Nova Hidrovia do São Francisco promete revolucionar logística entre Minas e Pernambuco.

300416521_393575929575606_3472191478597959631_n

Projeto do governo federal reativa transporte comercial no Velho Chico após mais de uma década, com foco em sustentabilidade, integração modal e desenvolvimento regional

 A navegação comercial no Rio São Francisco, suspensa desde 2012, está prestes a ser retomada com um ambicioso projeto do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Batizada de Nova Hidrovia do São Francisco, a iniciativa visa reativar o transporte fluvial entre Pirapora (MG) e Petrolina (PE), em um percurso de 1.371 quilômetros navegáveis — parte de um total de 2,8 mil km de extensão do rio.

Apelidado de Velho Chico, o São Francisco atravessa 505 municípios e abastece cerca de 11,4 milhões de pessoas. Agora, passará a desempenhar um papel estratégico na logística nacional, interligando o Sudeste, o Nordeste e o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) de forma mais barata, eficiente e ambientalmente sustentável.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, grandes grupos já demonstraram interesse em operar a hidrovia, que promete reduzir o custo do transporte de cargas e aliviar a pressão sobre as rodovias. Atualmente, mais de 70% das cargas brasileiras ainda circulam por caminhões. Um único comboio fluvial, no entanto, pode substituir até 1,2 mil caminhões, reduzindo significativamente as emissões de CO₂ e os impactos ambientais.

Etapas e intermodalidade

O projeto será executado em três etapas. A primeira — de 577 km — ligará Juazeiro e Petrolina a Sobradinho e Ibotirama, na Bahia, com previsão de movimentar cinco milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano. A segunda etapa, de 156 km, chegará até Bom Jesus da Lapa. A terceira estenderá a hidrovia em mais 648 km até Pirapora, em Minas Gerais.

Essa reestruturação contará com integração intermodal por ferrovias e rodovias, como a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), conectando a hidrovia aos portos de Ilhéus, Porto Sul e Aratu-Candeias. Entre os produtos que circularão pela nova rota estão açúcar, óleo, sal, café, gesso e grãos.

Gestão e infraestrutura

A gestão da hidrovia será descentralizada: deixará de estar sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e passará para a Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia), que já deu início aos estudos técnicos para viabilizar a navegação.

O plano inclui ainda a construção de 17 Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas. Seis dessas estruturas já estão em fase de projeto, enquanto 11 estão em planejamento. Os editais das IP4 de Petrolina e Juazeiro devem sair em setembro, com obras previstas para começar em janeiro de 2026.

Ao conjugar preservação ambiental, logística de baixo custo e desenvolvimento regional, a Nova Hidrovia do São Francisco pode se tornar um eixo vital de integração nacional — reconectando o Brasil por suas águas.

Por Luís Carlos Nunes, em Caso de Política.

A impressionante incapacidade do País para construir ferrovias.

Em mais um leilão da chamada Infra Week (série de leilões organizada pelo Ministério da Infraestrutura nesta semana), foi licitado um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) nesta quinta-feira, 8. A vencedora do certame foi a Bahia Mineração (Bamin), sem ágio e com proposta única, de R$ 32,7 milhões.

A Bamin já atua na região e deve verticalizar suas operações.

Promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o leilão ofereceu à iniciativa privada o trecho da Fiol entre as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia, de 537 quilômetros de extensão. O contrato será de 35 anos.

O projeto está localizado em um importante corredor de escoamento de minério de ferro do Sudoeste baiano, ligado ao Porto de Ilhéus, e possibilitará o transporte de grãos do oeste baiano ao terminal.

O valor mínimo de outorga foi estabelecido em R$ 32,7 milhões. Segundo estudos do governo, estão previstos investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões no trecho.

É impressionante a incapacidade do País em construir ferrovias. Desde os idos de 60, quando os governos da ditadura optaram pelas estradas rodoviárias, reduzindo as ferrovias para pouco menos de 30 mil quilômetros, quase 50% do que o País já possuiu, só colhemos insucessos.

A Norte-Sul, iniciada por Sarney, levou 40 anos para ser inaugurada e algumas deficiências construtivas ainda hoje permanecem. A Transnordestina hoje liga lugar nenhum com lugar algum, com menos de 1/3 do trecho previsto. E a FIOL travou, sem conclusão no seu primeiro trecho e também sem o terminal portuário. 

Há poucos dias o atual presidente da República fez um festão para autorizar a licitação de um trecho de 18,5 km. Jamais chegará a Barreiras, para tirar ao menos uma parte dos caminhões de soja e fertilizantes que circulam em prosaicas rodovias de pista simples e cheias de perigos.

Parece que agora sai: projetos ferrovia e Porto Sul sobem mais um degrau.

Um futuro de mais oportunidades vem se concretizando para mineração da Bahia. Os projetos interligados do Porto Sul, em Ilhéus, e a finalização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho de Ilhéus até Caetité, seguem avançando.

Com projeção para plena operação a partir de 2024, o corredor logístico irá escoar e distribuir minérios e grãos produzidos no estado, podendo gerar aumento de 1,93% no PIB da Bahia.

A realização dos projetos “irá trazer um incremento para a economia local, além de atrair novos investimentos e empresas do setor de infraestrutura e logística para a região, trará mais oportunidades de emprego e renda”, afirma o coordenador de infraestrutura da Casa Civil, José Carlos Valle.

“Os projetos também irão contribuir para outras cadeias produtivas, intensificando o desenvolvimento do comércio e do turismo, por exemplo”, completou Valle.

A construção do Porto está em fase preparatória, com a realização de capacitações de mão de obra local, além da implantação dos programas ambientais. Desde junho desse ano, o Governo do Estado iniciou o processo de desapropriações para a implantação do equipamento.

O Porto será construído através de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) firmada entre o Estado e a Bahia Mineração (Bamin). Com investimento de R$ 2.5 bilhões, a estrutura contará com um terminal, com capacidade de armazenamento e transporte de até 41,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano.

O Porto Sul tem relação direta de dependência com a Fiol. A Ferrovia irá transportar a produção de minérios e de grãos até o Porto Sul para que as cargas sejam distribuídas. Como agente fomentador da Fiol, o governo estadual realizou o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), que acaba de ser aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A validação permite o avanço no processo necessário para que a União realize a licitação da Ferrovia, que está prevista para o primeiro semestre de 2020.

O trecho a ser licitado possui 537 km de extensão e já está com mais de 70% concluído. Após a retomada das obras, o prazo para a conclusão é de dois anos.

Memorando de Entendimento.

Em setembro de 2017, o Governo do Estado assinou, em Pequim, um Memorando de Entendimento (MOU) com consórcio chinês e com o Eurasian Resources Group, acionista da Bahia Mineração, para desenvolvimento do projeto do Porto Sul, da Fiol e da mina de Pedra de Ferro, localizada em Caetité.

