Em Itabuna, ACM Neto promete dobrar crédito para pequeno produtor e afastar politização da Secretaria da Agricultura
O candidato ACM Neto promete, se eleito, investir na agricultura familiar. E pela primeira vez fala em “virada” na campanha eleitoral, o que reforça o reconhecimento de que está atrás como indicam as pesquisas eleitorais.
Em encontro com associação agropecuária do Sul da Bahia, reafirmou ainda que vai fortalecer Adab e recriar a EBDA
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta sexta-feira (14), em Itabuna, que vai dobrar de R$ 3 para R$ 6 mil o crédito para os pequenos agricultores e ressaltou que vai devolver o caráter técnico à Secretaria da Agricultura do Estado, afastando dela a politização adotada pelo grupo que governa a Bahia há 16 anos.
Em encontro com a Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (Adasb), Neto reafirmou que vai fortalecer a Agência de Defesa Agropecuária (Adab) e recriar a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), extinta pelo atual governo, com participação do candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) quando foi secretário de Desenvolvimento Rural.
“Está na minha proposta de governo dobrar o piso do microcrédito, tirando de R$ 3 mil para R$ 6 mil o crédito concedido pelo Desenbahia, garantindo 24 meses para pagar, seis meses de carência, taxa de juros baixa, fazendo esse dinheiro chegar na ponta, na mão do pequeno produtor”, afirmou.
O candidato salientou que vai mudar inteiramente a Secretaria de Agricultura, que foi esvaziada, enfraquecida e politizada nos governos do PT. “A verdade é que os governos que estão aí colocaram a Secretaria de Agricultura na mesa das negociações políticas e utilizaram da secretaria para fazer acomodação de partidos. Então a primeira coisa que eu pretendo fazer como governador é devolver o caráter técnico à Secretaria da Agricultura”, afirmou.
ACM Neto destacou que, no passado, a Adab foi uma agência moderna e considerada referência, mas foi enfraquecida. Ele pontuou que vai fortalecer o órgão e assegurar à Bahia o selo de estado livre de Febre Aftosa sem vacinação. “Vamos devolver o caráter técnico à Adab e trabalhar com o que há de mais moderno em termos de tecnologia, de pesquisa”, frisou, ao reafirmar que vai recriar a EBDA.
“A EBDA foi extinta no governo. Inclusive o meu adversário, o candidato Jerônimo, foi o secretário de Desenvolvimento Rural que assinou a extinção. Eles falam muito de compromisso com o pequeno produtor, com agricultura familiar, mas o que a gente vê é propaganda, discurso. A prática é outra. Nas minhas caminhadas pela Bahia, eu conversei com muitos pequenos produtores, com muitas pessoas que vivem da agricultura familiar que falavam que não tem assistência técnica na Bahia hoje”, disse.
O candidato do União Brasil se comprometeu ainda em trabalhar para garantir segurança à população rural, que sofre com a violência no estado, e em assegurar o título de propriedade para o pequeno produtor. Outro compromisso de Neto é ampliar o acesso à água, destacando o Semiárido baiano. “Não há no semiárido uma obra de barragem que tenha sido começada e concluída por essa gestão”, frisou.
Ministra do TSE suspende propaganda eleitoral caracterizada como fake-news.

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Cármen Lúcia determinou neste sábado (15/10) a suspensão de uma propaganda eleitoral do candidato Jair Bolsonaro que apresentou fake news sobre o tema aborto. Na peça publicitária veiculada na última sexta-feira (14/10), a campanha de Bolsonaro trouxe informações falsas de que o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva seria favorável ao aborto e teria a intenção de alterar a legislação atual.
“A afirmação não corresponde a dados verídicos nem comprovados, não havendo comprovação de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva tenha declarado, prometido ou apresentado projeto de governo no sentido de promover a alteração da lei que cuida do tema do aborto”, afirmou a ministra, em sua decisão.
Cármen Lúcia proibiu ainda que o material com fake news sobre o aborto seja divulgado por qualquer meio de propaganda eleitoral.
Na semana passada, Lula declarou ser contrário ao aborto durante o horário eleitoral na TV. “Sou contra e acho que quase todo mundo é contra o aborto”, disse Lula. Agências de checagem já haviam constatado que Lula nunca afirmou que tomaria medidas com relação ao aborto.
A decisão da ministra Cármen Lúcia foi concedida após a Coligação Brasil da Esperança ter entrado com uma ação junto ao TSE.
A Coligação Brasil da Esperança, que tem como candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é formada pelos partidos PT, PV, PCdoB, PSOL, REDE, PSB, Solidariedade, Avante, Agir e Pros.
Deputado Federal lança vídeo bomba sobre relação Bolsonaro x Collor.
O ex-candidato à Presidência e deputado federal André Janones (Avante-MG) chamou, no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “safado” e ainda disse: “amarre as calças, que nós vamos te derrubar!”
O parlamentar, que hoje faz parte da campanha de LULA, questionou, em mensagem para o segundo colocado nas pesquisas de intenções de votos na eleição presidencial de 30 de outubro:
“Então quer dizer que eu menti quando falei sobre o risco de Collor vir a ser ministro de Bolsonaro?“
A importância de todas as vacinas, principalmente esta contra o ódio.
Mafalda, criação imortal de Quino, Joaquín Salvador Lavado Tejón ( Mendoza, 17 de julho de 1932 — Mendoza, 30 de setembro de 2020 ).
Na reta final da campanha, Bolsonaro tenta se desvincular dos crimes do Orçamento Secreto.
Polícia Federal prendeu duas pessoas em investigação sobre desvio de recursos dessa modalidade de emendas parlamentares. Orçamento secreto foi criado no governo Bolsonaro e é defendido por aliados do presidente.
Por Pedro Henrique Gomes e Rafaela Mansur, g1
Após a Polícia Federal ter deflagrado nesta sexta-feira (14) uma operação para apurar irregularidades em pagamentos do orçamento secreto, o presidente Jair Bolsonaro buscou se desvincular dessa modalidade de emendas parlamentares, criada em seu governo.
Em uma live com influenciadoras digitais em Belo Horizonte, Bolsonaro disse que tentam colocar na conta dele os problemas do orçamento secreto.
“Nós não temos acesso ao nome dos parlamentares que destinam recursos pelo Brasil. Chega no respectivo ministério, ‘é para o programa tal’, o ministro executa e ponto final. Se dá um problema na ponta da linha, como deu hoje pelo que estou sabendo, estão botando na minha conta. Eu quero saber qual parlamentar que mandou recurso para lá. Quem tem que dizer isso? É o relator do Orçamento”, defendeu-se Bolsonaro.
A operação desta sexta prendeu dois irmãos no Maranhão, Roberto Rodrigues de Lima e Renato Rodrigues de Lima.
Os dois investigados são apontados como responsáveis por inserir dados falsos em planilhas do Sistema Único de Saúde (SUS ) em vários municípios maranhenses para inflar a quantidade de procedimentos médicos feitos nas localidades e, dessa forma, aumentar o repasse de recursos do Orçamento.
Em um outro movimento, Rodrigues Rodrigues, segundo apuração da Controladoria-Geral da União, fez solicitações de recursos do orçamento secreto no sistema da Câmara na ordem de R$ 69 milhões.
Esse procedimento é permitido a todo cidadão. Para o recurso ser efetivamente enviado aos municípios em forma de emenda parlamentar, um deputado ou senador precisa apadrinhar o pedido. O nome do parlamentar não fica registrado no sistema, só o nome de quem fez a solicitação. Esse é um dos motivos para essa modalidade de emenda parlamentar ser chamada de orçamento secreto.
Outro motivo é o fato de não haver mecanismos claros para acompanhar se a verba chegou ao municípios e em que projetos foi aplicada.
O nome técnico do orçamento secreto é emenda de relator. Diferentemente de outras emendas parlamentares, que têm critérios específicos para distribuição, o orçamento secreto é distribuído pelo relator do projeto do Orçamento da União, de acordo com movimentações políticas no Congresso.
O orçamento secreto foi criado em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. O presidente, em suas declarações, enfatiza que vetou a proposta. Após negociações do Congresso com o governo, o veto foi derrubado pelos parlamentares. Em todos os anos seguintes do governo, essa modalidade de emendas foi mantida. O orçamento secreto é defendido por aliados próximos do presidente.
Na live com influencers, Bolsonaro disse que não é ele o responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos.
“Eu, inclusive, não queria esse orçamento aí, dito secreto. Não é secreto, porque é publicado no ‘Diário Oficial da União’. O que é secreto é o autor, o parlamentar que manda recurso para lá. Eu preferia R$ 19 bilhões [valor do orçamento secreto para este ano] comigo. Eu não iria abrir mão de poder. Como é que eu criei o orçamento secreto? Vai até [para] gente do PT, PCdoB, PSOL, para todo mundo. É o relator que faz isso. Na ponta da linha, não sou que fiscaliza esse recurso. Quando entra nos estados, é o tribunal de Contas do estado”, argumentou.
Jerônimo consolida margem do 1º turno ante ACM Neto.
A nova rodada da pesquisa AtlasIntel, encomendada pelo jornal A Tarde, mostra que o candidato do PT ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, está 10 pontos a frente de ACM Neto (União Brasil): a disputa está 55% a 45%.
A pesquisa entrevistou 1.620 eleitores entre os dias 9 e 13 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob número BA-05788/2022.
O levantamento demonstra que o PT baiano segue com quase a mesma margem de vantagem obtida no primeiro turno, quando a eleição terminou com 49% a 40% para o petista.
Neto tem perdido apoios ao longo dos últimos dias diante do resultado obtido nas urnas. O herdeiro carlista, contudo, adotando novas estratégias para tentar reverter o jogo – a exemplo de reforçar o número de urna nos materiais de campanha e se aproximar mais do eleitorado conservador.
Por Henrique Brinco, do BNews.

Uma semana de grandes ofertas no Grupo Marabá

DataFolha: Lula mantém 6 pontos de vantagem do primeiro turno

Nova pesquisa presidencial Datafolha, a 2ª a ser divulgada no âmbito do segundo turno das eleições, nesta sexta-feira (14), projeta vitória de Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), assim como todos os levantamentos de outros institutos desta semana.
