As ações do Minerva (SA:BEEF3), Marfrig (SA:MRFG3) e BRF (SA:BRFS3) abriram a sessão desta segunda-feira (9) em forte alta, com o anúncio, antes do sino da B3 (SA:B3SA3), de que a China incluiu plantas dos dois grupos entre as 17 novas plantas exportadoras de carne bovina habilitadas.
Há instantes (10:55), as ações da Minerva (SA:BEEF3) subiam 4,83%, a R$ 8,26, as da Marfrig (SA:MRFG3) 3,7%, a R$ 8,89, e as da BRF (SA:BRFS3) 2,7%, negociadas a R$ 38,39.
Outras unidades de proteínas também foram liberadas: seis de frango, um de suíno e um de asinino.
A JBS (SA:JBSS3) não teve nenhuma planta incluída neste grupo. Os papeis caem 1,3%, a R$ 29,67.
Veja a lista: CARNE BOVINA
93 – COOPERATIVA DOS PRODUTORES DE CARNE E DERIVADOS DE GURUPI – GURUPI (TO)
112 – COOPERATIVA DOS PRODUTORES DE CARNE E DERIVADOS DE GURUPI – RIO MARIA (PA)
411 – FRIGORÍFICO REDENTOR – GUARANTÃ DO NORTE (MT)
431 – MINERVA – PALMEIRA DE GOIÁS (GO)
791 – MINERVA S/A – ROLIM DE MOURA (RO)
941 – BARRA MANSA COMÉRCIO DE CARNES E DERIVADOS LTDA – SERTÃOZINHO (SP)
-Bolsonaro está passando bem após a cirurgia? Nenhuma complicação na cirurgia? Já consegue falar bobagens sem o uso de aparelhos?
Esse internauta só pode ser um petista, comunista, vermelho, esquerdopata, desses que não acredita na Cura Gay e se esconde atrás do armário dos homens de bem. Vade retro!
Posto no interior baiano é impedido de operar por armazenar gasolina com até 79% de etanol.
Por armazenar gasolina comum e aditivada com teores de álcool anidro de respectivamente 77% e 79%, muito acima do limite de 27% previsto em lei – com variação para mais ou para menos de 1% -, o posto de combustíveis 2S, localizado em Conceição do Jacuípe (entre Feira de Santana e Salvador), acaba de ser tornado inapto, ou seja, impedido de operar. A não conformidade da gasolina armazenada nos tanques 08 e 09 foi identificada durante fiscalização realizada pelas equipes da Operação Posto Legal e atestada por laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
A ação motivou ainda a lavratura de autos de infração e interdição por parte da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Coube à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) tornar inapta a inscrição estadual do estabelecimento, com base na lei estadual 9.655/2005, que dispõe sobre a concessão e a inaptidão da inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado da Bahia para contribuintes que realizem operações com derivados de petróleo, gás natural e combustíveis líquidos carburantes e dá outras providências.
A ANP, por sua vez, emitiu autos de infração relativos ao armazenamento de gasolina com teor de etanol acima do permitido nos tanques 08 e 09. Nos locais havia uma quantidade armazenada de, respectivamente, 4.157 litros de gasolina comum e 4.838 litros de gasolina aditivada. Foram interditados ainda os bicos 06, 08, 16 e 26, conectados a esses tanques.
Posto Legal
Criada com o objetivo de verificar a qualidade e a quantidade do combustível vendido ao consumidor baiano, a Operação Posto Legal reúne, além do DPT e da ANP, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba), órgão da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) e o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), com apoio das polícias Civil e Militar, da Sefaz-Ba e da Procuradoria Geral do Estado (PGE-Ba).
A operação se estenderá a todos os postos do Estado nos próximos meses, podendo também retornar a postos já fiscalizados, a depender do que for apurado pelos órgãos participantes. A fase piloto da Posto Legal aconteceu entre 12 e 14 de agosto, quando foram fiscalizados 36 estabelecimentos de Salvador e Feira de Santana e interditados, pelo Ibametro, 33 bicos de combustíveis irregulares.
A segunda fase da operação ocorreu nos últimos dias 28 e 29 e fiscalizou oito postos nos municípios de Amélia Rodrigues, Conceição do Jacuípe e Candeias. Além dos autos emitidos no posto 2S, a ANP emitiu, em outros postos, um auto de infração por falta de equipamento de teste e outro por falta de medida padrão, e houve ainda uma notificação por ausência de etiqueta com CNPJ na bomba.
Desta vez, o Ibametro fiscalizou 50 bicos de combustíveis e registrou 26 reprovações. Os problemas mais comuns foram erros de abastecimento acima do admissível contra o consumidor, ou seja, a colocação de menos combustível do que a quantidade registrada, e bombas medidoras em mau estado de conservação. Em função da entrega de combustível em quantidade abaixo da informada na bomba, foram lavradas seis autuações.
O Procon identificou quatro postos com irregularidades como produtos sem o preço e estabelecimentos sem o Código de Defesa do Consumidor. A Secretaria da Fazenda constatou uma máquina de cartão de crédito e débito não pertencente ao estabelecimento fiscalizado, o que gerou uma multa de R$ 13,5 mil, e também o não recolhimento da taxa do Fundo de Aperfeiçoamento do Serviço Policial em seis dos oito estabelecimentos visitados, que foram intimados a cumprir com a obrigação.
Apreensão de caminhão
Também no âmbito da Operação Posto Legal, um caminhão transportando álcool para destinatário inexistente no Maranhão foi apreendido em posto fiscal da Sefaz-Ba localizado na divisa do estado com Goiás, no município de Correntina. As equipes de plantão lavraram auto de infração em nome da empresa transportadora e, somente após a quitação do débito, o caminhão foi liberado.
De acordo com a Sefaz-Ba, caminhões que forem identificados circulando no estado com mercadorias transportadas sem nota fiscal, com destinatário inexistente, destinatário existente mas que não reconhece a compra dos produtos, carga diferente das notas fiscais, carga roubada ou falsificação de mercadorias, poderão ter a sua mercadoria apreendida e inquérito aberto junto à Polícia para apuração de possíveis delitos. O procedimento de encaminhar esse tipo de infração para a Polícia e depois para o Ministério Público foi instituído pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que reúne a Sefaz-Ba, o Tribunal de Justiça (TJ-Ba), o Ministério Público, a Polícia Civil e a PGE.
Uma forte ventania ocorrida neste deste sábado (7) na cidade de São Félix do Coribe, a 89 km de Bom Jesus da Lapa, provocou um grande susto nas pessoas estavam na praça do Forro, durante o Desfile Cívico de 7 de Setembro, após uma das estruturas (tenda) montada para o evento desabar.
Segundo informações uma pessoa sofreu ferimentos leves, e uma viatura da 30ª CIPM foi atingida por um ferro.
Ainda de acordo as informações do local, até um poste próximo ao local quebrou depois de ser atingido pelos ferros, e a situação só não foi pior, porque as pessoas que estavam debaixo da estrutura correram na hora que o “redemoinho” começou.
Depois de sua segunda vitória, em uma semana, Charles Lecrerc, o monegasco de 21 anos, ouviu pela segunda vez o hino do seu principado. Derrotou o penta-campeão Hamilton, o segundo colocado no campeonato, Bottas, e não teve tempo de assistir a tragédia pessoal de Vettel, tetra-campeão de F1, mas em claro fim-de-carreira.
A vitória de hoje da Ferrari significa muito para Lecrerc, que defendeu-se com galhardia do duro acesso da Mercedes, mas significa muito para a escuderia do cavalinho rampante: já se completavam nove anos sem vitória em casa, algo inexplicável para a grande torcida tifosi que sempre comparece em Monza.
A dura perseguição das Mercedes não foi suficiente para ultrapassar Lecrerc, absoluto na prova.
Para chegar à segunda vitória consecutiva, o monegasco resistiu a um duro ataque dos pilotos da Mercedes, primeiro de Lewis Hamilton e depois de Valtteri Bottas. Por diversas vezes, o inglês tentou a ultrapassagem, mas saiu da pista e caiu para terceiro, enquanto o finlandês se aproximou do piloto da Ferrari nas últimas voltas com pneus mais novos, mas não conseguiu a ultrapassagem.
Destaque na prova para as duas Renault, que seguraram o quarto e quinto lugares, com pilotagens exemplares de Ricciardo e Hulkenberg.
