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Por que a PF tem mais 5 suspeitos da morte dos ambientalistas e diz que o crime não tem mandantes?

20/06/2022

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O cantor Caetano Veloso faz protesto silencioso durante show, em Brasília, no sábado, pela morte do Indigenista e do jornalista inglês.

Esse caso é emblemático e relembra os milhares de torturados e mortos no período de 17 anos do ditador Pinochet. Mesmo com todo o dinheiro e poder, ele acabou na prisão.

A prisão do tirano Augusto Pinochet foi o cumprimento de ordem de prisão por violações contra os direitos humanos cometidos pelo ditador chileno Augusto Pinochet expedida pelo magistrado espanhol Baltasar Garzón e cumprida a 10 de outubro de 1998 em Londres. Há 10 anos Pinochet tinha deixado o poder. Mesmo assim ficou um ano na prisão e o restante da sua vida (2006) em prisão domiciliar.

A Polícia Federal afirmou três dias após a primeira prisão, do agora criminoso confesso, que não existiam mandantes do crime. Agora aparece com a tese de que existem no mínimo oito pessoas implicadas no crime. Então não existia um chefe? Era uma organização criminosa de orientação democrática e recreativa, onde todos os sócios mandavam?

Preso no sábado (18) por suspeita de participação nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, Jefferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, confessou ter sido também um dos executores dos assassinatos, de acordo com participantes da investigação ouvidos pela Folha.

Além dele, Amarildo Oliveira -o Pelado- admitiu ter realizado os disparos contra o indigenista e o jornalista. Foi Pelado quem conduziu as equipes de busca ao local onde os corpos foram encontrados, numa mata às margens do rio Itaquaí (AM), na última quarta-feira (15).

O terceiro preso é o irmão de Amarildo, Oseney Oliveira, conhecido como Dos Santos. Os investigadores ainda apuram se ele disparou contra Bruno e Dom ou se ajudou na ocultação dos cadáveres.

A Polícia Federal informou neste domingo (19) que, além dos três presos, outros cinco suspeitos já foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres de Pereira e Phillips.

“O comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal do Amazonas, informa que até o momento há três suspeitos presos pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e outras cinco pessoas já foram identificadas por terem participado da ocultação dos cadáveres”, diz o comunicado da PF.

De acordo com a perícia feita pela Polícia Federal, os dois foram mortos com armas de caça. O indigenista foi atingido por três tiros, enquanto o jornalista foi morto com um disparo.

O exame, realizado pelos peritos da PF, indica que a morte de Dom Phillips foi causada por “traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins [chumbinhos presentes em cartuchos de espingarda], ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica”.

Já a morte de Bruno Pereira foi “causada por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins”.

A PF diz ainda que, segundo a perícia, o indigenista foi atingido por dois tiros no tórax/abdômen e um outro tiro na face/crânio.

Os exames ocorrem em Brasília e a expectativa das autoridades é que os corpos sejam liberados até quarta-feira (22).

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