
Do PODER360
Os Estados Unidos deverão vivenciar o aumento do calor extremo nos próximos 30 anos, é o que diz o relatório divulgado pela First Street Foundation na 2ª feira (15.ago.2022). O estudo identifica um aumento significável nas temperaturas no país já em 2022 e indica que deve se intensificar até 2053. Eis a íntegra (41MB). Segundo o relatório, é esperado que um “cinturão de calor extremo” seja formado na região que abrange o norte dos Estados do Texas e Louisiana até Illinois, atingindo também Indiana e Wisconsin. É estimado que 107 milhões de de norte-americanos, de 1.023 condados da região, vivenciarão temperaturas acima dos 51ºC até 2053.
O relatório foi feito através da combinação das medições de temperaturas da superfície terrestre, cobertura da atmosfera, superfícies impermeáveis, cobertura da terra e proximidade da água para calcular a exposição atual ao calor e, em seguida, é ajustado para cenários futuros de emissões previstas. A partir desses dados é possível determinar o número de dias em que é esperado o aumento nos níveis de calor. O estudo alerta que cerca de 50 condados, com 8,1 milhões de habitantes, enfrentarão essa temperatura ainda em 2023, atingindo o nível mais alto do índice de calor do National Weather Service, a agência de meteorologia dos EUA.
Uma mudança severa nas temperaturas também é estimada no condado de Miami-Dade, onde os 7 dias mais quentes de 2022 registraram temperaturas de 41ºC. O estudo indica que o condado passará por 34 dias com temperaturas recordes até 2053. O aumento também é previsto para todo o país. Os dias com calor recorde sairão, em média, de 7 dias a 18 dias. Matthew Eby, CEO da fundação responsável pelo relatório, afirmou que o estudo alerta para a extensão das ondas de calor já discutidas anteriormente. Eby também disse que é necessário “estar preparado” para as mudanças climáticas nos próximos anos. “estar preparado” para as mudanças climáticas nos próximos anos.
“Precisamos estar preparados para o inevitável, que 1/4 do país em breve cairá dentro do ‘cinturão de calor extremo’ com temperaturas superiores a 51ºC e os resultados serão terríveis”, disse o CEO em comunicado divulgado pela fundação.

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