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A operação também contou com a participação das Polícias Civil, Militar, Tribunal de Contas do Estado e da Controladoria-Geral da União do estado de Piauí./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2022/A/j/wRv1j7STG0RJnBXW7WSA/52043317074-69da6638bc-o.jpg)











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No final da madrugada deste domingo, 10, pouco depois das 5h, um homem identificado como Wederson de Oliveira da Paz, de 31 anos, veio a óbito após colidir violentamente um veículo Fiat Uno na traseira de uma carreta prancha que estava estacionada na avenida Luís Eduardo Magalhães, em frente a Secretaria de Infraestrutura, no bairro Jardim das Acácias.Fonte:Reportagem de Weslei Santos/Blog do Sigi Vilares




Foto de André Alliana.
“É o Bolsonaro, seus filhas da puta, seus desgraçados! É o mito!”.
“Vamos fuziliar a petralhada!”

Do Antagonista

08.jun.22 – Ministro da Defesa, General Paulo Sérgio Oliveira, fala à Câmara sobre compras de Viagra pelo Exército
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Por sugestão do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, a PPSA, estatal responsável por gerenciar os contratos da União para exploração do petróleo localizado no pré-sal, foi incluída em estudos de possíveis privatizações. Especialistas apontam que em caso de venda da estatal, o governo pode perder a gestão de US$ 122,7 bilhões (cerca de R$ 662 bilhões).
Logo em seguida, no início de junho, o governo Bolsonaro apresentou um projeto de lei que autoriza a venda dos contratos da empresa, apontando até R$ 398,4 bilhões em potencial de arrecadação. O projeto retira os repasses ao Fundo Social, criado para investir os recursos da União obtidos no regime de partilha do pré-sal em áreas como educação e saúde.
A Sputnik Brasil ouviu especialistas para explicar como essa privatização impactaria o país, quais são as motivações do governo Bolsonaro em torno da proposta e os possíveis efeitos sobre a indústria do petróleo e os preços dos combustíveis.
Quais são os efeitos da eventual privatização da PPSA?
Para o pesquisador Rodrigo Leão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), a possível privatização da PPSA rompe com o “espírito” do chamado regime de partilha (Lei 12.304/10). Essa legislação, além de criar e definir a atuação da PPSA, determina que as empresas exploradoras do pré-sal ofereçam uma contrapartida ao Estado — o excedente de petróleo. Diferentemente do regime de concessão, a partilha garante mais recursos ao governo. Segundo Leão, a problemática de uma venda da PPSA vai além das finanças.
“O prejuízo [da privatização da PPSA] eu diria que não é tanto do ponto de vista econômico. O prejuízo é muito mais de tirar do Estado uma atribuição que, por definição, é dele: regulação e gerenciamento de recursos fiscais”, aponta Leão em entrevista à Sputnik Brasil.

