A estrada mais matadeira do Oeste baiano liquidou agora uma família inteira, pai, mãe, dois filhos e uma neta de colo do casal.
Cinco pessoas de uma mesma família morreram em um acidente de carro na BR-135, entre os municípios de Riachão da Neves e Barreiras, na região Oeste da Bahia. O acidente aconteceu após o veículo da família bater em um caminhão que trafegava na mesma estrada.
As causas do acidente estão sendo investigadas, mas autoridades suspeitam que o sinistro tenha ocorrido durante uma ultrapassagem perigosa em uma área proibida.
As vítimas fatais foram identificadas como Edimar Nunes Oliveira, de 62 anos e sua esposa Eliene Moreira Dias, de 47. Eles estavam acompanhados dos dois filhos, Jéssica Moreira de Oliveira, de 28 anos, e João Vitor Moreira de Oliveira, de 17.
O quinto passageiro era a neta de Edimar e Eliene, que não teve o nome e nem a idade revelados, mas ainda era uma criança de colo.
Segundo parentes da família, os cinco tinham saído de Brasília e seguiam viagem para o município de Santa Rita de Cássia, no oeste.
O corpo de bombeiro revelou que, devido ao impacto, as vítimas ficaram presas nas ferragens do carro. Após serem retirados, todos os cinco foram encaminhados para o IML de Barreiras. Não há informações sobre o velório dos cinco. O estado de saúde do motorista do caminhão não foi divulgado.
Ibovespa renovou máxima nesta quarta-feira, trabalhando acima dos 152 mil pontos pela primeira vez na história, apoiado pelas blue chips Vale e Petrobras.
O Ibovespa abandonou a fraqueza da abertura e renovou máxima nesta quarta-feira, trabalhando acima dos 152 mil pontos pela primeira vez na história, apoiado pelas blue chips Vale e Petrobras, enquanto investidores repercutem notícias corporativas à espera da decisão de juros do Banco Central.
Por volta de 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,92%, a 152.094,53 pontos, tendo alcançado 152.210,43 pontos na máxima até o momento, após ter recuado a 150.296,28 pontos na mínima mais cedo. O volume financeiro no pregão somava R$ 6,84 bilhões.
Cotações agrícolas
No Oeste baiano, soja teve leve queda e milho andou de lado, com pequeno crescimento da pluma de algodão.
Do Notícias Agrícolas, editado com informações locais.
Na semana passada, a Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou 87% de uma nova atuação do La Niña entre dezembro e fevereiro de 2022. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Luiz Carlos Molion descartou a previsão de um La Niña com características clássicas, mas confirmou o resfriamento do Pacífico. + Em atualização divulgada nesta 5ª, NOAA confirma 87% de chance de La Niña entre dezembro e fevereiro
“Esse resfriamento que está aí não é um La Niña clássico. Teríamos que ter um sistema de alta pressão atmosférica ao longo da costa oeste da América do Sul e os ventos estarem mais fortes, porque aí vão tirar água da costa e jogar para o interior do Pacífico e por continuidade a água fria profunda aflora até a superfície fazendo com que as temperaturas próximo da costa fiquem mais frias que o normal. Nesse fenômeno que está ocorrendo agora nós não estamos vendo isso”, explica.
Molion destaca que é importante que o produtor esteja atento com as condições climáticas, sem contar com excesso de chuvas nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, lembrando ainda que o Sul e Sudeste do Brasil são as áreas que mais vêm sofrendo com os impactos das condições climáticas dos últimos dez anos.
O Meteorologista explica ainda que as águas estão frias na região do Niño 3.4.
“Mas não é um La Niña clássico. O que vai afetar a distribuição de chuvas no Brasil é a circulação global da atmosfera, particularmente as ondas de Rossby, provocadas pela instabilidade do jato polar no inverno do Hemisfério Norte, e não a temperatura do Oceano Pacífico tropical”, afirma.
Até dezembro as previsões do climatologista indicam chuvas regulares nas regiões Norte e Nordeste, com possibilidade de redução entre 60mm e 100mm no acumulado do trimestre no leste do Pará e áreas do Tocantins. “Mas de maneira até excesso de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, no Sudeste principalmente na região das serras de Minas Gerais, o que é ótimo porque vai contribuir bem para o encher os reservatórios”, comenta.
Segundo Molion, o cenário pode começar a ficar preocupante a partir do ano que vem, principalmente no mês de março – que tem a previsão redução nos volumes de chuva. Goiás, Tocantins, boa parte do sul do Pará e Maranhão, norte e noroeste do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, oeste da Bahia e Minas Gerais podem ter uma redução entre 20% e 80% nos volumes de chuva.
Hoje na Região do Anel da Soja, entre Placas e Luís Eduardo, já se encontrava bastante soja germinado, com os cotilédones de fora. E a atividade de plantio é intensa. Os produtores estão aproveitando o bom nível de umidade do solo para antecipar o plantio de milho e soja. As últimas chuvas, com pancadas esparsas, de bom volume, com até 40 mm, e o calor proporcionam a germinação de sementes e plantas daninhas, o ideal para o serviço de dessecação.
Preso esta semana, acusado de ser um dos operadores do esquema criminoso investigado na Operação Faroeste, Luiz Carlos São Mateus não acreditava que seria envolvido nas investigações da Polícia Federal (PF). Segundo o próprio revelou em uma ligação captada a partir de um acordo de colaboração premiada, ele era um homem “protegido demais”.
A delação em curso foi feita por um profissional da advocacia, com quem Luiz Carlos falou por algumas vezes para combinar o pagamento de duas cartas de crédito em sacas de soja (saiba mais aqui). Nos encontros, colaborador e operador negociaram um pagamento antecipado estimando cada saca em R$ 100, aproximando a dívida para R$ 1,5 milhão. Durante a conversa, Luiz São Mateus revela que os valores seriam destinados para o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, também preso pela Faroeste. O valor seria para pagar dívidas do juiz, incluindo o aluguel da casa em que residia.
Na primeira conversa captada, no dia 8 de junho deste ano, o delator pergunta então se o homem está com as cartas de crédito, e se elas não foram foram encontradas pela polícia na busca e apreensão na época da prisão do juiz. Luiz então responde: “Não, não. Graças a Deus que nem falaram no meu nome. Também não tinha porque”.
A pessoa responsável pela delação então se mostra preocupada com a transferência de valores tão altos, já que o volume das operações poderia chamar a atenção. Nesse momento, São Mateus diz que está com a vida tranquila e que não quer problema.
“Eu graças a Deus sou um homem protegido demais, que no meio desse rolo todo eu nem…”. A pessoa reforça, dizendo que empresas são mais fiscalizadas em relação a movimentações, e ele minimiza: “Mas isso não tem nada não. Eu não tô envolvido em nada não”.
Em outro momento, o operador repete que não quer problema, e garante que é “precavido”. “É tanto que você viu, nessa merda toda aí, eu, graças a Deus, fiquei livre em tudo. […] Eu sei como fazer. Pode ficar tranquila nisso aí. Se tem uma coisa que eu quero é dormir em paz. Nem quero lhe arrumar problema com isso aí”.
A tranquilidade, porém, não era tão forte no dia seguinte, em outra conversa interceptada pela PF, Luiz Carlos diz que uma das empresas que receberiam o valor pelas sacas seria uma imobiliária da cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, que já movimentava normalmente valores mais altos. O delator se mostra receoso com a forma com que o pagamento seria feito para o operador, porque as cartas de crédito tinham estado com outro investigado da Faroeste. É quando ele alerta: “Fala baixo, você não sabe se tem (inaudível).” A pessoa então fala que ele mantém o celular próximo e ele rebate, dizendo: “Eu não. O meu eu troco de quinze em quinze dias”
Aceitando o castigo
No diálogo, Luiz chega a chega a dizer que o juiz Sérgio Humberto está “bem, na medida do possível” na prisão, e que está “aceitando o castigo”. Em outra conversa, porém, ele completa:
“Espiritualmente aquele cara é forte demais, né? Mas tá um bagaço. Não tem como tá (sic) bem. Não tem como…”. O delator comenta que acreditava que o juiz seria liberado, quando Luiz revela que “a promessa era de sair, parece que a coisa piorou”. A liberdade não veio, segundo o operador, mesmo que o advogado do magistrado fosse “muito bem relacionado”. “O problema é que não tem como liberar. Que não é só o problema do Sérgio. Já teria liberado ele. São os outros, né?”, sugere, em relação a outras pessoas presas na operação.
Para Luiz, a situação só se resolveria de uma forma: “Tomara que chegue lá em cima mesmo. Se chegar a eles, aos grandes, aí eles acabam com isso”.
Ataques severos do inseto reduzem produção para perto de zero.
Reportagem do Canal Rural analisa as perdas causadas pelo enfezamento, doença virótica transmitida pela cigarrinha nos cultivos de milho em todo o País. Celito Breda, de Luís Eduardo Magalhães, afirma que este ano não se plantará milho nas áreas irrigadas do Oeste baiano. Produtores já estão pensando em vazio sanitário para evitar a “ponte verde” do inseto.
O aumento de casos de enfezamento nas lavouras de milho acende um sinal de alerta no campo. A doença pode causar perdas de produtividade superiores a 90%, principalmente quando não são usadas cultivares resistentes. Diante disso, agricultores, pesquisadores e entidades de Mato Grosso estudam medidas para conter a presença da praga responsável pela doença nas plantações, a cigarrinha.
Atualmente, a cigarrinha é considerada um dos insetos mais nocivos para a agricultura na América Latina. O inseto de cor branco-palha tem apenas meio centímetro de comprimento, alimenta-se exclusivamente de milho e coloca ovos na epiderme, preferencialmente na nervura central de folhas do cartucho da planta. O ciclo da espécie está completo em 27 dias, mas a longevidade média chega a 45 dias.
Por apresentar o hábito sugador, além de causar danos, pode transmitir patógenos para a planta. “São doenças sistêmicas que reduzem a quantidade de nutrientes absorvidos pelas plantas, e isso pode causar uma redução de produtividade”, explica a entomologista da Fundação MT, Lucia Vivan.
De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a praga está presente nas lavouras do estado há aproximadamente três safras. “Porém, ela ainda não estava transmitindo o enfezamento, que é a doença que preocupa. Este ano, já vimos áreas contaminadas. O problema maior é que ela é uma doença silenciosa, o produtor só vai perceber quando já for tarde”, diz Lucer Beber, vice-presidente da entidade.
Cientes que depois de instalada, a cigarrinha é difícil de ser controlada, o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, pede cautela por parte dos produtores e empresas. “Faça suas pulverizações e faça o monitoramento. Obviamente, medidas têm que ser muito bem pensadas, e o momento agora é de estudo da praga e de planejamento para se saber de que maneira atuar com relação a essa praga”, defende.
A entomologista Lucia Vivan faz algumas recomendações que podem ajudar a reduzir a população da cigarrinha nas lavouras: verificar as áreas de milho verão para saber se há presença da praga. Caso haja, o produtor precisa realizar o controle para que o inseto não se desloque para as lavouras da segunda safra. Além disso, áreas de braquiária também merecer atenção redobrada, segundo a cientista, porque as cigarrinhas podem sobreviver nessas plantas e depois retornar ao milho.