Segundo o estudo, o petista soma 49% das intenções de votos, enquanto Bolsonaro aparece com 44%. Os números são os mesmos registrados na última pesquisa do instituto, divulgada em 7 de outubro. 5% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo, 1% não sabe ou não respondeu.
Em votos válidos, isto é, desconsiderando os brancos e nulos, o petista chega a 53%. Bolsonaro, por sua vez, tem 47%.
O Datafolha realizou 2.898 entrevistas em 180 municípios brasileiros entre os dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula faz a festa em Recife, a capital onde deve ter o maior índice de votos.
https://twitter.com/i/status/1580978648848297986
Enquanto isso, o Capitão do Ovo balança o coreto em Duque de Caxias e quase cai antes do tempo.
Polícia Federal puxa o fio da meada dos grandes escândalos de corrupção do Orçamento Secreto

A revelação do esquema conhecido como orçamento secreto, que envolve a liberação de verbas públicas federais sem transparência em troca de apoio de congressistas ao governo de Jair Bolsonaro (PL), resultou nas primeiras prisões, realizadas pela Polícia Federal nesta sexta-feira (14). Presos no Maranhão, os irmãos Roberto e Renato Rodrigues de Lima são acusados de atuar em uma ampla rede criminosa envolvendo o Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios do estado.
Agentes da PF foram às ruas na manhã desta sexta munidos de 16 mandados de busca e apreensão, além dos dois mandados de prisão temporária contra os irmãos, expedidos pela Justiça Federal de Bacabal, no Maranhão. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Igarapé Grande, Lago do Junco, Lago dos Rodrigues, Caxias e Timon, no Maranhão, além de Parnaíba e Teresina, no Piauí.
De acordo com a PF, as investigações apontaram que o município de Igarapé Grande teria informado, em 2020, a realização de mais de 12,7 mil radiografias de dedo – o quarto maior número entre todas as cidades do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. No entanto, a população total da cidade maranhense não supera os 11,5 mil habitantes, o que culminou na elevação do teto para o repasse de recursos que financiam ações e serviços de saúde no ano subsequente (2021), segundo a PF.
Farra ilimitada
A fraude foi revelada pela revista Piauí, em reportagem intitulada “Farra ilimitada” e publicada na edição impressa de julho. Conforme a apuração dos repórteres, o esquema funcionava da seguinte forma: as prefeituras registravam atendimentos médicos e consultas que nunca existiram, e enchiam o cofre com dinheiro vindo de emendas parlamentares do orçamento secreto.
Por isso o principal alvo da operação desencadeada pela PF nesta sexta são os contratos irregulares da Secretaria Municipal de Saúde de Igarapé Grande. Só nessa cidade o esquema teria servido para desviar ao menos R$ 7 milhões originados do orçamento secreto.
Da redação de O Tempo.
Em 15 anos, 4 mandatos de governador não foram concluídos no Tocantins.
Por Rubens Valente e Ciro Barros
Palmas (TO) — Nos últimos 15 anos, o Tocantins teve quatro mandatos de governador não concluídos, com afastamentos forçados pela Justiça, sob argumento de supostas irregularidades, ou renúncias. O último mandato concluído sem interrupção data de 2006. A última queda de governador foi no ano passado, na gestão Mauro Carlesse, à época filiado ao PSL e hoje ao Agir.
A incrível instabilidade política no Tocantins tem como pano de fundo uma Polícia Civil dividida em grupos de grande animosidade entre si e unidades policiais buscando autonomia total com operações com grande apelo midiático.
Passaram ao largo de todo esse contexto político e policial a denúncia de 208 páginas da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, e os extensos relatórios da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Éris, um dos quais com mais de 400 páginas, que culminaram no afastamento de Carlesse em outubro de 2021. Outras 11 pessoas, das quais vários delegados de Polícia Civil, também foram afastadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os desentendimentos dentro da Polícia Civil estão na origem e no centro da Operação Éris, que levou à derrocada de Carlesse. Embora tocada pela PF, a operação foi alimentada com depoimentos e informações fornecidos à PF diretamente por delegados da Polícia Civil, um procedimento bastante incomum no país. Esse repasse de informações está documentado no próprio inquérito da PF que tramitou no STJ e somou mais de 6.900 páginas — ao qual a Agência Pública teve acesso — e é confirmada por delegados ouvidos em Palmas.
Assim nasceu a Operação Éris
O peso da Polícia Civil no desenrolar dos fatos é evidente. A subprocuradora-geral da República lista na sua denúncia, por exemplo, como supostas vítimas do governador, seis pessoas, todas delegados da Polícia Civil. Na lista das supostas testemunhas, Lindôra menciona cinco pessoas, das quais também três são delegados e uma é escrivã de Polícia Civil. Dos 11 citados ao final da denúncia, apenas um é de fora dos quadros da Polícia Civil — um médico, Luciano de Castro Teixeira, que fez denúncias contra o governo Carlesse e se tornou, em 2022, candidato ao governo do estado (filiado ao DC, recebeu 0,15% dos votos).
O médico costuma postar nas redes sociais mensagens favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. Em janeiro de 2021, escreveu no Facebook que atendeu um paciente “que vomitava sangue a madrugada seguinte ao aplicar a Coronavac”, a vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus causador da covid-19, que na época foi atacada por Bolsonaro e seus apoiadores. A postagem do médico gerou uma enxurrada de críticas nas redes sociais.
O Hospital Oswaldo Cruz, no qual o médico disse trabalhar como “médico emergencista”, teve que soltar uma nota em defesa da Coronavac.
Luciano Teixeira já havia sido candidato a prefeito de Palmas em 2012 pelo PRP e candidato a deputado federal pelo PSDB em 2018 antes de fazer as primeiras denúncias sobre o governo Carlesse. O extenso passado político dessa testemunha desaparece da denúncia enviada ao STJ pela PGR. Mas as denúncias do médico, por outro lado, são citadas várias vezes no pedido de afastamento de Carlesse.
A investigação da PF começou em novembro de 2019 a partir de um ofício também produzido por dois delegados da Polícia Civil, Guilherme Rocha Martins e Gregory Alves Almeida do Monte, e enviados à superintendente da PF no estado, Cecília Silva Franco. O ofício solicita uma “investigação para apurar evidentes atos de embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa”.
Dois dias depois, Franco encaminhou o ofício ao STJ na condição de uma “notícia crime”. Assim nasceu a Operação Éris. Diversas afirmações feitas pelos delegados nesse ofício foram depois repetidas em documentos tanto da PF quanto da PGR.
Em um ofício sigiloso de 30 páginas encaminhado ao ministro relator da Operação Eris no STJ, Mauro Campbell, em novembro de 2020, o ex-secretário de Segurança Pública Cristiano Sampaio, um dos principais alvos dos delegados da Civil e da PF, procurou desmontar e contextualizar, ponto a ponto, as afirmações dos delegados que levaram o STJ a abrir o inquérito. Sampaio rebateu a acusação central de que “o governo estadual tem perseguido delegados e interferido nas investigações de combate à corrupção”.
“Esse discurso se baseia em hipóteses e fatos falsos, inexistentes e foi apresentado em diferentes instâncias do Judiciário e do Ministério Público (MP). A estratégia denuncista adotada acabou por ensejar a abertura de diversos procedimentos investigativos, os quais, depois de devidamente instruídos, foram todos arquivados. Quanto mais se apuram as denúncias realizadas, mas se comprovam que elas são falsas. As pessoas que têm propagado esse tipo de notícia são pessoas com comprovados vínculos e interesses político-partidários em Tocantins, opositores declarados ao atual governo, o que inclui delegados de polícia civil (DPC), presidentes, dirigentes e integrantes de partidos políticos”, escreveu Sampaio.

Polícia Civil em Palmas (TO) demonstra influência no curso político do Estado.
O longo histórico de operações policiais
Segundo o grupo político de Carlesse, a criação da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública (Dracma), em março de 2017, foi o marco inicial que trouxe imediatas consequências no tabuleiro da política tocantinense. Citam como exemplo a deflagração de operações de combate à corrupção que miraram adversários do governo Marcelo Miranda, governador que estava empossado à época de criação da delegacia e terminou afastado do cargo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril de 2018 por suposto uso de caixa dois na campanha pelo governo estadual em 2014.
Os delegados colocados na Dracma durante a gestão de Miranda deflagraram uma série de operações que miraram adversários políticos do ex-governador. A primeira dessas ações policiais foi a Operação Espectro, de 2018, que apurou denúncias de existência de um grupo de funcionários fantasmas na Assembleia do Tocantins e resultou no indiciamento de seu então diretor-geral, o advogado Antônio Ianowich Filho, um desafeto do grupo político de Miranda.
A Dracma deflagrou também, no mesmo ano, a Operação Jogo Limpo, que apurou denúncias de desvio de dinheiro da Fundação Municipal do Esporte e Lazer (Fundesporte), vinculada à prefeitura de Palmas (TO), responsável pelo fomento ao esporte e lazer na capital do Tocantins. A Jogo Limpo atingiu em cheio o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB), considerado o maior antagonista político do governador Marcelo Miranda na época e tido como favorito às eleições para o governo do estado naquele ano. Candidato ao Senado em 2022, Amastha foi derrotado com 12,8% dos votos.
No dia 20 de julho deste ano, Amastha apresentou, em entrevista coletiva à imprensa, um áudio supostamente gravado em 2016 em que um homem combina um flagrante de apreensão de santinhos de sua campanha em um carro que estava distribuindo cestas básicas no período da campanha municipal de 2016. Segundo Amastha, seria o delegado Guilherme Rocha, o titular da Dracma, responsável pela Operação Jogo Limpo e, depois, um dos subscritores do ofício com denúncias enviado à PF no inquérito que afastou Mauro Carlesse. Em sua defesa, Rocha emitiu nota sobre o áudio na qual negou o crime de flagrante forjado e questionou a integridade e a legalidade da gravação.

