Foi só para passar uma vergonha: Bolsonaro desiste de nomear filho embaixador

Por Gilberto Dimenstein 

A reação à indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada dos Estados Unidos foi péssima.

Rendeu para o pai Jair a acusação de nepotismo –péssimo para quem fala em Nova Política.

A indicação, aliás, virou deboche nas redes sociais.

Reportagem do jornal O Globo sustenta que a indicação, diante da repercussão, não vai acontecer.

Seria apenas um “balão de ensaio”.

O Globo ouviu importantes assessores de Bolsonaro.

Trecho da reportagem:

O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo (Segov), admitiu nesta sexta-feira, em café com jornalistas, que o presidente poderia ter esperado ao menos uma semana para anunciar a possível indicação do filho.

Ramos justificou que, neste momento, o presidente manifestou a intenção de indicar o filho e citou como exemplos de outras declarações que não se concretizaram a ideia de transferir a embaixada em Israel para Jerusalém.

— Meu amigo Bolsonaro tem esses momentos. Vou citar a famosa “vou levar embaixada pra Jerusalém”. Eu pergunto: hoje está onde? Em Tel Aviv. Ele manifestou uma intenção, observou.

#VazaJato: a crise chega ao TRF4

Por Leandro Demori, na newsletter do The Intercept Brasil.

O maior argumento do ex-juiz Sergio Moro para defender suas sentenças de primeira instância – intoxicadas por inegáveis odores ilegais – é de que elas foram confirmadas por tribunais superiores. Moro tem repetido isso em entrevistas, e disse o mesmo quando foi tentar explicar o inexplicável no Senado e na Câmara. Mas e se os tribunais superiores estiverem, também eles, contaminados pelo relacionamento ilegal entre acusadores e juízes?

Depois de se mostrarem inconstitucionalmente íntimos de ministros do Supremo Tribunal Federal (como mostramos nos episódios “in Fux we trust” e “Aha uhu o Fachin é nosso”), nesta semana foi a vez dos chats secretos enrolarem o Tribunal Regional Federal 4, a instância que confirmou a maior parte das sentenças de Moro. Em parceria com os repórteres da revista Veja, nós abrimos mais uma janela da #VazaJato. Do outro lado está o desembargador João Pedro Gebran Neto.

Em julho de 2017, o repórter Andreas Müller escreveu sobre Gebran no site da revista piauí:

“Sua trajetória reconhecida não o poupou de polêmicas, sobretudo por um detalhe pessoal nada irrelevante entre os réus condenados na Lava Jato: Gebran é amigo de Sérgio Moro, de quem foi colega de mestrado na Universidade Federal do Paraná, no início dos anos 2000. Os dois foram orientados pelo mesmo professor, o renomado constitucionalista Clèmerson Merlin Clève.
(…)
Na seção de agradecimentos do livro A Aplicação Imediata dos Direitos e Garantias Individuais, com base na sua tese de mestrado, Gebran descreve Moro como um “homem culto e perspicaz”. “Nossa afinidade e amizade só fizeram crescer nesse período, sendo certo que [Moro] colaborou decisivamente com sugestões e críticas para o resultado deste trabalho”, escreveu Gebran.
(…)
“Se sou ou não sou amigo do juiz Sérgio Moro, isso é uma questão juridicamente irrelevante”, declarou Gebran, em abril, a uma emissora de tevê do Paraná.”

Os chats revelados essa semana, que mostram que também o TRF4 está sob suspeição, passam longe de revelar imparcialidade apenas no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos diálogos nos quais Gebran é citado, o personagem é Adir Assad, um dos operadores de propinas da Petrobras e de governos estaduais, preso pela primeira vez em 2015. E que conversas são essas? Uma tabelinha entre o desembargador – que deveria ser independente – e o procurador, uma costura de ambos para melhor atender a seus interesses, deixando as defesas dos réus em julgamentos às cegas, destruindo assim a confiança em todo o sistema judiciário.

“Cinco meses antes do julgamento do caso em segunda instância no TRF4, o procurador Deltan Dalla­gnol, chefe da força-tarefa em Curitiba, comenta em um chat com outros colegas do MPF: “O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad”. O assunto é tema de outra conversa, de 5 de junho de 2017, entre Dalla­gnol e o procurador Carlos Augusto da Silva Cazarré, da força-tarefa da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, que atua junto ao TRF4. No diálogo, ocorrido às vésperas do julgamento da apelação de Assad, Dalla­gnol mostra-se novamente preocupado com a possibilidade de Gebran absolver o condenado. Naquele momento, em paralelo, a força-tarefa negociava com o condenado um acordo de delação (esse acordo seria fechado em 21 de agosto de 2017). Daí a preocupação do MPF com a possibilidade de Assad ser absolvido e voltar atrás nas conversas sobre delação. No chat, Dallagnol aciona Cazarré, que fica em Porto Alegre, sede do TRF4. “Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? (…) se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…”, escreve Dalla­gnol. “Olha Quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fisse (sic) absolver… Acho difícil adiar”, responde Cazarré. Na sequência, Dalla­gnol volta a citar Gebran: “Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad…”. Dalla­gnol termina pedindo ao colega que não comente com Gebran o episódio do encontro fortuito “para evitar ruído”(leia a íntegra da reportagem na Veja, aberta para não-assinantes)

8 de fevereiro de 2017

Grupo Filhos do Januario 1

18:22:02 Deltan Tenho dúvidas. Tem que ver o que ele fala… pelo que Vc disse ele não falava nada… 

18:22:30 Deltan O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad 

18:22:40 Deltan Pode ser uma solução para isso

5 Jun 17 

Chat ADIR ASSAD

00:14:25 Cazarre PRR4 Pessoal Terça trf4 julga apelação de adir, duque, vaccari etc 

00:14:40 Cazarre PRR4 Estarei na sessão e informo desdibramentos 

00:30:40 Deltan Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? Parece que o Gebran tava tendendo a absolver… se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação… 

00:33:43 Cazarre PRR4 Olha Quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fisse absolver… Acho difícil adiar. O processo está com ele desde fev/16 e nos últimos dias negou pedidos de afianento das defesas. Mas Vou ver o que descubro amanhã. 

