O mundo produz o suficiente para alimentar 10 bilhões de pessoas. Mas, mesmo assim, ainda há 795 milhões passando fome. A distribuição da monocultura concentrada acaba sendo um empecilho e também desperdiçamos ⅓ de toda comida cultivada.
Para reduzir a distância percorrida pelos alimentos, muitas hortas comunitárias urbanas estão surgindo.
A cidade de Detroit, famosa por sua indústria automobilística, já anunciou no ano passado que quer ter 22 quarteirões de horta comunitária — que gerarão aproximadamente 120 empregos. Segundo o site americano Inhabitat, o que já existe na cidade atualmente alimenta duas mil famílias de graça.

A Iniciativa de Agricultura Urbana de Michigan é quem está implementando pouco a pouco o despretensioso projeto. A ideia é que dois acres (um acre = 4.046 m²) sejam destinados a cultivo de mudas de frutas e vegetais e o terceiro seja lar de 200 árvores frutíferas.
“Há quatro anos estamos cultivando hortas urbanas que geram alimentação fresca e diversa para os cidadãos da cidade. E vem mais por aí!”, explica o site do projeto. Do The Greennestpost.
Os prefeitos de cidades do Nordeste, que tem populações sub-alimentadas, sem contato com hortaliças e frutas, poderiam investir em hortas comunitárias. O custo seria apenas de sementes, adubo orgânico e irrigação de baixo consumo d’água. A mão de obra é dos próprios beneficiados.
É só perguntar, por exemplo, que projetos as prefeituras do Oeste baiano têm na sua área de atuação.