Edilson Rodrigues/Agência Senado. Ex-governador de Tocantins, Marcelo Miranda. O político foi afastado do cargo pelo TSE em 2018
Após o afastamento de Miranda, o então presidente da Assembleia Legislativa Mauro Carlesse (então no PHS) assumiu um mandato-tampão e terminou reeleito nas eleições de outubro de 2018. Pouco mais de um mês depois das eleições, Carlesse foi alvo da Operação Catarse, coordenada pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil. A operação apurava denúncias de funcionários fantasmas na estrutura do governo tocantinense. Em dezembro daquele ano, a polícia cumpriu diligências no interior do Palácio do Araguaia em uma ação policial com ampla cobertura midiática que contou com um grande efetivo policial.
Segundo ex-integrantes do governo Carlesse, a Operação Catarse ocorreu após o rompimento do que chamaram de “lua de mel” com a Polícia Civil do estado, após Carlesse ter assumido o mandato-tampão.
Por meio de órgãos representativos da classe, delegados da Polícia Civil haviam pedido um reajuste salarial. Carlesse se comprometeu a tentar dar o reajuste solicitado, mas logo se disse impedido por uma sentença judicial em junho de 2018. O reajuste salarial era uma demanda dos policiais civis desde a gestão Miranda, alvo de uma greve da categoria. Segundo o ex-governador, em uma reunião também foi colocada à mesa uma proposta de criação de uma Secretaria da Polícia Civil, cujo comando seria dado a delegados escolhidos por órgãos representativos da categoria.
Outras operações ocorridas após a sentença judicial que sepultou o ajuste salarial são citadas pelo grupo político de Carlesse como argumento para apontar um suposto direcionamento das ações de combate à corrupção. Em 2019, a Dracma deflagrou a Operação Expurgo, que investigou irregularidades na licitação da coleta e descarte de lixo hospitalar.
A operação teve como um dos principais alvos o líder do governo Carlesse na Assembleia do Tocantins, o deputado estadual Olyntho Neto (MDB). Parentes de Neto foram indiciados no decorrer da operação. A apreensão de toneladas de lixo hospitalar em propriedades ligadas à família do deputado e de cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo com o irmão do deputado repercutiram na imprensa tocantinense.
Outras operações conduzidas pela Dracma em 2019 — com acompanhamento do MP e autorização da Justiça — foram a ONGs de Papel, que investigou desvios no repasse de verbas governamentais a ONGs do estado, e a Via Avaritia, que apurou desvios de recursos em reformas de imóveis e pavimentação asfáltica. Integrantes do governo Carlesse ouvidos pela Pública avaliaram que a sequência de operações que atingiam o governo e seus aliados carecia de fundamentação e demonstrava que a Dracma estava “fora de controle”. As ações, segundo essas fontes, eram midiáticas. Criticam também os delegados da Dracma por só prosseguirem investigações que miravam o grupo político de Carlesse após ele ter assumido o governo. Foi então que o governo resolveu promover uma série de mudanças na estrutura da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Polícia Civil do estado.
Carlesse fez duas trocas no comando da SSP e optou por substituir todos os delegados regionais do Tocantins. A gestão do novo secretário de Segurança Pública, o delegado federal Cristiano Sampaio, atualizou, em março de 2019, o Manual de Procedimentos de Polícia Judiciária. O manual foi espelhado, em boa parte, nas práticas adotadas pela própria PF e procurava disciplinar alguns procedimentos dos integrantes da Polícia Civil. Nas manifestações dos delegados na imprensa e na Justiça tocantinenses, porém, o manual foi apelidado de “decreto da mordaça”.
“O Manual implementado não retirou dos delegados qualquer poder de investigação. Nem poderia retirar, já que os poderes de investigação são definidos por Lei e não podem ser revogados por decreto. Fato cabal que, após a edição do Manual, a Polícia Civil continuou exercendo normalmente todas as suas atividades, inclusive operações de combate à corrupção, ao tráfico de drogas, homicídios ou crimes contra o patrimônio. O Manual empregou formalização a um conjunto de recursos e atos para dar transparência, segurança jurídica e fixar critérios objetivos e impessoais de documentação dos atos procedimentais da polícia judiciária”, escreveu o ex-secretário de Segurança ao ministro do STJ Mauro Campbell em 2020. Ele afirmou também que o manual não retirou dos delegados “o poder de dar entrevistas à grande mídia”, mas “apenas fixou critérios para a concessão da comunicação externa”, como ocorre em diversas instituições, como a própria PF.
Em março de 2019, de acordo com Sampaio, foi realizada uma manifestação na frente da Assembleia Legislativa contra a implementação do manual, à qual compareceram três dos delegados da Polícia Civil que seriam citados pela PGR como vítimas ou testemunhas. No ato estavam também, segundo Sampaio, dois ex-candidatos a governador derrotados por Carlesse na eleição de 2018.
Sampaio escreveu que o manual foi investigado pelo MP a pedido de três promotores de Justiça. Em 6 de fevereiro de 2020, a Notícia de Fato foi arquivada pelo MP sob o argumento de que competia à PGR avaliar a legalidade do documento. A PGR, por sua vez, apontou que não via “motivos suficientes” para atuação do procurador-geral, o que levou ao arquivamento da Notícia de Fato. Uma entidade de delegados de Polícia Civil questionou novamente a constitucionalidade do manual no Supremo Tribunal Federal (STF), que recusou um pedido de liminar.
O então secretário de Segurança disse ainda ao STJ que nunca houve ordem ou orientação para interromper investigações em andamento contra o governo do estado. “As operações Expurgo, Catarse e ONGs de Papel, indicadas como primeiros alvos de interferência do Governo, se desenvolveram e foram todas concluídas normalmente, imputando responsabilidades aos investigados e gerando as respectivas ações penais. As ‘suspeitas’ ou ‘acusações’ de interferência não se confirmaram. Ao contrário: ficou comprovado que são falsas. Da mesma forma, estão se desenvolvendo regularmente todas as outras investigações que versam sobre atos de corrupção no Estado, inclusive com muito mais eficiência, desde que a nova equipe assumiu a direção da DECOR (Divisão Especializada de Repressão à Corrupção), como comprovam os dados estatísticos”, escreveu o secretário em 2020.
Washington Luiz/Governo do Tocantins. Mauro Carlesse, ex-governador derrubado pela Operação Éris em 2021
Mais um governador que cai
No ano seguinte à sua deflagração, em 2022 a Operação Éris, da PF, alterou todo o cenário eleitoral no Tocantins, ao enterrar a candidatura de Carlesse à reeleição. A principal acusação da denúncia, que culminou no afastamento de Carlesse, é que o governador, seu secretário de Segurança Pública e sua chefe da Polícia Civil, entre outros agentes públicos, promoveram uma série de mudanças de cargos na Polícia Civil de modo a impedir, prejudicar ou obstar investigações que estavam em andamento em um setor da Polícia Civil chamado Decor voltado para investigações de corrupção.
Carlesse foi afastado do cargo de governador em outubro de 2021, após o ministro do STJ Mauro Campbell ter acolhido um pedido da PGR, decisão depois referendada pela Corte Especial do tribunal.
No entanto, uma gravação inédita e novas afirmações apuradas pela Pública colocam a Operação Éris na berlinda, pelos métodos empregados e suas motivações, como mostra a segunda reportagem desta série.
Parte 2
Gravação mostra PF pressionando investigado por “colaboração” no Tocantins
Investigado diz que PF “se valeu de subterfúgios para ocultar provas” da investigação que levou à queda de governador
Parte 3
“O Tocantins vive um Estado policialesco”, afirma ex-governador afastado
Em primeira entrevista após afastamento, Mauro Carlesse se diz vítima de um “processo político, jurídico e policial”
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Eleitor que decidiu na última hora reavalia voto para presidente no 2º turno, aponta Datafolha.
Por Ricardo Balthazar, da Folha
Eleitores que só decidiram na última hora seu voto no primeiro turno da eleição presidencial foram às urnas frustrados com a radicalização política dos últimos anos e continuam reavaliando as escolhas que fizeram no último dia 2.
É o que sugerem pesquisas qualitativas realizadas pelo Datafolha na segunda (10) e na terça-feira (11) desta semana com dois grupos de eleitores que só definiram o voto para presidente na última semana da campanha do primeiro turno.
O objetivo desse tipo de estudo, em que as pessoas discutem suas preferências com ajuda de um moderador, é entender melhor suas escolhas. Os encontros foram realizados remotamente. Participaram 16 eleitores de diferentes regiões do país.
Segundo pesquisa feita pelo Datafolha na semana passada, 7% dos eleitores definiram o voto para presidente somente no dia da votação, 3% decidiram na véspera e outros 4% só fizeram sua escolha na última semana antes da eleição.
Analistas que examinaram os números das pesquisas afirmam que a definição tardia do voto e mudanças de última hora podem explicar a discrepância entre as pesquisas de intenção de voto da véspera da eleição e o resultado das urnas.
Os relatos dos eleitores confirmam essa hipótese. Alguns dos que cogitavam votar em Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno afirmaram que os abandonaram para votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
Todos os eleitores desses grupos se disseram cansados das tensões criadas pelas disputas políticas dos últimos anos e criticaram Lula e Bolsonaro por terem se atacado nos debates da campanha, em vez de apresentarem planos de governo.
“Está muito estressante”, disse uma mulher de 34 anos de idade. “É um enfiando o dedo na cara do outro por causa de política. A gente fica com vergonha de falar o que pensa, porque o outro já vem com sete pedras na mão.”
Eleitora de Bolsonaro em 2018, ela gostou do desempenho de Tebet nos debates e cogitou votar nela. Na última semana, porém, decidiu reeleger o presidente por achar que ele teria mais força para impedir a volta de Lula ao poder.
Um eleitor de Lula, de 30 anos, flertou com Ciro, mas no fim achou melhor votar mais uma vez no petista, na esperança de que derrotasse Bolsonaro no primeiro turno. “Queria um nome novo, mas tive medo de tudo acabar nas mãos do outro”, disse.
