Bancada gaúcha foi a mais resistente. Os chimangos de sempre. O ano de 1893 ainda não acabou.
Deu tremura nas pernas e frio na barriga e a maioria das bancadas oposicionistas correram da raia. Até o Nikolas Flex deu pra trás (epa!) e votou pela jornada 5×2.
A maior parte da bancada do PL, que historicamente se posicionava contra o fim da escala 6×1, acabou cedendo diante do constrangimento e do impacto eleitoral negativo, votando a favor da proposta. Entre os casos emblemáticos está Nikolas Ferreira (MG), que, apesar de ser um nome de destaque do partido, votou favoravelmente, sinalizando o enfraquecimento da resistência da direita no plenário.
A mudança de voto do PL evidencia que a pressão popular e a cobertura negativa sobre a manutenção da escala 6×1 influenciaram decisões individuais, sobretudo em ano eleitoral.
Lista dos 22 deputados que votaram contra
-
Adriana Ventura (Novo-SP)
-
Bibo Nunes (PL-RS)
-
Carlos Chiodini (MDB-SC)
-
Caroline de Toni (PL-SC)
-
Daniel Freitas (PL-SC)
-
Daniela Reinehr (PL-SC)
-
Fabio Schiochet (União-SC)
-
Fausto Pinato (União-SP)
-
Gilson Marques (Novo-SC)
-
Julia Zanatta (PL-SC)
-
Kim Kataguiri (Missão-SP)
-
Lucas Redecker (PSD-RS)
-
Marcel van Hattem (Novo-RS)
-
Mauricio Marcon (PL-RS)
-
Nicoletti (PL-RR)
-
Paulo Marinho Jr (PL-MA)
-
Pezenti (MDB-SC)
-
Ricardo Guidi (PL-SC)
-
Ricardo Salles (Novo-SP)
-
Rosangela Moro (PL-SP)
-
Sérgio Turra (PP-RS)
-
Zé Trovão (PL-SC)
No segundo turno da votação, alguns parlamentares que haviam votado favoravelmente ao fim da escala 6×1 deixaram de votar, já que a vantagem era confortável. A votação confirma o enfraquecimento da extrema direita, com votos contrários diminuindo de 22 para 19.
Impacto sobre trabalhadores e perspectivas futuras
A aprovação representa uma vitória concreta para milhões de trabalhadores, que passam a ter direito a dois dias de descanso por semana, um avanço histórico na legislação trabalhista brasileira. Especialistas apontam que a medida fortalece a agenda do governo Lula na defesa dos direitos trabalhistas e evidencia o compromisso com a justiça social.
Além disso, o resultado envia um recado político claro: a resistência bolsonarista e de partidos de direita não conseguiu impedir a implementação de uma pauta de amplo apoio popular. O caso evidencia a dificuldade da direita em sustentar posições impopulares em temas diretamente ligados ao bem-estar dos trabalhadores.