A cigarrinha não está tirando o sono apenas do produtor de Mato Grosso
A presença da praga em lavouras da Bahia é mais antiga e mais grave, tanto que alguns produtores estão desistindo de plantar milho. É o caso do agricultor Celito Bredas. Esta é a primeira safra sem milho nas áreas de pivô da propriedade, que fica em Luís Eduardo Magalhães (BA). Segundo ele, o enfezamento inviabilizou o cultivo, que tinha potencial de mais de 200 sacas por hectare.
“Em 2016, começamos uma batalha contra a cigarrinha do milho, que é vetor dos enfezamentos e molicutes no milho. Parei de plantar devido a esse problema, porque é muito grave. Baixamos, em pouco tempo, de 180 para 100 sacas por hectare, e aí fica inviável. Em alguns pivôs com materiais tolerantes, conseguimos 140 sacas. Mesmo assim, a gente não se anima a plantar milho”, conta Celito.
Para os agricultores baianos, a solução para o problema seria a regulamentação nacional de um calendário de vazio sanitário para o milho. O pedido já foi encaminhado ao Ministério da Agricultura.
“É muito importante e fundamental para a nossa região. Nós temos que voltar a plantar milho. Eu diria até que o Brasil precisaria plantar mais milho do que soja daqui 5 ou 10 anos. É necessário para a sustentabilidade de toda a cadeia de alimentos do Brasil”, frisa Celito.
O pesquisador e fitopatologista Lucas Fantin, da Fundação Chapadão, em Mato Grosso do Sul, também apoia o vazio sanitário para o milho.
“O manejo de enfezamentos está relacionado muito à ponte verde: uma área de milho verão, plantas tigueras e o milho safrinha promovem a perpetuação dos enfezamentos”, lembra.
Nos anos 80, a proliferação da cigarrinha na brachiara decumbens provocava doenças hepáticas e fotossensibilização de bovinos e ovinos em todo o Centro Oeste do País. Identificadas as causas, a varietal dessa brachiaria deixou de ser plantada.
No Oeste baiano, enquanto a soja se mantem estável em R$160,00 a saca de 60 kg, em plena safra, o milho, produção de pouca expressão, deu um salto acima de 12% nos últimos 30 dias para R$73,50. O milho é produção estratégica para a produção de proteína animal, atingindo mais de 70% do volume das rações.
Possíveis problemas climáticos na safrinha, no Centro-Oeste e estados do Sul, podem levar preço do milho para mais de R$ 100,00 no 2° semestre. No Sul, já são previstas geadas no final de abril. E no Centro-Oeste o prejuízo vem da falta de chuvas.
As cotações do milho estão beirando os R$ 100,00 a saca na Bolsa Brasileira (B3). Na última terça-feira (06), por exemplo, o vencimento maio/21 foi cotado à R$ 99,72 e o julho/21 valeu R$ 95,45.
Segundo o gerente de consultoria agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, existem uma série de fundamentos altistas no mercado que sustentam estes patamares elevados de preços.
Entre eles estão a disponibilidade limitada no spot, a produção menor do que a esperada na primeira safra, o plantio tardio e mais arriscado da safrinha e questões internacionais como pouco crescimento de área nos Estados Unidos e quebra na Argentina.
Nos EUA, em estados onde o plantio de milho é menos expressivo, como Dakota do Sul e Dakota do Norte, nevou pouco durante o inverno e no dia de ontem, depois de três dias de ventos fortes e nada de chuvas, os produtores esperavam ainda por alguma previsão para o plantio do milho, do trigo e da canola.
Há pouco menos de quatro décadas, as terras do Oeste baiano valiam muito pouco. O preço de um maço de cigarro por uma hectare. Com a chegada de sulistas, que fizeram o milagre de produzir em terras de baixa fertilidade, péssima textura de solo (algumas com menos de 10% de argila). A seleção de novos cultivares de soja, a fartura de recursos para a correção dos solos e a topografia privilegiada favoreceram o desenvolvimento de um polo de produção agrícola que hoje ultrapassa os 5 milhões de toneladas de grãos e fibras e tem potencial para duplicar esse resultado em poucos anos.
Há menos de um ano o problema das terras da Coaceral, no extenso município de Formosa do Rio Preto, surgiu na imprensa, com o aparato policial, o Superior Tribunal de Justiça e o Conselho Nacional de Justiça desvendando uma grande quadrilha de grilagem de terras, no âmbito da Operação Faroeste, e levando à prisão advogados, juízes e desembargadores, em fato inédito.
Esta semana surgiu mais um novo caso, uma razoável parcela de terras, onde produtores rurais tradicionais estão envolvidos numa querela de terras em Formosa que certamente exigirá muito das autoridades judiciais.
O empresário, produtor agrícola e recém eleito vereador de Luís Eduardo Magalhães, Fábio Lauck, foi acusado, em matéria da imprensa local, de tomar pela força uma propriedade de na região conflitada de Formosa.
Fábio e Friedrich Norbert Kliewer, proprietários da área em questão, tem uma versão completamente antípoda dessa: segundo ele, em 15 de julho do corrente ano sua propriedade foi invadida, com o estabelecimento de uma base dos invasores, que iniciaram serviço de desmate e aração com objetivo de implantar uma lavoura. Fábio afirma que, dentro de seu direito constitucional, contratou uma empresa de segurança, com registro federal, para assegurar a posse da propriedade, depois de comunicar às autoridades policiais o esbulho possessório da área.
Ao comunicar o fato às autoridades policiais, o Empresário afirma, através de seus advogados, que o senhor Hermano Prais Alves Pinto, residente na cidade de Wanderley, é mesmo personagem que, por meio de um bando armado, invadiu um imóvel rural situado nas divisas dos municípios de Wanderley e Cristópolis, sob intensa proteção de uma autoridade policial e o mesmo, encorajado pela impunidade, também, é um dos 3 responsáveis pelo esbulho dos imóveis especificados.
Os empresários, Fábio e Friedrich, comunicaram o fato diretamente à 11ª Coordenação de Polícia do Interior, com o objetivo de instruir a competente ação na Justiça.
No próximo dia 05 de setembro, uma ação solidária mobiliza, simultaneamente as cidades de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia. Até as 20h, empresas, organizações não governamentais, voluntários em geral e os agricultores, por meio da Abapa e da Aiba que integram a Central de Doadores, se mobilizam pelo bem coletivo.
Trata-se do projeto Mercado Solidário que prevê arrecadar, durante todo o dia, alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza junto aos consumidores de supermercados, verdurões, atacadistas e padarias.
A coordenação de todo o projeto é da Central dos Doadores, que surgiu no início da pandemia do novo Coronavírus como forma de organizar e integrar ações solidárias.
“A gente viu, naquele momento, muitos grupos fazendo ações de doação e de ajuda ao próximo, porém, não dialogavam entre si. Íamos entregar donativos em um lugar, por exemplo, que já havia sido contemplado um dia antes. Vimos aí a necessidade de unir todos esses grupos e pessoas”, explica um dos coordenadores da Central, Bruno Ramos.
A Central de Doadores conta com mais vinte participantes, entre associações, empresas privadas, instituições, organizações não governamentais e pessoas voluntárias.
Os agricultores do Oeste estão presentes e desde a primeira ação, o Drive Thru realizado em maio passado, que arrecadou nove toneladas de alimentos em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, apoiam a proposta.
“Entendemos que o momento requer união, a ideia de integrar pessoas e instituições na promoção do bem e da solidariedade foi muito bem vista pelos agricultores. A Abapa faz parte da Central de Doadores e está apoiando a realização do Mercado Solidário, em mais uma iniciativa de amenizar as dificuldades e o sofrimento que a pandemia trouxe”, destaca o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Júlio Cézar Busato.
Pontos de arrecadação:Durante todo o dia 05 de setembro, mais de 100 voluntários do Mercado Solidário estarão abordando consumidores de supermercados e pontos de vendas das três cidades, observando os protocolos de distanciamento social e de higiene definidos pelas autoridades de saúde. Já confirmaram adesão ao projeto em Barreiras: Rede Marabá, Igacenter, Rede Prado e Padaria Delícia.
Em Luís Eduardo Magalhães: Rede Marabá e em Riachão das Neves: Supermercado Prado e Supermercado Compre Bem.
A cotação da soja no Oeste baiano deu uma salto, hoje, de +2,94% para 105,00 a saca de 60 kg.
É uma boa notícia para os produtores, apesar que todos já tem grande parte da sua produção 2020 e até uma considerável parte da safra 2021, ainda não plantada, compromissada com contratos futuros.
Veja outras cotações coletadas pelo Notícias Agrícolas:
Não-Me-Toque/RS (Cotrijal)
116,00
0,00
Panambi/RS (Cotripal)
117,00
0,00
Ponta Grossa/PR (Coopagricola)
127,00
+1,60
Ubiratã/PR (Coagru)
110,00
+1,38
Londrina/PR (Integrada)
110,00
+1,38
Cascavel/PR (Coopavel)
109,00
+0,46
Cafelândia/PR (Copacol)
109,00
+0,46
Castro/PR (Castrolanda)
128,00
+2,40
Marechal Cândido Rondon/PR (Copagril)
110,00
+1,38
Pato Branco/PR (Coopertradição)
111,00
+1,37
Palma Sola/SC (Coopertradição)
110,00
0,00
Rio do Sul/SC (Cravil)
114,00
0,00
Rondonópolis/MT (Samir Rosa Assessoria Comercial)
122,00
0,00
Primavera do Leste/MT (Samir Rosa Assessoria Comercial)
120,90
0,00
Alto Garças/MT (Samir Rosa Assessoria Comercial)
123,40
0,00
Itiquira/MT (Samir Rosa Assessoria Comercial)
120,30
0,00
Tangará da Serra/MT (Ceres)
115,00
0,00
Campo Novo do Parecis/MT (Ceres)
114,00
0,00
Sorriso/MT (Sindicato) Transgênica Disponível
121,00
+0,83
Sorriso/MT (Sindicato) Transgênica Balcão
116,00
+5,45
São Gabriel do Oeste/MS (Cooperoeste)
120,00
0,00
Maracaju/MS (VA Corretora de Cereais)
130,00
+2,36
Campo Grande/MS (VA Corretora de Cereais)
128,00
+1,59
Eldorado/MS (Copagril)
107,80
+1,41
Amambai/MS (Coopersa)
125,00
+4,17
Jataí/GO (Sindicato)
103,00
+3,00
Rio Verde/GO (Comigo)
103,00
+3,00
Brasília/DF (Coopa-DF)
115,00
-0,86
Oeste da Bahia (AIBA)
105,00
+2,94
Luís Eduardo Magalhães/BA (Cooproeste)
110,00
+1,85
Cândido Mota/SP (Coopermota)
112,00
+1,82
Porto Paranaguá (disponível) (Insoy Commodities)
127,00
+2,01
Porto Paranaguá (Fev/21) (Insoy Commodities)
113,00
+1,80
Porto Rio Grande (disponível) (Insoy Commodities)
126,00
+2,02
Porto Rio Grande (Fev/21) (Insoy Commodities)
112,00
+1,82
Porto Santos/SP (disponível)
s/cotação
–
Porto Santos/SP (Fev/21)
116,00
+3,57
Porto Imbituba/SC (disponível) (Belgrano Commodities Ltda)
130,00
–
Porto de São Francisco do Sul/SC (disponível) (Belgrano Commodities Ltda)
No final da tarde, todos em casa, em Luís Eduardo Magalhães.