Eleitores que votaram em Tebet e Ciro disseram que agora não sabem o que fazer. “Uma amiga me disse que é como voltar para um namorado que batia nela porque o de agora quer matá-la”, afirmou um dos que votaram em Ciro. “Também me sinto assim.”
Segundo a pesquisa mais recente do Datafolha, Lula tinha 49% das intenções de voto para o segundo turno no fim da semana passada e Bolsonaro estava com 41%. Um novo levantamento será divulgado pelo instituto na noite desta sexta (14).
Os números sugerem que ambos ganharam votos desde o fim do primeiro turno, mas mostram que parte relevante do eleitorado ainda não se definiu. Na semana passada, 6% diziam querer votar em branco ou nulo e 2% estavam indecisos.
Como a diferença entre os dois candidatos se estreitou, pequenas oscilações podem fazer diferença. Segundo o Datafolha, 5% dos eleitores de Lula e 6% dos que preferem Bolsonaro dizem que ainda podem mudar o voto até a votação, no dia 30.
Como os dois candidatos têm altas taxas de rejeição, suas campanhas têm investido em ataques pessoais para desgastar a imagem do adversário. Conforme o Datafolha, 51% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum e 46% repudiam Lula.
Os eleitores ouvidos nesta semana sugerem, porém, que a estratégia pode ser ineficaz. “Um foi preso, o outro está sendo acusado disso e daquilo”, disse uma mulher de 55 anos, ex-eleitora do PT que cogita anular o voto. “A vida deles a gente já sabe.”
Eleitores críticos do PT, para os quais a anulação das ações da Operação Lava Jato contra Lula não livraram o ex-presidente de responsabilidade pela prática de corrupção nos governos petistas, disseram que votarão nele mesmo assim.
“Não vou dizer que não teve culpa, mas a prisão dele foi política”, afirmou um deles, uma mulher. “Não existe político que não faça essas coisas, ou deixe outros fazerem, mas não é contra a corrupção que o povo está votando.”
Outros não perdoam os erros cometidos pelo governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e a falta de empatia do presidente com as vítimas do coronavírus, e por isso rejeitam sua candidatura à reeleição.
“Minha mãe estava internada, à beira da morte, e doía ver o presidente fazendo piadinhas na televisão”, disse uma mulher que cogitou votar em Ciro, mas optou por Lula no primeiro turno. “Vou fazer tudo para Bolsonaro não ser mais o presidente.”
Alguns dos eleitores que participaram do grupo e ainda não sabem como votarão no dia 30 disseram que ficaram mais confortáveis para apoiar Lula depois de analisar o avanço da direita bolsonarista nas eleições para Câmara dos Deputados e o Senado.
“A gente está vendo novas alianças políticas, e não sei se eu quero todo mundo do mesmo partido mandando”, disse uma mulher de 28 anos, ex-eleitora de Bolsonaro que votou em Tebet. “Talvez seja melhor votar agora por alguém que tenha um contrapeso do outro lado.”
Para outro eleitor, que pensa em anular o voto no segundo turno, a eleição para o Congresso mudou o cenário. “Se Lula ganhar, vai ter que convencer esse pessoal a ajudá-lo a governar”, disse. “Pode ser que no dia da eleição eu mude e vote para desempatar.”
Olha o golpe para obrigar idosos comparecer nas eleições
Acácio Favacho é o deputado dos milhões transportados em mala de carro.
Acácio Favacho, deputado federal (MDB) cujo assessor foi flagrado com R$2,5 milhões na estrada Belém-Brasília, já foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público pelos crimes supostamente realizados por ele e mais cinco outras pessoas; a denúncia incluía os crimes de fraude em licitação, peculato e falsidade ideológica, sendo o suposto crime de fraude em licitação ter causado um prejuízo de quase 150 mil reais ao cofres públicos.
Favacho é irmão do deputado estadual Júnior Favacho (DEM) e filho de Amiraldo e Francisca Favacho, atuais membros do TCE do Amapá.
Ele tem vários mandatos como vereador em Macapá e foi o segundo mais votado em 2018. Nestas eleições de 2022, Acácio Favacho (MDB) obteve 23.984 votos, sendo novamente o segundo deputado mais votado em seu estado.
Parece que o capitão de engenharia se perdeu no front da guerra
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Damares admite que mentiu sobre estupro de crianças no Pará.
“São conversas que tenho com o povo na rua”, disse a famigerada fundamentalista da goiabeira.
Em culto evangélico, ex-ministra afirmou que o governo Bolsonaro teria registros de crianças que “têm seus dentes arrancados para não morderem no sexo oral”.
A ex-ministra e senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) admitiu nesta quinta-feira (13), em entrevista à Rádio Bandeirantes, que mentiu ao dizer que o governo Jair Bolsonaro (PL) teria recebido registros de crianças vítimas de estupro na Ilha de Marajó, no Pará.
No domingo (9), em um culto evangélico, ela falou da existência de uma suposta rede de tráfico e crimes sexuais contra crianças paraenses. “Nós temos imagens de crianças de 4 anos, 3 anos que, quando cruzam as fronteiras, tem seus dentes arrancados para não morderem na hora do sexo oral”.
Agora, Damares admite que sua declaração tem como base “conversas com o povo na rua”. “O que eu falo no meu vídeo são as conversas que eu tenho com o povo na rua. Eu não tenho acesso, os dados são sigilosos, mas nenhuma denúncia que chegou na ouvidoria [do ministério] deixou de ser encaminhada”.
https://twitter.com/i/status/1580581892906438660
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Pesquisa de hoje da Atlas: 4,6 pontos percentuais de vantagem para Lula.

2o TURNO | VOTOS VÁLIDOS:
Lula (PT): 52,4%
Bolsonaro (PL): 47,6%
Amostra de 4.500 respondentes. Entre 08/10 a 12/10. Margem de Erro de +/- 1 ponto percentual.
Sete unidades de saúde estarão com os serviços suspensos hoje (13) e amanhã (14), para capacitação das equipes

A Secretaria Municipal de Saúde de Luís Eduardo Magalhães, informa que sete unidades de saúde estarão com os serviços suspensos nos dias 13 e 14 de outubro, em função da capacitação pedagógica das equipes de saúde. A formação é uma parceria entre a Secretaria Municipal e a Sesab.
Os usuários que frequentam as unidades serão avisados previamente e a orientação é de que nenhum procedimento seja agendado para essa data. O atendimento será normalizado na segunda-feira, dia 16, a partir das 8h.
Lembrando que em caso de necessidade, os pacientes assistidos nessas unidades podem procurar os postos mais próximos de sua casa.
Confira as unidades que estarão com atendimento suspenso e os postos que podem dar suporte:
– Luís Gustavo – o paciente pode procurar o Moacir Marchesan;
– Nair Idite – o paciente pode procurar o Maria Brito;
– Décio Marques – o paciente pode procurar alguma unidade da zona urbana;
– Antonio Carlos Faedo – o paciente pode procurar o Maria Brito ou Vereda Tropical;
– Conquista – o paciente pode procurar o Murilo Gemelli ou Maria Brito;
– Luis Yoshio Shirabe – o paciente pode procurar o Mimoso 1;
– Ida Klein – o paciente pode procurar o Moacir Marchesan.
Pesquisa Quaest indica migração de leitores e vitória de Lula
QUAEST: PESQUISA PRESIDENCIAL, 10 a 12 de outubro:
No 2º turno, quem seu candidato deveria apoiar?
Eleitores Tebet: Lula (PT): 47% (+14)
Nenhum: 31% (=)
Bolsonaro (PL): 18% (-10)
Eleitores Ciro:
Lula (PT): 54% (+7)
Bolsonaro (PL): 25% (-12)
Nenhum: 19% (+12)

Uma legião de sacrificados em nome do negativismo
Jornalista Hildegard Angel, no Twitter:
Órgão ligado à ONU revela que 4.500 profissionais de saúde morreram no Brasil devido à COVID. Em cada 10, oito eram mulheres. “Faltaram equipamentos de proteção, oxigênio, vacinas, remédios, sobraram mensagens falsas e desaforadas do governo sobre a COVID, chocando o mundo.”
Lula lota o trecho Ondina-Farol da Barra no final da tarde em Salvador
As passeatas de Belo Horizonte, Belford Roxo, Complexo do Alemão e Salvador parecem ser o ponto de inflexão para a reta final da campanha de Lula
O ex-presidente e candidato ao Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o seu adversário, Jair Bolsonaro (PL), de ter tirado proveito político por ter visitado o santuário Nacional de Aparecida do Norte, nesta quarta-feira (12).
O santuário recebeu milhares de fiéis nesta quarta, dia em que é comemorado o feriado em homenagem à padroeira do Brasil para os católicos, Nossa Senhora Aparecida.
“Esse cidadão inclusive usa o nome de Deus em vão e nessa semana ele foi escorraçado lá no Círio de Nazaré por tentar fazer política. Hoje ele arrumou briga em Aparecida do Norte onde ele foi também sem ser convidado, tentando tirar proveito de religião”, disse Lula durante discurso em cima do trio elétrico no Porto da Barra.
Na ocasião, Lula ainda se emocionou ao falar da fome no Brasil. “Uma pessoa sem poder tomar um leite com café não é normal. Isso não é falta de dinheiro, isso é falta de vergonha na cara da elite brasileira e daqueles que governam esse país’, reclamou.
O discurso de Lula encerrou o ato político que teve início no final da tarde, com uma caminhada que partiu de Ondina até o ponto turístico. A organização do evento estima que o público presente no ato foi de 100 mil pessoas.
Abaixo vídeo da campanha publicado no Twitter:
Jato russo é abatido sobre a Ucrânia.
As imagens mostram o avião russo Su-34 voando baixo antes de ser subitamente atingido pela defesa aérea ucraniana, causando uma explosão, que o faz cair no chão. Em seguida, explode em uma bola de fogo gigante.
A Rússia não conseguiu manter o domínio aéreo nos céus da Ucrânia. O sistema de defesa anti-aérea, uma coleção de mísseis de diversos países da OTAN tem mantido os russos longe. Por isso, a Ucrânia já conseguiu retomar 400 mil kms quadrados de território. O ataque com mísseis de cruzeiro parece ser a opção mais recente dos russos.