00:37:11 Deltan Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad… 

00:37:34 Deltan Nova modalidade de investigação: encontro fortuito de desembargador  

00:37:47 Cazarre PRR4 Hahahaha 

00:38:09 Deltan Só não menciona que comentei, para evitar ruído… melhor perguntar se ele entende conveniente espeara em relação a Assad ou se sente seguro, dizendo que quer colocá-lo a par do andamento do acordo rs

A série jornalística publicada pelo Intercept e seus parceiros virou um escândalo global e expôs as relações íntimas entre poderes que deveriam ser independentes. O combate à corrupção não pode se valer de decisões no escuro que sejam, elas próprias, corrupções no sistema. As atitudes de Sergio Moro & Cia colocaram boa parte da Lava Jato em risco. A eles, e só a eles, cabe essa responsabilidade.

Antes do final de setembro nova lei previdenciária não sai

Agora os deputados entram em merecidas férias. Afinal, ninguém tem tanta resistência psicológica assim, ao ponto de ferrar milhões de trabalhadores e não dar uma descansadinha em seus respectivos domicílios eleitorais. Viva o Brasil!

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou o adiamento da votação do segundo turno da reforma da Previdência para o dia 6 de agosto, na volta do semestre legislativo. A decisão se deu, segundo o parlamentar, por conta da redução no quórum, nesta sexta-feira (12), para realizar a votação. A previsão de Maia é concluir a etapa no dia 8.

Após quatro dias de votação e mais de 40 horas de sessão, Maia destacou o papel do Parlamento na definição das novas regras previdenciárias.

“A gente faz a construção do que é possível e a construção do possível é fazer o segundo turno em agosto. Eu gostaria de fazer segunda, mas eu comando a Casa, não sou dono da Câmara. Graças a Deus vivemos em uma democracia, mas da mesma forma que alguns podem ser pressionados contra, podemos ter pressão de alguns reclamando daqueles que votaram contra e que deveriam ter votado a favor. Então eu acho que a sociedade, hoje, o resultado de 379 é reflexo do que a sociedade espera e quer do Parlamento”, declarou.

O texto-base da reforma foi aprovado na última quarta-feira (10), no plenário, por 379 votos a favor e 131 contrários. Entre outros pontos, a proposta prevê idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Ao longo desta sexta-feira, os deputados aprovaram, em Plenário, quatro modificações pontuais no conteúdo da reforma, como a flexibilização das exigências para aposentadoria de mulheres, regras mais brandas para integrantes de carreiras policiais, redução de 20 anos para 15 anos do tempo mínimo de contribuição de homens que trabalham na iniciativa privada e regras que beneficiam professores próximos da aposentadoria.

A líder do governo, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) declarou ser contra privilégios nas emendas, para qualquer categoria. “Acho que não podemos trabalhar com privilégios. Porém, houve o entendimento que alguns benefícios seriam aprovados para algumas categorias. Então, a maioria é que vence. A democracia é assim: quem tem mais voto vence. E quando faz acordo, tem que cumprir”.

A redação da proposta da reforma em primeiro turno foi consolidada na madrugada deste sábado (13), na comissão especial da Câmara. O texto que contempla as modificações feitas em plenário recebeu 35 votos favoráveis e 12 contrários no colegiado.

De acordo com o secretário de Previdência e Trabalho do governo, Rogério Marinho, a economia prevista de R$ 1,2 trilhão em 10 anos do texto inicial caiu para aproximadamente R$ 900 bilhões após as alterações aprovadas pela deputados. Segundo o secretário, a estimativa oficial deve ficar pronta em até seis dias.

O deputado federal José Medeiros (PODE-MT) avalia que as mudanças nas regras previdenciárias também vão ajudar a economia brasileira no cenário internacional. “A reforma é importante, porque no momento que o Brasil começa a tomar medidas, no sentido de sanear sua questão fiscal, isso demonstra para o mundo inteiro que o Brasil está fazendo o dever de casa e começa a pegar o status de bom pagador”.

Depois de ser aprovada em dois turnos na Câmara, a PEC da reforma vai para o Senado Federal. Lá, segue para Comissão de Constituição e Justiça e depois para o plenário. São necessários 49 votos para aprovar a matéria. A previsão é que a votação no Senado seja concluída até 23 de setembro.

Bombeiros e Defesa Civil descartam risco de rompimento da barragem de Boa Sorte

Em vistoria realizada na tarde deste sábado (13), o Corpo de Bombeiros Militar e a Defesa Civil do Estado descartaram o risco de rompimento da barragem localizada no povoado de Boa Sorte, em Pedro Alexandre.

Na noite desta sexta-feira (12), técnicos do Governo do Estado orientaram 80 famílias a deixarem suas residências, por precaução, em razão do risco iminente que existia de rompimento do equipamento.

Até o momento, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, 400 pessoas estão desabrigadas e 1.500 desalojadas, em decorrência da cheia do Rio do Peixe, que provocou o rompimento da Barragem do Quati, localizada em Pedro Alexandre, e que também atingiu o município Coronel João Sá.

O Governo do Estado continua realizando ações nos municípios, com o objetivo de oferecer assistência aos moradores.

Todas as barragens e aquíferos da região estão sendo monitorados, com o apoio da atuação de 79 bombeiros militares.

Além disso, a Defesa Civil está fazendo visitas técnicas em diversas ruas e verificando as casas atingidas, para avaliação de interdição ou condenação das estruturas físicas.

Desde ontem, as Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA) estão recebendo doações de donativos na sede da instituição, no Campo Grande, em Salvador.

Estão sendo arrecadados alimentos não perecíveis, roupas e produtora de higiene pessoal, que serão entregues, a partir de segunda-feira (15), à população dos municípios Pedro Alexandre e Coronel João Sá.

Bolsonaro vai ficar 3 dias sem falar. Graças a Deus!

Notícias boas existem. É só procurar com afinco. Veja esta:

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve ficar sem falar por três dias, a partir desta sexta-feira (12), quando fez durante a tarde a extração de um dente.

A recomendação médica é que o presidente evite falar por 72 horas e fique de repouso. A previsão, segundo o jornal O Globo, é que Bolsonaro permaneça durante todo o final de semana no Palácio da Alvorada, onde mora com a família.

O procedimento odontológico já estava previsto há alguns dias. Na agenda do presidente, não constavam compromissos oficiais na tarde desta sexta.

