Deputado procura incentivo à criadora do Projeto Aqualuz

Anna Luisa Santos é uma jovem biotecnóloga, de 21 anos, graduada pela Universidade Federal da Bahia. Ela é criadora de um equipamento capaz de transformar a vida de milhares de pessoas que vivem em regiões que costumam sofrer com os efeitos da estiagem.

Trata-se do Aqualuz, um dispositivo capaz de desinfectar e purificar água estocada em cisterna, sem a utilização de compostos químicos, sem precisar de manutenção externa ou energia elétrica, usando apenas a radiação solar.

A tecnologia já foi premiada na competição HackBrazil, realizada na cidade de Boston (EUA) e também ficou entre as finalistas da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente.

Nesta terça-feira (9/7), Anna Luisa foi apresentada pelo deputado Antonio Henrique Júnior ao vice-governador e secretário desenvolvimento econômico da Bahia, João Leão, na expectativa de que ela consiga apoio governamental para a produção do equipamento em larga escala.

“O Aqualuz está sendo enviado para uma avaliação detalhada do CEPED – Centro de Pesquisas e Desenvolvimento, órgão vinculado a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia. Nós acreditamos que toda boa ideia seja sempre valorizada. E esse projeto tem um grande apelo socioambiental, podendo significar a independência de acesso à água potável para as famílias que vivem em áreas rurais”, pontuou o deputado.

A exportação de frutas em Petrolina (PE) é alvo de missão técnica do núcleo operacional do PEIEX, da FASB

A ideia trazer experiências exitosas que possam serem aplicadas no Oeste baiano

Um grupo composto por cinco integrantes do Núcleo Operacional do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB), passou três dias na cidade pernambucana de Petrolina conhecendo o trabalho realizado pelo mesmo núcleo, daquela cidade, que desenvolve atividades já em sua segunda edição. A agenda de trabalho entre os dias 1 e 3 deste mês realizou visitas a fazendas produtoras de frutas, conhecendo modelos de negócios praticados e ao Centro de Excelência em Fruticultura do Senar, de Petrolina.

O objetivo, segundo a coordenadora do núcleo e coordenadora do curso de administração da FASB, Joana Roberta Neiva de Souza Ramos foi conhecer com mais profundidade a cultura de exportação da fruticultura, já consolidada naquela cidade pernambucana. “Barreiras está começando a desenvolver esta cultura, por isso, fomos até lá em busca de conhecimentos técnicos, entender o contexto local, que já possui grande êxito na área de exportação, além de fazer contato com algumas empresas que participam do programa de exportação, e desta forma, trazer para cá ideias que possam ser aplicadas à nossa realidade”, explica Joana.

A missão técnica participou do lançamento da segunda edição do núcleo de Petrolina, além de uma reunião com a Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) com foco nas expectativas de abertura de mercados para o setor. “A ideia é adequar práticas exitosas em exportação da região do Vale do São Francisco à realidade do Oeste baiano”, reforça o gestor da Apex-Brasil, André Muller, que gerencia o Núcleo do PEIEX da FASB e que integrou a comitiva.

 Nas últimas quatro décadas aquela região se destacou na produção de frutas no semiárido nordestino. Os produtores, além do mercado nacional, miram a exportação. No ano passado, 14% do total de uvas e 19% das mangas produzidas no local atravessaram as fronteiras brasileiras rumo à Europa, Ásia e aos Estados Unidos.

Sobre o PEIEX – O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) é fruto da parceria entre a Apex-Brasil e a Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB). O PEIEX nasceu com o foco de capacitar pequenos, médios e grandes produtores para iniciar o processo de exportação de serviços e produtos, atrair investimentos estrangeiros e ampliar as possibilidades de internacionalização de marcas e empresas brasileiras.

Não era hora de perder o bastião contra a ignomínia e a degradação.

 

Paulo Henrique Amorim, o mais perspicaz, o mais valente e o jornalista mais completo do País morreu como morrem os bons. De repente. De um enfarte fulminante ou de um golpe traiçoeiro de um punhal inimigo.

Perdemos nós, que ficamos mais enfraquecidos na luta contra a opressão dos malucos de plantão e dos injustos.

O País está se derretendo na tsunami de ignomínia, na degradação social e institucional. Não era hora para perder um bom soldado como PHA. Definitivamente, não era hora.

Amorim tinha contra si mais de 100 processos, uma orquestração jurídica entre os fascistas para fragilizá-lo financeiramente.

A recente perda do emprego na Record foi resultado da ação do nazifascista que nos “governa”. O fascismo faz mais uma vitima.

 

De onde surgiram tantos bastardos no seio de nosso povo dócil e cordato?

O jornalista Fabio Pannunzio, apresentador da Band, questionou nesta terça-feira, 9, a proliferação de pessoas que defendem pautas da extrema-direita e contrárias aos princípios básicos da Humanidade.

“Olho ao redor e me.pergunto: de onde saiu tanto filho da puta? Tanta gente assumidamente perversa, mau-caráter, invejosa e cruel?”

“O Brasil de hoje parece o set de Walking Dead. Bastou um aceno para os fantasmas saírem do Hades e virem assombrar as ruas”, disse Pannunzio pelo Twitter.

A frase lembra outra do escritor russo Soljenitsin ao comentar o horror do stalinismo:

“Como surgiu essa raça de lobos em meio do nosso povo? É a nossa raiz? É do nosso sangue?”.

As questões foram levantadas por Soljenítsin, em um de seus livros mais conhecidos, “Arquipélago Gulag”, de 1973.

É especialmente adequada quando se trata de uma personalidade como a de Béria.

Lavrenti Pavlovitch Béria tornou-se um dos homens mais temidos da União Soviética, por ser o líder do seu maior organismo de segurança e espionagem, o NKVD (Comissariado Popular de Assuntos Internos).

Empresários denunciam acordo entre Mercosul e Europa

 

Se um dia for implementado o acordo entre Mercosul e Mercado Comum Europeu – estão previstos dois anos para o início das operações – as indústrias argentinas e brasileiras serão simplesmente derretidas pela concorrência com as europeias. E o motivo é simples: uma profunda assimetria entre parâmetros de desenvolvimento tecnológico, custo do dinheiro e escala de produção, gigante na Europa e de pequeno porte no Mercosul.

De fato e de direito, o acordo Mercosul-Comunidade Europeia não passou de um lance de marketing político para Macri – em campanha pré-eleitoral – e para Bolsonaro, cuja estagnação do Governo vem rapidamente erodindo seus índices de aprovação.

 

 

PF apreende drogas, aviões e armas em fazenda de Prefeito no Pará

Avião apreendido

Por Fabiano Maisonnave, de Manaus, para a Folha

A Polícia Federal apreendeu 583 kg de cocaína dentro de uma fazenda do prefeito de Itaituba (PA), Valmir Climaco (MDB). Trata-se da maior apreensão da droga feita neste ano no Pará, rota para a Europa e para o Nordeste.

