Pra comprar um litro de leite o assalariado brasileiro precisa trabalhar 2 horas; são quase 3 horas de trabalho por um litro de óleo de soja e 8 horas de labuta por um quilo de carne. Se botar 500 gramas de arroz e 500 gramas de feijão nessa refeição, lá se vai outro tanto de trabalho.
E tem mais de crueldades: mais três horas de trabalho para pagar a passagem de ida e volta ao serviço ou para comprar um litro de gasolina e colocar na motinha.
Mesmo trabalhando 12 horas por dia, 72 horas por semana, não é suficiente quando se pensa no aluguel do barraco, no gás, na energia e na água.

Por essas e outras é que se fala que, segundo pesquisa recente, 125,2 milhões de pessoas convivem com algum grau de insegurança alimentar, algo que corresponde a 58,7% da população brasileira. Comparando com 2020, houve aumento de 7,2% e na análise com 2018, o avanço alcança 60%. A insegurança alimentar é classificada em três níveis: leve, moderada e grave.