E se uma força ou entidade superior determinasse: cada vez que falar uma bobagem um dente começa a doer.

Talvez ele perdesse todos os 32 dentes antes de aprender tal desdita. Mas ao menos ficaríamos livres das tais besteiras, como “um ministro do supremo terrivelmente evangélico”, um embaixador feito em casa e outras diatribes.

Avião de pequeno porte cai em quintal de casa e mata duas pessoas em São Paulo

Acidente aconteceu na tarde desta sexta-feira, em Campo Limpo Paulista; avião estava regular, mas não podia operar como táxi aéreo, segundo a Anac

O Corpo de Bombeiros publicou as informações em sua página do Twitter e confirmou, até o momento, a morte de duas pessoas. Do portal IG.

 

Bahia debate zoneamento de riscos climáticos do cacau

Mapa vai publicar portaria detalhando o zoneamento para a cultura no oeste da Bahia

Celeiro produtivo de grãos e fibra, o Oeste da Bahia tem demonstrado vocação agrícola para outras culturas.

A região, que já lidera na produção de banana e é destaque na produção de mamão e frutas cítricas, desponta também como um polo promissor para o cultivo do cacau.

Algumas lavouras já foram implantadas por iniciativas voluntárias e os resultados surpreenderam, fazendo especialistas apostarem em novas áreas.

O tema foi pauta de reunião, em Salvador, entre representantes do setor produtivo e dos governos estadual e federal, que debateram o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para a cultura na região.

O secretário da Agricultura do Estado da Bahia, Lucas Teixeira, que conduziu o encontro, falou com entusiasmo da possibilidade de a Bahia voltar a retomar o primeiro lugar no ranking da produção de cacau, através de inclusão de áreas promissoras, como é o caso do Oeste baiano, que demonstrou possibilidade de alta produtividade.

Em sua opinião, o novo polo produtivo representa uma proposta de crescimento econômico para o Estado, mas, sobretudo, de desenvolvimento para os pequenos produtores nos vales dos rios perenes, pois a atividade gera emprego e renda às comunidades.

Durante as discussões ficou definido que, no Oeste da Bahia, será zoneado a produção com o uso da irrigação – o que representa uma reinvenção do cultivo em relação ao modelo adotado no passado, no Sul do Estado.

Além disso, as lavouras irrigadas devem alavancar a produtividade do fruto em terras do Oeste. A proposta prevê, ainda, novas técnicas de manejo e colheita, favorecidas pelas características locais.

A decisão deve ser oficializada através de portaria publicada, nos próximos dias, pelo Ministério da Agricultura (Mapa), detalhando o Zoneamento do cultivo do cacau para a região.

O diretor de Águas e Irrigação da Aiba, Cisino Lopes, que representou a entidade na reunião, vê com bons olhos a expansão da cultura na região, que além de clima favorável, a topografia facilita a colheita mecanizada.

“O Oeste já mostrou seu potencial agrícola com outras culturas e com o cacau não deverá ser diferente”, comentou.

Além da Aiba e Seagri, também participaram da reunião representantes do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Faeb, Ceplac, Embrapa, Mapa, deputados estaduais e produtores de cacau.

Vendas no comércio varejista baiano cresceram 5,2% em maio

De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), as vendas no comércio varejista baiano cresceram 5,2% em maio de 2019, quando comparado a igual mês de ano anterior. No varejo nacional, o volume de negócios expandiu apenas 1,0%, em relação à mesma base de comparação.

“O aumento das vendas do varejo na Bahia reflete muito as políticas públicas adotadas pelo Governo do Estado, uma vez que lideramos a geração de empregos formais no Nordeste em 2019. Esta geração de emprego ampliou as vendas de varejo exatamente nos segmentos que respondem pelo consumo das famílias, a exemplo dos artigos farmacêuticos, cosméticos, hipermercados e produtos alimentícios, dentre outros. Além disso, a Bahia é o segundo estado da federação que mais investe, principalmente em grandes obras, o que faz crescer o consumo de materiais de construção”, analisa o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

O resultado das vendas do varejo baiano em maio foi influenciado pelos estímulos da comemoração do Dia das Mães, mas também ao efeito-calendário, pois maio contou com um dia útil a mais do que em igual mês de 2018.

Além da baixa base de comparação, uma vez que no ano passado o setor mostrou tímido desempenho refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros que afetou o volume de vendas do varejo no país.

Outro fator que explica o comportamento do setor foi o aumento da ocupação, principalmente, dos empregos formais que no mês de maio aumentaram em mais de dois mil postos de trabalho.

Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a maio de 2018, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo.

Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Combustíveis e lubrificantes (15,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,5%); Móveis e eletrodomésticos (7,3%); Tecidos, vestuário e calçados (4,0%);

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,6%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%).

No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variações positivas, Móveis (14,0%); Eletrodomésticos (4,2%); e Hipermercados e supermercado (1,3%).

Nova nota do Governo do Estado sobre o desastre de Quati

Em vistoria realizada no final da manhã desta sexta-feira (12), técnicos da Defesa Civil do Estado e do Corpo de Bombeiros constataram o rompimento da Barragem do Quati, na cidade de Pedro Alexandre.

O Governo do Estado esclarece que, inicialmente, houve o transbordamento da barragem, com rachadura nas laterais.

No entanto, a pressão da água acabou provocando rompimento parcial do equipamento.

Uma nova vistoria será realizada, na tarde de hoje, para verificar a extensão dos danos e a situação de barragens vizinhas ao Quati.

Vereadores voltam a denunciar administração da Saúde em Luís Eduardo Magalhães

 

Vereadores da Oposição de Luís Eduardo Magalhães estiveram, ontem, no programa vespertino de Sigi Vilares, na Rádio Mundial, para informar aos ouvintes o andamento das denúncias contra o aparelhamento e manipulação dos atendimentos da Saúde, por parte do Governo Municipal.

O vereador Kenni Henke confirmou que em meados de junho já tinha feito denúncia ao Ministério Público, pedindo inclusive igual procedimento no Ministério Público Federal, já que se trata de mau uso de verbas federais repassadas para a Saúde do Município.

Silvano dos Santos referiu-se à necessidade de aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) para investigar os desvios de conduta das autoridades do Município, inclusive a realização de cirurgias estéticas no Hospital Gileno de Sá.