Ontem, às 18 horas, não se via viva alma nas ruas de Barreiras. O silêncio só era quebrado pelas sirenes dos carros da Polícia Militar e Guarda Municipal. A cidade estava oficialmente inaugurando o toque de recolher, providencialmente editado pelo Governo do Estado, depois de um aumento extraordinário de contaminações e mortes.
Hoje a medida se estendeu a Luís Eduardo Magalhães e teve seu horário adiado para 19 horas. Até as 5 da manhã será proibida a circulação, a não ser por um motivo justificável.
A orientação dada aos policiais é abordar as pessoas e veículos, procurar saber qual a motivação para se estar transitando fora do horário previsto.
”A princípio iremos orientar que as pessoas se recolham em suas residências. O uso da força ou outras ações, somente em situação extrema. Esperamos contar com a colaboração da população como um todo, estas são nossas orientações iniciais”, disse ontem o comandante do CPRO, Cel. Osival Cardoso.
O prefeito Oziel Oliveira, que não tem concordado com as medidas restritivas, convocou uma reunião para hoje, daquilo que ele chama de Conselho Consultivo.
Diante do Decreto 19.893/2020, do Governo do Estado da Bahia, publicado em 04 de agosto, que determina toque de recolher das 19h às 05h, e diante da necessidade de avaliarmos seu cumprimento e suas implicações na nossa sociedade:
Convoco O Conselho Consultivo para o Enfrentamento à Pandemia do Novo Coronavírus, composto por um representante de cada uma das entidades representativas da sociedade, para reunião extraordinária de discussão e deliberação sobre o tema.
A reunião acontecerá hoje, 05 de agosto, às 11h00min, no Gabinete do Prefeito.
Estão convocados:
Câmara de Vereadores Ministério Público Secretaria Municipal de Saúde Poder Judiciário Procuradoria do Município Sindicato dos Produtores Rurais Representante das Escolas Particulares ASSOMIBA ACELEM OAB
Vão decidir o quê? Que a esbórnia de bares, restaurantes, lojas de conveniência em postos de gasolina e distribuidoras de bebidas deve continuar? Luís Eduardo é importante demais para o toque de recolher? Até em respeito às mortes, aqueles que agonizam no HO e à falta de um hospital e de pessoal médico para atendimento na “Capital do Agronegócio”.
Com foco no enfrentamento a fraudes veiculares e de coibir ações criminosas de receptadores de veículos com ocorrência de furto, roubo, adulterados ou clonados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) desencadeou a Operação Receptio, na Região Oeste da Bahia.
A fase operacional aconteceu entre os dias 25 e 26 de julho e foi direcionada às fiscalizações realizadas ao longo das rodovias que cortam trechos das Brs 135 e 349, entre os municípios de Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto, São Desidério e Correntina.
Durante as atividades, foram recuperadas 04 (quatro) motocicletas e 03 pessoas foram presas pelos crimes de receptação (art. 180) e adulteração sinal identificador de veículo automotor (art. 311), ambos do Código Penal. Uma adolescente de 17 anos foi apreendida com uma moto POP 100 adulterada.
Um cidadão que foi vítima de assalto em 2010 ao ser informado da recuperação da sua moto ficou grato e extremamente feliz com a condução do ocorrido. Ela gravou um vídeo em agradecimento aos policiais rodoviários federais responsáveis pela ocorrência (veja vídeo abaixo).
Ressalta-se que o impacto dos crimes praticados pelos receptadores de veículos resulta em múltiplas vítimas e gera prejuízos a sociedade. Por isso, o combate às fraudes veiculares é uma das áreas de atuação ordinária da PRF e ações pontuais são realizadas sempre que se constata uma maior incidência desse tipo de crime em determinadas regiões do país.
Nos primeiros seis meses de 2020, a Polícia Rodoviária Federal já recuperou em território baiano 316 veículos roubados ou furtados. Outros 212 veículos adulterados foram apreendidos no período.
1 – 25/07/2020 – Motocicleta Honda CG 125 Titan – Motocicleta com ocorrência de roubo, registrada em 08/08/2003, na cidade de Bela Vista (MS), foi recuperada no Km 220 da BR 135, em São Desidério. Homem de 19 anos foi preso.
2 – 25/07/2020 – Motocicleta Honda CG 125 Titan – Motocicleta com ocorrência de roubo, registrada em 11/07/2012, na cidade de Brasília (DF), foi recuperada no Km 218 da BR 135, em São Desidério. Homem de 29 anos foi preso.
3 – 25/07/2020 – Motocicleta Honda CG 150 Titan – Motocicleta com ocorrência de roubo, registrada em 08/10/2010, na cidade do Salvador (BA), foi recuperada no Km 212 da BR 135, em São Desidério. Homem de 21 anos foi preso.
4 – 26/07/2020 – Motocicleta Honda POP 100 – Motocicleta com numeração chassi e motor suprimidos. Flagrante registrado no Km 260 da BR 135, em São Desidério. Adolescente de 17 anos apreendida por ato infracional.
A pandemia do Covid 19 tem se agravado a olhos vistos, nos últimos dias, na região Oeste da Bahia. Barreiras se aproxima dos mil casos e a região já ultrapassa os dois mil infectados. Isso em um quadro de baixíssima testagem, ou seja, o número real de doentes é muito maior que o divulgado.
A capacidade de atendimento da UTI do Hospital do Oeste está esgotada: 120% de ocupação. As mortes aumentam a cada dia. Com todo esse grave cenário, hoje, a região não conta com um único investimento do governo da Bahia. Não houve o anunciado incremento de leitos de UTI, disponibilização de respiradores ou nenhuma outra ação importante na região.
Hoje a situação não é ainda mais grave graças aos respiradores conseguidos pelo deputado federal Tito, junto ao Governo Federal, e a ampliação das instalações físicas, bancadas pelos produtores rurais através da AIBA, que permitiram o aumento da capacidade de atendimento da UTI do Hospital do Oeste.
A outra ação fundamental foi a instalação do laboratório de testagem da UFOB, possível graças aos investimentos federais da própria universidade e da aquisição de equipamentos e insumos realizados pelos produtores rurais. Nenhum centavo veio do Governo Estadual.
Agora, com o aumento acelerado dos casos de COVID em toda a região torna-se necessária a ampliação das testagens do laboratório da UFOB.
Para isso necessita-se da compra de um novo equipamento que permitira a automação do processo e duplicará a capacidade de testagem. Para isso os prefeitos da região decidiram adquirir o aparelho, via CONSOB – Consorcio de Saúde do Oeste da Bahia, e doar o equipamento a UFOB. Compra bancada com dinheiro dos municípios.
Pois bem, hoje em uma reunião com o Ministério Publico da Bahia, onde se tratava o assunto, o responsável jurídico do CONSOB , Dr. Marlan Veloso, representando Gilvan Pimentel, presidente do CONSOB e prefeito de Catolândia, anunciou que o governo estadual havia vetado essa compra.
Para explicar: o governo da Bahia tem direito a voto majoritário nas assembleias do CONSOB. Hoje pela manha em assembleia virtual o representante do Estado, Nelson Portela, votou contra a aquisição do equipamento necessário para a ampliação da UFOB.
Acreditem: isso não custaria um único centavo ao governador Rui Costa. Mesmo assim o governo do Estado vetou a ampliação das testagens da UFOB. Ou seja: nem faz, nem deixa fazer! Definitivamente o governador Rui Costa virou as costas para o Oeste.
A carga era procedente do Oeste baiano, mas as autoridades ainda não liberaram informações sobre a verdadeira origem da operação de tráfico.
Em um país europeu, o preço médio de um quilo de cocaína chega a R$ 246 mil (US$ 64 por grama) se vendido no varejo, segundo a entidade. No atacado, o valor pode chegar a R$ 148 mil (US$ 38,58 por grama), o que resultaria em negócio de R$29.600.000,00, uma montanha de dinheiro.
Mais de 200 kg de cocaína, distribuídos em tabletes armazenados em containers utilizados para entregar adubo a granel nas propriedades agrícolas, foram apreendidos nesta sexta-feira (19), no porto de Ilhéus, cidade ao sul da Bahia.
Acondicionar a soja em big bags para exportação é uma maneira inusual de exportar a leguminosa, o que chamou a atenção das autoridades alfandegárias.
A droga foi encontrada depois que funcionários desconfiaram da carga e chamaram a polícia. O carregamento da soja estava em processo de finalização, depois de ter chegado do oeste do estado. A carga com a droga seria enviada para a Holanda. Uma cadela farejadora ajudou a identificar onde a droga estava escondida, entre os sacos da soja, e a droga foi levada para a sede da Polícia Federal, em Ilhéus. Ainda não há informações sobre a quem a droga pertencia, nem quem seria o destinatário. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso.Com informações do G1, editadas e atualizadas por O Expresso.
Os produtores de algodão começam de forma gradativa a fase da colheita no Oeste da Bahia. Segundo maior produtor da fibra no Brasil, o estado deverá manter a produção em alta, com a previsão de manter o patamar de 1,5 milhão de toneladas (caroço e fibra).
As máquinas entraram em campo nas propriedades rurais dos municípios de Correntina, Formosa do Rio Preto e São Desidério. Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a previsão é que a Bahia alcance a produtividade de 300 arrobas de fibra/hectare em uma área total de 313.566 mil hectares. Em relação à safra passada, a perspectiva é de manutenção da produção, apesar de uma redução de 5% da área. Os dados são da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
“Tivemos um início do plantio difícil em dezembro, por causa do baixo nível das chuvas, excesso em abril, e a felicidade de ter chuva em maio. Mesmo sem muita regularidade do clima nesta safra, em termos de produtividade, deveremos manter a produtividade em 300 arrobas/hectare, o dobro que o produtor dos Estados Unidos consegue colher. Isto demonstra que o produtor baiano tem feito o dever de casa e utilizado todo o pacote tecnológico à sua disposição em sementes, adubos e defensivos para a prevenção e combate a pragas, garantindo para o mercado melhor produtividade e qualidade da pluma”, afirma o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Júlio Cézar Busato.
A pandemia do novo coronavírus, segundo Busato, não vai interferir na produção no campo, mas sim, na comercialização e no preço. “Temos um isolamento natural no campo e todas as medidas sanitárias para impedir a circulação do vírus vêm sendo tomadas desde que o vírus chegou ao País, possibilitando a manutenção das atividades. Em relação ao mercado, os preços das commodities caíram muito, mas temos total condições de infraestrutura e logística já estabelecidas para a recuperação a médio prazo do nosso negócio. Cerca de 70% do algodão colhido nesta safra já está comercializado, o que garante uma maior tranquilidade do produtor para comercializar o restante da produção em melhor hora”, afirma Busato.
Segundo a Abapa, a próxima safra 2020/2021, deverá ter uma redução média de 20% de área plantada, o que vai assegurar os investimentos dos agricultores do Oeste da Bahia na cultura do algodão. Além das condições de clima, solo propícias, o presidente da entidade explica que os produtores da região vêm formando ao longo dos 20 anos uma infraestrutura no campo com as indústrias de beneficiamento de algodão com pessoal capacitado e um mercado consumidor já conquistado.
“Assim como outros setores da economia, quando a crise por conta da pandemia do coronavírus passar, temos a esperança de trabalhar para retomar os investimentos e obter mais rentabilidade futura recuperando as atuais perdas. A Bahia contribui com a participação de 25% da safra nacional, sendo considerada a área agrícola com a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo.”