Confira o resultado final da corrida do Grande Prêmio da Itália:
1) Charles Leclerc (Ferrari)
2) Valtteri Bottas (Mercedes)
3) Lewis Hamilton (Mercedes)
4) Daniel Ricciardo (Renault)
5) Nico Hülkenberg (Renault)
6) Alexander Albon (Red Bull/Honda)
7) Sergio Pérez (Racing Point/Mercedes)
8) Max Verstappen (Red Bull/Honda)
9) A.Giovinazzi (Alfa Romeo/Ferrari)
10) Lando Norris (McLaren/Renault)
11) Pierre Gasly (Toro Rosso/Honda)
12) Lance Stroll (Racing Point/Mercedes)
13) Sebastian Vettel (Ferrari)
14) George Russell (Williams/Mercedes)
15) Kimi Räikkönen (Alfa Romeo/Ferrari)
16) Romain Grosjean (Haas/Ferrari)
17) Robert Kubica (Williams/Mercedes)
OUT) Kevin Magnussen (Haas/Ferrari)
OUT) Daniil Kvyat (Toro Rosso/Honda)
OUT) Carlos Sainz Jr. (McLaren/Renault)
Na classificação entre pilotos do campeonato, Lecrerc ficou a 3 pontos de Verstappen, que teve um final de semana para esquecer, chegando apenas em 8º:
Debret, 1834. O Brasil agora avança para o século 19 de maneira célere.
por Juremir Machado da Silva, colunista do Correio do Povo – RS.
Eu acreditei que a corrupção e os privilégios eram os grandes problemas brasileiros e que o Capitão os varreria do país. Hoje, da janela de casa, vejo o Coaf escondido numa sala do Banco Central, a Lava Jato, interceptada por um hacker, reduzida a um aspirador cheio de poeira e de segredos cabeludos, os poderes, antes soberanos, abusados por uma lei que não deixa, em alguns pontos, de ser necessária, as bandalheiras varridas para baixo dos tapetes palacianos.
Fico sabendo que o Queiroz, ex-faz-tudo do filho do rei, mudou-se para o Morumbi, bairro nobre de São Paulo, e faz tratamento no Einstein, o mais caro dos hospitais brasileiros, desdenhando o SUS e seu passado de favelado. Uma pergunta me assola: quem paga? Outra vem logo: quem sustenta o Queiroz, tirado de sua vida discreta pelo olhar indiscreto da revista Veja, aquela que antes só tinha um olho?
Queiroz não deu explicações. Recusou quatro convites do Ministério Público para uma visitinha de esclarecimento com direito a café. Mandou carta de “enrolation”. Deu entrevista de conveniência. Primeiro, disse que ganhava dinheiro negociando carros. Depois, reconheceu que administrava parte dos salários dos funcionários do seu chefe, Flávio Bolsonaro, numa nobre atitude de pedagogia financeira.
Desprezado e ferido no seu orgulho, o MP não o convidou mais para conversar. Queiroz, então, sumiu em busca de tranquilidade. Trocou a violência do Rio de Janeiro pela paz do bairro chique paulistano. Pagou despesas hospitalares em dinheiro vivo, guardado no colchão, chateado certamente com os poucos rendimentos de aplicações financeiras conservadoras em tempos de taxa Selic em queda livre.
Minhas perguntas parecem o canto do sapo-boi: foi, não foi? Foi rachadinha, não foi? Silêncio, ninguém responde, cochila a pátria deitada eternamente sob o céu risonho e sujo.
O Zero Um dorme em berço esplêndido como senador da República, protegido por uma decisão de Dias Toffoli, presidente da Suprema Corte, que mandou brecar investigações desagradáveis.
Já o Zero Três quer voar mais alto e conquistar a América: depois de fritar hambúrguer nos Estados Unidos, cabala votos para ser embaixador do Brasil em Washington. O sapo-boi repica sua bandeira: foi nepotismo, não foi? É, não é, pode ser!
O mundo se move ainda que o movimento pareça ilusório: corrupção já não é corrupção, nepotismo pode ser outra coisa, panelas cumprem sua função original, salvo orquestrações pontuais.
A ordem lembra um velho chavão de faroeste: queima primeiro, pergunta o nome do dono da floresta depois. E assim arde o Brasil todo no meio do ano. Ao menos, sejamos justos, uma pergunta não faz mais sentido: Cadê o Queiroz? O sortudo tem endereço, nenhum mandado contra ele, reside em bairro fashion, paga as suas contas cash, e, se duvidar, responde a quem o incomodar com um lacônico: “Não devo explicações”.
E aquela grana toda que o Coaf chamou de “movimentação atípica”? Os sigilos dos envolvidos foram quebrados. A justiça não parece ter pressa em revelar o que possa ter descoberto. Para quê?
Enquanto Queiroz passeia nos jardins, Bolsonaro veta 356 artigos da lei de abuso de autoridade, escolheu um procurador-geral da República, Augusto Aras, fora da lista tríplice do setor, cuja principal virtude é rezar pela cartilha ideológica do presidente, e investe na militizarização das escolas de ensino fundamental e médio. E assim avançamos para o século XIX.
280 milhões de pessoas poderão ser deslocadas com o aumento do nível do mar em 1 metro. O descongelamento do permafrost vai acelerar o aquecimento a taxas geométricas.
Interesses geopolíticos, econômicos ou simplesmente ignorância estão preparando várias nações do mundo para desastres ambientais sem precedentes. Desmatamento, queimadas, emissão de gases de efeito estufa, poluição de águas, exploração mineral, vão tornar largas porções de terra em áreas inundadas; a agricultura tropical vai desaparecer e a desertificação vai avançar.
Os oceanos podem se tornar os piores inimigos da humanidade, em escala global, se nada for feito para conter as emissões de gases do efeito estufa, de acordo com relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que será oficialmente apresentado em 25 de setembro, em Mônaco.
Os estoques de peixes podem diminuir, os danos causados pelos furacões podem aumentar, e 280 milhões de pessoas seriam deslocadas pelo aumento do nível do mar, aponta o documento de 900 páginas.
Este será o quarto relatório especial publicado pelo IPCC, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), em menos de um ano. Os demais diziam respeito ao objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius até o final deste século, em comparação com os níveis anteriores à Revolução Industrial, à gestão das terras e ao sistema de alimentação global.
De acordo com este quarto documento, o aumento do nível do mar pode, eventualmente, deslocar 280 milhões de pessoas em todo o mundo caso o aumento de temperatura chegar a 2 graus Celsius. Com o aumento esperado na frequência de ciclones, muitas megacidades próximas às costas litorâneas e pequenas nações insulares seriam inundadas todos os anos a partir de 2050, mesmo nos cenários otimistas.
“Quando você observa a instabilidade política desencadeada pelas migrações em pequena escala, tremo em pensar em um mundo onde dezenas de milhões de pessoas deixarão suas terras engolidas pelo oceano”, afirma Ben Strauss, presidente e diretor do Climate Central, um instituto de pesquisa com sede nos Estados Unidos.
O relatório também prevê que de 30% a 99% do permafrost, camada de solo congelada teoricamente durante todo o ano, derreterá até 2100 se as emissões de gases de efeito estufa continuarem na taxa atual. O permafrost no hemisfério norte liberará, sob efeito do degelo, uma “bomba de carbono” feita de dióxido de carbono (CO2) e de metano (CH4), acelerando o aquecimento.
Os fenômenos já em andamento também podem levar a um declínio constante nos estoques de peixes nos oceanos, dos quais muitas pessoas dependem para sua alimentação.
O derretimento das geleiras causado pelo aquecimento global proverá água doce a bilhões de pessoas que dependem dela. Mas vão diminuir com o tempo, segundo o “resumo provisório para os “tomadores de decisões” – capítulo que será discutido linha a linha pelos representantes dos países membros do IPCC, em Mônaco, a partir de 20 de setembro.
Principais emissores pouco comprometidos
Aumento das emissões de gás carbônico, que contribui em cerca de 64% para o aquecimento global, à queima de combustível fóssil, ao desmatamento e às mudanças no uso da terra
Aumento das emissões de gás carbônico, que contribui em cerca de 64% para o aquecimento global, à queima de combustível fóssil, ao desmatamento e às mudanças no uso da terra (Minden Pictures/Latinstock/VEJA)
Segundo o relatório, o aumento do nível do mar no século XXII “pode exceder vários centímetros por ano”, cerca de cem vezes mais do que acontece hoje. Se o aumento de temperatura for de 2 graus em 2100, será o começo de uma “corrida” na ascensão do mar, alerta Ben Strauss.