A operação ocorreu na tarde deste domingo (7). Após monitorar um voo suspeito, agentes da polícia federal chegaram à fazenda de Climaco, localizada às margens da rodovia Transamazônica (BR-230) e a cerca de 45 km de Itaituba. No momento, cinco homens estavam transferindo a droga para uma camionete.

Dois homens foram presos em flagrante e outros três conseguiram fugir. Além da cocaína, foram apreendidos dois fuzis, uma pistola, munição e 200 gramas de skunk (maconha com maior concentração de THC), segundo a Superintendência da Polícia Federal no Pará. Havia dois aviões no local, um monomotor e um bimotor.

Pacotes e armas apreendidas pela Polícia Federal dentro de fazenda do prefeito de Itaituba (PA), Valmir Climaco (MDB) – Divulgação/Polícia Federal

A apreensão representa pouco mais de um terço de toda a cocaína apreendida neste ano no Pará, em torno de 1,5 tonelada. A segunda maior apreensão, em maio, também ocorreu no oeste do estado. Itaituba, de cerca de 100 mil habitantes, é o maior centro de extração ilegal de ouro da Amazônia.

A fazenda de Climaco é reivindicada pela etnia mundurucu. Em meados do mês passado, segundo relatos feitos ao Ministério Público, ele disse em uma reunião que receberia “à bala” funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) caso eles tentassem entrar na fazenda para cadastramento e notificação dos moradores da área, delimitada por estudo prévio do órgão indigenista.

Climaco negou ter dito que atiraria nos funcionários públicos ou ter incitado outras pessoas a fazer o mesmo, mas confirmou que impediria a entrada da Funai na sua área.

“Eu disse na reunião que na minha propriedade não entra de jeito nenhum”, relatou Climaco na ocasião à Folha.

Há cerca de duas semanas, porém, os funcionários da Funai estiveram na fazenda, escoltados por agentes da PF.

O prefeito de Itaituba não foi preso em razão da apreensão de drogas no domingo. De acordo com a PF, por enquanto, a investigação não estabeleceu uma conexão entre a droga e o político.

Em entrevista à Folha por telefone, Climaco negou qualquer relação com a cocaína e disse que o avião que transportou a droga é responsabilidade de um empresário identificado como Edson Wander Silva, que estava comprando um dos seus três garimpos de ouro. Ele seria de Santa Catarina.

De acordo com o prefeito, o preço da venda foi fechado em R$ 4 milhões e incluiu um dos aviões apreendidos, que teria sido dado de entrada. Ele afirmou que toda a transação está registrada em cartório e que seu advogado levantou informações sobre o comprador. “Não tinha processo, não tinha Serasa, não tinha nada.”

Climaco disse que, depois da transferência para o seu nome, na semana passada, o antigo dono pediu o avião emprestado para visitar o sogro doente.

“Pensei que ele estava viajando com o avião pra Manaus. Aí quando foi no domingo à noite a mulher do vaqueiro ligou dizendo que a PF tinha apreendido um bocado de droga, dois aviões, essa história que você já viu”, assegura Climaco. “Na segunda-feira de manhã, fui à PF contar essa história. Não tenho nada a ver com isso.”

Então a mamata acabou? É o fim do toma lá, dá cá? Na verdade é só conversa pra boi dormir.

A deputada Luiza Erundina, publicou há pouco nas mídias sociais:

O (des)governo de Jair Bolsonaro liberou, agora, cerca de 1 bilhão em emendas parlamentares vinculadas à área de saúde. O desembolso dos recursos foi publicado em 34 portarias de uma edição extra do Diário Oficial da União de ontem, segunda (8). É toma lá, dá cá sim!

TCM rejeita contas da Previdência Municipal de Santa Maria da Vitória

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta terça-feira (09/07), rejeitou as contas do Instituto de Previdência Social – CAPREVAS de Santa Maria da Vitória, da responsabilidade de Nívia Rodrigues de Souza, relativas ao exercício de 2013. As contas não foram prestadas voluntariamente pela gestora, razão porque foram tomadas por técnicos do TCM. O conselheiro Raimundo Moreira, relator do parecer, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual, para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa. A gestora ainda foi multada em R$20 mil.

Os conselheiros também aprovaram a determinação de ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$4.738,06, com recursos pessoais, referente a pagamento realizado a credor distinto daquele registrado no processo de pagamento (R$1.200,00); diferença verifica entre saldo bancário e contabilizado (R$2.566,17); apresentação de processo de pagamento desacompanhado de comprovante de despesa (R$971,89).

Mesmo com a apresentação fora do prazo, a 25ª Inspetoria Regional do TCM realizou os exames das contas referentes aos meses de janeiro a outubro de 2013, mas não encontrou nenhum documento necessário à prestação de contas referentes aos meses de novembro e dezembro. A gestora, apesar de notificada em diversas oportunidades, não apresentou nenhum esclarecimento.

Na ocasião da Tomada de Contas, a responsável pela administração da Autarquia, Cordélia de Souza Santiago, informou que o mandato de Nivia Rodrigues de Souza expirou em 31/12/2013, não tendo ocorrido processo de transição, apresentações de documentos e/ou informações, razão pela qual foi necessário o arrombamento da sede da Instituição para se ter acesso, embora não tenha sido encontrado diversos documentos nos arquivos existentes, fatos estes registrados em filmes, fotos, testemunhas e ocorrências policiais.

O acompanhamento técnico registrou a abertura de créditos suplementares na ordem de R$538 mil, sem a apresentação da lei de suporte, a classificação irregular de despesas e o não encaminhamento de diversos dados ao sistema SIGA do TCM, além de inserções incorretas ou incompletas de informações no sistema, o que dificultou o desenvolvimento dos trabalhos da Inspetoria Regional. Por esses motivos, as contas foram consideradas irregulares e aplicadas sanções pecuniárias à gestora.

Governo do Estado lança primeiro aplicativo de licitações do Brasil e coloca tecnologia a serviço da agricultura familiar

André Frutuôso/SDR

O primeiro aplicativo de licitações do Brasil, SOL (Solução Online de Licitação), foi lançado na Bahia pelo Governo do Estado, nesta terça-feira (09), em Salvador. O sistema vai facilitar e agilizar o acesso de organizações produtivas da agricultura familiar baiana a fornecedores de bens, serviços e obras, de todo o país, possibilitar transparência em suas aquisições, gerar eficiência na gestão de recursos públicos, movimenta a economia local e fortalece a economia baiana.

O SOL será utilizado por associações e cooperativas da agricultura familiar beneficiadas pelo Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O aplicativo foi desenvolvido em pelo Governo da Bahia, por meio do Bahia Produtiva, em parceria com o Projeto Governo Cidadão, executado pela Secretaria do Planejamento e das Finanças do Estado do Rio Grande do Norte, tendo como apoio do Banco Mundial. O aplicativo garante a integridade do processo licitatório.

