O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que o produtor rural não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. O objetivo deste dispositivo previsto na legislação, é reduzir a sobrevivência do fungo causador da Ferrugem Asiática no ambiente durante a entressafra, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.
Neste mês de junho o Programa Fitossanitário da Soja, mantido pelas entidades agrícolas, vem realizando um importante trabalho de orientação relacionado ao manejo e à legislação.
“Durante a colheita, a máquina pode jogar uma grande quantidade de grãos de soja para fora. Com o terreno ainda úmido, ocorre a germinação. Isto acontece também na época da gradagem, a partir do revolvimento do solo. Chegando próximo ao vazio sanitário, essas plantas se tornam hospedeiras de doenças, que podem infestar as lavouras na safra seguinte, a partir de outubro”, explica o analista ambiental, Gabriel Juchem. Ele disse, ainda, que o produtor precisa fazer a eliminação dessas plantas voluntárias, chamadas de tigueras, pelo manejo cultural, com o uso de grade ou herbicidas.
Os produtores precisam estar atentos aos prazos, para não correrem risco de multas. A partir de 1º de julho, até sete de outubro, as equipes do órgão de defesa sanitária da Bahia começam os processos de fiscalização.
“Estamos orientando os produtores rurais quanto à legislação vigente para a cultura da soja no Oeste da Bahia e sobre as boas práticas agrícolas para o manejo eficiente de controle de doenças e pragas de soja”, destaca o analista ambiental da Aiba, Marcus Vinícius Brasileiro, que complementa. “Nesse período de 99 dias o produtor que não realizar o manejo de tigueras, pode ser multado pela agência estadual de fiscalização responsável”.
A penalidade estabelecida pelo Decreto Estadual por meio da Portaria Nº 235 de 15 de agosto de 2017, prevê multa no valor de R$7.500,00 por propriedade, mais R$100,00 por hectare.
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães através da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte, por meio de convênio com a Liga Desportiva está com inscrições abertas até o dia 18 de julho, para o LEM Open de Tênis (masculino e feminino), que será disputado entre os dias 29 e 31 de julho.
Para realizar a inscrição, basta acessar os seguintes links ou fazer a leitura do QR Code.
A vacinação contra o Covid-19 para crianças e adultos em Luís Eduardo Magalhães está disponível em seis unidades, das 8h às12h e das 13h30 às 17h. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, descentralizou a oferta do imunizante para melhor atender a população. Lembrando que estão disponíveis as seguintes doses:
– Primeira dose para crianças de 5 a 11 anos e pessoas a partir dos 12 anos de idade;
– Segunda dose para crianças de 5 a 11 anos e pessoas a partir dos 12 anos de idade;
– Reforço (3° dose) pessoas acima dos 12 anos de idade;
– Reforço (4° dose) para profissionais de saúde, pessoas acima dos 50 anos e imunossuprimidos.
IMPORTANTE A dose de reforço da Janssen e a segunda dose da Oxford serão feitas com a Pfizer.
Locais de vacinação
Oscar Doener – Santa Cruz;
Ida Klein – Mimoso 2;
Luiz Yoshio Shirabe – Cidade Universitária;
Moacir Marchezan – Mimoso;
Vereda Tropical – no bairro Vereda Tropical;
Jardim das Oliveiras – no bairro Jardim das Oliveiras.
Sábado, 25 de junho
No dia 25 de junho, próximo sábado a vacinação estará disponível na Policlínica Municipal, localizada no bairro Santa Cruz, das 8h às 13h.
O cantor Caetano Veloso faz protesto silencioso durante show, em Brasília, no sábado, pela morte do Indigenista e do jornalista inglês.
Esse caso é emblemático e relembra os milhares de torturados e mortos no período de 17 anos do ditador Pinochet. Mesmo com todo o dinheiro e poder, ele acabou na prisão.
A prisão do tirano Augusto Pinochet foi o cumprimento de ordem de prisão por violações contra os direitos humanos cometidos pelo ditador chileno Augusto Pinochet expedida pelo magistrado espanhol Baltasar Garzón e cumprida a 10 de outubro de 1998 em Londres. Há 10 anos Pinochet tinha deixado o poder. Mesmo assim ficou um ano na prisão e o restante da sua vida (2006) em prisão domiciliar.
A Polícia Federal afirmou três dias após a primeira prisão, do agora criminoso confesso, que não existiam mandantes do crime. Agora aparece com a tese de que existem no mínimo oito pessoas implicadas no crime. Então não existia um chefe? Era uma organização criminosa de orientação democrática e recreativa, onde todos os sócios mandavam?
Preso no sábado (18) por suspeita de participação nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, Jefferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, confessou ter sido também um dos executores dos assassinatos, de acordo com participantes da investigação ouvidos pela Folha.
Além dele, Amarildo Oliveira -o Pelado- admitiu ter realizado os disparos contra o indigenista e o jornalista. Foi Pelado quem conduziu as equipes de busca ao local onde os corpos foram encontrados, numa mata às margens do rio Itaquaí (AM), na última quarta-feira (15).
O terceiro preso é o irmão de Amarildo, Oseney Oliveira, conhecido como Dos Santos. Os investigadores ainda apuram se ele disparou contra Bruno e Dom ou se ajudou na ocultação dos cadáveres.
A Polícia Federal informou neste domingo (19) que, além dos três presos, outros cinco suspeitos já foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres de Pereira e Phillips.
“O comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal do Amazonas, informa que até o momento há três suspeitos presos pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e outras cinco pessoas já foram identificadas por terem participado da ocultação dos cadáveres”, diz o comunicado da PF.
De acordo com a perícia feita pela Polícia Federal, os dois foram mortos com armas de caça. O indigenista foi atingido por três tiros, enquanto o jornalista foi morto com um disparo.
O exame, realizado pelos peritos da PF, indica que a morte de Dom Phillips foi causada por “traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins [chumbinhos presentes em cartuchos de espingarda], ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica”.
Já a morte de Bruno Pereira foi “causada por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins”.
A PF diz ainda que, segundo a perícia, o indigenista foi atingido por dois tiros no tórax/abdômen e um outro tiro na face/crânio.
Os exames ocorrem em Brasília e a expectativa das autoridades é que os corpos sejam liberados até quarta-feira (22).
Frase antológica do folclórico deputado federal Pastor Isidório, em entrevista ao BNews:
“Eu respeito os eleitores que votam em Bolsonaro. Respeito, inclusive, os que ainda votam. Respeito porque política é democracia e cada qual vota em quem quer. Mas, há muito tempo que eu percebi que tem alguma coisa errada”.
O Deputado esclarece o seu raciocínio:
“Por exemplo: a Bíblia diz que pelos frutos se conhece a árvore, não é pela árvore. Não é o que a árvore diz, é o que ela mostra. Quando eu vi o presidente fazendo sinal de arminha, eu procurei na bíblia e Jesus e nenhum de seus seguidores fazendo arminha. Eu não vejo na bíblia que bandido bom é bandido morto.
Vi na bíblia que Jesus morreu entre dois bandidos e quase como um bandido também. E um dos bandidos ele levou para o céu porque se arrependeu. E eu também sou prova de que bandido bom não é bandido morto porque há 28 anos ninguém era mais bandido do que eu. Eu tenho 37 anos de polícia. Eu já era policial e vivia nas drogas, no alcoolismo, assaltos, era envolvido com tudo o que era coisa ruim.
Quando eu vejo esse discurso de bandido bom é bandido morto, eu me preocupo. Qual é o bandido? O preto, pobre, da periferia? E os bandidos lá de cima? Quando vejo sobre a defesa da família, um sujeito que tem filhos com três mulheres diferentes. Eles pregam uma coisa e fazem outra”.
Um bebê de 10 meses está entre os feridos como resultado do acidente ocorrido próximo ao Parque da Galvani.
Na madrugada deste domingo, 19, uma colisão frontal entre dois veículos na BR 242, altura do KM 871, próximo a cidade de Luís Eduardo Magalhães, deixou uma pessoa morta e outras quatro feridas.
Segundo informações obtidas junto a fontes extra-oficais, a colisão ocorreu entre um veículo Hyundai HB20 e um VW Gol, o qual teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente. O condutor do veículo Gol, identificado por Lucas Alves Nogueira de 30 anos, ficou preso nas ferragens e acabou vindo a óbito no local.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros e duas equipes do SAMU estiveram no local no resgate das vítimas que foram encaminhadas para a UPA de LEM.
A PM e PRF estiveram no local, sendo sinalizado a rodovia e registrado o acidente. O corpo de Lucas Alves foi removido para o IML de Barreiras para a realização de necropsia.
Vacina tetravalente que protege contra a Influenza H1N1, H3N2 e duas cepas da Influenza B é no Centro de Vacinas São Camilo. Em Luís Eduardo e Barreiras.
Porque a gente sabe a importância de viver o dia a dia do agro. Afinal, também somos produtores, conhecemos de perto as necessidades e sabemos como rentabilizar o seu negócio rural.
Venha conversar com a gente. Temos a SOLUÇÃO ideal para você.
O terceiro dia do Arraiá de LEM atraiu um público recorde: 35 mil pessoas prestigiaram o show de Wesley Safadão, atração mais aguardada da noite deste sábado (18), em Luís Eduardo Magalhães.