O documento estabelece que as partes desejam cooperar para a concretização dos projetos de forma integrada. O consórcio chinês é formado pelas China Communications Construction Company Ltd. (CCCC) e China Railway Group Limited (Crec).

Pelo caminho mais curto e rápido, a BR 430, depois de pronto este trecho da FIOL até Caetité, os grãos de Luís Eduardo Magalhães ainda precisarão percorrer 539 quilômetros via rodoviária. A operação, no entanto, ainda estará dependente das instalações de transbordo em Caetité e de instalações adequadas no novo porto de Ilhéus. 

Obras da FIOL estão paradas, apesar da propaganda de Bolsonaro

Na sequência do tuíte, Bolsonaro ainda afirma: O governo está fechando primeiro trecho que vai para concessão em 2020 (Caetité-Ilhéus) e já adiantando bem o segundo trecho. Ideia original prevê a extensão da linha até o Tocantins, integrando-a à Norte-Sul e conectando o litoral baiano à produção do interior do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou seu perfil nas redes sociais nesta segunda-feira (7) para exaltar o trabalho de seu governo frente a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. No entanto, em vários lotes, as obras estão praticamente paradas por falta e recursos.

O presidente ressaltou que a obra está sendo executada em diversas frentes, com construção de viadutos, lançamento de dormentes, terraplenagem e recuperação de passivos.

No seu Twitter, Bolsonaro disse ainda que o governo está fechando o primeiro trecho que vai para concessão em 2020 (Caetité-Ilhéus) e adiantando bem o segundo trecho (Caetité Barreiras). Ele ainda lembrou que projeto prevê a extensão da linha até o Tocantins, integrando-a à ferrovia Norte-Sul. “Conectando o litoral baiano à produção do interior do Brasil”, disse.

No entanto, o lote 5, compreendido entre Caetité e Bom Jesus da Lapa, está com as obras praticamente paradas. Segundo apurado pela Agência Sertão, somente na última semana, cerca de 300 operários foram demitidos pelo consórcio de empresa que executa a construção.

Ao todo, dos cerca de 650 trabalhadores que executam a obra, cerca de 400 foram demitidos desde o início de setembro.

As frentes de trabalho estão praticamente paradas, sendo priorizados apenas os serviços de conservação. Apenas na região de Brejinho das Ametistas, próximo à ligação com o Lote 4 (início do trecho I), há homens e máquinas trabalhando. O trecho que avançava em direção à ponte sobre o rio São Francisco foi paralisado.

A situação é parecida nos outros lotes tanto do primeiro trecho, quanto do segundo.

No início de setembro, as obras foram totalmente paralisadas após a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., estatal responsável pela construção da ferrovia, informar que os recursos prometidos pelo Governo Federal não vieram na velocidade necessária para tocar o projeto.

Por esta razão, a Valec decidiu pela paralisação dos serviços cujos os recursos ainda não havia sido empenhados até o fechamento das medições do último mês. Isso incluiria a maioria os serviços previstos até o fim do ano para a construção. Da Agência Sertão, editado.

O Messias não é fácil, nem o seu povinho de comunicação. Tomam qualquer bobagem ditas pelos ministérios e tascam nas mídias.

A ferrovia precisava desta ponte. E o Oeste baiano precisa da ferrovia.

Estão prontas as obras da maior ponte ferroviária do País, que deverá receber os trilhos da Ferrovia Oeste Leste. É a maior obra de arte da ferrovia, no trecho entre Bom Jesus da Lapa e Serra do Ramalho, com 2.900 metros de extensão sobre o rio São Francisco.

O vídeo abaixo foi realizado em setembro, mas agora as obras estão definitivamente concluídas.

Terceirizada ou não, a obra precisa ser complementada: vai retirar cerca de 1.500 caminhões por dia da rodovia BR 242, barateando fretes e aumentando a competitividade do agronegócio baiano e do Matopiba nos mercados internacionais.

Estamos fazendo ajustes para retomar a Fiol e iniciar o Porto Sul, diz Rui

Os principais executivos de duas empresas chinesas que formam o consórcio com a Bahia Mineração para construção do Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), além da exploração da mina de minério de ferro em Caetité, se reuniram com o governador Rui Costa, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, e o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, na tarde desta terça-feira (20), na Governadoria, em Salvador. 

Durante encontro de apresentação, os executivos das empresas CREC e CCCC reforçaram o interesse em, juntamente com a Bahia Mineração, iniciar as atividades o quanto antes na Bahia. Além da visita ao governador, o grupo de 11 chineses visitou essa semana a mina em Caetité, as obras da Fiol e o local onde será construído o Porto Sul, em Ilhéus. Antes do encontro com o governador, nesta terça (20), eles também fizeram uma visita de cortesia a uma comissão de deputados na Assembleia Legislativa (Alba).

Na ocasião, Rui destacou o trabalho que vem sendo realizado para trazer grupos estrangeiros que tenham interesse nos projetos e afirmou que até o fim deste ano será tomada uma decisão. “Nos reunimos com o consórcio formado por empresas chinesas que estão se preparando para disputar o leilão [da Fiol], que o governo federal deve publicar ainda esse ano. A minha expectativa é de que possamos ter uma solução definitiva sobre esses dois empreendimentos [Fiol e Porto Sul] ainda em 2018. Estamos dando os últimos passos e fazendo ajustes para que, no início de 2019, possamos fazer a retomada da obra da ferrovia e o início rápido e consistente do Porto Sul. Daremos um passo expressivo para o desenvolvimento da Bahia e levaremos ao interior do estado uma infraestrutura capaz de acelerar o crescimento e a oportunidade de emprego para o nosso povo”, ressaltou. 

Continue Lendo “Estamos fazendo ajustes para retomar a Fiol e iniciar o Porto Sul, diz Rui”

Chineses estão chegando para assumir ligação da FIOL com o novo porto de Ilhéus

Os chineses vão começar a construir a integração entre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, em Ilhéus, em fevereiro. A informação foi confirmada ao bahia.ba pelo vice-governador e secretário estadual de Planejamento (Seplan), João Leão (PP).

A China tem interesse no empreendimento porque quer escoar a soja do Centro-Oeste até o porto baiano. A soja – e derivados – é o segundo principal comprado pelo país, atrás do minério de ferro.

Segundo o titular da Seplan, no dia 22 de janeiro, os chineses vão desembarcar em Salvador para discutir, além da Fiol, a construção da ponte Salvador-Itaparica, que terá a licitação aberta em abril, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em São Paulo.

“Vai ganhar a licitação quem tiver cacife e a melhor proposta, mas acho que nenhuma empresa brasileira tem condições para executar a obra. Uma pena”, disse, ao ressaltar que para erguer a ponte e o Sistema Viário do Oeste (SVO) serão investidos em torno de R$ 7,6 bilhões.