Durante o lançamento, o secretário da SDR, Josias Gomes, afirmou que o SOL é uma feramenta que nasce para desburocratizar um setor fundamental que é a licitação: “Estamos apresentando uma inovação no aspecto tecnológico e no sentido de dizer que é possível ampliar o leque de empresas que forneçam os seus produtos para a agricultura familiar. Cada vez que a gente proporciona condições para que a tecnologia esteja a serviço da agricultura familiar do Nordeste, mas nós vamos tirando a agricultora familiar do anonimato”.

O aplicativo garante a integridade do processo licitatório. A opção pela utilização da ferramenta blockchain, base de dados descentralizada, oferece confiabilidade e audibilidade sobre o código-fonte, os dados recebidos e as ações realizadas. “Na infraestrutura, as informações gravadas são protegidas contra alterações. Isso se traduz em segurança e avanços nos processos de auditoria, pois o auditor responsável pela licitação é capaz de verificar com facilidade se os dados registrados são compatíveis com as transações realizadas pelas partes envolvidas”, afirma Eduardo Assis, diretor da Caiena Tecnologia e Design, empresa responsável pelo desenvolvimento do SOL.

Para o secretário  de Projetos e Metas de Governo do Rio Grande do Norte e Coordenador Geral do Projeto Governo Cidadão, Fernando Mineiro, o Nordeste e o Brasil vão ganhar muito com esse tipo de aplicativo, porque vai modernizar, facilitar, dar uma transparência ao processo: “Vai permitir também o avanço na concorrência e trazer a tecnologia para perto daquele que produz o alimento, que alimenta esta nação”.

Cadastro de fornecedores

O SOL está disponível na Play Store e Apple Store. Fornecedores de todo o país podem baixar o aplicativo e se cadastrar, acessar as oportunidades em andamento e enviar suas propostas. A previsão é que, a partir de dezembro deste ano, as associações e cooperativas da agricultura familiar contempladas com recursos do Bahia Produtiva realizem compra de bens e serviços somente por meio do SOL (Solução Online de Licitação).  Informações sobre o aplicativo estão disponíveis  sol.car.ba.gov.br.

Experiência aprovada

 A Cooperativa de Jovens Produtores Rurais do município de Água Fria, no Território Portal do Sertão, com 216 famílias cooperadas, foi a primeira a utilizar o aplicativo SOL, em fase de teste. A entidade foi contemplada pelo edital Alianças Produtivas, do Bahia Produtiva, com investimentos que estão sendo aplicados para fortalecer a atividade de avicultura. Para o representante da cooperativa, Rafael Santos Borges, o sistema é ágil e eficiente: “Compramos notebook, GPS e outros equipamentos em tempo recorde. O sistema responde automaticamente. A gente coloca a licitação e já vem tudo mastigado. Essa nova tecnologia que está chegando pra zona rural, principalmente pra agricultura familiar da Bahia, é coisa de primeiro mundo”.

A newsletter do Intercept e os primeiros áudios

Há um mês, o Intercept iniciou uma série de reportagens que mudaram para sempre a história da operação Lava Jato, de seus procuradores e do ex-juiz e atual ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro. Antes vistos como heróis intocáveis, os monopolistas do combate à corrupção (que tentavam silenciar qualquer voz que se levantasse para expor seus erros, abusos e ilegalidades) hoje são vistos de outra maneira pela população: 58% dos brasileiros acreditam que as conversas de Moro com procuradores são inadequadas. A desconfiança é ainda maior entre os jovens: na faixa etária de 16 a 24 anos, 73% não querem um país guiado pelo espírito justiceiro de Moro.

Em seus primeiros capítulos, as histórias dos arquivos secretos da Vaza Jato mostraram Moro atuando como chefe de fato dos procuradores, o que é ilegal; expuseram o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol apresentando uma denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da qual ele próprio duvidava; e revelaram os procuradores da Lava Jato (incluindo Deltan) operando secretamente para evitar que Lula desse uma entrevista durante a campanha eleitoral por medo que pudesse ajudar a “eleger o Haddad”.

28 de setembro de 2018 – chat privado 

Anna Carolina Resende – 11:24:06 – ando muito preocupada com uma possivel volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve

Deltan Dallagnol – 13:34:22 – Valeu Carol!

Dallagnol – 13:34:27 – Reza sim

Dallagnol – 13:34:32 – Precisamos como país

A propósito disso, nós publicamos agora, pela primeira vez, um áudio da conversa entre os membros da força-tarefa a respeito da guerra jurídica em torno da entrevista. Na manhã do dia 28 de setembro de 2018, a imprensa noticiou que o ministro do STF Ricardo Lewandowski autorizara Lula a conceder uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Em um grupo no Telegram, os procuradores imediatamente se movimentaram, debatendo estratégias para evitar que Lula pudesse falar. Para a procuradora Laura Tessler, o direito do ex-presidente era uma “piada” e “revoltante”, o que ela classificou nos chats como “um verdadeiro circo”. Uma outra procuradora, Isabel Groba, respondeu: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Eram 10h11 da manhã. A angústia do grupo – que, mostram claramente os diálogos, agia politicamente, muito distante da imagem pública de isenção e técnica que sempre tentaram passar – só foi dissolvida mais de doze horas depois, quando Dallagnol enviou as seguintes mensagens, seguidas de um áudio.

28 de setembro de 2018 – grupo Filhos do Januario 3

Deltan Dallagnol – 23:32:22 – URGENTE

Dallagnol – 23:32:28 – E SEGREDO

Dallagnol – 23:32:34 – Sobre a entrevista

Dallagnol – 23:32:39 – Quem quer saber ouve o áudio

Dallagnol – 23:33:36 –

A comemoração de Dallagnol expõe mais uma vez sua hipocrisia e sua motivação política: antes de serem alvos de vazamentos, os procuradores da força-tarefa enfatizavam – em chats privados com seus colegas – a importância de uma imprensa livre, o direito de jornalistas de publicar materiais obtidos por vias ilegais e que a publicação desses materiais fortalece a democracia.

No passado, Dallagnol era o maior entusiasta das garantias que foram justamente a base para a decisão de Lewandowski autorizar a entrevista de Lula. Em novembro de 2015, como o Intercept publicou, Deltan alertou seus colegas que investigar jornalistas que publicavam material vazado não seria apenas difícil mas “praticamente impossível”, porque “jornalista que vaza não comete crime”.

Naquele época, ele era um dos principais defensores da importância de uma imprensa livre em uma democracia, um princípio que abandonou quando poderia, aos seus olhos, ajudar o PT a vencer a eleição.

Apesar do apelo do procurador para que a informação não fosse compartilhada, a notícia já se espalhava pela internet.

