Los hermanos despertaron: pesquisas mostram Milei em queda na Argentina: 63% de rejeição e 61% contra sua reeleição

Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (16/04) pelo instituto Opina Argentina mostra que a desaprovação ao governo do presidente Javier Milei alcançou 63%, contra 35% de aprovação.

O índice de desaprovação inclui 58% de entrevistados que disseram ter percepção “muito negativa” da administração de extrema direita, e 5% com percepção “algo negativa”.

O índice de aprovação também está dividido entre 20% com percepção “muito positiva” e 15% com percepção “algo positiva” sobre a gestão.

Também houve 2% de entrevistados que disseram não ter opinião formada sobre o tema, ou que preferiram não responder a indagação.

O cenário desta pesquisa de abril significa uma mudança significativa em comparação ao mês anterior, quando pesquisa do mesmo instituto mostro a desaprovação de Milei em 58% (cinco pontos percentuais a menos) e a aprovação em 41% (seis pontos a mais).

Em comparação com a última pesquisa de Opina Argentina feita 2025, a desaprovação de Milei subiu 11 pontos (de 52% para 63%) e a aprovação caiu 13% (de 48% para 35%) em apenas quatro meses.

Opositores em alta

Além da queda de Milei, a pesquisa mostra que as duas figuras mais bem avaliadas da política argentina atualmente são representantes da oposição de esquerda ao governo.

Em um cenário de ampla crise política, até mesmo as figuras melhor posicionadas apresentam uma rejeição maior que a aprovação. No entanto, chamam a atenção dois casos: os de Myriam Bregman e Axel Kicillof, cujos números demonstram diferenças significativas em comparação com os de Milei.

A deputada Bregman, líder da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, por sua sigla em espanhol) é a figura política com menor rejeição da Argentina atualmente, com 47% de desaprovação, contra 44% de aprovação. Vale lembrar que ela foi candidata presidencial em 2023, disputando contra Milei – e se destacando nos embates contra ele, em debates realizados no primeiro turno.

Já Kicillof, atual governador da Província de Buenos Aires, tem 44% de aprovação e 53% de desaprovação.. Ele é representante da ala mais à esquerda da coalizão peronista União Pela Pátria.

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015) foi mencionada na consulta, apesar de estar inelegível. Membro da coalizão União Pela Pátria, ela obteve 39% de aprovação e 59% de desaprovação.

Ao final de tudo, Milei terá de explicar ainda porque transferiu grande parte das reservas de ouro do Banco Central da República Argentina (BCRA) para o exterior, com relatos indicando o Banco da Inglaterra como destino.

A operação, confirmada pelo Ministro da Economia, visava aumentar a liquidez e obter retornos financeiros, mas gerou críticas sobre riscos de embargos e falta de transparência, levando-se, também, em conta a disputa pelas Ilhas Malvinas e a morte de centenas de jovens argentinos durante a guerra.

Também carece de uma ampla explicação a permissão governamental da venda de extensas porções de terras da Patagônia para capitalistas estrangeiros, em especial israelenses. (OExpresso).

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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