Chineses mostram interesse pela infraestrutura da Bahia, principalmente a FIOL e o porto

chineses-1

Os chineses,  exímios construtores de ferrovias, estão interessados na Ferrovia de Integração Oeste Leste – FIOL. Ao menos essa é a impressão do governador Rui Costa e do vice-governador João Leão, que acompanharam uma comitiva de empresários chineses ao Oeste, às obras do caminho de ferro e à Valença.

Os empresários chineses estão na Bahia desde o dia 23, percorrendo áreas do interior baiano interessados em projetos para investimento e almoçaram com o governador Rui Costa no Palácio de Ondina, nesta segunda-feira (27), acompanhados do vice-governador João Leão e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. 

chineses-1

Na ocasião, o governador destacou a importância da visita para a Bahia. “Estamos concretizando agora, em pleno Carnaval baiano, nosso plano de atrair grandes investimentos para projetos importantes do estado, que vão mudar completamente o perfil do nosso desenvolvimento econômico”, afirmou Rui. “E ainda aproveitamos para divulgar o nosso Carnaval, a maior festa de rua do planeta, capaz de atrair mais turistas orientais”. 

O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, representantes do Banco de Desenvolvimento da China no Brasil e das construtoras China Railway Engineering (Group Crec 10) e China Communications Construction Company (CCCC) participaram do encontro.

O grupo de executivos chineses já percorreu milhares de quilômetros de carro para avaliar as potencialidades de investimento na Bahia. Eles visitaram a fábrica de leite Leitíssimo, em Jaborandi, passaram por Correntina, onde conheceram a fazenda Universo Verde, gerida por um grupo chinês, e seguiram às margens da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), no trecho entre São Félix e Bom Jesus da Lapa, empreendimento que despertou o interesse de grupos chineses. 

De lá, passaram por Caetité, Guanambi, Jequié e, por fim, Ilhéus, onde será construído o Porto Sul, destinado a escoar produtos como minério e grãos do oeste baiano. O porto é um dos projetos que o governo baiano apresentou aos executivos chineses, em março do ano passado, quando Rui esteve na China. 

A comitiva também conheceu o projeto da ponte Salvador-Itaparica, um empreendimento importante para o desenvolvimento do baixo-sul. O grupo seguiu até Valença, no sul baiano, e retornou a Salvador pelo sistema Ferry-boat, para conhecer o trajeto da Ponte Salvador-Itaparica. Ainda nesta segunda (27), os empresários vão conhecer o Carnaval de Salvador com o governador, que acompanhará os executivos no circuito Dodô (Barra-Ondina).

A maior via férrea do mundo

Desde o princípio de janeiro, empresas chinesas estão operando o maior percurso de via férrea do mundo, entre a China e Londres.

Com uma duração de 18 dias, o comboio de mercadorias percorre um total de 12 mil quilómetros, num trajeto que é direto e o maior do mundo.

O trem chinês que está revivendo a rota da Seda, numa viagem de 14 mil km.
O trem chinês que está revivendo a rota da Seda, numa viagem de 14 mil km.

A viagem que se inicia na cidade de Yiwu, situada a 1.400km de Pequim, passa pelo Casaquistão, Rússia, Bielorrússia, Polônia, Alemanha, Bélgica, França e tem como destino Inglaterra.

Numa tentativa de serem criados laços financeiros com a China, o ex-primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron, propôs que Londres fosse o principal centro de negociações com o mundo ocidental.

De acordo com o jornal britânico “Telegraph”, a nova linha ferroviária insere-se no Plano de Desenvolvimento China-Europa, lançado em outubro, de forma a reimplantar a antiga Rota da Seda, por onde circulavam as riquezas entre a China e o Mediterrâneo.

Atualmente existem 39 rotas que ligam 16 cidades chinesas a 12 europeias. Para a Inglaterra a nova rota representa uma aproximação com a Ásia com fins de apoio à atividade econômica.

Governador quer investidor privado no porto de Malhado, em Ilhéus

O governador Rui Costa apresentou ao ministro da Secretaria de Portos, Hélder Barbalho, uma estratégia para que o setor privado faça investimentos no Porto de Malhado, em Ilhéus-BA, o que viabilizará o escoamento inicial de cargas da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), em construção na Bahia. Ele esteve no gabinete do ministro no início da tarde desta terça-feira (10), acompanhado pelos secretários da Casa Civil, Bruno Dauster, de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, e pelo representante do governo baiano em Brasília, Jonas Paulo.

rui

O caminho apontado pelo governador é que a Secretaria de Portos publique Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para que as empresas privadas interessadas no porto possam efetivar investimentos e, assim, concretizar a expansão do equipamento. O ministro concordou com o pleito e determinou a sua equipe agilidade no processo.

“Já que nós temos interesse privado de investimento no porto e, nesse momento, estamos com escassez de dinheiro público. Vamos viabilizar”, disse o governador ao destacar que o passo seguinte à PMI é o processo licitatório. Entre as intervenções previstas pelo governo baiano está a dragagem, ao custo estimado de R$ 21 milhões, que elevará a profundidade do cais e do canal. O governador assinalou que as obras de expansão que o Porto de Malhado deve receber são de rápida conclusão.

Com isso, Malhado receberá navios de maior porte, tendo potencial para receber cargas da Fiol. A estrada de ferro deve começar a operar no primeiro semestre de 2017, quando o trecho em curso Ilhéus/Caetité ficará pronto. “Vamos dar uso imediato à Fiol”, afirmou Rui.

Porto de Salvador

A ampliação do quebra-mar do Porto de Salvador e a concessão do terminal de passageiros à iniciativa privada também estavam na pauta de Rui. A expectativa é que a presidente Dilma Rousseff e o ministro Helder visitem a capital baiana no mês de dezembro para lançar a licitação do terminal e anunciar investimentos no porto que devem chegar a R$600 milhões. A maior parte do volume de recursos oriunda do setor privado, pela Companhia Tecom Salvador, R$500 mil, e os outros R$100 milhões do setor público. “Vamos tentar casar agendas desses volumes de investimentos portuários com a inauguração do metrô [12 km da Linha 1], que deve ocorrer entre dia 15 e 20 de dezembro”.

 

Hotel Columbia 1 (1)

banner 1 (1)

Manutenção Topvel

Visto cartão

Chapadão Quintas 15 de julho

Humberto Santa Cruz diz que FIOL é fundamental para o MATOPIBA

humberto

A Ferrovia Oeste/Leste (FIOL) é fundamental para o desenvolvimento não só da Bahia, mas também de toda a região agora denominada como MATOPIBA. O MATOPIBA é a última fronteira agrícola em expansão do mundo e abrange 337 municípios num total de 73 milhões de hectares nos Estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins.

É uma região em plena expansão produtiva, onde a produção de soja na região, por exemplo, saltou de 84 mil toneladas em 1993 para 7,6 milhões no ano passado. A região é estratégica para o Governo Federal, tanto que está sendo implantada uma agência de desenvolvimento para promover investimentos em infraestrutura e produção nessa região.