Depois do impacto inicial da Vaza Jato, o Intercept e seus parceiros continuaram a publicação de uma sequência de reportagens que mostraram as entranhas da operação, iluminando as conversas secretas que o público brasileiro e mundial precisavam ver.

Em parceria com Folha de S.Paulo, revista Veja e o jornalista Reinaldo Azevedo, mostramos comportamentos antiéticos e transgressões.

O ex-juiz Sergio Moro pediu aos procuradores da Lava Jato uma nota à imprensa para rebater o que chamou de “showzinho” da defesa de Lula, logo após o depoimento do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá. A Lava Jato seguiu a sugestão como uma ordem.

Enquanto Lula era o alvo central da operação, o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era poupado pelos investigadores por ser considerado por Moro um aliado. Quando viu na TV uma notícia sobre uma investigação contra FHC, Moro chamou Dallagnol no Telegram e, mais uma vez, fez uma de suas sugestões: era melhor não seguir a investigação porque ela “melindra alguém cujo apoio é importante”.

A postura de Moro, escancarada pelas revelações da série, já eram conhecidas entre os procuradores – que o elogiavam em público, mas criticavam no privado. “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”, disse a procuradora Monique Cheker.

A violação do sistema levou a Lava Jato a conspirar, depois de um comentário de Moro, para além das fronteiras do Brasil. Os procuradores se articularam para vazar informações sigilosas da delação da Odebrecht para a oposição venezuelana, mesmo que isso representasse “mais convulsão social e mais mortes”, como ponderou o procurador Paulo Galvão em um grupo. O colega dele, Athayde Ribeiro Costa, advertiu: “Imagina se ajuizamos e o malucomanda prender todos os brasieliros no territorio venezuelano”. Deltan Dallagnol não se comoveu: “é algo que cabe aos cidadãos venezuelanos ponderarem”.

Como dissemos em nosso editorial, logo no primeiro dia das publicações, “esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção”.

O combate à corrupção é fundamental em qualquer democracia, por isso a importância de todo esse trabalho: para melhorar a conduta dos agentes escalados pela sociedade para liderar a luta contra os desvios éticos e o roubo do dinheiro público. Nosso parágrafo final, publicado em 9 de junho, serve também para fechar esse primeiro mês – e é um farol para o que ainda está por vir.

“Tendo em vista o imenso poder dos envolvidos e o grau de sigilo com que eles operam– até agora –, a transparência é crucial para que o Brasil tenha um entendimento claro do que eles realmente fizeram. A liberdade de imprensa existe para jogar luz sobre aquilo que as figuras mais poderosas de nossa sociedade fazem às sombras.”

Jornalista que assessora Sérgio Moro pede demissão

A jornalista, com Moro e o marido.

Informação de O Estado de São Paulo – Estadão

A jornalista Giselly Siqueira acaba de pedir demissão do cargo de assessora especial de comunicação do Ministério da Justiça, de Sérgio Moro.

Antes de trabalhar com Moro, Siqueira foi assessora de comunicação em vários órgãos públicos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) da gestão dos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Ela também chefiou a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando Gilmar Mendes presidiu a corte e foi da equipe de comunicação da Procuradoria-Geral da República na gestão de Antonio Fernando de Souza e de Roberto Gurgel.

Ela é casada com o também jornalista Vladimir Netto, autor do livro Lava Jato – O juiz Sérgio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil, obra publicada em 2016 e que foi usada na elaboração do roteiro da série O Mecanismo da Netflix.

Policial Militar mata homem no cinema após discussão sobre poltronas

E aí? Estão liberando mais armas? Se a vítima estivesse armada, poderia se defender. E, quem sabe, matar mais umas duas ou três crianças dentro do cinema.

Um homem foi morto após ser baleado por um policial militar dentro de uma sala de cinema num shopping em Dourados (MS), na tarde desta segunda-feira. De acordo com a PM, o agente foi chamado para a Corregedoria Geral da PMMS para apuração dos fatos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava morta quando a equipe de socorro chegou ao local. Segundo a corporação, houve uma discussão entre dois homens pouco antes do disparo, que teria sido efetuado por um policial militar.

“Eu estava lanchando com minha esposa. O shopping estava lotado de crianças na fila do cinema”, afirmou a testemunha num post de rede social. “Muito triste ver tanta criança chorando”, acrescentou.

Ainda não há informações oficiais sobre a motivação da briga, mas relatos indicam que tenha sido por causa de lugar na sala do cinema.

Precisa legenda para esta foto?

Não sei por que cargas d’água, mas a imagem me lembrou outra, de um balcão do Palácio Veneza, em Roma, na terceira década do Século 20.

Vale a pena dar uma espiada no texto de Gianpaolo Fissore sobre a ascensão de Mussolini, das milícias partidárias e do fascismo como um todo.

30 empresas convidadas para construir central de gás da Petrobras. Nenhuma brasileira.

O golpe rende os seus primeiros grandes frutos.

A Petrobras já iniciou os trâmites para retomar as obras para a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Na última semana, a estatal convidou empresas para concorrerem à licitação de sua maior obra nos próximos anos. No entanto, na lista das 30 empresas concorrentes constam apenas nomes estrangeiros.

Para o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, essa decisão faz parte do golpe de estado instaurado no país, com o impeachment de Dilma Rousseff.

“A gente defende, desde o início da operação Lava Jato, que os diretores corruptos sejam afastados para que a empresa continue funcionando normalmente, para que haja emprego para os brasileiros e a economia continue funcionando. Mas é a destruição da Petrobras que eles estão querendo e também o enfraquecimento das empresas brasileiras”, argumenta.

Quando a lista das empresas foi divulgada, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a escolha pelas estrangeiras aconteceu como desdobramento da operação Lava Jato, que impediu as construtoras brasileiras de participar de concorrências da companhia.

Desde dezembro de 2014, um bloqueio cautelar da Justiça Federal suspendeu negócios da petroleira com 23 empresas citadas na investigação.

Porém, muitas delas já assinaram seus acordos de leniência, inclusive a Odebrecht, que acertou uma das maiores multas do mundo, totalizando R$ 6,7 bilhões, a ser paga em 20 anos. Com a leniência, espécie de delação premiada de empresas, a companhia admite irregularidades em contratos com o governo e, em troca, pode continuar sendo contratada pelo poder público, mas ainda não pela Petrobras.

Para voltarem a participar de licitações da petroleira, as empresas precisam seguir uma série de medidas, dentre as quais estabelecer mecanismos internos de compliance, que significa firmar série de regulamentos internos, e controle de processos.

“É uma incoerência total. Com as brasileiras ficam colocando mil barreiras, enquanto as estrangeiras, que também estão sendo investigadas lá fora por grandes esquemas de corrupção, estão autorizadas. Essa é a prova de que um dos objetivos da operação Lava Jato é inviabilizar as construtoras brasileiras”, acrescenta o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.