O cearense que emplaca um sucesso atrás do outro, cantou seus hits mais recentes, como ‘Eu já tava bem e ‘Tu tava na revoada’, que já completou 30 milhões de views no YouTube, em menos de um mês de lançada.
Wesley confessou ser um apaixonado pela Bahia. “A Bahia tem uma energia toda especial e é muito bom estar aqui”, declarou. O artista também elogiou a organização do São João de LEM. “Eu estou impressionado com a estrutura dessa festa. O prefeito está de parabéns, muitas atrações, dois palcos, tudo muito lindo”, parabenizou.
Também agitaram a noite, Gustavo Braga, Léo Lima, Aline Fernandes, Oz Primozz do Forró, Tetezinho e Haja Gás.
E a programação do Arraiá de LEM continua nos próximos dias 24 e 25 de junho, confira:
– 24 de junho (Concurso de Quadrilhas)
Quadrilha Junina Tira o Pé na Brasa; Grupo Cultural Junina Cai Mas Não Cai; Junina Ki Balanço; Juninho Moraes e Wellinton Moraes.
– 25 de junho
Sávio Lima, Brian; Chocolate; Isaías Estilizado; Sargento Getúlio; Quarteto do Samba e Jânio e Banda.
O ex-guerrilheiro Gustavo Petro, candidato do esquerdista Pacto Histórico, já é considerado “virtualmente presidente eleito da Colômbia” pelos principais meios de comunicação do país. De acordo com a contagem rápida de votos (94,57% do total de mesas apuradas) realizada pelo órgão oficial, o Registro Eleitoral, o candidato da esquerda ficou em primeiro lugar, com 50,69% dos votos, contra 47,04% de Rodolfo Hernández, candidato populista adotado pela direita.
Petro, que disputou pela terceira vez a Presidência da Colômbia, superou 11 milhões de votos, muito acima dos 10,4 milhões obtidos pelo presidente Iván Duque, que venceu o segundo turno contra o agora presidente eleito, em 2018. Hernández, candidato apoiado por toda a direita colombiana e pelos que rejeitam Petro, obteve cerca de 10,5 milhões de votos.
A participação eleitoral, num país no qual o voto não é obrigatório, segundo confirmaram observadores que estão em Bogotá, atingiu 57,88%, superando os 54% do primeiro turno e alcançando o nível mais alto desde meados da década de 70.
Duque se comunicou com Petro e se dispôs, segundo informou através de sua conta no Twitter, a reunir-se com o presidente eleito nos próximos dias “para iniciar uma transição institucional e transparente”. Em discurso ao país, Hernández agradeceu o apoio dos colombianos que o votaram, “mesmo sendo agora o perdedor”.
Pouco depois de votar neste domingo, em sua conta no Twitter, o ex-prefeito de Bogotá e ex-senador afirmara que “as medições nos colocam muito acima do outro candidato, todas serão publicadas. O único que nos resta é enfrentar a fraude”.O candidato pediu especial participação a mulheres e jovens, dois pilares de sua força política. Petro falou várias vezes em risco de fraude nas últimas semanas, mas finalmente obteve um triunfo contundente, rapidamente reconhecido por seus opositores.
Hernández, um fenômeno eleitoral que surpreendeu ao conseguir uma vaga no segundo turno com um discurso populista e antissistema, ficou em silêncio o dia todo, até que os resultados mostraram que Petro era o vencedor. Como fez na reta final de uma campanha que teve permanentes ataques e troca de farpas entre os dois candidatos, o candidato passou o dia na cidade de Bucaramanga, da qual foi prefeito, sem fazer declarações. Na última semana, quando as pesquisas mostravam um cenario de empate técnico, Hernández evitou aparecer e, apesar de uma ordem judicial, fugiu do debate presidencial com seu adversário.
Em Bogotá, o presidente Duque pedira aos colombianos que participassem em massa da eleição, “para defender a democracia”. No primeiro turno, realizado em 29 de maio passado, Petro foi o candidato mais votado, com 40%. Hernández ficou em segundo lugar, com 28%, se transformando automaticamente no candidato da direita colombiana.
Nas últimas três semanas, o candidato da esquerda obteve apoios importantes de antigos rivais, como o ex-candidato presidencial Alejandro Gaviria. Já Hernández contou com o respaldo do direitista Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), e de quem muitos pensaram que seria o adversário de Petro no segundo turno, o ex-presfeito de Medellín, Federico Gutiérrez, que neste domingo declarou votar “pela democracia”. Durante a primeira etapa da campanha, Fico, como é chamado pelos colombianos, bateu reiteradas vezes na tecla de que Petro representa uma ameaça para o sistema democrático no país.
O técnico Turco Mohamed, enfim, respira com tranquilidade no Galo. Depois de amargar quatro jogos sem vencer e ter o cargo ameaçado, o argentino viu o Atlético-MG quebrar o jejum de vitórias no Brasileirão.
Quem pagou o preço foi o Flamengo, que perdeu por 2 a 0, a partida da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Os gols da vitória atleticana foram marcado por Nacho Fernández e Ademir. O jogo deste domingo, no Mineirão, foi o primeiro de dois seguintes entre os eternos rivais. Na quarta-feira, a dupla se enfrenta novamente, pela Copa do Brasil, também em Belo Horizonte.
Turco em Atlético-MG x Flamengo (Foto: Pedro Souza/Atlético-MG)
Com a vitória, o Atlético chega a 21 pontos e assume a quarta colocação na tabela. O Galo pode ser ultrapassado por Internacional e São Paulo, que ainda jogam.
O Flamengo aparece em 13º lugar, com 15 pontos e tem chance de perder mais posições com o andamento da rodada.
Se a Gasolina a mais de 8 reais não assusta ninguém, imagina para o Pai ou Mãe de família que ganha o salário mínimo e precisa comprar leite a mais de 7 reais o litro. Estamos voltando à subnutrição dos tempos de Collor.
O Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP informa: o preço da cesta básica de alimentos chegou a R$ 1.226,12. Com esse valor a cesta básica superou em R$ 14,12 o valor do salário mínimo, de R$ 1.212. (por Elio Gaspari, na Folha)
O número representa aumento de 500% em relação ao feriado do ano passado, quando foram contabilizados sete motoristas alcoolizados
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou, em apenas três dias, 42 motoristas alcoolizados nas rodovias federais da Bahia. O número representa aumento de 500% em relação ao feriado do ano passado, quando foram contabilizados sete motoristas alcoolizados.
Os números são da operação Corpus Christi, foram divulgado neste sábado (18) e fazem parte do balanço das abordagens feitas entre quarta-feira (15) e sexta-feira (17).
A ação da PRF, até o momento, realizou 3.095 testes de alcoolemia, 200% a mais que em 2021.
a PRF alerta que dirigir sob a influência de álcool é crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro, se o teor do teste for igual ou superior a 0,3mg de álcool por litro de ar alveolar, ou se o motorista apresenta sinais e sintomas de embriaguez e se recusa ao teste.
A ofensiva do Congresso contra a Petrobrastambém colocou na mesa das negociações a proposta de taxação das exportações brasileiras de petróleo. Quanto maior o preço do petróleo, maior a receita potencial do Imposto de Exportação (IE) com a venda ao exterior do petróleo produzido pela estatal. Esse tipo de imposto é raramente usado no Brasil. A ideia é que a sua arrecadação seja usada para bancar a redução dos preços dos combustíveis.
A proposta será discutida na reunião de líderes dos partidos que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), convocou para a próxima segunda-feira para discutir a política de preços da Petrobras, hoje atrelada ao mercado internacional.
No ano passado, as exportações chegaram a US$ 30 bilhões com a média do preço barril em torno de US$ 70. Hoje, o preço do petróleo brent projetado para agosto está em torno de US$ 113. Com média em US$ 110, como em 2022, as exportações podem chegar a quase US$ 50 bilhões neste ano.
Em reação ao reajuste de preços do diesele da gasolina, Lira anunciou que os parlamentares vão aprovar proposta para dobrar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da Petrobras para bancar diferença do custo do diesel do exterior ou para ser usado para um vale para caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativos, fora do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas à inflação. Na prática, a medida sugerida por ele é de um subsídio.
Segundo ele, já há uma proposta similar a essa nos Estados Unidos, feita pelo presidente Joe Biden. “As petrolíferas lá pagam 21% de impostos sobre o lucro e eles estão discutindo dobrar para 42%”, ressaltou.
Por ser uma contribuição, o aumento da CSLL para entrar em vigor precisa de prazo de três meses (chamado de noventena). Já uma elevação do Imposto de Renda demandaria esperar a virada do ano para começar a ser cobrada. Hoje, a alíquota da CSLL para as empresas de petróleo é de 9%.
Em entrevista ao canal GloboNews, Lira disse que o Congresso vai abrir a “caixa preta” e mudar a política de reajuste, hoje atrelada ao preço em dólares praticado no mercado internacional. “Ela não revela como faz essa contabilização da política de preços. É necessário que agora tenhamos que discutir essa política de preços da Petrobras e chamar o Cade mais uma vez à responsabilidade pelo monopólio que existe na Petrobras”, afirmou.
Para o deputado Danilo Forte (União-CE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata de biocombustíveis e faz parte do pacote anunciado pelo governo para reduzir os preços dos combustíveis, “está na hora” de cobrar o Imposto de Exportação. “A gente isenta a Petrobras do produto e ele vira margem de lucro para ela. Vamos discutir isso na reunião de segundo”, disse Forte ao Estadão. “De que adianta dar essa isenção se o povo brasileiro não está se beneficiando nesse momento de alta dos preços e de guerra”, ressaltou.