Atendendo as exigências da legislação eleitoral, a diretoria da União dos Municípios do Oeste da Bahia – UMOB, teve a sua composição alterada.
O presidente Miguel Crisóstomo, prefeito de Riachão das Neves; a vice-presidente Márcia Sá Teles e o 1º secretário Termosires Neto, prefeito de Formosa do Rio Preto, renunciaram aos cargos e se desincompatibilizaram.
A nova diretoria ficou composta pelo prefeito de Muquém do São Francisco, Márcio Mariano, escolhido por unanimidade; Ney Borges, prefeito de Mansidão, assumiu a vice-presidência e Gilvan Pimentel, prefeito de Catolândia, assumiu a 1ª secretaria.
A Secretaria da saúde de Santa Rita de Cassia confirmou a morte da paciente que estava internada na UTI do Hospital do Oeste desde o dia 27 de maio.
A mulher de mais de 80 anos faleceu nesse sábado (6 ) por volta do meio-dia, quando o quadro se agravou devido a doença.
Na UTI especializada do HO, que tem capacidade atualmente para 5 pessoas, continua uma paciente da cidade de Jaborandi.
Está é a sétima pessoa da Região Oeste a morrer depois de contaminada por COVID-19. Já tivemos mortes em Santa Maria da Vitória, Cristópolis, Barra, Buritirama, Mansidão, Luís Eduardo Magalhães e Santa Rita de Cássia.
Correntina, Serra Dourada e Wanderley, no oeste baiano, são três das 22 cidades onde o transporte intermunicipal foi interrompido por decreto do Governo da Bahia, em virtude da pandemia de Corona Vírus.
Como os decretos anteriores, os veículos só podem sair das cidades até a 1h desta quinta, enquanto que para chegar o limite é às 9h do mesmo dia. Transporte intermunicipal é entendido como qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, feito nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
Amanhã começa o Toque de Recolher decretado pelo Governo da Bahia. Às 18 horas, todos em casa.
Eu aposto e dobro a aposta de quem tiver a ousadia de me enfrentar. E afirmo: passado todo este susto inicial, agora os prefeitos Zito Barbosa, de Barreiras, e Oziel Oliveira, de LEM, vão encarar com seriedade a pandemia de Coronavírus e abrir ao conhecimento do públicos as medidas que estão sendo tomadas.
Aposto igualmente que os ditos cujos prefeitos vão mostrar, com vírgulas e centavos, com toda transparência, como estão aplicando os valores de 14 e 7 milhões de reais do dinheiro federal recebido, respectivamente, para medidas emergenciais na crise sanitária.
Se estão achando pouco, jogo e não perco, que, de amanhã, 3, até o dia 9, os prefeitos obedecerão o decreto estadual do Toque de Recolher, das 6 horas da tarde até as 5 horas da manhã.
Hoje o número de casos confirmados e de testados esperando resultados ultrapassam duas centenas, mas a baixa testagem indica que esses números podem ser até 7 vezes maiores. Só Barreiras teve 1.867 casos notificados, dos quais 489 descartados. Mas a sub-notificação também multiplica muitas vezes esses números.
Quem vai apostar com este Editor? Nosso dinheirinho é pouco, mas a fé na determinação de nossos gestores é imensa.
No final da manhã deste sábado, 23, por volta das 11h30, ocorreu uma colisão entre um veículo VW Saveiro e um caminhão deixando um ferido na BR 242, na altura da Serra do Saco, em Barreiras.
Segundo informações, uma provável ultrapassagem indevida do condutor do veículo VW Saveiro, que ainda rebocava uma carretinha, tenha causado o acidente.
O condutor do caminhão saiu da pista, parando numa ribanceira. A carretinha do verdureiro também foi parar no despenhadeiro.
O condutor da Saveiro, teve um traumatismo crânio-encefálico e foi socorrido por uma equipe do SAMU no local e posteriormente, encaminhado para o Hospital do Oeste. O condutor do caminhão, também foi avaliado pela equipe do SAMU, mas o mesmo estava bem e não precisou de atendimento.
A Polícia Rodoviária Federal registrou o acidente.
A morte de um paciente de 60 anos, no início da manhã desta quarta-feira(13), no Hospital José Borba, em Santa Maria da Vitória, trouxe de volta o alerta da letalidade do vírus. É a primeira morte no Oeste da Bahia.
O governador Rui Costa alertou, em vídeo, sobre capacidade letal do vírus e a necessidade de manter o isolamento social e adotar medidas preventivas.
A vítima era um comerciante ambulante que veio do estado do Ceara para trabalhar na venda de redes juntamente com outras seis pessoas. Ao chegar em Santa Maria ele passou mal e deu entrada na emergência do hospital com sintomas da COVID-19 e em menos de 24 horas veio a falecer no início da tarde. As autoridades ainda não informaram que esse homem teve contato direto com outras pessoas da cidade ou se os colegas dele estão com os sintomas da doença.
Barreiras, mais três casos.
A Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria de Saúde, informa em Boletim Extra, que dos 44 (quarenta e quatro) casos suspeitos de Coronavírus (Covid-19) que aguardavam resultados, 05 (cinco) foram concluídos, destes, quatro testaram negativo e um testou positivo. Trata-se de uma pessoa do sexo masculino de 38 anos que relata ter participado no dia 1º de maio em um evento esportivo de ciclismo em Luís Eduardo Magalhães. Começou a sentir os sintomas no dia 02/05 e procurou atendimento médico no Pronto Atendimento Coronavírus (HMED) em 09/05, quando colheu amostras para exames. A pessoa mantém quarentena em isolamento domiciliar e passa bem.
No entanto, foram comunicados, extra-oficialmente, mais dois casos positivos agora à noite, sem maiores detalhes.
Irecê, mais quatro casos
Em Irecê, onde havia apenas um caso, recuperado, hoje foram notificados mais 4 casos positivos após exame rápido.
Itaberaba tem a primeira morte
No início da noite desta quarta-feira (13), o surgimento de 4 novos casos positivos de COVID-19, com um óbito. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Mascarenhas em live pelo facebook. Os casos foram registrados tanto na sede quanto na zona rural do município. Com isso, Itaberaba passa a ter 6 casos confirmados da doença.
Segundo o Gestor, 2 casos foram registrados na sede e 2 na zona rural do município. O óbito foi de um homem de 74 anos de idade e aconteceu no último dia 8 de maio na UPA 24h de Itaberaba. No entanto, o resultado do exame laboratorial só saiu nesta tarde.
Na oportunidade o prefeito anunciou que o município está adquirindo “Cabines de Desinfecção” para serem colocadas em pontos estratégicos da cidade: na região dos bancos, na Feira Nova e na UPA.
“Estamos ampliando as ações de combate ao coronavírus. Instalamos lavatórios públicos para higiene das mãos e adquirimos Cabines de Desinfecção, além de reforçar o uso de máscaras e intensificar o monitoramento e a fiscalização em todo o município”, disse o prefeito.
O Grupo de Trabalho para Gerenciamento do COVID-19 da UFOB, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – Barreiras e a Universidade do Estado da Bahia – Campus IX – Barreiras fizeram publicar nota pública conjunta, no dia de ontem, alertando a população e autoridades para a projeção de contaminação do Coronavírus na região Oeste.
Diz a nota conjunta, entre outras considerações e um grande volume de dados técnicos:
“As evidências científicas apontam um colapso mais significativo sobre os sistemas e serviços municipais de saúde com baixa capacidade de estruturação e oferta de equipamentos, equipes e insumos para saúde, inclusive nos casos em que a demanda por leitos de terapia intensiva possa extrapolar a capacidade de oferta dos hospitais de referência (WALKER et al., 2020).
Diante da flexibilização no funcionamento do comércio em várias cidades da região Oeste da Bahia, salientamos que os dados de projeção apresentados ratificam a necessidade dos gestores municipais avaliarem, com cautela, os impactos dessa flexibilização sobre as medidas de distanciamento social necessária ao controle da pandemia da COVID-19.
Isso porque, embora o crescimento e o impacto da pandemia da COVID-19 estarem relacionados com a composição etária da população, outras questões precisam ser analisadas como as comorbidades associadas à maior gravidade, perfil ocupacional dos infectados, planejamento e a disponibilidade de leitos.
Neste momento, torna-se importante analisar o cenário dos casos, possíveis riscos e capacidade de resposta da rede de saúde.
A região Oeste da Bahia é um cenário preocupante, pois, de acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), apresenta baixa projeção na ampliação de leitos regionais para os casos graves da COVID-19, ao passo que a população ultrapassa 500 mil habitantes, distribuída em 37 municípios de pequeno e médio porte, com frágil estrutura (financeira, tecnológica e de pessoal) para ampliação de leitos e aquisição de ventiladores mecânicos.
Conta-se com o planejamento de um número ínfimo de leitos de UTI para toda região, sendo 10 leitos no Hospital do Oeste e com contratualização de mais 20 leitos no Hospital Central de Barreiras-BA (BAHIA, 2020).
Destacamos que o aumento no número de pacientes com COVID-19 demanda
uma necessidade de oferta de atendimentos na rede assistencial dos municípios e, caso essa rede de serviços não tenha capacidade instalada para operar com a demanda emergente, a situação poderá implicar em desassistência e risco de alta mortalidade dos casos graves.
Outra problemática em caso de descontrole da pandemia na região Oeste da Bahia está nos desafios da testagem para a COVID-19, em virtude do cenário nacional apresentar baixa capacidade de produção, montagem e distribuição dos kits de testagem; a dificuldade de compra de insumos no mercado internacional, diante da concorrência do Brasil com países desenvolvidos quanto ao suprimento de reagentes produzidos; e a limitada oferta e formação de profissionais com capacidade técnica para executar os testes moleculares (REDE COVIDA, 2020).
Diante do panorama relatado, externamos nossa preocupação com a flexibilização no distanciamento social nas cidades da região Oeste da Bahia. Essa preocupação também foi evidenciada no boletim informativo do Ministério da Saúde, do dia 28 de março de 2020, cuja equipe estuda a melhor forma de retornar às atividades com cautela e segurança a toda população.
Também nos preocupamos com a segurança dos trabalhadores que retornarão às atividades, uma vez que estamos enfrentando escassez de
insumos, como álcool gel 70% e de equipamentos de proteção individual como máscaras, toucas, luvas, aventais, inclusive para uso dos profissionais de saúde em serviços de todo o país. Por esse motivo, reiteramos a manutenção de ações de distanciamento social para população e um planejamento cauteloso e adequado para utilização dos serviços essenciais
para a população.
Nesse sentido, os Grupos de Trabalhos (GT’s) para o gerenciamento da COVID19 da UFOB, da UNEB e do IFBA orientam que sejam avaliados os impactos que as decisões tenham ocasionado sobre as medidas de distanciamento social e um possível aumento da circulação de pessoas nas ruas, com consequente crescimento da exposição da população ao risco de infecção pelo novo coronavírus.
Torna-se imprescindível que se estabeleça uma metodologia descrita e transparente para implementação do modelo de distanciamento social e o planejamento e monitoramento do acesso e fluxo das pessoas nesses locais, garantindo equipes necessárias para orientação e o exercício do adequado controle sanitário, conforme orientações das autoridades de saúde nacional e estadual.
Diante dos dados apresentados, respeitosamente, recomendamos aos senhores gestores públicos da região para que mantenham as restrições às atividades não essenciais. Acreditamos que podemos agir simultaneamente no sentido de nos tornar mais fortes para enfrentamento da pandemia, minimizando seus impactos regionais.