A divulgação do relatório ocorrerá após uma reunião cúpula climática mundial convocada pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em Nova York em 23 de setembro.
Ele deseja obter compromissos mais fortes dos países para reduzir suas emissões de CO2. Com base nas promessas atuais, haverá aquecimento global de 2 a 3 graus até o final do século. Especialistas temem que China, Estados Unidos, União Europeia e Índia — os quatro principais emissores de gases de efeito estufa — apresentem promessas que não estejam à altura dos desafios.
Segundo Michael Mann, diretor do Earth System Science Center da Universidade da Pensilvânia, “os otimistas tecnológicos nos Estados Unidos ainda acreditam que podemos encontrar maneiras de resolver esse problema”, mesmo que “o país não esteja pronto para enfrentar um aumento de um metro do nível do mar até 2100” em algumas cidades, como Nova York e Miami.
Das quatro principais regiões econômicas responsáveis por quase 60% das emissões de combustíveis fósseis, nenhuma parece pronta para anunciar metas mais ambiciosas para reduzir as emissões de suas economias.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, rejeita a política climática de seu antecessor, Barack Obama, e anunciou que seu país abandonará o Acordo de Paris, de 2015. repudia, de antemão, um novo acordo para manter o aumento médio da temperatura abaixo de 2 graus em comparação aos níveis pré-industriais e, tanto quanto possível, a 1,5 grau.
A Justiça Federal determinou que, a partir de agora, as multas de trânsito com a utilização de equipamentos de videomonitoramento estão suspensas em todo o Brasil. O pedido foi feito em ação movida pelo Ministério Público Federal e se baseou na violação dos direitos à intimidade e à privacidade previstos na Constituição Federal.
De acordo com a sentença, o uso de câmeras que captam imagens de “supostas infrações cometidas dentro dos veículos” é um desrespeito ao cidadão. A ação, que é de 2017 e foi movida contra a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza (AMC), diz respeito aos equipamentos que permitem filmagens com até 400 metros de distância e possuem zoom de até 20 vezes.
“O artigo 5º da Constituição considera invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando inclusive direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de violações a essas garantias”, destacou o procurador da República Oscar Costa Filho.
Na sentença, o juiz da 1ª Vara Federal, Luís Praxedes Vieira da Silva, determinou que as alterações nas normas de trânsito têm validade nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal. Ainda de acordo com a decisão, também não poderão ser apuradas por videomonitoramento as infrações que tenham sistema próprio de apuração, como avanço de sinal, excesso de velocidade ou de carga, por exemplo.
No entanto, a Justiça Federal determinou que existem algumas exceções à decisão. É o caso, por exemplo, de multas por estacionamento proibido, estacionamento em faixa de pedestre, estacionamento em fila dupla, trafegar na contramão de direção e fazer conversão proibida.
Quanto às motocicletas, o não uso do capacete, não uso do visor, uso de chinelo de dedo, entre outras. Mas, os trechos onde a infração for cometida devem estar indicando que há videomonitoramento.
O Bahia segue em ótima fase no Campeonato Brasileiro e o “pogeto” do Wanderlei Luxemburgo no Vasco ainda não decolou.
Na manhã deste sábado, mesmo num São Januário lotado, com 22 mil pessoas, o Tricolor de Aço derrotou o Vasco por 2 a 0 e chegou à sexta posição na tabela, entrando na zona de classificação para a Libertadores.
Nino Paraíba e Gilberto, com um golaço, marcaram.
Gilberto comemora seu gol pelo Bahia (Foto: Alexandre Loureiro/BP Filmes)
Embalado pela vitória em SPA, Lecrerc mandou bem em Monza, deixando Vettel na quarta posição.
Nas grandes retas de Monza, onde a velocidade ultrapassa 360 km/h, a maior fluidez da Ferrari garantiu a primeira fila, com a presença incômoda de Hamilton na segunda posição. A grande ausente foi a Red Bull, com Albon apenas em 8º e Max Verstapen em último, depois de ser penalizado pela troca de motor. Destaque para a Renault, que assumiu a 5ª e 6ª colocações.
Charles Leclerc garantiu a pole para o Grande Prêmio da Itália deste domingo, depois de cravar 1:19.307s na primeira tentativa no Q3, apenas 39 milésimos mais rápido do que Lewis Hamilton, que completará a primeira fila, depois que os pilotos não conseguiram abrir sua última volta rápida no último estágio da qualificação.
As duas Renault, de Nico Hulkenberg e Daniel Ricciardo, mostraram um bom ritmo no Q1, mas a sessão foi interrompida com quatro minutos para o final, depois que Sergio Perez parou com problemas em sua RP19. A sessão foi reiniciada, mas Max Verstappen sofreu perda de potência na sequência.
Verstappen, Pierre Gasly e Lando Norris entraram na sessão com penalidades no grid, o que significa que largarão no final do pelotão, independentemente de suas posições na qualificação.
Valtteri Bottas e Sebastian Vettel vão largar na terceira e quarta posição, formando a segundo fila do grid, enquanto Ricciardo e Hulkenberg forma a terceira fila na P5 e P6, respectivamente.
Faltando dois minutos, Hamilton superou Leclerc pela primeira vez em todo o final de semana, com a Mercedes terminando à frente no Q2.
As duas Mercedes ficaram paradas nos boxes durante o início do Q3, com todo mundo indo para a pista, enquanto os pilotos lutavam por espaço no circuito para obter mais vácuo nas voltas rápidas.
Kimi Raikkonen escapou novamente na Parabólica – depois de rodar no molhado TL1 e danificar seu C38 – e trouxe uma bandeira amarela no Q3, terminando nas barreiras.
No final do Q3 uma cena inusitada. Com todos os pilotos juntos tentando obter o vácuo um do outro, o tempo se esgotou para a segunda tentativa e apenas Sainz e Leclerc conseguiram abrir sua última volta rápida no Q3, com o restante cruzando a linha de chegada com o cronômetro já zerado. Com isso, Leclerc conquistou sua quarta pole position do ano.
Sainz e Alexander Albon vão largar em sétimo e oitavo, respectivamente, enquanto Lance Stroll começa em nono, sua primeira participação no Q3 este ano. Kimi Raikkonen completa os dez primeiros.
O Grande Prêmio da Itália acontece neste domingo às 10h10, horário de Brasília.
Confira o grid de largada para o GP da Itália de F-1:
1) Charles Leclerc (Ferrari) 1’19.307 2) Lewis Hamilton (Mercedes) 1’19.346 3) Valtteri Bottas (Mercedes) 1’19.354 4) Sebastian Vettel (Ferrari) 1’19.457 5) Daniel Ricciardo (Renault) 1’19.839 6) Nico Hülkenberg (Renault) 1’20.049 7) Carlos Sainz Jr. (McLaren/Renault) 1’20.455 8) Alexander Albon (Red Bull/Honda) 9) Lance Stroll (Racing Point/Mercedes) 10) Kimi Räikkönen (Alfa Romeo/Ferrari) 11) A.Giovinazzi (Alfa Romeo/Ferrari) 1’20.517 12) Kevin Magnussen (Haas/Ferrari) 1’20.615 13) Daniel Kvyat (Toro Rosso/Honda) 1’20.630 14) Romain Grosjean (Haas/Ferrari) 1’20.784 15) Sergio Pérez (Racing Point/Mercedes) 1’21.291 16) George Russell (Williams/Mercedes) 1’21.800 17) Robert Kubica (Williams/Mercedes) 1’22.356 18) Lando Norris (McLaren/Renault) 1’21.068 19) Pierre Gasly (Toro Rosso/Honda) 1’21.125 20) Max Verstappen (Red Bull/Honda)
“É deplorável sob todos os aspectos porque se escolhe alguém quebrando a tradição [da lista tríplice]. Não é pela tradição em si, mas porque essa é uma prática salutar. Quando se parte para o debate com candidatos de dentro dessa lista, se prestigia a democracia”, afirmou ao blog do jornalista Matheus Leitão, do G1.
Fonteles aponta dois importantes aspectos da indicação: a falta de legitimidade de Aras entre os procuradores e a forma com a qual Bolsonaro conduziu essa escolha – com articulações feitas nos bastidores em reuniões com o postulante ao cargo.
O ex-procurador geral da República ainda definiu a atitude como “um grande retrocesso para sociedade”.