Forte é também relator da Medida Provisória 1118, que restringe até 31 de dezembro de 2022, o uso de créditos tributários decorrentes de contribuições sociais (PIS/Pasep e Cofins) a produtores e revendedores de combustíveis. Para conceder um subsídio, o governo terá que abrir uma exceção no teto de gastos. Já há uma PEC no Senado para mudar a regra e permitir a compensação pela União aos Estados que reduzirem a zero o diesel e o gás de cozinha.
As duas propostas poderão ser utilizadas para mudanças que as lideranças decidiram propor na segunda-feira. Outro projeto, o PL 1472 de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), também poderá ser utilizado nessa ofensiva política deflagrada contra a Petrobras, depois que a empresa reajustou o preço do diesel e da gasolina. Esse projeto já foi aprovado pelo Senado e tem apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele que cria diretrizes de preços para o diesel, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo e contém brechas no texto que forçam a mudança na política de preços da Petrobras, como quer o governo e as lideranças do Centrão.
Para especialistas, o projeto, que foi aprovado no auge da disparada de preços por conta da guerra da Rússia e Ucrânia, é confuso, fragiliza a política de liberdade de preços e contém zonas cinzentas ao determinar que os preços internos praticados por produtores e importadores devem ter como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação “conforme aplicáveis”. A leitura é de que esse ponto do texto – “conforme aplicáveis” – poderá ser usado de qualquer maneira colocando uma “espada na cabeça” para um controle de preços no futuro.
O projeto prevê a criação de uma conta de estabilização, prevista no projeto com receitas do governo para reduzir o impacto da volatilidade de preços. Pacheco quer que essa conta seja abastecida com os dividendos pagos pela Petrobras pelo lucro da empresa.
“Se a situação dos preços dos combustíveis está saindo do controle, o governo deve aceitar dividir os enormes lucros da Petrobras com a população, por meio de uma conta de estabilização de preços em momentos de crise”, escreveu ele em sua conta no Twitter.
A área econômica sempre foi contra a criação dessa conta e adoção de subsídios. Para mudar a política de preços, integrantes da Petrobrás afirmam que será preciso mudar a Lei das Estatais e depois o estatuto. Uma das travas que foram incluídas depois dos escândalos descobertos pela Lava Jato é a autonomia do diretor de Governança e Conformidade. Ele tem poder de veto quando julgar que a matéria em discussão está violando a governança e conformidade da empresa. Essa posição é atualmente ocupada pelo diretor Salvador Dahan. “Para que ele não saia apertando alguns botões de emergência neste processo, é de se esperar que tentem alterar os poderes desta diretoria executiva”, disse uma fonte.
Baiano de Feira de Santana, e com mais de 13 anos de carreira, Thiago Aquino conquistou o país recentemente, durante a pandemia: foram cinco discos lançados em dois anos e uma infinidade de sucessos, todos na boca do povo.
No segundo dia de festa do Arraiá de LEM, o artista ouviu sua música sendo cantada por um público de 25 mil pessoas numa noite memorável. “Em uma hora e meia de show fica até difícil colocar todo o repertório”, contou Thiago Aquino, que dividiu a noite com Bell Marques, Mano Forrozeiro, Fábio Bairon, Zal e Banda, Baião de 2 e Megha Boys.
Intérprete dos hits ‘Marcha de Núpcias’, ‘Casamento Cancelado’, ‘Ligação Covarde’, ‘Chip Novo, entre outros, Thiago Aquino subiu ao palco do Arraiá de LEM por volta das 00h e levou o público ao delírio.
E a programação continua neste sábado (18), confira:
– 20h00 Léo Lima;
– 21h00 Gustavo Braga;
– 22h00 Wesley Safadão;
– 00h00 Aline Fernandes;
– 01h30 Oz Primozz do Forró;
– 02h30 Tetezinho;
– 03h30 Haja Gás.
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) responsabilizou o presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo novo reajuste, anunciado pela Petrobras, no preço da gasolina, em 5,18%, e do diesel, em 14,26%, que entra em vigor neste sábado (18) no Brasil. O petista disse que Bolsonaro, com o programa econômico do seu governo, deixou tudo caro no Brasil, lembrou que é o mandatário que nomeia a direção da estatal e que ele “cinicamente” sempre busca terceirizar a responsabilidade pelo descontrole econômico no Brasil, com a volta da inflação.
“Bolsonaro é o responsável por deixar a gasolina, o diesel, o gás de cozinha e tudo caro no Brasil. Ele já culpou os governadores, a pandemia, a guerra no leste europeu, a Petrobras, mas o único responsável é ele, que trouxe a carestia e os fantasmas da inflação e da fome para o Brasil com a agenda econômica do seu desgoverno. Está é a verdade inconteste que, cinicamente, ele tenta esconder”, afirmou. “Quem nomeiou a direção da Petrobras foi ele. O governo é o maior acionista da empresa, tem poder de veto, de direção, de decisão. Mas ele está comunado com o projeto que espoleia o Brasil e esfolia o povo brasileiro, com o programa econômico neoliberal do seu governo que trouxe a inflação, a carestia e a fome para nosso país”, bradou o petista.
O parlamentar também chamou de engodo o projeto que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, acusou Bolsonaro de criar uma cortina de fumaça, retirar recursos da saúde, educação, segurança, e não atacar a raiz do problema.
“Bolsonaro, com apoio da turma do atraso, privatizou a refinaria baiana Landulpho Alves e está entregando ao capital internacional outras refinarias brasileiras. Com isso, e a mudança na política de preço, os combustíveis passaram a ser cotados em dólar e sofrem oscilação com a especulação internacional. Essa é a raiz do problema que Bolsonaro, por está comunado com o capital estrangeiro, não quer atacar. Ele cria cortina de fumaça, como esse projeto que retira recursos da saúde e educação dos estados e municípios, e não resolve o problema, tanto que os combustíveis já estão mais caros hoje”, criticou Robinson Almeida.
Uma das atrações mais aguardadas do São João de Luís Eduardo Magalhães, Bell Marques subiu ao palco do Arraiá de LEM cantando os seus maiores sucessos, transformando a Vila Junina em um carnaval fora de época, misturando folia e forró.
Alternando entre músicas do axé com um repertório junino de primeira qualidade, o ex-integrante da Banda Chiclete com Banana, levantou mais de 25 mil pessoas para o Arraiá de LEM, segundo dados da Polícia Militar.
“Festa linda, organizada, o prefeito de Luís Eduardo está de parabéns, porque a paz reina nesse ambiente, um lugar completamente familiar. Vou sair daqui fazendo a maior propaganda dessa festa”, parabenizou Bell.
Em pouco mais de uma hora de show, e com quase 70 anos de idade, Bell distribuiu energia para uma praça lotada que participou da festa em clima de paz. Além das grandes atrações, a estrutura e a organização da festa foram um show à parte.
O sábado promete mais festa com Wesley Safadão, artista ganhou o Brasil se tornando a referência do novo jeito de fazer forró, com uma batida mais acelerada e com um carisma que só ele possui.
E a programação continua neste sábado (18), confira:
– 20h00 Léo Lima;
– 21h00 Gustavo Braga;
– 22h00 Wesley Safadão;
– 00h00 Aline Fernandes;
– 01h30 Oz Primozz do Forró;
– 02h30 Tetezinho;
– 03h30 Haja Gás.
Porque a gente sabe a importância de viver o dia a dia do agro. Afinal, também somos produtores, conhecemos de perto as necessidades e sabemos como rentabilizar o seu negócio rural.
Venha conversar com a gente. Temos a SOLUÇÃO ideal para você.
Greve em 2018, que serviu de plataforma de lançamento da campanha de Jair Messias. O preço do diesel estava pouco acima de R$4. Hoje ronda os 8 reais o litro e os caminhoneiros autônomos estão desaparecendo das estradas. Quem não tem prestação a pagar espera em casa, numa pescaria por fretes bons de pequeno curso.
Por Cristiane Gercina, da Folhapress
O novo reajuste de preços da gasolina e do óleo diesel anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira (17) deve reforçar o movimento dos caminhoneiros autônomos contra a política de preços da estatal. Líderes da categoria criticam o aumentos e acreditam que os impactos no bolso dos brasileiros podem levar a paralisações pontuais no país.
“Estamos sendo massacrados por essa política de preços. O governo pode zerar todos os impostos que a situação não vai mudar”, afirma José Roberto Stringasci, presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil) e coordenador do movimento Soberano Brasil.
A estatal anunciou aumento de 5,2% no litro da gasolina e de 14,2% no do óleo diesel. Os novos preços começarão a valer neste sábado (18). Para Stringasci, os reajustes impactam não apenas os transportadores autônomos e os demais caminhoneiros, mas afetam todos os brasileiros.
“Todos nós pagamos, independente se você tem carro ou não, se tem bicicleta; 70% de tudo que precisamos ao longo do dia é derivado de petróleo e esses reajustes são repassados.”
Ele afirma que a categoria tem se mobilizado para conscientizar a sociedade civil contra a política de preços e acredita que poderá haver paralisações pontuais de caminhoneiros nas próximas semanas, especialmente em estados como a Bahia. “Na Bahia é onde estão sendo mais afetados. Creio que lá vai ter paralisações sim, mas o movimento não é exclusivo da categoria, é da população”, diz ele.
