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Procuradores de 3 estados informam Alexandre de Moraes sobre financiamento da sedição

08/11/2022

8.nov.2022 - O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, em reunião com os procuradores-gerais de Justiça de SP, SC e ES - Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Procuradores-gerais de Justiça de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo informaram ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que investigações estaduais identificaram a participação de empresários no financiamento de atos antidemocráticos pelo país.

As informações foram repassadas ao magistrado em reunião realizada nesta manhã (8) no tribunal. Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, já foi detectada a atuação de empresários e até de prefeituras na organização dos bloqueios de estradas e nos atos em quartéis das Forças Armadas. Sarrubbo disse que, por ser uma apuração em andamento, não daria o número de investigados no caso.

“São empresários que são financiadores, nós já temos alguns nomes, mas que não podemos relevar, que estão sendo investigados”, disse.

Na nossa visão, há uma grande organização criminosa com funções predefinidas. Financiadores, arrecadadores, tem várias mensagens com número de Pix e tudo mais para que as pessoas possam abastecer financeiramente. E a partir daí nós temos que estabelecer quem exercia qual função. Tem a função financeira, a alimentação. Em São Paulo, a gente percebe ônibus de prefeituras transportando pessoas. Tudo isso está sendo objeto de investigação”.

Sarrubbo afirmou que as investigações miram agora o “fluxo financeiro” dos atos e que o encontro com Moraes serviu para a troca de investigações sobre o caso. O ministro tem acompanhado o atos de perto e ontem ordenou que as forças policiais estaduais e federais enviem todas as informações obtidas sobre possíveis financiadores dos atos nos quartéis e nas estradas.

Segundo Sarrubbo, há indicativo de que o movimento tem caráter interestadual. “Há algo em nível nacional e nós vamos trabalhar e o TSE fornecerá algumas informações e com isso a gente espera que o Brasil possa prosseguir sem golpes”, disse. Listas.

A procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Andrade, também afirmou que a atuação dos empresários envolve ainda a criação de “listas” para impedir consumidores e empresários de utilizarem determinados produtos ou serviços no Estado.

“A gente tem percebido um movimento também de empresariado que é criar uma lista de pessoas e empresários cujos consumidores não deveriam consumir ali produtos ou serviços. Estão criando embaraço à livre iniciativa do comércio, algo que não víamos há muitos e muitos anos”, afirmou.

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