No caminho, o carro parou, e um menino, Ivo César Gonzales, de 9 anos, foi colocado dentro do veículo, onde permaneceu ao lado do presidente até o fim do trajeto
Em tradicional desfile de 7 de setembro, no dia da Independência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro participou pela primeira vez da comemoração e quebrou protocolos na Esplanada do Ministérios.
O desfile durou um pouco mais de duas horas e teve a chegada do presidente no Rolls-Royce. Ele seguiu de pé em carro aberto, acompanhado de um dos filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que seguiu sentado no banco de trás, acenando para o público, até o palanque das autoridades.
No caminho, o carro parou, e um menino, Ivo César Gonzales, de 9 anos, foi colocado dentro do veículo, onde permaneceu ao lado de Bolsonaro até o fim do trajeto.
Depois de iniciado o evento, desceu do palanque, cercado por seguranças e acompanhado do ministro Sergio Moro para acenar ao público das arquibancadas.
No centro do Rio de Janeiro, o desfile de 7 de Setembro começou atrasado em uma hora e contou com a presença do governador Wilson Witzel (PSC). Em uma rua ao lado, vestindo preto, centenas de jovens ligados à UNE (União Nacional dos Estudantes), partidos de esquerda e outros manifestantes ocuparam um quarteirão para protestar contra Bolsonaro.
Em São Paulo, manifestantes de esquerda criticaram medidas do governo Jair Bolsonaro, pediram a liberdade do ex-presidente Lula e a defesa da Amazônia na marcha do Grito dos Excluídos.
Dodge ‘engavetou’ duas investigações contra Bolsonaro enquanto seu nome ainda tinha força na disputa. (Foto: Evaristo Sá/AFP/Getty Images)
A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, segurou por mais de 120 dias investigações sobre supostas funcionárias-fantasma da família de Jair Bolsonaro (PSL), enquanto tentava garantir um segundo mandato como chefe do Ministério Público Federal.
A indicação do titular da PGR é feita pelo próprio presidente. Os papéis só foram desengavetados e enviados de volta à primeira instância na terça-feira passada (6), depois do nome de Dodge ter perdido força na disputa. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Use de sua imaginação, caro leitor, e me responda: o novo Procurador, indicado fora da lista tríplice da PGR e escolhido a dedo pelo Presidente, depois de uma entrevista prévia, vai se tornar o novo Engavetador Geral da República?
Uma investigação da Polícia Federal contra o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), amigo do presidente Jair Bolsonaro, é o verdadeiro motivo da guerra do mandatário com a corporação, de acordo com a Revista Veja.
Há 12 dias, o próprio presidente esbravejou no portão do Palácio da Alvorada, em conversa com a imprensa, referindo-se a uma bomba que estava “para estourar” em “uma pessoa importante que está do meu lado”.
O recado seria para a PF do Rio de Janeiro, comandada por Ricardo Saadi.
Lançado a prefeito do Rio por Bolsonaro, Negão virou alvo dos agentes por crimes que teriam sido cometidos há mais de quinze anos, de acordo com a publicação.
Bolsonaro teria sido alertado pelo amigo e viu no caso uma ação da PF para tentar intimidar seu grupo político.
Na própria PF, segundo a Revista, circula a hipótese de que uma ala da polícia mirou em Negão justamente para queimar Saadi no Planalto.
No entanto, “o tiro” atingiu o diretor Maurício Valeixo. Por Juliana Almirante no Metro1.
Projeto-piloto busca reduzir a criminalidade violenta em cinco municípios brasileiros; No Paraná, as ações resultaram também na apreensão de 326Kg de cocaína nesta quinta (05)
Fortalecimento do aparato de segurança pública por meio da atuação de forças-tarefas integradas. A estratégia do “Em Frente, Brasil”, projeto-piloto do Governo que visa à redução da criminalidade violenta, embora lançado recentemente, em 29 de agosto, já vem surtindo seus efeitos. O conjunto de ações voltadas ao projeto resultou na maior apreensão de maconha realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás em 2019.
Cerca de 15 toneladas de maconha foram apreendidas, na tarde desta quarta (04), durante trabalho de repressão à criminalidade na BR-364, no município de Goiânia. O ilícito era transportado em um caminhão. Um corte na lataria do compartimento de carga, onde estavam acondicionadas outras mercadorias, desvendou os tabletes do entorpecente. O motorista, de 43 anos, recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas. De acordo com suspeito, a mercadoria ilegal foi pega em Várzea Grande, em Mato Grosso; e teria como destino final a cidade de Uberlândia, em Minas Gerais.
Os resultados positivos também vêm aparecendo no estado do Paraná. Na manhã desta quinta (05), equipe PRF apreendeu 326,2Kg de cloridrato de cocaína durante bordagem na BR-116, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. A droga estava escondida em um compartimento oculto, sob o assoalho de uma caminhonete. Além dos 298 tabletes do entorpecente, os policiais também apreenderam dois pacotes contendo dólares, um total de US$ 300 mil, o equivalente a R$ 1,23 milhão. O condutor, de 35 anos, acabou preso por tráfico de drogas; ele confessou aos agentes que saiu de São Paulo (SP) e que entregaria o veículo em Paranaguá (PR). O flagrante foi feito por policiais rodoviários federais mobilizados para o reforço em São José dos Pinhais, uma das cidades do projeto-piloto.
Em Goiás, Goiânia também está entre as cinco cidades nas quais o “Em Frente, Brasil” foi implementado nessa fase inicial, que abrange todas as regiões do país. Os municípios Ananindeua, no Pará; Cariacica, no Espírito Santo; e Paulista, em Pernambuco, são os outros locais incluídos no projeto-piloto. Os cinco municípios não são os mais violentos do país, mas registraram números absolutos de homicídios consideráveis nos últimos anos. O critério de seleção das cidades considerou a média dos números de homicídios dolosos ocorridos em 2015, 2016 e 2017.
Esta que foi a maior apreensão de maconha registrada pela PRF em Goiás este ano, certamente atende a um dos objetivos do projeto que é desarticular grupos e redes criminosas. Um resultado que é fruto da ação integrada entre forças de segurança. Em Goiânia, bombeiros, policiais militares e civis, guarda metropolitana e integrantes da Força Nacional compõem o cinturão de divisa para coibir, entre outros, o tráfico de drogas e armas; crimes muitas vezes diretamente relacionados aos homicídios, feminicídios, estupros, latrocínios e roubos, práticas criminosas violentas e foco do “Em Frente, Brasil”.
Seis representantes dos governos de países da Amazônia se reúnem hoje (6) na cidade colombiana de Letícia para discutir medidas de proteção à maior floresta tropical do mundo, que sofre com incêndios graves e desmatamento. Eles assinarão o Pacto de Letícia para a Amazônia.
Segundo a presidência colombiana, a Cúpula “busca promover um espaço para o diálogo regional para promover a proteção e o uso sustentável dessa região, essencial para a sobrevivência do planeta”.
Se reúnem hoje o presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Peru, Martín Vizcarra; do Equador, Lenín Moreno; da Bolívia, Evo Morales; e o vice-presidente do Suriname, Michael Adhin.
Cerca de 60% da floresta amazônica está no Brasil. O restante abrange Colômbia, Bolívia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, além da Guiana Francesa, um departamento no exterior da França.
Por Marina Amaral, codiretora da Agência Pública, em sua newsletter semanal.
A declaração abominável de Bolsonaro sobre o pai de Michelle Bachelet, morto sob tortura pelo regime Pinochet, revela mais do que o desprezo pelos presos e mortos – e por seus familiares – nas ditaduras do Cone Sul. Ao repetir a barbaridade que já havia dito a Dilma Rousseff e, mais recentemente, ao presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, Bolsonaro mostra que se ufana de crimes que nem o seu herói, Brilhante Ustra, torturador reconhecido pela Justiça brasileira, teve a coragem de assumir.
Chilenos, argentinos e uruguaios, que não perdoaram os crimes de seus governos ditatoriais, manifestam repúdio a Bolsonaro desde que ele assumiu. Macri perdeu popularidade na Argentina ao receber o apoio do presidente brasileiro. No Chile, a reação de Sebastian Piñera, criticando a agressão a Bachelet, mas não o golpe de Pinochet, foi considerada fraca por imprensa e autoridades.
Coube ao presidente do Senado, Jaime Quintana, expressar a rejeição à fala do presidente brasileiro em termos mais claros, dizendo que as afirmações de Bolsonaro “são tremendamente graves não só para a presidenta [Bachelet] como para a memória dos chilenos”.