Escândalos de corrupção

A lista de empresas convidadas para a licitação inclui a espanhola Acciona, a inglesa Amec Foster Wheeler, a norte-americana Chicago Bridge & Iron Company, entre outras, envolvidas em escândalos de corrupção em seus países de origem. O prazo apertado foi a justificativa da Petrobras pela preferência do mesmo modelo de contratação utilizado na licitação que escolheu a Queiroz Galvão, empresa que era responsável pelas obras do Comperj até ser afastada após as denúncias da Lava Jato. A licitação prevê que a petroleira privilegie fornecedores de grande porte, com capacidade para contratar todos os equipamentos e montá-los.

Esse modelo é criticado pela FUP e pelo Sindipetro-RJ. “A Petrobras tinha um modelo em que cada empresa ganhava um pouquinho da obra e se complementava. Depois abriram espaço para as grandes empresas que fazem tudo e ganham a licitação pelo menor preço. Mas nem sempre o menor preço é o melhor. Normalmente, a empresa não consegue terminar a obra e precisa fazer aditivos. Isso tem que acabar”, explica Rangel.

A retomada das obras do Comperj devem gerar cerca de 23.300 empregos, considerando postos de trabalho diretos, indiretos e os impactos na cadeia de serviços. “O Comperj é o braço petroquímico mais lucrativo da Petrobras. Além dos empregos gerados pela obra, é onde se produz mais de 3 mil variedades de produtos, entre celulares, tablets e tênis. É uma obra importantíssima para o país que precisa ser tocada pela indústria nacional”, conclui Cancella.

Edição: Vivian Virissimo, do Brasil de Fato.

Agora vão vender até a água do subsolo brasileiro, creia em Deus Pai!

Já há algum tempo que se debate a respeito da tentativa de venda a investidores estrangeiros por parte do atual governo brasileiro do aquífero Guaraní – uma das maiores reservas de água do mundo, que, ao longo de seus 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados de extensão, abrange uma parte dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e principalmente do Brasil.

Setenta por cento de sua área encontra-se no subsolo da região centro-sudoeste do Brasil, em cerca de 840 mil quilômetros quadrados.

Por mais criminosa, absurda e corrupta que a proposta de abertura de tal tesouro nacional para investidores estrangeiros, o fato é que, de forma sorrateira e ardilosa o projeto de venda vai ganhando corpo. A consulta popular a respeito da possibilidade da criação de um mercado privado de águas, aberta recentemente pelo Senado, abre espaço para justamente tal transação.

O projeto de lei não explica com maiores detalhes a criação de tal mercado, e ao que tudo indica, até mesmo o recente (e obsceno) encontro entre Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lucia – investigado e investigadora em amistoso jantar – tinham a negociata como pano de fundo.

Se a vontade popular e a soberania nacional fossem respeitadas no Brasil, a consulta seria, no entanto, uma boa notícia: até o fechamento dessa matéria, o resultado era acachapante, com 448 votos em apoio à lei, e mais de 46 mil contrários.

Hidropirataria: roubo de água, em grande quantidade, à luz do dia.

Segundo material jornalístico de  Júlio Ottoboni, jornalista científico, o roubo de água doce no País já é praticado à luz do dia em pleno rio Amazonas.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobras e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.

Depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. Uma nova modalidade de saque aos recursos naturais denominada hidropirataria. Cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que enormes navios tanque estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais. Porém a falta de uma denúncia formal tem impedido a Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por esse tipo de fiscalização, de atuar no caso.

Enquanto as grandes embarcações estrangeiras recriam a pirataria do Século 16, a burocracia impede o bloqueio desta nova forma de saque das riquezas nacionais.

Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas, sabe desta ação ilegal; contudo, aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

 O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

 A defesa das águas brasileiras está na Constituição Federal, no Artigo 20, que trata dos Bens da União. Em seu inciso III, a legislação determina que rios e quaisquer correntes de água no território nacional, inclusive o espaço do mar territorial, é pertencente à União.

 Isto é complementado pela Lei 9.433/97, sobre Política Nacional de Recursos Hídricos, em seu Art. 1, inciso II, que estabelece ser a água um recurso limitado, dotado de valor econômico. E ainda determina que o poder público seja o responsável pela licença para uso dos recursos hídricos, “como derivação ou captação de parcela de água”. O gerente do Projeto Panamazônia, do INPE, o geólogo Paulo Roberto Martini, também tomou conhecimento do caso em conversa com técnicos de outros órgãos estatais. “Têm nos chegado diversas informações neste sentido, infelizmente sempre estão tirando irregularmente algo da Amazônia”, comentou o cientista, preocupado com o contrabando.

Os cálculos preliminares mostram que cada navio tem se abastecido com 250 milhões de litros. A ingerência estrangeira nos recursos naturais da região amazônica tem aumentado significativamente nos últimos anos.

 Águas amazônicas

 Seja por ação de empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou pelas missões religiosas internacionais. Mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) ainda não foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobras e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil. A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus.

As águas salinizadas estão presentes no subsolo de vários países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, Kuwait e Israel. Eles praticamente só dispõem desta fonte para seus abastecimentos. O Brasil importa desta região cerca de 5% de todo o petróleo que será convertido para gasolina e outros derivados considerados de densidade leve. Esse procedimento de retirada do sal é feito por osmose reversa, algo extremamente caro.

Na dessalinização é gasto US$ 1,50 por metro cúbico e US$ 0,80 com o mesmo volume de água doce tratada.

Hidro ou biopirataria?

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico.

“Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno.

Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

Segundo o pesquisador do INPE, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos.

Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico.

“Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupado por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos.

O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local.

Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental.

Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa.

Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

Com Hypeness.com.br e EcoInforme e edição de O Expresso.

Governo quer cortar PIS porque acha que é pago a quem não precisa tanto

Encare assim: as filas para receber o PIS/PASEP vão cair também pela metade. Foto de Antonio Cruz/Agência Brasil

De Juliana Elias, do UOL, em São Paulo

O abono salarial do PIS/Pasep, bônus anual de até um salário mínimo pago a empregados de baixa renda, beneficia pessoas de ‘renda intermediária’, em detrimento daquelas que vivem de fato na pobreza, e gera desigualdade na maneira como está configurado hoje.

É este um dos argumentos apresentados pelo governo para justificar a alteração proposta para o benefício com a reforma da Previdência: pelo texto apresentado, o abono salarial passaria a ser pago a trabalhadores que ganham apenas um salário mínimo, no lugar do teto atual de dois salários. O benefício é voltado apenas para empregados com carteira assinada.

As informações fazem parte dos documentos de detalhamento da reforma da Previdência que estavam sob sigilo e foram no final de junho.

Em sua justificativa, o governo também afirma que o abono, criado nos anos de 1970, perdeu seu sentido de complementação de renda ao longo das décadas graças à política de valorização do salário mínimo, que garantiu ganhos acima da inflação aos trabalhadores nos últimos anos. Esta política está sob revisão do governo e pode ser encerrada.