PRF apreende R$ 2,5 milhões no Pará e suspeita de uso eleitoral
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Por Fábio Zanini
A Polícia Rodoviária Federal do Pará apreendeu na noite desta terça-feira (11) R$ 2,5 milhões em maços de dinheiro vivo no porta-malas de um carro que havia saído de Brasília e se dirigia para Belém (PA).
O dinheiro foi confiscado durante fiscalização realizada na BR-010, na altura de Ulianópolis, no sudeste do Pará. Dividido em notas de R$ 100, estava acomodado em quatro caixas.
Segundo os agentes responsáveis pela ação, o motorista se mostrou nervoso durante a abordagem, e então foi feita uma busca no automóvel, quando o dinheiro foi encontrado.
Entre os pertences do motorista, que não teve o nome divulgado, havia um documento de identificação dando acesso ao Congresso Nacional. Ele foi detido e levado para a sede da Polícia Federal em Belém.
Em vídeo divulgado em uma rede social, o superintendente da PRF no estado, Diego Patriota, afirmou que o caso pode ser “a ponta de um iceberg”.
“A gente está em período de eleição, fica essa dúvida”, afirmou.
A suspeita, segundo o Painel apurou, é que se trata de dinheiro para compra de votos, ou pagamento de fornecedor por meio de caixa dois.
Procurada, a PRF não se manifestou.
Promoções do Super Marabá
As belas tardes vermelhas de Salvador.
Ontem, em Belford Roxo
Arcebispo de Aparecida concita fiéis a combater o dragão do mal, da mentira e da fome.
“…temos o dragão do ódio, que faz tanto mal, e o dragão da mentira”, orou Dom Orlando Brandes, no Dia de Nossa Senhora Aparecida
O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, pediu que os brasileiros compareçam às urnas no dia 30 de outubro e incentivou-os ao voto contra o dragão do ódio e da mentira. O religioso disse que o país tem muitos “dragões“, referindo-se também à fome e ao desemprego.
O pedido foi feito nesta quarta-feira (12/10), durante a missa em homenagem à Santa Padroeira, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em comemoração ao seu dia.
“Maria venceu o dragão! Temos muitos dragões que ela vai vencer!”, afirmou Brandes. “O dragão, que é o tentador, o dragão que já foi vencido: a pandemia, mas temos o dragão do ódio, que faz tanto mal, e o dragão da mentira”, prosseguiu.
“E a mentira não é de Deus, é do maligno! E o dragão do desempredo, o dragão da fome, o dragão da incredulidade, ahh!“, suspirou o arcebispo.
“Com Maria, vamos vencer o mal e vamos dar prioridade ao bem, à verdade e à justiça que
o povo merece porque tem fé e ama Nossa Senhora Aparecida, queridos irmãos!“, desejou Brandes.
Mais tarde, bolsonaristas fanáticos invadiram o recinto e agrediram funcionários da emissora de TV Aparecida.
O custo da privatização: Bahia volta a ter gasolina e diesel mais caros do Brasil

Gasolina sobe 9,7% e diesel 11,5%, mesmo com a queda nas cotações internacionais do petróleo
A refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), em São Francisco do Conde, na Bahia, hoje privatizada e sob controle da Acelen, empresa do fundo árabe Mubadala, subiu os preços da gasolina em 9,7%, e do diesel, que variou entra 11,3% e 11,5%, no último sábado (8). Os novos valores começaram a valer no Estado no mesmo dia e foram justificados pelos gestores como uma tentativa de acompanhar as últimas altas do preço internacional do petróleo.
“Temos mais uma demonstração incontestável do equívoco e da gravidade da política do governo Bolsonaro de privatização de refinarias da Petrobrás. A mentira de que a venda de ativos da maior empresa do país aumentaria a competitividade e, consequentemente, levaria a reduções de preços de derivados, é, mais uma vez, denunciada pela realidade”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
“Ao vender a Rlam, a primeira refinaria do Brasil, a direção bolsonarista da Petrobrás estimulou a criação de monopólio privado regional, que só beneficia o proprietário da empresa. Junto com a Rlam e sua logística de dutos e terminais, o fundo árabe Mubadala comprou o mercado consumidor cativo do Nordeste, ficando livre para executar política mais conveniente para elevar lucros da empresa”, explica Deyvid.
Em outras palavras, após da venda da refinaria, a Acelen teria não apenas o monopólio do refino, como a capacidade de regular os mercados regionais.
“Com o reajuste de preço, a Bahia tem o combustível mais caro do Brasil, repetindo a posição que conquistou três meses após a privatização da refinaria, no final de 2021”, explica o coordenador da FUP.
Para os petroleiros, por trás dos reajustes abusivos está a política de preço de paridade de importação (PPI), mantida por Bolsonaro, que segue a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e custos de importação, mesmo o Brasil sendo autossuficiente em petróleo.
“A política do PPI só contribui para lucros e ganhos recordes em dividendos a acionistas da Petrobrás – sobretudo acionistas privados estrangeiros – , e para deixar os brasileiros reféns da carestia. Ou seja, o país produz internamente, em reais, o petróleo que consome, mas, com o PPI, o brasileiro paga preços dolarizados ao adquirir os combustíveis”, concluiu Bacelar.
Alteração no trânsito em função do evento Parque das Crianças
A Superintendência de Trânsito e Transporte de Luís Eduardo Magalhães (SUTRANS), informa que em função da realização do evento Parque das Crianças nesta quarta-feira (12), a partir das 16h, na Praça da Bíblia, no bairro Santa Cruz, o tráfego de veículos será interrompido na rua Irará, no trecho da avenida Tancredo Neves.
Uma má notícia ao turismo na Bahia: Argentina encarece em 25% o dólar turismo e atinge viagens de argentinos ao Brasil.
Florianópolis: primeira parada dos argentinos, Florianópolis, esperava neste primeiro ano pós pandemia uma grande afluência.
Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires
No total, os argentinos terão de pagar 100% de impostos sobre o dólar oficial em viagens internacionais e consumos no exterior. A medida chega no período do ano em que os argentinos decidem as férias de verão, durante as quais o Brasil é o principal país receptor. Quase 40% dos turistas estrangeiros no Brasil são argentinos.
O governo argentino publica nesta quarta-feira (12) a vigência de um novo imposto de 25% sobre gastos em moeda estrangeira que se soma a outros dois impostos, de 30% e de 45%, totalizando 100% sobre o valor do dólar oficial. Na prática, a medida encarece viagens internacionais e consumos no exterior através de cartões de crédito e de débito.
O principal objetivo para inibir gastos em moedas estrangeiras é o de preservar as escassas reservas do Banco Central nesta reta final para a Copa do Mundo do Catar e no período do ano em que os argentinos decidem as férias de verão, tendo o Brasil como principal destino e, portanto, o país mais afetado pela nova medida.
Apesar das severas restrições cambiais e do diminuto poder aquisitivo do peso argentino face ao dólar, resultado de uma brutal desvalorização de 350% nos últimos três anos, os argentinos foram os estrangeiros que mais demandaram entradas para os jogos no Catar. Por isso, o novo valor do dólar turismo recebeu o apelido de “dólar-Catar”, embora seja para qualquer viagem ao exterior.
“Queremos cuidar das reservas (do Banco Central), priorizando os dólares para o investimento, para a produção e para a geração de empregos. Esta medida, que encarece o valor do dólar, foi um pedido das câmaras empresariais e dos setores produtivos”, disse aos jornalistas Carlos Castagneto, diretor da Administração Federal de Receita Pública (AFIP, na sigla em espanhol).
Brasil, o mais afetado
Em 2019, ano prévio à pandemia, 1,9 milhão de argentinos cruzaram a fronteira com o Brasil, sobretudo no verão. Em 2018, a cifra tinha chegado a 2,5 milhões, e eles eram responsáveis por 38% de todos os turistas estrangeiros que visitaram o Brasil.
Mesmo durante a pandemia, com severas restrições de voos e com a prolongada quarentena argentina, as cifras de turistas argentinos em viagem ao Brasil se mantiveram em 50% do fluxo habitual.
A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) prevê que o Brasil recupere o nível de turismo estrangeiro pré-pandemia em 2023. Porém, para atingir essa meta, a recuperação dos turistas argentinos é fundamental.
O novo valor do dólar começa em 314 pesos, resultantes do dólar oficial (157 pesos) que se desvaloriza todos os dias, mais 30% de um imposto denominado “solidário”, mais 45% de retenções em conceito de imposto de renda, mais o novo imposto de “bens pessoais” de 25%.
Em média, nos últimos meses, os argentinos gastaram US$ 800 milhões mensais em serviços e compras no exterior. Pela conta do governo, esses gastos podem subir para US$ 5 bilhões nos últimos três meses do ano, considerando a Copa do Mundo e as decisões de férias no exterior.
Escassez de dólares
O novo imposto só será aplicado quando os gastos mensais de cada CPF superarem o equivalente a US$ 300 em qualquer moeda estrangeira. O montante, porém, não é uma franquia. Se os gastos chegarem a US$ 301, por exemplo, os 25% serão aplicados sobre a totalidade dos gastos; não apenas sobre o excedente.
Em julho, o governo já tinha subido a retenção de imposto de renda de 35% a 45%. O novo imposto é um novo aperto no mesmo torniquete para evitar a saída de dólares.
Ficam de fora da nova medida as passagens de ônibus aos países que fazem fronteira com a Argentina (Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile), mas também pagarão mais impostos os bens importados considerados suntuosos pelo governo argentino: jatos, barcos, carros, relógios, pedras preciosas e bebidas alcoólicas, entre outros.
No mês passado, o número de produtos com restrições de entrada no país subiu de 1.900 a 4.600.
“Faltam dólares no país. O que estamos vendo é a tentativa do governo de administrar a crescente escassez. O governo não tem um plano consistente de estabilização da economia. O que tem feito é tapar buracos para evitar uma desvalorização brusca e a explosão da bomba”, avaliou a economista Marina Dal Poggetto, uma referência no país.