A caravana iniciada no mês passado para protestar contra a disparada no diesel vai para o Nordeste nas próximas semanas divulgando críticas às estratégias do governo para o problema da disparada nas bombas.
No Sul do país, a situação também aponta para “movimentos espontâneos contra a situação”, segundo Carlos Alberto Litti Dahmer, líder da categoria no Rio Grande do Sul, que faz parte da diretoria da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).
“Cada vez que essas medidas são tomadas, a situação econômica do país vai deteriorando, tudo em função de querer manter paridade de preços com o mercado internacional para dar dinheiro para acionistas, em detrimento da própria Petrobras e do povo brasileiro”, afirma.
Dhamer diz que, no Rio Grande do Sul, o aumento dos combustíveis deverá ser ainda maior, já que, segundo ele, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) irá subir. “Hoje, é 12% e irá para 17%.”
“Não impacta só na categoria, impacta toda a população brasileira. Atrás desse aumento vem com certeza gás de cozinha. E isso [reajuste] repassado para os fretes, é inflação na veia, no prato do trabalhador, daquele que ainda consegue comer, pois muitos já estão passando fome.”
Procurado, o Ministério da Economia afirmou que não irá comentar. A Petrobras não se manifestou até a publicação deste texto.
DIESEL SUBIU HÁ CERCA DE 40 DIAS
O novo reajuste da gasolina ocorre após 99 dias sem aumentos. Com isso, o preço médio do combustível nas refinarias da estatal passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. Já o preço do diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu há 39 dias.
Na quarta (15), o Congresso concluiu a votação de projeto de lei que estabelece um teto para alíquotas do ICMS sobre os combustíveis, que pode reduzir o preço médio da gasolina em R$ 0,657 por litro, segundo projeção do consultor Dietmar Schupp.
Na semana que vem, o Congresso debate a chamada PEC (proposta de Emenda à Constituição) dos Combustíveis, que autoriza o governo a zerar impostos federais sobre a gasolina e compensar estados que se dispuseram a reduzir o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha.
Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que o litro da gasolina chegou a R$ 8,49 no país, o do diesel atingiu a máxima de R$ 8,43 e o do etanol, R$ 7,89 na semana entre 5 e 11 de junho, último dado disponível. O preço médio ficou em R$ 7,25, R$ 6,89 e R$ 5, respectivamente.
Uma transferência do caso para a Justiça Federal dependeria de a polícia apontar conexão do crime com a Terra Indígena Vale do Javari
Por Ciro Barros, Rubens Valente, Avener Prado, José Medeiros, da Agência Pública.
Por que mataram Bruno Pereira e Dom Phillips? A resposta a essa pergunta definirá o caminho que o processo seguirá na Justiça, de acordo com fontes próximas à investigação ouvidas pela Agência Pública em Atalaia do Norte (AM).
No caso de o processo permanecer na Justiça estadual, o Ministério Público poderá pedir o desaforamento para a cidade de Manaus (AM), ou seja, solicitar que o futuro Tribunal do Júri seja realizado na capital do Amazonas, a cerca de 1.100 km em linha reta de Atalaia do Norte (AM). A medida contornaria eventuais dificuldades na escolha do júri e pressões políticas e sociais, já que a família dos acusados é grande e bem conhecida na região.
O inquérito sobre os homicídios hoje tramita na Justiça estadual do Amazonas conduzido pela Polícia Civil e sob a supervisão do Ministério Público e da Justiça estaduais. Um segundo inquérito, sobre os desaparecimentos, tramita na Polícia Federal.
Para a Polícia Civil, a autoria do crime foi resolvida a partir de uma confissão do pescador Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, do relato de testemunhas, do trabalho da perícia técnica e da reconstituição do crime que resultaram na localização de restos mortais em área próxima à comunidade São Gabriel. A perícia nos corpos será concluída no decorrer da próxima semana, segundo nota da Polícia Federal.
Chegada de restos mortais em Atalaia do Norte (AM) na noite de 15 de junho. Perícia em Brasília irá confirmar se são de Bruno e Dom
A investigação agora deverá detalhar o que levou Oliveira a matar o indigenista e o jornalista. Definir a motivação do crime terá impacto na decisão que a Justiça deverá tomar em algum ponto do processo sobre a esfera judicial na qual o processo tramitará, se estadual ou federal.
Caso o inquérito hoje conduzido pela Polícia Civil conclua que há conexão do crime com a atuação de Bruno Pereira na Terra Indígena Vale do Javari, o Ministério Público estadual poderá suscitar um conflito de competência, ou seja, indagar ao Judiciário sobre qual esfera deverá julgar o processo criminal. O MP poderá solicitar ao juízo que remeta o processo à Justiça Federal, já que terras indígenas são registradas em cartório como patrimônio da União e devem ser protegidas por órgãos federais, como a Funai, o Ibama e a própria PF. Além disso, Bruno era servidor público federal.
Para a investigação ir para a instância federal, é necessário que a Justiça entenda que as ameaças de “Pelado” a Bruno ocorreram em razão de sua atuação como indigenista. Inúmeras denúncias documentadas pela Univaja, a principal entidade indígena do Vale do Javari, demonstram ameaças e intimidações contra Bruno Pereira e outros indígenas da fiscalização por conta de sua atuação para impedir o saque de riquezas dentro da TI.
Outro argumento que pode ser usado para o caso ir à Justiça Federal seria a comprovação de que os executores agiram a mando de alguma terceira pessoa com interesse em áreas da União ou relacionada ao tráfico internacional de drogas.
O clima em Atalaia do Norte (AM) é de trauma e apreensão entre a população local
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Polícia Federal negou a hipótese de “crime de mando”. Ela disse que, de acordo com as investigações, “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.
A Univaja emitiu uma nota criticando o comunicado da Polícia Federal. A entidade disse que “a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela UNIVAJA em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021.” Segundo a organização dos indígenas, as informações enviadas nos ofícios apontam para a existência de um grupo organizado atuando nas invasões à TI Vale do Javari. “A nota à imprensa, emitida pela PF hoje corrobora com aquilo que já destacamos: as autoridades competentes, responsáveis pela proteção territorial e de nossas vidas, têm ignorado nossas denúncias, minimizando os danos, mesmo após os assassinatos de nossos parceiros, Pereira e Phillips”, afirma a nota.
Por outro lado, pesa contra a tese de que o processo deverá passar à Justiça Federal, segundo uma fonte próxima à investigação disse à Pública, o fato de Pereira estar licenciado do cargo que ocupava na Funai (Fundação Nacional do Índio) quando foi morto.
Outros pontos a serem esclarecidos, diz outra fonte próxima à investigação, é se “Pelado” exercia de fato a pesca ilegal dentro da TI Vale do Javari e se a decisão de matar Bruno se deu em decorrência de ações de fiscalização realizadas pelo indigenista dentro ou fora da terra indígena. Para policiais estaduais, é possível que Bruno tenha confrontado “Pelado” e realizado ações de fiscalização, como a inutilização de material de pesca, em áreas fora do perímetro da TI Vale do Javari. Tal entendimento faria com que o inquérito e o processo continuassem tramitando em âmbito estadual, segundo esta fonte.
As imagens mostram a movimentação das equipes de busca no dia 15 de junho no rio Itaquaí
Uma outra hipótese sobre o desfecho do processo seria a chamada “federalização”, chamada tecnicamente de IDC (Incidente de Deslocamento de Competência). Pela lei, o IDC só pode ser ajuizado pela PGR (Procuradoria Geral da República) junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Poucos casos foram “federalizados” no país até hoje.
A “federalização” foi demandada pelo movimento indígena em um ato público realizado no centro de Atalaia do Norte na última segunda-feira. Após as buscas terem encontrado os restos mortais na última quarta-feira, a Univaja reiterou, em nota, que “o assassinato de Pereira e Philips constitui um crime político, pois ambos eram defensores dos Direitos Humanos e morreram desempenhando atividades em benefício de nós, povos indígenas do Vale do Javari”.
A Constituição estabelece que serão julgados na Justiça Federal os “crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas.” Também são de competência federal os processos judiciais relacionados aos direitos indígenas.
Parentes de “Dos Santos” e “Pelado” foram ouvidos pela Polícia Civil nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira, cinco familiares dos presos Oseney Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, e “Pelado” prestaram depoimentos na delegacia da Polícia Civil de Atalaia do Norte. Essas pessoas negaram supostos mandantes do crime.
Os depoimentos foram acompanhados pelo advogado Ednilson Almeida Tananta, que também representa Oseney e Amarildo Oliveira no inquérito, e por servidores da Polícia Federal. “Estou acompanhando o desenrolar das investigações nessa fase de inquérito policial”, disse Tananta à reportagem, sem confirmar se seguirá no caso a partir da eventual apresentação da denúncia, pelo Ministério Público.
Ednilson Almeida Tananta, advogado de Amarildo (Pelado) e Oseney (Dos Santos) em frente a delegacia com familiares dos suspeitos
O advogado não quis dar detalhes do que conversou com os suspeitos nas suas celas ou sobre os depoimentos de ontem e nem apresentou nenhuma linha da defesa que fará de seus clientes. Oseney e Amarildo seguem presos na delegacia de Atalaia do Norte.