Desde a safra 2018/2019, agricultores do Oeste da Bahia estão driblando os custos de produção e garantindo maior lucratividade no campo através de pool de compras articulado entre cooperativa e a indústria.
Se antes a preocupação era com o escoamento da produção, seja pela falta de estradas, o valor elevado do frete, a escassez de caminhões pela alta demanda da época ou ainda a falta de espaço para armazenar a safra dentro da propriedade rural, agora eles estão mais tranquilos, pelo menos, com o déficit na capacidade de armazenagem através da utilização de silo-bags, uma das grandes inovações da indústria do plástico para o setor agrícola.
Dados do departamento comercial da Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms) revelam uma crescente adesão de cooperados utilizando o material para a armazenagem de soja. O número de silos bolsas comercializados na safra 2019/2020 já ultrapassa 3,4 mil unidades, um acréscimo de 17% em relação aos pedidos da safra anterior, ou seja, mais de 685 mil toneladas de grãos deverão ser armazenadas no campo. Hoje, a área total de soja envolvendo os associados ultrapassa 581 mil hectares, 359 mil são de cooperados que aderiram ao pool de compras.
Para o agricultor Seiji Mizote, as vantagens são inúmeras e vão além de um mecanismo para fugir da volatilidade do mercado. “Adquirir o produto com um preço diferenciado e o melhor prazo para o pagamento, também favorecerem na tomada de decisão”, afirmou o cooperado. Mizote acrescentou ainda que a economia na propriedade representa em torno 14% por unidade de adquirida, ou seja, em moeda esse valor total ultrapassa R$ 18 mil.
Segundo ele, cerca de 30% da produção da leguminosa deverá ser armazenada em silo-bags. Nesta safra, o grupo cultivou aproximadamente 18,3 mil hectares de soja nos municípios de São Desidério e Formosa do Rio Preto.
Já para o cooperado André Joner, também de Formosa do Rio Preto, a armazenagem em silos-bolsas é uma alternativa que reduz o custo operacional e agiliza a logística da colheita. “O custo com este tipo de armazenagem se torna mais barato se comparado com os silos tradicionais, pois eu consigo armazenar o produto no próprio local da colheita, sem a necessidade do frete interno dentro da propriedade”, completou Joner. O cooperado deverá armazenar 70% da produção de soja da área de 1,5 mil hectares, além da estocagem de 100% da safra de milho.
O último levantamento do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado em fevereiro passado, revela que a região Oeste da Bahia registrou um incremento de 2,5% de área de soja, totalizando 1,620 milhão de hectares, sendo que a média de produtividade deve ficar em torno de 60sc/ha. Segundo a Aprosoja Bahia, a colheita da safra está na reta final, cerca de 90% da área plantada já foi colhida.
Pós-venda: A armazenagem em silo-bags é considerada uma alternativa segura, pois foi desenvolvida a partir de matéria-prima 100% virgem, criando uma atmosfera que inibe a entrada de oxigênio impedindo o desenvolvimento de pragas e insetos durante o armazenamento dos grãos. Apesar da garantia, uma das exigências da Cooperfarms com a indústria fabricante, foi em relação ao acompanhamento direto da equipe de pós-venda na instrutória técnica quanto ao manuseio do material através de minitreinamentos nas fazendas parceiras.
O jornalista Fernando Machado, profissional de poucos rodeios, afirmou hoje, em texto, que o prefeito Zito Barbosa está correndo sérios riscos ao editar um plano municipal de retomada da atividade econômica.
A situação se replica em Luís Eduardo Magalhães, onde depois de consultar os representantes da sociedade civil, o prefeito Oziel Oliveira permitiu a reabertura do comércio, dos bares e restaurantes da cidade.
Ontem à noite, distribuidoras de bebidas, bares e lojas de conveniências em posto de abastecimento ficaram até tarde da noite abertos. Centenas de jovens se aglomeravam em confraternização e sem nenhuma medida preventiva.
Veja o que Fernando Machado diz:
O prefeito Zito Barbosa assumiu hoje, ao permitir à reabertura do comércio de Barreiras, a partir da próxima segunda-feira (05|abr), a total responsabilidade pela saúde da pessoas.
As ações do município não têm sido claras!
Tanto é que a única e importante intervenção no que refere aos cuidados para com a população, que foi a reabertura do pronto-atendimento 24 horas do Hospital Eurico Dutra, só ocorreu por iniciativa do governador do Estado, Rui Costa.
Muito pouco tem sido feito!
Nos preocupa saber que, mesmo com um número irrisório de testagens de possíveis novos casos, a Prefeitura de Barreiras tenha decidido nos impor a retomada do cotidiano.
Todo esforço sanitário feito até aqui, por determinação do Ministério da Saúde, bem como os indicativos de especialistas quanto ao pico de casos do Coronavírus agora em abril, sofre um duro revés.
Que tenhamos sorte!
Em Santa Maria da Vitória, o prefeito Renatinho recuou e, em novo decreto, ordenou o fechamento de todo o comércio não essencial, bem como do transporte coletivo e alternativo. O motivo foi o aparecimento do primeiro caso confirmado de COVID 19 na cidade.
Na cidade de Barra, três pacientes com doenças respiratórias estão internados em estado grave, dois deles entubados. A suspeita é de H1N1. Em Irecê, no mínimo três pacientes são suspeitos de contaminação pelo Coronavírus. Em Porto Seguro, Feira de Santana e Salvador já são 12 os casos confirmados. Lentamente, como aconteceu em outros estados brasileiros e países da Europa, Ásia e América do Norte, os casos de COVID-19 vão aumentando.
Amanhã, os prefeitos dos municípios filiados ao CONSID estarão reunidos em Barreiras para decidir quais medidas tomar diante da pandemia.
Quando chegaremos ao pico da contaminação, ainda não se sabe. Mas um breve exercício de matemática nos dá uma ideia de quanto a situação pode ser grave. A cidade de Barreiras, por exemplo, tem perto de 170 mil habitantes. A taxa média de contaminação é de 30%. No entanto, vamos reduzir pela metade – 15% – e teremos perto de 25 mil casos. Desses, 3% (750) são casos graves, em velhos e crianças, exigindo internamento e entubamento por 10 dias.
Como Barreiras dispõe de pouco mais de 100 leitos, teríamos 650 pessoas sem atendimento, à espera da morte em casa. Se projetarmos isso para toda a região de influência do Vale do Rio Grande, as mortes podem superar fácil a casa de 2.000 pessoas. E teremos, como na Itália, cadáveres insepultos e a completa desorganização da região.
Imagine o cenário da Saúde, diante do que se avizinha em termos de Coronavírus, Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela.
O Hospital Geral do Oeste, que recentemente ganhou 20 leitos novos de UTI, 62 de enfermaria cirúrgica, três de UTI Neonatal e três de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto. A unidade já contava com 193 leitos. No entanto, atende uma população maior que 450 mil pessoas, de 18 municípios da Região.
A resposta de como serão enfrentada essas epidemias só teremos lá por agosto deste ano, isso se não chover até junho como preveem alguns institutos de meteorologia.
Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão em campo na Bahia esta semana realizando a validação do mapeamento das lavouras de café do extremo oeste do estado. Serão visitadas cerca de 45 lavouras situadas nos municípios de Cocos, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério.
A região desenvolve cultivo do café arábica e a seleção das lavouras é feita com base em métodos estatísticos específicos. No primeiro levantamento da safra 2019 realizado no mês passado, foi estimada uma área de 11.300 hectares, sendo que 9 mil está em fase de produção. A validação mede o grau de precisão do mapeamento das lavouras, sendo esta uma etapa obrigatória a ser cumprida para que os dados de área levantados por meio da técnica de mapeamento com o uso de imagens de satélite possam ser oficialmente adotados pela Companhia.
Já a produção do Estado, que na safra 2020 ocupa o quarto lugar em nível nacional, segundo divulgação da Conab de janeiro passado, está estimada entre 3,6 milhões e 4,1 milhões de sacas, para uma área que pode variar de 97 mil a 107 mil hectares.
Chuvas serão razoáveis e com boa distribuição até março.
Os mapas desenvolvidos pela Oráculo Meteorologia para o Notícias Agrícolas indicam que as chuvas já estão chegando na região do Matopiba.
No período entre 20 a 25 de novembro, os mapas de precipitação prevista indicam chuvas significativas principalmente no estado do Tocantins, já alcançando também Maranhão, Piauí e Bahia.
Já no período de 25 a 30 novembro, os mapas indicam que as chuvas avançam, incluindo volumes significativos também no oeste da Bahia.
Entre 30 de novembro e 5 de dezembro, os volumes tendem a ficar mais baixos na Bahia e no Piauí, mas voltam a ficar mais expressivas no Tocantins e no Maranhão.
Em Correntina, citada como exemplo, pelos meteorologistas as chuvas se comportam assim:
De 20 a 29 deste mês o total de chuvas será de 63 mm.
De 30 de novembro a 9 de dezembro: 42 mm
De 10 de dezembro a 19 de dezembro: 57 mm
De 20 de dezembro a 29 de dezembro: 57 mm.
Como na franja da divisa da Bahia com o Goiás e Tocantins chove bem mais, conforme demonstram as isoietas históricas, podemos encontrar previsões de até 105 mm em períodos de 5 dias, com um breve veranico no final de janeiro e início de fevereiro.
As valorizadas terras da Chapada das Mangabeiras, alvo da cobiça de grileiros e da banda podre da Justiça.
Muitas pessoas falam com este Editor e alguns se mostraram muito surpresos com a relação de nomes de poderosos capitães do agronegócio envolvidos no imbróglio da grilagem de terras no Oeste baiano.
A notícia de busca e apreensão em escritórios oestinos sensibilizou mais que o afastamento de desembargadores, juízes e a prisão de empresários e advogados.
De fato, o agronegócio é poderoso, é gigante, é determinante do processo de desenvolvimento da região. Mas como todo segmento de atividade humana, comporta aqueles que divergem da letra fria da lei.
O enredo é volumoso. Existem outros casos de grilagem e apropriação de terras que um dia chegarão aos portais das altas cortes da Justiça no País.
Por outro lado, em uma atividade de altos riscos, não só pelas intempéries, mas pelo jogo financeiro internacional, além de posições fragilizadas nos assuntos ambientais, poucos sabem o que aguarda o dia depois de amanhã do agronegócio.
Há muito tempo o agronegócio está vivendo uma perspectiva de margens estreitíssimas de rentabilidade, expressas nas oscilações do mercado internacional, tanto para a compra de insumos como para venda final de grãos e fibras.
A China está com o martelo das decisões na mão, tanto no que diz respeito aos investimentos pesados na infraestrutura, como na liberação da aquisição de terras, como no financiamento direto a produção de grãos e de proteína animal, da qual é tão dependente com seus 1,4 bilhão de habitantes.
Ou o Governo do Brasil facilita esses investimentos ou os chineses vão investir mais fortemente nas savanas africanas e no Leste da Rússia, constrangidos pela insegurança jurídica, política e ambiental do País, com o bônus da mercadoria estar, nestes dois novos endereços do agronegócio, de frente para os portos chineses.