Economia de R$ 170 bi em dez anos

A economia estimada pelo governo com a redução na base de beneficiários do abono salarial, o que tem chamado de “focalização do abono salarial”, é de R$ 169,4 bilhões em dez anos.

É o equivalente a 13,7% da economia total de R$ 1,236 trilhãoprojetada até 2020 caso todas as alterações propostas sejam aprovadas na íntegra.

Especialistas avaliam mudança

Especialistas consultados pelo UOL contestam o argumento de que o abono salarial atual gera desigualdade, uma vez que já atinge trabalhadores de faixas salariais baixas. A economia gerada com o enxugamento do benefício, por outro lado, poderia ter um destino mais claro e estar vinculada a outras seguranças aos trabalhadores.

“Dois salários mínimos são ainda um rendimento muito baixo para justificar a mudança”, disse o advogado Theodoro Agostinho, especializado em direito previdenciário.

“Há redução fiscal, mas se criam problemas sociais, e não há garantia que essa eventual sobra de caixa vá para outros programas”, disse o presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), o advogado Roberto Santos.

Para Santos, uma saída seria realocar a economia do abono para ampliar o seguro-desemprego e programas voltados, em especial, ao amparo a pessoas mais velhas fora do mercado de trabalho. “São pessoas que têm dificuldade em se recolocar e que, com a reforma, também terão dificuldade em se aposentar.”

O advogado trabalhista Ricardo Calcini afirmou que a redução do teto do abono é uma forma de concentrar os recursos em quem precisa mais. “Dentro da economia que o governo busca, limitar [o benefício] a quem ganha só um salário mínimo aproxima o abono daqueles ainda mais carentes, que precisam mais dele”, disse.

Concentração de renda

“Questiona-se o papel dessa política na redução da desigualdade social”, afirmou, sobre o abono salarial, a nota técnica assinada pelas Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e pela Secretaria da Previdência do Ministério da Economia.

“Ao restringir-se aos trabalhadores inseridos no setor formal da economia, [o abono salarial] exclui os mais pobres e beneficia os decis [parcelas] intermediários de renda (…), tendo, portanto, caráter regressivo e concentrador de renda.” A nota menciona que, em 2017, o rendimento mensal médio real dos 50% mais pobres do país era de apenas R$ 754.

A nota também diz que o abono foi criado, nos anos de 1970, quando os trabalhadores “não tinham ganhos reais garantidos”. “Hoje, como consequência da política de valorização do salário mínimo, que garantiu ao trabalhador formal reposição equivalente à inflação, acrescida da taxa de crescimento real do PIB, até 2019, a política do abono perde sua relevância.”

Nota da Redação:

Parabéns ao 47% dos eleitores com renda de até 2 salários mínimos que prometeram, no dia 25 de outubro, votar em Bolsonaro, segundo pesquisa DataFolha da época. Os eleitores de Haddad alcançavam apenas 37% nessa faixa de renda. 

Aprovação e reprovação de Bolsonaro se igualam em 33%.

No domingo, no Maracanã, torcida também se dividiu para aplaudir ou vaiar o Presidente.

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira, 8, mostra que 33% da população considera o trabalho do presidente Jair Bolsonaro ótimo ou bom, enquanto 31% avaliam como regular e outros 33%, como ruim ou péssimo. Além disso, 2% disseram não saber avaliar.

Em abril, segundo o Datafolha, 32% consideravam o trabalho do presidente ótimo ou bom, 31% viam como regular e 30% como ruim ou péssimo, com 4% que não souberam responder.

A pesquisa foi feita em 4 e 5 de julho e ouviu 2.860 pessoas em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, o que significa que apenas a avaliação ruim ou péssima teve variação acima da margem de erro, ao aumentar três pontos de abril para junho.

Trata-se, ainda, da pior avaliação para um presidente com seis meses em um primeiro mandato desde a redemocratização. Fernando Collor, em igual período, tinha 34% de ótimo/bom, Fernando Henrique Cardoso, 40%, Luiz Inácio Lula da Silva, 42%, e Dilma Rousseff, 49%.

Entre seus eleitores, no entanto, a aprovação de Bolsonaro subiu. Para 60% daqueles que declararam ter votado no presidente no segundo turno das eleições, 60% consideram seu trabalho ótimo ou bom, ante 54% em abril. Para 29%, o trabalho é regular, de 33% em abril. E 9% avaliam como ruim ou péssimo, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

Para o futuro, caiu de 59% para 51% o número de pessoas que projetam uma gestão ótima ou boa. Para 21%, será regular (16% em abril), enquanto os que preveem a gestão como ruim ou péssima oscilaram de 23% para 24%.

Acidente com micro-ônibus resulta em mortos e feridos na BR-324 agora à noite.

Por G1 BA

Um acidente com um micro-ônibus que presta serviço para a prefeitura da cidade de Capela do Alto Alegre, a cerca de 235 km, deixou duas pessoas mortas no Km 364 da BR-324, na noite desta segunda-feira (8), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, o acidente aconteceu entre as cidades de Riachão do Jacuípe e Candeal. Informações preliminares apontam que outras quatro pessoas ficaram feridas.

As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe. A PRF ainda não te informações de como o acidente aconteceu.

Herdeiro da OAS sofre infarte ao depor em juízo

O herdeiro do Grupo OAS, César Mata Pires Filho, sofreu um infarto na tarde desta segunda-feira (8) durante uma audiência na Justiça Federal de Curitiba (PR). O empresário é investigado na Operação Lava Jato e chegou a ser preso no final de 2018. Filho do fundador da companhia (César Mata Pires, genro do governador ACM), ele acabou libertado após pagamento de uma fiança de R$ 28 milhões.

Não há informações sobre o estado de saúde dele. Dados preliminares apontam que Mata Pires Filho foi encaminhado com urgência para atendimento hospitalar pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O empresário prestava depoimento no momento em que caiu desacordado e bateu a cabeça sobre a mesa. 

Prefeitura de Correntina infla em 46% orçamento de banda

A Prefeitura Municipal de Correntina publicou, hoje, no Diário Oficial, o registro de gasto com inexigibilidade de licitação, para a contratação; de uma banda para animar evento na cidade (Feira da Agricultura Familiar).  Trata-se da dupla goiana Di Paulo & Paulino, de Goiânia, que muito gentilmente mandou rapidamente um orçamento.

Para surpresa daqueles mais bem informados, hoje foi publicado o registro de gastos, mas com um certo superfaturamento, de 46%, elevando o custo de apresentação da banda para R$110.000,00.

Os opositores mais maldosos comentam nas esquinas da cidade: o saldo da contratação vai para o “Fundo Venha a Nós o Vosso Voto”, nas próximas eleições.

Duvidar, quem há de?