Afirma Humberto:

Quando se trabalha com obra da envergadura da FIOL não se pode pensar só no momento atual, é preciso trabalhar com uma linha de futuro que abranja pelo menos duas gerações. A FIOL, hoje, é uma necessidade urgente de toda essa região, precisamos ligar essa região central do Brasil ao litoral e não podemos deixar esse sonho morrer por conta de decisões burocráticas, muitas vezes tomadas nos gabinetes sem o menor conhecimento da realidade das áreas por ela afetadas. Se preciso for, juntos, os prefeitos de toda a região abarcada pela Ferrovia Oeste/Leste, seguiremos para Brasília e lutaremos pela FIOL.

Neste momento, Humberto participa de reunião da UMOB – União dos Municípios do Oeste da Bahia e o tema principal de sua alocução é o término da Ferrovia.

Dilma reconhece empenho de Leão para retomar FIOL.

Dilma-Rousseff-Lula-Otto-Alencar-João-Leão-Jaques-Wagner-e-Rui-Costa-2

Nos encontros de prefeitos do Oeste da Bahia, ainda repercute a fala da presidenta Dilma Rousseff, durante a convenção do PT.

“João Leão, responsável por trazer de volta a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste)”, enfatizou Dilma.

Para o prefeito de Luís Eduardo Magalhães e presidente da UMOB (União dos Municípios do Oeste da Bahia),  Humberto Santa Cruz foi justo o reconhecimento da iniciativa, considerando o empenho do candidato a vice-governador na chapa de Rui Costa, deputado João  Leão  para que se tornasse realidade a retomada do projeto da FIOL, que foi iniciado por Vasco Neto e estava adormecido.

Decisão do TCU permite retomada de obras da Fiol

O Tribunal de Contas da União(TCU) revogou os efeitos da medida que havia interrompido as obras dos lotes 6 e 7 da Ferrovia Oeste Leste(Fiol), trecho entre Caetité e Barreiras, durante sessão plenária, nesta quarta(16). Segundo o presidente do PR na Bahia, deputado José Rocha,  a decisão permite a retomada imediata das obras. “Vencemos mais um obstáculo. Torço para que as obras sejam aceleradas. Mesmo assim  vamos ficar atentos para evitar novas interrupções na Fiol”, afirmou o deputado. Os lotes 6 e 7 têm cerca de 320 km. A Fiol vai ligar o porto de Ilhéus a Barreiras, no oeste da Bahia, com extensão de aproximadamente 1.050 km.

 

Demissões e greve nas obras da Ferrovia Oeste Leste

Durante esta semana mais 150 operários foram demitidos das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), no Lote IV, em Brumado. Segundo informações obtidas pelo site Brumado Notícias, os operários trabalhavam na produção de britas, mas, como a meta para cobrir o trecho já está praticamente completada, os trabalhadores tiveram de ser dispensados. A estimativa é de que cerca de 500 operários já tenham sido dispensados neste primeiro trimestre de 2014, no Lote IV. A dispensa dos 150 operários acontece cerca de quinze dias após a visita do Ministro dos Transporte César Borges ao canteiro administrativo. Na ocasião, o mesmo citou que iria acelerar as obras da ferrovia em todos os lotes.

Greve geral

Após assembleias realizadas nas bases sindicais de Ilhéus, Jequié e Brumado, os trabalhadores da Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. (Valec), que atuam na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entraram em greve a partir desta terça-feira (1°), aderindo ao movimento nacional, por tempo indeterminado.

Segundo Antônio Eduardo, um dos diretores do Sindicato dos Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe  (Sindiferro), os trabalhadores pararam as atividades “por conta do atraso na decisão do acordo coletivo 2013/14, que ainda não foi discutido e tinha como data-base novembro de 2013”.

Na última semana, os sindicatos envolvidos se reuniram com representantes da empresa, no sentido de chegar a um acordo, porém, não obtiveram êxito. A direção da VALEC comunicou que o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) não autorizou que o Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014, com data-base em novembro, fosse firmado.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o aumento de 3% no salário, o cumprimento do plano de cargos e salários, e a contratação de plano de saúde, seguro de vida e Previdência Complementar.

gacea

2A em breve

?????

Estamos com novo cardápio! 
Venha conhecer novos deliciosos sushis, pratos da culinária chinesa, oriental light, sobremesas e outras grandes novidades. 
Reserve a sua mesa 3639-8183

 

Ministro modifica suas previsões para a FIOL

César-Augusto-Rabello-Borges-46O incorrigível otimista César Borges, Ministro dos Transportes, que há duas semanas previu a conclusão da Ferrovia Oeste-Leste ainda este ano, mudou suas previsões:

A ferrovia estará pronta no final de 2015, completa, de Caetité a Barreiras.

O Ministro não disse que o trecho Caetité-Ilhéus é menos importante, porque o novo porto só ficará pronto em 5 anos. Se ficar.

FIOL ainda não pulou o rio São Francisco, mesmo no papel.

Nos pequenos trechos considerados prontos, dormentes sem trilhos. A foto é de julho de 2013.
Nos pequenos trechos considerados prontos, dormentes sem trilhos. A foto é de julho de 2013.

A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A assinou na manhã desta sexta-feira (7) os contratos de execução das obras dos lotes 1 e 5 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O acordo para início das obras do lote 5A fora assinado no final de 2013. “Teremos obras nesses três lotes ainda neste mês de fevereiro”, prevê o ministro dos Transportes, César Borges. No entanto, os trechos contratados ainda não passam da ponte sobre o São Francisco. Os lotes 6 e 7 que aproximam a ferrovia da região de Barreiras ainda não foram liberados pelo Tribunal de Contas da União.

Para o agronegócio, a ferrovia só interessa quando subir ao longo da rodovia BA 463, no rumo de Roda Velha e do futuro porto seco.

São Félix do Coribe: Valec debate benefícios da ferrovia Oeste-Leste

No segundo dia de palestras sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em São Félix do Coribe, a Valec apresentou a autoridades e representantes da sociedade civil organizada os benefícios socioambientais que a construção da ferrovia proporcionará à região.

A explanação foi seguida de perguntas dos participantes, que estão ansiosos pelo início das obras, principalmente porque o empreendimento deve empregar um número considerável de trabalhadores do município.

O encontro, que aconteceu nesta manhã, na Câmara Municipal de Vereadores de São Félix do Coribe, atraiu vereadores, secretários municipais e outros servidores da prefeitura, além de estudantes, imprensa local e cidadãos interessados no futuro da região.

Ainda estão previstas outras duas apresentações no interior da Bahia: amanhã, em Serra do Ramalho, e, na quinta-feira, em Guanambi.