“Maior caso de corrupção do planeta?” Qual a gravidade do Orçamento Secreto.
Da BBC Brasil
O debate sobre o chamado Orçamento Secreto voltou a esquentar depois que viralizou na quinta-feira (06/10) um vídeo sobre o tema da senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata derrotada à Presidência da República.
Na gravação, Tebet destaca a falta de transparência desse instrumento e diz que “podemos estar diante do maior esquema de corrupção do planeta Terra”.
A fala é um trecho de uma entrevista concedida ao podcast Flow ainda durante a campanha, em agosto. Após ficar em terceiro lugar no primeiro turno, com 4,16% dos votos válidos, ela declarou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
No vídeo, Tebet lembra que o chamado Orçamento Secreto deve contar com R$ 19,4 bilhões em 2023, segundo a proposta de lei orçamentária encaminhada pelo presidente ao Congresso. Ela ressalta que esses recursos são enviados por parlamentares para gastos pelo Brasil sem transparência e com baixa capacidade de fiscalização pelos órgãos de controle.
A senadora cita ainda casos com fortes indícios de desvios públicos revelados pela revista Piauí em junho. Essa reportagem mostrou como municípios do Maranhão inflaram artificialmente os números de atendimento pelo SUS para receber uma fatia maior das emendas do relator (nome oficial do chamado Orçamento Secreto), que passaram a contar com bilhões de reais a partir de 2020.
Relator, nesse caso, é o parlamentar que relata a lei orçamentária e, por isso, controla formalmente a distribuição desses recursos no ano seguinte. O deputado Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro, relatou em 2021 a lei que define o orçamento deste ano e tem a caneta para gerir os R$ 16,5 bilhões reservados para o chamado Orçamento Secreto em 2022.
A destinação dos recursos, porém, é definida a partir da negociação com o Palácio do Planalto e outras lideranças do Congresso, em especial os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Uma crítica recorrente a esse processo é que não há transparência sobre qual parlamentar solicitou quais recursos para qual finalidade e quais pedidos foram atendidos ou não.
“O relator, ele vai sozinho comandar R$ 19 bi (em 2023). Pro (Poder) Executivo, (o pedido do relator para liberar) esse dinheiro vai, mas ele vai sem rubrica, sem autoria (do parlamentar que definiu o uso do dinheiro). Ele é secreto porque eu não sei (quem está por trás da decisão do gasto)”, disse Tebet ao podcast.
“Podemos estar diante do maior esquema de corrupção do planeta Terra. Exemplo: numa cidade do interiorzinho do Maranhão, (a população) fez mais exame de HIV que toda a cidade de São Paulo, de 12 milhões de habitantes. Tem uma cidade que diz que extraiu num único ano 540.000 dentes, (uma cidade) pequenininha. Significa ter tirado 14 dentes de cada boca, de cada cidadão da cidade, inclusive do bebê recém-nascido que não tem dentes”, continuou, ao citar os casos revelados pela revista Piauí.
https://twitter.com/elainegontijo/status/1577806300460851200
Na avaliação da senadora, esses números não fazem sentido e podem significar uso de “nota fria” para desviar recursos que não foram de fato utilizados nesses procedimentos de saúde.
“Pode ter dinheiro saído de Brasília, chegado lá, ido pro bolso de alguém. Não tem sentido as menores cidadezinhas do Maranhão receberem os maiores recursos desse orçamento. E aí você vai puxar a fila (da autoria dos gastos), porque ele é secreto, não sei de onde saiu, quem foi o autor, e eu não consigo controlar”, conclui na gravação que viralizou.
Maior escândalo de corrupção do planeta?
O chamado “Orçamento Secreto” começou a funcionar a partir do Orçamento federal de 2020, após o Congresso aprovar em 2019 a Lei Orçamentária do ano seguinte prevendo, pela primeira vez, R$ 30 bilhões a serem gastos por meio das emendas de relator.
Inicialmente, o presidente Jair Bolsonaro vetou essa novidade no Orçamento. Depois, porém, ele aceitou negociar com o Congresso e cerca de metade dos R$ 30 bilhões foram mantidos para as emendas do relator de 2020.
A partir de então, o chamado Orçamento Secreto passou a ser um instrumento importante para construir uma base de apoio ao governo no Parlamento e afastar o risco de um processo de impeachment, avalia a cientista política Beatriz Rey, pesquisadora visitante da Universidade Johns Hopkins, em Washington, estudiosa do funcionamento do Poder Legislativo no Brasil e nos Estados Unidos.
Os possíveis desvios revelados pela revista Piauí não são os únicos indícios de corrupção envolvendo o chamado Orçamento Secreto. A novidade não tem nem três anos de duração e já houve uma série de denúncias reveladas pela imprensa brasileira, em especial pelo jornal O Estado de S. Paulo, primeiro veículo a destrinchar o funcionamento das emendas de relator.
Em reportagem de maio de 2021, por exemplo, o jornal revelou que ao menos R$ 271,8 milhões foram usados para aquisição de tratores, retroescavadeiras e equipamentos agrícolas, em geral por valores bem acima dos previstos na tabela de referência para compras do governo, num indício de compras superfaturadas.
Na avaliação da Transparência Internacional Brasil, organização focada no combate à corrupção, não é possível dizer se o Orçamento Secreto é o maior esquema de desvios de recursos do planeta.
Bruno Brandão, diretor executivo da organização, afirma que não há parâmetros para cravar isso justamente porque nem toda corrupção praticada é descoberta, de modo que não há números oficiais que permitam comparar diferentes esquemas pelo mundo.
Ainda assim, ele diz que é possível afirmar que o chamado Orçamento Secreto é “extremamente grave”. Para a Transparência Internacional, trata-se do “maior processo de institucionalização da corrupção que se tem registro no país”.
O termo “institucionalização da corrupção” é usado, explica Brandão, porque, no caso das emendas do relator, está sendo usado um mecanismo institucional, que existe dentro da lei orçamentária, para dar um “verniz legal” a uma “prática corrupta”.
“O que a gente chama de institucionalização da corrupção é uma forma de dar um verniz legal, institucional, a uma prática absolutamente corrupta na sua essência, que é a apropriação do erário público para interesses privados, sejam eles políticos, de reprodução de poder, ou pecuniários mesmo, interesses materiais”, disse à BBC News Brasil.
“E, nesse caso, com imensa escala”, destacou ainda.
Mensalão x Petrolão x Orçamento Secreto
Desde 2020, já são cerca de R$ 45 bilhões empenhados pelo governo para gastos das emendas de relator, segundo levantamento da revista Piauí. O valor empenhado é aquele que já foi de fato reservado para o pagamento.
A grande dimensão desses valores tem levado críticos do atual governo a comparar o Orçamento Secreto com escândalos de corrupção dos governos no PT. No caso do chamado Mensalão, o Ministério Público concluiu em 2012 que foram desviados ao menos R$ 101 milhões, por meio de fraudes envolvendo contratos de publicidade de órgãos públicos.
Já no caso do chamado Petrolão, R$ 6 bilhões desviados da Petrobras foram devolvidos após acordos de colaboração, leniência e repatriações.
https://twitter.com/grisagregorio/status/1577673527175651330
As dezenas de bilhões do chamado Orçamento Secreto têm sido usadas pelos parlamentares para gastos e investimentos em seus redutos eleitorais, como obras, compras de equipamentos e realização de procedimentos médicos. Não se sabe quanto desse total pode estar sendo desviado em esquemas de corrupção.
Na avaliação de Bruno Brandão, da Transparência Internacional Brasil, a falta de controle sobre esses recursos abre espaço para que uma grande parcela esteja sendo roubada.
“Esse esquema permite isto (desvios de recursos) numa escala talvez não conhecida até hoje e numa forma de pulverização da corrupção, porque é um recurso do orçamento federal jorrando para as localidades que têm menor capacidade institucional de controle. E ainda, além disso, desviando dos mecanismos regulares de transparência e controle do ciclo ordinário orçamentário”, afirma.
“Corrupção não é o único problema”
Para Brandão, porém, o problema não está apenas no desvio de recursos públicos. Na sua avaliação, há outros pontos graves envolvendo o Orçamento Secreto.
Um deles é o fato de, num Orçamento já escasso, uma parcela grande de dinheiro estar sendo retirada de outras despesas importantes para bancar gastos de interesse dos parlamentares.
Um exemplo disso, cita o especialista, é o corte previsto de 59% nos recursos para parcela gratuita da Farmácia Popular, que inclui medicamentos do tratamento da asma, hipertensão e diabetes.
Segundo reportagem do jornal Estado de S Paulo, enquanto a proposta de orçamento para 2023 prevê aumento dos recursos destinados às emendas de relator, a proposta do governo Bolsonaro para a Farmácia popular é de R$ 842 milhões, o que representa um corte de R$ 1,2 bilhão no valor previsto para 2022 (R$ 2,04 bilhões).
Na sua visão, esse tipo de troca — recursos retirados de programas de Estado para engrossarem as emendas — reduz a “eficiência do gasto público”. O problema, diz, é agravado pela falta de critério na hora de distribuir os recursos pelo país, já que uma cidade que talvez tenha mais carência de investimentos pode estar perdendo recursos para outras que são reduto eleitorais de deputados e senadores aliados do governo.
Desequilíbrio na corrida eleitoral
O diretor da Transparência Internacional Brasil cita ainda outro elemento preocupante envolvendo as emendas do relator: a distribuição desses recursos afeta o equilíbrio na disputa eleitoral, enfraquecendo a própria democracia brasileira.
“Talvez esse seja o aspecto mais profundo (do Orçamento Secreto): perverter o processo democrático. Quem se apropriou desse recurso público utilizou para ganhar favores políticos e apoio nessas bases e assim ganhar eleições e se manter no poder. E são justamente as forças mais corruptas que tiveram esse benefício. O resultado agora já mostrou que deu certo. (Esses parlamentares) se mantiveram no poder, o que há de mais corrupto, mais podre na nossa classe política”, critica.