Parte dos depoimentos foi colhida enquanto uma procissão de fiéis da Paróquia de Atalaia do Norte concentrava-se em frente à delegacia de polícia. A procissão, realizada no feriado de Corpus Christi, saiu da delegacia e foi até a igreja da cidade. “Rezamos pelo Bruno e pelo Dom para que sejam acolhidos no festim da eternidade”, disse o padre Alberto, da paróquia de Atalaia.
Padre Zezinho (à esquerda) e Padre Alberto (à direita) conduziram procissão de corpus christi em Atalaia na quinta-feira, 16 de junho. A manifestação religiosa teve início em frente a delegacia e percorreu as principais ruas da cidade, terminando na igreja matriz – os suspeitos, que seguem presos na delegacia, ouviram tudo
Nesta sexta-feira, equipes da Marinha, do Corpo de Bombeiros do Amazonas e do Exército seguem as buscas pela embarcação em que estavam Dom Philips e Bruno Pereira, supostamente afundada pelos suspeitos no leito do rio Itaquaí.
Penitenciárias federais no País: ocupação plena em futuro próximo.
O entreguismo da infraestrutura estratégica do País é crime de lesa pátria e muitos responderão por isso no futuro.
Muitos ainda se lembram da famosa frase do ex-senador Romero Jucá durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.
Pois bem: os resultados do grande acordo espúrio, que defenestrou a presidenta Dilma, estão claros hoje: o Governo de Temer e de Bolsonaro já entregaram, por preço vil, portos, aeroportos, a Eletrobrás e o regime de águas, refinarias, oleodutos, distribuidora de petróleo e agora, com a grande conspiração, jogando o povo contra a Petrobras, vai entregar a petrolífera que já foi a segunda maior do mundo e tem reservas avaliadas em 70 bilhões de barris.
O valor estimado dessas reservas é de 9 trilhões de dólares ou 45 trilhões de reais. Algo como sete anos do PIB brasileiro, soma da produção agropecuária, serviços, mineração e indústria.
Wallace Landim, um dos líderes dos caminhoneiros autônomos, disse nesta 6ª feira (17.jun.2022) que, diante do novo aumento no preço de combustíveis, a greve da categoria “é o mais provável”. Conhecido como Chorão, ele foi um dos responsáveis pelo movimento de paralisação dos caminhoneiros em 2018.
“A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar”, afirmou. “Essa luta não é só dos caminhoneiros, mas de todo o povo brasileiro.”
A Petrobras anunciou, nesta 6ª feira (17.jun), um reajuste nos preços do diesel e da gasolina. O valor da gasolina passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. Já o do diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. Os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) não serão alterados.
O aumento percentual da gasolina foi de 5,18%. Já do diesel foi de 14,26%. Os novos valores passam a valer no sábado (18.jun.2022) para a venda para as distribuidoras, segundo a estatal.
A empresa adota uma política de preços atrelada à variação do mercado internacional, chamada de PPI (Preço de Paridade Internacional).
O líder da categoria disse que o caminhoneiro “está sendo esmagado pela inflação e pela alta do diesel”. Ele também criticou o a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) por não ter “dado início a mudanças estruturantes na empresa”.
“O governo se acomodou e, por ironia do destino, o Ministro apelidado de Posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos. E hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel”, declarou, em referência a Paulo Guedes, titular da Economia.
“Bolsonaro precisa entender que ficar dando ‘xilique’ não vai resolver o problema.”
Leia a íntegra da nota de Wallace Landim, presidente da Abrava, recebida às 12h22 de 17.jun.2022:
“NOTA À IMPRENSA
“Assunto: Alta no preço do diesel
“Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores – ABRAVA, recebe com indignação a informação de nova alta dos combustíveis após 39 dias do último aumento.
“Com o reajuste, o preço médio de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%). Para o diesel, preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro (alta de 14,26%).
“Estamos alertando há muito tempo das consequências dessa política de preços da Petrobras e [sobre o] caos econômico que ela está causando na sociedade.
“Os caminhoneiros autônomos têm 3 grandes contas para pagar: 1º a nossa casa (aluguel, comida, luz, água e etc.), 2º o Diesel (sem ele o caminhão não anda), 3º a manutenção do caminhão. Essa 3ª conta não está sendo paga, colocando em risco sua própria vida e a de terceiros. O caminhoneiro está sendo esmagado pela inflação e pela alta do diesel.
“A grande falha e incompetência do Governo Bolsonaro foi não ter reestruturado a Petrobras e suas operações no início do governo, de não ter dado início a mudanças estruturantes na empresa. O governo se acomodou e, por ironia do destino, o Ministro apelidado de Posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos, e hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel. Bolsonaro precisa entender que ficar dando “xilique” não vai resolver o problema.
“A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve é o mais provável.
“Essa luta não é só dos caminhoneiros, mas de todo o povo Brasileiro.
“São Paulo 17, de junho, de 2022.
“Wallace Landim – Chorão Caminhoneiro
“Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores – ABRAVA”
Vacina tetravalente que protege contra a Influenza H1N1, H3N2 e duas cepas da Influenza B é no Centro de Vacinas São Camilo. Em Luís Eduardo e Barreiras.
Com sucessos como ‘Diga Sim Pra mim’, ‘Sorte’, entre outros mais recentes, a banda Desejo de Menina emocionou os fãs e levou nesta quinta-feira (16) mais de 8 mil apaixonados pelo forró para o primeiro dia de Arraiá de Luís Eduardo Magalhães.
A banda Desejo de Menina, que está com agenda lotada para o mês de junho, subiu ao palco do maior São João do Oeste baiano por volta das 23h e fez bonito.
Também animaram a noite, Forró dos Plays, Lukinhas Rodrigues, Amigas do Samba e Raphael Pereira, Pegada do Povo e Henrique Sallys.
E a festa continua nesta sexta-feira (17), com a presença de Bell Marques que promete um repertório de forró animado. Confira a programação:
– 20h Mano Forrozeiro;
– 21h Fábio Bairon;
– 22h Baião de 2;
– 23h Bell Marques;
– 01h Thiago Aquino;
– 02h Zal e Banda;
– 03h Megha Boys.
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Treze carretas que transportavam 650 toneladas de soja em grãos sem documentação fiscal, com mercadorias avaliadas em R$ 1,2 milhão, foram apreendidas pela operação Veredas do Oeste, que está sendo realizada pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA) entre os meses de junho e outubro.
O objetivo da ação, de acordo com o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-BA, José Luiz Souza, é intensificar a fiscalização e o controle do escoamento da safra de grãos na região Oeste do Estado, “combatendo a sonegação fiscal e assegurando a concorrência leal entre as empresas que atuam na área”.
A operação abrange os maiores municípios produtores de grãos do Oeste, de forma a cobrir os principais centros fornecedores de mercadorias e seus corredores de abastecimento, com atenção especial nas cargas em circulação de saída pela BR-030 e pela BR-020, com destino ao Estado de Goiás.
O gerente de Mercadorias em Trânsito da Sefaz-BA, Eraldo Bispo, explica que “a operação reflete a importância da região como maior produtora de grãos do estado, com grande desenvolvimento socioeconômico voltado para o agronegócio, com destaque para as culturas consolidadas como soja, algodão, milho, feijão e café”.
A operação Veredas do Oeste ampliou o número de Unidades Móveis de Fiscalização, com plantões permanentes nas vias de acesso aos principais municípios da região e fortalecimento do monitoramento das saídas de produtos pela BR-020 e pela BR-030.
Evento “humilhará definitivamente o Brasil, diante de si mesmo e diante do mundo”, afirmou o ex-presidente da OAB.
“A absurda motociata fascista marcada para sábado [(18/6)] em Manaus é a celebração da morte”, afirmou em seu perfil no microblog Twitter, no início da noite desta quinta-feira (16/6), o ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que é pré-candidato pelo PSD ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O agora político se referiu ao tradicional passeio de motocicletas com a participação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que desta vez ocorrerá a pouco mais de 48 horas após a Polícia Federal encontrar os restos mortais que seriam do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira, assassinados no Vale do Javari, extremo sudoeste do Amazonas.
Segundo o tuíte de Santa Cruz, será um “carnaval do ódio que humilhará definitivamente o Brasil, diante de si mesmo e diante do mundo”.
A motociata de Bolsonaro em Manaus tem previsão para ocorrer a partir das 15h, com saída da Ponta Negra – bairro da capital do estado do Amazonas, com IDH de 0,930 e com qualidade de vida semelhante à da Suíça e Austrália, e término na Arena Amazônia Vivaldo Lima – um estádio multiuso localizado no bairro Flores.
“Serão anos para reerguer essa nação”, disse ainda o presidente da OAB, que também interpretou a motociata, como outros perfis da plataforma, “um escárnio”.
Particularmente, ainda não sei como não apareceram nas ruas as milícias dos camisas verdes ou os capas vermelhas da TFP. Sim, a apropriação indevida e ilegal da bandeira brasileira, para decorar jaquetas de inspiração militar ou para decorar parabrisas traseiros de utilitários, já se constitui numa identificação com as atitudes das milícias Schutzstaffel, as famigeradas SS de Hitler, ou com os camisas negras de Mussolini.
