A primeira sessão extraordinária da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães teve um momento especial. Discursava na tribuna o vereador Sidney Giachini, líder do Governo, que discorria sobre as dificuldades de administrar uma cidade com tantas solicitações do poder público:
“Que diga o vereador Alaídio Castilho, que ontem teve uma reunião demorada com o Prefeito, como é difícil governar…”
Alaídio, primeiro-secretário, distraído, atendia, ao celular, um chamado importante. E não ouviu o chamado do colega. Que insistiu uma vez mais:
“Não é Alaídio?”
Nada do Alaídio, que seguia atendendo o telefonema. Giachini resolveu chamar mais uma vez a atenção do colega:
“Não é Alaídio?”
E desistindo, por fim, já que o vereador continuava fissurado no celular:
“O Alaídio está no celular”.
Nem as gargalhadas do auditório tiraram Alaídio do celular.

Vamos esquecer Alaídio por um dia.
Parabéns Luís Eduardo pelos onze anos de emancipação política.
Nossa cidade poderia estar melhor. Poderia ter aspecto mais apresentável. A gente poderia andar pelas ruas e não cair em crateras, nem sentir a poeira sendo jogada em nossa cara ou pelo asfalto desleixado, esburacado e enterrado.
Mas as coisas mudarão, como tudo muda. E chegaremos a isto. Mas, como tudo muda, prefiro acreditar que as ainda veremos nossa cidade embelezada. Não nos falta muito: é só um gestor competente que será eleito em 2012!
Nosso problema, atual é outro. É que nosso município está sujo. É verdade que se dá uma vassourada aqui e ali. Mas a sujeira continua. Eu não estou falando da sujeira que emporcalha a tudo. Estou me referindo a sujeira moral e das armações realizadas nos gabinetes.
E por isso, que precisamos de gente honesta e humilde para administrar a cidade.
Lixão: desorganização, muita sujeira, acúmulo de resíduo e mau cheiro
Enquanto o município não é provido de um local para implantação do aterro sanitário, acumulam-se as reclamações de moradores que residem próximo ao lixão, assim como a desorganização, sujeira, acúmulo de resíduo, pneus velhos e mau cheiro – elementos comuns a um lixão e cada vez mais presentes na vida de inúmeras famílias. A insatisfação é tanta, que moradores já não descartam a possibilidade de deixarem suas residências, mudando para um local que não lhes obrigue a conviver com essa realidade.
Em visita, a redação do Jornal Classe A constatou in loco a dificuldade enfrentada por quem ali vive. Além da grande quantidade de lixo, que toma conta não só do espaço destinado ao lixão, mas de ruas próximas, moradores precisam conviver com o mau cheiro causado pelos lixos, e não fosse suficiente, pelo excesso de resíduo líquido – de outra procedência. Este percorre o espaço destinado ao lixão, mas também a rua por onde transitam veículos e brincam crianças.
Não suficiente – como presenciado por este jornal no momento da cobertura fotográfica, uma criança fazia à coleta de lixo – prática não permitida desde o dia 28 de fevereiro deste ano.
Recolhimento de pneus
Os pneus recolhidos são armazenados até completar uma carga. Já a destinação dos pneus, essa fica de responsabilidade da RECICLANIP – uma entidade implantada pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), a partir da criação do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. O objetivo é coletar e destinar de forma ambientalmente adequada os pneus que não podem mais ser usados para rodagem. Desde agosto de 2009, com a criação da Secretaria de Meio Ambiente e a parceria com a entidade, mais de 500 toneladas de pneus foram recolhidos e encaminhados para reaproveitamento em Brasília. O último recolhimento ocorreu em 14 de março deste ano, com a retirada de 24 toneladas de pneus.
Ainda assim, segundo o que relembra a secretária, a responsabilidade não é exclusiva da prefeitura – que apenas cedeu o espaço para que a entidade coletasse os pneus, enquanto ainda não se tem um espaço próprio.“A responsabilidade em dar destino é também das empresas que comercializam, estas são obrigadas a recolherem uma parte do que produzem, conforme determina a Resolução CONAMA 416/2009”, informa. Já a respeito do resíduo líquido encontrado no local, Aguiar garante que não se trata de resíduo de lixo, mas proveniente de fossa – uma vez a empresa estar utilizando-se da área aos fundos do lixão para o escoamento de suas cargas. Sendo a estação de tratamento de Barreiras, o lugar adequado para fazer o despejo, a secretária ao tomar conhecimento do fato – proibiu a prática adotada pela empresa.
Fonte: Jornal Classe A
Outro problema muito apontado pelos moradores é o grande número de pneus velhos que se amontoam pelo lixão, misturados, sem critério de separação. Conforme explica Aguiar, a coleta dos pneus inservíveis é feita periodicamente através de uma parceria entre as secretarias de Saúde, Infraestrutura e Meio Ambiente.