Festas de Vorcaro ficaram famosas: agora, sem delação, cana dura, mermão.
PF espera a apresentação de mais informações nesta semana. Caso contrário, a corporação avisou os advogados do dono do Banco Master que os documentos serão rejeitados.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu da Polícia Federal a sinalização de que a corporação não irá aceitar a nova proposta de delação premiada.
A reportagem da Band apurou que a Polícia Federal espera a apresentação de mais informações nesta semana. Caso contrário, a corporação avisou os advogados de Daniel Vorcaro que os documentos serão rejeitados.
A avaliação é que mesmo detalhando os repasses ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ao senador Ciro Nogueira (Progressistas), as informações já constavam na investigação e não trouxeram linhas auxiliares para a apuração.
Proposta de delação de Vorcaro
Na semana passada, o jornalismo da Band revelou que os investigadores receberam com cautela a nova proposta de delação premiada enviada pela defesa de Daniel Vorcaro.
Na ocasião, a avaliação foi de que ele “teria de apresentar alguma coisa nova para dar uma última cartada”, ainda mais diante das diversas informações de trocas de mensagem com autoridades, reveladas nos últimos dias.
Investigadores que já tiveram acesso aos documentos afirmam, no entanto, que, desta vez, há menções a Ciro Nogueira, que foi poupado no texto anterior, e um capítulo inteiro dedicado ao filme “Dark Horse”, que irá abordar a vida de Jair Bolsonaro.
Primeira proposta foi rejeitada
Em maio, a Polícia Federal decidiu não endossar a proposta de acordo de colaboração premiada que vinha discutindo com o banqueiro e com seus advogados.
Na ocasião, os agentes julgaram inconsistentes as informações fornecidas por Vorcaro, as confrontando com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF começou a apurar, a pedido do Ministério Público Federal, a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.
Prisão de Vorcaro
Preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro do ano passado, Vorcaro, de 42 anos, passou dez dias detido até ser libertado por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. Em 19 de março, como parte das tratativas para o fechamento de um acordo, Vorcaro passou a ocupar uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Ele é acusado de crimes como fraude financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Da band.com.br
