Investimentos do Novo PAC chegam a seis regiões hidrográficas baianas com foco em recuperação ambiental e segurança hídrica.
O Novo PAC prevê investimentos de até R$ 114 milhões em seis regiões hidrográficas da Bahia, dentro de um pacote nacional de R$ 1 bilhão voltado à revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco e a outras áreas estratégicas do país. O anúncio foi feito pelo Governo Federal, que informou a inclusão de 60 projetos voltados à segurança hídrica, saneamento e melhoria da navegação
Na Bahia, as ações contemplam as bacias do Rio Grande, dos rios Paramirim e Santo Onofre, do Rio Corrente, dos rios Verde e Jacaré, do Rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho. Entre os municípios alcançados estão Barreiras, Angical, Riachão das Neves, Juazeiro, Sobradinho e Itaguaçu da Bahia.
Os recursos fazem parte do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, estruturado com recursos vinculados à desestatização da Eletrobras. As medidas previstas incluem recuperação hidroambiental, monitoramento hídrico, capacitação para gestão da água com base em informações meteorológicas, implantação de quintais produtivos, recuperação de pastagens degradadas e ações de restauração ecológica.
Também estão previstas iniciativas como a revitalização do Rio Verde, em Itaguaçu da Bahia, projetos de restauração na bacia do São Francisco em parceria com a iniciativa Floresta Viva, do BNDES, além da implantação de um porto público em Juazeiro.
O investimento chega em um momento de atenção permanente sobre rios, nascentes e comunidades dependentes da água no semiárido baiano. Dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, indicam que a seca ainda exige acompanhamento constante, mesmo com melhora em alguns períodos recentes.
Oeste da Bahia
No Oeste da Bahia, a bacia do Rio Grande está entre as áreas contempladas. Para Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande, os investimentos podem ampliar práticas já adotadas por produtores rurais, como uso eficiente da água, conservação do solo, monitoramento hídrico e agricultura regenerativa.
Segundo ela, a revitalização das bacias e a recuperação de nascentes representam uma oportunidade para fortalecer a produção sustentável. “Hoje, sustentabilidade e produção caminham juntas, e o produtor rural tem sido peça fundamental nesse processo”, avaliou.
No Norte da Bahia, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre, Almacks Carneiro, destacou que a revitalização também está ligada ao abastecimento humano, à permanência das famílias no campo e à redução da vulnerabilidade social.
Já para Paulo Neiva, presidente do Comitê das Bacias dos Rios Verde e Jacaré, a recomposição da vegetação, a proteção das margens e o monitoramento dos rios são fundamentais para melhorar a qualidade da água e preservar os sistemas hídricos ao longo do tempo.
Sem cronograma detalhado divulgado até o momento, os projetos devem avançar em frentes de recuperação ambiental, adaptação climática e segurança hídrica. Segundo o Governo Federal, desde 2023 já foram aprovadas 250 ações de revitalização em bacias hidrográficas, com investimentos que somam R$ 5,2 bilhões.

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