Reino Unido e ONU financiarão quem não desmatar o Cerrado

Um programa de financiamento para commodities sustentáveis, lastreado por bônus “verdes” e idealizado para ajudar agricultores brasileiros e evitar o desmatamento do Cerrado, está sendo lançado hoje em Londres.

A Responsible Commodities Facility, com foi batizado o programa, tem por objetivo oferecer linhas de crédito para produtores de soja e milho no Brasil que se comprometam a evitar o desmatamento e a usar terras de pastagens degradadas.

O programa, que é financiado pelo governo do Reino Unido e pela Organização das Nações Unidas (ONU), vai ser administrado pela empresa de finanças ambientais Sustainable Investment Management (SIM), criada por especialistas das áreas bancária, de negociação de commodities e de financiamento a iniciativas ambientais.

A SIM vai organizar o lançamento dos bônus verdes ao longo dos próximos quatro anos e estima-se que o programa resultará na produção de cerca de 180 milhões de toneladas de soja e milho “responsável”, no valor de US$ 43 bilhões, nos primeiros dez anos. A primeira emissão de bônus, no valor de US$ 300 milhões, está planejada para a temporada de plantio de 2020.

A demanda cada vez maior por soja poderia resultar na conversão para o plantio do grão de mais de 6 milhões de hectares do Cerrado brasileiro nos próximos dez anos. Agricultores, tradings de commodities e empresas de alimentos têm buscado formas de evitar o desmatamento do Cerrado sem privar os agricultores de renda potencial.

“A Responsible Commodities Facility é uma oportunidade para o mercado garantir aumento da produção sem contribuir para o desmatamento de terras, que provoca a perda de habitats naturais e de biodiversidade e resulta em emissões de gases causadores do efeito estufa”, disse o executivo-chefe da SIM, Pedro Moura Costa.

O país se comprometeu a reduzir as emissões de gases em 43% até 2030, e quase 90% dessa redução deverá vir da queda do desmatamento, embora os mecanismos de financiamento existentes não sejam suficientes para ajudar no cumprimento dessa meta, de acordo com a SIM.

A linha de crédito pretende proteger ou recuperar 1,5 milhão de hectares de habitat natural no Cerrado, levando a uma redução nas emissões de dióxido de carbono estimada em 250 milhões de toneladas.

Fonte: Valor Econômico.

Por que os usuários da Saúde Pública de LEM precisam de formar filas nas unidades de atendimento?

O jornalista Fernando Machado, do site ZDA, publicou hoje uma grave denúncia, sobre o aparelhamento político da Saúde em Luís Eduardo Magalhães. O jornalista afirma:

“O que se fala é que funcionários do alto escalão da prefeitura estariam usando o serviço de saúde do município indevidamente para privilegiar familiares em cirurgias banais.

Esta regalia estaria acontecendo ao mesmo tempo em que moradores são obrigados a ficarem horas em enormes filas para marcar exames e consultas na Policlínica.”

Instado a revelar mais detalhes sobre o assunto, Machado afirmou apenas que “esse aparelhamento político, que sempre é mais intenso quando estão chegando novas eleições, é velha característica das gestões de Jusmari e Oziel Oliveira.”

Disse ainda o jornalista:

As filas na Policlínica de Luís Eduardo Magalhães, onde dezenas de usuários esperam por atendimento, já denunciadas pelo vereador Nei Vilares e por parte dos colegas de imprensa, são a prova viva de que a Saúde de Luís Eduardo não atende bem as pessoas que necessitam de atendimento. Ou os recursos estão sendo mal usados ou estamos diante de um grave problema de privilégios e favorecimentos políticos.”

Parecer da MP da Liberdade Econômica será votado nesta quarta-feira (10)

Ministério da Economia prevê que medida pode contribuir para a criação de quase 4 milhões de empregos nos próximos 15 anos no país.

Inicialmente prevista para a última quarta-feira (3), a votação da chamada MP da Liberdade Econômica (881/2019) ocorrerá na comissão mista do Congresso Nacional que analisa o tema nesta semana.

“A previsão agora, está tudo acertado, para discutirmos e lermos o relatório no dia 9 e fazer a votação no dia 10”, afirmou o senador Dário Berger (MDB-SC), presidente do colegiado. Segundo o parlamentar, a prorrogação da semana a votação foi acordada para que o relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), tivesse mais tempo para concluir o texto final.

Berger explicou ainda que o relator precisou de mais tempo para concluir o texto porque a MP da Liberdade Econômica recebeu muitas propostas e sugestões.

“É uma medida provisória que não tem oposição. O que tem é muito desejo parlamentar de melhorar, de incluir algo a mais na medida provisória. Isso é normal”, esclareceu.

Nesta semana, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia divulgou projeção de que a modernização nas relações econômicas prevista na MP 881 pode contribuir para a criação de quase 4 milhões de empregos nos próximos 15 anos no país. Ainda segundo o órgão, o PIB per capita, ou seja, a riqueza produzida no país por habitante, pode crescer em mais de 0,5% no período.

A medida prevê menos interferência da União, estados e municípios nas relações econômicas. A expectativa é que haja desburocratização dos atos governamentais que exigem licenças, alvarás e autorizações de funcionamento para novos empreendimentos.

Desburocratização

Em junho, o governo federal publicou no Diário Oficial da União uma lista com 287 atividades econômicas que ficaram livres de autorizações prévias de funcionamento.

Na prática, isso significa que esses negócios poderão começar a funcionar de forma segura, sem riscos de punições, como multas ou cancelamento das operações empresariais.

A resolução do governo é compatível com o parágrafo 3º da MP 881 e vale para atividades consideradas de baixo risco sanitário, ambiental e de segurança. Essas atividades passam a funcionar sem vistorias prévias de órgãos como Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, por exemplo.

Além de facilitar a vida do pequeno empreendedor, que pode abrir seu negócio sem autorizações prévias, a MP torna o trabalho da administração pública mais dinâmico porque retira dos órgãos fiscalizadores milhares de solicitações, que antes demandavam tempo e esforço das prefeituras e estados.

“Ela permite que pequenos e médios empresários, que atuam em atividades de baixo risco, possam começar a trabalhar imediatamente, sem necessidade de alvará, autorização, licença. Então, ele traz mais racionalidade e otimiza o trabalho da administração”, considera o secretário de Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

Após ser aprovada na comissão mista do Congresso Nacional, a MP da Liberdade Econômica precisará ser analisada nos plenários da Câmara e do Senado para continuar a valer. O texto, em vigor desde abril, tem validade até setembro deste ano.

Deputado busca investimentos para cadeia produtiva do leite no Oeste

O deputado Antonio Henrique Júnior visitou o Ceará em busca de investimentos e tecnologia para incremento da cadeia produtiva do leite no Oeste baiano.

Uma comitiva, liderada pelo vice-governador João Leão e que contou com a presença do deputado Antonio Henrique Júnior, foi aos municípios de Limoeiro do Norte e Morada Nova – no estado do Ceará – em busca de informações técnicas para a produção de leite, de modo estruturado e sustentável, em área de pasto irrigado por pivô central.