Menos de um mês após ser nomeado chanceler da Alemanha, Adolf Hitler conclamou aos membros do Partido Nazista a formarem uma polícia paralela à oficial. As SS, inicialmente criadas para garantir a proteção pessoal de Hitler, e as SA (Tropas de Choque do Partido Nazista), formadas por arruaceiros sem treinamento militar formal, passaram então a ter autoridade policial formal. Isto aumentou ainda mais o poder do Partido Nazista na sociedade alemã.
Isto é o que se prevê para este País caso tenha sucesso o golpe planejado pelo atual Presidente, haja vista que pela via democrática parece impossível se estender no poder.
Um vídeo compartilhado nas redes sociais e em aplicativos de mensagens mostra o que seria parte da operação do drone que sobrevoou o evento político de Lula e Kalil e jogou sobre o público uma substância de forte odor, na tarde de quarta-feira (15), em Uberlândia.
Rodrigo Luiz Parreira, Charles Wender Oliveira Souza e Daniel Rodrigues de Oliveira foram detidos em flagrante pela PM, mas liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para comparecerem posteriormente ao Juizado Especial Criminal.
Polícia prende operadores de drone que atacou público de evento de Kalil e Lula em Uberlândia — Foto: Wladimir Raeder/Divulgação
A polícia informou que eles não tinham autorização para operar o equipamento, que foi apreendido, e poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal, caso seja solicitado.
A apreensão dos três homens ocorreu logo após a operação do drone. Parte dos militantes seguiu o aparelho e junto da polícia chegaram até uma área localizada atrás do Centro Universitário do Triângulo (Unitri), local onde era realizado o evento.
Homem 1: Na hora que acaba o veneno, apita? Homem 2: Apita. Operador: Está saindo muito, fii. Nossa, meu Deus do ceú!
Risos Operador: O povo tá correndo, véi. Homem 2: Acabou não, chefe? Operador: Não, tem produto aqui ainda. Ó o povo, tacando trem lá, véi. Homem 1: Levanta, levanta. Operador: Tenho que levantar, o povo tá tacando trem. Homem 1: Pode levantar. Joga pra cima do palco. Joga pra cima do palco. Operador: Nossa, véi. Em cima do palco? Homem 1: É! Lá no rumo daquelas caixas lá, isso! Homem 2: Aumenta a vazão. Homem 1: Aumenta a vazão. Operador: Já tá no máximo aqui. Homem 2: Uai, tá demorando demais. Operador: Tá ué. É que tá saindo pouco. Homem 1: Será que tem muito ainda? Homem 2: Quantos litros têm? Operador: Tem, nós jogou dois litros só, fii. Homem 1: Roda mais para o lado da arquibancada. Operador: A lá, caindo. Ó o pau lá, cê viu? Homem 1: Dá mais uma volta, vai andando. Não fica parado não. Vai andando que eles não acertam. Não fica parado não.
Risos Homem 1: Não fica parado não. Homens 1 e 2: Sobe mais, sobe mais.
No final da manhã de hoje, quinta-feira, 16, por volta das 11h, uma colisão frontal envolvendo um veículo Ford KA e um veículo Ford Fiesta, deixou seis feridos na BR 135, próximo a localidade de Barra do Riacho, no município de Riachão das Neves.
Equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Uma das vítimas foram retiradas das ferragens e encaminhada para o Hospital do Oeste.
Não há até o fechamento desta matéria, identificação e mais detalhes das vítimas.
A Polícia Rodoviária Federal registrou o acidente e a rodovia que ficou parcialmente interditada.
Fonte: Reportagem de Jadiel Luiz/Blog do Sigi Vilares
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.082 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,07%) e 617 recuperados (+0,04%). Dos 1.557.823 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.523.980 já são considerados recuperados, 3.874 encontram-se ativos e 29.969 tiveram óbito confirmado. Nas últimas 24h, o estado registrou 7 óbitos.
Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.
O boletim epidemiológico desta quinta-feira (16) contabiliza ainda 1.900.470 casos descartados e 338.222 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta quinta-feira. Na Bahia, 63.832 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
Vacinação
Até o momento temos 11.607.965 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.704.045 com a segunda dose ou dose única, 6.111.984 com a dose de reforço e 433.770 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 959.360 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 536.579 já tomaram também a segunda dose.
Decisão foi em linha com o esperado pelo mercado, que passou a concentrar mais as atenções para o que esperar para próximas reuniões.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou, nesta quarta-feira (15), a taxa Selic em um 0,5 ponto percentual, passando de 12,75% para 13,25%. Com isso, a taxa básica de juros atingiu o seu maior patamar desde dezembro de 2016 e com uma alta pela 11ª vez seguida.
A decisão da instituição monetária brasileira foi em linha com as projeções do mercado, que precificava uma alta desta magnitude em meio ao ambiente inflacionário ainda desafiador.
Para a próxima reunião, o Comitê escreveu, no comunicado, que antevê um novo ajuste, de igual (+0,5pp) ou menor magnitude (+0,25pp).
“O Comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, afirma no comunicado.
Além disso, o comitê pontua que seus “passos futuros” poderão ser ajustados “para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.”
Segundo o comunicado, o Comitê entende que a decisão de hoje reflete “a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2023”.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, acrescentou.
Conforme o Copom, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”.
“O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, argumentou.
Ao bater o Goiás por 2 a 1 no Goiás, pela 12ª rodada da competição, no estádio Hailé Pinheiro, em Goiânia, o Internacional de Mano Menezes chega a 11 jogos sem derrota no Brasileirão e vai para o alto na tabela, chegando à terceira posição.
Edenilson e Alan Patrick, em cada tempo, marcaram os gols da vitória do Inter nesta quarta-feira (16) Da Silva fez o gol dos goianos.
A última — e única — derrota do Colorado no torneio aconteceu na primeira rodada. Considerando a Sul-Americana, a invencibilidade chega a 16 partidas. Mano Menezes, por exemplo, não sabe o que é perder como técnico do Inter.
Somando 21 pontos, o Colorado está em terceiro na classificação. Já o Goiás ocupa o 15º lugar, com 14 pontos.
O próximo jogo do Goiás será no domingo (19), contra o Corinthians, fora de casa. Já o Inter enfrenta o Botafogo, no Beira-Rio, também no domingo
Os dirigentes do Benfica, de Portugal informaram ao Flamengo que aceitam a proposta feita para a venda do atacante Everton Cebolinha. Assim, o clube carioca fica bem perto de finalizar a negociação e anunciar a chegada do jogador que deverá ser o primeiro reforço do Rubro-Negro para o segundo semestre.
A proposta do Flamengo é de 13,5 milhões de euros ( R$ 71,97 milhões) iniciais, mais bônus que podem fazer o valor chegar a até 16 milhões de euros
( R$ 85,30 milhões). O Rubro-Negro irá realizar o pagamento parcelado em quatro anos.
Everton Cebolinha tem 26 anos e chegou ao Benfica em 2020. O clube português investiu 20 milhões de euros, cerca de 127 milhões de reais na ocasião, para tirar o jogador do Grêmio, clube o qual defendeu de 2013 a 2020, com excelentes atuações que o fizeram chegar à seleção brasileira.
Vitória sobre o Cuiabá tirou o Flamengo do portal da Zona da Degola.
Resultados de ontem pela 12ª Rodada do Brasileiro.
Festas juninas, com grandes aglomerações, certamente contribuirão para agravar a disseminação do vírus. As autoridades estaduais estão em alerta.
O Laboratório Central da Bahia (Lacen-BA) identificou quatro subvariantes da ômicron no estado. A informação deixou as autoridades em saúde em estado de alerta.
De acordo com a Sesab, 873 amostras coletadas durante o primeiro trimestre desse ano foram analisadas pelo Lacen e 799 sequências foram divulgadas. A análise detectou 730 infecções por subvariantes da ômicron, ou seja, mais de 90% dos sequenciamentos realizados.
Do total, o maior número de casos é do subtipo BA.1, com 660 infectados. A variação BA.1.1 registra 57 ocorrências, seguida pela BA.2, com 11. A mais recente, identificada em abril, é a XF, que tem duas confirmações.
“O maior problema é no momento em que a gente encontra pessoas que não foram vacinadas. Aí é que a gente vai entender como é que está essa força do vírus”, completou.
As subvariantes foram registradas em pacientes de 193 dos 417 municípios baianos. O maior número de contaminações foi em Eunápolis, no extremo sul do estado, com 176 registros da sub-variante BA.1, seguido de Salvador, com 99.
“Essas subvariantes estão circulando no Brasil inteiro, inclusive nesse momento nós estamos fazendo análises de outras amostras porque no Rio, em São Paulo e em outros estados já temos circulações da AB.4 e AB.5. Isso é causado pela movimentação humana”, revelou Arabela Leal.
O aumento de casos da Covid-19 volta a preocupar autoridades da área da saúde. O município de Serra Dourada já cancelou os festejos juninos para evitar a proliferação do coronavírus.
Para o coordenador do Laboratório de Virologia da Universidade Federal na Bahia (Ufba), Gúbio Soares, a presença das subvariantes no estado acende um alerta para a necessidade de manter os cuidados para limitar o avanço do coronavírus.
“Se você tem sintomas, não vai para festa, não entre em contato com pessoas. Se você está em estado gripal, use máscara. A chance de não ter um pico maior pós-festa existe, essa é a realidade”, opinou Gúbio Soares.
