O Vampiro de Veneza: The Intercept abre a ligação espúria de Mainardi com Dallagnol.

O Intercept pegou Diogo Mainardi, o homem-mosca, que prestava serviços (agora comprovados) para a Lava-Jato.
O homem-mosca não só orientava e era orientado por Deltan Dallagnol, como suspendia a publicação de informações contra amigos da Lava-Jato e poderosos.

A troca de mensagens vazadas hoje só reafirma o que todo mundo sabia, que o homem-mosca trabalhava para a turma de Curitiba. Era um mandalete da força-tarefa para plantar notícias.

Mainardi foi usado até mesmo na briga política (e o que mais?) para escolha do presidente do Banco do Brasil.

A Globo, que mantém Mainardi em Veneza como laranja, para atacar Lula e o PT, dirá alguma coisa sobre o serviçal de Dallagnol e Sergio Moro?

Lucas Mendes, que já foi um dia um grande repórter da Globo, continuará convivendo com o sujeito que participou e talvez ainda participe do esquema lavajatista?

Clique aqui para ver a reportagem do Intercept

As vestais de hoje, inspiradas nas velhacarias do passado

prostitutas - clave do sul_thumb[3]Leandro Fortes, em artigo “A Moral das Velhas Prostitutas”, na revista Carta Capital, classifica de “velhacaria” a amante de Fernando Henrique e diz que o caso de Lula com Rosemary Noronha é uma tentativa de acabar com a vida pessoal do ex-Presidente, coisa que o câncer não conseguiu. E mais: classifica os jornalistas que comentam o caso como “palhaços da tristeza absorvidos pela vilania de quem lhes confere o soldo”.

Pelo jeito, a Carta Capital ainda não conseguiu, como a Veja, vender assinaturas e ganhar anúncios do Governo de São Paulo. Para isso já tem até o produto próprio, o Carta na Escola, que deve ser sucesso de audiência a partir de 2015 se Lula for mesmo candidato ao Governo de São Paulo. O jornalismo a soldo é praticado entre gregos e troianos, nas pequenas e grandes cidades. Prostitutas existem de todos os calibres, inclusive aquelas que odeiam os seus clientes.

Trata-se, em resumo, de silogismo com a seguinte ilação: os velhacos de hoje estão justificados pela velhacaria do passado. Ou estamos sendo simplistas demais?