Em 2017, empresas estatais chinesas – já ativas em 40 portos da África, Ásia e Europa – anunciaram planos para comprar ou obter participações maioritárias em nove portos estrangeiros, todos localizados em regiões onde a China planeia desenvolver novas rotas marítimas, incluindo São Tomé e Príncipe, onde está previsto um novo porto de águas profundas e no Corredor ferroviário e porto de Nacala.
A cotação da soja no Oeste baiano deu um salto no dia de hoje, com aumento de 2,65% para R$77,50 a saca de 60 quilos. Existe pouca soja disponível para esmagamento na Região.
O milho manteve-se em alta, a R$37,50, mas não se encontram preços menores de R$40,00, CIF Fazenda. Mesmo assim são grãos impróprios para consumo humano, geralmente armazenados em silo bolsa, com umidade acima de 13% e ardidos.
Depois do salto, o feijão novo da safra irrigada está a R$250,00, quase 100 reais mais caro do que há um mês.
A fibra de algodão também tem boas altas, cotada a R$91,77 a arroba, alta de 12 reais nos últimos 30 dias.
No Oeste da Bahia, a chuva localizada mais forte não ultrapassa 21 milímetros, no dia 12 de dezembro, na zona urbana de Luís Eduardo Magalhães. Só aí o solo ganhará uma faixa de umidade mais significante. Até o dia 12 serão chuvas passageiras, não suficientes para estabelecer uma reserva de água mais tranquila no solo.
Segundo o portal Notícias Agrícolas, produtores da região do Matopiba continuarão enfrentando irregularidades de chuvas até, pelo menos, a primeira semana de dezembro.
Tiago Robles, meteorologista da Oráculo, explicou que a atuação do Dipolo Índico, uma oscilação irregular nas temperaturas da superfície do mar que nasce na Austrália, tem influenciado diretamente nas condições de chuva do Brasil, sobretudo no Matopiba e na região central do país.
“Esse fenômeno tem feito o Oceano Atlântico ficar mais aquecido na região sul da Bahia e como estamos na Primavera, ele ainda está intenso e continuará atuando”, afirmou.
O meteorologista afirma que as condições ainda não afetaram diretamente o plantio da soja na região do Matopiba, mas que é importante que o produtor não se empolgue com as chuvas pontuais.
“Pode ter pancadas e o produtor se emociona, como aconteceu com o produtor no restante do país e depois enfrentar um período de 15 dias ou mais sem chuvas”, afirma. Além da falta de chuva, produtores tendem a enfrentar temperaturas elevadas, acima dos 40 graus.
Os mapas da Oráculo Meteorologia indicam a possibilidade de chuvas com volumes baixos para o norte de Tocantins e pontos do Maranhão no período entre 16 e 21 de novembro. Os volumes devem ficar entre 20 e 25 milímetros.
Dá 00 horas de ontem, dia 4 de outubro, às 24 horas do mesmo dia, o administrador do WordPress registrou um novo recorde diário de acessos da página eletrônica de O Expresso.
Foram 47.752 acessos, com 42.977 visitantes únicos. O recorde anterior ultrapassava um pouco os 44 mil acessos.
Os números são mais significativos quando se sabe que acessos com o mesmo IP (“Internet Protocol”) o WordPress não registra. Isso é o que acontece quando o site é acessado através de computadores de grandes empresas e órgãos públicos.
Agradecemos a confiança de nossos leitores, que definitivamente não cabem mais em uma VW Kombi, como sempre brincamos.
A Polícia Civil da Bahia, através da 26ª Coordenadoria da Polícia/Santa Maria da Vitória, com apoio da 11ª Coordenadoria/Barreiras e 24ª Coordenadoria/Bom Jesus da Lapa deflagrou na manhã de hoje (18/09/2019) a chamada Operação Sexto Mandamento.
A operação faz menção bíblica ao sexto mandamento (não matarás) devido ao aumento significativo de crimes de homicidios ocorridos na região.
Durante as investigações a Polícia Civil instaurou mais de 10 Inquéritos Policiais Regulares a fim e apurar as circunstancias e autoria das mortes violentas e o envolvimento das pessoas com o tráfico de drogas na região.
Em apuração minuciosa os policiais chegaram a diversos nomes de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e que de uma forma direta e/ou indireta associaram-se a facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), inicialmente instalada no município de Bom Jesus da Lapa.
O objetivo do grupo criminoso era de dominar determinados pontos das cidades, os quais, supostamente, facilitariam a venda e a distribuição das drogas.
A Polícia Civil além de cumprir 11 (onze) Mandados de Prisões Preventiva e Temporária em face de Carlos Cavalcante Sateles (Língua), Manoel Messias Moreira Dos Santos Junior, Fernando De Jesus Souza (Nando), Jailton de Alcântara Oliveira (Tomém), Evandro Couto De Oliveira (Vando) e Anália Rosa De Alcântara (Tata), além da condução da adolescente B. P. J (16 anos) e 11 (onze) Mandados de Busca e Apreensão, totalizando 22 (vinte e dois) cumprimentos e apreendendo diversos celulares, computadores, espingarda calibre 20, simulacro de pistola, maconha, crack, caderno de anotações e outros, ainda apagou as pichações feitas por membros das facções em muros das cidades de Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe, retornando a paz social.
Em ato semelhante, com o mesmo objetivo e de forma orquestrada, com as equipes de Santa Maria da Vitória, a Polícia Civil da 24ª Coordenadoria/BJL realizou no dia 06.09.19 operação com o mesmo objetivo e visando os mesmos chefes da facção, onde foram presas outras 8 (oito) pessoas.
Especialistas da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) alertam para maior incidência de incêndios em áreas florestais nos próximos meses, entre setembro e dezembro. Isto ocorre pelo caráter cíclico do fogo, uma espécie de padrão de picos de focos de queimadas intercalados entre dois a cinco anos, período de acúmulo de biomassa combustível, formada principalmente de serapilheira e galhos secos.
Antecipando o alerta dos órgãos ambientais, o Governo do Estado intensificou as ações do Programa Bahia Sem Fogo, com investimentos previstos na ordem de R$ 6,7 milhões para contratação de aeronaves airtractor, com lançamentos de água de bambi bucket (bolsa que carrega água) para combate aos incêndios, capacitação de brigadas voluntárias, aquisição de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva (EPI/EPC), compra de fardamento para os brigadistas e apoio logístico no combate aos incêndios florestais.
O Oeste e a Chapada Diamantina são as regiões que apresentam mais registros de incêndios no período de estiagem. No oeste, a maior incidência de fogo ocorre de maio a outubro, principalmente nos meses de agosto, setembro e outubro, nos municípios de Formosa do Rio Preto, Correntina, São Desidério, Pilão Arcado e Cocos. Já na Chapada Diamantina, é de setembro a dezembro, principalmente em outubro e novembro.
Além das razões naturais, há também as ações humanas que, na Bahia, são as principais fontes de ignição de fogo. Um fogo iniciado descuidadamente, criminoso ou não, ao encontrar uma condição favorável, se espalha facilmente e torna-se de difícil controle.
Ciclo
Em 2019, houve uma incidência fora do comum de incêndios na região da Mata Atlântica no período de janeiro a março, atingindo os municípios de Porto Seguro e Belmonte. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve um pico de incêndios na Bahia em 2015, com o registro de 16.514 focos de queimada, prosseguido por um período de três anos que apresentaram valores menores: 2016 com 6.312 focos; 2017 com 6.451; e 2018 com 4.957. Os dados tomam como base o satélite de referência Aqua Tarde.
O risco de fogo é calculado por meio da análise de algumas variáveis, a exemplo da precipitação pluviométrica diária (mm/dia), temperatura do ar (°C) e a baixa umidade relativa (%). A precipitação pluviométrica é o componente de maior importância, sendo obtida a partir das estimativas de precipitação geradas pela Divisão de Satélites Ambientais do Inpe.
Bahia Sem Fogo
As ações de prevenção e combate aos incêndios florestais na Bahia se tornaram mais efetivas a partir de 2010, com a criação do Bahia Sem Fogo, que é coordenado pela Sema e integra e coordena o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia, formado por representantes de secretarias estaduais, instituições municipais e federais, entre elas: Inema; Casa Militar do Governador; Segurança Pública (SSP); Saúde (Sesab); Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS); Educação; Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri); Turismo (Setur); e Corpo de Bombeiros Militar (CBMBA).
O Bahia Sem Fogo atua na prevenção às queimadas, promovendo cursos para formação de peritos, treinamento de brigadistas, reuniões e oficinas com as comunidades rurais, campanhas de prevenção, sensibilização e educação ambiental e a organização de subcomitês. A Sema distribui também equipamentos de proteção individual, transporte e suprimentos para as equipes de campo, pagamento de diárias para servidores e motoristas e locação de veículos e aeronaves.
Corpo de Bombeiros
Para atender os chamados contra os incêndios florestais previstos no Oeste e na Chapada Diamantina, o Corpo de Bombeiros mantém de prontidão os bombeiros militares especializados no 17° Grupamento de Bombeiros Militar (17°GBM), em Barreiras, para atender com maior celeridade.
Desde a primeira edição, em 2016, o Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CPCIF), do Bahia Sem Fogo, já formou 97 bombeiros militares. O objetivo é o aperfeiçoamento dos profissionais para que as respostas aos incêndios florestais sejam cada vez mais efetivas.
O CBMBA capacitou também, apenas no ano passado, 790 brigadistas voluntários em 38 municípios do estado para brigadas e primeiros socorros, com ênfase em suporte básico de vida em locais de difícil acesso.
Canais de denúncia
A qualquer sinal de incêndio, a população deve ligar para o 193. Denúncia de queimadas ilegais e outros crimes ambientais também podem ser feitas pelo telefone 0800 071 1400 ou pelo e-mail denuncias@inema.ba.gov.br, diretamente nos balcões do Inema, na sede ou nas Unidades Regionais do órgão.
Raquel Francisca dos Santos Souza morreu nesta madrugada ao ser atropelada por um carro que invadiu o bar conhecido como Galego Lanches na rotatória central em Barreiras. O carro que atropelou pessoas e destruiu o bar era dirigido por uma moça alcoolizada e drogada adentrou o bar.
Foto do blog do BragaFoto do blog do Braga
O acidente aconteceu por volta das 2h40 minutos da manhã quando o carro conduzido por Rebeca Gonçalves Coelho subiu na calçada da lanchonete, bateu nas barreiras de proteção e mesmo assim atingiu a parte interior do estabelecimento, matando na hora Raquel e ferindo gravemente outras quatro pessoas: Diego M. Nascimento,Betânia Cardoso dos Santos, Jailson Dias dos Santos e Vandinanda da Silva Souza que até o fechamento desta matéria ainda estavam em estado grave no Hospital do Oeste.
Rebeca Coelho teria confessado que havia bebido whisky e ainda teria feito uso de uma substância conhecia como ”loló”, o que seria o motivo da perda de controle do carro.
Segundo a polícia, Rebeca estava em um bar perto do Parque que Exposições de Barreiras e foi levar um amigo no Bairro Sandra Regina, o que justifica a passagem dela pelo local.
Os dois ocupantes do carro, não tiveram ferimentos como mostra esta foto da motorista infratora Rebeca Gonçalves Coelho.
A motorista foi levada para o complexo policial onde foi ouvida pelo Delegado Francisco Sá e está presa enquadrada no artigo 302 do CTB ( Código de Trânsito Brasileiro ), parágrafo terceiro, homicídio na condução de veículo, que prevê pena de 5 a 8 anos de reclusão, podendo ainda ser enquadrada também no artigo 303, parágrafo segundo, que se refere a lesão corporal, se confirmando a lesão grave ou gravíssima das outras vítimas, que prevê pena de 2 a 5 anos. Segundo o código não cabe fiança neste caso. O carona que vinha com Rebeca foi liberado.