Nei Vilares e Filipe Fernandez voltaram a denunciar o atendimento do público, a dificuldade em se conseguir consultas, exames e procedimentos cirúrgicos, mesmo que de baixa complexidade.

As entrevistas foram ilustradas pela denúncia de uma senhora que alega estar a 12 anos esperando por uma cirurgia eletiva.

-Me chame de dona Maria, diz a denunciante. Tenho até vergonha de expor meu verdadeiro nome tantas vezes pedi, via meios de comunicação, a realização dessa cirurgia tão esperada.

Kenni Henke, por seu turno, garantiu que representantes do Ministério Público já estiveram no Hospital Gileno de Sá para recolher documentos e prontuários, que certamente servirão para sua manifestação, junto à Justiça, dos malfeitos perpetrados em Luís Eduardo Magalhães.

Rodrigo Maia afirma que a reforma da Previdência vai garantir economia “bem acima dos R$ 900 bilhões”

Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, presidente da Câmara não descarta candidatura à Presidência da República

Rodrigo Maia afirma que a reforma da Previdência que será aprovada na Câmara vai garantir economia “bem acima dos R$ 900 bilhões de reais”. Segundo o deputado, concessões “em um ou outro ponto” já eram previstas e não terão impacto significativo.

Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, ele admitiu que a reforma não é a ideal, mas ponderou que em país algum houve mudanças tão importantes.

O presidente da Câmara disse ainda que as concessões vão impedir uma desidratação maior no texto-base. Ao usar como exemplo a suavização das regras para mulheres, afirmou que foi evitada uma perda que chegaria a R$ 95 bilhões.

Rodrigo Maia quer concluir a votação da reforma da Previdência na Câmara até a semana que vem, mas já admite que talvez isso não seja possível.

Apontado como o grande nome nas articulações que estão fazendo a reforma avançar, o presidente da Câmara também falou sobre o próprio futuro político. Ele não descartou uma candidatura à Presidência da República em 2022.

O que o Governo e o prestativo Presidente da Câmara ainda não entenderam é que o tamanho da economia orçamentária deixa de ser importante quando se sabe que no mínimo 83% dele vai sair das costas do trabalhador que ganha abaixo de 2 salários mínimos. Quer ser presidente? Isso deve ser lembrado em campanha.

Barreiras: homem é executado na frente de casa, conversando com a mãe.

Um homicídio com marcas de execução aconteceu na noite desta quinta-feira (11), por volta das 20:00h no bairro Arboreto I na cidade de Barreiras.

A vítima foi identificada como sendo Lucielton de Jesus Santana, 33 anos, conhecido pelo apelido de “Cicinho”.

De acordo com informações, “Cicinho” estava sentado conversando com sua mãe em frente à sua residência quando então um carro prata, modelo e placa não identificado, parou em frente e três indivíduos encapuzados e armados desceram e atiraram sendo dois disparos de calibre 12 e vários de pistola. Após o crime saíram em disparada seguindo rumo ignorado.

Uma equipe do SAMU acompanhada pela Polícia Militar esteve no local, mas apenas pôde constatar o óbito.

Uma equipe da Polícia Civil com o Delegado Dr. Francisco Carlos de Sá esteve no local iniciando o processo investigativo e posteriormente o caso deverá ser remetido ao DHPP (Delegacia de Homicídios).

A Polícia Técnica também compareceu iniciando os trabalhos periciais e posteriormente removeram o corpo para o necrotério do DPT onde será necropsiado. Dois cartuchos de Cal.12 e vários de pistola foram recolhidos do local da execução.

Cicinho possuía diversas passagens pela polícia. Até o momento não se sabe ao que o crime estaria atrelado como motivação.

A nau dos insensatos: viva 65 anos, contribua por 15 e terá uma parcela diminuta de aposentadoria!

O covil dos insensatos, tocando a nova lei previdenciária a toque de caixa.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta sexta-feira (12), uma mudança na reforma da Previdência que reduz de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para que homens possam se aposentar.

A mesma redução havia sido concedida às mulheres na comissão especial da Casa. A alteração foi aprovada com 445 votos favoráveis.

Mesmo com as mudanças, para ter direito à aposentadoria os homens precisam atingir uma idade mínima de 65 anos e as mulheres, de 62 anos.

Apesar da mudança, os homens terão de contribuir por 40 anos para garantir os 100% no valor do benefício. Para as mulheres, são necessários 35 anos de contribuição para chegar aos 100%, segundo mudança aprovada mais cedo pelos deputados.

Também foram aprovadas a idade mínima de 52 anos para policiais e a redução do tempo de contribuição das mulheres para 35 anos (62 de idade mínima).

A partir das 9 horas de hoje a Câmara continua aprovando destaques e deve votar a lei completa até o final da noite, depois da quebra de interstício, que deveria durar no mínimo 5 dias.

Pelo progresso dos senhores deputados, o Presidente liberou mais R$176 milhões de emendas parlamentares no dia de ontem.

Governos absolutistas, soberanos implacáveis, filhos diplomatas!

Dudu, príncipe da House of Paranuê

Se a vergonha proposta pelo Supremo Soberano se cumprir, só a Arábia Saudita e o Reino Encantado do Paranuê terão filhos dos reis nomeados embaixadores.

O pior de tudo é que minions e bozorocas apaixonadas estão apoiando a iniciativa. E até já pensam em um Projeto de Emenda Constitucional que permita ao dito cujo indigitado assumir a Embaixada mais importante do Brasil sem perder o mandato de Deputado.

Estou envergonhado pela vergonha alheia. Como está muito frio no Uruguay, vou atravessar a ponte do rio Paraná e me hospedar por uns 4 anos no Paraguay.

Não tinha um príncipe querendo voltar ao regime monárquico parlamentarista do Brasil de 1889?

Já chegamos lá.

O jornalismo plural, independente e em busca da verdade de Juremir

O jornalista Juremir Machado da Silva recebeu ontem, na Assembleia Legislativa, a Medalha do Mérito Farroupilha.

A homenagem traduz o reconhecimento do povo gaúcho ao trabalho do periodista. É um professor universitário, intelectual e jornalista de relevo no Correio do Povo e Rádio Guaíba.