Crimes hediondos têm de ser investigados e punidos para que não se perpetuem, como prova o caso brasileiro. Por aqui, a anistia que varreu para baixo do tapete até os crimes imprescritíveis e inafiançáveis – como a tortura -, a violência do Estado persiste na democracia. Notem: Bachelet não falou da ditadura, nem de política, apenas se referiu aos crimes perpetrados pelo Estado contra a população brasileira em 2019, o que é seu dever como alta comissária da ONU para Direitos Humanos.
Bachelet não disse nada novo. Apenas manifestou preocupação com as ameaças sofridas por defensores de direitos humanos e do meio ambiente (que reportamos todas as semanas) e com o aumento de mortos pela polícia.
“Entre janeiro e junho de 2019, só no Rio de Janeiro e em São Paulo, fomos informados que 1.291 pessoas foram assassinadas pela polícia, um aumento de 12% para 17% comparado com o mesmo período do ano passado”, declarou, destacando que a maioria das vítimas da polícia são negros que vivem em comunidades pobres. Também são eles os alvos preferenciais das milícias, organizações criminosas paramilitares que contam com o apoio público da família Bolsonaro.
Na mesma semana em que o presidente brasileiro barbarizava os chilenos, um garoto morador de rua foi cruelmente seviciado por dois seguranças de um supermercado paulista supostamente por furtar barras de chocolate. Sem medo de punição, os torturadores ainda postaram o vídeo hediondo nas redes sociais, orgulhando-se do feito. Os dois são funcionários de uma empresa de segurança que pertence à família de um tenente-coronel da PM aposentado, como revelou ontem a Ponte. Bolsonaro não se manifestou.
Estimadas em 6 bilhões, Serpro e Dataprev reúnem 12.500 funcionários e possuem informações desde o imposto de renda, até registros de nascimentos e óbitos.
Um ex-servidor começa a receber ligações telefônicas oferecendo empréstimo consignado dias depois de se aposentar. Uma seguradora de veículos com quem um cidadão jamais teve contato lhe oferece um novo seguro semanas antes de vencer o contrato que está em vigência.O timing não é mágica. É uma estratégia planejada, com base em informações confidenciais mantidas pelo Governo e consideradas valiosíssimas para qualquer empresa que busca dados de potenciais clientes. O que elas têm em comum é que todas são processadas e armazenadas por duas lucrativas companhias públicas brasileiras que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende privatizar, o Serpro e a Dataprev. E, com isso, de uma hora para outra, uma companhia qualquer pode passar a ter acesso, por exemplo, a todos os dados que o contribuinte declarou em seu imposto de renda.
Só no ano passado o Serpro teve um faturamento de 3,2 bilhões de reais, e a Dataprev, de 1,26 bilhão de reais. A primeira possui cerca de 9.100 funcionários concursados, a segunda, 3.400. No mercado, juntas, as empresas têm o valor estimado de seis bilhões de reais, mas as informações que armazenam ainda não têm um preço calculado. Elas possuem dados de toda a população brasileira: da data de nascimento ao quanto se contribuiu para Previdência ou pagou de impostos ao longo da vida. Entre os interessados em adquiri-las estão fundos de investimentos e empresas de tecnologia da informação nacionais e estrangeiras. A transação depende de aprovação do Congresso Nacional.
Os estudos para a venda das duas empresas foram anunciados há cerca de duas semanas. Estão sendo feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e a expectativa é que a venda se concretize no ano que vem. No último dia 29 de agosto estava prevista uma audiência pública na Câmara da qual participariam os presidentes do Serpro, Caio Paes de Andrade, e da Dataprev, Christiane Edington. Diante da mobilização de servidores para tentar frear a venda, na noite anterior ao debate, ambos cancelaram a participação no encontro.
No Serpro há mais de 4.000 sistemas de informação que incluem a declaração do imposto de renda, a emissão de passaportes e carteiras de motoristas, o pagamento do Bolsa Família, os registros sobre veículos roubados ou furtados em todo o país, dados da Agência Brasileira de Inteligência, do sistema de comércio exterior e de transações que passaram pelos portos e aeroportos nacionais, entre outros. Na Dataprev, seus 720 sistemas possuem todos os registros de nascimento e óbitos no país, cadastros trabalhistas de nacionais e estrangeiros, detalhes das empresas registradas em todos os Estados, além do processamento dos pagamentos de aposentadorias, pensões e seguro desemprego.
A Dataprev recentemente também abriu uma licitação para adquirir uma tecnologia de reconhecimento facial e de impressão digital, contestada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), que pede que ela seja suspensa. O órgão afirma que é preciso, primeiro, que a empresa de dados resolva “o sistemático vazamento de dados dos beneficiários do INSS”.
“Esses vazamentos criaram uma cadeia perversa, onde os dados são utilizados na oferta abusiva de crédito consignado aos aposentados, o que gera o espiral de superendividamento”, afirma Diogo Moyses, coordenador do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, em uma nota do órgão que ilustra como os dados já são usados por interesses próprios de empresas.
O temor de especialistas e dos servidores é que essas informações passem a ser comercializadas sem a devida autorização dos cidadãos que estão cadastrados nesses bancos de dados de forma sistemática. É comum ouvir entre os estudiosos do assunto que dados são, hoje, o novo petróleo. Por meio deles consegue-se direcionar uma venda ou definir quem pode ou não ter acesso a crédito junto a instituições financeiras, por exemplo. “São informações sensíveis que não deveriam cair nas mãos de uma empresa privada, sob o risco de ferir até a soberania nacional”, afirmou o diretor do Sindicato de Processamento de Dados do Distrito Federal, Kléber Santos. Funcionário do Serpro há oito anos, Santos é um dos servidores que encampam uma campanha contrária à privatização do órgão.
“Se eu resolvo montar um dossiê contra uma pessoa, busco no seu histórico do imposto de renda o quanto arrecada, qual é o seu patrimônio. Hoje, essas informações estão só nas mãos do Estado. Após privatizar, correm o risco de serem comercializadas livremente”, alerta a servidora Socorro Lago, representante da Coordenação Nacional de Campanha da Dataprev.
Advogado e especialista em proteção de dados pessoais, Bruno Bioni diz que hoje a proteção de dados pessoais é a nossa própria identidade. “Na medida em que o cidadão é enxergado, julgado, não com base no rosto deles, mas com o que uma base de dados diz sobre ele, a proteção de dados pessoais passa a ser um eixo e um vetor de sua própria cidadania”, diz Bioni, fundador da empresa Data Privacy. “Olhar como os dados vão ser bem protegidos talvez seja hoje o principal alicerce na relação entre estado e cidadão”, acrescenta.
Na opinião de Bioni, contudo, tão importante quando discutir se a privatização é prejudicial à proteção de dados pessoais, é considerar os seus limites caso tais empresas públicas passem a ser da iniciativa privada. Segundo ele, o que importa saber é se os dados coletados serão usados somente para o fim pelo qual foram obtidos. Por exemplo, se um estudante requereu um financiamento estudantil, as informações que ele repassou ao Governo só podem ser analisadas para essa finalidade, não poderiam basear qualquer outra análise, tampouco serem vendidas. “A finalidade pela qual o dado está sendo confiado, ela segue o dado. Existe essa limitação para que as empresas usem esse banco de dados”.
No segundo semestre de 2020, entrará em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, que prevê maior rigor no controle de quais informações podem ser usadas por empresas e governos. Além disso, autoriza que apenas o que for expressamente autorizado seja repassado para os sistemas.
Procurado, o Governo informou, por intermédio do Ministério da Economia, que as empresas devem ser vendidas para seguir a lógica traçada pelo ministro Paulo Guedes, de que o maior número de companhias públicas passarão para a iniciativa privada. “A orientação é reduzir o tamanho do Estado, privatizando o máximo de empresas e focando naquilo que o Estado deveria cuidar como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, disse a pasta em nota. A gestão Bolsonaro/Guedes acredita que não faz sentido o poder público ter empresas de processamento de informações. “O Governo entende que a manutenção de dados da população sob guarda dessas empresas não garante sua proteção mais do que sob guarda de empresas privadas”. Como exemplo, o Ministério da Economia cita o sigilo bancário dos correntistas, que costumam ser protegidos pelas instituições financeiras particulares ou públicas.
Ailton Amorim de Carvalho Júnior, soldado PM e figura amada por um grande número de amigos no Oeste baiano, está lançando nas plataformas digitais a primeira música autoral de uma série de 12 composições. “Amanda”, um forronejo, tem composição e interpretação de Amorim.