Levantamento da revista Piauí publicado na sexta-feira (07/10) mostrou que “os principais partidos do Centrão (PL, Republicanos, PTB, União Brasil, PSC, PP e Patriota) contaram com mais de R$ 6,2 bilhões de recursos das emendas de relator – uma bolada que ajudou a garantir a reeleição de pelo menos 140 parlamentares”.
“Esse valor é superior aos R$ 5,7 bilhões de recursos do fundo eleitoral distribuído entre todos os partidos. Só no PL, de Bolsonaro, 60 deputados reeleitos puderam destinar às suas bases R$ 1,6 bilhão vindos das emendas de relator”, diz ainda a reportagem.
O levantamento mostra ainda a discrepância da distribuição de recursos entre parlamentares de diferentes partidos.
“Cada deputado reeleito desse Centrão expandido teve, em média, R$ 42,8 milhões de orçamento secreto. O montante é 470% acima da média recebida pelos deputados reeleitos pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, PCdoB, PV, Psol, Rede, PSB, Avante, Solidariedade, Pros) – R$ 7,5 milhões cada”, afirma a reportagem da Piauí.
Os valores analisados pela revista, porém, incluem apenas uma parte do chamado Orçamento Secreto, já que não há transparência total sobre esses recursos.
“A base de dados analisada pela piauí só leva em conta R$ 19 bilhões, dentro de um valor global de R$ 45 bilhões já empenhados (reservados para gasto), restando ainda outros R$ 8 bilhões a empenhar até o fim do ano. Esses R$ 19 bilhões são valores somados entre indicações que se tornaram públicas depois que o Supremo Tribunal Federal determinou transparência e outras planilhas internas do governo obtidas pelo repórter ao longo dos últimos dois anos”, diz a reportagem, assinada por Breno Pires.
O que decidiu o STF
Após o Orçamento Secreto ser questionado no Supremo Tribunal Federal, a Corte determinou que o Congresso desse total transparência às emendas do relator. Em resposta, a Comissão Mista de Orçamento criou um portal em que os pedidos passaram a ser registrados. Mas, para especialistas em transparência, a ferramenta ainda é insuficiente.
Um dos problemas apontados é que é possível inserir como autor do pedido não apenas nomes de parlamentares, mas também pessoas, entidades e órgãos de fora do Congresso. A organização Contas Abertas fez um levantamento dos dados disponíveis e encontrou uma série de inconsistências.
“Dentre os R$ 12,3 bilhões das indicações dos ‘autores’, cerca de R$ 4 bilhões, ou seja um terço das indicações, são atribuídas a ‘usuários externos’. Dentre os usuários externos, existe um classificado simplesmente como ‘assinante’, que indicou R$ 23,6 milhões em emendas de relator”, exemplificou o economista Gil Castello Branco, diretor da organização Contas Abertas, em resposta por escrito à BBC News Brasil em setembro.
Outro problema, acrescentou Castello Branco na ocasião, é que esses dados continuam fora dos sistemas que permitem fiscalizar melhor os gastos do governo federal, como Siga Brasil e Portal da Transparência.
“Os dados mostram que os recursos bilionários são distribuídos sem qualquer critério técnico ou parâmetro socioeconômico, o que distorce as políticas públicas e amplia as desigualdades regionais e municipais”, ressaltou.
Bolsonaro diz que responsabilidade é do Congresso e Lira defende emendas do relator
Bolsonaro tem buscado se distanciar do tema, insistindo que o chamado Orçamento Secreto é uma iniciativa do Parlamento.
“Pelo amor de Deus, para com isso. O orçamento secreto é uma decisão do Legislativo que eu vetei, e depois derrubaram o veto”, disse, ao ser questionado por uma jornalista nesta segunda-feira (02/10).
Na sequência, ao ser interpelado sobre ter recuado do veto, respondeu com irritação e deixou o local da entrevista: “Quem recuou do veto? Ah, eu desvetei? Desconheço ‘desvetar'”.
Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), costuma defender as emendas de relator dizendo que o parlamentar conhece melhor a realidade dos municípios e, por isso, estaria mais preparado para decidir onde aplicar os recursos federais do que as equipes dos ministérios — argumento que é refutado por estudiosos da administração, como a professora da FGV e procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo Élida Graziane.
Na semana passada, ele voltou a usar esse argumento e sustentou também que o novo instrumento orçamentário terminou com o “toma lá dá cá” entre Planalto e Congresso.
“Emendas de relator são lícitas, constitucionais e democráticas. São, além de tudo, uma posição do Parlamento contra as práticas que levaram a crimes do mensalão, captação de apoio político por compra de votos no Congresso. Isso que não pode voltar”, disse Lira em entrevista à Rádio Bandeirantes.
“Usar isso como bandeira de campanha é um erro, vai prejudicar muitas pessoas que tiveram melhorias em suas vidas. É melhor o parlamentar fazer as indicações porque sabe mais das necessidades do povo, do que um ministro que não teve um voto e não conhece o Brasil. Essa prática libertou o Congresso do toma lá dá cá”, afirmou também.
Já o relator do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), refutou que as emendas do relator sejam um “Orçamento Secreto”, em entrevista do final de setembro ao portal de notícias O São Gonçalo, veículo da baixada fluminense.
“E sobre a famosa polêmica das emendas do relator que passou a ser chamada fora do Congresso de ‘Orçamento Secreto’, eu digo que não existe absolutamente nada de secreto. Se tivesse o ‘orçamento secreto’ o Supremo não deixaria fazer e o TCU também não. O que existe é a discussão de critérios de distribuição, mas não existe o orçamento ‘secreto’. Ele passa por toda a análise pública dos três poderes, e obviamente da Câmara e do Senado”, argumentou.
A BBC News Brasil entrou em contato com o Palácio do Planalto, os presidentes da Câmara e do Senado e o relator Hugo Leal, mas eles não quiseram se manifestar para essa reportagem.
– Este texto foi publicado na BBC Brasil.
Frio, chuva, calor e incêndios: a previsão do tempo para este feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Chuva no Sul e Sudeste.
O tempo para o feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, deve ser nublado em quase todas as capitais brasileiras e em grande parte das regiões. Em São Paulo (SP), o dia será abafado no começo da manhã, mas há risco de pancadas de chuva ao longo do dia. Centro-Oeste e partes do Sudeste e Nordeste estarão em alerta vermelho de baixa umidade.
Manaus (AM) deve registrar a temperatura mais alta, com uma máxima prevista de 40º C, enquanto Porto Alegre (RS) será a mais fria, com mínima de 14º C. Na capital paulista, a máxima deve chegar a 30º C, com 17º sendo a mais baixa. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
São Paulo e região Sudeste
Além das temperaturas previstas pela entidade, São Paulo também deve ter trovoadas e ventos na cidade, segundo informações do Climatempo. Os raios devem cair durante a parte da tarde.
O tempo estará “dividido” na região Sudeste. Rio de Janeiro (RJ) e a capital paulista terão nuvens carregadas e chuvas isoladas durante o dia, com mínima de 21º C e máxima de 31º C na fluminense. Por outro lado, Minas Gerais e Espírito Santo estarão menos nubladas e mais secas. Belo Horizonte (MG) e Vitória (MG) devem registrar máximas de 29º C e 31º C e mínimas de 16º C e 21º C, respectivamente.
Centro-Oeste
Alertas de risco meteorológico do Inmet para o feriado de 12 de outubro. Centro-Oeste e Nordeste têm risco de incêndios florestais (Divulgação/Instituto Nacional de Meteorologia) Foto: Divulgação/Instituto Nacional de Meteorologia© Fornecido por Estadão
Brasília (DF) tem um alerta vermelho do Inmet para o feriado. A umidade relativa do ar deve ficar em 12% e, por isso, o instituto chamou atenção para o risco de incêndios florestais na região. Não deve chover na capital federal. A mínima prevista é de 17º C e a máxima de 32º C.
Assim como o sudeste, a Região Centro-Oeste será diferente entre seus Estados. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem esperar muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O primeiro terá máxima de 31º C e mínima de 23º C na capital, Cuiabá, enquanto o segundo tem previsão de máxima de 26º C e mínima de 19º C em Campo Grande. Em Goiás, tempo seco, máxima de 32º C e mínima de 19º C em Goiânia.
Nordeste
O alerta vermelho do Inmet de alto risco também afetará o oeste da Bahia e o sul do Piauí, com o aviso laranja, que requer vigilância, se estendendo para uma pequena parte de Pernambuco e Ceará. A capital mais quente, e também mais fria, será Teresina (PI), com máxima de 39º C e mínima de 24º C, com poucas nuvens e tempo seco.
Salvador (BA) deve chegar a mínima próxima, mas com máxima menor, de 31º C, e chuvas isoladas. Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE) são as outras cidades do Nordeste com risco de precipitações, mas nenhuma deve ser generalizada, com baixo risco de trovoadas e raios.
Norte
Quase toda a Região Norte tem alerta amarelo de perigo meteorológico potencial – o mais baixo, apenas para cuidado na prática de atividades sujeitas à risco – por chuvas intensas, com partes do Acre e Amazonas cobertas pelo alerta laranja. Com 40º C, Manaus terá a maior máxima, junto a pancadas isoladas ao longo da tarde e noite, com trovoadas.
Rio Branco (AC) deve registrar a mínima mais baixa, com previsão de 20º C. Todas as capitais têm risco de chuvas isoladas, com a maior parte sendo no período da noite. Todas devem ter trovoadas e raios isoladas, e as precipitações não devem se generalizar.
Sul
Paraná e Santa Catarina estão quase todas cobertas pelo alerta laranja, também de chuvas intensas, e devem tomar cuidados ao longo do dia. As três cidades mais importantes da região Sul – Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre – deverão ter as mesmas temperaturas máximas: 22º C.
A capital gaúcha registrará a menor mínima, de 14º C. Catarinenses e paranaenses deverão esperar pancadas de chuva mais generalizadas ao longo de todo o dia – mínima de 18º C para a primeira e 16º C para a segunda. Porto Alegre também deve ter precipitações, mas de forma isolada. Apesar de mais seco, o tempo na cidade deve ser nublado e com pouca abertura para sol.