O texto de agradecimento dele é importante tanto para jornalistas como para leitores, para que entendam o que move a chama do jornalismo:

Recebi, ontem, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por iniciativa do deputado Jeferson Fernandes (PT), a Medalha do Mérito Farroupilha, que dedico aos negros que morreram em Porongos, em 14 de novembro de 1844. Na cerimônia, pronunciei, contendo sinceramente a emoção, as singelas palavras que seguem.

No ótimo documentário “Santiago, Itália”, sobre os perseguidos pelo golpe de Augusto Pinochet que pularam o muro da embaixada italiana na capital chilena em busca de refúgio, o cineasta Nanni Moretti entrevista um torturador na prisão. Indignado com as perguntas certeiras, o torturador objeta: “Só aceitei falar por acreditar que a entrevista seria imparcial”. Uau! O torturador que cobrava imparcialidade. Coisa de filme, mas de ficção. Apesar do absurdo da observação, Moretti não hesitou: “Eu não sou imparcial”. Documentário para mim é reportagem. Em jornalismo, a independência é que conta, não a imparcialidade. Como não tomar parte contra a ditadura? Como não tomar parte contra a corrupção e os golpes?

Como não tomar parte contra o feminicídio, o racismo, o machismo, a homofobia e o trabalho infantil? Como não tomar parte contra privilégios, exclusões, preconceitos e políticas clientelistas? Como não tomar parte contra a intolerância política, social, sexual, racial e religiosa? Como não tomar parte contra o ódio e a indiferença em relação aos mais vulneráveis, esses que vivem e morrem por falta de oportunidade? Como não se posicionar diante da desigualdade e da corrupção que condenam milhões a perecer num eterno presente, sem passado, sem futuro, sem esperanças? Como poderia o negro José do Patrocínio, o maior jornalista brasileiro de todos os tempos, não tomar partido contra a escravidão no Brasil dos anos 1880?

Max Weber, um dos pais da sociologia, especialmente da chamada sociologia compreensiva, aquela que não se reduz ao quantitativismo, em Ciência e Política: duas vocações”, ou “O cientista e o político”, ponderou: “Se vive para a política ou da política”. E concluiu: “A política é um esforço tenaz e enérgico para atravessar grossas vigas de madeira. Tal esforço exige, a um tempo, paixão e um senso de proporções”. Em 1919, Weber entendeu o essencial: viver para a política, por idealismo e interesse pelo bem comum, exige poder viver da política, sem corrupção nem privilégios, ou ela ficará restrita aos ricos, que obviamente cuidarão exclusivamente dos seus interesses. Como, porém, fazer para que a política como vocação e profissão não se transforme em curral de caciques?

Quatro vocações – Talvez só com duas frentes de atuação permanentes: a cidadania e o jornalismo como vocações. Ciência, política, cidadania e jornalismo: as quatro vocações. Só o cidadão em alerta permanente constrói um mundo melhor. O seu aliado deve ser o jornalista vocacionado, profissional, aquele que tem por princípio ouvir todos os lados, ponto e contraponto, argumento e contra-argumento, princípio defendidos incansavelmente por um dos maiores defensores do liberalismo político de todos os tempos, John Stuart Mill, que, no século XIX, execrava a escravidão e a discriminação das mulheres, tendo sido contestado por Sigmund Freud nestes termos: “Não, aqui eu fico com os mais velhos… A posição da mulher não pode ser outra do que é: ser uma namorada adorada na juventude e uma esposa amada na maturidade”. Mill acreditava na força do melhor argumento e na importância dos debates para que o público pudesse julgar os argumentos de cada um. Só não debate quem teme a derrota no campo da racionalidade. A retórica passa. A razão acaba por impor-se.

O jornalismo como vocação só pode ser pluralista. O termo que define o jornalista vocacionado é independência: capacidade de ser livre para frustrar com sua crítica, a qualquer momento, qualquer um dos campos da disputa política. O jornalista de opinião nunca será imparcial, pois opinar significa tomar parte. A sua obrigação, porém, é mostrar todos os elementos em conflito para que o seu público possa tirar conclusões próprias. Albert Camus, em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, dizia que o jornalista precisava ser lúcido, perseverante, irônico e capaz de, em certas situações, dizer não. Em 2019, como sempre, o jornalista de vocação deve ser independente. Os veículos de comunicação fazem jornalismo, não só entretenimento ou ideologia, quando são pluralistas.

Jornalismo é, para usar o conceito do grande Jürgen Habermas, um dos maiores filósofos, nonagenário como com Edgar Morin, esfera pública, espaço público, mesmo em veículos privados, da racionalidade argumentativa, ainda que, no calor dos debates, ela seja envolvida pela passionalidade retórica. Pragmático e utilitarista, o jornalismo como vocação busca a verdade, acredita em verdade, entende que onde está escrito “y” não se pode ler “x” por consequencialismo ideológico. O jornalista vocacionado, independente por definição, nada coloca acima da sua opção pela verdade, nem clube de futebol, nem partido político. Independência rima como honestidade intelectual. O jornalista por vocação está fadado à solidão da sua escolha. Não pertence a tribo alguma.

Enquanto o torturador exige imparcialidade, o jornalista independente cumpre o seu dever ao ouvi-lo. Como sugere Gay Talese, ícone do novo jornalismo, é mais fácil ser justo como quem se concorda. Coragem!

O texto foi publicado na página de Juarez Fonseca no Facebook, editado. Juarez é um velho amigo e colega dos conturbados e gloriosos anos 70 do jornalismo gaúcho.

Nepotismo sem precedentes na história da República

A nomeação do próprio filho do presidente para uma embaixada não tem precedentes na história da diplomacia brasileira desde a Proclamação da República. Para ser embaixador, Eduardo Bolsonaro deverá ser aprovado pelo Senado, diz o BuzzFeed News BR.

Agora, me pergunto: o que estarão pensando os diplomatas de carreira, que depois de queimar as pestanas por anos estudando, tiveram acesso ao Itamaraty e estudaram por quatro anos, antes de serem admitidos na função. Quantos anos de carreira são consumidos até se atingir o posto mais alto na diplomacia?

Aí vem um garoto reacionário, de parca educação – advogado e escrivão da Polícia Federal – e passa todo mundo para trás? Estamos, de fato, mal parados.