Ouça o sucesso “Amanda” clicando aqui, aqui ou aqui.
São Desidério, no oeste da Bahia, voltou a ser o município brasileiro com maior valor da produção agrícola em 2018. Puxada pelos aumentos de produção e preços do algodão, mas também por bons resultados obtidos com a soja, a receita total das lavouras cultivadas na cidade cresceu 54,4% em termos nominais em relação a 2017 e alcançou R$ 3,6 bilhões.
Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a recuperação, São Desidério desbancou do topo do ranking o município de Sorriso, localizado ao norte de Mato Grosso. Sorriso caiu para o terceiro lugar na lista porque seu valores de produção cresceram pouco, 0,7% no período, para R$ 3,23 bilhões.
O principal produto continuou sendo a soja, seguida pelo milho, que registrou quebra de safra.
Sapezal, também em Mato Grosso, se manteve em segundo lugar em 2018. O valor da produção local foi de R$ 3,34 bilhões, alta de 28% ante a 2017, concentrado em seis produtos: algodão, soja, milho, girassol, feijão e arroz.
Esses “campeões” em valor da produção agrícola não figuram, contudo, entre os mais desenvolvidos em áreas como saúde, educação e emprego. O índice de São Desidério foi de 0,590 na área de saúde em 2016, conforme a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, resultado considerado “regular” – quanto mais perto de 1, melhor.
Sapezal estava melhor que a média nacional em saúde (0,723) e educação (0,830), mas, no índice geral, era apenas o de número 1.239 no país.
Segundo o IBGE, o valor total da produção agrícola brasileira somou R$
343,5 bilhões no ano passado, 8,3% mais que no ano anterior. O aumento foi diretamente influenciado pelas disputas comerciais entre Estados Unidos e China, uma vez que o país asiático privilegiou compras de commodities como soja e algodão no Brasil e manteve esses produtos valorizados.
Como acontece desde 1994, a soja liderou o valor da produção agrícola no país em 2018, com R$ 127,5 bilhões, 13,6% mais que em 2017. Em seguida vieram cana-de-açúcar (com R$ 52,2 bilhões) e milho (R$ 37,6 bilhões).
O levantamento do IBGE também confirmou que a colheita total de cereais,leguminosas e oleaginosas alcançou 198,6 milhões de toneladas no ano passado. Houve queda de 4,7%, principalmente pela redução da produção de milho, muito prejudicada por intempéries.
Em ano de bienalidade positiva, o café registrou recordes de volume e valor de produção. Foram colhidas 3,6 milhões de toneladas do grão no país, 32,5% mais que em 2017. O valor atingiu R$ 22,6 bilhões, um aumento de 220% na mesma comparação. Já o algodão registrou altas de 29% na produção, para 5 milhões de toneladas, e de 52,3% do valor, que chegou a R$ 12,8 bilhões.
Mais em http://www.ibge.gov.br Editado pelo Valor Econômico.
No primeiro dia de operação, cinco veículos foram autuados com o total de 43.784 kg de excesso de peso.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou nesta segunda-feira (02) mais uma etapa da Operação Rota Segura – Mércurio, com foco em intensificar a fiscalização dos veículos de carga que trafegam nas rodovias que cortam o trecho da Delegacia de Barreiras. Os esforços estão sendo concentrados para reverter a tendência que aponta aumento do número de acidentes graves na região.
Com atuação em pontos estratégicos, os policiais estão realizando comando de fiscalização de peso nos dias e locais críticos de acidente, visando assim reduzir a incidência de ocorrências relacionadas aos veículos de grande porte, especialmente aquelas relacionadas com acidentes graves.
Durante a ação na manha de quarta-feira, KM 186 da BR 135, cinco veículos foram autuados por excesso de peso, totalizando 43.784 kg de excesso. Ressalta-se que entre esses, um estava com mais que o dobro da capacidade de carga.
Especialistas apontaram o atual momento como “histórico” para o avanço do controle biológico de pragas agrícolas no Brasil, mas relataram temor por corte nas verbas para pesquisa.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência pública debateu o avanço do controle biológico de pragas
A técnica de bioinsumos – que usa vírus, substâncias de insetos e predadores naturais no combate às pragas – é muito adotada na produção de orgânicos e também reduz a dependência de agrotóxicos na agricultura convencional.
O tema foi debatido nesta quinta-feira (5), em audiência pública conjunta de duas comissões da Câmara dos Deputados (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural).
Na audiência, a diretora da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, Amália Borsari, afirmou que a fase futura da produção agrícola, apelidada de “agricultura 4.0 digital”, será baseada no aumento da oferta de bioinsumos.
“O uso de defensivos em manejo integrado de pragas é a peça-chave para uma agricultura do futuro. Há muito espaço para crescimento do mercado de biológicos tanto no Brasil como no restante do mundo. Entretanto, esse crescimento só será sustentável se a qualidade dos produtos e a regulamentação forem sólidas”, disse Amália Borsari.
Incentivo ao setor O governo federal elabora um Programa Nacional de Bioinsumos. A coordenadora da área no Ministério da Agricultura, Mariane Vidal, disse que a intenção é ampliar e fortalecer o setor com políticas de crédito e incentivo.
O número de registro de novos produtos biológicos cresceu de apenas 3, em 2011; para 106, no ano passado. Este último número já foi superado nos primeiros oito meses deste ano, quando 107 produtos chegaram ao mercado. Atualmente, 72 empresas atuam no setor.
A pesquisadora Rose Monnerat, que há 30 anos estuda o tema na área de recursos genéticos e biotecnologia da Embrapa, disse que a rica biodiversidade brasileira é um trunfo para o avanço do controle biológico de pragas agrícolas. No entanto, Monnerat alerta que regras claras e investimento em pesquisa são fundamentais.
“Precisamos ter uma legislação específica que favoreça e facilite o registro. Também precisamos de mais pessoas trabalhando junto ao registro de produto no Ministério da Agricultura, porque a equipe é pequena e a demanda é enorme”, disse a pesquisadora.
“Por se tratar de área em expansão, é importante que mais pesquisas sejam realizadas. A gente não conhece quase nada da nossa biodiversidade e podemos estar perdendo alguns inimigos naturais importantíssimos que poderiam estar nos ajudando a controlar pragas”, afirmou.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Rose Monnerat: regras claras e investimento em pesquisa são fundamentais para o setor
Menos agrotóxicos Organizador do debate, o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), vê no controle biológico de pragas a solução para diminuir o impacto negativo dos agrotóxicos na saúde humana e na própria produção agrícola.
“Com certeza, dentro dessa agricultura 4.0, o controle biológico vai ganhar muita força. Ao longo do tempo, a gente já vem assistindo a uma tendência do mercado consumidor de querer produtos mais saudáveis, com menos químicos. E a própria agricultura brasileira também precisa encontrar formas de baratear o seu custo, já que hoje a dependência de químicos externos é muito grande dentro da nossa produção”, disse o deputado.
Evolução O controle biológico de pragas é prática antiga. Desde o século 3, os chineses usam formigas predadoras para controlar pragas. No fim do século 19, besouros se tornaram eficazes no combate a doenças agrícolas no plantio de frutas cítricas.
Hoje, os bioinsumos são classificados em:
macrobiológicos, como no caso dos besouros e joaninhas;
microbiológicos, como vírus, bactérias e fungos patogênicos;
semioquímicos, no caso dos feromônios, que insetos e outros animais usam para demarcar território e atrair parceiros; e
bioquímicos, vindos de outras substâncias de origem animal ou vegetal.
Os bioinsumos não têm uso apenas agrícola: o Bacillus thuringiensis, que é uma espécie microbiológica, já se mostrou eficiente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e outras doenças.
Reportagem – José Carlos Oliveira, Edição – Pierre Triboli, para a Câmara Federal.
O empresário e pré-candidato às eleições municipais de 2022 em Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, esteve reunido com o deputado Paulo Câmara e com o presidente do Democratas e prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto.
Na oportunidade, Neto fez que questão de ratificar seu apoio à candidatura de Marabá e garantir efetiva participação na campanha eleitoral que se avizinha.
Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) afirmou que a escolha do subprocurador-geral Augusto Aras para a chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR) é o “maior retrocesso democrático e institucional em 20 anos”. De acordo com a entidade, a iniciativa de indicar um nome de fora da lista tríplice é desrespeitosa.