A menos de dois meses para o início da Operação Safra 2019/20, os detalhes da 6ª edição foram discutidos entre as instituições envolvidas na ação. Durante reunião ocorrida em Salvador, representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), das secretarias de Segurança Pública (SSP) e de Agricultura (Seagri), além da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), alinharam as estratégias a serem adotadas neste ano.
A Aiba solicitou ao secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, o aumento do número de viaturas para realizar a ronda rural durante os seis meses da operação, que tem início no mês de outubro, período que começa o plantio de grãos na região. O titular da SSP ficou de analisar o pleito, com objetivo de proporcionar mais tranquilidade aos trabalhadores rurais nesta época em que aumenta consideravelmente o número de furtos e roubos de defensivos agrícolas. O pedido foi reforçado pelo secretário de Agricultura, Lucas Teixeira, e pelo superintendente de desenvolvimento do Agronegócio, Adriano Bouzas.
“A Operação Safra é uma iniciativa do governo do Estado, por entender que esse é um período crucial para o homem do campo, que muitas vezes é vítima de violência por parte dos assaltantes. Então, para garantir a segurança da população rural e urbana, a polícia deflagra essa operação, e a Aiba apoia na parte logística e orientando o seu associado a receber os policiais durante as visitas. Tem sido assim desde o começo e a parceria é tão consolidada que viemos aqui renová-la e pedir um reforço”, comentou a produtora Rosi Cerrato, que participou da reunião representando a Aiba.
A ação é realizada pela Polícia Militar da Bahia, através do Comando de Policiamento da Região Oeste, do Comando de Policiamento Especializado, da Cipe Cerrado e 3ª Companhia de Polícia Rodoviária. Desde o início da operação, em 2014, a Polícia conseguiu reduzir drasticamente o índice de criminalidade na região, através da presença ostensiva e abordagens que têm resultado na apreensão de armas, drogas e veículos com alguma irregularidade, prisão de criminosos e recuperação de cargas roubadas.
Ao todo, o efetivo policial deve percorrer mais de mil propriedades rurais em 12 municípios do oeste baiano. Além das viaturas na patrulha terrestre, um helicóptero do Grupamento Aéreo da PMBA (Graer) também é enviado para fazer a varredura aérea quando necessário.
A ação da Polícia Militar também dará apoio ao trabalho da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) no controle fitossanitário e no trânsito de fertilizantes e defensivos agrícolas, cujas as cargas são alvos preferenciais de quadrilhas especializadas neste tipo de roubo, devido ao seu elevado valor comercial.
“A Operação Safra trouxe mais segurança ao campo e às cidades do Oeste baiano. É disso que precisamos para continuar produzindo com pujança e desenvolvendo a nossa região”, pontuou o vice-presidente da Aiba, Moisés Schmidt.
Está internada na UTI do Hospital do Oeste a jovem Geiciane de Jesus Souza, de 28 anos, atacada a golpes de facão pelo namorado Alexandre na vila Cerradão. O rapaz também é acusado de matar pelo mesmo motivo passional o indivíduo conhecido como Tião. Depois de ferir mortalmente o desafeto, o namorado de Geiciane ainda botou fogo no corpo.
Alexandre Araújo dos Santos de 20 anos, acusado de ser o autor do crime, suspeitava que Tião (51 anos) teria um relacionamento com sua namorada.
O autor dos crimes roubou uma motocicleta e fugiu em direção a Barreiras.
Moça mata homem após assédio
Uma mulher de 20 anos foi presa neste domingo (18), acusada de matar um homem de nome Cléber de Souza. de 35 anos, natural de Bom Jesus da Lapa.
De acordo com informações da Polícia Civil, a motivação do crime, foi um desentendimento entre a vítima e a autora após suposto crime de importunação sexual .
O homicídio ocorreu na Av. Manoel Novaes, Centro de Bom Jesus da Lapa-BA, por volta das 04h da manhã deste domingo. Evlin Soares da Silva, é acusada de ter desferido dois golpes de faca em Cleber de Souza, que foi socorrido por populares para UPA, mas não resistiu aos ferimentos.
PRF apreende veículo adulterado e detém motorista por uso de documento falso e receptação
Na manhã deste sábado (17), durante fiscalização de rotina no KM 202 da BR- 135, trecho do município de São Desidério (BA), agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordaram um veículo HONDA/Cg 150 TITAN KS, conduzido por um homem de 26 anos.
Foram solicitados os documentos do veículo e do condutor, quando em uma verificação minuciosa do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), a equipe identificou indícios de falsificação. Após pesquisa no sistema de dados, constatou-se que o CRLV pertence a lote extraviado de órgão de trânsito.
Durante a fiscalização na motocicleta, foram encontradas também indícios de adulterações nos elementos identificadores.
Questionado, o homem informou que adquiriu o carro mediante negociação na cidade de Barreiras (BA), pagando o valor de 1.000 reais. Disse ainda que tinha conhecimento da existência de pendências na moto, porém, desconhecia às irregularidades apresentadas referente a adulteração.
Diante dos fatos, ele foi encaminhado juntamente a documentação apreendida e o veículo à Delegacia de Polícia Civil local, para os procedimentos legais.
A PRF em 2019 já recuperou quase 300 veículos furtados, roubados ou adulterados. O combate às fraudes veiculares é uma das áreas de atuação ordinária da PRF e ações pontuais são realizadas sempre que se constata uma maior incidência desses crimes em determinadas regiões do país.
As tecnologias sociais, de baixo custo e de grande alcance social, desenvolvidos pelos estudantes da rede estadual de ensino estão chamando a atenção de empresários participantes da 6ª Edição da Expo Santana. Os trabalhos estão sendo apresentados na III Feira de Ciência, de Educação Profissional e Tecnológica para o Desenvolvimento Regional, promovida pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com a Prefeitura de Santana (838 km de Salvador), no Oeste baiano.
Os 43 projetos protagonizados por 140 estudantes e professores de diferentes Territórios de Identidade da Bahia foram criados nos Centros Educacionais e Territoriais de Educação Profissional (CEEPs e CETEPs) e nas unidades escolares que ofertam os cursos técnicos, a exemplo de Informática, Agropecuária, Administração e outros.
Um dos projetos em destaque é o “Montagem de drone quadrotor com planejamento de voo para geoprocessamento”, desenvolvido pela equipe que tem como integrante Ruan Zorante Santos, 16, do curso técnico em Informática, do CETEP Portal do Sertão, localizado em Feira de Santana. “O drone é um equipamento de voo de grande versatilidade e criamos este protótipo devido a necessidade de muitos produtores rurais em monitorar as suas propriedades e áreas de plantio através do geoprocessamento. Com ele, é possível fazer um plano de voo e programar a captura das imagens a serem exibidas em um computador”, explicou o estudante.
O prefeito de Santana, Marcos Aurélio dos Santos Cardoso, falou sobre o impacto da oferta destes cursos para o município e a região.
“A educação tem movido a nossa região. Tudo o que os estudantes têm produzido agora tem chamado atenção das empresas onde futuramente eles possam trabalhar, mas também o poder público. Tenho fé de que estamos olhando para os projetos e ideias de nossos futuros pesquisadores, professores, técnicos, que vão gerar ainda mais riqueza para o Oeste da Bahia”, acrescentou o prefeito, ao destacar o alcance social dos projetos apresentados pelos estudantes da rede estadual na III Feira de Ciência, de Educação Profissional e Tecnológica.
Ao prestigiar os projetos dos estudantes, o gerente de Negócios do Banco do Nordeste, João Ribeiro, falou sobre a importância da qualificação profissional para o mercado de trabalho.
“Essa questão da educação de base passando pelos cursos técnicos é extremamente importante para o desenvolvimento de qualquer região. Hoje, lá no banco, quando existe a necessidade de fazer contratações de funcionários, ainda que não sejam através de concurso público, nós preferimos aquelas pessoas que passaram por um processo de ensino qualificado e que adquiriram conhecimento de uma determinada área. Por isso, é indispensável que os jovens se preparem cada vez mais”, destacou.
O gerente regional do SEBRAE no Oeste da Bahia, Emerson Cardoso, falou da importância dos cursos técnicos ofertados pela Secretaria da Educação do Estado nos diversos Territórios de Identidade da Bahia.
“Reconheço o trabalho que a rede estadual faz e nós ainda temos uma ponte com o trabalho que o SEBRAE realiza através do empreendedorismo na escola. Então, quando se tem tecnologia e inovação de um lado com esses centros de pesquisa e ensino e, isso, é associado ao empreendedorismo, as pessoas podem utilizar esse conhecimento para ganhar dinheiro e, consequentemente, diminuir os altos índices de desemprego e desigualdade social”, ressaltou.
O empresário Marcelo Celidonio Barreto, proprietário do provedor de internet Technet localizado em Ipirá e que também atua como professor do CETEP da cidade, reconhece a importância da mão de obra dos estudantes. “Receber um profissional que sai de um curso já formado e preparado é muito importante e vital para as empresas no mercado. Por isso, os cursos técnicos da Educação Profissional têm um papel fundamental na formação e encaminhamento dos estudantes ao mundo do trabalho”, esclareceu.
Importante polo da produção agropecuária brasileira, em especial de fibras e grãos, o oeste da Bahia será o destino da 6ª edição do AgroBrazil, programa de intercâmbio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa promove a aproximação entre produtores rurais e representações estrangeiras no Brasil.
Durante quatro dias, de 5 a 8 de agosto, um grupo com representantes das embaixadas da Argélia, Austrália, Alemanha, Cuba, França, Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã vão conhecer a produção de grãos, algodão, frutas, aves e pecuária de corte em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.
“O Oeste Baiano tem uma produção muito diversificada, por isso vamos visitar vários processos produtivos, todos na mesma região”, afirma a assessora técnica da Superintendência de Relações Internacionais da CNA e coordenadora do programa, Layanne Alves.
O estado representa 21,4% da produção nacional de algodão em pluma e 3,3% da produção de soja, milho e feijão. Hoje a produção da região atende tanto o mercado nacional, principalmente com milho, quanto internacional, com soja e pluma de algodão.
“A vinda das embaixadas para a região dialoga com o interesse da Cooperativa e dos produtores no acesso a novos mercados consumidores, na introdução de novas tecnologias nas diversas áreas do setor produtivo, de novos investimentos e, principalmente, mostra que estão preocupados com uma produção sustentável”, acredita André de Oliveira, diretor-executivo da Cooperativa de Produtores Rurais da Bahia (Cooperfarms) um dos destinos do programa.
A cooperativa está presente em cinco estados, além da Bahia, e atende mais de 270 cooperados com foco na comercialização de insumos agrícolas, armazenagem de defensivos agrícolas, consultoria especializada em gestão de riscos, aquisição de óleo diesel, faturamento de algodão e comercialização de grãos.
Outro roteiro do grupo é a produção de banana. A fazenda que será visitada possui 70 hectares cultivadoscom banana prata e cavendish (nanica), possui colheita mecanizada e parte da produção passa por liofilização (desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas) para ser comercializada.