Exportações de carne suína crescem 81% em junho

Receita dos embarques é 111,9% em relação ao mesmo período do ano passado, tracionada por aumento de 30% das demandas da China.

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 63,6 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número é 81% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 35 mil toneladas.

A alta é ainda maior na receita cambial do mês.  No total, os embarques geraram divisas da ordem de US$ 137,7 milhões, saldo 111,9% superior em relação ao registrado no mesmo mês de 2018, com US$ 64,9 milhões.

“O preço médio das exportações em junho apresentou elevações tanto na comparação com o mesmo período do ano passado, quanto em relação à maio.  O mercado internacional aumentou a demanda por produtos, o que tem pressionado os preços médios da carne suína”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

No acumulado do ano, as vendas internacionais de carne suína do Brasil totalizaram 346,6 mil toneladas, volume que supera em 24,5% o total embarcado no primeiro semestre de 2018, com 278,3 mil toneladas.

Em receita, o saldo semestral chegou a US$ 699,7 milhões, número 23,4% superior ao registrado em 2018, com US$ 567,2 milhões.

Principal destino das exportações em 2019 (com 26,7% do total), a China incrementou suas compras em 30,7% no período, com total de 91,2 mil toneladas no primeiro semestre.

No mesmo período, a Rússia importou 26,1 mil toneladas (7,6% do total). Em  2018 as exportações estavam suspensas para este mercado.

Na América do Sul, Uruguai e Chile foram destinos de, respectivamente, 21,2 mil toneladas (+17%) e 21 mil toneladas (+45%).

“A média mensal das exportações neste primeiro semestre, com 57,2 mil toneladas mensais, são superiores às registradas no mesmo período do ano passado e equivalentes às médias de 2016, quando os embarques superaram a marca de 700 mil toneladas no ano”, ressalta Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Barragem se rompe e inunda povoado de lama na Bahia

Uma barragem se rompeu no distrito de Quati, município de Pedro Alexandre, a cerca de 400 quilômetros de Salvador. Por causa da quantidade de lama, as estradas estão intransitáveis, o que dificulta o atendimento à população. Ainda não se tem notícias de vítimas fatais.

 

A barragem Riacho Lagoa Grande, que se rompeu nesta quinta-feira (11), no povoado do Quati, município de Pedro Alexandre, é classificada em Categoria de Risco (CRI) alto e Dano Potencial Associado (DPA) alto, em documento da Agência Nacional de Águas (ANA).

No início do ano, o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do Governo Federal publicou duas resoluções para determinar a fiscalização imediata de barragens nesta situação.

Em entrevista à GloboNews, o secretário de Comunicação da cidade de Coronel João Sá, vizinha a Pedro Alexandre, disse que pelo menos 100 famílias devem ser atingidas no município após o acidente.

“Como o barramento foi grande, o acúmulo de água também é muito grande. Estamos às margens do Rio de Peixe, onde tem aproximadamente 100 famílias. Essa barragem estourando, essa onda de água vem para o rio, que não vai suportar, e quem mora à margem com certeza ficará com suas casas alagadas”, declarou Valdomiro Pereira.

A cidade ficou ilhada após rompimento da barragem e a BR 235 foi interrompida.

A toque de caixa: Maia quer votação do 2º turno da Previdência até sábado

Plenário rejeita votação fatiada e inicia análise de mérito da reforma da Previdência

O plenário da Câmara dos Deputados retomou os trabalhos nesta quinta-feira (11) para votar os destaques ao texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19) que muda as regras do sistema previdenciário.

Até o momento, há 31 destaques e emendas aglutinativas que devem ser apreciados pelos deputados.

Ontem (10) à noite, o plenário aprovou o texto original da reforma da Previdência por 379 votos a favor e 131 contra.  Na sequência, os deputados rejeitaram um destaque que pretendia retirar os professores da reforma da Previdência. Por 265 a 184, com duas abstenções, os parlamentares decidiram manter as regras para os professores que constam no texto-base.

Os destaques mais aguardados são o que aumenta a aposentadoria para as trabalhadoras da iniciativa privada e o que suaviza as regras de aposentadorias para policiais e agentes de segurança que servem à União.

Um acordo costurado pela bancada feminina deve melhorar a aposentadoria para as mulheres. A proposta aprovada na comissão especial da Câmara tinha mantido o tempo mínimo de contribuição das mulheres da iniciativa privada em 15 anos, em vez de elevá-lo para 20 anos.

No entanto, as seguradas se aposentariam com 60% da média das contribuições. Quem se aposentasse mais tarde só veria o valor do benefício se elevar a partir do 21º ano. Pelo acordo, o benefício começará a subir a partir do 16º ano de contribuição.

O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), confirmou o fechamento de um acordo para suavizar as regras de aposentadoria para os policiais e agentes de segurança que servem à União.

De acordo com o líder, a categoria poderá aposentar-se com idade mínima de 53 anos para homens e 52 anos para mulheres. Eles também terão pedágio de 100% na regra de transição. Dessa forma, o policial que se aposentar em dois anos pelas regras atuais teria de trabalhar mais dois anos para passar para a inatividade a partir da promulgação da reforma da Previdência.

Em entrevista ontem, Maia disse que a conclusão da votação da reforma em segundo turno pode ocorrer na sexta-feira (12) à noite ou no sábado (13) de manhã.

 “Aquele que perde a capacidade de se indignar diante da injustiça, perdeu sua humanidade”, disse José Eduardo Cardozo, em 2016.

O gado está sendo levado ao matadouro sem um mugido de protesto.

Formosa: Arraiá da Malhadinha acontece nos dias 12 e 13 de julho

Na sua nona edição, o tradicional Arraiá da Malhadinha, que acontece dias 12 e 13 de julho, faz parte do calendário cultural de eventos de Formosa do Rio Preto, consolidando-se a cada ano entre as maiores festas juninas e julinas do município, formando uma dobradinha com o Arraiá do Arroz (dias 19 e 20 de julho) de entretenimento e oportunidade de renda para as famílias.

Os moradores do Vale da Malhadinha, localidades circunvizinhas e centenas de pessoas da sede aguardam ansiosos pelo evento que reúne fogueira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas e muito forró com atrações que agradaram em cheio pelo estilo e qualidade musical.