Ao todo, a Fiol terá 1.527 quilômetros de extensão, ligando Figueirópolis, no Tocantins, ao litoral baiano. As obras do primeiro trecho da ferrovia, com 537 quilômetros, de Ilhéus a Caetité, já teve início. A construção do segundo trecho, com 485 quilômetros, de Caetité a Barreiras, deve entrar em atividade em breve, apesar de ainda não haver cronograma definido.

O terceiro trecho, de Barreiras a Figueirópolis, onde a FIOL deve se encontrar com a Ferrovia Note-Sul (FNS), ainda está em fase de estudos e análises. Fonte: Ministério dos Transportes.

Dizem que na lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré morreu um homem para cada dormente colocado no leito da via. No caso da FIOL, pelo jeito teremos um debate para cada dormente colocado. 

E o minério de ferro sai por onde?

Deu no Valor Econômico: a Bahia Mineração, empresa controlada pela Eurasian Natural Resources Corporation, do Cazaquistão, está investindo 3 bilhões de dólares no minério de ferro de Caetité. E quer extrair 20 milhões de toneladas de minério por ano, a partir de 2016. Atualmente a produção brasileira está em 350 milhões de toneladas.

A questão que fica no ar: teremos estrada oeste-leste e porto de Ilhéus em 2016?

Jardim Imperial Bella Vista

Valec diz que recomendação de paralisação feita pelo TCU não trará dano às obras da Fiol

Ferrovia-Oeste-Leste

Em relação às obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a Valec esclarece que não há dano potencial “decorrente de serviços não realizados ou executados com baixa qualidade…”, como alega o TCU, pois as obras dos lotes 5 (Riacho da Barroca – fim da Ponte do Rio São Francisco), 5A (Ponte do Rio São Francisco), 6 (início da Ponte do Rio São Francisco – estrada vicinal de acesso a BR-135) e 7 (Estrada Vicinal de acesso a BR-135 – Rio das Fêmeas), não foram iniciadas e somente o serão quando da anuência dos órgãos de controle.

As obras dos referidos lotes foram suspensas pelo Tribunal de Contas em dezembro de 2011. Desde então, a Valec e o Ministério dos Transportes têm tomado todas as providências cabíveis para o atendimento das solicitações e recomendações do Tribunal.

Como resultado desse esforço efetivo, o TCU revogou a suspensão cautelar do lote 5 da FIOL em outubro deste ano, entendendo que as ações tomadas pela Valec reduziram incertezas e riscos da obra. Ademais, a Valec apresentou todos os documentos referentes aos lotes 5A, 6 e 7 da FIOL em que demonstra que já adotou as soluções e medidas corretivas apontadas pelo Tribunal para toda a extensão da obra, aguardando apenas análise da Corte de Contas. Foto do blog Pimenta.

Ainda não tem os trilhos, mas o trem vem vindo.

Em sessão realizada na última quarta-feira (02), o Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a execução das obras no Lote 5 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) – trecho de 162 quilômetros que vai do Riacho da Barroca, na cidade de Caetité, à Ponte do Rio São Francisco.

Os Lotes 1 a 4, entre os municípios baianos de Ilhéus e Caetité, já estão sendo construídos. Nesse trecho, a extensão será de 537 quilômetros.

Como dizem os mineiros, junta os trens que a “coisa” vem vindo.

Print

Algodão do Oeste tem a melhor qualidade e o frete mais caro até o porto.

algodãoO jornal Valor Econômico, na série de reportagens que publica sobre a infraestrutura da Bahia, o agronegócio e a FIOL, relata:

Hoje, nada menos que 90% do todo algodão produzido na Bahia tem como destino os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Diariamente, milhares de caminhoneiros pegam a estrada e seguem rumo ao Sul e Sudeste do país pela BR-020, em viagens superiores a 2 mil quilômetros. Seguir por estrada até Salvador não é uma alternativa, por conta da concentração de soja nesse porto.

“Como lidar com isso? É uma situação inaceitável, não tem o menor sentido, diz o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz (PP). “O nosso produto é imbatível, tem um preço extremamente competitivo, mas o problema é que também somos os líderes quando se trata de ter o preço de transporte mais caro.”

No trecho de 500 km da Fiol que liga a região de Caetité a Ilhéus, a vocação da ferrovia é mineral. Os três blocos principais de ferro já mapeados na região têm reservas de quase 4 bilhões de toneladas. Projetos de empresas como Bahia Mineração e Bahmex foram forjados sobre o plano de construção da ferrovia. A capacidade de produção mineral estimada para a região de Caetité é de 40 milhões de toneladas por ano. Do lado oeste, porém, nos 500 km que ligam Caetité e Barreiras, a razão de ser da Fiol é o agronegócio.

O governo promete entregar esse trecho da ferrovia até dezembro de 2015. As complicações para cumprir essa promessa, no entanto, são muitas. Dos quatro lotes de obra que compõe essa etapa da Fiol, apenas dois – lote 5 e a ponte sobre o rio São Francisco (5A) – têm licença de instalação concedida pelo Ibama. Os lotes 6 e 7, onde há grande incidência de cavernas, ainda dependem do aval do órgão ambiental para serem liberados para obra. Paralelamente, todo traçado de 500 km ainda está paralisado por medida cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), que impediu o início das obras por conta de falhas dos projetos.

Anuário banner

Portos estrangulados, estradas saturadas, frete caro. Assim é o Brasil exportador.

Estradas saturadas com trânsito de caminhões pesados.
Estradas saturadas com trânsito de caminhões pesados.

Os problemas operacionais registrados no últimos meses nos portos brasileiros durante o escoamento de uma safra de grãos recorde devem se repetir na próxima temporada, uma vez que investimentos em infraestrutura deverão ser sentidos apenas no médio prazo, afirmou nesta terça-feira a associação que reúne as principais empresas do setor de soja no país.

Os portos de Vitória (ES), Santos (SP), Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), por onde o Brasil escoa a maior parte de sua safra agrícola, estão operando no limite da sua capacidade, disse a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), em um boletim.

“Os portos estão trabalhando com a capacidade máxima e precisam, de forma urgente, resolver os seus gargalos internos”, disse o gerente de economia da entidade, Daniel Furlan Amaral, na nota.

O jornal Valor Econômico, numa grande série de reportagens sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, onde relata a estagnação das obras, refere-se assim ao drama vivido pelos produtores do Oeste:

“Nesta época do ano, em plena safra do algodão, nada menos que 1,5 mil caminhões têm circulado diariamente no eixo que liga as cidades de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Para complicar a situação, a estrada de pista simples passa diretamente pelo centro das cidades, em vez de contorná-las. O asfalto da BR-242 acusa o golpe. Nas entradas e saídas dos municípios visitados pelo Valor, o peso das carretas abre valas profundas no chão. Carros são obrigados a circular em ziguezague para tentar fugir dos buracos. Os acidentes são frequentes.” Da Reuters e do Valor Econômico.

anuncio_Shopping_Parque_Oeste_jornalexpresso

Ferrovia está liberada até a ponte do rio São Francisco

ferrovia_oesteleste_fiol_mapa

A licença de instalação para o avanço das obras nos lotes 5 e 5A da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) foi concedida nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Juntas, as obras resultam num investimento de mais de R$ 850 milhões.

