, que se chamava Danilo dos Santos.

“Isso foi só um aviso. Se o corpo for velado aqui na igreja ou no Vilela nós vamos fazer pior”, estava escrito.

De acordo com o G1, a delegada Andréia Oliveira, que investiga o assassinato do policial militar, explicou que o bilhete ordenava que o corpo do suspeito fosse retirado da igreja onde era realizada a cerimônia, no bairro Teotônio Vilela, pois o comando do bairro é de uma quadrilha rival à que Danilo participava.

Por causa do ataque, o velório foi suspenso e caixão foi levado de volta para a funerária.  Danilo foi morto a tiros na segunda enquanto caminhava para casa após depor sobre a morte de Tyrone Araújo.

No ataque, sua esposa foi baleada, mas não há informações sobre o estado de saúde dela. Os crimes estão sendo investigados e ninguém foi preso ainda pelos assassinatos de Tyrone e Danilo.

Quem está entendendo o Brasil nos últimos dias? Cartas para a Redação.

Estamos em guerra civil, com bandidos armados, milícias matando a torto e a direito,  o povo desarmado e as forças de repressão ao crime correndo atrás.

Nos últimos 5 anos o número de mortes violentas no País superou as mortes na cruenta guerra da Síria, que tem apenas 10% da população do Brasil – em torno de 21 milhões de habitantes – mas sedia uma verdadeira guerra mundial, com quase uma dezena de países, facções religiosas e tribos envolvidos.

Recorde histórico da safra de grãos agora é de 227,9 milhões de toneladas

A safra 2016/17 de grãos deve chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um aumento de 22,1% ou 41,3 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A previsão está no 7º Levantamento da safra atual, divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A elevação comparada à safra 2015/2016 se deve ao aumento de área e às boas produtividades médias da atual safra, que não sofre a influência das más condições climáticas do ano passado. A previsão é de aumento de 3% na área total em relação à safra anterior, podendo chegar a 60,1 milhões de hectares. Estão incluídas neste prognóstico as culturas de segunda e terceira safras.

Para a soja, a expectativa é de um crescimento de 15,4% na produção, devendo atingir 110,2 milhões de toneladas, com aumento de 14,7 milhões de t em relação à safra anterior e ampliação de 1,4% na área, que deve chegar a 33,7 milhões de hectares.

No caso do milho total, deve alcançar 91,5 milhões de toneladas (37,5% de crescimento), com 29,9 milhões de toneladas para a primeira safra e 61,6 milhões para a segunda. A área total do milho deve alcançar 17,1 milhões de hectares (ampliação de 7,3%). No total, milho e soja representam quase 90% dos grãos produzidos no país.

O feijão primeira safra deve chegar a uma produção de 1,38 milhão de toneladas, resultado 33,4% superior ao estudo de 2015/2016. O feijão segunda safra deve produzir 1,22 milhão de toneladas, sendo 607,1 mil do grão em cores, 216,1 mil do preto e 393,6 mil do feijão caupi. A produção de feijão total pode chegar a 3,29 milhões de toneladas, com área total de 3,1 milhões de hectares.  Já o algodão pluma deve crescer 14,3% e chegar a 1,47 milhão de toneladas, mesmo com uma redução de 2,6% na área cultivada.

Cadeia agroindustrial do feijão – O estudo atual traz também informações sobre a produção regional desta cultura e a preferência do brasileiro para alguns tipos mais presentes na sua mesa: feijão comum cores (com destaque para o carioca), comum preto e  feijão caupi. O primeiro, de maior consumo no país, tem cerca de 80% de sua produção cultivada nos estados da Região Centro-Sul.  Já o comum preto, de consumo em alguns estados, é produzido basicamente no Sul do país, enquanto que o caupi, de consumo tipicamente nordestino, tem produção de 60% em alguns estados do Nordeste.

As mentiras do “Grande Irmão do Norte” e a realidade geo-política do Oriente Médio

Mísseis Tomahawk, o big stick – grande porrete – da política externa dos EUA

Por Flávio Duarte

Os EUA disseram que o Osama foi o responsável pelo atentado nas Torres Gêmeas: invadiram o Afeganistão e restituíram a bilionária indústria do ópio que tinha sido quase extinta pelo Talibã por lá.

Os EUA disseram que Sadam tinha armas de destruição em massa: invadiram o Iraque e restabeleceram o padrão petrodólar que tinha sido substituído pelos pretroeuros anos antes.

Os EUA disseram que o Kadaffi matou pessoas com armas químicas: invadiram a Líbia, se apossaram do petróleo e impediram a implementação do Dinar de Ouro, moeda que seria lastreada nas amplas reservas de ouro do país e que unificaria monetariamente a África contra o dólar.

Os EUA dizem que  Assad matou civis com armas químicas quando a situação já estava quase totalmente pacificada no centro do país: agora vão invadir a Síria para brecar a construção do gasoduto China-Irã-Síria-Europa, o que afrontará mortalmente o padrão petrodólar.

Pensando bem, até que estamos no lucro. Aqui no Brasil os EUA não precisaram de nenhuma só bomba para se apossarem do Pré-sal e para também brecarem a consolidação do BRICS-BANK, o maior projeto orgânico mundial que faria frente ao padrão dólar.

Bastou-lhes somente um bando de patos vestidos com a camiseta da CBF.

Tudo vai bem, como dantes, no Brasil das fraudes ao consumidor

Como ficou nosso fim de semana? Ah, o churrasco! Picanha vencida, maminha tratada com produto químico, linguiça temperada com papelão.

Salada com tomates, alface e rúcula (tudo com pesticidas proibidos contrabandeados do Paraguai), regada com azeite batizado com óleo de soja.

Cervejinha, Brahma, Skol? Tanto faz: todas são suco de milho transgênico mesmo.

Cevada mesmo, só no pacote de café. Água mineral? Não. “Natural”. No Brasil, isso existe, água de poço engarrafada.

Refrigerante? Só se for Coca genérica, de fundo de quintal, falsa. Tudo geladinho (naquele freezer com tomada de 3 pinos).

Mas cuidado com a conta de luz astronômica e ainda mais salgada pelos erros de cálculo da Aneel no ano passado.

Churrasqueira a gás? Economize porque seu botijão não tem aqueles 13 kgs informados. Se passar mal com a carne, o jeito é tomar um medicamento (só tome cuidado para não comprar um falsificado).

Se precisar abastecer o carro (aquele com air-bags que abrem sozinhos e pelo qual você pagou 46% de imposto) para ir ao hospital, abasteça ao menos uns 20 litros de gasolina (mas só vai levar 18, porque o posto pode estar fraudando as bombas e alterando a mistura).

Lembre-se também que seu cartão vai ser clonado naquela maquininha coringa do posto. E no hospital, fique de olho se seu “médico” não é um cubano.

Mas pode ser que a sorte mude e você receba um SMS do Ceará, informando que você acaba de ganhar um Gol do Faustão naquele sorteio feito na penitenciária de Fortaleza. Aí é só alegria. E vamos churrasquear.

De um internauta anônimo.

O Outono de nossa desesperança

O Outono começa hoje, segundo anuncia gloriosamente o Estadão. É fácil uma associação de ideias com a famosa obra de John Steinbeck,  “O Inverno da Nossa Desesperança”, tão vilipendiada está nossa Pátria Mãe.

O País está à deriva, as instituições corroídas em suas próprias estruturas, a população abobalhada com os acontecidos. De onde se levantará o salvador da Pátria?