“Tudo no clima acolhedor de comunidade rural, com cheiro, sons e sabores que remetem ao melhor das festas populares e tradição, fazendo a alegria do povo”, comenta o prefeito de Formosa do Rio Preto, Dr. Termosires Neto.
Nesta sexta-feira, dia 12, a animação fica por conta de Lucas do Acordeon e Forró Esticado, já no sábado, dia 13, os shows serão com a banda Malla 100 Alça e Dute do Acordeon.

Festejo de Nossa Senhora de Fátima

Durante esta semana estão acontecendo também as novenas do tradicional Festejo de Nossa Senhora de Fátima, em Malhadinha, zona rural de Formosa do Rio Preto, todos os dias às 19 horas, até o dia 12 de julho. No dia 13, às 9 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na comunidade.

Está emotivo, Nhonho? O teu futuro será melhor do que os pobres sem aposentadoria.

Por que as lágrimas? Quem vai se ralar são os operários, aqueles que ganham até 2 salários mínimos. Eles pagarão 83% da economia do Governo depois da Reforma da Previdência.

Tem mais, meu caro Botafogo: essa economia não vai aumentar investimentos. Vai tapar buracos do déficit e vai pagar o serviço da dívida. Isto é: vai tudo parar nos cofres dos abiguinhos do Paulo Guedes.

Não chore, meu caro. Passar para a história como traidor do povo brasileiro não é tão ruim assim. A arraia miúda sofre, mas também goza. Lembra da música do Chico?

“Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão”

 

 

Dormia, a nossa Pátria Amada, tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações. 

Sobram deputados comprados para aprovar em 1º turno a Reforma da Previdência

Deputados de oposição levaram cartazes contra a reforma durante a votação do projeto / Luís Macedo | Agência Câmara

Depois de abrir o cofre e distribuir R$ 2,5 bilhões em emendas nos primeiros dias de julho – sobretudo a parlamentares do chamado “centrão” –, o governo Bolsonaro conseguiu aprovar nesta quarta-feira (9), em primeiro turno, o texto base da reforma da Previdência.

O projeto obteve 379 votos a favor e 131 contrários, após oito horas de debate. Por se tratar mudança constitucional, a proposta precisava da aprovação de no mínimo 308 deputados (3/5 do total).

Os partidos que se posicionaram oficialmente contra a reforma foram PT, PSOL, PSB, PDT e PCdoB.

O projeto terá de passar por uma segunda votação na Câmara. A base governista espera votar na sexta-feira (12) – quando também serão necessários 308 votos. Se confirmada a aprovação, o projeto segue para análise do Senado.

Crime de responsabilidade?

Deputados de oposição afirmaram que a liberação de bilhões de reais em emendas às vésperas da votação caracteriza “compra de votos”.

“Comprar voto para a Previdência com dinheiro público é um crime lesa pátria contra o povo brasileiro”, acusou o líder petista Henrique Fontana(RS).

A bancada do PSOL denunciou a liberação de quase R$ 500 milhões a mais do que o previsto originalmente nas emendas, o que caraterizaria crime de responsabilidade. “Isto aqui é uma ilegalidade, é uma fraude. Nós vamos questionar juridicamente”, afirmou o deputado Ivan Valente (SP).

Valente entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a votação, mas o presidente da Corte, Dias Toffoli, recusou o pedido.

Mudanças

O texto aprovado nesta quarta aumenta a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 62 anos e dos homens para 65 anos, além de instituir tempo maior de contribuição (40 anos) para quem quiser se aposentar com o benefício integral.

A proposta também diminui o valor do benefício. Hoje, com 15 anos de contribuição, homens e mulheres se aposentam com 85% das 80% maiores contribuições, excluindo as 20% menores. Com a reforma, esse valor passa a ser de apenas 60% com 20 anos de contribuição dos homens e 15 anos das mulheres.

Viúvas e viúvos só receberão 60% do valor da pensão, mais 10% por dependente. Caso a pensão fique abaixo do salário mínimo, só terão direito aos R$ 998 se não tiverem nenhuma outra fonte de renda. Caso contrário, poderão receber uma pensão menor do que o valor do mínimo.

Edição: João Paulo Soares, do Brasil de Fato.

Navio do banco JPMorgan é encontrado com US$ 1 bi em cocaína 

Um navio do J.P. Morgan, um dos 3 bancos mais envolvidos no golpe contra Dilma Rousseff, credor de grande naco da dívida interna brasileira, foi apreendido com carga de US$ 1 bilhão em cocaína.

Autoridades dos Estados Unidos apreenderam nesta semana um navio da MSC (Mediterranean Shipping Co., onde foi encontrada uma carga de valor estimado em US$ 1 bilhão – R$3,7 bilhões – de cocaína, com peso aproximado de 20 toneladas.

De acordo com o The Wall Street Journal, o navio pertence ao JP Morgan Asset Management.

O navio, fabricado em 2018, vale aproximadamente US$90 milhões. Ele está ancorado no rio Delaware, próximo ao porto de Filadélfia.

Oito membros da tripulação, naturais da Sérvia e da Samoa, estão detidos. Outros foram multados e serão processados.

Pequenas notícias neste dia de luto: os potins de O Expresso

Deputada Batata Amaral:

Meu voto pela Reforma da Previdência não foi vendido, é por convicção. A bancada da educação continua lutando pela manutenção da aposentadoria especial dos professores.

Deputado Alexandre Padilha:

Justiça manda cancelar a “compra de votos com emendas” para votar a mudança da Previdência. Quem trocou seu voto por R$40 milhões recebeu cheque sem fundo de Bolsonaro.

Peppa Pig

Ela já está comemorando a “vitória” do Governo na votação da Reforma da Previdência.

Bozo, campeão olímpico de marcha-a-ré

De Paulo RJ, no twitter. Manchete da Folha hoje: “Governo Bolsonaro quer reintegrar cubanos no Mais Médicos”  Conclusão: Bozo quer reinstalar a guerrilha cubana no Brasil. Comunista sem-vergonha.

Uma narco-república neo-fascista liberal?

A repressão pesada, inclusive com o uso de helicópteros, ao tráfico de drogas nas favelas é só uma cortina de fumaça para a operação pesada, utilizando-se de containers em navios nos portos. O que significam 39 quilos de cocaína na mochila do sargentinho da aeronáutica, quando descarregam duas toneladas no porto? Essa legião de inocentes úteis, aviõezinhos do tráfico, mulas e coitados que recebem bagagem extra nos aeroportos internacionais são apenas chamariz.