O lote 5 possui uma extensão de 162 quilômetros, partindo do município de Caetité até Bom Jesus da Lapa. O 5A consiste na construção de uma ponte de 2,9 quilômetros sobre o Rio São Francisco. Também estão em andamento na Fiol as obras dos lotes 1, 2, 3 e 4, esse último já com 92,2% da terraplanagem concluída. Segundo informações da Valec, empresa executora das obras, com a liberação desses lotes, a ferrovia já gerou mais de seis mil empregos diretos.

arquiteco alterado banner

Maxxi Rome

 

Seminário da FIOL dá seus primeiros frutos

A coluna Raio Laser, da Tribuna, anunciou hoje que o Governo da Bahia acaba de publicar o decreto que regulamenta a modelagem jurídica do complexo Porto Sul, obra que viabiliza a construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol).

O decreto 14.452/2013 autoriza o Estado da Bahia a participar da Sociedade de Propósito Específico (SPE) a ser responsável pela construção e operação do Porto Sul.

A SPE será constituída pelo Estado da Bahia e por empresas privadas, como consta no decreto. O Estado será sócio minoritário da sociedade, como acionista de classe especial, tendo a prerrogativa de veto nas transações, o que vai assegurar a utilização do porto por empresários de cargas menores, evitando práticas comerciais discriminatórias.

O chamamento do felino João Leão está dando os seus primeiros resultados. Sem o porto, a Ferrovia não avança.

rotary baixa

A festa de sexta tende a ser maior que a da inauguração da FIOL

Já estão confirmadas, no Seminário da FIOL,  que se realiza nesta sexta-feira, em Barreiras, as presenças do governador Jaques Wagner, dos ministros César Borges (Transportes), José Leônidas de Menezes Cristino (Portos), Agnaldo Veloso Ribeiro (Cidades), Augusto Nardes (presidente do TCU), Aroldo Cedraz (vice-presidente do TCU), Josias Sampaio (presidente da Valec), Volney Zanardi Jr. (presidente do Ibama), Bernardo Figueiredo (presidente da Empresa de Planejamento e Logística), Elmo Vaz Bastos de Matos (Presidente da Codevasf), Márcio Zimmermann (secretário Executivo do Ministério das Minas e Energia) e gal. Jorge Ernesto Pinto Fraxe (diretor-geral do DNIT).

Presenças confirmadas também do vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar; José Sérgio Gabrielli – Secretário de Planejamento; Ruy Costa – Secretário da Casa Civil; Carlos Costa – Secretário da Indústria Naval e Portuária; Eduardo Sales – Secretário da Agricultura; James Correia – Secretário da Indústria, Comércio e Mineração; Wilson Brito – Secretário do Desenvolvimento Regional.

Além disso, estará presente, para gáudio da sua legiãos de fans, a musa dos  municípios , Maria Quitéria, presidente da UPB. Como também, o presidente Humberto Santa Cruz, da UMOB – União dos Municípios do Oeste da Bahia e representantes da AMURC – Associação dos Municípios da Região Cacaueira; AMIRS – Associação dos Municípios da Região Sudoeste; AMAVALE – Associação dos Municípios da Serra Geral e do Vale do São Francisco; AMORVALE – Associação dos Municípios do Médio São Francisco; CIMURC – Consórcio Intermunicipal dos Municípios do Vale do Rio das Contas.

Participarão também a Comissão da Fiol na Assembléia Legislativa da Bahia, presidida pela deputada Ivana Bastos, Comissão do Porto Sul, deputado Augusto Castro (PSDB-presidente); Comissão de Infraestrutura, deputado Herbert Barbosa (DEM-presidente), entre outras personalidades.

 O Leão não é fácil não: vai trazer a metade de Brasília e uma boa parte de Salvador para o Seminário.

Fiol tem apenas 7% das obras “iniciadas”

fiol-valec-brumado-ferrovia-93-47

O jornal Tribuna e o site Brumado Agora informam hoje: a Fiol tem apenas 7% das obras iniciadas. Ninguém fala em conclusão.

Com edital de licitação lançado em março de 2010 e previsão de conclusão das obras para o final de 2012, a Ferrovia Oeste/Leste, Fiol, como é conhecida, três anos depois da largada tem apenas minguados 7% do projeto em obra, segundo cálculo da própria estatal. Muitas já foram as idas e vindas em torno da ferrovia, para que ela entrasse definitivamente nos trilhos, mas até agora sobram intenções e pouca realização.

Está completando um ano a visita dos ministros do Planejamento, Transportes e da presidência da Valec, a Jequié, e ao canteiro de obra das Fiol, para tomadas de decisões que acelerassem as obras. De lá para cá, de acordo com a assessoria da Valec, já foram iniciadas as obras no trecho de Ilhéus a Caetité, que tem previsão de 537 km.

“Alguns trechos se encontram mais adiantados que outros. Já a parte que envolvia Caetité a Barreiras, com 485 km de extensão, teve que ser refeita em virtude de passar por áreas de cavernas. Foi iniciada uma reavaliação da área e a expectativa é que até o final de maio seja entregue a licença de instalação. Esperamos que seja liberada em julho as obras. Nos trechos onde passam as cavernas foram feitos desvios, contornando essas áreas. Nossa prioridade, contudo, é o trecho de Barreiras para facilitar o escoamento do agronegócio. Esperamos que a construção de Barreiras a Ilhéus esteja conclusa no final de 2015″, cita a assessoria da Valec.

Pelo que se denota que o Seminário organizado pelo Deputado João Leão, na próxima semana, em Barreiras, não deixa de ser extremamente oportuno. Se em dois anos iniciaram 7%, pode-se, numa conta singela, chegar à conclusão que lá pelos anos de 2030 ou 2031 o trem apita no Oeste baiano. Se tudo correr bem. A Norte-Sul foi lançada por Sarney em 1986 e hoje, 27 anos depois, ainda não está concluída.

Antonietta 600x300

Leão lidera audiência preparatória para o Seminário da FIOL

lançamento seminárioTexto e fotos de Eduardo Lena

Foi realizado na manhã de ontem, 05, no auditório da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), reunião preparatória para o Seminário “Fiol: a Bahia quer, o Brasil precisa”, que será realizado no próximo dia 26 de abril, em Barreiras, Oeste da Bahia. A obra interliga a Ferrovia Norte/Sul, no estado do Tocantins, ao Porto Sul, em Ilhéus, passando por 47 municípios da Bahia.