Bebianno não te esqueceu, Jairzinho de Milícias!
O empresário Paulo Marinho é suplente do senador Flávio Bolsonaro. aquele do Rachadão e das tramoias com vendas de chocolates. Paulo Marinho declarou apoio a Lula da Silva no segundo turno das eleições.
Operação conjunta das polícias de Goiás e Bahia prende assaltantes de fazendas.
A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa, em cooperação com a Polícia Civil do Estado da Bahia, deflagrou, na primeira semana do mês de outubro, a Operação Agro Defense.
Durante a operação, três pessoas foram presas, sendo uma na cidade de Formosa/GO e duas na Bahia, mais precisamente nas cidades de São Desidério e Luís Eduardo Magalhães. Outros três suspeitos seguem foragidos.
As investigações, realizadas inicialmente pela Delegacia de Polícia de Planaltina e, posteriormente, encaminhadas ao GIH de Formosa, apontam que vários criminosos teriam invadido, no dia 9 de novembro de 2019, uma fazenda na cidade de Água Fria e empregado grave ameaça com o uso de armas de fogo, feito vários reféns e subtraído quase R$ 2 milhões em defensivos agrícolas. Na ocasião, os criminosos, encapuzados, utilizaram armas longas e curtas e renderam todos os funcionários da fazenda.
Agindo com extrema violência, os suspeitos entraram na fazenda, arrombaram as portas de todas as casas, renderam as vítimas, subtraíram todos os seus aparelhos celulares e mecanismos de comunicação e, posteriormente, trancaram as vítimas em um cômodo, sob vigilância constante. Em seguida, o grupo criminoso chegou com um veículo de grande porte ao local e iniciou o carregamento da carga. O grupo especializado sabia identificar os produtos e subtraiu apenas os defensivos agrícolas de alto valor.
Enquanto o carregamento era feito, os funcionários da fazenda reféns eram constantemente ameaçados. Após o cometimento do crime, os membros da associação criminosa saíram da fazenda, levando os aparelhos celulares dos funcionários, além de um veículo que se encontrava no local. Tanto o veículo quanto os celulares foram posteriormente abandonados nas proximidades. Os suspeitos utilizaram um veículo de grande porte marca Scania de cor vermelha, clonado, para realizar o transporte do defensivo, para a Bahia.
As investigações realizadas pela Polícia Civil ainda apontam que a associação criminosa revendia os defensivos de forma pulverizada, passando para os receptadores pequenas quantidades do produto, de forma a não chamar a atenção das autoridades sobre sua origem ilícita. Além disso, restou comprovado que as informações sobre a dinâmica da fazenda foram passadas por um funcionário de uma empresa terceirizada que fazia obras no local.
Segundo o delegado Danilo Meneses, grande parte da associação criminosa residia no estado da Bahia, mas a iniciativa do crime partiu de pessoas residentes na cidade de Formosa. Um desses informantes ainda possuía total acesso à fazenda e a confiança dos proprietários e funcionários do local. Identificados os suspeitos da prática do crime, foi feita representação pela prisão preventiva de sete suspeitos, sendo a medida prontamente deferida pelo Poder Judiciário.
“Os membros do grupo criminoso possuem, em sua grande maioria, diversos registros de envolvimento em crimes patrimoniais”, conta o delegado. No dia 7 de setembro de 2021, um dos suspeitos, Jorge Diego Batista Pacheco, foi morto em confronto com a Polícia Militar do Estado da Bahia, logo após roubar um caminhão. A ocorrência aponta que, na perseguição, Jorge Diego chegou a atirar contra os policiais, acertando o para-brisas da viatura.
Durante a Operação Agro Defense dois suspeitos foram presos pela PCBA. Um dos suspeitos, que passava informações sobre a dinâmica da fazenda e sobre os defensivos que ali se encontravam no dia do crime, foi preso pelo GIH na cidade de Formosa. Os suspeitos Fabrício Queiroz Silva, Francisco Araújo Santos e Giorlan Conceição dos Nascimento seguem foragidos.
O delegado Danilo Meneses reforça que a colaboração da população, comunicando às autoridades qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos, é de extrema relevância para o cumprimento das ordens judiciais. Vale ressaltar que os membros da associação criminosa investigada são de alta periculosidade e, em sua maioria, contumazes praticantes de crimes patrimoniais. As investigações seguem por parte do GIH de Formosa, com o objetivo de responsabilizar outros suspeitos envolvidos no crime.
Caixa empresta R$ 75 milhões no primeiro dia do consignado do Auxílio Brasil.
Até parece mentira, mas os bancos vão emprestar dinheiro – e óbvio, cobrar juros, de 3,45% ao mês – com garantia no meio salário mínimo, 600 reais, que o governo está concedendo aos mais necessitados. É óbvio que esse valor será usado para pagar dívidas atrasadas e nos próximos meses os beneficiários voltarão a ficar sem uma parte do auxílio.
Nas primeiras horas de operação do crédito consignado do Auxílio Brasil, a Caixa Econômica Federal já emprestou cerca de R$ 75 milhões. Foram aproximadamente 30 mil contratos pactuados, com valor médio de R$ 2.500 até a tarde desta terça-feira (11). Os números serão atualizados pelo banco até o fim do dia.
O empréstimo pode ser contratado pelo aplicativo Caixa Tem, nas lotéricas, em correspondentes Caixa Aqui ou pessoalmente nas agências.
O Auxílio Brasil atenderá, até o fim de outubro, 21,13 milhões de famílias, cerca de 500 mil a mais em comparação ao mês anterior. O empréstimo pode ser solicitado pelo responsável pelo auxílio, mas apenas se o benefício é pago há mais de 90 dias e caso a pessoa não tenha deixado de comparecer a qualquer convocação do Ministério da Cidadania.
A presidente da Caixa, Daniella Marques, já havia anunciado na véspera, em rede social, que o banco começaria a oferecer o empréstimo nesta terça.
As autoridades do Governo estão criando uma zona de conforto para os beneficiários sem alertar para os custos e as consequências do empréstimo. O objetivo eleitoral da medida parece óbvio.
Seria exagero chamar o processo de usura sobre a fome? Os empréstimos para grandes empresas e agronegócio tem juros menor que a metade do percentual exigido dos mais vulneráveis.
Amanhã advogados escolhem lista sêxtupla para novo desembargador do TJBA
Nesta quinta-feira (13), aproximadamente 30 mil advogados deverão escolher seis nomes para compor a lista sêxtupla que disputará uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), através do quinto constitucional da advocacia.
A vaga foi aberta com a aposentadoria do desembargador Lourival Trindade. De 32 candidatos inscritos, 28 estão habilitados para disputar a vaga.
Ronaldo e Neto Carletto retornam à base e vão apoiar Jerônimo Rodrigues no 2º turno.
O empresário Ronaldo Carletto, liderança da Costa das Baleias, e, abaixo, o sobrinho Neto Carletto, deputado federal eleito pelo PP..
Após o resultado do primeiro turno e a recente debandada de prefeitos mudando de lado, o deputado federal eleito, Neto Carletto (PP) e o deputado federal e candidato a suplente de Cacá Leão (PP), Ronaldo Carletto (PP), também resolveram retornar à base petista no estado e decidiram apoiar a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno.
A dupla, que tem como reduto eleitoral o baixo sul e extremo sul da Bahia, apoiou ACM Neto no primeiro turno. No entanto, tendo em vista a perspectiva de vitória petista, tio e sobrinho seguiram com o time do governador Rui Costa (PT), contrariando os caciques pepistas.
“Acho difícil ter relação política com o PP, mas vários quadros do PP estão vindo. Por exemplo, [Ronaldo] Carletto e o sobrinho dele, que ganhou a eleição, Neto Carletto, fecharam ontem com a gente”, afirmou Caetano.
Fontes do BNews afirmam que o anúncio oficial da adesão, no entanto, deve ser feito até o próximo sábado (15) ou domingo (16), quando deve haver uma agenda de campanha na região da Costa das Baleias, território eleitoral dos Carlettos.
Também nesta terça, vereadores do extremo sul ligados aos Carlettos declararam apoio a Jerônimo: os vereadores de Eunápolis, Adriano Cardoso e Pedro Queiroz, ambos do Solidariedade, e de Itamaraju, Daniel Nascimento (PROS) e Alex da Samu (Republicanos).
Do BNews.
Pesquisa Ipespe: Lula 50% x 43% Jair. Ou 54%x46% em votos válidos.
Pesquisa do Ipespe para presidente em parceria com a Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais), realizada por telefone e divulgada nesta terça-feira (11), aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está à frente para o segundo turno eleitoral, com 54% das intenções para votos válidos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 46%.
Votos válidos são calculados com exclusão de brancos, nulos e indecisos. Em votos totais, Lula tem 50%, e Bolsonaro, 43%, no cenário estimulado —quando os eleitores recebem uma lista dos candidatos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na apuração das urnas na primeira rodada eleitoral, Lula terminou com 48,43% (57.259.504) dos votos e Bolsonaro teve 43,20% (51.072.345) dos votos válidos. O segundo turno eleitoral acontecerá no dia 30 deste mês.
A pesquisa foi realizada com 1.100 eleitores por telefone entre os dias 8 e 10 de outubro. O levantamento teve custo de R$ 46.200,00, e possui nível de confiança de 95,5%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-01120/2022.
Votos Válidos
Lula (PT): 54%
Jair Bolsonaro (PL): 46%
Votos totais (Cenário Estimulado)
Lula (PT): 50%
Jair Bolsonaro (PL): 43%
Branco/nulo: 4%
Não sabe: 2%
Espontânea
Na versão espontânea, quando os entrevistados não recebem a lista de candidatos, Lula tem 47% das intenções de voto, e Bolsonaro, 42%.
Lula (PT): 47%
Jair Bolsonaro (PL): 42%
Branco/nulo: 6%
Não sabe: 5%
Thaís Augusto, Folhapress


