Enquanto a “intelligentsia” das forças da repressão não chegarem nos verdadeiros traficantes – se querem chegar – vamos nos transformando num grande México, que não produz cocaína mas é o maior exportador do mundo. 

Juventude empreendedora

Na imagem, jovens brasileiros empreendedores levam “brigadeiros” para vender no colégio, visando pagar as suas aulas de tênis.

Os bastardos ganham voz no Governo do Bozo

Xico Graziano, ex-expoente do tucanato e aderente ao governo Bozo, comemorou a morte do jornalista Paulo Henrique Amorim. Chamar de bastardo é um exagero. Não passa de um merdinha.

Parodiando outro grande bastardo, Ibrahim Sued, colunista social e analfabeto, inventor dos potins:

“Os cães ladram e a caravana, desfraldando suas suásticas, passa”

Um general envergonhado por ganhar “apenas” R$19 mil.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta quarta-feira (10), que tem vergonha do salário líquido de 19 mil reais que recebe do Exército.

“Eu tenho vergonha do que eu recebo do Exército. Se eu mostrar pro meu filho que eu sou general de Exército, e ganho líquido R$ 19.000, eu tenho vergonha”, disse o ministro, que entrou para a reserva em 2011.

Heleno estava participando de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para falar da prisão de um militar da Força Aérea Brasileira, Manoel Silva Rodrigues, preso com 39 quilos de cocaína na Espanha em comitiva que acompanhava viagem do presidente Jair Bolsonaro.

Heleno talvez não tenha tido tempo para esclarecer que os R$19 mil são apenas a sua aposentadoria de general da reserva. E que hoje ele acumula o salário de ministro, algo em torno de R$22 mil líquidos. E que já ganhou R$50 mil como integrante do Comitê Olímpico Brasileiro.

Galvani anuncia encerramento de acordo operacional com Yara

O controle acionário das operações no Nordeste retorna à família Galvani

 A Galvani anunciou nesta quarta-feira, 10 de julho, o encerramento do acordo de empreendimento conjunto (joint venture), firmado com a Yara em 2014. A partir de agora, a família Galvani retoma o controle acionário das operações da empresa no Nordeste, que incluem o Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães e as unidades de mineração de fosfato em Angico dos Dias e Irecê, na Bahia, além do projeto Santa Quitéria, no Ceará.

 A operação traz vantagens diretas ao agronegócio, ao agricultor e à economia brasileira, principalmente no incremento da oferta de fertilizantes fosfatados produzidos no País e na redução do déficit da balança comercial do setor.

 “Após cinco anos de parceria, Galvani e Yara seguirão caminhos distintos, levando na bagagem os aprendizados adquiridos nessa jornada”, destaca Ricardo Neves de Oliveira, diretor-presidente da Galvani.

 Segundo o executivo, a empresa é uma das pioneiras no agronegócio do Matopiba e dará continuidade ao seu histórico de parceria e compromisso com os agricultores da região. “Os produtos e fórmulas exclusivas permanecem em nosso portfólio, assim como as contínuas pesquisas de aprimoramento, sempre com inovação e criatividade, características que estão na essência da empresa”, afirma Oliveira.

Além disso, a Galvani seguirá com sua forte atuação socioambiental, a partir da promoção de projetos e atividades para as comunidades nas quais atua, por meio do Instituto Lina Galvani e do Parque Vida Cerrado, assim como das ações diretas da empresa.

 Sobre a Galvani

A Galvani é uma empresa 100% nacional que surgiu na década de 1930, no negócio de bebidas e transportes em São Paulo. Na década de 1960, entrou no segmento de fertilizantes, operando um ramal ferroviário e, posteriormente, construindo um complexo industrial em Paulínia (SP). Na década de 1990, inaugurou sua primeira unidade no Nordeste, o Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães e, posteriormente, a Unidade de Mineração em Irecê, na Bahia. No mesmo estado, em 2005, a empresa começou suas operações de mineração de rocha fosfática em Angico dos Dias, povoado de Campo Alegre de Lourdes. Em 2014, a Galvani firmou uma JV com a Yara Fertilizantes encerrada em 10 de julho de 2019, quando voltou a ser controladora integral das operações no Nordeste, com escritórios corporativos em São Paulo e Campinas.

Um mensalão de quase R$3 bilhões para trair o trabalhador

Após uma pressão de siglas do centrão, a Câmara encerrou à 0h43 desta madrugada a fase de debates da reforma da Previdência e convocou nova reunião para esta quarta-feira (10) para a votação da proposta, que é a prioridade legislativa do governo de Jair Bolsonaro.

A expectativa dos parlamentares é que às 10h30 haja quorum para retomada dos trabalhos.

Ao rejeitar no final da noite desta terça (9) um requerimento protelatório da oposição e ao aprovar na madrugada o encerramento dos debates, o plenário deu sinais favoráveis à reforma —331 votos a 117 e 353 votos a 118, respectivamente —é preciso 308 dos 513 votos para a aprovar a nova Previdência.

Apesar disso, a terça foi marcada por longas negociações que inviabilizaram a votação da proposta nesse dia, como era planejado inicialmente pelo governo.

Mais verbas, demandas de estados e municípios e uma desconfiança generalizada com o presidente da República formaram o impasse.

O governo federal acelerou a liberação de emendas orçamentárias e ofereceu um lote extra aos parlamentares, mas isso não foi o suficiente.

Apesar de na campanha ter adotado o discurso de que colocaria fim ao toma lá dá cá na relação com o Congresso, o governo ofereceu a cada parlamentar fiel um lote extra de R$ 20 milhões de emendas (em um total de mais de R$ 3 bilhões), que é o direcionamento de verbas do Orçamento para o reduto eleitoral dos parlamentares.

Além disso, acelerou o empenho —registro oficial de que pretende executar aquele gasto— das emendas ordinárias: liberou quase R$ 1 bilhão na véspera da votação —R$ 2,6 bilhões só nos seis primeiros dias úteis de julho, segundo levantamento do gabinete do líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

O texto foi publicado hoje no site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.