“É uma coisa sui generis, a gente não vê nos modelos de partilha algo desse tipo. O Estado tem, por definição, o papel de fiscalizar e gerenciar os recursos gerados pela produção do petróleo. Então acho que podem surgir problemas graves de governança ou de gerenciamento dos recursos”, salienta.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirma que a eventual venda da PPSA traria diversas perdas à capacidade de investimento do Brasil.
“Se privatizada, a PPSA representa uma perda de recursos no médio e longo prazos, perda da capacidade de fomentar a indústria nacional por meio de uma política industrial que fomente o conteúdo nacional e, por fim, e não menos importante, perda do poder do Estado brasileiro de controlar suas reservas de petróleo e gás natural”, diz Bacelar, que acredita que privatizar a PPSA é “como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”.
“Há uma tendência de ter perdas econômicas significativas resolvendo privatizar agora a PPSA […]. Então há um impacto econômico, sobretudo com a possibilidade de perdas de receitas futuras”, afirma Costa Pinto à Sputnik Brasil.
O pesquisador da UFRJ aponta que o valor recorde arrecadado pela PPSA no primeiro semestre de 2022 — R$ 1,23 bilhão — ainda é pequeno em relação ao que está por vir. Segundo Costa Pinto, o governo Bolsonaro opera com a lógica de tentar trazer parte desses valores futuros para o presente com a negociação da estatal. Para ele, essa é uma jogada com uma dimensão eleitoral e ideológica.
“É evidente que aqui tem uma lógica eleitoreira, porque eu faço caixa no ano eleitoral e esse caixa não necessariamente pode ser adotado como elemento para a ampliação de despesas no ano eleitoral”, destaca o economista da UFRJ.
Diante das dificuldades encontradas pelo governo Bolsonaro de concretizar as promessas de se desfazer das estatais, o especialista Rodrigo Leão também ressalta um mote político na movimentação em direção à estatal.
“A PPSA é, digamos assim, um elo de menor resistência. Então [a privatização] seria uma espécie de resposta política do governo para tentar justificar ou tentar trazer elementos para mostrar que, de fato, essa agenda deles avançou”, pondera.
O pesquisador também destaca que há uma dimensão de economia política da renda petrolífera a ser discutida. Essa renda, a diferença entre o preço do petróleo e o custo de produção, se ampliou fortemente no Brasil. Costa Pinto aponta que atualmente a renda petrolífera brasileira está acima de US$ 60 (cerca de R$ 325) e há interesses de grandes petroleiras estrangeiras operando para aumentar essa margem.
“Essa disputa, como no caso da PPSA, significa, além de gerar caixa para o governo, eliminar o modelo de partilha. Essa eliminação do modelo de partilha e a manutenção do modelo de concessão tende a aumentar os ganhos das empresas petroleiras na exploração do pré-sal”, ressalta o economista.
Para o líder da FUP, Deyvid Bacelar, o objetivo do governo é aumentar a arrecadação, mesmo que isso acarrete perdas em outras áreas importantes no futuro.
“O que o ministro Paulo Guedes quer com a possível privatização da PPSA é arrecadar mais. Não importa se o país vai perder com essa privatização mais à frente, não importa se a indústria nacional vai perder esse importante veículo de estímulo, não importa se os empregos vão ser gerados em outros países. Com certeza tem um viés ideológico”, afirma o petroleiro.
Nos últimos meses, a tensão em torno dos preços dos combustíveis no Brasil cresceu, e, assim como o governo Bolsonaro, a indústria brasileira do petróleo está sob pressão. Apesar da gravidade da situação, o pesquisador do Ineep Rodrigo Leão aponta que a venda da PPSA não teria impacto direto sobre esses preços.
“O que eu acho que está por trás do debate da privatização — e aí a PPSA, indiretamente, entra nesse debate — é que há uma percepção do governo de que a privatização pode gerar, vamos dizer assim, um choque de competitividade no setor e conseguiria reduzir preços”, aponta.
Já para o economista Eduardo Costa Pinto, apesar de não ter impacto direto nas bombas, a privatização da PPSA pode gerar outros custos para o cidadão brasileiro devido ao fim do regime de partilha e ao arrocho imposto ao Fundo Social.
“Como essa venda trazida para o valor presente não tem nenhuma destinação para o Fundo Social, receitas futuras que seriam destinadas para a educação e a saúde não terão mais esse destino […]. Logo, o cidadão brasileiro será impactado com menores recursos para educação e saúde [sem aquilo] que o pré-sal poderia gerar no futuro”, conclui.
“Quando acordo, penso que não vou, sabe, nem conseguir. Quando eu olho para o lado, vejo eles e é isso que me fortifica, é isso que me dá mais vigor para chegar e continuar a batalhar”, conta o pintor desempregado.
Mas sem ter de onde tirar dinheiro, Marcos começou a vender coisas de casa: “O botijão, uma serra e uma parafusadeira. São instrumentos de obra, né? Para comprar pão, leite para eles, a mistura. Então, assim, a dificuldade que a gente encontra é essa. É de manter o dia, o agora”.

Guernica, de Picasso.
A PEC eleitoral – ou Kamikaze, dos bilhões, emergencial, os apelidos são muitos – foi aprovada rapidamente nesta quinta-feira, assim como aconteceu em uma votação quase unânime no Senado na semana passada. Para apressar o trâmite, o presidente da Câmara, Arthur Lira, driblou um pedido de vistas da oposição, que queria postergar a votação, utilizando-se de expedientes como a leitura do relatório a ser votado à meia-noite e uma sessão fake de 1 minuto às 6h30 da manhã na Câmara.
Entendo que não é fácil negar benefícios sociais em um país que passa fome. Mas concordo com José Serra, o único senador a votar contra a PEC, quando ele diz que “quem rasga a Constituição, em um dia, noutro rasga direitos”.
No Brasil temos mais um ingrediente explosivo nessa equação: a adesão de boa parte da elite militar à estratégia fraudulenta de Bolsonaro.
Pelo som das tropas e dos trapaceiros, vamos mesmo precisar de apoio internacional além de uma ampla mobilização por aqui em defesa dos jornalistas e de combate à desinformação.
Os que se dizem democratas, como Google e Facebook, deveriam ouvi-los.






Em política, todos os acordos e todas as alianças são viáveis.




Abaixo, as instalações da Mineradora