Porque a gente sabe a importância de viver o dia a dia do agro. Afinal, também somos produtores, conhecemos de perto as necessidades e sabemos como rentabilizar o seu negócio rural.
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O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá encaminhou à Câmara de Vereadores nesta quarta-feira, dia 15 de junho, o projeto de lei que concede o piso salarial nacional para dos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e dos Agentes de Combate às Endemias – ACE.
Com a aprovação da proposta pela casa legislativa, os servidores passarão a receber o equivalente a dois salários mínimos, no valor fixado de R$ 2.424,00 (dois mil, quatrocentos e vinte e quatro reais) mensais. Além de instituir uma tabela do quadro de progressão horizontal e vertical para os trabalhadores.
Na mensagem enviada aos vereadores, o prefeito destaca a importância da aprovação do projeto com urgência. “Essa é uma forma de incentivo a uma categoria essencial nas políticas públicas relacionadas a área da saúde e tem como objetivo adequar a legislação municipal à Emenda Constitucional que garantiu o piso nacional dos profissionais”, pontuou.
Ricardo Rao (segundo da esquerda para a direita), durante ação em território indígena no Maranhão. À esquerda dele, o guardião da floresta Paulo Paulino, assassinado durante missão dentro da Terra Indígena Arariboia. (Arquivo pessoal)
No dia 25 de novembro de 2019, Ricardo Henrique Rao, indigenista especializado da Fundação Nacional do Índio (Funai), entregou à Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, um documento intitulado “Atuação miliciana conectada ao crime organizado madeireiro, ao narcotráfico e a homicídios cometidos contra os povos indígenas do Maranhão – Um breve dossiê”. O dossiê denunciou o envolvimento de policiais militares e civis em crimes praticados contra a população indígena da Amazônia Oriental, no estado do Maranhão. Após entregar o dossiê, avaliando estar marcado para morrer, Ricardo Rao solicitou asilo diplomático a Noruega, a partir de contatos que havia estabelecido com povos originários daquele país.
Começava para Ricardo um exílio involuntário que ainda não terminou. Após dois anos com asilo temporário, o indigenista foi para Roma, onde está ajudando a articular uma campanha para responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pela morte de cidadãos brasileiros que também têm cidadania italiana, durante a pandemia de covid-19, inspirado em uma jurisprudência construída em processos contra militares acusados de crimes cometidos nos marcos da Operação Condor, durante a ditadura. Em entrevista ao Sul21, Ricardo Rao fala sobre seu trabalho como indigenista na Funai, sobre os crimes que denunciou e sobre o ambiente instaurado no trabalho da Fundação a partir do governo Bolsonaro. “Para quem tem perfil combativo e idealista, é uma situação de acosso permanente”, resume.
Ele também lembra do trabalho do indigenista Bruno Pereira, com quem chegou a trabalhar: “Era um modelo para todos nós indigenistas idealistas. O Bruno é um exemplo disso que estou te falando. Era 24 horas dedicado ao indigenismo. O Bruno pediu essa licença para se preservar do assédio laboral que iam arrumar pra cima dele. Ele ia acabar sendo demitido e por isso pediu a licença. Eu também tentei pedir essa licença, mas ela me foi negada porque queriam que eu ficasse lá perto dos milicianos que eu tinha denunciado para me ver morto”.
Sul21: Como começaram os problemas em seu trabalho como indigenista no Maranhão que acabaram culminando com um pedido de asilo diplomático para o governo da Noruega e sua saída forçada do Brasil?
Ricardo Rao: As coisas começaram a piorar desde o início do governo Temer. Com o governo Bolsonaro, tudo só foi se agravando. No meu caso, a situação começou a se agravar com a apreensão de uma moto. Na logística dos acampamentos de madeireiras sempre tem que ter uma moto que faz deslocamentos de pequena distância para pegar munição, água e alimentos para os madeireiros que estão lá cometendo crime ambiental. E eu apreendi uma moto dessas. Essa moto pertencia a um sujeito chamado Lauro Mineiro, envolvido com crimes ambientais. Dois ou três dias depois, o subcomandante do batalhão da PM de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, com cerca de 300 mil habitantes, invadiu a minha sala querendo a moto de volta. A partir daí eu vi que a situação tinha mudado. Antes não acontecia isso. Na verdade, a PM sempre nos prestou um apoio relutante, mas apoiava. A gente não confiava muito. Era só pela presença deles.
Essa tentativa de extorsão não deu resultado. Assim que ele saiu da minha sala, eu fui para a aldeia e destruí a moto, dentro da lei. A gente pode fazer a apreensão ou a destruição. A lei permite ambos. O protocolo do Ibama e de outros companheiros da Funai mesmo é sempre a destruição imediata porque aí a gente já se livra do risco de os criminosos nos atacarem para recuperar o bem. Neste caso, eu tive o entendimento que o estado de direito e o império da lei já não vigoravam no Brasil.
Esse mesmo oficial da Polícia Militar tinha um contato muito estreito com um Procurador da República que fiscalizava a nossa atuação lá. A Funai, como um órgão federal, está sujeita a um grau de controle externo por parte do Ministério Público Federal. Esse procurador, por ingenuidade ou por opção ideológica, também passou a praticar assédio contra nossa atuação.
Outro evento da maior gravidade que me convenceu de que a situação estava especialmente perigosa foi o envio de um destacamento da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Funai, em 2019. Quando a gente viu isso? A Abin foi na Funai atrás de mim. Na hora pensei, isso aí virou a Gestapo agora? Um dia depois da Abin ter ido na Fundação Nacional do Índio, na rua Simplício Moreira, no centro de Imperatriz, a Funai abriu um processo administrativo-disciplinar contra mim, com uma acusação absurda. Eu percebi que a situação estava ficando muito complicada.
Capa do dossiê entregue por Ricardo à Câmara dos Deputados (Reprodução)
Sul21: Qual foi a acusação?
Ricardo Rao: Salvo engano, foi por conta de uma discussão que eu tive com um servidor, que sabotou uma missão na qual eu estava envolvido. Eu tive uma altercação com ele, mas foi tudo documentado e não foi cometido nenhum delito. Eles aproveitaram essa altercação para abrir esse procedimento. Teriam aproveitado qualquer outra coisa para abrir um procedimento punitivo contra mim. É somar dois e dois. Num dia veio a Abin, no dia seguinte tem um processo deste tipo. Para mim há um nexo muito claro.
Sul21: E aí você foi punido…
Ricardo Rao: Não, não fui punido porque depois da morte do Paulino eu preparei um dossiê e decidi sair do país. Eu sabia, depois de cinco anos lá, que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal do Maranhão estavam completamente contaminados. Eu sempre preparei denúncias muito substanciosas. Nunca vi nenhuma prosperar.
Sul21: Como foi esse episódio da morte do Paulino?
Ricardo Rao: O Paulo Paulino Guajajara, apelidado de Lobo Mau, foi morto em missão de vigilância dentro da Terra Indígena Arariboia. Era um guardião da floresta muito efetivo e eficaz e um bom amigo meu. Ele era vítima de um lawfare muito grande.
Como advogado, eu acompanhei vários processos falsos contra ele. Fui advogado dele e acompanhei um desses procedimentos. O Paulino foi morto num confronto lá no interior da terra indígena. Segundo a Polícia Federal, o caso já está esclarecido. Eu não acredito.
Dias antes, o Paulino tinha me falado sobre uma plantação de maconha muito grande que estava sendo financiada com a participação de um “polícia lá do Rio de Janeiro”, como ele me disse. Na hora, já pensei que tinha milícia no meio. Poucos dias depois, eu fui levar uns indígenas para serem ouvidos numa delegacia de polícia da região, quando conheci um investigador chamado de Carioca. Eu associei as coisas. Pouco depois disso, o Paulino foi morto e o Laércio, primo dele, foi baleado. O Laércio sobreviveu.
Depois da morte do Paulino eu sabia que seria o próximo. Esse Carioca já tinha me dito (usou um termo obsceno que não vou repetir) que “aqui namoradinho de índio morre cedo”. Então eu preparei um dossiê relatando todos esses atos criminosos e encaminhei para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, na época presidida por um deputado do PT que era padre (não lembro o nome agora).
Até onde eu sei, não fizeram nada. Tentei protocolar no gabinete do Tulio Gadelha, mas não tive sucesso. Eu sabia que ia vazar porque sempre vaza e que, a partir daquele momento, a minha vida ia valer muito pouco.
Por conta disso, eu me desloquei até a Noruega onde eu tinha contatos com os povos tribais de lá. Eu havia feito contato com alguns líderes deles durante a Olimpíada Universal dos Povos Indígenas, que ocorreu em Palmas, durante o governo Dilma. Quando a gente olha para o passado vê que dias legais já tivemos. Eu fiz contato e eles me disseram que iriam me ajudar a conseguir asilo na Noruega, o que acabou acontecendo.
Sul21: Houve um pedido formal, então, de asilo diplomático na Noruega?
Ricardo Rao: Sim, houve. E aqui quero agradecer ao deputado Orlando Silva, que intercedeu por mim junto às autoridades norueguesas, a Sonia Guajajara, que também intercedeu por mim, e à doutora Diana Franco, uma promotora de Justiça. Se não tivesse havido um pedido formal eu não teria contado com tanta proteção por parte do governo norueguês.
O indigenista denunciou, entre outras coisas, a exploração ilegal de madeira em terras indígenas (Arquivo pessoal).