O evento é uma realização da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), Associação dos Municípios da Região Sudoeste do Estado da Bahia (Amirs), Prefeituras de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e Associação dosa Engenheiros e Técnicos Ferroviários da Bahia e Sergipe (AELB). Conta com apoio da União dos Municípios da Bahia (UPB), Alba, Aiba, Abapa,  CDL Barreiras e Fieb.

leão

Capitaneada pelo dep. fed. João Leão (PP/BA), a reunião de mobilização reuniu prefeitos, vereadores, técnicos ligados ao setor de transportes, lideranças políticas e empresariais dos municípios que de uma forma ou outra serão beneficiados pela construção da Ferrovia de Integração Oeste/Leste (Fiol).

Durante seu discurso, o parlamentar informou que o seminário de Barreiras contará com a presença do governador Jaques Wagner, bem como todo seu primeiro escalão, além da participação de cinco ministros de estado, entre eles o recém empossado Ministro dos Transportes, o ex-governador e ex-senador César Borges (PR).

“Precisamos lotar o espaço onde será realizado o seminário para demonstrarmos a importância dessa ferrovia para o Oeste do Estado e para a Bahia como um todo. É necessários que cada um dos prefeitos da região faça uma grande mobilização e traga seus munícipes para participar desse importante evento que discutirá a retomada e conclusão das obras da Fiol”, comentou o deputado.

Ainda de acordo com o parlamentar, a Fiol é fundamental para o desenvolvimento do Estado e do País, a obra está parada por problemas técnicos e de ordem ambiental. Em funcionamento, a Fiol beneficiará mais de 140 municípios baianos no entorno do empreendimento, já tendo contratado até 2014 o transporte de 50 milhões de toneladas de produtos, entre minérios e a produção de grãos do Oeste do Estado. “Cada locomotiva, com seus 180 vagões, terá capacidade de transportar até o Porto de Ilhés, litoral baiano, mais de 22 mil toneladas por viagem”. Veja mais no site do jornal Nova Fronteira.

1º Seminário Fiol, no dia 26, em Barreiras

CONVITE SEMINÁRIO FIOL 26.04.2013

A comissão Organizadora do Seminário “FIOL: A BAHIA QUER, O BRASIL PRECISA!”, e o deputado João Leão, estão convidando todos os oestinos para participar no dia 26 de abril de 2013, das 09 às 17 horas, no auditório do Hotel Solar das Mangueiras, em Barreiras, deste importante evento em prol do desenvolvimento da Bahia e do Brasil.

O Seminário contará com as presenças de autoridades dos Governos Federal, Estadual e dos Municípios, e de importantes órgãos governamentais, empresas e entidades representativas da Bahia e do Brasil.

Sexta ABAPA faz lançamento do Seminário da FIOL

No dia 05 de abril, sexta-feira, às 09:00 horas, no auditório da ABAPA, localizado na Av. Ahylon Macedo, sediará a REUNIÃO DE LANÇAMENTO DO I SEMINÁRIO: “FIOL: A Bahia Quer, O Brasil Precisa”. O I Seminário da FIOL, que será realizado no dia 26 de abril, em Barreiras, visa à retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), e foi lançado no último dia 25, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador.

Veja só: Governo ainda não fez concessão da área do Porto Sul.

???????????????????????????????

O presidente da Comissão Especial Porto Sul da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Augusto Castro (PSDB), quer que o Governo do Estado agilize a concessão da área para implantação do porto privado pela Bahia Mineração no Porto Sul. De acordo com o parlamentar, o Ibama fez a suas parte, concedendo a Licença Prévia. Agora falta o Estado providenciar a cessão da área, como previsto no protocolo de intenções já assinado com a Bamin. A mineradora já investiu R$ 1,2 bilhão no projeto na Bahia, sendo R$ 51 milhões só no processo de licenciamento. “É estranho que até o momento essa cessão não tenha sido oficializada, uma vez que a área já foi desapropriada e a área antiga, em Ponta da Tulha, já havia sido cedida”, avalia o parlamentar.

Para Augusto Castro, os investidores precisam de uma garantia mínima neste momento em que o Ministério Público Federal contesta a Licença Prévia 447/12 concedida pelo Ibama em novembro do ano passado. “ Se o Estado não fizer a sua parte acelerando o processo de concessão, corremos o risco, inclusive, de a Ferrovia Oeste Leste ser concluída em 2014 e o Porto Sul não ter saído do papel”, argumenta o parlamentar, uma vez que a previsão é de três anos, a partir da licença de instalação, para o Porto Sul estar pronto. A morosidade está preocupando também a sociedade ilheense, conforme apontado ao deputado pelo COESO – Comitê de Entidades Sociais em defesa de Ilhéus e Região que reúne pelo menos 60 instituições. Continue Lendo “Veja só: Governo ainda não fez concessão da área do Porto Sul.”

Ferrovia terá seminário e comissão legislativa pelo porto

fiol 1

O deputado federal João Leão enviou convite para o Seminário Seminário “FIOL, Ferrovia de Integração Oste Leste – A Bahia quer, o Brasil precisa”, no dia 25 de março, segunda-feira, às 09:00 horas, no auditório da UPB – União dos Municípios da Bahia, à Terceira Avenida, S/N – Centro Administrativo da Bahia. Na Assembleia Legislativa, o deputado Augusto Castro (PSDB) foi eleito presidente da Comissão Especial Porto Sul da Assembleia Legislativa da Bahia. Sua escolha foi por unanimidade dos demais membros da comissão, criada em 2011 por iniciativa do próprio Augusto Castro. A Comissão é importante para o Oeste baiano, pois o Porto Sul integra as obras da Ferrovia Oeste-Leste, que terá grande impacto no desenvolvimento do Oeste baiano.

Devagar como tudo que acontece neste País, a ferrovia está andando, como se pode ver pelas fotos.

Fiol 2

 

Fiol 3

 

Fiol 4

A FIOL recebe a sua primeira locomotiva.

fiol 003
Está passando por Luís Eduardo o transporte especial que levará até Brumado a primeira de três locomotivas que a Andrade Gutierrez usará no assentamento dos trilhos, no trecho de sua responsabilidade, na Ferrovia Oeste-Leste. Doze eixos e 48 rodas sustentam o tandem que carrega a locomotiva. Esta foi transportada sem o material rodante. 

Caminhões apreendidos na FIOL: assim a ferrovia nunca chegará

Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar, do Setor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em Tanhaçu, no sudoeste baiano. deflagrada nesta sexta-feira (1º), apreendeu cerca de 150 caçambas que realizavam serviços para os consórcios executores da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).

Os veículos prestavam serviços para as empresas responsáveis pela construção da Fiol.

 De acordo com a promotora de Tanhaçu, Soraya Mira Chaves, responsável pela operação, há diversos indícios de irregularidades nos veículos que prestam serviço aos consórcios. “Foram identificados, inicialmente, veículos com suspeitas de alteração quanto à origem ou licitude.