Segundo o produtor Moisés Schmidth, o projeto é chegar a 500 hectares em dois anos, com produção média de 60 toneladas por hectare.
“Produzimos do plantio até a colheita com uma metodologia específica para favorecer a exportação, porque entendemos que é preciso investir em qualidade para conquistar o mercado internacional”, afirmou Schmidth, que também é presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras.
Serviço:
O que: Programa de Intercâmbio AgroBrazil
Quanto: 5 a 8 de agosto de 2019
Onde: Oeste Baiano – Barreiras e Luís Eduardo Magalhães
Após revelação de testes realizados entre 2014 e 2017, que apontaram água contaminada em cidades de todo o Brasil, temos péssimos resultados em 11 grandes municípios do Oeste baiano. Oito dos agrotóxicos descobertos na água são associado(s) a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. Acesse o mapa dos principais agrotóxicos contaminantes clicando aqui.
A notícia da contaminação da água em Luís Eduardo pode ser ainda mais trágica. Como aqui só é fornecida água do lençol freático profundo, pode se concluir que o Aquífero Urucuia, a segunda maior reserva de água do País, esteja também contaminado.
O mesmo nível de contaminação foi observado em São Desidério, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Mansidão, Cotegipe, Baianópolis, Santana e Riachão das Neves. Em Correntina e Catolândia nunca foram realizados os testes.
Em municípios vizinhos, como Taguatinga, que se servem das águas brotadas nas veredas, filtradas dos grandes chapadões, a água potável está contaminada por 27 agrotóxicos.
Por Pedro Grigori | Agência Pública/Repórter Brasil, com edição de O Expresso.
Os números da tragédia
O brasileiro nunca consumiu tanto agrotóxico quanto hoje. O número de produtores que usam pesticidas na plantação cresceu 20% em 10 anos, segundo o IBGE, enquanto a aprovação para comercialização dos químicos subiu 135% em uma década, conforme mostrado nos novos registros publicados pelo Ministério da Agricultura. Apenas este ano, a pasta aprovou 169 novos produtos agrotóxicos e publicou a liberação de outros 197 registros.
Hoje são 2.263 produtos agrotóxicos no mercado, e um uso anual de mais de 500 mil toneladas, segundo o Ibama. Os venenos podem entrar no corpo por meio de contato com a pele, mucosa, pela respiração e pela ingestão. O risco é crescente devido à dificuldade em retirar os pesticidas dos alimentos e até mesmo da água.
Segundo pesquisadores consultados pela reportagem, ainda não há no mercado métodos que retirem totalmente o agrotóxico da água – o que reforça a importância de as autoridades monitorarem a qualidade da água.
Já no caso dos alimentos, deixar os produtos de molho na água sanitária, bicarbonato de sódio ou vinagre pode ajudar a retirar os tóxicos impregnados nas cascas – mas a medida não tem efeito nos casos em que o veneno (sistêmicos) chega à parte interna do produto.
Segundo dados do Ministério da Saúde dentro do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), mais de 1.300 cidades encontraram resíduos de agrotóxicos na água que sai das torneiras em medições feitas entre 2014 e 2017. Embora a maioria esteja abaixo do limite legal permitido no Brasil, não existem estudos sobre o potencial da mistura de diferentes agentes químicos.
O levantamento também descobriu que dentre os 5.570 municípios brasileiros, 2.931 não realizaram testes na sua água entre 2014 e 2017.
A maioria dos filtros encontrados no mercado, como o de barro, não têm capacidade de retirar os agrotóxicos. “Uma vez que o pesticida chega na água, ainda não se tem um processo bem substanciado e que garanta que o cidadão possa usá-lo para fazer a purificação”, diz o professor Antônio da Hora, que ministra disciplina de Recursos Hídricos no Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O motivo são as transformações sofridas pelo pesticida. “Quando o princípio ativo cai na água de um rio, que pode servir de fonte de abastecimento, as moléculas sofrem vários processos químicos e microbiológicos. A degradação se dá via luz do solar, além da oxidação, e a molécula produz outros compostos, chamados de subprodutos. Um agrotóxico pode ter um, dois, três ou até mais subprodutos”, explica a professora e pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina Maria Josefá Yabe.
Porém, o professor de Recursos Hídricos da UFF Antônio da Hora informa que a população não precisa entrar em pânico sobre a presença de pesticida na água. “Não vejo esse sintoma a nível nacional. Talvez em uma região pontual ou outra, próximas às áreas de produção [agrícola]. Se você vê as resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que dão o limite máximo de agrotóxico na água, vemos que estamos bem abaixo”, explica.
De acordo com dados do Sisagua, 0,3% de todos os casos de pesticidas detectados na água entre 2014 a 2017 ultrapassaram o nível considerado seguro para cada substância, de acordo com o limite legal brasileiro. Os limites brasileiros, porém, são inferiores aos europeus. Do total de torneiras brasileiras contaminadas, 12% estavam acima do limite considerado seguro na União Europeia.
Água engarrafada
Segundo especialistas, nem mesmo a água mineral seria totalmente segura, pois o recurso é retirado de mananciais subterrâneos ou nascentes, que não deixam de ser suscetíveis a contaminação. Entretanto, no caso de água mineral engarrafada, o produto precisa passar por uma avaliação criteriosa antes de chegar ao mercado. A cada três anos as empresas precisam apresentar à Anvisa uma análise completa da mercadoria.
A Resolução nº 274 de 22 de setembro de 2005 da Anvisa, que regulamenta a venda de águas envasadas e gelo no Brasil, define limites máximos permitidos das substâncias químicas que representam risco à saúde, inclusive de agrotóxicos. O glifosato, por exemplo, tem como tolerância 500 micrograma por litro.
Porém, um novo fabricante que pretenda vender água mineral não precisa passar por um processo de registro para colocar o produto no mercado, basta comunicar o órgão de vigilância local sobre o início da fabricação. “Para as águas envasadas, o foco das ações sanitárias está no controle pós-mercado, quando já estão em comercialização. Ressalta-se que todo estabelecimento que exerce atividade na área de alimentos deve ser inspecionado e licenciado pela vigilância sanitária local”, informou a Anvisa à reportagem. A fiscalização do produto pode ocorrer durante a realização de atividades programadas ou como resultado denúncias, diz a agência fiscalizadora.
Cuidados que podem ser tomados com os alimentos em casa
Diferentemente da água, há modos simples de retirar os agrotóxicos impregnados em alimentos. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem um guia na página oficial onde dá recomendações, mas destaca que os métodos não surtem efeito nos casos em que o pesticida são absorvidos para a parte interna do alimento.
Na página, a agência ligada ao Ministério da Saúde recomenda “adquirir alimentos orgânicos ou provenientes de sistemas agroecológicos, assim como os chamados alimentos da ‘época’ (safra), que costumam receber, em média, carga menor de agroquímicos”. O guia explica que os pesticidas podem ser classificados em dois modos de ação, os sistêmicos e de contato. O primeiro grupo atua no interior das folhas e polpas, penetrando nelas. Já os de contato agem, principalmente, nas partes externas do vegetal, embora uma quantidade possa ser absorvida pelas partes internas. Com isso, lavar e retirar as cascas e folhas contribuem para a retirada de parte dos pesticidas, porém são incapazes de eliminar aqueles contidos no interior do alimento.
Os produtos sistêmicos são preferidos por muitos agricultores, e são usados principalmente quando a necessidade de atingir o alvo (erva daninha, fungo ou praga) é maior. O produto também rende mais. Enquanto é necessário mais de 70 gotas por centímetro quadrado de um fungicidas de contato, a quantidade usada do sistémico varia entre 30 e 50 gotas.
A Anvisa indica a imersão prévia dos alimentos por 20 minutos em água com hipoclorito de sódio (água sanitária), que pode diminuir também a contaminação por germes e micróbios.
Segundo a a professora Maria Hosana Conceição da Faculdade de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB), o ideal é usar a água sanitária tradicional, ou seja, que contém apenas hipoclorito de sódio. Isso porque há diferentes versões com elementos que podem fazer mal à saúde.
“O hipoclorito de sódio é um bom oxidante, auxilia na preservação do alimento que vai ser consumido in natura e na retirada dos agrotóxicos que não penetram no fruto. Com isso, os pesticidas concentrados na casca são minimizados”, explica a professora Maria Hosana Conceição da Faculdade de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB). A professora destaca que o cloro é prejudicial a saúde humana, por isso depois de deixar o alimento de molho é necessário lavá-lo com água corrente para retirar totalmente os resíduos.
Além disso, a especialista indica também a utilização do bicarbonato de sódio. “É um produto que vai proteger o alimento e pode reagir com alguns agrotóxicos que não penetram o fruto, diminuindo a exposição alimentar. E o bicarbonato tem uma base fraca. Usado até mesmo para minimizar a acidez do estômago, ele não traz o risco à saúde que consumir o cloro traz. Não vai danificar o alimento e ainda minimiza o risco de exposição aos pesticidas”, pontua.
Projetos promissores
Com o avanço da tecnologia, produções científicas estão sendo desenvolvidas no Brasil e no mundo para tentar acabar totalmente com a contaminação causada por agrotóxicos nos alimentos e nos líquidos ingeridos. Um desses projetos é o GlyFloat, uma espécie de filtro-boia com microrganismos programados biologicamente para degradar resíduos de glifosato, o agrotóxico mais utilizado no Brasil, com mais de 173 mil toneladas vendidas apenas em 2017.
O projeto é da Equipe de Biologia Sintética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um jovem time de 17 alunos dos cursos de Biotecnologia, Biologia, Engenharia Física e Design de Produto com média de idade entre 20 e 22 anos.
O GlyFloat é um projeto da equipe de Biologia Sintética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A estudante de biotecnologia Deborah Schafhauser, 22 anos, explica que a ideia do projeto surgiu quando eles perceberam a dificuldade que as estações de tratamento de água tinham para retirar o glifosato no Rio Grande do Sul. “Vimos a oportunidade de alinhar o nosso conhecimento com as ferramentas que tínhamos dentro da universidade para criar o produto”, explica.
O projeto consiste em utilizar uma bactéria isolada da espécie Escherichia coli da linha K12 – que habita naturalmente no intestino de humanos e de alguns animais. Trata-se de uma das bactérias mais utilizadas na bioengenharia e microbiologia industrial.
“Identificamos que o metabolismo dessa bactéria possui a capacidade de degradar o glifosato. Então, o objetivo do projeto é fazer com que a bactéria sinta necessidade de degradar o herbicida e assim conseguimos removê-lo da água”, explica. A bactéria é colocada dentro de um filtro. “Elas ficaram fixas no filtro, que vai ficar um rio ou estação de tratamento, como uma boia”, completa.
Arquivo UFRGS
O grupo vai participar do International Genetically Engineered Machine, uma das maiores competições de biologia sintética mundial
O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas em outubro deste ano ganhará o mundo em uma das maiores competições de biologia sintética do planeta, o International Genetically Engineered Machine, a Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos, em Boston. Para bancar a viagem aos Estados Unidos e os custos do projeto, a equipe fez uma campanha de financiamento coletivo pela internet, onde conseguiram arrecadar cerca de R$ 32 mil.
“Após a competição, continuaremos as discussões sobre o futuro do projeto. Gostaríamos de aplicar no mercado, levar as companhias de saneamento e assim tentar fazer o projeto chegar à população. Mas antes disso estamos focados em identificar os pontos a serem concluídos para entregar o melhor material”, conclui Deborah.