
O texto estabelece uma distinção central: a diferença entre a massa de apoiadores que age por crença cega e as elites econômicas que compreendem o risco democrático, mas optam por ignorá-lo. Em atitude rara, o autor elenca grandes empresários que apoiam o candidato.
Para Moreira Salles, enquanto parte da população apoia o bolsonarismo movida por fé — buscando “acreditar em vez de compreender” —, o grupo que frequenta jantares corporativos com Flávio Bolsonaro pertence a uma elite instruída e com pleno discernimento histórico. São executivos que sabem que a trajetória da família é marcada pela exaltação de figuras como o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Recorrendo a Hannah Arendt e Parul Sehgal, Moreira Salles questiona como as democracias são minadas, apontando que a erosão institucional ocorre quando indivíduos em posições de poder decidem “desviar os olhos” por conveniências pragmáticas ou cálculo de poder.
O fundador da Piauí elenca de forma explícita grandes empresários, banqueiros e lideranças que participaram de encontros com Flávio Bolsonaro. Entre os nomes citados estão:
📍Mercado Financeiro e Bancos: André Esteves (BTG Pactual), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco), Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath, Emmanuel Hermann, Christian Egan e Daniel Goldberg.
📍Indústria, Varejo e Serviços: Flávio Rocha (Riachuelo), David Feffer (Suzano), Rubens Ometto (Cosan/Raízen), Richard Gerdau (Gerdau), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim), Fernando Marques (União Química), Paulo Skaf, José Galló (Renner) e Alexandre Ostrowiecki (Multilaser).
📍Energia, Logística e Outros Setores: Eduardo Bartolomeo (Vale), Pedro Parente, Mario Araripe, Fernando Simões, Eduardo Fischer, Roberto Dagnoni, Helio Seibel, Fabio Carvalho e João Camargo.
