Irã anuncia nesta madrugada a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz. Preços do petróleo caem com rapidez.

Instalações portuárias e petrolíferas no Estreito.

“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, disse o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araghchi em comunicado.

Nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã do último fim de semana, uma das exigências do Irã era que o cessar-fogo no Oriente Médio incluísse o território libanês, que sofreu com ataques israelenses desde o início do mês.

Porta-voz do Irã anunciou hoje, 17, no início do dia, madrugada em Brasília, a abertura irrestrita do estreito de Ormuz para navios de qualquer bandeira. A iniciativa deve-se principalmente ao cessar-fogo no Líbano. 

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

Os investidores também continuam monitorando o passo a passo das negociações entre Estados Unidos e Irã em torno de um possível acordo de paz que coloque um ponto final na guerra entre os dois países.

  • Por volta das 9h45 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) desabava 6,59% e era negociado abaixo de US$ 90 (US$ 88,45).
  • No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) tombava 5,89%, a US$ 93,54.
  • No dia anterior, o barril de petróleo WTI fechou em alta de 3,72%, a US$ 94,69, enquanto o brent subiu 4,7%, a US$ 99,39.
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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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