Os veículos apreendidos passam por uma triagem para serem periciados O objetivo é aferir, efetivamente, se foi agregado algum carro de maneira irregular no consórcio”, informou a representante do MP-BA, em entrevista ao Bahia Notícias.

Segundo Soraya, existe até a suspeita de que alguns dos veículos apreendidos são frutos de roubo. “Mas isso não significa que os carros apreendidos são roubados. Todos serão periciados ainda”, disse. Todos os veículos envolvidos estão retidos, sob vigilância, nos pátios das empresas responsáveis, todas localizadas na região de Tanhaçu. Do Bahia Notícias.

habitatbanner

Ferrovia Oeste-Leste vai ligar as zonas produtoras a lugar nenhum

ferroviaPronto, aconteceu de novo: depois da vergonha pública do complexo eólico de Caetité, o jornalista André Borges, do Valor Econômico, denuncia que erros de projeto levaram a um cronograma onde a ferrovia Oeste-Leste ligará as zonas de produção de grãos e minérios a lugar nenhum, pois o Porto Sul só ficará pronto em 2018, enquanto a via férrea estará completa, até Barreiras, em 2015.

Diz André Borges:

“Isso significa que a Fiol, depois de concluída, ficará sem utilização – ou com nível de operação desprezível – por um período entre três anos e meio e quatro anos.”

Valec indeniza posseiros ao longo da ferrovia Oeste-Leste

Assinatura de escrituras FOTO Daniela SilvaaSCOM sEAGRIMais de mil famílias de posseiros dos municípios de Ilhéus, Jequié, Brumado, Ibiassucê, Tanhaçu e Caetité, que ocupam terras no traçado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, (Fiol), já foram indenizadas pela Valec pelas áreas desapropriadas para implantação da ferrovia. Para garantir que os posseiros fossem indenizados tanto pelas benfeitorias como pela terra, o governo estadual reconheceu o direito de posse e emitiu as escrituras. Essa solução foi encontrada depois que o assunto foi debatido com a Procuradoria Geral do Estado, Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) da Secretaria da Agricultura, e com a Valec Construção, Engenharia e Ferrovia, (Valec). De acordo com a assessora da empresa pública, Cecília Cafezeiro, todo processo está sendo realizado com forte conotação social.

Na tarde desta quinta-feira, (27), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, assinou centenas de escrituras, finalizando o processo que contempla os posseiros das terras localizadas no traçado da Fiol entre Ilhéus e Caetité. Para ele, “a desapropriação e indenização pelas áreas por onde a ferrovia vai passar é um passo fundamental para a concretização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, cujas obras continuam no ritmo esperado”.

O ato de assinatura das escrituras contou com a presença da representante da Valec, Cecília Cafezeiro. O secretário Eduardo Salles lembrou que a faixa de domínio da Ferrovia de Integração Oeste-Leste é de 80 metros, (40 de cada lado), afirmando que o governo da Bahia olha com atenção a situação das propriedades ao longo do traçado da ferrovia

Valor Econômico faz radiografia da verdadeira situação da ferrovia

ferrovia

A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) anda em ritmo lento. O trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 536 quilômetros de extensão e custo estimado em R$ 2,4 bilhões, é o único em construção. O trecho seguinte, de Caetité a Barreiras, apesar de ter sido contratado em diferentes lotes, ainda não foi iniciado em função de pendências com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus (BA) e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.

josias-cavalcante-presidente-da-valec-Foto-ReproduçãoJosias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.

Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. “O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente”, disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. “Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra.”

Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. “O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras.” Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.

Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso. (FG e CS)

Buriti valeu esperar

Ferrovia agora poderá ligar Caetité ao Porto.

A expectativa de inaugurar pelo menos a primeira etapa do Porto Sul, na localidade de Aritaguá, no município de  Ilhéus, até o final de 2014 foi descartada pelo governo da Bahia. O Estado recebeu a licença prévia (LP) do empreendimento na última quarta-feira, mas a construção do complexo, cuja primeira etapa tem prazo de obras de 24 meses, só deverá ser iniciada no próximo ano, depois que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) liberar a licença de instalação.

Pelo menos agora a ferrovia já poderá ligar dois pontos no mapa: por enquanto, Caetité e o novo porto de Ilhéus.

E esse trem que não entra nos trilhos?

O Tribunal de Contas da União anunciou hoje que a Construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – no trecho Caetité – Barreiras/BA foi incluída entre 22 das obras com indícios de irregularidades graves identificadas pelo TCU no âmbito do Fiscobras 2012. As constatações são resultado de fiscalizações realizadas de novembro de 2011 a outubro de 2012 (1), com o objetivo de verificar a correta aplicação de recursos federais em obras públicas. Essas informações são enviadas ao Congresso Nacional para subsidiar a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2013, nos termos fixados pela Lei 12.708/2012 (LDO/2013).

Não deixa de ser uma má notícia para o Oeste baiano, com suas estradas saturadas e perspectiva de aumento de exportações proporcionadas pelo agronegócio e pelo bom momento das commodities agrícolas no mercado internacional.

A construção da FIOL deve ser incluída na agenda do Oeste pelo seminário de prefeitos eleitos, a ser realizado na próxima semana, que reconhece o gargalo logístico como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento integrado da Região.

Governo chama empresários para debater Porto Sul, em Ilhéus.

O secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, Rui Costa, apresentou nesta segunda-feira (21), em Salvador, o novo arranjo institucional do empreendimento Porto Sul ao grupo de investidores de cargas que atuam no estado. A iniciativa da Sociedade de Propósito Específico (SPE) será alvo de um decreto, que vai à apreciação da Assembleia Legislativa da Bahia e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Até o dia 30 deste mês, as 13 empresas participantes, catalogadas na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), manifestarão o tipo de interesse em participar do empreendimento. A partir daí, o governo definirá o marco institucional e financeiro do porto.

Segundo o secretário, o interesse é garantir que outros donos de cargas conheçam o projeto e participem como investidores ou até mesmo como usuários, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo governo para o desenvolvimento do estado. Ele ressaltou ainda que o nível de detalhamento dos estudos realizados vai garantir, após a concessão das licenças ambientais, um ritmo acelerado na implantação do porto.

Projeto

O Porto Sul, que terá investimentos de R$ 2,4 bilhões, foi concebido dentro do Planejamento Estratégico do Estado da Bahia e será construído na região de Aritaguá, zona norte de Ilhéus, com um cais em mar aberto, integrado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Essa infraestrutura de transportes possibilitará uma ligação entre o oeste baiano e a região Centro-Oeste do Brasil.

A estimativa é de que o porto público terá uma movimentação anual de cargas em torno de 75 milhões de toneladas, sendo que a Bamin irá construir dentro dessa estrutura o Terminal de Uso Privativo, pelo qual serão escoadas 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O porto terá um cais off shore, a 2,5 quilômetros da costa.