“A ação interrompe um costume constitucional de quase duas décadas, de respeito à lista tríplice. A escolha significa, para o Ministério Público Federal (MPF), um retrocesso institucional e democrático”, diz o manifesto.
Para a ANPR, a escolha de Aras para assumir o lugar de Raquel Dodge “menospreza o princípio da transparência”. “O indicado não foi submetido a debates públicos, não apresentou propostas à vista da sociedade e da própria carreira. Não se sabe o que conversou em diálogos absolutamente reservados, desenvolvidos à margem da opinião pública. Não possui, ademais, qualquer liderança para comandar uma instituição com o peso e a importância do MPF”, declara a entidade.
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), entidade que representa mais de 14 mil integrantes da carreira policial federal de todos os cargos, vem a público esclarecer os seguintes pontos em relação à suposta troca de comando da Direção Geral da Polícia Federal e outras questões correlatas:
1- Inicialmente, refuta-se com veemência a utilização do nome da “corporação” Polícia Federal em manifestações de cunho político-classista, provenientes de integrantes de um único cargo minoritário na estrutura da PF, bem como de determinada associação que congrega parcela deste grupo.
2- Para a expressiva maioria dos integrantes da Polícia Federal, aqui representados pela Federação Nacional, o presidente da República tem a prerrogativa exclusiva de NOMEAR o Diretor Geral da PF, em obediência a mandamento expresso contido no artigo 2º-C da Lei n° 9266/1996 (com a redação dada pela MP 657/2014) bem como substituí-lo como e quando achar oportuno.
3- É fundamental ressaltar que a modificação na lei de regência da Polícia Federal, que conferiu essa prerrogativa ao presidente da República, é fruto da polêmica e pouco republicana MP 657/2014, editada dez dias antes da eleição presidencial daquele ano e publicamente patrocinada e defendida por entidade associativa de pouca representatividade, que hoje se insurge publicamente contra o mandatário do país, alegando pretensa interferência na PF.
4- Os policiais federais entendem que o cargo de diretor-geral deve ser ocupado por profissional de segurança pública que esteja em sintonia com as diretrizes e políticas públicas emanadas daquele que recebeu do povo, nas urnas, a autoridade de estabelecer tais políticas, segundo princípio republicano e constitucional vigente.
5- Até o momento, não se tem notícia de qualquer interferência nas investigações em andamento no âmbito da Polícia Federal, até porque a PF detém autonomia investigativa e técnico-científica asseguradas em lei. A Federação Nacional dos Policiais Federais estará em constante vigilância em relação à defesa desta prerrogativa do órgão.
6- Os policiais federais reafirmam sua confiança no presidente da República, eleito segundo a regra democrática, e no ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, considerado hoje um dos maiores ícones no combate à corrupção da história deste país; e repudiam a utilização do nome da Polícia Federal para o patrocínio oportunista da PEC 412 (da falaciosa autonomia), projeto corporativo que conta com rejeição da maioria esmagadora dos integrantes da corporação.
Brasília, 5 de setembro de 2019.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS (FENAPEF)
Nós estamos sendo atacados. Quem somos nós? É difícil nos definir. Temos tipos diferentes. Somos de raças e idades diferentes. Nossos cortes de cabelo, formatos do nariz, formatos de orelhas, gostos musicais, manias, interesses, preocupações, alergias, saldos bancários e cheiros corporais são variados, e torcemos por times diferentes. Mas no momento o que deve nos unir é o fato, agora inegável, que estamos sendo violentamente atacados pelo nosso próprio governo.
Temos de esquecer nossas diferenças e nos concentrarmos nessa verdade nua e crua: que isso não é um país, isso é uma zona de guerra. E eles atiraram primeiro.
Cada novo pronunciamento do Bolsonaro é um morteiro que nos atinge. Cada nomeação esdrúxula para o governo mais estranho da nossa História parece ter sido feita especificamente para nos obrigar a usar a palavra “esdrúxula”, o que inibe qualquer reação mais séria.
Temos o governo civil mais militar que o País já conheceu, para nos confundir. Aguarda-se a explicação que nosso futuro embaixador em Washington dará para isso, e em que língua.
A campanha mais intensa deles contra nós é a que está começando agora, com um ataque frontal à inteligência brasileira.
Verbas para a pesquisa estão sendo cortadas – às gargalhadas, não duvido – e isso é apenas o começo de cortes que virão em todo o sistema educacional, o primeiro sacrificado onde quer que “o mercado” derrote o bom senso.
Para ganhar essa guerra pelos cérebros da nação um lado tem a força e a tesoura e o outro tem só a indignação estéril – mas que pode surpreender. Os estudantes estão voltando às ruas.
Pelas pesquisas de avaliação, a popularidade do Bolsonaro e a aprovação do seu governo estão caindo. Pesquisas de opinião são enganosas, podem refletir o entusiasmo de um momento e nada mais. De qualquer maneira, nós, mesmo desorganizados, estamos começando a nos mobilizar.
Sigi Vilares, o melhor programa radiofônico da cidade.
Pois finalmente aconteceu: o programa Sigi Vilares foi centrifugado e ejetado da Rádio Mundial, emissora comunitária da Associação dos Moradores do Mimoso do Oeste (AMMO).
Apesar de ser o programa de maior audiência da cidade, a Mundial, claudicante em suas finanças, não resistiu aos encantos do prefeito Oziel Oliveira, que imediatamente depois do encerramento do programa providenciou uma verba publicitária extra para a AMMO. E até inaugurou um programa da Prefeitura no mesmo horário, para decantar em prosa e verso as maravilhas de sua administração.
“A imprensa escrita, falada e televisada tem preço”, deve pensar o insigne Alcaide da cidade, principalmente quando estão ao seu dispor as enormes quantias do orçamento municipal, suado dinheirinho dos contribuintes que serve muito bem à sua disposição de continuar prefeito por mais quatro anos.
Por seu turno, Sigi Vilares não precisa de desfibrar fibra por fibra do coração em um programa radiofônico destinado a apontar as mazelas da atual administração. É blogueiro de sucesso, com acesso reconhecido até na Capital por anunciantes de peso, fatura muito bem e não necessita ficar à mercê de picuinhas municipais.
Como jornalista, lamento o ocorrido, como reprovo a tentativa do Prefeito de abandonar a cidade por três anos e só agora elencar uma série de obras eleitoreiras que deveria ter iniciado no primeiro dia de sua gestão.
Em meados do mês de agosto, a presidente e vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado da Bahia (ADEP-BA), Elaina Rosas e Mônica Soares, respectivamente, estiveram reunidas com o deputado Antonio Henrique Júnior.
Na oportunidade, elas conheceram o teor do Projeto de Lei nº 23.433/19, de autoria do parlamentar oestino, que altera a Lei Estadual nº 6.670/94 e estabelece requisitos para reconhecimento e revalidação de utilidade pública de pessoas jurídicas de direito privado.
Nesta quarta-feira (4/9), o PL foi aprovado, por unanimidade, pelo plenário da Assembleia Legislativa e, desta forma, o defensor público está incluído entre as autoridades que podem atestar o funcionamento continuo de associações, fundações, clubes de serviços e quaisquer instituições filantrópicas sem fins lucrativos.
“A ampliação do número de autoridades constituídas para firmar os atestados de funcionamento dessas instituições sociais confere caráter diversificado e mais democrático às providências estabelecidas pela legislação estadual em vigor”, garantiu o deputado.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sofreu ontem a maior baixa na sua gestão na Procuradoria-Geral da República (PGR) com a entrega coletiva de cargos entre os procuradores que investigam os casos da Operação Lava Jato.
Até o braço-direito de Dodge na área criminal, Raquel Branquinho, deixou o posto. A equipe da PGR responsável por cuidar dos casos da Operação Lava Jato decidiu hoje pedir o desligamento do cargo, sob a alegação de “incompatibilidade” com entendimento de Raquel Dodge. O mandato de Dodge, alvo de crescente insatisfação interna dentro do Ministério Público Federal, se encerra no dia 17 deste mês.
Posição dura de Gilmar Mendes
O Supremo Tribunal Federal possui precedentes em que se afirma que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba limita-se a fraudes e desvios de recursos no âmbito da Petrobras. Com esse entendimento, o ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou a incompetência da Vara Federal de Curitiba para julgar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A decisão é da terça-feira (3/9).