Sul21:Então, você saiu do Brasil em 2019 e não conseguiu voltar mais…
Ricardo Rao: Sim. agora eu estou em Roma. Em 2019, eu consegui asilo provisório na Noruega, onde fiquei até março deste ano. O meu advogado me advertiu que, como eu tenho cidadania italiana, era certo que o governo norueguês não iria me conceder o asilo definitivo. Ele me disse que, se eu quisesse, podia ir empurrando essa situação e ficando na Noruega. Eu venho de uma faculdade de Direito que é uma espécie de “Khmer Vermelho” dos cursos jurídicos do país, a Unesp Franca. Estou sempre em contato com meus companheiros de lá, colegas, professores, juízes e promotores. Nós quebramos a cabeça para arrumar uma maneira de tentar buscar justiça e dar uma resposta jurídica aos crimes reiterados de Jair Bolsonaro. Uma das ideias que nos ocorreu é o que eu vim fazer aqui em Roma.
No genocídio da covid, patrocinado e executado pelo Bolsonaro, pelo Pazuello, pelas Forças Armadas que ficaram fabricando cloroquina, entre as vítimas fatais há um número, que estimamos na casa das centenas, de brasileiros e brasileiras que também tinham cidadania italiana. Esses mortos estão sujeitos à proteção das leis italianas. Já existe jurisprudência neste sentido, como é o caso do coronel Áttila Rohrsetzer, que matou um cidadão italiano na Operação Condor.
Nós vamos utilizar essa jurisprudência, que serviu para condenar esse coronel, para condenar Jair Bolsonaro, Pazuello, coronel Elcio, Eduardo Ramos e outros. Assim, considerando que eu não poderia adquirir o status de asilado definitivo na Noruega, vim para Roma para tocar essa iniciativa.
E faço aqui um apelo aos gaúchos que lerem essa entrevista. Sei que tem muitos italianos aí. Estamos precisando de pessoas que perderam familiares ou amigos, com cidadania italiana, que se disponham a participar dessa ação identificando essas pessoas para nós. Quem perdeu um nonno ou uma nonna e não se conforma com essa morte evitável, nos ajude a identificar vítimas para que a gente possa tomar as medidas necessárias aqui na Itália.
Estamos aqui lutando com a maior dificuldade. Estou morando numa ocupação aqui em Roma graças a uma articulação feita por companheiros sem teto. Na Noruega, eu tinha um apoio estatal muito forte, tinha casa, comida, internet e um salário. Eles não me permitiam trabalhar. Aqui eu não tenho nada disso. A Nadir Paulino, enfermeira da Funai, minha mãe, que tem uma pensãozinha desse tamanho, está convertendo metade dela em euro e mandando pra mim. Não estou reclamando, não. Mesmo com toda essa dificuldade, nós já conseguimos identificar uma vítima. Mas só uma vítima não vai comover o procurador da Vara Penal daqui. Eu tenho informação de que toda a família Bolsonaro está tirando passaporte. Eles acham que depois disso tudo eles vão pegar um sacão de dinheiro e vir pra cá viver “la dolce vita”. Não vão. E, no que depender da nossa ação, “la dolce vita” com a qual estão delirando vai ser “molto amara”.
Sul21: Pelo que você vem conseguindo acompanhar, qual a situação vivida hoje pelos servidores da Funai, sob o governo Bolsonaro?
Ricardo Rao: Para quem tem perfil combativo e idealista, é uma situação de acosso permanente. A Funai sempre foi dividida. Quem escreveu sobre isso com muita propriedade foi o Marcio Meira, responsável pela reestruturação da Funai e presidente da Fundação durante cinco anos, o que é uma raridade. Ele conseguiu dar uma continuidade administrativa e disse que não conseguiu fazer mais porque a Funai é um órgão faccionado. Há grupos internos que se digladiam constantemente. Sempre tivemos, desde os tempos do Rondon. Temos, por exemplo, aqueles que entram no serviço público não para servir ao público, mas para servir a si mesmo. Eles representam um perfil tremendamente maléfico. Esse pessoal está soltando rojão no atual governo. Eu vi com os meus olhos servidor da Funai falando que “índio não presta” e coisas do tipo. Esse tipo de servidor e aqueles ainda do tempo da ditadura estão muito bem. Estão recebendo sem precisar trabalhar.
Essa banda podre está aproveitando para abrir um monte de procedimentos administrativos disciplinares contra nós, que somos da banda rondoniana. Olha o trabalho do Bruno, que coisa linda. Morrer, se preciso for. Nada mais Rondon que isso.
Sul21: Você conheceu o Bruno Pereira?
Ricardo Rao: Sim, eu conheci o Bruno. Entramos juntos no mesmo concurso, fiz o treinamento com ele e estivemos juntos em uma ou duas missões. Tinha o perfil rondoniano clássico. Era um modelo para todos nós indigenistas idealistas. O Bruno é um exemplo disso que estou te falando. Ele não saiu da Funai porque foi exonerado a mando desse Sergio Moro, que deu a ordem para destituí-lo da sua função de coordenador geral de índios isolados. Ele foi destituído da função, mas seguiu com o cargo do concurso dele que era agente em indigenismo. Eu ficava pensando como é que um cara tão capacitado como o Bruno não era indigenista especializado, como um cara burro como eu acabei me tornando. Depois me dei conta que isso foi pela dedicação dele. Ele não tinha tempo nenhum. Era 24 horas dedicado ao indigenismo. O Bruno pediu essa licença para se preservar do assédio laboral que iam arrumar pra cima dele. Ele ia acabar sendo demitido e por isso pediu a licença. Eu também tentei pedir essa licença, mas ela me foi negada porque queriam que eu ficasse lá perto dos milicianos que eu tinha denunciado para me ver morto.
Sul21: O desaparecimento dele e de Dom Phillips está repercutindo muito aí na Itália também?
Ricardo Rao: Sim, muito. Daqui a pouco, inclusive, vou dar uma entrevista para uma televisão italiana sobre isso. Não sejamos ingênuos, né, aqui o nome do Bruno sempre vem em segundo lugar. Em primeiro vem o do Dom. Mas esse é um mal que vem para o bem. Isso serviu para mostrar ao mundo quem é Jair Bolsonaro e quem é o Exército brasileiro. Achei uma grande indignidade uma declaração do Mourão que ouvi ontem. O homem é general do Exército, a origem dele é o Batalhão de Infantaria da Selva e ele vem dizer que “lá é perigoso mesmo”. Mas pra que esse senhor recebe seu salário? Se é perigoso, faça o seu trabalho e torne aquela região segura. Esse governo serviu para que enxergássemos o grau de decomposição das Forças Armadas. É o império da mamata e da inépcia.
Sul21: Como está a tua situação legal hoje dentro da Funai?
Ricardo Rao: Eu fui criminosamente exonerado. Cabe destacar aqui um detalhe do direito administrativo. Você só pode exonerar um servidor público da função dele, não pode exonerar do cargo. Eu sou indigenista especializado. Para a Funai se livrar de mim, só tem um jeito: me demitindo. E eles só podem me demitir se eu fizer alguma coisa muito grave e depois de um processo disciplinar. Assim que me concederam o asilo diplomático, a Funai cortou meus vencimentos. Era para eu ter continuado não recebendo tudo, mas o básico sim. Foi até bom que tenham cortado. Acho antiético isso. Como ia ser muito trabalhoso pra eles encontrar uma razão para me demitir, eles retornaram ao meu estágio probatório. Como disse, eles podem exonerar um servidor de sua função ou durante o estágio probatório, que são os três primeiros anos em que você trabalha. Quando eu saí do Brasil, eu já tinha dez anos de Funai. Eles arrumaram um erro formal no meu estágio probatório, lá em 2015, e a partir daí eu fui exonerado e condenado a devolver todos os meus salários e diárias que recebi depois do meu estágio probatório, no qual fui aprovado com nota máxima. Eu tenho elogios de todas as coordenadorias regionais por onde passei. Fui nomeado para três cargos de chefia.
Então, do ponto de vista formal, eu me encontro na condição de exonerado por não ter superado meu estágio probatório, uma decisão tão esdrúxula que eu nem me preocupo com ela. Advogados e juízes já me garantiram que é uma decisão tão absurda que conseguiremos uma liminar contra ela facilmente quando eu retornar ao Brasil.
Sul21: Você pretende voltar ao Brasil e voltar a trabalhar na Funai?
Ricardo Rao: Claro, pretendo sim. Não sou emigrante, não. Só não sei quando. O futuro é um grande ponto de interrogação. Esses criminosos estão empoderados. Toda a estrutura do Estado está infiltrada. Com a vitória do Lula, ele vai ganhar o governo, mas a gente precisa saber como será para ele ganhar o Estado. O Supremo Tribunal Federal deu ordem para não se invadir favela. Eles invadem todo dia, matam e ainda falam: “E aí, Supremo?” Nós não estamos vivendo no império da lei. Eu afrontei diretamente esse grupo político criminoso. Não sei quanto tempo vai levar para ser seguro o meu retorno. Na verdade, eu não sei se vai ser seguro o meu retorno. Eu estava conversando com a deputada Maria Dantas e ela me disse que vai demorar muito tempo.
É com um pesar muito grande que eu vejo o que está acontecendo no nosso país. Para mim, o Brasil está parecendo a Espanha no período pré-guerra civil.