Não é Alaídio?

A primeira sessão extraordinária da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães teve um momento especial. Discursava na tribuna o vereador Sidney Giachini, líder do Governo, que discorria sobre as dificuldades de administrar uma cidade com tantas solicitações do poder público:

“Que diga o vereador Alaídio Castilho, que ontem teve uma reunião demorada com o Prefeito, como é difícil governar…”

Alaídio, primeiro-secretário, distraído, atendia, ao celular, um chamado importante. E não ouviu o chamado do colega. Que insistiu uma vez mais:

“Não é Alaídio?”

Nada do Alaídio, que seguia atendendo o telefonema. Giachini resolveu chamar mais uma vez a atenção do colega:

“Não é Alaídio?”

E desistindo, por fim, já que o vereador continuava fissurado no celular:

“O Alaídio está no celular”.

Nem as gargalhadas do auditório tiraram Alaídio do celular.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

2 comentários em “Não é Alaídio?”

  1. Vamos esquecer Alaídio por um dia.

    Parabéns Luís Eduardo pelos onze anos de emancipação política.
    Nossa cidade poderia estar melhor. Poderia ter aspecto mais apresentável. A gente poderia andar pelas ruas e não cair em crateras, nem sentir a poeira sendo jogada em nossa cara ou pelo asfalto desleixado, esburacado e enterrado.
    Mas as coisas mudarão, como tudo muda. E chegaremos a isto. Mas, como tudo muda, prefiro acreditar que as ainda veremos nossa cidade embelezada. Não nos falta muito: é só um gestor competente que será eleito em 2012!
    Nosso problema, atual é outro. É que nosso município está sujo. É verdade que se dá uma vassourada aqui e ali. Mas a sujeira continua. Eu não estou falando da sujeira que emporcalha a tudo. Estou me referindo a sujeira moral e das armações realizadas nos gabinetes.
    E por isso, que precisamos de gente honesta e humilde para administrar a cidade.

  2. Lixão: desorganização, muita sujeira, acúmulo de resíduo e mau cheiro

    Enquanto o município não é provido de um local para implantação do aterro sanitário, acumulam-se as reclamações de moradores que residem próximo ao lixão, assim como a desorganização, sujeira, acúmulo de resíduo, pneus velhos e mau cheiro – elementos comuns a um lixão e cada vez mais presentes na vida de inúmeras famílias. A insatisfação é tanta, que moradores já não descartam a possibilidade de deixarem suas residências, mudando para um local que não lhes obrigue a conviver com essa realidade.

    Em visita, a redação do Jornal Classe A constatou in loco a dificuldade enfrentada por quem ali vive. Além da grande quantidade de lixo, que toma conta não só do espaço destinado ao lixão, mas de ruas próximas, moradores precisam conviver com o mau cheiro causado pelos lixos, e não fosse suficiente, pelo excesso de resíduo líquido – de outra procedência. Este percorre o espaço destinado ao lixão, mas também a rua por onde transitam veículos e brincam crianças.

    Não suficiente – como presenciado por este jornal no momento da cobertura fotográfica, uma criança fazia à coleta de lixo – prática não permitida desde o dia 28 de fevereiro deste ano.

    Recolhimento de pneus

    Os pneus recolhidos são armazenados até completar uma carga. Já a destinação dos pneus, essa fica de responsabilidade da RECICLANIP – uma entidade implantada pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), a partir da criação do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. O objetivo é coletar e destinar de forma ambientalmente adequada os pneus que não podem mais ser usados para rodagem. Desde agosto de 2009, com a criação da Secretaria de Meio Ambiente e a parceria com a entidade, mais de 500 toneladas de pneus foram recolhidos e encaminhados para reaproveitamento em Brasília. O último recolhimento ocorreu em 14 de março deste ano, com a retirada de 24 toneladas de pneus.

    Ainda assim, segundo o que relembra a secretária, a responsabilidade não é exclusiva da prefeitura – que apenas cedeu o espaço para que a entidade coletasse os pneus, enquanto ainda não se tem um espaço próprio.“A responsabilidade em dar destino é também das empresas que comercializam, estas são obrigadas a recolherem uma parte do que produzem, conforme determina a Resolução CONAMA 416/2009”, informa. Já a respeito do resíduo líquido encontrado no local, Aguiar garante que não se trata de resíduo de lixo, mas proveniente de fossa – uma vez a empresa estar utilizando-se da área aos fundos do lixão para o escoamento de suas cargas. Sendo a estação de tratamento de Barreiras, o lugar adequado para fazer o despejo, a secretária ao tomar conhecimento do fato – proibiu a prática adotada pela empresa.

    Fonte: Jornal Classe A
    Outro problema muito apontado pelos moradores é o grande número de pneus velhos que se amontoam pelo lixão, misturados, sem critério de separação. Conforme explica Aguiar, a coleta dos pneus inservíveis é feita periodicamente através de uma parceria entre as secretarias de Saúde, Infraestrutura e Meio Ambiente.

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