Protegendo a tigrada do Senador
O objetivo do Presidente da República ao demitir para cima o Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mandando para um posto na Holanda, ficou claro: proteger a tigrada de Flávio Bolsonaro e passar uma borracha na longa “capivara” de mal feitos dos familiares. Moro quis resistir e teve uma discussão forte com o Presidente antes de uma coletiva da imprensa. Neste quarta-feira se contava como certo a troca de comando na PF e mais uma humilhação pública de Sérgio Moro.
Segurando-se no pincel
Na lista com os nomes dos procuradores que pediram desligamento da Operação Lava Jato há a ausência de um: Deltan Dallagnol. O chefe da força-tarefa se apegou ao cargo para não cair “mais” ao fundo do poço.
Segundo o blog do Esmael, a crise na Lava Jato é reflexo da #VazaJato, as denúncias de conluio entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro, embora para o consumo público os demissionários utilizem Raquel Dodge como cortina de fumaça.
Risco de Morte para jornalistas do The Intercept
A ONU está preocupada com os ataques que o Intercept Brasil vem sofrendo e escreveu ao governo brasileiro sobre a urgência de garantir nossa proteção, punir os responsáveis pelas ameaças e prevenir uma possível tragédia. A informação é de Leandro Demori e Glenn Greenwald em editorial no site do The Intercept.
Na tarde de ontem o jornalista Jamil Chade, correspondente na Europa, divulgou uma carta enviada ao Itamaraty pelo relator das Nações Unidas para a proteção do direito à liberdade de opinião, David Kaye. O governo Bolsonaro não deu a menor bola.
“Recebemos essa notícia na redação com muita preocupação, dizem os jornalistas, mas ao mesmo tempo agradecidos por saber que as autoridades internacionais estão de olho no que acontece por aqui.”
O fornecimento d’água potável está previsto para ser normalizado na manhã desta quinta-feira (5), em Luís Eduardo Magalhães, com a retomada gradual do reparo no equipamento, depois da pane nesta quarta-feira que interrompeu o abastecimento nos bairros Cidade Universitária 1 e 2, Central Park, Mimoso 1 e 2, Setor M3, Jardim Primavera, Residencial 90, Luar do Cerrado, Novo Horizonte, Verde Vida, Luar do Cerrado, Jardim Alvorada, Vale do Amanhecer, Jardim das Acácias, Tropical Ville 1 e 2, Vereda Tropical, Jardim Ypê, Jardim Paraíso, Novo Paraíso, Santa Cruz, Florais Leá 1, 2 e 3 e Solar Santa Cruz.
O Ministério da Saúde divulgou os dados do novo boletim epidemiológico sobre a situação do sarampo no país. Nos últimos 90 dias, foram confirmados 2.753 casos da doença em 13 estados brasileiros.
De acordo com o novo boletim da doença, entre 09 de junho a 31 de agosto deste ano, o Brasil notificou mais de 20 mil casos, sendo que pouco mais de 15 mil permanecem em investigação.
O levantamento foi divulgado nessa quarta-feira (4), e revelou quatro mortes por causa da doença, sendo três crianças e um adulto. Em nenhum dos quatro casos foi comprovada a proteção contra o sarampo. Por isso, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, afirma que, nesse momento, a decisão de priorizar a vacinação de crianças é a mais correta.
“Nós tivemos quatro óbitos confirmados, sendo três em menores de um ano. Isso demonstra que a nossa estratégia, desde o início, de vacinar as crianças ela está correta. Então esse é o foco: vacinar as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias e realizar a vacinação de rotina que é com 12 e 15 meses. É fundamental proteger crianças menores de cinco anos porque elas precisam que os adultos as levem as unidade de saúde”.
O Ministério da Saúde enviou mais de um milhão e meio de doses extras da vacina tríplice viral para todos os estados. Essa é uma medida preventiva que deve proteger quase um milhão e meio de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’.
O objetivo é intensificar a vacinação dessas crianças, uma vez que o sarampo é uma infecção muito contagiosa, só que mais perigosa para as crianças, inclusive podendo levar à morte.
Pesquisa mostra que toxina liberada por bactéria aumenta a velocidade de destruição de células neuronais e que substância estava mais presente em reservatórios de água do Nordeste, o que ajudaria a explicar por que região teve mais casos da má-formação
A microcefalia é uma das más-formações provocadas pelo vírus da zika Foto: Nacho Doce/Reuters
Um novo estudo realizado por pesquisadores brasileiros indica que o vírus zika pode não ter sido o único causador dos severos casos de microcefalia registrados a partir de 2015 no País. Pela primeira vez, cientistas demonstraram que as malformações congênitas, observadas sobretudo no Nordeste, podem ter sido agravadas por uma bactéria presente na água.
A pesquisa, realizada pelo Instituto D’Or (IDOR), Fiocruz e pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rural de Pernambuco (UFRPE), demonstrou que a saxitoxina (STX), toxina liberada por um tipo de bactéria encontrada em reservatórios de água, é capaz de acelerar a morte de células neuronais quando expostas à infecção pelo zika, levando, assim, a malformações congênitas mais graves.
Esse fenômeno foi observado pelos pesquisadores em experimentos realizados tanto em camundongas grávidas quanto em minicérebros humanos. Em ambos os casos, a presença de STX associada ao zika vírus acelerou em mais de duas vezes a destruição das células do cérebro.
Cianobactéria em reservatórios de água do Nordeste
Na mesma pesquisa, os cientistas também descobriram que a prevalência da cianobactéria Raphidiopsis raciborskiie da toxina produzida por ela (a STX) era significativamente maior nos reservatórios de água do Nordeste do que nos recipientes de outras regiões brasileiras.
Analisando dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde, referentes ao período de 2014 a 2018, os pesquisadores verificaram que metade (50%) dos municípios do Nordeste tinham saxitoxina em seus reservatórios. No Sudeste, o índice verificado foi de 25%. Nas demais regiões, menos de 5% das cidades tinham reservatórios com a presença da toxina.
O achado ajudaria a explicar por que os Estados nordestinos foram os mais afetados pelo surto. Do total de casos de síndrome congênita do zika (que inclui a microcefalia) registrados no País de 2015 a 2018, 63% ocorreram no Nordeste, segundo dados do Ministério da Saúde.
“Começamos a investigar um possível co-fator ao observar que apesar de as regiões Sudeste e Centro-Oeste terem registrado mais casos de infecção pelo zika, o maior número de casos de microcefalia tinha ocorrido no Nordeste, o que parecia contraditório”, explica Stevens Rehen, professor da UFRJ e do IDOR e um dos autores do estudo. “Uma das hipóteses é que a saxitoxina deixe as células neuronais mais vulneráveis aos danos causados pelo vírus zika”, completa o pesquisador.
Ele ressalta que novos estudos são necessários para confirmar os achados e destaca que a exposição à saxitoxina não explica todos os casos graves associados ao vírus zika.
O estudo ressalta que períodos de seca favorecem a proliferação de cianobactérias nos reservatórios e tornam a população das regiões com estiagem mais vulneráveis ao consumo da água contaminada.
Próximos passos
Um dos financiadores do estudo, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não se pode dizer, nessa fase da pesquisa, que a relação entre toxina, zika e microcefalia observada nos camundongos tenha efeito também em humanos, mas destacou que “os achados científicos são importantes para a próxima fase do estudo, que irá avaliar essa correlação com a água realmente consumida pela população do Nordeste brasileiro”.
Rehen relata que, a partir dos resultados desse estudo, ele e os colegas pretendem investigar agora como a STX deixa as células neuronais mais vulneráveis ao vírus zika; se pesticidas podem levar ao aumento da proliferação de cianobactérias; e se há, de fato, presença de saxitoxina no organismo de moradores do Nordeste.
O ministério ressaltou que adota “padrões internacionais, incluindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), para definir o padrão de potabilidade da água, com obrigatoriedade de os prestadores de serviços de abastecimento de água realizarem o monitoramento constante de substâncias presentes nos mananciais de abastecimento e na água tratada, como cianobactérias e cianotoxinas”. De acordo com o ministério, o Brasil foi o primeiro País a inserir a obrigatoriedade do monitoramento de cianotoxinas e estabeleceu valores máximos permitidos.
O pesquisador da UFRJ e do IDOR destaca que até mesmo os padrões internacionais sobre concentração de toxinas podem ter que ser revistos caso a correlação entre STX e microcefalia seja comprovada. “Por mais que esses valores máximos sejam considerados seguros hoje, de forma isolada, eles podem deixar de ser seguros em uma situação de interação com outro fator, como a circulação do vírus zika”, destaca.