O modelo escolhido foi o sistema de gestão do Grupo Betânia Lácteos, maior Indústria de Lácteos do Nordeste brasileiro que recebe, diariamente, mais 830 mil litros de leite e produz uma linha completa de iogurtes, leite, requeijão, manteiga e queijos.

“Estamos analisando o projeto bem sucedido que foi implantado no Ceará e também tomando conhecimento das intenções comerciais do Grupo Betânia para o estado da Bahia, pois temos um especial interesse na implantação de uma grande fábrica de laticínios no oeste baiano”, garantiu o deputado Antonio Henrique Júnior.

A comitiva baiana foi composta pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Moisés Schmidt; consultores técnicos do Projeto Leite Oeste da Bahia e representantes da Cooperleite e da Associação de Criadores de Gado do Oeste da Bahia.

Tite evita falar sobre presença de Bolsonaro no Maracanã

O treinador esquivou-se do abraço de urso de Bolsonaro.

O treinador da Seleção Brasileira, Tite, evitou responder a jornalistas sobre se ficou constrangido de ter recebido a medalha de campeão da Copa América das mãos do presidente Jair Bolsonaro.

“Não quero falar disso. É futebol. Por favor, vamos falar de futebol”, limitou-se a dizer o técnico.

No final do ano passado, o treinador criticou a presença de Bolsonaro no Allianz Parque para entregar o troféu ao Palmeiras.

Tite ainda aproveitou a entrevista para criticar o argentino Lionel Messi, que acusou a competição de estar armada para o Brasil vencer.

“Aquele que eu reputei como um jogador extraterrestre tem que ter um pouco mais de respeito e tem que entender e aceitar quando é vencido. Nós fomos prejudicados uma série de jogos, inclusive na Copa do Mundo”, falou.

“Então cuidado com que ele está falando. Ele colocou pressão muito grande pela grandeza que tem. Tem que ter um pouco de respeito. Jogamos limpo contra a Argentina o tempo todo”, acrescentou.

As vaias que se ouviram no Maracanã a Bolsonaro e sua comitiva devem ser contabilizadas como protesto da classe média, que em outubro de 2018 votou em peso no então candidato.

Com o ingresso de menor valor custando R$400,00 e média de R$600,00 – o ingresso mais caro custava R$1.000,00, não só peruanos ficaram de fora do Maraca. Uma grande porção de aficionados também não teve como adquirir o ingresso.

Vaias e aplausos. Assim vai o País, dividido politicamente, com a economia estagnada e o desemprego grassando entre aqueles que não tem dinheiro para ir ao Maracnã.  

“A verdade é que aprendemos tudo com João” *

© Wilton Júnior/Estadão

Texto de Julio Maria, para o Estadão

O cantor e compositor João Gilberto, um dos criadores da bossa nova, baiano de Juazeiro, morreu neste sábado, 6, segundo uma postagem de seu filho João Marcelo nas redes sociais.

A causa da morte ainda não foi confirmada pela família. “Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele”, escreveu o filho do cantor.

João Gilberto era o próprio violão. Calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu.

João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal. E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: “Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça.” Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens.

Mas a história estava em suas mãos. Filho do comerciante Juveniano Domingos de Oliveira e da católica Martinha do Prado Pereira de Oliveira, a Patu, João viveu em terras juazeirenses até 1942, aos 11 anos, quando seguiu para estudar em Aracaju.

Juazeiro ainda o teria de volta quatro anos depois, quando o violão que o pai lhe deu começou a ganhar as primeiras carícias.

A Rádio Nacional lhe trazia o mundo e João flutuava ao som de Orlando Silva, Dorival Caymmi, Chet Baker e Carmen Miranda. O primeiro grupo, Enamorados do Ritmo, veio logo, e Juazeiro ficou pequena.

A cidade que o recebeu na sequência teria sério papel na formação de seu caráter artístico. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador.

Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.

O Rio de Janeiro fervia na segunda metade dos anos 50, e foi para lá que João seguiu, aos 26 anos, em 1957. Sem muitos recursos, seguia a trilha de quem queria ser alguém com um violão debaixo do braço.

Cantou para quem poderia fazer a diferença, como o cantor Tito Madi, mas teve mais sorte ao cair nas graças do produtor e também violonista Roberto Menescal. O violão de João virava a vedete.

Bim Bom, uma das primeiras que apresentou aos círculos de artistas no Rio, já trazia o caminhão com a carroceria cheia. A levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão. E a voz. A voz de João deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. João, depois de acreditar no violão, passava a ter fé no fio da própria voz.

E, então, fez-se a Bossa Nova. Era julho de 1958 quando Elizete Cardoso aparecer com o disco Canção do Amor Demais, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Ao violão em duas das faixas, Chega de Saudade e Outra Vez, João Gilberto. E era só a ponta da cabeça de um baiano que se revelaria por inteiro um mês depois.

Em agosto, João, já uma aposta de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Aloysio de Oliveira, grava seu próprio 78 rotações com Chega de Saudade e Bim Bom, gravado pela Odeon.

Se acabasse aqui, a missão de João já estaria completa. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero. Seguiu na formatação de sua proposta com o seguinte 78, em 1959, que trazia Desafinado, de Tom e Newton Mendonça, e Hô-bá-lá-lá, música de sua autoria.

E ainda traria seu LP Chega de Saudade, definindo-se como um acontecimento. “Em pouquíssimo tempo, (João) influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”, escreveu Tom na contracapa do disco.

Da Redação:

*Frase introduzida por Caetano Veloso, interpretando a música “Chega de Saudade”.

Uma história contada na antologia da música brasileira, descreve uma visita de João Gilberto ao apartamento onde os Novos Baianos tinham acampado, depois que uma parte deles abandonou a mítica chácara “Cantinho do Vovô”, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro.

Quando viram pelo olho mágico da porta um sujeito mal encarado, vestido de terno e gravata, a histeria foi total. “Polícia, sujou!”, exclamavam. E foi uma correria muito grande para jogar o largo estoque de maconha nas privadas do apartamento.

Depois, descobriram que era o Papa da Bossa Nova. Tocaram e cantaram juntos por quase um dia inteiro. E a história é concluída assim: “Depois daquele dia, nem João, nem os Novos Baianos, foram os mesmos”.

 

Formosa do Rio Preto: Câmara aprova Bolsa Família do Município

A Câmara Municipal de Formosa do Rio Preto aprovou no dia 25 de junho o projeto de municipalização do Bolsa Família, de autoria da Prefeitura.

O Programa é totalmente custeado pelo município e vai ajudar a complementar a renda das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, combatendo a fome, reduzindo as desigualdades e promovendo políticas públicas.

É a Prefeitura de Formosa do Rio Preto, cada vez mais trabalhando pela nossa gente.