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Parabéns: o Presidento acaba de decretar a semana de 84 horas de trabalho.

06/07/2022

Fome no Brasil - Observatório do Terceiro Setor

Pra comprar um litro de leite o assalariado brasileiro precisa trabalhar 2 horas; são quase 3 horas de trabalho por um litro de óleo de soja e 8 horas de labuta por um quilo de carne. Se botar 500 gramas de arroz e 500 gramas de feijão nessa refeição, lá se vai outro tanto de trabalho.

E tem mais de crueldades: mais três horas de trabalho para pagar a passagem de ida e volta ao serviço ou para comprar um litro de gasolina e colocar na motinha.

Mesmo trabalhando 12 horas por dia, 72 horas por semana, não é suficiente quando se pensa no aluguel do barraco, no gás, na energia e na água.

Atingidos pela fome no Brasil são mais do que a população inteira de Israel

Por essas e outras é que se fala que, segundo  pesquisa recente, 125,2 milhões de pessoas convivem com algum grau de insegurança alimentar, algo que corresponde a 58,7% da população brasileira. Comparando com 2020, houve aumento de 7,2% e na análise com 2018, o avanço alcança 60%. A insegurança alimentar é classificada em três níveis: leve, moderada e grave.

Pesquisa do IBGE sobre insegurança alimentar revela que o mapa da fome no  Brasil tem raça, gênero e classe | ADUSB

Divulgado em 8 de junho, o 2º VIGISAN – Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil revela que a quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, passando fome, praticamente dobrou em menos de dois anos.

Esse contexto afeta diretamente 33,1 milhões de brasileiros, o equivalente a 15,5% da população, 14 milhões a mais de pessoas passando fome na comparação com o primeiro levantamento realizado em 2020.

Para o nutricionista e presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), Élido Bonomo, os dados apontam para um cenário de retrocesso. “Atingimos um nível muito próximo do observado na década de 1990. Vimos cenas horripilantes, como a ‘fila dos ossos’, algo inaceitável para um país como o Brasil, que já foi referência no combate à fome. Devemos voltar nossa atenção para o fortalecimento das políticas públicas, com ações efetivas que garantam a segurança alimentar e nutricional da população”, destacou.

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